<?xml 
version="1.0" encoding="utf-8"?><?xml-stylesheet title="XSL formatting" type="text/xsl" href="https://ft-ci.org/spip.php?page=backend.xslt" ?>
<rss version="2.0" 
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
>

<channel xml:lang="es">
	<title> Fracci&#243;n Trotskista Cuarta Internacional </title>
	<link>http://www.ft-ci.org/</link>
	<description></description>
	<language>es</language>
	<generator>SPIP - www.spip.net</generator>
	<atom:link href="https://ft-ci.org/spip.php?id_auteur=113&amp;page=backend" rel="self" type="application/rss+xml" />




<item xml:lang="pt_br">
		<title>Como emergir uma alternativa &#224; esquerda do PT?</title>
		<link>https://ft-ci.org/Como-emergir-uma-alternativa-a-esquerda-do-PT</link>
		<guid isPermaLink="true">https://ft-ci.org/Como-emergir-uma-alternativa-a-esquerda-do-PT</guid>
		<dc:date>2016-02-19T11:20:00Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Daniel Matos</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil: Un gigante se despierta</dc:subject>
		<dc:subject> MRT (Movimento Revolucion&#225;rio de Trabalhadores) do Brasil </dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;O Brasil vive uma dif&#237;cil situa&#231;&#227;o em que um governo que tem uma rela&#231;&#227;o hist&#243;rica com os sindicatos est&#225; envolvido em graves esc&#226;ndalos de corrup&#231;&#227;o e implementa duros ataques, ao mesmo tempo em que uma oposi&#231;&#227;o de direita igualmente corrupta quer destitu&#237;-lo para aplicar ajustes ainda mais duros. Como lutar por uma pol&#237;tica independente que empalme com um setor de massas nesse cen&#225;rio? Como emergir uma alternativa &#224; esquerda do PT?&lt;/p&gt;

-
&lt;a href="https://ft-ci.org/Articulos-en-portugues" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en portugu&#233;s&lt;/a&gt;

/ 
&lt;a href="https://ft-ci.org/America-Latina" rel="tag"&gt;Am&#233;rica Latina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Tapa-Central" rel="tag"&gt;Actualidad&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Politica" rel="tag"&gt;Pol&#237;tica&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Analisis" rel="tag"&gt;An&#225;lisis&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Brasil-101" rel="tag"&gt;Brasil&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Brasil-Lucha-contra-el-aumento-del" rel="tag"&gt;Brasil: Un gigante se despierta&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/http-www-ft-ci-org-Movimento-Revolucionario-de-Trabalhadores-306" rel="tag"&gt; MRT (Movimento Revolucion&#225;rio de Trabalhadores) do Brasil &lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L150xH113/arton9306-b821d.jpg?1694426815' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='113' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;O Brasil vive uma dif&#237;cil situa&#231;&#227;o em que um governo que tem uma rela&#231;&#227;o hist&#243;rica com os sindicatos est&#225; envolvido em graves esc&#226;ndalos de corrup&#231;&#227;o e implementa duros ataques, ao mesmo tempo em que uma oposi&#231;&#227;o de direita igualmente corrupta quer destitu&#237;-lo para aplicar ajustes ainda mais duros. Como lutar por uma pol&#237;tica independente que empalme com um setor de massas nesse cen&#225;rio? Como emergir uma alternativa &#224; esquerda do PT?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;Foto: Juventude &#192;s Ruas presta solidariedade aos oper&#225;rios da MABE&lt;br class='autobr' /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com a investiga&#231;&#227;o de Lula e os novos ind&#237;cios utiliza&#231;&#227;o da Lava-Jato para financiar a campanha de Dilma em 2014 o PSDB busca reacender o espectro de impeachment e debilitar o capital eleitoral do PT para as elei&#231;&#245;es municipais desse ano e presidenciais de 2018. Uma vez mais a oposi&#231;&#227;o de direita aproveita os esc&#226;ndalos de corrup&#231;&#227;o do PT para tentar impor ataques ainda mais duros que os de Dilma uma entrega superior do pa&#237;s ao imperialismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A campanha pelo impeachment encabe&#231;ada pelas lideran&#231;as da oposi&#231;&#227;o &#233; reacion&#225;ria porque &#233; insepar&#225;vel de suas campanhas por reformas neoliberais nas leis trabalhistas e previdenci&#225;rias, maiores cortes nas &#225;reas sociais, mais desemprego, maior abertura para a explora&#231;&#227;o do Pr&#233;-Sal pelos cart&#233;is imperialistas etc.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O PT, por sua vez, tenta vender a ideia de que sob seu governo se investiga mais que no passado e que n&#227;o tem qualquer problema em &#8220;cortar na pr&#243;pria carne&#8221; para &#8220;purificar&#8221; o partido. Os &#8220;erros&#8221; &#8211; dizem &#8211; teriam sido de gente mal intencionada, nunca de Dilma ou de Lula. Dirigentes sindicais da CUT, jornalistas e intelectuais petistas utilizam sua influ&#234;ncia sobre os movimentos sociais e a &#8220;opini&#227;o p&#250;blica&#8221; das redes sociais para atacar a parcialidade das investiga&#231;&#245;es em curso e sua abordagem na grande m&#237;dia, onde os partidos do governo s&#227;o predominantemente escolhidos como alvos, enquanto os esc&#226;ndalos que envolvem a pr&#243;pria oposi&#231;&#227;o s&#227;o tratados como coisas menores. Agitam o &#8220;Fora Cunha&#8221; como esse n&#227;o fosse ser substitu&#237;do por v&#225;rios outros &#8220;Cunhas&#8221; e de vez em nunca falam vagamente em &#8220;reforma pol&#237;tica&#8221; ou &#8220;constituinte exclusiva&#8221;. Mas essas palavras servem apenas para esconder que na pr&#225;tica impedem os sindicatos de terem uma pol&#237;tica independente para combater os ajustes e a podrid&#227;o do sistema pol&#237;tico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para desviar o assunto do impeachment os petistas agitam o pedido a Dilma de mudan&#231;a da pol&#237;tica econ&#244;mica, implorando pela redu&#231;&#227;o das taxas de juros junto &#224; FIESP. Acreditam na bondade da presidente que implementa os ajustes e dos empres&#225;rios que demitem e arrocham os sal&#225;rios. Como manifesta&#231;&#245;es inofensivas n&#227;o freiam a sede de lucros dos empres&#225;rios e seus governos fieis, est&#227;o preocupados com a preserva&#231;&#227;o de seus privil&#233;gios e creem que &#233; mais f&#225;cil controlar a desvaloriza&#231;&#227;o dos sal&#225;rios atrav&#233;s da infla&#231;&#227;o do que demiss&#245;es em massa em fun&#231;&#227;o de uma recess&#227;o mais aguda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enquanto isso... a direita fica como portadora da &#8220;luta contra a corrup&#231;&#227;o&#8221; e os tucanos corruptos t&#234;m a possibilidade de lavar a pr&#243;pria cara.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No esfor&#231;o de defesa do &#8220;seu&#8221; governo contra a direita que quer impor condi&#231;&#245;es ainda mais reacion&#225;rias de explora&#231;&#227;o, a burocracia petista (estatal, sindical e acad&#234;mica) anestesia as organiza&#231;&#245;es de massa da classe trabalhadora.&lt;br class='autobr' /&gt;
Claro que com a &#8220;nobre&#8221; justificativa de que qualquer movimento de massas que se levante acabaria &#8220;fazendo o jogo da direita&#8221;. Assim, impedem as lutas de resist&#234;ncia que t&#234;m eclodido se desenvolvam, se unifiquem e se transformem em uma alavanca para um grande movimento nacional contra os ajustes e a corrup&#231;&#227;o e aram o terreno para que a direita se fortale&#231;a.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De um lado, as campanhas direitistas do PSDB e da Rede Globo. De outro, as campanhas do PT contra os &#8220;entreguistas tucanos&#8221; que querem impor um projeto de pa&#237;s ainda mais de direita que o prec&#225;rio reformismo petista. Como se o PT n&#227;o tivesse tamb&#233;m sua forma particular de entreguismo no varejo e aos poucos, mas que no final das contas vende tantos bens p&#250;blicos como o entreguismo de atacad&#227;o dos tucanos. E como se o reformismo prec&#225;rio do PT n&#227;o tivesse sido constru&#237;do sobre a base da estrutura neoliberal que se manteve intacta e hoje volta a colocar suas garras de fora provocando desemprego, queda da renda e retirada de direitos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesse fogo cruzado, com suas dire&#231;&#245;es sindicais vendidas a um reformismo em retirada que n&#227;o para de girar &#224; direita, @s trabalhador@s e a juventude necessitam de uma alternativa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As bases para quebrar a hegemonia do PT sobre o movimento de massas pela esquerda se encontram na energia com a qual os secundaristas derrotaram a tentativa de Alckmin de fechar mais de 200 escolas no ano passado ou com a qual as manifesta&#231;&#245;es de massa de junho de 2013 obrigaram os governos da situa&#231;&#227;o e da oposi&#231;&#227;o a reduzirem os aumentos das passagens. Energia essa que tamb&#233;m se expressou nas explos&#245;es antiburocr&#225;ticas dos pe&#245;es da constru&#231;&#227;o civil em 2011 e 2012, nos garis do Rio de Janeiro e nos motoristas de &#244;nibus em Porto Alegre em 2014. Essa energia que vem de baixo e rompe o controle burocr&#225;tico do PT ou das dire&#231;&#245;es sindicais mais abertamente mafiosas sobreviveu de forma latente em v&#225;rias greves que ao longo de 2015 resistiram aos ajustes em metal&#250;rgicos, professores, correios ou petroleiros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma esquerda que queira realmente construir uma alternativa de massas &#224; esquerda do PT, e n&#227;o apenas crescer como alternativa eleitoral ou sindical, n&#227;o pode menos que querer ser a express&#227;o dessa energia espont&#226;nea das massas no terreno pol&#237;tico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao mesmo tempo em que reclamam dos ajustes de Dilma, os dirigentes sindicais do PT se colocam &#224; frente das lutas de resist&#234;ncia para trocar demiss&#245;es em massa por redu&#231;&#227;o de sal&#225;rios e direitos com demiss&#245;es a conta gotas. Deixam os setores mais explorados e prec&#225;rios perderem seus postos de trabalho sem luta e diretamente traem os processos de resist&#234;ncia que amea&#231;am sair do controle.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Transformar cada luta em uma alavanca para um grande movimento nacional contra os ajustes&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&#227;o podemos deixar nenhuma luta isolada. Os sindicatos, oposi&#231;&#245;es sindicais e organiza&#231;&#245;es da esquerda precisam colocar todas as suas for&#231;as a servi&#231;o de fortalecer as lutas de resist&#234;ncia e desenvolver a espontaneidade e a combatividade oper&#225;ria e juvenil para superar os obst&#225;culos impostos pela burocracia sindical governista e oposicionista e surgir uma alternativa de massas &#224; esquerda do PT.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas n&#227;o basta resistir aos ataques econ&#244;micos e &#224; retirada de direitos enquanto a pol&#237;tica permanece nas m&#227;os do PT e da direita. Em meados do ano passado Lula disse em uma assembleia de petroleiros que eles deveriam &#8220;fazer pol&#237;tica&#8221;. Mas fazer a pol&#237;tica do PT &#233; acatar a entrega da Petrobr&#225;s que o PSDB quer fazer no atacado para permitir que Dilma privatize aos poucos e no varejo sem maiores resist&#234;ncias, com um plano que no final das contas d&#225; inveja a FHC.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A CUT abre suas marchas com a consigna &#8220;em defesa da democracia&#8221;, como se os trabalhadores devessem subordinar a luta contra os ajustes &#224; defesa dessa democracia dos subornos que o PT passou a fazer parte. Os sindicatos n&#227;o podem servir aos privil&#233;gios da burocracia petista enquanto avan&#231;am as demiss&#245;es, a infla&#231;&#227;o, as privatiza&#231;&#245;es e mais reformas neoliberais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os sindicatos precisam mobilizar suas bases para canalizar a disposi&#231;&#227;o de resist&#234;ncia aos ajustes e a indigna&#231;&#227;o com a corrup&#231;&#227;o em um grande movimento nacional que barre os ataques e combata os privil&#233;gios pol&#237;ticos dessa democracia de subornos controlada pelo PT e o PSDB. Recuperemos os sindicatos das m&#227;os da burocracia para transform&#225;-los n&#227;o somente em ferramentas de luta econ&#244;mica mas tamb&#233;m pol&#237;tica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A &#250;nica forma de superar a democracia dos subornos &#233; construindo uma democracia dos trabalhadores, baseada na democracia direta exercida a partir de assembleias por locais de trabalho. Mas enquanto os trabalhadores n&#227;o se convencem dessa batalha, que pelo menos exijam de seus dirigentes sindicais que se mobilizem por uma democracia em que a vontade popular se expresse da forma mais democr&#225;tica poss&#237;vel, impondo a revogabilidade de todos os mandatos pol&#237;ticos para que os eleitores possam recha&#231;ar representantes traidores que praticam verdadeiros estelionatos eleitorais como o PT.&lt;br class='autobr' /&gt;
A Constitui&#231;&#227;o de 1988, tutelada pela ditadura, criou m&#250;ltiplos mecanismos para impedir que a vontade popular se expresse verdadeiramente. O impeachment &#233; um deles, em que algumas centenas de pol&#237;ticos corruptos decidem no lugar do sufr&#225;gio de dezenas de milh&#245;es. Para impor a revogabilidade dos mandatos, n&#227;o existe outro caminho que n&#227;o seja colocando de p&#233; um novo poder constituinte constru&#237;do sobre a mobiliza&#231;&#227;o das massas, onde os sindicatos e as organiza&#231;&#245;es populares imponham sua vontade contra os direitistas tucanos e os conciliadores do PT (hoje em dia cada vez mais direitistas).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Uma resposta independente para a crise pol&#237;tica, econ&#244;mica e social&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma Constituinte Livre e Soberana em que os pol&#237;ticos sejam revog&#225;veis, recebam o mesmo sal&#225;rio que um professor e assumam todas as fun&#231;&#245;es da presid&#234;ncia e do senado, abolindo essas institui&#231;&#245;es que somente servem para representar os interesses dos capitalistas. Que institua a elei&#231;&#227;o dos ju&#237;zes por voto popular e discuta a estatiza&#231;&#227;o de empresas como a Petrobr&#225;s e a Vale do Rio Doce sob controle dos trabalhadores para evitar o saque imperialista e novas trag&#233;dias ambientais. Que aprove o n&#227;o pagamento da d&#237;vida p&#250;blica para destinar recursos, ao transporte e &#224; educa&#231;&#227;o. Que garanta o direito ao aborto e um sistema de sa&#250;de &#250;nico 100% estatal para impedir que novas fam&#237;lias sigam sofrendo com epidemias como o Zika-V&#237;rus.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A luta por uma nova alternativa revolucion&#225;ria&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A esquerda antigovernista mais relevante no Brasil se nega a dar essa batalha. O PSOL, para al&#233;m de n&#227;o ter qualquer import&#226;ncia nas lutas de resist&#234;ncia e ser um obst&#225;culo para desenvolver a espontaneidade da juventude, n&#227;o combate as burocracias pol&#237;ticas e sindicais do PT, como se expressa em sua participa&#231;&#227;o na Frente Povo Sem Medo e na atua&#231;&#227;o de seus parlamentares.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O PSTU, por sua vez, al&#233;m de ser incapaz de projetar as lutas de resist&#234;ncia e resignar-se ao corporativismo econ&#244;mico nos sindicatos que dirige (aceitando as demiss&#245;es na GM sem luta), ao igualar PT e PSDB, n&#227;o recha&#231;ar o impeachment como uma pol&#237;tica reacion&#225;ria e defender &#8220;elei&#231;&#245;es gerais&#8221; como sa&#237;da imediata para a crise pol&#237;tica, por mais que n&#227;o queira termina objetivamente confluindo com a pol&#237;tica da direita. Ao mesmo tempo em que o PSTU se adapta aos oper&#225;rios atrasados que querem tirar o PT a qualquer custo independente do que vir&#225; no seu lugar, impede que a Central Sindical e Popular Conlutas se transforme em uma real refer&#234;ncia para as bases petistas em crise com o giro &#224; direita de seu partido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A partir do Movimento Revolucion&#225;rio de Trabalhadores e do Esquerda Di&#225;rio, estamos batalhando para que colocar de p&#233; uma grande juventude que d&#234; um sentido revolucion&#225;rio a essa espontaneidade combativa que vem sendo colocada nas ruas. Temos constru&#237;do uma corrente pol&#237;tico-sindical que busca expressar a combatividade da juventude e dos setores mais prec&#225;rios da classe trabalhadora em cada sindicato que militamos e como uma ala da Conlutas que luta para superar o corporativismo sindical e dar visibilidade a uma pol&#237;tica independente frente &#224; crise pol&#237;tica, econ&#244;mica e social que atravessa o pa&#237;s. Cremos que esse &#233; o caminho para construir uma esquerda com peso de massas que se postule verdadeiramente uma alternativa ao PT.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoje essa perspectiva estrat&#233;gica se concretiza na mobiliza&#231;&#227;o das for&#231;as do MRT e do Esquerda Di&#225;rio para cercar de solidariedade e fortalecer a luta dos oper&#225;rios e oper&#225;rias da MABE e da GM contra os ataques que est&#227;o sofrendo, como se pode acompanhar pelas se&#231;&#245;es especiais entrando nos respectivos hiperlinks. Chamamos os militantes do PSOL e do PSTU a colocarem suas for&#231;as a servi&#231;o desses combates.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Leia tamb&#233;m a an&#225;lise a an&#225;lise de conjuntura do mesmo autor: &lt;a href=&#034;http://www.esquerdadiario.com.br/Lava-Jato-no-TSE-pode-reacender-impeachment&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;Lava Jato no TSE pode reacender o impeachment&lt;/a&gt;?&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>C&#243;mo puede emerger una alternativa a la izquierda del PT</title>
		<link>https://ft-ci.org/Como-puede-emerger-una-alternativa-a-la-izquierda-del-PT</link>
		<guid isPermaLink="true">https://ft-ci.org/Como-puede-emerger-una-alternativa-a-la-izquierda-del-PT</guid>
		<dc:date>2016-02-19T11:02:00Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Daniel Matos</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil: Un gigante se despierta</dc:subject>
		<dc:subject> MRT (Movimento Revolucion&#225;rio de Trabalhadores/ Movimiento Revolucionario de Trabajadores), de Brasil </dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Brasil vive una dif&#237;cil situaci&#243;n en la que, el gobierno que tiene una relaci&#243;n hist&#243;rica con los sindicatos, est&#225; involucrado en graves esc&#225;ndalos de corrupci&#243;n e implementa duros ataques. Al mismo tiempo una oposici&#243;n de derecha igualmente corrupta quiere destituirlo para aplicar ajuste todav&#237;a m&#225;s duros. &#191;C&#243;mo luchar por una pol&#237;tica independiente que empalme con un sector de masas en este escenario?&lt;/p&gt;

-
&lt;a href="https://ft-ci.org/Articulos-en-castellano" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en castellano&lt;/a&gt;

/ 
&lt;a href="https://ft-ci.org/America-Latina" rel="tag"&gt;Am&#233;rica Latina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Tapa-Central" rel="tag"&gt;Actualidad&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Politica" rel="tag"&gt;Pol&#237;tica&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Analisis" rel="tag"&gt;An&#225;lisis&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Brasil-101" rel="tag"&gt;Brasil&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Brasil-Lucha-contra-el-aumento-del" rel="tag"&gt;Brasil: Un gigante se despierta&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/http-www-ft-ci-org-Movimento-Revolucionario-de-Trabalhadores-306" rel="tag"&gt; MRT (Movimento Revolucion&#225;rio de Trabalhadores/ Movimiento Revolucionario de Trabajadores), de Brasil &lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L150xH113/arton9302-80365.jpg?1694426815' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='113' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Brasil vive una dif&#237;cil situaci&#243;n en la que, el gobierno que tiene una relaci&#243;n hist&#243;rica con los sindicatos, est&#225; involucrado en graves esc&#225;ndalos de corrupci&#243;n e implementa duros ataques. Al mismo tiempo una oposici&#243;n de derecha igualmente corrupta quiere destituirlo para aplicar ajuste todav&#237;a m&#225;s duros. &#191;C&#243;mo luchar por una pol&#237;tica independiente que empalme con un sector de masas en este escenario?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;Foto: La agrupaci&#243;n Juventude &#192;s Ruas brinda solidaridad a los obreros de MABE&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Con la investigaci&#243;n de Lula y los nuevos indicios de utilizaci&#243;n de los esquemas de corrupci&#243;n en Petrobras para financiar la campa&#241;a de Dilma en 2014, el Partido de la Social Democracia Brasilera (PSDB, del expresidente Cardoso) busca reencender el espectro del impeachment (destituci&#243;n) y debilitar el capital electoral del PT hacia las elecciones municipales de este a&#241;o y las presidenciales de 2018. Una vez m&#225;s, la oposici&#243;n de derecha aprovecha los esc&#225;ndalos de corrupci&#243;n del PT para intentar imponer ataques todav&#237;a m&#225;s duros que los de Dilma y una entrega superior del pa&#237;s al imperialismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La campa&#241;a por el impeachment encabezada por los liderazgos de la oposici&#243;n es reaccionaria, porque es inseparable de sus campa&#241;as por reformas neoliberales en las leyes laborales y previsionales, mayores recortes en las &#225;reas sociales, mayor desempleo, mayor apertura para la explotaci&#243;n del &#225;rea conocida como Pre-Sal por los c&#225;rteles imperialistas, etc.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El PT, por su parte, intenta vender la idea de que bajo su gobierno se investiga m&#225;s que en el pasado y que no hay ning&#250;n problema en &#034;cortar la propia carne&#034; para &#034;purificar&#034; el partido. Los &#034;errores&#034;, dicen, habr&#237;an sido de gente mal intencionada, nunca de Dilma o de Lula. Dirigentes sindicales de la CUT, periodistas e intelectuales petistas utilizan su influencia sobre los movimientos sociales y la &#034;opini&#243;n p&#250;blica&#034; de las redes sociales para atacar la parcialidad de las investigaciones en curso y su tratamiento en los grandes medios, donde los partidos de gobierno son predominantemente elegidos como blancos, mientras los esc&#225;ndalos que involucran la propia oposici&#243;n son tratados como cosas menores. Agitan el &#034;Fora Cunha&#034; (Fuera Cunha, en referencia al actualmente opositor presidente de la C&#225;mara de Diputados, del PMDB) como si &#233;ste no fuese a ser sustituido por varios otros &#034;Cunhas&#034; y muy de vez en cuando hablan vagamente de &#034;reforma pol&#237;tica&#034; o &#034;constituyente exclusiva&#034;. Pero estas palabras sirven apenas para esconder que en la pr&#225;ctica impiden que los sindicatos tengan una pol&#237;tica independiente para combatir los ajustes y la podredumbre del sistema pol&#237;tico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para desviar el asunto del impeachment, los petistas agitan el pedido a Dilma de cambio de pol&#237;tica econ&#243;mica, implorando una reducci&#243;n de tasas de inter&#233;s junto a la Federaci&#243;n de Industrias del Estado de San Pablo (FIESP), una de las principales c&#225;maras patronales del pa&#237;s. Creen en la bondad de la presidenta que implementa los ajustes y de los empresarios que despiden y ajustan los salarios. Como manifestaciones inofensivas no frenan la sed de ganancias de los empresarios y sus gobiernos fieles, est&#225;n preocupados con la preservaci&#243;n de sus privilegios y creen que es m&#225;s f&#225;cil controlar la desvalorizaci&#243;n de los salarios a trav&#233;s de la inflaci&#243;n que despidos en masa para hacer frente a una agudizaci&#243;n de la recesi&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mientras tanto... la derecha aparece como abanderada de la &#034;lucha contra la corrupci&#243;n&#034; y los tucanos (partidarios del PSDB) corruptos tienen la posibilidad de lavarse la propia cara.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En el esfuerzo de defensa de &#034;su&#034; gobierno contra la derecha que quiere imponer condiciones todav&#237;a m&#225;s reaccionarias de explotaci&#243;n, la burocracia petista (estatal, sindical y acad&#233;mica) anestesia las organizaciones de masa de la clase trabajadora.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Claro que con la &#034;noble&#034; justificaci&#243;n de que cualquier movimiento de masas que se levante terminar&#237;a &#034;haci&#233;ndole el juego a la derecha&#034;. As&#237;, impiden que se desarrollen las luchas de resistencia que han emergido, que se unifiquen y se transformen en una palanca para un gran movimiento nacional contra los ajustes y la corrupci&#243;n y abonan el terreno para que la derecha se fortalezca.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De un lado, las campa&#241;as derechistas del PSDB y de la Rede Globo. Del otro, las campa&#241;as del PT contra los &#034;entreguistas tucanos&#034; que quieren imponer un proyecto de pa&#237;s todav&#237;a m&#225;s de derecha que el precario reformismo petista. Como si el PT no tuviese tambi&#233;n su forma particular de entreguismo minorista y de a poco, pero que al final de cuentas vende tantos bienes p&#250;blicos como el entreguismo al por mayor de los tucanos. Como si el reformismo precario del PT no hubiese sido construido sobre la base de la estructura neoliberal que se mantuvo intacta y hoy vuelve a sacar las garras provocando desocupaci&#243;n, ca&#237;da de los ingresos y quita de derechos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En este fuego cruzado, con sus direcciones sindicales vendidas a un reformismo en retirada que no para de girar a la derecha, las trabajadoras, los trabajadores y la juventud necesitan una alternativa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Las bases para quebrar la hegemon&#237;a del PT sobre el movimiento de masas por izquierda se encuentran en la energ&#237;a con la que los estudiantes secundarios derrotaron el intento del gobernador de San Pablo, Geraldo Alckmin, de cerrar m&#225;s de 200 escuelas el a&#241;o pasado o con la que las manifestaciones de masas de junio de 2013 obligaron los gobiernos a reducir los aumentos de boletos de transporte. Energ&#237;a esa que tambi&#233;n se expres&#243; en las explosiones antiburocr&#225;ticas de los peones de la construcci&#243;n civil en 2011 y 2012, en los garis (recolectores) de Rio de Janeiro y en los ch&#243;feres de colectivo en Porto Alegre en 2014. Esa energ&#237;a que viene de abajo y rompe el control burocr&#225;tico del PT o de las direcciones sindicales m&#225;s abiertamente mafiosas sobrevivi&#243; de forma latente en varias huelgas que a lo largo del 2015 resistieron a los ajustes en metal&#250;rgicos, docentes, correos o petroleros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Una izquierda que quiera realmente construir una alternativa de masas a la izquierda del PT y no solo crecer como alternativa electoral o sindical, no puede menos que querer ser la expresi&#243;n de esa energ&#237;a espont&#225;nea de las masas en el terreno pol&#237;tico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Al mismo tiempo que reclaman por los ajustes de Dilma, los dirigentes sindicales del PT se ponen al frente de las luchas de resistencia para canjear despidos en masa por reducci&#243;n de salarios y derechos con despidos a cuentagotas. Dejan que los sectores m&#225;s explotados y precario pierdan sus puestos de trabajo sin lucha y directamente traen los procesos de resistencia que amenazan salir de control.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Transformar cada lucha en una palanca para un gran movimiento nacional contra los ajustes&lt;br class='autobr' /&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No podemos dejar ninguna lucha aislada. Los sindicatos, corrientes sindicales opositoras y organizaciones de la izquierda necesitan poner todas sus fuerzas al servicio de fortalecer las luchas de resistencia y desarrollar la espontaneidad y combatividad obrera y juvenil para superar los obst&#225;culos impuestos por la burocracia sindical oficialista y oposicionista y de que surja una alternativa de masas a la izquierda del PT.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pero no basta con resistir a los ataques econ&#243;micos y la quita de derechos mientras la pol&#237;tica permanece en manos del PT y la derecha. A mediados del a&#241;o pasado Lula dijo en una asamblea de petroleros que ellos deber&#237;an &#034;hacer pol&#237;tica&#034;. Pero hacer la pol&#237;tica del PT es atacar la entrega de Petrobras que el PSDB quiere hacer al por mayor para permitir que Dilma privatice de a poco y al por menor sin mayores resistencias, con un plan que al final de cuentas le dar&#237;a envidia al expresidente Cardoso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La CUT abre sus marchas con la consigna &#034;en defensa de la democracia&#034; como si los trabajadores debiesen subordinar la lucha contra los ajustes a la defensa de esa democracia de los sobornos de la que el PT pas&#243; a ser parte. Los sindicatos no pueden servir a los privilegios de la burocracia petista mientras avanzan los despidos, la inflaci&#243;n, las privatizaciones y m&#225;s reformas neoliberales.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los sindicatos necesitan movilizar a sus bases para canalizar la disposici&#243;n de resistencia a los ajustes y la indignaci&#243;n con la corrupci&#243;n en un gran movimiento nacional que bloquee los ataques y combata los privilegios pol&#237;ticos de esta democracia de sobornos controlada por el PT y el PSDB. Recuperemos los sindicatos de las manos de la burocracia para transformarlos no solo en herramientas de lucha econ&#243;mica sino tambi&#233;n pol&#237;tica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La &#250;nica forma de superar la democracia de los sobornos es construyendo una democracia de los trabajadores, basada en la democracia directa ejercida a partir de asambleas por lugares de trabajo. Pero mientras los trabajadores no se convencen de esta batalla, que por lo menos exijan de sus dirigentes sindicales que se movilicen por una democracia en la que la voluntad popular se exprese de la forma m&#225;s democr&#225;tica posible, imponiendo la revocabilidad de todos los mandatos pol&#237;ticos para que los electores puedan rechazar a los representantes traidores que practican verdaderos fraudes electorales como el PT.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La Constituci&#243;n de 1988, tutelada por la dictadura, cre&#243; m&#250;ltiples mecanismos para impedir que a voluntad popular se exprese verdaderamente. El impeachment es uno de ellos, donde algunas centenas de pol&#237;ticos corruptos deciden en vez del sufragio de decenas de millones. Para imponer la revocabilidad de los mandatos, no existe otro camino que no sea poniendo en pie un nuevo poder constituyente construido sobre la movilizaci&#243;n de las masas, donde los sindicatos y las organizaciones populares impongan su voluntad contra los derechistas tucanos y los conciliadores del PT (hoy en d&#237;a cada vez m&#225;s derechistass).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Una respuesta independiente a la crisis pol&#237;tica, econ&#243;mica y social&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Una Constituyente Libre y Soberana con pol&#237;ticos revocables, que reciban el mismo salario que un docente y asuman todas las funciones de la presidencia y del senado, aboliendo esas instituciones que solo sirven para representar los intereses de los capitalistas. Que instituya al elecci&#243;n de los jueces por voto popular y discuta la estatizaci&#243;n de empresas como Petrobras y la minera Vale do Rio Doce bajo control de los trabajadores para evitar el saqueo imperialista y nueva tragedias ambientales. Que apruebe el no pago de la deuda p&#250;blica para destinar los recursos al transporte y a la educaci&#243;n. Que garantice el derecho al aborto y un sistema de salud &#250;nico 100% estatal para impedir que nuevas familias sigan sufriendo epidemias como el Zika Virus.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La lucha por una nueva alternativa revolucionaria&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La izquierda antigubernamental m&#225;s relevante en Brasil se niega a dar esta batalla. El PSOL, m&#225;s all&#225; de que no tienen ninguna importancia en las luchas de resistencia y de que es un obst&#225;culo para desarrollar la espontaneidad de la juventud, no combate las burocracias pol&#237;ticas y sindicales del PT, como se expresa en su participaci&#243;n en el Frente Pueblo Sin Miedo y en la actuaci&#243;n de sus parlamentarios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por su parte, el PSTU, adem&#225;s de ser incapaz de proyectar las luchas de resistencia y resignarse al corporativismo econ&#243;mico en los sindicatos que dirige (aceptando los despidos en General Motors sin lucha), al igualar el PT y el PSDB, no rechazar el impeachment como una pol&#237;tica reaccionaria y defender &#034;elecciones generales&#034; como salida inmediata a la crisis pol&#237;tica, por m&#225;s que no lo quiera, termina objetivamente confluyendo con la pol&#237;tica de la derecha. Al mismo tiempo que el PSTU se adapta a los obreros que quieren sacar el PT a cualquier costo independientemente de lo que vendr&#225; en su lugar, impide que la Central Sindical y Popular Conlutas se transforme en una real referencia para las bases petistas en crisis con el giro a la derecha de su partido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El Movimiento Revolucionario de Trabajadores y Esquerda Di&#225;rio venimos batallando para poner en pie una gran juventud que le de un sentido revolucionario a esta espontaneidad combativa que viene siendo puesta en las calles. Hemos construido una corriente pol&#237;tico-sindical que busca expresar la combatividad de la juventud y de los sectores m&#225;s precarios de la clase trabajadora en cada sindicato que militamos y como un ala de Conlutas que lucha para superar el corporativismo sindical y dar visibilidad a una pol&#237;tica independiente frente a la crisis pol&#237;tica, econ&#243;mica y social que atraviesa el pa&#237;s. Creemos que este es el camino para construir una izquierda con peso de masas que se postule verdaderamente como una alternativa al PT.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta perspectiva estrat&#233;gica se concreta hoy en la movilizaci&#243;n de las fuerzas del MRT y de Esquerda Diario para rodear de solidaridad y fortalecer la lucha de los obreros y obreras de MABE y de GM contra los ataques que est&#225;n sufriendo, como se puede seguir a trav&#233;s de las secciones especiales entrando en los respectivos hiperlinks. Llamamos a los militantes del PSOL y del PSTU a poner sus fuerzas al servicio de esos combates.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lea tambi&#233;n &lt;a href=&#034;http://www.laizquierdadiario.com/La-operacion-Lava-Jato-puede-reavivar-el-impeachment&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;&#191;La operaci&#243;n Lava-Jato puede reavivar el impeachment?&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>Giro a derecha y lucha de clases en Sudam&#233;rica</title>
		<link>https://ft-ci.org/Giro-a-derecha-y-lucha-de-clases-en-Sudamerica-9254</link>
		<guid isPermaLink="true">https://ft-ci.org/Giro-a-derecha-y-lucha-de-clases-en-Sudamerica-9254</guid>
		<dc:date>2016-01-11T21:30:00Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Daniel Matos, Eduardo Molina</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>1 Econom&#237;a y pol&#237;tica internacional</dc:subject>
		<dc:subject>9 Lucha de clases en Latinoam&#233;rica</dc:subject>

		<description>
&lt;p&gt;El a&#241;o 2015 se cierra con importantes avances de la derecha a nivel pol&#237;tico: el triunfo opositor en las elecciones legislativas de Venezuela, el acceso a la presidencia de Macri en Argentina, el fortalecimiento de la derecha tucana y el intento de impeachment a Dilma en Brasil. Es un salto en el curso que se profundiz&#243; a lo largo del a&#241;o, jalonado por hechos como la apertura del &#8220;nuevo di&#225;logo americano&#8221; planteado por Obama en la Cumbre de Panam&#225;, el &#8220;deshielo&#8221; entre Cuba y Estados Unidos (&#8230;)&lt;/p&gt;


-
&lt;a href="https://ft-ci.org/America-Latina-El-fin-de-una-ilusion" rel="directory"&gt;Am&#233;rica Latina. El fin de una ilusi&#243;n&lt;/a&gt;

/ 
&lt;a href="https://ft-ci.org/America-Latina" rel="tag"&gt;Am&#233;rica Latina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/1-Economia-y-politica-internacional" rel="tag"&gt;1 Econom&#237;a y pol&#237;tica internacional&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/9-Lucha-de-clases-en-Latinoamerica" rel="tag"&gt;9 Lucha de clases en Latinoam&#233;rica&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L150xH113/arton9254-f412a.jpg?1694265172' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='113' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;dl class='spip_document_5624 spip_documents'&gt;
&lt;dt&gt;&lt;a href='https://ft-ci.org/IMG/pdf/01_giro_a_la_derecha_y_lucha_de_clases_ei29.pdf' title='PDF - 151.3 kio' type=&#034;application/pdf&#034;&gt;&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L64xH64/pdf-b8aed.svg?1776695895' width='64' height='64' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/dt&gt;
&lt;/dl&gt;&lt;dl class='spip_document_5646 spip_documents'&gt;
&lt;dt&gt;&lt;a href='https://ft-ci.org/IMG/docx/01_sudamerica_ei29.docx' title='Word - 85.1 kio' type=&#034;application/vnd.openxmlformats-officedocument.wordprocessingml.document&#034;&gt;&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L64xH64/docx-a6e7c.svg?1776696159' width='64' height='64' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/dt&gt;
&lt;/dl&gt;
&lt;p&gt;El a&#241;o 2015 se cierra con &lt;strong&gt;importantes&lt;/strong&gt; avances de la derecha a nivel pol&#237;tico: el triunfo opositor en las elecciones legislativas de Venezuela, el acceso a la presidencia de Macri en Argentina, el fortalecimiento de la derecha tucana y el intento de impeachment a Dilma en Brasil. Es un salto en el curso que se profundiz&#243; a lo largo del a&#241;o, jalonado por hechos como la apertura del &#8220;nuevo di&#225;logo americano&#8221; planteado por Obama en la Cumbre de Panam&#225;, el &#8220;deshielo&#8221; entre Cuba y Estados Unidos (que favorece el proceso de restauraci&#243;n capitalista en la Isla), la adhesi&#243;n al Tratado Transpac&#237;fico (TPP) de M&#233;xico, Per&#250; y Chile, entre otros hechos. Este viraje se vino expresando tambi&#233;n en la pol&#237;tica de los gobiernos llamados en general &#8220;posneoliberales&#8221; o &#8220;progresistas&#8221;, con la adopci&#243;n de medidas devaluatorias, inflacionarias, de ajuste y endureci&#233;ndose ante las demandas obreras y populares.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El giro a la derecha en la superestructura pol&#237;tica no significa en s&#237; mismo un cambio en la relaci&#243;n de fuerzas &#8220;posneoliberal&#8221; a una relaci&#243;n de fuerzas de clase reaccionaria. Hay un largo camino entre la intenci&#243;n de la burgues&#237;a y los gobiernos de la regi&#243;n de implementar ataques y ajustes para preservar y recomponer las ganancias capitalistas, y su imposici&#243;n lisa y llana. El ciclo de crecimiento anterior, y m&#225;s a&#250;n el discurso de gradualismo reformista que marc&#243; al posneoliberalismo, alentaron aspiraciones de mejor&#237;a de las condiciones de vida que tienden a chocar con el nuevo escenario de crisis econ&#243;mica, ajustes y ataques. El resultado del actual giro a la derecha sobre la relaci&#243;n de fuerzas va a depender de los procesos de lucha de clases que devendr&#225;n de esos choques.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El declive de los gobiernos posneoliberales exige un balance de lo que significaron estas experiencias, lo cual inexorablemente refuerza la necesidad de luchar por la independencia pol&#237;tica de los trabajadores y una perspectiva revolucionaria como &#250;nica salida de fondo para los problemas estructurales y las reivindicaciones m&#225;s sentidas por las masas explotadas y oprimidas de la regi&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta nota no profundiza en un an&#225;lisis del conjunto de la situaci&#243;n latinoamericana, cargada de diferencias y desigualdades de ritmo entre los diversos cuadros subregionales y nacionales que es imposible abordar en este espacio. Por eso, se centra en los procesos m&#225;s significativos hoy en Sudam&#233;rica, con m&#225;s &#233;nfasis en Brasil, Argentina y Venezuela.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Entre la desaceleraci&#243;n, las tendencias recesivas y la depresi&#243;n&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Han quedado atr&#225;s las condiciones internacionales que permitieron a Am&#233;rica del Sur vivir un ciclo de crecimiento a tasas importantes durante la d&#233;cada pasada. Entre 2002 y 2008, la regi&#243;n se benefici&#243; de los altos precios de las materias primas (hidrocarburos, minerales, soja y otros cereales), en el marco de un momento expansivo de la econom&#237;a y el comercio internacionales, dentro del cual jugaba un rol importante el auge de China, con su demanda de commodities. Al calor del boom exportador, hubo tambi&#233;n en pa&#237;ses como Argentina y Brasil, una cierta recuperaci&#243;n del mercado interno.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde fines de 2007, la apertura de una nueva crisis hist&#243;rica del capitalismo trastoc&#243; todo el cuadro en que se mov&#237;an las econom&#237;as latinoamericanas, afectadas durante 2009 por una recesi&#243;n importante aunque breve. Mientras los centros del capitalismo avanzado entraban en recesi&#243;n o estancamiento, las masivas inversiones en China y las bajas tasas de inter&#233;s en Estados Unidos alentaron el boom de commodities y de entrada de capital extranjero en los &#8220;mercados emergentes&#8221; hasta 2014. Desde 2013 comenzaron a sentirse las tendencias a la desaceleraci&#243;n y las dificultades de la balanza comercial y financiera. La posterior baja de precios del petr&#243;leo, minerales y aunque en menor medida la soja, debido en gran parte a la desaceleraci&#243;n de la econom&#237;a china, junto con la tendencia al retorno de los flujos de capital financiero hacia Estados Unidos, afectar&#225;n cada vez m&#225;s negativamente a la regi&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La din&#225;mica es desigual, dependiendo de la estructura econ&#243;mica de cada pa&#237;s. Por un lado, la recuperaci&#243;n parcial de la econom&#237;a norteamericana ha operado como contratendencia para los pa&#237;ses comercialmente m&#225;s conectados a ella, como los de la Alianza del Pac&#237;fico (Chile, Per&#250;, M&#233;xico y Colombia). Particularmente este &#250;ltimo se ve m&#225;s golpeado por la baja del petr&#243;leo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por otro lado, la desaceleraci&#243;n china impacta m&#225;s negativamente a los pa&#237;ses m&#225;s dependientes de la exportaci&#243;n de minerales. La ca&#237;da del precio del petr&#243;leo golpea fuertemente a Venezuela, el pa&#237;s hasta ahora m&#225;s afectado, y en menor medida tambi&#233;n Ecuador. Brasil, por su mayor dependencia en relaci&#243;n al capital financiero internacional, la importancia del mineral de hierro en sus exportaciones y las repercusiones de los esc&#225;ndalos de corrupci&#243;n en la Petrobr&#225;s sobre la econom&#237;a, ha sido el segundo pa&#237;s m&#225;s golpeado. Argentina opera con fuertes tendencias recesivas por su dependencia con respecto a Brasil, aunque la exportaci&#243;n de soja ha funcionado como un amortiguador de la ca&#237;da y las posibilidades de abrir un nuevo ciclo de endeudamiento con el gobierno Macri, pueden actuar como mecanismos antic&#237;clicos a corto plazo. El viraje chino a un modelo econ&#243;mico m&#225;s centrado en el consumo interno, dentro de cuya cadena alimentaria ocupa un lugar importante la soja, moderan el descenso de este producto&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb1&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;&#8220;Por ejemplo, la ca&#237;da de los t&#233;rminos de intercambio de las materias primas (&#8230;)&#034; id=&#034;nh1&#034;&gt;1&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El menor costo de importaci&#243;n del petr&#243;leo ha permitido que Uruguay y Paraguay tengan una desaceleraci&#243;n m&#225;s lenta, aunque su dependencia con Argentina y Brasil los liga a la din&#225;mica del Mercosur. Bolivia ha sido hasta ahora el pa&#237;s menos golpeado de la regi&#243;n, por los contratos de gas de largo plazo con Brasil y Argentina y la exportaci&#243;n de soja, pero no deja de sufrir tendencias a la baja por el declive del precio de minerales.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As&#237;, seg&#250;n la CEPAL, en 2014 Am&#233;rica latina creci&#243; apenas un 1,1 %. Para 2015, se estima un moderado crecimiento de 2,8 % para M&#233;xico y Am&#233;rica Central, con una contracci&#243;n de -0,4 % para Sudam&#233;rica. Las perspectivas para 2016 y 2017 no son mejores, en un contexto externo desfavorable, y a cada nueva evaluaci&#243;n los pron&#243;sticos han sido revisados a la baja.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Variaci&#243;n PBI seg&#250;n FMI (2015 y 2016 son pron&#243;sticos)&lt;/strong&gt;&lt;br class='autobr' /&gt;
&lt;span class='spip_document_5655 spip_documents'&gt;
&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L500xH205/variacion_pbi_segun_fmi-77cd2.jpg?1694265172' width='500' height='205' alt=&#034;&#034; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;
&lt;i&gt;Fuente: Elaboraci&#243;n propia en base a datos del FMI.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El aumento de la inversi&#243;n y del consumo a lo largo del ciclo de crecimiento latinoamericano de la &#250;ltima d&#233;cada no fue subproducto del desarrollo tecnol&#243;gico y del aumento de la productividad de las econom&#237;as. Por el contrario, fue dependiente del boom de las commodities a nivel mundial y de la migraci&#243;n de capitales extranjeros para la regi&#243;n en busca de mayor rentabilidad. Prim&#243; una reprimarizaci&#243;n relativa, con nichos espec&#237;ficos de inversi&#243;n ligados a las commodities y como mucho en sectores industriales puntuales como la industria automotriz y manufacturera en M&#233;xico y Brasil o la aviaci&#243;n civil en este &#250;ltimo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En esto jug&#243; un rol clave el capital extranjero, sea a trav&#233;s de la inversi&#243;n directa, los pr&#233;stamos a entidades estatales y privadas, o la inversi&#243;n en t&#237;tulos p&#250;blicos. A&#250;n en el caso de pa&#237;ses que tuvieron su mercado m&#225;s cerrado al capital extranjero como Argentina, sus exportaciones para el mercado interno brasilero &#8211;este s&#237; profundamente dependiente de la entrada de capital imperialista para activarse&#8211; fueron una v&#237;a indirecta de dependencia en relaci&#243;n al flujo de capitales internacionales que asentaron las bases de este ciclo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A diferencia del fin de la ofensiva neoliberal de los a&#241;os &#8216;90, cuando los tipos de cambio m&#225;s o menos fijados al d&#243;lar y la escasez de reservas internacionales hicieron que los pa&#237;ses latinoamericanos sufriesen muy r&#225;pidamente los efectos de la crisis asi&#225;tica, en este fin de ciclo econ&#243;mico las econom&#237;as de la regi&#243;n cuentan con tipos de cambio m&#225;s flexibles y niveles de reserva internacionales relativamente m&#225;s altos (a excepci&#243;n de Argentina, que a pesar de las bajas reservas cuenta con un mayor margen de endeudamiento). Esta nueva condici&#243;n permiti&#243; que los gobiernos ensayaran medidas contrac&#237;clicas frente a la crisis, prolongando el crecimiento v&#237;a inflaci&#243;n, devaluaciones y gasto p&#250;blico. Herramientas que han encontrado sus l&#237;mites en la disminuci&#243;n de la recaudaci&#243;n estatal subproducto de las tendencias recesivas y la ca&#237;da de la rentabilidad de las empresas, empujando a la adopci&#243;n de pol&#237;ticas m&#225;s &#8220;ortodoxas&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para buscar recomponer las tasas de crecimiento, inversi&#243;n y ganancias en la regi&#243;n, las burgues&#237;as y sus socios imperialistas tienen como programa aumentar la tasa de plusval&#237;a devaluando los salarios a trav&#233;s de la inflaci&#243;n, del aumento de los ritmos y la jornada de trabajo, y de la ampliaci&#243;n del n&#250;mero de desocupados para obligar a los trabajadores a aceptar condiciones m&#225;s duras de explotaci&#243;n. Se proponen recortar los gastos del Estado en servicios p&#250;blicos para subsidiar a las patronales, canalizar recursos para las inversiones que el gran capital necesita para abaratar costos (de ah&#237; la importancia dada a la infraestructura), y garantizar el pago de la deuda p&#250;blica interna y externa. Adoptan el camino de aumentar a&#250;n m&#225;s la explotaci&#243;n destructiva de los recursos naturales para competir en mejores condiciones con otras regiones del mundo. &#201;ste es el programa esencial de las clases dominantes nativas para descargar los efectos de la crisis sobre las espaldas de los trabajadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La derechizaci&#243;n pol&#237;tica y el declive de los &#8220;progresismos&#8221;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El viraje a derecha de los gobiernos progresistas tuvo claros ejemplos en el plan de ajuste adoptado por Dilma Rousseff al comenzar su segundo mandato y en la adopci&#243;n del centroderechista Scioli como candidato a suceder a CFK en Argentina. En Bolivia, el gobierno del MAS, si bien cuenta con una situaci&#243;n econ&#243;mica relativamente favorable todav&#237;a y amplia base social, viene fortaleciendo sus elementos bonapartistas, de lo que da cuenta el intento de habilitar un cuarto per&#237;odo presidencial para Evo mediante un refer&#233;ndum que habilite una nueva reforma constitucional. En Ecuador, Correa tambi&#233;n endurece su pol&#237;tica de represi&#243;n hacia las movilizaciones ind&#237;genas y de trabajadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Contra la l&#243;gica de los progresistas que oponen abstractamente estos gobiernos a la derechizaci&#243;n pol&#237;tica, ese rumbo demuestra que son parte del viraje m&#225;s general a derecha del escenario pol&#237;tico, procurando acercarse a los requerimientos del capital a la hora de la crisis. Sin por ello lograr conformar, sino al contrario, permitiendo fortalecerse y envalentonarse a la gran burgues&#237;a para pretender recambios de gobierno m&#225;s funcionales a sus objetivos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De esta manera se va eclipsando la estrella de los gobiernos que impusieron su sello sobre la d&#233;cada pasada. En los primeros a&#241;os de este siglo las convulsiones econ&#243;mico-sociales y pol&#237;ticas de importancia en varios pa&#237;ses latinoamericanos obligaron a la clase dominante a resignarse al acceso al gobierno de fuerzas pol&#237;ticas de corte nacionalista o centroizquierdista, con programas de reformas parciales como recurso de emergencia para recomponer el equilibrio amenazado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En aquellos pa&#237;ses donde la combinaci&#243;n entre crisis pol&#237;ticas y levantamientos de masas fue m&#225;s aguda, como Venezuela, Bolivia y Ecuador &#8211;y que adem&#225;s por su car&#225;cter de exportadores de hidrocarburos pod&#237;an ambicionar una recuperaci&#243;n de la renta enajenada por sus antecesores neoliberales&#8211;, se impusieron las expresiones m&#225;s a izquierda, con mayores roces ante el imperialismo, como Ch&#225;vez, Evo Morales y Rafael Correa. Venezuela fue el proceso m&#225;s profundo en funci&#243;n de los intentos de la burgues&#237;a venezolana apoyada por el imperialismo yanqui de voltear a Ch&#225;vez. En esos pa&#237;ses hubo reformas de la superestructura estatal y pol&#237;tica reflejada en los procesos constituyentes como los que dieron lugar a la Rep&#250;blica Bolivariana de Venezuela y el Estado Plurinacional de Bolivia. En el caso del chavismo, edific&#243; un r&#233;gimen de rasgos bonapartistas sui generis, apoyado en la &#8220;politizaci&#243;n&#8221; de la oficialidad de las Fuerzas Armadas y teniendo como su principal base social los pobres urbanos (distinto de los reg&#237;menes de mismo tipo en el siglo XX que se apoyaron en la clase obrera organizada como el cardenismo o el peronismo). Evo lleg&#243; al gobierno al calor de las jornadas revolucionarias de la &#8220;guerra del Gas&#8221; de 2003 y de mayo-junio de 2005, sostenido en el MAS y los pactos con organizaciones sindicales, campesinas y populares que le dieron en una primera fase contornos de &#8220;frente popular&#8221; sui generis. Aunque, en la medida en que logr&#243; asentar el nuevo r&#233;gimen fue acentuando cada vez m&#225;s su rasgos bonapartistas. En Ecuador la &#8220;revoluci&#243;n ciudadana&#8221; de Rafael Correa respondi&#243; a un ciclo de levantamientos y crisis, con la ca&#237;da de varios gobiernos, pero no fue m&#225;s all&#225; de la renegociaci&#243;n con las petroleras, sin abandonar siquiera la dolarizaci&#243;n de la econom&#237;a; profundiz&#243; el extractivismo y su pol&#237;tica ante la crisis actual lo lleva a reprimir la resistencia de organizaciones ind&#237;genas y sindicatos que fueron las bases de las primeras etapas de su gobierno.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Un segundo grupo de gobiernos m&#225;s moderadamente de centroizquierda lo representan Brasil, Uruguay y Argentina. En Brasil, Lula lleg&#243; al gobierno en 2003 como cabeza de un &#8220;frente popular preventivo&#8221; ante la crisis que golpeaba la regi&#243;n, pero sin levantamientos de masas y con continuidad del sistema pol&#237;tico, logrando importante consenso con las distintas alas de la clase dominante. Algo parecido ocurri&#243; en Uruguay, donde los gobiernos del Frente Amplio se distinguieron tambi&#233;n por su &#8220;moderaci&#243;n&#8221;. En Argentina, las jornadas de diciembre de 2001 impusieron la ca&#237;da de De la R&#250;a, en medio de una aguda crisis econ&#243;mica, aunque sin una irrupci&#243;n cualitativa del movimiento obrero. Situaci&#243;n a la que dio salida el kirchnerismo con algunas concesiones democr&#225;ticas como los juicios a los genocidas y su discurso &#8220;nacional y popular&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El conjunto de los llamados &#8220;posneoliberalismos&#8221; o &#8220;progresismos&#8221;, con sus variantes, recompusieron la capacidad de mediaci&#243;n del Estado con sus pol&#237;ticas de democratizaci&#243;n formal, &#8220;inclusi&#243;n social&#8221;, neodesarrollismo econ&#243;mico y recuperaci&#243;n de alg&#250;n grado de relativa autonom&#237;a pol&#237;tica frente al imperialismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Contaron a su favor, para consolidarse, con el ciclo de crecimiento abierto a partir de 2002. Si bien cedieron concesiones a las masas, apoy&#225;ndose en los recursos que esto generaba, pudiendo desplegar planes de asistencia social (como el Plan Bolsa Familia en Brasil, las Misiones en Venezuela, los subsidios y asignaciones en Argentina, los bonos en Bolivia), absorber el desempleo masivo de la etapa anterior y admitir cierta recomposici&#243;n salarial, fue sobre la base estructural de conservar elementos esenciales del neoliberalismo noventista. As&#237;, mantuvieron la precarizaci&#243;n laboral, muchas de las privatizaciones de servicios p&#250;blicos, la penetraci&#243;n de las multinacionales, la reprimarizaci&#243;n exportadora con la especializaci&#243;n en commodities, la dependencia del capital financiero internacional y el deterioro de los servicios p&#250;blicos. Excepciones parciales, como algunas nacionalizaciones en Venezuela, Bolivia y en menor grado en Argentina no alteran el esquema general neodesarrollista y extractivista. De conjunto, ampliaron la explotaci&#243;n predatoria de recursos, profundizando la especializaci&#243;n de la econom&#237;a en exportaci&#243;n de materias primas, aumentando la concentraci&#243;n de tierras y las ganancias capitalistas de conjunto, incluyendo a las grandes multinacionales y empresas privatizadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cuando se agot&#243; la posibilidad de contar con el &#8220;viento de cola&#8221; de la econom&#237;a mundial, chavistas, petistas, kirchneristas, que alardeaban de una pol&#237;tica en que &#8220;todos ganaban&#8221;, pasaron a rebajar su discurso. La m&#237;stica &#8220;nacional y popular&#8221;, del &#8220;socialismo del siglo XXI&#8221; o de la &#8220;independencia frente al FMI&#8221; dio lugar a la asimilaci&#243;n de partes de la agenda neoliberal. El &#8220;oto&#241;o del progresismo&#8221; ahora se transforma en descomposici&#243;n de la &#8220;hegemon&#237;a d&#233;bil&#8221; que expresaba en &#250;ltima instancia un ut&#243;pico &#8220;equilibrio&#8221; entre capital y trabajo, entre naciones oprimidas e imperialismo, apostando a &#8220;pactos por el empleo, el salario y los planes sociales&#8221; solamente sostenibles en el marco del ciclo de crecimiento econ&#243;mico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se hace evidente que los gobiernos &#8220;posneoliberales&#8221;, al mismo tiempo que promet&#237;an reformas y democratizaci&#243;n, preservaron a los &#8220;factores de poder&#8221; &#8211;justicia, FF.AA., grandes medios de prensa&#8211; incorporando en un &#8220;transformismo&#8221; a gran escala a la &#8220;casta pol&#237;tica&#8221; del Estado burgu&#233;s a decenas de miles de sus militantes y a dirigentes extra&#237;dos de las organizaciones obreras y los &#8220;movimientos sociales&#8221;. Para mantener la cohesi&#243;n y la &#8220;gobernabilidad&#8221;, recurrieron a prebendas y corruptelas de todo tipo, cultivaron la alianza con los capitalistas amigos mediante los m&#225;s escandalosos negociados (boliburgues&#237;a venezolana, sistema de coimas en el Congreso y de la Petrobr&#225;s en Brasil, camarillas kirchneristas en Argentina, connivencia con las mafias narco, etc.). En suma, para gestionar el Estado los gobiernos posneoliberales asumieron como suya la corrupci&#243;n caracter&#237;stica del capitalismo. Regalaron as&#237; a la derecha &#8211;hist&#243;ricamente tanto o m&#225;s corrupta&#8211; la posibilidad de embanderarse c&#237;nicamente en la &#8220;lucha contra la corrupci&#243;n&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mientras la econom&#237;a segu&#237;a creciendo, una amplia franja de la poblaci&#243;n toleraba la corrupci&#243;n y la utilizaci&#243;n de los instrumentos autoritarios (bonapartistas) del Estado. El asunto era el empleo y consumo ascendente, y poco se hablaba por ejemplo de la duplicaci&#243;n de la poblaci&#243;n carcelaria de Brasil en los &#8220;a&#241;os dorados&#8221; del lulismo, o de los elementos de guerra civil de baja intensidad que siguieron conteniendo las contradicciones estructurales de la pobreza end&#233;mica en las favelas usando las polic&#237;as especiales heredadas de la dictadura militar, o de los miles de casos de &#8220;gatillo f&#225;cil&#8221; policiales bajo el kirchnerismo. Con el empeoramiento de la crisis econ&#243;mica, los esc&#225;ndalos de corrupci&#243;n y la pobreza volvieron a ser inc&#243;modos, al igual que irritantes los m&#233;todos bonapartistas, generando el descontento que da base social m&#225;s amplia a las campa&#241;as destituyentes de la derecha en Brasil y Venezuela, y a la demag&#243;gica denuncia de la corrupci&#243;n kirchnerista por parte de la derecha no menos corrupta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Con la crisis econ&#243;mica, el discurso gradualista de &#8220;superaci&#243;n del neoliberalismo&#8221; mostr&#243; sus l&#237;mites. La h&#225;bil operaci&#243;n ideol&#243;gica que transformaba la ampliaci&#243;n del trabajo precario, el plus de los planes asistenciales del Estado y el mayor acceso al cr&#233;dito en &#8220;grandes avances sociales&#8221; perdi&#243; fuerza y se mostr&#243; como realmente es: un mecanismo capitalista para adecuar m&#225;s f&#225;cilmente el empleo y el consumo a los ciclos ascendentes y descendentes de la econom&#237;a. Si en los tiempos de &#8220;vacas gordas&#8221; permite algunas mejor&#237;as parciales muy inferiores al crecimiento de las ganancias capitalistas, en los tiempos de &#8220;vacas flacas&#8221; vuelven a alentar el desempleo y la pobreza para la amplia mayor&#237;a m&#225;s explotada y oprimida de la poblaci&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De ah&#237; el cinismo que se encuentra detr&#225;s del resentimiento de las direcciones posneoliberales con la &#8220;traici&#243;n&#8221; de parte de sus electores, que pasaron a votar a la derecha. Una excusa para esconder la responsabilidad que tienen &#8211;tanto en la gesti&#243;n del Estado como de la econom&#237;a&#8211; en esta recomposici&#243;n de la derecha en la regi&#243;n. Una operaci&#243;n ideol&#243;gica m&#225;s, de las que van constituyendo las &#8220;batallas culturales&#8221; de un progresismo que para esconder sus caracter&#237;sticas m&#225;s derechistas se va haciendo cada vez m&#225;s c&#237;nico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mayor subordinaci&#243;n pol&#237;tica a Washington y pragmatismo econ&#243;mico&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El ciclo de crisis y levantamientos a inicio de siglo, poniendo l&#237;mites al neoliberalismo y habilitando el ascenso de los gobiernos &#8220;posneoliberales&#8221;, hab&#237;a marcado una inflexi&#243;n en la pol&#237;tica exterior de Sudam&#233;rica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ya bajo Fernando Henrique Cardoso la burgues&#237;a brasilera pon&#237;a reparos a la extensi&#243;n del &#8220;libre comercio&#8221; impulsado por Estados Unidos en funci&#243;n de los perjuicios que podr&#237;a generar a sectores industriales y de servicios de este pa&#237;s. Pero fue con las relaciones m&#225;s cercanas entre los gobiernos de N&#233;stor Kirchner, Lula y Ch&#225;vez que en 2005 la conferencia de Mar del Plata rechaz&#243; el ALCA, poniendo l&#237;mite a los objetivos de apertura comercial m&#225;s ofensivos del imperialismo norteamericano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Al calor del crecimiento econ&#243;mico motorizado por los altos precios de las materias primas y de la diversificaci&#243;n de relaciones comerciales, con la conversi&#243;n de China en el segundo socio comercial de varios de los pa&#237;ses sudamericanos, se ampliaron los m&#225;rgenes de relativa autonom&#237;a para maniobrar frente al imperialismo. Aunque desde el punto de vista de las relaciones comerciales, el boom del comercio con China nunca dej&#243; de ser acompa&#241;ado por el pragmatismo en relaci&#243;n a los EE.UU, que sigue teniendo los mayores montos de inversi&#243;n directa extranjera hist&#243;ricamente acumulados en la regi&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los a&#241;os siguientes fueron marcados por distintas iniciativas de coordinaci&#243;n regional buscando apuntalar ese posicionamiento frente a los EE.UU., en especial por parte de pa&#237;ses que pasaron por intentos de golpe alentados por la embajada yanqui como el caso de Venezuela o que pasaron por default como el caso de Argentina.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El gobierno de Lula levant&#243; elementos de no alineamiento con la pol&#237;tica internacional de los Estados Unidos, escondiendo detr&#225;s del discurso Sur-Sur los pragm&#225;ticos intereses comerciales y financieros de la burgues&#237;a brasilera. As&#237; es que el Mercosur le fue funcional, combinando el objetivo de fortalecer a Brasil como potencia pol&#237;tica regional y promover sus intereses en los pa&#237;ses vecinos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Es en este marco que en 2010 se crea la CELAC (Comunidad de Estados Latino-Americanos y Caribe&#241;os) y en 2011 se crea la UNASUR (Uni&#243;n de Naciones Suramericanas), como un intento de Brasil y Argentina para ganar influencia sobre el conjunto del subcontinente. Mientras tanto, el ALBA (Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra Am&#233;rica), impulsado por Ch&#225;vez, terminar&#237;a diluy&#233;ndose en la pr&#225;ctica, con el ingreso de Venezuela al MERCOSUR (lo que la obliga a liberalizar sus normas para el capital extranjero). Al mismo tiempo, los Estados Unidos avanzar&#237;an en acuerdos bilaterales (TLCs) con Chile, Colombia y Per&#250;, que en 2011 se consolidan en la firma de la Alianza del Pac&#237;fico junto con M&#233;xico; y con los &#8220;golpes blandos&#8221; de Honduras y Paraguay la reacci&#243;n lograba imponer l&#237;mites a los t&#237;midos intentos de mayor autonom&#237;a relativa por parte de los gobiernos de la regi&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El impacto de la crisis internacional en los llamados &#8220;mercados emergentes&#8221; y sobre China, poniendo punto final a un ciclo en que estos mostraban m&#225;s dinamismo que las potencias imperialistas, epicentro de la crisis internacional, comienza a empujar a las burgues&#237;as de la regi&#243;n a un acercamiento al imperialismo, en pos de asistencia financiera, inversiones y oportunidades comerciales ante el nuevo escenario econ&#243;mico. El &#8220;sudamericanismo&#8221; entra en crisis junto con las pretensiones de un bloque regional para presionar por reformas en la arquitectura financiera internacional, apoy&#225;ndose en un acercamiento a otros pa&#237;ses como China y Rusia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta nueva situaci&#243;n, al tiempo que motoriza la decadencia de los rasgos de mayor autonom&#237;a relativa de los gobiernos de la regi&#243;n, es aprovechada por Washington para buscar recuperar autoridad, respondiendo as&#237; a las pretensiones regionales de Brasil y sobre todo al avance de China sobre Sudam&#233;rica. El redespliegue norteamericano hacia el Pac&#237;fico para contener a China encuentra en el continente un punto de apoyo &#8211;en tanto regi&#243;n hist&#243;ricamente dominada por EE.UU.&#8211;, como una arena de disputa geopol&#237;tica y comercial. Obama no solo ofrece un &#8220;nuevo di&#225;logo&#8221; buscando distender relaciones, sino tambi&#233;n avanza con la firma del Acuerdo Transpac&#237;fico de Cooperaci&#243;n Econ&#243;mica (TPP), con el que EE.UU., asociando a Jap&#243;n, Australia y otros pa&#237;ses, pretende limitar la expansi&#243;n comercial de China y avanzar sobre su &#8220;patio trasero&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para emprender este nuevo giro los Estados Unidos se apoyan en sus aliados y agentes m&#225;s fieles en la regi&#243;n. Junto con la firma del TPP, cobra relevancia el rol de Colombia, clave por su posici&#243;n geopol&#237;tica y sus proyecciones econ&#243;micas. No es casual el respaldo de Obama al gobierno de Santos (con quien conmemorar&#225; 15 a&#241;os del siniestro Plan Colombia) y su pol&#237;tica en los di&#225;logos &#8220;de paz&#8221; con las FARC en La Habana, para obtener la &#8220;rendici&#243;n negociada&#8221; y desarme de la guerrilla a cambio de su incorporaci&#243;n como fuerza pol&#237;tica legal. Poner fin al conflicto armado con la impunidad de los responsables de la violencia hist&#243;rica &#8211;el ej&#233;rcito, los paramilitares, la oligarqu&#237;a empresarial y terrateniente colombiana&#8211;, y de sus secuelas de 5 millones de desplazados y casi un cuarto de mill&#243;n de v&#237;ctimas, ser&#237;a un importante paso para lavar la cara del r&#233;gimen y habilitar un mayor rol regional de Colombia, tanto como para atraer nuevas inversiones y enfrentar los nubarrones de la &#8220;desaceleraci&#243;n&#8221; actual. Junto con el &#8220;deshielo&#8221; con Cuba, es una de las expresiones de un &#8220;nuevo trato&#8221; del imperialismo con Am&#233;rica latina para recuperar influencia, que Obama espera dejar como parte de su legado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La elecci&#243;n de Macri, el triunfo electoral de la MUD en las legislativas venezolanas y el giro a la derecha del gobierno petista en Brasil marca una nueva inflexi&#243;n en la geopol&#237;tica regional, al acelerar la tendencia a la mayor subordinaci&#243;n pol&#237;tica a los Estados Unidos. El viaje de Dilma a EE.UU. a mediados de 2015 busc&#243; suavizar las relaciones con Washington y atraer inversiones yanquis. Macri, con su abierto posicionamiento a favor de la libertad de Leopoldo L&#243;pez y la derecha venezolana, abre una crisis en la diplomacia del MERCOSUR. El nuevo gobierno argentino ha dejado claro que intentar&#225; negociar, junto a Brasil, un acuerdo de libre comercio con la Uni&#243;n Europea; y luego un acuerdo con el TPP, lo que junto a la apertura de un nuevo ciclo de endeudamiento regional y compra de activos por parte del capital imperialista &#8211;buscando aprovechar la devaluaci&#243;n de las monedas nacionales&#8211; podr&#237;a suponer un nuevo salto en la semicolonizaci&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por supuesto est&#225;n abiertas numerosas contradicciones, teniendo en cuenta la dificultad de liberalizar el comercio tanto con Europa como con los EE.UU. debido a los subsidios agr&#237;colas en los pa&#237;ses centrales y la dif&#237;cil competencia con sus servicios y productos industriales para pa&#237;ses como Brasil y Argentina. Estos pa&#237;ses tienen sobre todo el inter&#233;s de atraer inversiones y capital financiero interesados en los bajos precios de los activos y las altas tasas de inter&#233;s, aunque tambi&#233;n buscan favorecer el intercambio comercial en sectores espec&#237;ficos de la econom&#237;a que puedan tener alguna complementariedad.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Brasil, a pesar de la crisis actual, sigue siendo una potencia regional de peso y una de las diez econom&#237;as m&#225;s grandes del mundo. A pesar de la crisis de la estrategia internacional lulista y de la nueva reaproximaci&#243;n con Washington, el gigante sudamericano no ha depuesto las expectativas de que se le reconozca un rol m&#225;s importante en la escena internacional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dejando a un lado la situaci&#243;n de M&#233;xico y los pa&#237;ses del Gran Caribe, que orbitan mucho m&#225;s estrechamente ligados a la econom&#237;a norteamericana, la divisi&#243;n en subbloques sudamericanos entre los pa&#237;ses de la costa Atl&#225;ntica y del Pac&#237;fico responde a diferencias econ&#243;micas estructurales que no son f&#225;ciles de conciliar: &#8220;Y es que las econom&#237;as &#8216;pac&#237;ficas' ya tienen un acuerdo de libre comercio con Estados Unidos, y al ser exportadoras netas de determinados commodities no tienen nada que perder frente a la invasi&#243;n de productos del Norte. Adem&#225;s, no cuentan con una industria diversificada que proteger, sostener y potenciar, como s&#237; sucede en el caso de Brasil o Argentina, cuya agricultura, si bien es m&#225;s eficiente que la estadounidense, no cuenta, como esta &#250;ltima, con los beneficios de la protecci&#243;n por subsidios a la producci&#243;n que le permite competir en los mercados internacionales con ventajas comparativas&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;P&#233;rez Llana, Cecilia, &#8220;La ofensiva del Pac&#237;fico&#8221;, Le Monde Diplomatique, (&#8230;)&#034; id=&#034;nh2&#034;&gt;2&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Aun as&#237;, la Alianza del Pac&#237;fico comienza a llamar la atenci&#243;n tambi&#233;n de los peque&#241;os Estados del Mercosur como Paraguay y Uruguay, que por tener una m&#225;s d&#233;bil industria no tienen tanto que perder en un acuerdo con los EE.UU.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta apertura, de nuevas negociaciones de libre comercio con el imperialismo, no supone renunciar a las relaciones comerciales con China, como prueba el anuncio de Macri de que mantendr&#225; los pactos con Beijing y buscar&#225; extender los swaps con este pa&#237;s. A pesar de que el capital hist&#243;ricamente acumulado por Norteam&#233;rica en la regi&#243;n sigue ubic&#225;ndola esencialmente como su &#8220;patio trasero&#8221; y de que el TPP es una &#8220;cabecera de playa&#8221; para profundizar esa subordinaci&#243;n, los lazos comunes creados por las crecientes relaciones con China, los intereses propios de las &#8220;translatinas&#8221; que incrementaron cualitativamente sus negocios regionales y los intereses geopol&#237;ticos en com&#250;n frente a eventuales giros &#8220;hard power&#8221; de Washington, constituyen un l&#237;mite para que Estados Unidos &#8211;cuya crisis hegem&#243;nica est&#225; lejos de haber sido resuelta&#8211; pueda desarrollar hasta el final la tendencia a una nueva semicolonizaci&#243;n regional. Por tanto, seguir&#225;n siendo una fuente de tensiones y regateos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Las particularidades de la &#8220;nueva derecha&#8221;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De la crisis y viraje a derecha de los gobiernos &#8220;posneoliberales&#8221; se nutre la recomposici&#243;n de la derecha sudamericana, que busca presentarse con una cara y un discurso renovado, escondiendo demag&#243;gicamente sus preferencias antipopulares y neoliberales m&#225;s abiertas. Es lo que vemos en el ala de Capriles en Venezuela y el macrismo en Argentina. Incluso la derecha brasile&#241;a, m&#225;s &#8220;tradicional&#8221; por su direcci&#243;n por parte del PSDB que dirigi&#243; la implementaci&#243;n del neoliberalismo con Fernando Henrique Cardoso en los &#8216;90, en las elecciones de 2014 intent&#243; mostrar en la figura de A&#233;cio Neves un discurso demag&#243;gico de aceptaci&#243;n de los planes sociales del lulismo, escondiendo su programa de m&#225;s privatizaciones y ajustes neoliberales, tal como lo hizo Macri. Otro cuadro muy diferente muestra Chile, donde la derecha debe remontar la crisis dejada por el gobierno de Pi&#241;era, mientras a&#250;n pesan mucho las corrientes m&#225;s tradicionales ligadas a la herencia pinochetista, frente a intentos renovadores, que se reubican ante las discusiones de reforma del r&#233;gimen abiertas luego de las grandes manifestaciones estudiantiles de 2011 y los actuales esc&#225;ndalos de corrupci&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En Argentina y Venezuela, esta &#8220;nueva derecha&#8221; gana base social en los sectores exportadores m&#225;s din&#225;micos ligados al mercado mundial (como la pampa h&#250;meda sojera y cerealera en Argentina), con un programa econ&#243;mico que apunta a favorecer esa especializaci&#243;n, mejorando las relaciones con el imperialismo. En Brasil, busca el apoyo de los conglomerados econ&#243;micos nativos y extranjeros menos beneficiados por los contratos estatales gestionados por el PT y los sectores del capital financiero que preferir&#237;an ajustes a&#250;n m&#225;s duros que el que Dilma ha implementado, aunque el pragmatismo de la burgues&#237;a y la duda sobre la capacidad de los tucanos para cumplir el rol de contenci&#243;n del movimiento de masas tan bien como los petistas todav&#237;a hacen m&#225;s tenues estas divisiones.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La crisis de las formaciones pol&#237;ticas tradicionales de la burgues&#237;a es enfrentada con la constituci&#243;n de &#8220;movimientos&#8221; m&#225;s laxos y heterog&#233;neos como el PRO argentino, que se nutren de cuadros gerenciales, de la intelectualidad social-liberal y cat&#243;lica de las ONG, de fragmentos &#8220;aggiornados&#8221; de los viejos partidos burgueses, lo que les permite hacer demagogia frente a la corrupci&#243;n de la &#8220;clase pol&#237;tica&#8221;, cuya expresi&#243;n m&#225;s visible son la centroizquierda y los nacionalistas en funciones de gobierno. En Brasil, este nuevo &#8220;aire&#8221; para la oposici&#243;n de derecha fue dado por los j&#243;venes referentes que a trav&#233;s de las redes sociales lograron convocar las masivas marchas anti-petistas de las clases medias en marzo y agosto de 2015 levantando la bandera de la lucha contra la corrupci&#243;n y por el impeachment, desarrollando un fuerte &#8220;activismo virtual&#8221; contra el PT, que dio sustento a la campa&#241;a destituyente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por la crisis econ&#243;mica, y los apoyos tradicionales que tiene en la peque&#241;o burgues&#237;a &#8220;gorila&#8221;, la derecha consigue sumar a buena parte de las nuevas capas medias, e incluso una franja social m&#225;s plebeya y trabajadora, descontenta o afectada en sus demandas y aspiraciones por la administraci&#243;n de la crisis que hacen los gobiernos &#8220;progresistas&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esto les resulta posible por la combinaci&#243;n en su discurso de un &#8220;republicanismo&#8221; institucionalista, de &#8220;la ley&#8221; y de la eficacia en la &#8220;gesti&#243;n&#8221; (todo lo que implica el rechazo al &#8220;populismo&#8221; y a los compromisos con las clases subalternas); con valores social-liberales, como las pol&#237;ticas de contenci&#243;n de la pobreza, protecci&#243;n del binomio madre-ni&#241;o y otras medidas que se instalaron en la &#250;ltima d&#233;cada. Curiosamente, esos cambios que los gobiernos &#8220;posneoliberales&#8221; suelen vender como &#8220;grandes avances sociales&#8221; de car&#225;cter hist&#243;rico, fueron saludados por instituciones como el Banco Mundial. Lejos de ser antag&#243;nicos con el capitalismo, resultan funcionales al mantenimiento de fuertes tasas de precarizaci&#243;n de la fuerza laboral y de explotaci&#243;n asalariada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A pesar de su &#8220;nueva&#8221; cara, son m&#250;ltiples las relaciones que estos nuevos aparatos establecen con la vieja derecha &#8220;gorila&#8221; en cada pa&#237;s, como la participaci&#243;n de la UCR en la alianza electoral Cambiemos que llev&#243; a Macri al poder, y que ya comenz&#243; a cobrar su apoyo con distintos pases de factura. Adem&#225;s, su &#8220;tecnicismo&#8221; no deja de ser fuente de inestabilidad en las zonas m&#225;s oscuras del poder estatal, como ya se verifica en la crisis con el sistema carcelario de la provincia de Buenos Aires en las primeras semanas del gobierno de Macri, donde no pueden m&#225;s que rendirse a los aparatos carcomidos del dominio burgu&#233;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En un art&#237;culo de &#8220;El Dipl&#243;&#8221; luego del triunfo del PRO en la provincia de Buenos Aires, que habilit&#243; el triunfo de Macri en el balotaje, Jos&#233; Natanson intenta encontrar una explicaci&#243;n m&#225;s profunda para este cambio en las ra&#237;ces ideol&#243;gicas del neoliberalismo: &#8220;[ ... ] la nueva derecha tiene como filosof&#237;a pol&#237;tica una &#233;tica protestante de progreso por v&#237;a del esfuerzo individual de las personas o las familias: el ascenso como fruto del sudor o el ingenio es desde siempre un valor importante para la derecha, que no solo no reniega del individualismo sino que incluso lo considera un motor clave para el avance de la sociedad, que debe limitarse a ofrecer igualdad de oportunidades a los ciudadanos para que luego cada uno llegue hasta donde quiera o hasta donde pueda. Por eso sus apelaciones recurren a menudo a la segunda persona del singular, como hace Mar&#237;a Eugenia Vidal en sus discursos: &#8216;Te hablo a vos, que quer&#233;s estar mejor'&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Jos&#233; Natanson, &#8220;Globolog&#237;a&#8221;, Le Monde Diplomatique, 197, noviembre de 2015.&#034; id=&#034;nh3&#034;&gt;3&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este es un discurso que tambi&#233;n marc&#243; profundamente la campa&#241;a presidencial de A&#233;cio Neves en su disputa contra Dilma en 2014. A pesar de marcar una vuelta a niveles del individualismo neoliberal noventista, que estuvieron escondidos por detr&#225;s del discurso &#8220;nacional y popular&#8221; que marc&#243; el kirchnerismo o el capitalismo &#8220;para todos&#8221; que caracteriz&#243; al lulismo, lo que Natanson no dice es que por m&#250;ltiples v&#237;as las semillas de esta &#8220;raz&#243;n neoliberal&#8221; nunca dejaran de ser cultivadas por el &#8220;posneoliberalismo&#8221;, sin lo cual no podr&#237;an ahora volver a germinar en el discurso de la &#8220;nueva derecha&#8221;. Profundizando este an&#225;lisis, tomando especialmente Argentina donde el fen&#243;meno se desarroll&#243; m&#225;s, una mejor explicaci&#243;n la damos en un art&#237;culo escrito por Fernando Rosso: &#8220;La cuesti&#243;n pasa, creemos, por descifrar cu&#225;nto de nuevo tiene esta &#8220;filosof&#237;a pol&#237;tica&#8221; y cu&#225;nto de continuidad en el cambio, para exponerlo en los t&#233;rminos de moda de la vertiginosa coyuntura argentina. Estas concepciones de las derechas que logran apoyo electoral y en &#250;ltima instancia rechazan &#8220;al que vive del Estado&#8221; porque no busca su progreso con esfuerzo individual, est&#225;n efectivamente arraigadas y extendidas y fueron un producto de cierto triunfo ideol&#243;gico del &#8220;neoliberalismo&#8221;. Las &#8220;batallas culturales&#8221; de los llamados gobiernos progresistas no modificaron su esencia, porque se redujeron a minor&#237;as intensas de las clases medias m&#225;s o menos ilustradas. En amplias franjas de las grandes mayor&#237;as, estas concepciones se mantuvieron bajo los gobiernos posneoliberales. Pueden haber pasado a un estado latente, envueltas y amortiguadas por los beneficios de la expansi&#243;n econ&#243;mica, pero resurgen en el momento de agotamiento de los esquemas que permitieron el crecimiento. Cuando se deterioran las condiciones econ&#243;micas y se buscan los responsables de la situaci&#243;n de declive. Es decir, cuando comienza a percibirse el instante de peligro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En el caso argentino, el kirchnerismo despleg&#243; un relato que hablaba del &#8216;empoderamiento' de las organizaciones sociales en general, mientras no se empoder&#243; a ninguna en particular. Incluso despotric&#243; contra la acci&#243;n de las organizaciones colectivas m&#225;s importantes y masivas que existen en la Argentina: los sindicatos (aunque mantuvo el blindaje para el r&#237;gido control totalitario de las dirigencias burocr&#225;ticas). Dividi&#243; al movimiento obrero como nunca antes en la historia y se ensa&#241;&#243; rabiosamente con los sectores m&#225;s combativos o los que sal&#237;an a la lucha (los y las docentes, los petroleros, los trabajadores del subte, de quienes Cristina Kirchner lleg&#243; a burlarse jocosamente por la famosa tendinitis; son solo algunos ejemplos relevantes). En el discurso general, el kirchnerismo hablaba sobre la &#8216;solidaridad' y el impulso a &#8216;la acci&#243;n colectiva' y en la pol&#237;tica efectiva aport&#243; e incentiv&#243; a la separaci&#243;n entre trabajadores sindicalizados y trabajadores precarios o pobres. Mientras no tocaba los intereses esenciales de las grandes empresas o la oligarqu&#237;a, mantuvo el impuesto al salario con el fundamento de que era necesario &#8216;para ayudar a los que menos tienen'. En paralelo, predicaba contra las medidas de lucha de los sindicatos y acusaba a los trabajadores de angurrientos y privilegiados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por lo tanto, esa confusa ideolog&#237;a convertida en sentido com&#250;n que emerge en quienes lograron ciertas conquistas (algunos de ellos hoy votantes de Macri, Massa&#8230; o Scioli), que se sienten de clase media y que expresa un rechazo &#8216;a los que viven de los planes', es tambi&#233;n el producto de una orientaci&#243;n pol&#237;tica consciente y perversa. Esta pol&#237;tica implic&#243; mantener bajo una cada vez m&#225;s ruinosa asistencia estatal a los sectores bajos de la clase obrera (sin la creaci&#243;n de trabajo genuino), limitar y atacar las aspiraciones de los trabajadores que lograron conquistas econ&#243;micas, no tocar los intereses esenciales de los empresarios; y hacer todo esto &#8216;en nombre de los pobres'.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La ideolog&#237;a impuesta a golpes de desmoralizaci&#243;n por el triunfo neoliberal no se modifica radicalmente con el &#8216;combate' de un fr&#225;gil ruido de fondo de &#8216;batallas culturales' de bajo rating. Mucho menos cuando las condiciones de existencia var&#237;an levemente, solo para algunos, con el sello de la inestabilidad permanente. Y cuando desde la cima del gobierno se alienta la disgregaci&#243;n de las clases subalternas para limitar el poder de unos a quienes se hace responsable de las necesidades b&#225;sicas insatisfechas de los otros. Todo esto aconteci&#243; mientras el pa&#237;s burgu&#233;s, los verdaderos responsables de la situaci&#243;n, disfrutaba en la &#8220;d&#233;cada ganada&#8221; de abultadas riquezas crecientes que solo pod&#237;an recoger con el auxilio de la pala mec&#225;nica. El suelo ideol&#243;gico tiene sustratos materiales que son un producto del triunfo de la contrarrevoluci&#243;n neoliberal. Es verdad que alimentan a las &#8216;nuevas derechas', pero no es menos cierto que tambi&#233;n le deben mucho y son una consecuencia del cinismo de los &#8216;viejos progresismos' y sus batalladores culturales que hoy lanzan rayos y centellas contra la incomprensible ideolog&#237;a de los otros&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Rosso, Fernando, &#8220;La nueva derecha, los viejos progresismos y la ideolog&#237;a&#8221;, (&#8230;)&#034; id=&#034;nh4&#034;&gt;4&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Hacia test de la relaci&#243;n de fuerzas entre las clases&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El nuevo a&#241;o se inicia con importantes crisis econ&#243;micas y pol&#237;ticas abiertas. En Venezuela, la pugna entre la nueva Asamblea Nacional de mayor&#237;a opositora y el debilitado gobierno de Maduro augura un posible &#8220;referendum revocatorio&#8221;, en el cu&#225;l el rol arbitral de las Fuerzas Armadas se pondr&#225; a prueba en medio de una aguda depresi&#243;n econ&#243;mica. En Brasil, el gobierno de Dilma sufre los altos y bajos del intento de impeachment y las adversidades de una dura recesi&#243;n. En Argentina, est&#225; por verse en qu&#233; medida Macri lograr&#225; enlentecer las tendencias recesivas actuales y cu&#225;les van a ser los resultados de las primeras batallas contra los tarifazos, la devaluaci&#243;n de los salarios y despidos. En Chile, est&#225; por verse en qu&#233; medida Bachelet lograr&#225; desviar al movimiento estudiantil con las t&#237;midas reformas que ha implementado. Vamos a un a&#241;o de pruebas de fuerza y definiciones en un cuadro de estancamiento econ&#243;mico y un contexto internacional desfavorable &#191;c&#243;mo est&#225;n las fuerzas de la clase trabajadora del Cono Sur para incidir en este escenario?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aunque con desigualdades, el aumento del empleo y del consumo a lo largo de la &#250;ltima d&#233;cada marc&#243; una recomposici&#243;n social de la clase obrera en la regi&#243;n. Este proceso estuvo acompa&#241;ado por la &#8220;gimnasia&#8221; de amplios sectores de la clase trabajadora en luchas econ&#243;micas redistributivas, algunas de las cuales involucraron procesos de organizaci&#243;n antiburocr&#225;ticos. As&#237;, vimos el sindicalismo de base en Argentina pos 2009, las luchas obreras en Bolivia en 2010, las huelgas mineras y portuarias en Chile, las huelgas de la construcci&#243;n civil y los recolectores de residuos en Brasil, etc.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Las luchas redistributivas del per&#237;odo precedente fueron dando lugar a luchas de resistencia ante las tentativas patronales de avanzar sobre lo conquistado, como en las duras huelgas de las automotrices, de docentes, de correos y de petroleros en Brasil. Ante los primeros signos de choque entre las aspiraciones del ciclo anterior y los l&#237;mites de la desaceleraci&#243;n econ&#243;mica y las contradicciones estructurales de cada pa&#237;s, hemos visto paros o protestas nacionales de dimensiones incipientemente pol&#237;ticas en varios pa&#237;ses de la regi&#243;n, aunque bajo el control de las burocracias sindicales. Choques que han dado lugar tambi&#233;n a la explosi&#243;n de importantes luchas democr&#225;ticas como la rebeli&#243;n estudiantil por la educaci&#243;n p&#250;blica en Chile, las manifestaciones contra el aumento de las tarifas del transporte p&#250;blico en junio de 2013 en Brasil (que en 2015 tienen un revival de menor escala en la movilizaci&#243;n de estudiantes secundarios de San Pablo contra el cierre de escuelas), y las luchas de las mujeres contra el feminicidio en Argentina o el ataque a sus derechos y el acoso sexual en Brasil.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Es todav&#237;a una inc&#243;gnita hasta qu&#233; punto las llamadas &#8220;nuevas clases medias&#8221;, en especial sus contingentes proletarios, van a oponer resistencia o aceptar pasivamente los intentos de rebaja de su nivel de vida. Tampoco puede preverse con claridad qu&#233; articulaciones pueden desarrollarse entre estos combates y las luchas democr&#225;ticas de los sectores medios de la sociedad. No se puede excluir que, debilitadas por el discurso del &#8220;mal menor&#8221;, las primeras batallas por venir sean derrotadas y se imponga una relaci&#243;n de fuerzas m&#225;s a la derecha, permitiendo asentarse al gobierno de Macri y alentando nuevos triunfos de la derecha en el subcontinente. Sin embargo, tampoco est&#225; descartada la posibilidad de que la &#8220;gimnasia&#8221; del periodo anterior y las aspiraciones generadas sean una base para duras luchas de resistencia que frenen estos intentos y preparen una contraofensiva de la clase trabajadora. La cuesti&#243;n se dirimir&#225; en los pr&#243;ximos test de la lucha de clases, donde los combates de resistencia a los intentos de descargar la crisis sobre las espaldas de los trabajadores cumplir&#225;n un rol clave.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La preparaci&#243;n de la resistencia y las tareas de la izquierda&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Al escuchar cr&#237;ticas al ajuste de Dilma, Lula contest&#243; que el pa&#237;s &#8220;vive en una situaci&#243;n dif&#237;cil. Es como si estuvi&#233;ramos en un tren descarrilado. Nosotros necesitamos poner el tren otra vez en los rieles. Cuando est&#233; en los rieles, podemos discutir si vamos en primera o segunda clase&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb5&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Fragmento del discurso de Lula en acto convocado por la Central &#218;nica de los (&#8230;)&#034; id=&#034;nh5&#034;&gt;5&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. En la reciente apertura del Congreso Nacional de la Central &#218;nica de los Trabajadores de Brasil, Pepe Mujica, junto con Lula y Dilma, alertaron a los brasile&#241;os del &#8220;peligro&#8221; de luchar por salarios &#8220;demasiado&#8221; altos: &#8220;Los trabajadores no pueden dejar que la cultura burguesa los deslumbre. La verdadera pobreza es gastar la vida preocupado en vivir acumulando, acumulando, acumulando y acumulando. Compa&#241;eros de la CUT, tenemos que luchar por salarios mejores, mas sin deslumbrarse con la cultura de la burgues&#237;a&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb6&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Fragmento del discurso de Pepe Mujica en 12&#186; Congreso Nacional de la CUT, (&#8230;)&#034; id=&#034;nh6&#034;&gt;6&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. &#161;Como si el salario obrero o docente, aun el bien pago, alcanzara para &#8220;vivir acumulando&#8221;! &#161;Como si los funcionarios progresistas hubieran hecho un muy cristiano &#8220;voto de pobreza&#8221; en lugar de multiplicar sus privilegios y fortunas!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esto ilustra c&#243;mo el m&#233;todo de pasivizaci&#243;n de las masas, cooptaci&#243;n de los movimientos sociales y estatizaci&#243;n de los sindicatos, junto con los impactos de la crisis, se transforma de herramienta de desv&#237;o en instrumento de ataques.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta es la &#8220;paradoja&#8221; de la relaci&#243;n de fuerzas vista desde el punto de vista de los posneoliberales: por un lado, nunca llega la relaci&#243;n de fuerzas favorable para implementar medidas anticapitalistas y siempre es necesario sacrificar los intereses m&#225;s sentidos de las masas en favor del posibilismo que busca &#8220;acumular fuerzas&#8221; dentro del Estado burgu&#233;s. Por otro lado, cuando las masas est&#225;n dispuestas o directamente empiezan a entrar en combate para defender sus intereses contra la burgues&#237;a o los propios gobiernos posneoliberales, la &#250;nica forma de volcar realmente la relaci&#243;n de fuerzas a su favor, los progresistas y nacionalistas tratan de frenarlas con el argumento de que est&#225;n haciendo &#8220;el juego a la derecha&#8221;, al mismo tiempo que tratan ellos mismos de implementar el programa de la derecha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cuanto m&#225;s avanzan en este &#8220;arte&#8221; las direcciones posneoliberales, m&#225;s socavan la relaci&#243;n de fuerzas en que se asentaron y m&#225;s allanan el camino para el fortalecimiento de la derecha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los paladines del posneoliberalismo inflan el pecho para decir que las medidas anticapitalistas son ut&#243;picas porque est&#225;n &#8220;por fuera de la relaci&#243;n de fuerzas&#8221;. No abandonan esta l&#243;gica ni cuando son empujados a la oposici&#243;n, como la centroizquierda kirchnerista ahora en Argentina. Argumentan que solo superado el &#8220;paradigma neoliberal&#8221; a trav&#233;s de la ocupaci&#243;n de los espacios estatales de la democracia burguesa, se podr&#237;a plantear alg&#250;n programa m&#225;s profundo para las contradicciones estructurales sobre las cuales se asienta la regi&#243;n. Con esto, fundamentan el posibilismo que llev&#243; al callej&#243;n sin salida actual. Pero en esta operaci&#243;n ideol&#243;gica se &#8220;olvidan&#8221; de que ellos mismos son parte de esta relaci&#243;n de fuerzas, al tiempo que niegan que el &#250;nico camino para derrotar la ofensiva burguesa es el de la movilizaci&#243;n de masas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El apoyo al &#8220;mal menor&#8221; opera como un mecanismo al servicio de debilitar la resistencia a los ataques e impedir la emergencia de la clase obrera como un sujeto independiente y con su propio programa ante la crisis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pero sin expropiar la banca y crear una banca nacional &#250;nica con el monopolio del comercio exterior es imposible impedir el chantaje del mercado financiero internacional, la fuga de divisas y la reprimarizaci&#243;n de la econom&#237;a. Sin expropiar los principales conglomerados capitalistas nativos y extranjeros y reestatizar las empresas privatizadas es imposible solucionar las necesidades de la mayor&#237;a de la poblaci&#243;n. Sin dejar de pagar la deuda p&#250;blica (externa e interna) es imposible resolver los problemas estructurales de vivienda, servicios p&#250;blicos y cr&#233;dito barato a los peque&#241;os productores. Sin establecer el control obrero de los principales resortes de la econom&#237;a es imposible acabar con la corrupci&#243;n. Estas son medidas elementales de un programa anticapitalista para que la clase trabajadora, en alianza con los dem&#225;s sectores oprimidos, pueda dar una salida de fondo para los problemas fundamentales.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los agentes de los gobiernos posneoliberales en el movimiento de masas intentan descalificar esas medidas como &#8220;ut&#243;picas&#8221;, como si fuera realista su concepci&#243;n de &#8220;transmutaci&#243;n pac&#237;fica&#8221; del capitalismo dependiente latinoamericano en un imaginario poscapitalismo. Por el contrario, solo la fuerza de los trabajadores, con su movilizaci&#243;n agrupando a los oprimidos del campo y la ciudad, puede derrotar los planes de la burgues&#237;a y el imperialismo, recurriendo a los m&#233;todos de la movilizaci&#243;n y con un programa a la altura del ataque que est&#225;n montando, para que la crisis la paguen los capitalistas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Si en este camino es necesaria la m&#225;s amplia independencia pol&#237;tica respecto a las distintas variantes burguesas &#8211;y de all&#237; la importancia pr&#225;ctica y estrat&#233;gica del balance y delimitaci&#243;n respecto al chavismo, al evismo, al lulismo o al kirchnerismo&#8211;, tambi&#233;n se plantea fortalecer los lazos de unidad entre los trabajadores, los estudiantes y el movimiento de mujeres en Brasil, Argentina, Chile y toda la regi&#243;n, para que esta fuerza social pueda superar los l&#237;mites impuestos por la burocracia sindical y expresarse en el terreno pol&#237;tico para que la clase obrera pueda dirigir la lucha contra el imperialismo y sus agentes nativos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En este sentido, hay conquistas pol&#237;ticas iniciales que pueden servir como punto de apoyo y cobrar nuevo valor con el desarrollo de los combates de la clase trabajadora.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El desarrollo del Frente de Izquierda y de los Trabajadores (FIT) en Argentina como polo por la independencia pol&#237;tica de clase, conquistando puestos parlamentarios y cerca de un mill&#243;n de votos, y el avance de la izquierda trotskista representada por el PTS, tanto en el terreno electoral con el candidato presidencial Del Ca&#241;o y otras figuras aportadas al FIT como enraiz&#225;ndose en sectores de vanguardia del movimiento obrero, son posiciones conquistadas que ser&#225;n testeadas en los combates por venir. El avance de estas posiciones puede y debe servir como punto de apoyo para fortalecer la lucha por la independencia pol&#237;tica de los trabajadores en toda la regi&#243;n&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb7&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;En las recientes elecciones de Argentina tanto el candidato Daniel Scioli (&#8230;)&#034; id=&#034;nh7&#034;&gt;7&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Parte de estas conquistas es la construcci&#243;n de una red internacional de diarios digitales que se expande bajo el nombre de La Izquierda Diario y se constituye como un s&#237;ntoma del espacio pol&#237;tico que se abre para la construcci&#243;n de una izquierda revolucionaria e internacionalista a nivel regional e internacional. Impulsada inicialmente por el PTS en Argentina, ya ha alcanzado una media de 600 mil entradas por mes en Argentina, 165 mil en Brasil y 70 mil en Chile, expandi&#233;ndose tambi&#233;n en M&#233;xico y otros pa&#237;ses del continente y de Europa, con ediciones en espa&#241;ol, portugu&#233;s, franc&#233;s, ingl&#233;s y alem&#225;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En los art&#237;culos de este dossier sobre Latinoam&#233;rica destacamos algunas de las batallas que las organizaciones de la Fracci&#243;n Trotskista &#8211; Cuarta Internacional en la regi&#243;n vienen dando para que emerja una izquierda revolucionaria a la altura de los desaf&#237;os planteados.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;hr /&gt;
		&lt;div class='rss_notes'&gt;&lt;div id=&#034;nb1&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh1&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 1&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;1&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&#8220;Por ejemplo, la ca&#237;da de los t&#233;rminos de intercambio de las materias primas redund&#243; en una p&#233;rdida de m&#225;s de 20 puntos porcentuales del PIB para Venezuela, de casi el 10 por ciento para Ecuador, de alrededor del 7 por ciento para Bolivia y Chile, 5&#189; por ciento para Colombia y alrededor del 4 por ciento para Per&#250;. Los shocks a los t&#233;rminos de intercambio en Argentina, Brasil y M&#233;xico han sido menores, no mayores al 2 por ciento del PIB. (...) El momento y el impacto del shock variaron entre pa&#237;ses, en gran medida porque los precios de muchas materias primas se han estado debilitando desde 2011 (por ejemplo, los metales), mientras que otros comenzaron a caer m&#225;s recientemente (como el petr&#243;leo, desde mediados de 2014)&#8221;. &#8220;Las Am&#233;ricas, ajustando bajo presi&#243;n&#8221;, FMI, octubre de 2015.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 2&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;2&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;P&#233;rez Llana, Cecilia, &#8220;La ofensiva del Pac&#237;fico&#8221;, Le Monde Diplomatique, diciembre 2015.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 3&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;3&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Jos&#233; Natanson, &#8220;Globolog&#237;a&#8221;, Le Monde Diplomatique, 197, noviembre de 2015.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 4&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;4&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Rosso, Fernando, &#8220;La nueva derecha, los viejos progresismos y la ideolog&#237;a&#8221;, en La Izquierda Diario, 03/11/2015.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb5&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh5&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 5&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;5&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Fragmento del discurso de Lula en acto convocado por la Central &#218;nica de los Trabajadores en San Pablo en 07/12/2015.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb6&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh6&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 6&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;6&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Fragmento del discurso de Pepe Mujica en 12&#186; Congreso Nacional de la CUT, 13/10/2015.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb7&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh7&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 7&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;7&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;En las recientes elecciones de Argentina tanto el candidato Daniel Scioli &#8211;que expresaba la continuidad con el kircherismo&#8211; como Macri, tuvieron que reconocer, a su manera, la fuerza incipiente que la izquierda trotskista ha desarrollado en el movimiento obrero. En el balotaje, los medios afines a la derecha macrista hicieron una campa&#241;a pidiendo que Scioli &#8220;devuelva el Power Point&#8221; de Nicol&#225;s Del Ca&#241;o, el candidato presidencial del trotskista Partido de los Trabajadores por el Socialismo. El contenido del &#8220;Power Point&#8221; era la denuncia que del Ca&#241;o hizo a lo largo de su campa&#241;a de los ajustes que ven&#237;an siendo preparados tanto por Macri como por Scioli, y que ambos trataban de esconder.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>Crisis de la &#8220;hegemon&#237;a invertida&#8221;</title>
		<link>https://ft-ci.org/Crisis-de-la-hegemonia-invertida</link>
		<guid isPermaLink="true">https://ft-ci.org/Crisis-de-la-hegemonia-invertida</guid>
		<dc:date>2016-01-11T20:54:55Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Daniel Matos</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>
		<dc:subject>9 Lucha de clases en Latinoam&#233;rica</dc:subject>

		<description>
&lt;p&gt;El t&#233;rmino &#8220;hegemon&#237;a invertida&#8221; fue acu&#241;ado por el soci&#243;logo brasile&#241;o Francisco de Oliveira luego de la asunci&#243;n de Lula a la presidencia de la Rep&#250;blica para explicar la aparente paradoja por la cual el capital financiero internacional recurre al principal l&#237;der de la clase obrera para continuar su dominio en el pa&#237;s luego del desgaste de la ofensiva neoliberal de los a&#241;os &#8216;90. &lt;br class='autobr' /&gt;
Despu&#233;s de 13 a&#241;os a la cabeza de una democracia dependiente de alianzas con las fuerzas pol&#237;ticas m&#225;s (&#8230;)&lt;/p&gt;


-
&lt;a href="https://ft-ci.org/America-Latina-El-fin-de-una-ilusion" rel="directory"&gt;Am&#233;rica Latina. El fin de una ilusi&#243;n&lt;/a&gt;

/ 
&lt;a href="https://ft-ci.org/America-Latina" rel="tag"&gt;Am&#233;rica Latina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Brasil-101" rel="tag"&gt;Brasil&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/9-Lucha-de-clases-en-Latinoamerica" rel="tag"&gt;9 Lucha de clases en Latinoam&#233;rica&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L150xH111/arton9267-7e7e9.jpg?1694426815' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='111' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;dl class='spip_document_5642 spip_documents'&gt;
&lt;dt&gt;&lt;a href='https://ft-ci.org/IMG/pdf/03_brasil_ei29.pdf' title='PDF - 348.2 kio' type=&#034;application/pdf&#034;&gt;&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L64xH64/pdf-b8aed.svg?1776695895' width='64' height='64' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/dt&gt;
&lt;/dl&gt;&lt;dl class='spip_document_5643 spip_documents'&gt;
&lt;dt&gt;&lt;a href='https://ft-ci.org/IMG/docx/03_brasil_ei29.docx' title='Word - 154.2 kio' type=&#034;application/vnd.openxmlformats-officedocument.wordprocessingml.document&#034;&gt;&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L64xH64/docx-a6e7c.svg?1776696159' width='64' height='64' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/dt&gt;
&lt;/dl&gt;
&lt;p&gt;El t&#233;rmino &#8220;hegemon&#237;a invertida&#8221; fue acu&#241;ado por el soci&#243;logo brasile&#241;o Francisco de Oliveira luego de la asunci&#243;n de Lula a la presidencia de la Rep&#250;blica para explicar la aparente paradoja por la cual el capital financiero internacional recurre al principal l&#237;der de la clase obrera para continuar su dominio en el pa&#237;s luego del desgaste de la ofensiva neoliberal de los a&#241;os &#8216;90.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Despu&#233;s de 13 a&#241;os a la cabeza de una democracia dependiente de alianzas con las fuerzas pol&#237;ticas m&#225;s reaccionarias del pa&#237;s y su subordinaci&#243;n al capital financiero, el gobierno del PT acumula contradicciones que han amenazado con salirse de su control, tanto bajo la forma de nuevos estallidos sociales &#8211;junio de 2013&#8211; como con el envalentonamiento de la derecha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La integraci&#243;n del PT a la democracia de las coimas y los favores&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El surgimiento del PT en los a&#241;os &#8216;80, al canalizar la voluntad de la poderosa clase trabajadora brasile&#241;a de expresarse en el terreno pol&#237;tico, oblig&#243; a la dictadura militar a transferir una importante cuota de poder a los caudillos y oligarcas burgueses regionales, enraizados en los estados y municipios del pa&#237;s para fortalecer una alternativa burguesa capaz de garantizar una transici&#243;n conservadora a la democracia. Esta es la base de la creaci&#243;n del PMDB y del llamado &#8220;presidencialismo de coalici&#243;n&#8221; en Brasil: un r&#233;gimen en el cual los dos &#8220;partidos modernos&#8221; que surgen con la redemocratizaci&#243;n &#8211;el PSDB representando la vinculaci&#243;n de la burgues&#237;a paulista al neoliberalismo en ascenso y el PT como fuerza opositora&#8211; dependen estructuralmente de alianzas con las fuerzas m&#225;s conservadoras del pa&#237;s para gobernar, sea el PMDB u otros cong&#233;neres menores. Sin comprender el rol del PMDB en el r&#233;gimen brasile&#241;o es imposible comprender la crisis pol&#237;tica en curso en Brasil y las disputas por detr&#225;s de la tentativa de impeachment a Dilma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para reconcentrar el poder en el Ejecutivo como &lt;i&gt;comit&#233; de negocios de la burgues&#237;a&lt;/i&gt; y dar estabilidad al dominio del capital imperialista, la ofensiva neoliberal de los &#8216;90 implement&#243; una legislaci&#243;n que restringe las posibilidades de endeudamiento de los estados y municipios (la Ley de Responsabilidad Fiscal), transfiere las deudas y la capacidad de endeudamiento al gobierno central y obliga al Estado a recortar gastos para garantizar el pago de la deuda p&#250;blica. Es a trav&#233;s de este mecanismo que 42 % del presupuesto p&#250;blico recaudado con los impuestos de 210 millones de habitantes es anualmente destinado a 20 mil inversionistas nativos y extranjeros con el pago de intereses y amortizaciones de la deuda p&#250;blica. En contraparte, el mecanismo de sostenimiento de las alianzas de gobierno pasa a ser, no solamente la ocupaci&#243;n de cargos ejecutivos, sino fundamentalmente el reparto de partidas de presupuesto sobre las que el gobierno central puede elegir a qu&#233; ciudad o estado destinar. As&#237;, los diputados y senadores federales se transformaron en agentes de los gobiernos estaduales y municipales para regatear apoyo pol&#237;tico a las votaciones enviadas por el Ejecutivo al Congreso, a cambio de obras y prestaciones de servicios en sus reductos electorales. Este es el mecanismo de funcionamiento del &#8220;presidencialismo de coalici&#243;n&#8221; brasile&#241;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Al asumir el poder en 2003, Lula, para ganar la confianza del capital financiero internacional, busc&#243; demostrar que era &#8220;m&#225;s realista que el rey&#8221;, implementando un duro ajuste de cuentas que restring&#237;a las posibilidades del gobierno de hacer girar este mecanismo para viabilizar su propia coalici&#243;n gubernamental. En un escenario recesivo e intentando prescindir de la alianza con el PMDB, el PT, para ganar votaciones en el Congreso, recurri&#243; al &#8220;alquiler&#8221; de diputados que result&#243; en el esc&#225;ndalo de las coimas (&#8220;mensal&#227;o&#8221;) de 2005. Un m&#233;todo que fue parte de la democracia tucana (PSDB) y de todos los gobiernos anteriores, que el PT tuvo que usar en forma exacerbada porque quer&#237;a mostrar austeridad fiscal y cierta &#8220;independencia&#8221; de los oligarcas reaccionarios m&#225;s destacados de la pol&#237;tica brasile&#241;a, aunque colig&#225;ndose con los reaccionarios de menor estatura del llamado &#8220;bajo clero&#8221; en el Congreso. Un intento derrotado que dio lugar a la subordinaci&#243;n del PT tanto a los caudillos del bajo clero como a los oligarcas del PMDB en nombre de la &#8220;gobernabilidad&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para preservar m&#237;nimamente a los sectores m&#225;s poderosos de la burgues&#237;a nacional frente a la penetraci&#243;n del capital imperialista, el Estado brasile&#241;o utiliza los cr&#233;ditos del Banco Nacional de Desarrollo Econ&#243;mico y Social (BNDES) y la contrataci&#243;n de prestadores de servicios para obras p&#250;blicas y las grandes empresas de control estatal. Este es el origen de los llamados &#8220;global players&#8221; brasile&#241;os&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2-1&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Los &#8220;global players&#8221; brasile&#241;os (o las translatinas instaladas en Brasil) se (&#8230;)&#034; id=&#034;nh2-1&#034;&gt;1&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, los grandes conglomerados econ&#243;micos &#8220;amigos&#8221; del gobierno de turno, que al mismo tiempo son los principales financiadores de las campa&#241;as electorales. Para estabilizarse en el poder, el PT tuvo que crear su propia red de empresarios &#8220;amigos&#8221;, sentando las bases para el esc&#225;ndalo de Petrobras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Una crisis de gobierno que puede transformarse en una crisis del r&#233;gimen&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mientras crec&#237;a el consumo y el empleo, la mayor&#237;a de la poblaci&#243;n toleraba la podredumbre recurrente de los esc&#225;ndalos de corrupci&#243;n, que con la incorporaci&#243;n del PT como gestor del Estado pas&#243; a involucrar por igual a todos los partidos del r&#233;gimen. Sin embargo, esta tolerancia no impidi&#243; que se desarrolle en forma latente una crisis de representatividad que a cada tanto viene a la superficie, y que estall&#243; en forma m&#225;s aguda en las manifestaciones de junio de 2013, sin perdonar a ning&#250;n gobierno, independiente del partido al que pertenezca. Incluso despu&#233;s de una relativa recomposici&#243;n con el Mundial de Futbol y las elecciones de 2014, el deterioro de la situaci&#243;n econ&#243;mica, sumado a los esc&#225;ndalos permanentes de corrupci&#243;n, vuelve a socavar en un nivel superior la legitimidad de las instituciones del r&#233;gimen, expres&#225;ndose en la ca&#237;da de popularidad de griegos y troyanos a lo largo de 2015.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La combinaci&#243;n entre los esc&#225;ndalos de corrupci&#243;n, la crisis econ&#243;mica, la pol&#237;tica de ajustes del gobierno de Dilma y la &#8220;traici&#243;n&#8221; de antiguos aliados del gobierno petista es lo que dio base social y alianzas pol&#237;ticas para que la oposici&#243;n de derecha impulse una campa&#241;a destituyente y haga tramitar el pedido de juicio pol&#237;tico en el Congreso. La oposici&#243;n envi&#243; este pedido mediante la acusaci&#243;n de crimen de responsabilidad administrativa por el no cumplimiento de la Ley de Responsabilidad Fiscal por parte del gobierno, ya que no tienen pruebas que involucren directamente a Dilma en el esc&#225;ndalo de corrupci&#243;n en Petrobras. Hay que ser muy ingenuo para creer que Dilma nunca supo nada, primero como encargada de los ministerios responsables del petr&#243;leo y la administraci&#243;n general bajo el gobierno de Lula, y luego como presidenta de la rep&#250;blica. Imposible que no estuviera al tanto de un sistema tan importante para el gobierno petista, basado en conquistar aliados y mayor&#237;as parlamentarias. La oposici&#243;n tiene contradicciones para utilizar el esquema de corrupci&#243;n en Petrobras como acusaci&#243;n para un impeachment porque tal sistema de corrupci&#243;n involucra el &lt;i&gt;modus operandi&lt;/i&gt; de la propia oposici&#243;n, y sobre todo porque este camino involucra particularmente al PMDB, sin el cual es imposible concretar cualquier posibilidad de juicio pol&#237;tico y mucho menos una eventual gobernabilidad pos PT.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eduardo Cunha, el propio presidente de la C&#225;mara de Diputados que acept&#243; abrir el proceso de impeachment, es el l&#237;der del &#8220;bajo clero&#8221; y del ala oposicionista del PMDB. Pero una parte importante de este partido todav&#237;a sostiene al gobierno. El vicepresidente de la Rep&#250;blica y tambi&#233;n presidente del PMDB, Michael Temer, quien asumir&#237;a la presidencia en caso de un impeachment por crimen de responsabilidad administrativa, se ha distanciado de Dilma, negociando a cielo abierto con el PSDB y alentado intentos de inclinar una mayor&#237;a del PMDB hacia la oposici&#243;n. Entretanto, por la dependencia que muchos caudillos del PMDB tienen con el gobierno petista para defenderse de sus m&#250;ltiples relaciones con el esquema de corrupci&#243;n en Petrobras, a&#250;n con posibilidades de cambiar m&#225;s poder por apoyo pol&#237;tico, todav&#237;a se mantiene una d&#233;bil mayor&#237;a de este partido del lado del gobierno.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El hecho de que la acusaci&#243;n de crimen de responsabilidad, en la que se basa el juicio pol&#237;tico, sea una pr&#225;ctica com&#250;n en las &#250;ltimas presidencias y en las gobernaciones, as&#237; como las denuncias de corrupci&#243;n que recaen sobre el propio Eduardo Cunha, han golpeado la legitimidad del proceso de impeachment en curso. La pol&#237;tica del gobierno es tramitar el juicio en el Congreso lo m&#225;s r&#225;pido posible, pues si la votaci&#243;n fuera en las condiciones actuales todos consideran que ganar&#237;a, ya que la oposici&#243;n no tendr&#237;a los dos tercios de los votos que necesita.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pero el principal l&#237;mite que tiene la oposici&#243;n para lograr el impeachment es la divisi&#243;n existente en la burgues&#237;a y el imperialismo. Algunos sectores dominantes preferir&#237;an un gobierno m&#225;s de derecha, sea del vice Michel Temer apoyado por el PSDB, que ya ha anunciado una plataforma neoliberal m&#225;s descarada; o directamente del PSDB a trav&#233;s de nuevas elecciones generales. Sin embargo, otros sectores creen que Dilma es m&#225;s apta para implementar los ajustes necesarios porque cuenta con el rol de la CUT y los movimientos sociales petistas en la contenci&#243;n de la resistencia obrera y popular, y tambi&#233;n porque temen que el agravamiento de la crisis pol&#237;tica genere un empeoramiento de la crisis econ&#243;mica y aliente estallidos sociales. Esta divisi&#243;n se refleja en la prensa imperialista como el semanario &lt;i&gt;The Economist&lt;/i&gt; que, mientras plantea la necesidad de un plebiscito revocatorio del presidente venezolano, alerta que &#8220;Dilma no es Maduro&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La propia oposici&#243;n tiene m&#225;s de una divisi&#243;n interna. Mientras el ala del PSDB dirigida por el gobernador de San Pablo, Alckmin, preferir&#237;a seguir &#8220;desangrando&#8221; al PT hasta 2018, cuando &#233;l ser&#237;a el mejor ubicado para competir en nombre de su partido a las presidenciales; el ala dirigida por el ex candidato y ex gobernador de Minas Gerais, A&#233;cio Neves, preferir&#237;a un adelanto de las elecciones para aprovechar el capital pol&#237;tico de los votos que sac&#243; en 2014&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2-2&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Las disputas al interior del PSDB han generado rumores de que Alckmin podr&#237;a (&#8230;)&#034; id=&#034;nh2-2&#034;&gt;2&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Por otro lado, hay controversias sobre los beneficios y prejuicios de asumir la administraci&#243;n del pa&#237;s en medio de la crisis actual, ya que el PSDB ser&#237;a blanco del desgaste provocado por la recesi&#243;n y los ajustes bajo su comando, y Lula podr&#237;a tener mejores condiciones de recuperarse para las elecciones de 2018 en la oposici&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estas contradicciones de fondo est&#225;n por detr&#225;s del accionar del PT en el Tribunal Federal Superior de Justicia sobre las reglas de tramitaci&#243;n del juicio en el Congreso. Se revocaron las reglas m&#225;s favorables a la oposici&#243;n que Cunha hab&#237;a intentado hacer valer, el gobierno podr&#225; elegir en la C&#225;mara de Diputados una comisi&#243;n de investigaci&#243;n m&#225;s favorable al PT, y se otorg&#243; mayor poder de decisi&#243;n al Senado donde la alianza entre el gobierno y el PMDB es m&#225;s fuerte. En este marco, la pol&#237;tica que prima entre los principales l&#237;deres de la oposici&#243;n es postergar lo m&#225;ximo posible el tr&#225;mite del juicio de impeachment en el Congreso para seguir &#8220;desangrando&#8221; al PT y acumular m&#225;s fuerzas para las elecciones municipales de 2016, y esperar un eventual escenario m&#225;s favorable para volver a la ofensiva con la pol&#237;tica de juicio pol&#237;tico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por otra parte, los esc&#225;ndalos de corrupci&#243;n no necesariamente obedecen a los planes de la oposici&#243;n, ya que suelen responder a sectores del capital imperialista interesados en desplazar competidores internacionales y nativos para comprar activos desvalorizados o establecer nuevos contratos con el Estado. En estas operaciones, aunque el capital imperialista busque aliados internos oposicionistas, el involucramiento de la propia oposici&#243;n en los esquemas de corrupci&#243;n hace que todos los partidos dominantes est&#233;n golpeados. Es desde este punto de vista que se debe analizar la opini&#243;n de la revista especialista en pol&#237;tica exterior estadounidense, Foreing Affairs, que en marzo de 2015 protestaba contra el 90 % de derecho de explotaci&#243;n del petr&#243;leo por parte de Petrobras. A pesar de que la gigante brasile&#241;a tiene su capital abierto en la bolsa de valores, su control mayoritario sigue siendo estatal. Refiri&#233;ndose a los cambios legislativos a lo largo del gobierno de Lula y Dilma en relaci&#243;n a las normas establecidas por Fernando Henrique Cardoso, que dificultaron el acceso del capital extranjero a la explotaci&#243;n del Pre-Sal, la revista destaca: &#8220;En su momento, algunos observadores expresaron su preocupaci&#243;n sobre la naturaleza restrictiva de los reglamentos y el potencial de corrupci&#243;n en la ausencia de licitaci&#243;n abierta [al capital extranjero]. Estas preocupaciones fueron en gran parte justificadas: una investigaci&#243;n federal en curso revel&#243; que algunas de las mayores empresas de construcci&#243;n de Brasil pueden haber pagado coimas a Petrobras&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8220;Coincidentemente&#8221; el juez S&#233;rgio Moro, responsable por la investigaci&#243;n del esquema de corrupci&#243;n en Petrobras, est&#225; casado con una abogada del PSDB y de Shell, multinacional que ha adquirido recientemente el derecho de explotaci&#243;n de cuatro pozos de petr&#243;leo en Brasil y ha anunciado ambiciosos planes de inversi&#243;n en el pa&#237;s. &#191;Qui&#233;n podr&#237;a sospechar de los buenos intereses &#8220;justicieros&#8221; de los imperialistas y sus propias multinacionales?&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2-3&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Para la Bain &amp; Company, consultora de grandes multinacionales que (&#8230;)&#034; id=&#034;nh2-3&#034;&gt;3&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La prisi&#243;n de presidentes y ejecutivos de las mayores constructoras y fondos de inversi&#243;n de Brasil &#8211;y mayores financiadores de campa&#241;a del PT y del PSDB&#8211; en el esc&#225;ndalo de corrupci&#243;n de Petrobras tienen por detr&#225;s el &lt;i&gt;modus operandi&lt;/i&gt; del capital imperialista para perseguir sus intereses. Esc&#225;ndalos como este &#8211;pero tambi&#233;n otros como las privatizaciones en los a&#241;os &#8216;90 o el esquema actual de sobrefacturaci&#243;n en el sistema metro-ferroviario del estado de San Pablo bajo el gobierno del PSDB&#8211; son parte estructural del mecanismo de dominio y competencia entre los distintos sectores del capital financiero, recurriendo incluso a sus complejos sistemas de contraespionaje corporativo para remover ciertas redes de empresarios &#8220;amigos&#8221; en favor de otras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cambian los gobiernos, cambian los partidos, cambian las empresas, queda el asalto permanente a las arcas p&#250;blicas y a los recursos naturales del pa&#237;s. Esta es una fuente de inestabilidad pol&#237;tica que puede hacer m&#225;s grave la crisis de representatividad actual que cruza el pa&#237;s, ya que utiliza al poder judicial como &#225;rbitro, desgastando al conjunto de las instituciones.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Plataforma del capital financiero internacional en Sudam&#233;rica&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Diferente de Argentina, donde el ciclo de crecimiento kirchnerista se bas&#243; esencialmente en la redistribuci&#243;n interna de las retenciones a las exportaciones de soja, en Brasil, aunque las exportaciones de commodities de soja y mineral de hierro hacia China tambi&#233;n fueron clave, el capital financiero internacional cumpli&#243; un rol esencial en el empuje del mercado interno.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Durante el menemismo, Argentina era considerada la &#8220;vidriera&#8221; del capital financiero en Sudam&#233;rica, y Brasil un &#8220;alumno&#8221; servil pero un poco &#8220;rebelde&#8221;. Esta diferencia estuvo por detr&#225;s del hecho de que Argentina fue el pa&#237;s m&#225;s golpeado por la crisis asi&#225;tica de final de los &#8216;90, mientras Brasil tuvo m&#225;s margen de maniobra para hacer una transici&#243;n gradual al &#8220;posneoliberalismo&#8221; con la ayuda del PT.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mientras el default de 2001/2002 alej&#243; a Argentina del mercado financiero de capitales internacionales, Brasil avanz&#243; como la principal plataforma de las finanzas internacionales en Sudam&#233;rica. Superando de lejos a todos los dem&#225;s pa&#237;ses en t&#233;rminos absolutos de entrada de capital, y compitiendo incluso con los pa&#237;ses m&#225;s pro yanquis como Chile o Colombia en t&#233;rminos de proporci&#243;n de entrada de capital extranjero en relaci&#243;n al PBI (quedando solo detr&#225;s de Per&#250; en este indicador).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Entrada de capital extranjero (en millones de d&#243;lares)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_5656 spip_documents'&gt;
&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L500xH208/entrada_de_capital_extranjero_en_millones_de_dolares_-d4654.jpg?1702644158' width='500' height='208' alt=&#034;&#034; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Entrada de capital extranjero en relaci&#243;n al PBI&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_5657 spip_documents'&gt;
&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L500xH254/entrada_de_capital_extranjero_en_relacion_al_pbi-06c23.jpg?1702644158' width='500' height='254' alt=&#034;&#034; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;Elaboraci&#243;n propia en base a datos de la Cepal y los bancos centrales de cada pa&#237;s&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta mayor subordinaci&#243;n al capital financiero ubica hoy a Brasil como el pa&#237;s sudamericano m&#225;s sensible a los cambios de humor del capital financiero y como principal eslab&#243;n d&#233;bil de la regi&#243;n junto a Venezuela. Tanto porque el mineral de hierro es uno de los commodities m&#225;s golpeados por la desaceleraci&#243;n China&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2-4&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;El precio de la tonelada de mineral de hierro cay&#243; de m&#225;s de 187 d&#243;lares en (&#8230;)&#034; id=&#034;nh2-4&#034;&gt;4&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; como porque la migraci&#243;n de capitales hacia EE.UU. ha provocado mayores temblores sobre las tierras &#8220;tupiniquins&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A diferencia de los a&#241;os &#8216;90, durante el ciclo de crecimiento petista la penetraci&#243;n del capital financiero internacional se produjo con un cambio de perfil en la deuda p&#250;blica, la cual cumpli&#243; un rol clave en la atracci&#243;n del capital extranjero que alent&#243; la abundancia de cr&#233;dito relativamente barato para la expansi&#243;n del consumo de sectores populares y la inversi&#243;n de las empresas medianas y peque&#241;as.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mientras la deuda externa bruta cay&#243; del 16,3 % del PBI en 2002 al 4,4 % actualmente, la deuda interna bruta aument&#243; del 48,6 % al 60,7 %, manteniendo la suma de ambas en alrededor del 65 % del PBI&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2-5&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Datos extra&#237;dos del Banco Central.&#034; id=&#034;nh2-5&#034;&gt;5&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Esta sustituci&#243;n se produjo sobre la base de la emisi&#243;n de t&#237;tulos p&#250;blicos de la deuda interna al propio mercado financiero, atra&#237;do por las altas tasas de inter&#233;s internas (a las cuales estos t&#237;tulos est&#225;n vinculadas). Actualmente el 27,4 % de la deuda p&#250;blica (suma de la deuda interna y externa) est&#225; en manos de los grandes bancos, entre los cuales tambi&#233;n se encuentran instituciones con casas matrices en otros pa&#237;ses; 20,27 % est&#225;n directamente en manos de inversores externos, la mayor proporci&#243;n en la historia del pa&#237;s para este rubro; y 19,8 % est&#225;n en manos de fondos de inversi&#243;n, en los cuales el capital extranjero tambi&#233;n penetra por todos los poros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este cambio en el perfil de la deuda, sumado a la inversi&#243;n directa y de cartera, fue clave para que a lo largo del lulismo el porcentual de cr&#233;dito del sistema bancario nacional se elevara del 23,8 % del PBI en 2002 al 55,8 % en 2014. Sin este rol del capital financiero internacional sobre el cr&#233;dito bancario, el dinamismo de los sectores exportadores de commodities no se hubiera desplazado a los dem&#225;s sectores del mercado interno.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La &#8220;vulnerabilidad externa&#8221; que antes se hac&#237;a sentir de forma mucho m&#225;s directa, hoy tiene como colch&#243;n las reservas internacionales en d&#243;lares. Sin embargo, por detr&#225;s de este colch&#243;n se esconde una mayor dependencia en relaci&#243;n al capital financiero internacional, que se desarroll&#243; asociada a la reprimarizaci&#243;n de la econom&#237;a.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estas son las contradicciones de fondo que salen a la superficie ahora con el reflujo del capital internacional y la desaceleraci&#243;n de China, empujando a presiones devaluatorias, inflacionarias y de endeudamiento que limitan las posibilidades de seguir adoptando las medidas antic&#237;clicas de los &#250;ltimos a&#241;os.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Las crecientes divisiones interburguesas y las dos v&#237;as de ajuste&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El Estado est&#225; mayormente endeudado en moneda nacional, pero el sector privado tiene alto endeudamiento en d&#243;lares. La ca&#237;da del cr&#233;dito, de la inversi&#243;n, del empleo, del consumo, de la recaudaci&#243;n estatal y de la rentabilidad de las empresas empuja a la burgues&#237;a a un fuerte ajuste de cuentas, tanto en el Estado como en el sector privado. A pesar de que los distintos sectores de la burgues&#237;a comparten la necesidad del recorte de gastos sociales, tarifazos, privatizaciones y recorte de derechos, surgen crecientes divisiones sobre la pol&#237;tica econ&#243;mica monetaria y fiscal del gobierno.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La pol&#237;tica econ&#243;mica implementada a lo largo de 2015 por el ministro de Econom&#237;a Joaquim Levy, con el aval de Dilma, responde m&#225;s directamente al inter&#233;s del capital financiero especulativo y al intento de controlar la inflaci&#243;n a trav&#233;s de la contenci&#243;n de la demanda. Esta l&#237;nea, al rechazar la inyecci&#243;n de cr&#233;dito en la econom&#237;a, aumenta las tendencias recesivas y plantea un escenario m&#225;s grave de desempleo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lula y el PT, a su vez, han defendido una v&#237;a m&#225;s gradual de ajuste. Con la inyecci&#243;n de m&#225;s cr&#233;dito en la econom&#237;a a trav&#233;s de los bancos estatales y tasas de inter&#233;s m&#225;s bajas, los petistas proponen alentar m&#237;nimamente el consumo y la inversi&#243;n con una mayor tolerancia a la inflaci&#243;n, buscando recomponer la rentabilidad capitalista sobre todo por la v&#237;a de la devaluaci&#243;n del poder de compra de los salarios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El conjunto de la burgues&#237;a protesta por el intento del gobierno de aumentar impuestos. El PT, a su vez, se queda callado ante el aumento de las tarifas p&#250;blicas y defiende el aumento de impuestos. C&#237;nicamente, los petistas alegan que ser&#237;a para mantener los gastos sociales del Estado. Pero los recortes crecientes dejan en evidencia que los principales beneficiarios ser&#225;n los inversores que tendr&#225;n garantizados los intereses y amortizaciones de la deuda p&#250;blica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lula y el PT est&#225;n preocupados con los resultados electorales que tendr&#225;n en las elecciones municipales de 2016 y con el descontento de sus bases sindicales y populares. Adem&#225;s de defender los intereses de sectores burgueses m&#225;s dependientes del mercado interno, para la burocracia sindical de la CUT es m&#225;s dif&#237;cil manejar un escenario de creciente cierre de empresas y despidos en masa, que negociar paritarias por debajo del &#237;ndice inflacionario, recortes de derechos e intensificaci&#243;n de los ritmos y jornadas de trabajo. Para las direcciones del Movimiento de Trabajadores Sin Tierra y su an&#225;logo urbano, es m&#225;s dif&#237;cil contener el descontento de sus bases sociales si el desempleo crece demasiado y si disminuyen los recursos asistenciales del Estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La ca&#237;da del ministro Joaquim Levy, conocido como m&#225;s cercano a las finanzas y que ven&#237;a p&#250;blicamente neg&#225;ndose a aceptar la pol&#237;tica lulista de alentar el cr&#233;dito, tiene estas tensiones como tel&#243;n de fondo. A pesar de que el nuevo ministro Nelson Barbosa es m&#225;s cercano al PT, no est&#225; claro en qu&#233; medida va a lograr implementar un cambio de orientaci&#243;n, ya que los chantajes del mercado financiero tienden a recrudecer. Por sus primeros anuncios, que alardean la continuidad del ajuste fiscal y proponen una nueva reforma para aumentar la edad de jubilaci&#243;n, parecer&#237;a ser que va a intentar negociar con el capital financiero reformas estructurales neoliberales a cambio de mayor margen de maniobra para inyectar cr&#233;dito en la econom&#237;a.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tanto la l&#237;nea m&#225;s recesiva que han tenido Levy y Dilma hasta ahora, como la l&#237;nea m&#225;s inflacionaria que Lula propone, son distintas v&#237;as para, asociadas a nuevas reformas neoliberales, proteger y recomponer las ganancias capitalistas descargando el costo de la crisis sobre la espalda de los trabajadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;El espectro de junio, la resistencia obrera y el control burocr&#225;tico&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Las manifestaciones de junio de 2013 contra el aumento de las tarifas de transporte, as&#237; como las grandes huelgas de la construcci&#243;n civil de 2011 y 2012, o las huelgas salvajes de los transportes p&#250;blicos y los recolectores de basura en 2014 son las expresiones m&#225;s evidentes de una nueva espontaneidad proletaria y juvenil que estalla contra el control burocr&#225;tico que el PT ha ejercido sobre el movimiento de masas desde su origen. Fueron hitos que impactaron al pa&#237;s justamente porque se salieron del &#8220;libreto&#8221; petista y abrieron una nueva etapa de cuestionamiento a los m&#233;todos de domesticaci&#243;n de la lucha de clases que molde&#243; al movimiento de masas bajo control del PT.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A lo largo de 2015, la clase trabajadora y la juventud han protagonizado importantes gestas de resistencia a los intentos de ajuste por parte de la patronal y del gobierno, como en las duras huelgas automotrices contra los despidos en masa, las huelgas docentes en m&#225;s de 10 estados contra el congelamiento salarial y el retiro de derechos, la triunfante huelga de correos contra el ataque a su plan de salud, la huelga de Petrobras cuestionando la privatizaci&#243;n de la empresa o la impresionante lucha de los estudiantes secundarios de San Pablo, que triunfaron contra el cierre de escuelas impuesto por el PSDB. Estas son las expresiones m&#225;s evidentes de las luchas de resistencia que han continuado &#8211;ahora a la defensiva&#8211; la relaci&#243;n de fuerzas abierta en junio de 2013 y por las huelgas que en los &#250;ltimos a&#241;os ten&#237;an como objetivo acceder a los beneficios del crecimiento econ&#243;mico, la mayor ola de huelgas desde la redemocratizaci&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta ha sido la base para que pueda emerger un gran movimiento nacional de huelgas y luchas estudiantiles que se fortalezcan rec&#237;procamente y se coordinen para arrastrar a nuevos sectores y poner verdaderamente en jaque a la pol&#237;tica de ajustes del gobierno y la patronal, con los m&#233;todos independientes de lucha de la clase trabajadora y dem&#225;s sectores populares. Si esta potencialidad no se ha desarrollado, se debe &#250;nicamente al control burocr&#225;tico que el PT, la CUT y dem&#225;s direcciones de las principales centrales sindicales y movimientos populares del pa&#237;s ejercen sobre las masas, impidiendo el desarrollo de su espontaneidad, manteniendo las luchas aisladas y corporativas, desviando su potencial a cambio de ataques m&#225;s mediados y directamente ayudando a derrotar los conflictos que amenazan con salirse de su control.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En las principales montadoras automotrices, la patronal amenaz&#243; con despidos masivos para, despu&#233;s de duras luchas, terminar negociando suspensiones con rebaja salarial, planes de retiro voluntario y reajustes salariales inferiores a los que primaron en los &#250;ltimos a&#241;os. En los servicios p&#250;blicos, las huelgas duras han impedido un mayor deterioro de los salarios y cortes de derechos, aunque no han logrado impedir la rebaja en las paritarias y ataques sobre algunos derechos. Aun cuando a lo largo de 2015 el control burocr&#225;tico del PT ha logrado asestar golpes a las aspiraciones gradualistas de los a&#241;os precedentes, la patronal y el gobierno est&#225;n lejos de hacer pasar el ajuste que necesitan, y las principales batallas a&#250;n est&#225;n por venir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La intensa flexibilizaci&#243;n laboral basada en la extensi&#243;n del trabajo precario en las &#250;ltimas dos d&#233;cadas &#8211;con una rotaci&#243;n laboral que afecta a m&#225;s de 20 millones de personas que son despedidas y reincorporadas anualmente&#8211; da cierto margen de maniobra a las patronales, que han podido preservar parte del capital invertido a trav&#233;s del &#8220;Plan de Protecci&#243;n al Empleo&#8221; (PPE, suspensiones de hasta 1 a&#241;o con rebaja salarial de 20 % y subsidio estatal), con la expectativa de retomar ventas e inversiones en un futuro pr&#243;ximo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En los bastiones m&#225;s concentrados de la clase obrera, con mayor tradici&#243;n de organizaci&#243;n sindical, la burocracia no se ha opuesto claramente a esos procesos de resistencia por miedo a ser superada. Al rev&#233;s, ha asumido su direcci&#243;n para garantizar que cada huelga quede aislada e impedir que las luchas se radicalicen y se expandan. En esta operaci&#243;n, las burocracias sindicales oficialistas y opositoras confluyen, aunque apoyen a distintos representantes pol&#237;ticos de la burgues&#237;a.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los despidos han pegado un salto sobre todo en los sectores de la clase obrera con menor grado de organizaci&#243;n sindical y en las empresas de tama&#241;o peque&#241;o o mediano, donde incluso ha habido algunos cierres. Particularmente en Petrobras el esc&#225;ndalo de corrupci&#243;n gener&#243; la interrupci&#243;n de obras y el despido de miles de trabajadores. Ah&#237; es donde el rol de la burocracia ha sido m&#225;s nefasto, librando a los trabajadores a su propia suerte, sin defender los puestos de trabajo, como mucho reclamando las indemnizaciones impagas, como as&#237; tambi&#233;n sin ninguna medida de lucha seria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En la reciente huelga de Petrobras los trabajadores rechazaron masivamente la propuesta de acuerdo entre la burocracia cutista y la patronal que no pagaba los d&#237;as ca&#237;dos ni daba garant&#237;as de no punici&#243;n a los huelguistas, dando continuidad a los incipientes fen&#243;menos antiburocr&#225;ticos que se han venido desarrollado en los procesos de resistencia. Ya a finales de 2014 los obreros de la Volkswagen de San Bernardo do Campo hab&#237;an rechazado en asamblea el acuerdo entre la burocracia y la patronal para congelar los salarios e imponer un plan de retiros voluntarios. En el primer semestre de 2015, los obreros de la Mercedes Benz en la misma ciudad llegaron a rechazar el PPE en un plebiscito organizado por la burocracia. Son distintos fen&#243;menos que, a pesar de que no desplazan a la burocracia sindical en favor de direcciones m&#225;s combativas, han asentado jalones de descontento dentro de las f&#225;bricas y empresas p&#250;blicas, que pueden pegar un nuevo salto si despu&#233;s del per&#237;odo previsto de suspensiones vuelven a estar planteados los despidos masivos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Las rebeliones antiburocr&#225;ticas que cruzaron a los sectores m&#225;s precarios de la clase trabajadora en los &#250;ltimos a&#241;os no se hicieron sentir como una explosi&#243;n de resistencia superior frente al salto en los despidos. Sin embargo, a&#250;n no est&#225; dicho que, en la medida que se generalice la percepci&#243;n de que no van a conseguir nuevos empleos, esta resistencia empiece a darse (el subsidio por desempleo que el Estado paga durante 6 meses enlentece esta percepci&#243;n).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;El &#8220;mal menor&#8221; contra la independencia pol&#237;tica de los trabajadores y el peligro de &#8220;nuevos junios&#8221;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En el primer semestre de 2015, el descontento de las bases del PT oblig&#243; a la CUT a convocar varios d&#237;as nacionales de protesta contra las medidas m&#225;s derechistas de ajuste decretadas por Dilma, y puestas a votaci&#243;n en el Congreso. Jornadas de protesta aisladas, por fuera de cualquier discusi&#243;n en la base de los sindicatos, sin ning&#250;n plan de continuidad y sin hacer valer la fuerza de los principales bastiones obreros de la CUT, cuyo &#250;nico objetivo es descomprimir el descontento de sus bases y ganar autoridad para defender al gobierno frente a la campa&#241;a destituyente de la derecha. Con las cr&#237;ticas a los ataques m&#225;s evidentes que representa el ajuste (la devaluaci&#243;n indirecta de los salarios subproducto de la devaluaci&#243;n del real en relaci&#243;n al d&#243;lar, el recrudecimiento de las presiones inflacionarias y los tarifazos), sindicalistas, referentes populares, periodistas e intelectuales petistas han logrado preservarse m&#237;nimamente como mediaci&#243;n, delimit&#225;ndose en cierta medida del desgaste sufrido por Dilma y habilit&#225;ndose para difundir el clima del &#8220;mal menor&#8221;, como mecanismo de contenci&#243;n del desarrollo de fen&#243;menos de masas a la izquierda del PT.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Paralelamente, las direcciones petistas en el movimiento de masas han impulsado una campa&#241;a en &#8220;defensa de la democracia&#8221; como respuesta a la tentativa de impeachment a Dilma. Dicha campa&#241;a funciona como una herramienta para impedir el desarrollo de la lucha de clases y de cualquier acci&#243;n de masas independiente del gobierno, descalificando cualquier intento en este sentido bajo el argumento de hacerle el &#8220;juego de la derecha&#8221;, en especial contra cualquier combate que busque ligar la lucha contra los ajustes a la lucha contra la corrupci&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Actualmente el PT y la CUT han planteado la campa&#241;a por la cesaci&#243;n de Eduardo Cunha como la principal respuesta a la corrupci&#243;n y a las medidas reaccionarias del Congreso. Ahora agitan contra los planes reaccionarios de Eduardo Cunha y sus seguidores &#8211;que han aprobado en el Congreso la reducci&#243;n de la edad de imputabilidad penal a 16 a&#241;os, intentan acabar con el derecho al aborto en casos de estupro e implementar&#225;n una reforma electoral que restringe a&#250;n m&#225;s el derecho de representaci&#243;n pol&#237;tica de la clase trabajadora&#8211; escondiendo que fue la pol&#237;tica de alianzas del PT con populistas de derecha lo que fortaleci&#243; a estos sectores. Transformando a Cunha en casi el &#250;nico corrupto que merece ser castigado, al mismo tiempo que descalifican el juicio de impeachment aceptado por &#233;l, desv&#237;an el foco de los esc&#225;ndalos de corrupci&#243;n que involucran al PT.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De esta forma, la burocracia petista logra no solamente contener, desviar y derrotar los procesos de resistencia contra los ajustes, sino que tambi&#233;n logra impedir que estas luchas se politicen y se transformen en combates pol&#237;ticos de la clase obrera contra la corrupci&#243;n usando los m&#233;todos de la lucha de clases y en clave independiente tanto del PT como de la oposici&#243;n de derecha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los pactos del gobierno y la oposici&#243;n para garantizar los ajustes y la impunidad, sumados al rol amortiguador de la burocracia sindical, han permitido que el PT y el gobierno respiren a pesar de los altos y bajos de las crisis pol&#237;tica y econ&#243;mica. El discurso del &#8220;mal menor&#8221; que favorece al PT contra la derecha en el terreno pol&#237;tico, mientras Dilma implementa los ajustes, es hermano gemelo del discurso de &#8220;mal menor&#8221; con el cual la burocracia petista en los sindicatos negocia ataques m&#225;s duros a cambio de ataques m&#225;s mediados para evitar combates que puedan triunfar y frenar los ataques en curso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sin embargo, si la econom&#237;a sigue en recesi&#243;n o incluso estancada por un per&#237;odo m&#225;s largo, recrudecer&#225;n los choques entre la patronal y la resistencia del movimiento de masas, y consecuentemente se har&#225; m&#225;s dif&#237;cil el rol mediador de la burocracia, pudiendo alentar nuevos fen&#243;menos antiburocr&#225;ticos y el cuestionamiento a la l&#243;gica del &#8220;mal menor&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El involucramiento de los partidos de la oposici&#243;n en esc&#225;ndalos de corrupci&#243;n y en la implementaci&#243;n de los ajustes en el Congreso a nivel nacional y en los estados, plantea la posibilidad de que futuros estallidos sociales se vuelquen no solamente contra el PT sino tambi&#233;n contra el PSDB. La combinaci&#243;n entre la crisis econ&#243;mica y los esc&#225;ndalos de corrupci&#243;n puede hacer que nuevos estallidos de la lucha de clases adquieran contornos m&#225;s profundos que junio de 2013 si el protagonismo de la juventud se muestra como una &#8220;caja de resonancia&#8221; de tendencias m&#225;s profundas a romper con las amarras impuestas por el PT y que anticipe la entrada en escena de sectores de masas de la clase obrera, no solamente como sujeto de lucha econ&#243;mica sino tambi&#233;n como sujeto pol&#237;tico. Es en este marco que debemos ubicar el reciente triunfo de la lucha de los estudiantes secundarios de San Pablo contra el cierre de escuelas por parte del gobierno tucano en este estados. Un hecho de gran repercusi&#243;n pol&#237;tica nacional que vuelve a poner en el debate p&#250;blico el camino de la movilizaci&#243;n independiente del movimiento de masas para dar una salida de fondo a la crisis pol&#237;tica y econ&#243;mica que atraviesa el pa&#237;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Una salida a la crisis basada en la movilizaci&#243;n independiente de los trabajadores y la juventud&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El 23 de diciembre de 2015 el presidente de la Central &#218;nica de los Trabajadores declar&#243;: &#8220;El 29 de diciembre del a&#241;o pasado [2014], la sociedad brasile&#241;a fue sorprendida con el paquete de maldades del gobierno, el llamado ajuste fiscal, que quit&#243; derechos a la clase trabajadora, paraliz&#243; la econom&#237;a y gener&#243; altos intereses, recesi&#243;n y desempleo. [&#8230;]. A lo largo de este a&#241;o, la CUT luch&#243;, negoci&#243; y reivindic&#243; en las calles cambios en la pol&#237;tica econ&#243;mica y la no eliminaci&#243;n de derechos de los/as trabajadores/as. [&#8230;]. Ahora, nuevamente en el fin del a&#241;o, asisto at&#243;nito a las mismas escenas del a&#241;o pasado. Cambia el ministro de Econom&#237;a, pero no cambia la pol&#237;tica econ&#243;mica. [&#8230;]. El primer pronunciamiento del nuevo ministro de Econom&#237;a, N&#233;lson Barbosa, es semejante al que hizo Joaquim Levy en su momento. Se refiri&#243; a la reforma en las jubilaciones, quita de derechos a la clase trabajadora, flexibilizaci&#243;n de la CLT (legislaci&#243;n laboral) y ajustes. Hay otras posibilidades. Para equilibrar las cuentas p&#250;blicas, en lugar de sacarle a los/as trabajadores/as es necesario sacarle al capital. [&#8230;]. Exigimos, y tenemos autoridad pol&#237;tica y sindical para hacerlo, que en los pr&#243;ximos d&#237;as, en lugar de ese discurso ultra conservador y subordinado al mercado, el gobierno anuncie medidas de inter&#233;s para la clase trabajadora [&#8230;]. Para la CUT, cualquier discusi&#243;n sobre derechos sociales, de los/as trabajadores/as y las jubilaciones tienen que ser debatidas en el &#225;mbito del F&#243;rum de Debates sobre Pol&#237;ticas de Empleo, Trabajo y Renta, creado por el gobierno este a&#241;o. Ese es el espacio donde los/as trabajadores/as y la sociedad se pueden manifestar y defender sus derechos e intereses&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2-6&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;&#8220;La CUT quiere la Dilma que el pueblo elegi&#243;&#8221;, Wagner Freitas, presidente (&#8230;)&#034; id=&#034;nh2-6&#034;&gt;6&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En cada lucha de resistencia en que la CUT se pone al frente para dejarla aislada y negociar ataques m&#225;s duros por ataques m&#225;s mediados en nombre de los trabajadores, es necesario apoyarse en los pronunciamientos &#8220;rojos&#8221; de sus direcciones para exigir que convoquen asambleas de base en todos sus sindicatos y se vote en las bases un plan de lucha coordinado para enfrentar los ajustes con la fuerza de la movilizaci&#243;n. Basta de discursos rojos y movilizaciones parciales controladas para terminar entregando derechos en los gabinetes con la excusa de que es lo posible por ahora.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los sindicatos, oposiciones sindicales y parlamentarias ligadas a la izquierda antigubernamental deber&#237;an ser los voceros de estas campa&#241;as de exigencia para hacerlas llegar a las bases sindicales en todo el pa&#237;s y alentar la rebeld&#237;a de los trabajadores contra las amarras impuestas por sus direcciones burocr&#225;ticas, empezando por dar el ejemplo en sus propias bases con acciones de solidaridad y coordinaci&#243;n entre las luchas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pero la batalla para que cada lucha parcial de resistencia triunfe y se transforme en una palanca para un movimiento nacional contra los ajustes, no puede quedar restringida al terreno econ&#243;mico, dejando la bandera de la lucha contra la corrupci&#243;n en las manos de la oposici&#243;n de derecha con su campa&#241;a de impeachment o en la vergonzosa propuesta de reforma del sistema pol&#237;tico impulsada por el PT. Los petistas necesitan separar el descontento por el deterioro de la situaci&#243;n econ&#243;mica del descontento por los esc&#225;ndalos de corrupci&#243;n, justamente porque esta ligaz&#243;n potencia el desarrollo de un proceso de movilizaci&#243;n de masas independiente del PT, del PSDB y sus pactos, que garantizan la implementaci&#243;n de las medidas de ajuste necesarias a la burgues&#237;a y la continuidad de la corrupci&#243;n de la que todos ellos dependen.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La propuesta de Asamblea Constituyente Exclusiva para la reforma del sistema pol&#237;tico es utilizada por los petistas, que cada tanto la defienden y despu&#233;s la vuelven a dejar de lado, con el objetivo de cubrir por izquierda los pactos de impunidad que el gobierno de Dilma tranza con en PMDB, el PSDB y dem&#225;s partidos dominantes&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2-7&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;En el auge de las manifestaciones de junio de 2013, cuando la rabia popular (&#8230;)&#034; id=&#034;nh2-7&#034;&gt;7&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los sindicatos, oposiciones sindicales, parlamentarios y organizaciones pol&#237;ticas de la izquierda antigubernamental deber&#237;an desenmascarar los intentos de la CUT por desviar el foco de la corrupci&#243;n hacia Eduardo Cunha y exigir que se realicen asambleas de base en todos los sindicatos para votar un plan de lucha capaz de imponer por la fuerza de la movilizaci&#243;n independiente una Asamblea Constituyente verdaderamente Libre y Soberana. No una Constituyente restringida a la reforma del sistema pol&#237;tico, como defiende el PT para evitar que se cuestione el conjunto del r&#233;gimen y los lazos que atan al pa&#237;s al imperialismo, al poder financiero y a la oligarqu&#237;a terrateniente. Un proceso constituyente que no tenga un poder ejecutivo paralelo que sigue gobernando el pa&#237;s como fue en la Constituyente pactada con los militares en 1988, sino que concentre en una c&#225;mara &#250;nica todo el poder legislativo y ejecutivo, extinguiendo el senado que sirve para sobrerrepresentar a las oligarqu&#237;as m&#225;s reaccionarias del pa&#237;s, y la presidencia que sirve como veh&#237;culo de transmisi&#243;n de los intereses del capital imperialista y sus agentes nacionales. Una Asamblea que no sea resultado de elecciones controladas por los grandes medios de comunicaci&#243;n y financiadas por los conglomerados econ&#243;micos, sino donde las organizaciones obreras, estudiantiles y campesinas puedan presentar sus candidatos y difundir ampliamente sus ideas en los medios masivos de comunicaci&#243;n. Una asamblea que est&#233; compuesta por diputados revocables, que ganen lo mismo que un docente. Un proceso que abra un amplio debate nacional sobre la necesidad de dejar de pagar la deuda p&#250;blica y reestatizar las empresas privatizadas para garantizar educaci&#243;n, salud, vivienda y transporte; reducir la jornada de trabajo sin reducci&#243;n de los salarios y reajustar autom&#225;ticamente los salarios de acuerdo a la inflaci&#243;n; incorporar a todos los terciarizados a planta permanente con un salario m&#237;nimo digno para todos y estatizar toda empresa que cierre, bajo control de los trabajadores; expropiar el agronegocio y repartir las tierras entre los peque&#241;os campesinos; acabar con la justicia elitista al servicio de las distintas fracciones del capital financiero e instituir jueces electos con voto directo y jurados populares.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En la lucha por estas demandas, los revolucionarios apostamos a que los trabajadores mediante su propia experiencia saquen la conclusi&#243;n de que es necesario atacar la propiedad capitalista e imponer un gobierno de los trabajadores en alianza con el pueblo pobre. No un gobierno de un partido que toma el nombre de los trabajadores para administrar los negocios de los capitalistas y conciliar intereses antag&#243;nicos, sino un gobierno basado en las organizaciones de democracia directa de las masas que expropien a la burgues&#237;a y planifiquen los medios de producci&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sin embargo, como la mayor&#237;a de la poblaci&#243;n no est&#225; decidida a emprender un camino revolucionario y sigue confiando en la democracia burguesa, proponemos que por lo menos no se restrinjan a la defensa de esta democracia para los ricos que la CUT y el PT buscan proteger para preservar su gobierno, sino que se exija a los sindicatos que se movilicen para acabar verdaderamente con todos los privilegios de la casta pol&#237;tica y hacer valer la voluntad y el control de la mayor&#237;a explotada y oprimida sobre los rumbos del pa&#237;s. En este camino, creemos que a cada paso que la burgues&#237;a se vea amenazada, va apoyarse en su poder econ&#243;mico y militar para defender sus privilegios de clase. Esta experiencia permitir&#225; el desarrollo de organismos de democracia directa de las masas y comit&#233;s de autodefensa para resistir los golpes de la contrarrevoluci&#243;n y preparar la toma del poder.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Una izquierda incapaz de ser alternativa a la burocracia de la CUT y del PT&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ninguna de las dos principales organizaciones de la izquierda en Brasil busca emerger como alternativa al PT fusion&#225;ndose con las luchas de resistencia de la clase obrera a los ajustes, ni mucho menos pelea para que esta resistencia se desarrolle con una pol&#237;tica independiente del gobierno y de la oposici&#243;n de derecha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los parlamentarios del PSOL se adaptan a la l&#243;gica del &#8220;mal menor&#8221;, embelleciendo a las direcciones petistas del movimiento de masas como aliados en la lucha contra los ajustes, escondiendo el combate contra el gobierno por detr&#225;s de la gen&#233;rica lucha &#8220;contra la ofensiva conservadora de la derecha&#8221; y siguiendo al PT en su campa&#241;a por la cesaci&#243;n de Eduardo Cunha, as&#237; como los idas y vueltas con la propuesta de Asamblea Constituyente Exclusiva para reformar el sistema pol&#237;tico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los sindicatos dirigidos por el Partido Socialista de los Trabajadores Unificado (PSTU) hacen encuentros, marchas y campa&#241;as que re&#250;nen sectores de vanguardia cr&#237;ticos al gobierno. Sin embargo, a pesar de dirigir importantes sindicatos, el PSTU no es capaz de poner todas sus fuerzas al servicio de rodear de solidaridad las luchas en las que participa y presentar batallas serias que puedan servir para canalizar los procesos de resistencia de todo el pa&#237;s en un gran movimiento nacional contra los ajustes. Dirigen el Sindicato de los Metal&#250;rgicos de S&#227;o Jos&#233; dos Campos, una de las importantes concentraciones industriales del pa&#237;s que est&#225; sufriendo duros ataques, pero no hacen ninguna campa&#241;a nacional para que su resistencia pueda transformarse en una referencia para todo el pa&#237;s. Son mayor&#237;a en varios sindicatos mineros en Minas Gerais, donde acaba de haber una enorme cat&#225;strofe natural que conmovi&#243; al pa&#237;s y gan&#243; dimensiones internacionales, poniendo en evidencia la destrucci&#243;n provocada por la rapi&#241;a de los grandes monopolios de explotaci&#243;n del hierro. Sin embargo, no fue capaz de impulsar una gran campa&#241;a por la reestatizaci&#243;n de la empresa Vale do R&#237;o Doce bajo la gesti&#243;n de los trabajadores y las comunidades afectadas por la explotaci&#243;n minera. Est&#225;n a la cabeza de varios sindicatos del petr&#243;leo, opositores a la CUT, donde los obreros llevaron adelante una gran huelga que tend&#237;a a cuestionar los intentos de privatizaci&#243;n de Petrobras que han sido impulsados por el gobierno petista, pero han sido incapaces de generar una amplia campa&#241;a que involucre a todos los sectores progresistas de la sociedad por una Petrobras 100 % estatal bajo administraci&#243;n democr&#225;tica de los trabajadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para no subsumirse en el sindicalismo corporativo rutinario mientras el pa&#237;s se &#8220;derrite&#8221; de corrupci&#243;n, por detr&#225;s de la verborragia de un indefinido &#8220;fuera todos&#8221;, el PSTU ha defendido una fant&#225;stica (ya que no se sabe por d&#243;nde surgir&#237;a) &#8220;huelga general&#8221; como m&#233;todo para alcanzar el objetivo de nuevas elecciones generales. De esta forma, habla de huelga general para encubrir su rutina sindicalista que es incapaz de llevar adelante una solidaridad efectiva a los procesos de resistencia en curso, y mucho menos presentar un plan serio para que los sectores de vanguardia puedan arrastrar a sectores m&#225;s amplios de las masas bajo control de las grandes centrales sindicales para hacer real el planteo de huelga general. Al mismo tiempo usan el planteo de &#8220;huelga general&#8221; para encubrir por izquierda el coro que hacen con parte importante de la oposici&#243;n de derecha en la defensa de elecciones generales como salida a la crisis pol&#237;tica; como si fuera posible una salida &#8220;de los trabajadores&#8221; mientras es la derecha la que encabeza el impeachment en el Congreso y a quien todas las encuestas de opini&#243;n dan como principal ganadora en eventuales nuevas elecciones generales.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Luciana Genro &#8211;candidata presidencial del PSOL que en las &#250;ltimas elecciones recibi&#243; 1.600.000 votos&#8211;, al mismo tiempo que ha participado con su partido de los actos petistas en defensa de Dilma, para diferenciarse m&#237;nimamente del PT, tambi&#233;n defiende elecciones generales.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El seguidismo del PSOL en relaci&#243;n al PT, tanto en la respuesta a la crisis econ&#243;mica y los ajustes compartiendo un bloque com&#250;n permanente en el llamado &#8220;Frente Pueblo Sin Miedo&#8221; como en la propuesta de Constituyente, impide que este partido pueda canalizar los procesos de masas que tienden a desarrollarse a la izquierda del PT.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La propaganda de &#8220;huelga general&#8221; defendida por el PSTU se choca con el corporativismo de sus dirigentes sindicales y el embellecimiento que este partido hace tanto de las direcciones de la propia CUT como de las burocracias opositoras, para intentar salir de su aislamiento. Su defensa de &#8220;elecciones generales&#8221; responde a la &#8220;teor&#237;a de la revoluci&#243;n democr&#225;tica&#8221;, la misma que hizo que su corriente internacional apoyar&#225; a las burgues&#237;as opositoras liberales y laicas en la llamada &#8220;Primavera &#193;rabe&#8221;, a la burgues&#237;a &#8220;escu&#225;lida&#8221; en Venezuela o a los burgueses &#8220;gusanos&#8221; de Cuba instalados en Miami.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Es una l&#243;gica que ve la ca&#237;da de un r&#233;gimen o un gobierno como algo que va autom&#225;ticamente a favorecer la lucha de los trabajadores, independientemente del sujeto pol&#237;tico que dirija el proceso, en una din&#225;mica que ser&#237;a &#8220;inconscientemente u objetivamente socialista&#8221;. Nahuel Moreno primero formula esta l&#243;gica en relaci&#243;n a la lucha contra las dictaduras militares: &#8220;Hoy tenemos que formular que no es obligatorio que sea la clase obrera y un partido marxista revolucionario el que dirija el proceso de la revoluci&#243;n democr&#225;tica hacia la revoluci&#243;n socialista&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2-8&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Nahuel Moreno, &#8220;Escuela de cuadros&#8211;Argentina, 1984&#8221;. Cr&#237;tica a las Tesis de (&#8230;)&#034; id=&#034;nh2-8&#034;&gt;8&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Y en otro momento complementa defendiendo &#8220;una revoluci&#243;n en el r&#233;gimen pol&#237;tico: destruir el fascismo para conquistar las libertades de la democracia burguesa, aunque fuera en el terreno de los reg&#237;menes pol&#237;ticos de la burgues&#237;a, del estado burgu&#233;s&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2-9&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Nahuel Moreno, Revoluciones del siglo XX, p. 53.&#034; id=&#034;nh2-9&#034;&gt;9&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Esta l&#243;gica, inicialmente concebida por Moreno en al &#225;mbito del r&#233;gimen pol&#237;tico, con el PSTU pasa a ser aplicada tambi&#233;n en el terreno de cambios de gobierno dentro de un mismo r&#233;gimen. En las palabras del intelectual del PSTU, Valerio Arcary: &#8220;Todav&#237;a, vale la pena observar que esto fue lo que ocurri&#243; en la mayor&#237;a de los procesos revolucionarios del siglo, existe ahora un fen&#243;meno nuevo en curso. Nos referimos a la reciente experiencia latinoamericana de una ola de febreros contra las democracias de los a&#241;os &#8216;90 (ca&#237;da de Collor en Brasil, ca&#237;da de Carlos Andrez Perez en Venezuela, ca&#237;da de Oviedo y su fracci&#243;n en Paraguay, insurrecci&#243;n de enero de 2000 en Ecuador y un proceso abierto en Per&#250; contra el tercer mandato de Fujimori, y contra Banzer en Bolivia): en estos procesos, la furia de las multitudes se dirigi&#243; contra los gobiernos electos sumergidos en corrupci&#243;n, herramientas de la pol&#237;tica de ajuste y recolonizaci&#243;n&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2-10&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Valerio Arcary, &#8220;Las esquinas peligrosas de la historia: un estudio sobre la (&#8230;)&#034; id=&#034;nh2-10&#034;&gt;10&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Comparando la insurrecci&#243;n obrera de febrero de 1917 en Rusia con el impeachment a Collor de Mello de 1992 en Brasil, Arcary llega a la conclusi&#243;n de que movilizaciones policlasistas contra la corrupci&#243;n de un gobierno democr&#225;ticamente electo tambi&#233;n pueden tener una din&#225;mica objetivamente socialista, aunque no sea dirigida por la clase obrera. La curiosa analog&#237;a entre los obreros bolcheviques armados en soviets derribando un r&#233;gimen reaccionario con siglos de existencia y las manifestaciones estudiantiles manipuladas por el pacto entre el PT, el PSDB y el PMDB para sustituir a Collor por un caudillo del PMDB a trav&#233;s del juicio de impeachment en el Congreso no podr&#237;a m&#225;s que desarmar estrat&#233;gica y program&#225;ticamente al PSTU, haci&#233;ndole ceder a uno de los &#8220;campos&#8221; capitalistas en pugna.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hace m&#225;s de 20 a&#241;os que el PSTU proclama &#8220;febreros triunfantes&#8221; en todo el mundo sin dar cuenta de la evoluci&#243;n real de la lucha de clases, llegando a extremos como &#233;ste de defender una pol&#237;tica sin siquiera cuestionar las reglas del juego pactadas con los militares en la Constituyente de 1988 y posteriormente empeoradas por el neoliberalismo y la reforma electoral reci&#233;n aprobada en el Congreso (que restringe los derechos democr&#225;ticos del propio PSTU en las elecciones). Una pol&#237;tica que por m&#225;s que critique a la derecha termina legitimando un posible impeachment encabezado por el PSDB apoy&#225;ndose sobre movilizaciones reaccionarias de las clases medias del pa&#237;s&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2-11&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;&#8220;M&#225;s importante a&#250;n ha sido el protagonismo de las modernas clases medias (&#8230;)&#034; id=&#034;nh2-11&#034;&gt;11&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. &#191;Si las movilizaciones de la derecha por el impeachment adquirieran una mayor participaci&#243;n popular el PSTU llegar&#237;a a participar?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Curiosamente, Luciana Genro, a pesar de estar en el PSOL, proviene de la misma matriz te&#243;rica que el PSTU, reivindicando las revisiones que Nahuel Moreno hace sobre la teor&#237;a de Trotsky. Esto explica la particular combinaci&#243;n que su corriente interna al PSOL tiene entre la adaptaci&#243;n al PT por un lado y el planteo de elecciones generales por otro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La lucha por la emergencia de una nueva alternativa revolucionaria&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En agosto de 2015 el conocido soci&#243;logo y analista pol&#237;tico petista Rud&#225; Ricci hizo circular en las redes sociales el siguiente post: &#8220;200 militantes deciden ingresar a un partido. Una corriente denominada Movimiento Revolucionario de los Trabajadores, MRT. Tienen inserci&#243;n en f&#225;bricas, correos, bancarios y estructuras sindicales de servidores p&#250;blicos, como el Sintusp [Sindicato de los trabajadores de la Universidad de San Pablo]. Presentes en San Pablo, R&#237;o de Janeiro, Minas Gerais. Recientemente, lanzaron el portal &lt;i&gt;Esquerda Di&#225;rio&lt;/i&gt; en Brasil. Trotskistas, surgieron por decisi&#243;n del Congreso de la Liga Estrat&#233;gia Revolucion&#225;ria&#8211;Quarta Internacional, la LER-QI. Secci&#243;n brasilera de esta corriente internacional que tiene en la Argentina su polo m&#225;s estructurado en nuestro continente. Hasta ah&#237;, normal. Decidieron, entonces, ingresar en el PSOL. Y, como la izquierda da unas vueltas que no siempre un ciudadano com&#250;n entiende, recibieron como respuesta que solamente despu&#233;s del congreso del partido, que ocurrir&#225; a final de este a&#241;o, decidir&#225;n si esos 200 militantes pueden pasar del marco de la puerta. Hay otra historia, no oficial. Dos corrientes internas del PSOL se movieron para que ellos no entren. De hecho, 200 militantes deben incomodar m&#225;s que varios elefantes&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Frente a la necesidad de un medio de difusi&#243;n nacional de las luchas obreras, en marzo de 2015 el MRT impulsa &lt;i&gt;Esquerda Di&#225;rio&lt;/i&gt;. Un diario digital que ha tenido m&#225;s de 1,2 millones de visitas, con una media de 40 mil visitas por semana, llegando a las principales ciudades del pa&#237;s (ver mapa en p&#225;gina 69). Un diario que se ha transformado en el principal sitio de internet de la izquierda antigubernamental, abrazado por muchos activistas como una herramienta propia, proyect&#225;ndose como una voz de los sectores en lucha. En las duras huelgas docentes que estallaron en m&#225;s de 10 estados contra los planes de ajuste de los gobiernos estaduales tucanos y petistas, &lt;i&gt;Esquerda Di&#225;rio&lt;/i&gt; impuls&#243; una campa&#241;a de fotos (selfies) con la consigna &#8220;que todo pol&#237;tico gane igual que un profesor&#8221;, que lleg&#243; a recibir m&#225;s de 270 mil &#8220;me gusta&#8221; de Facebook y fue tomada por toda la izquierda. Una herramienta que refleja las batallas del MRT en los trabajadores de la USP, el subte, docentes, bancarios, correos, f&#225;bricas, universidades y escuelas para construir bastiones obreros y estudiantiles en la lucha de clases. Puntos de apoyo para poner de pie una nueva tradici&#243;n no corporativa en la izquierda, que busca rodear de solidaridad y dar expresi&#243;n pol&#237;tica independiente a los procesos de resistencia obrera y juvenil a los ajustes, defendiendo un programa y una estrategia que plantee una perspectiva revolucionaria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En el d&#237;a a d&#237;a de &lt;i&gt;Esquerda Di&#225;rio&lt;/i&gt; buscamos reflejar las batallas para que los procesos de resistencia a los ajustes triunfen y se asienten las bases para un plan de lucha capaz de frenar los ataques en curso y politizar las luchas econ&#243;micas para que las organizaciones de la clase obrera puedan asumir para si el combate contra la corrupci&#243;n, los ataques a los derechos democr&#225;ticos y las cat&#225;strofes ecol&#243;gicas provocadas por la rapi&#241;a capitalista. Combates que pasan necesariamente por exigir a las direcciones petistas que rompan su subordinaci&#243;n al gobierno y se pongan al servicio de la movilizaci&#243;n, o que construyan fracciones clasistas y antigubernamentales en las bases de estos sindicatos para barrer con sus direcciones y recuperarlos como herramienta de lucha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En cada proceso de lucha, exigimos que el PSOL y el PSTU pasen de las palabras a la acci&#243;n y pongan todos sus esfuerzos al servicio de fortalecerlas y coordinarlas para que puedan emerger como puntos de apoyo para el impulso de un movimiento nacional contra los ajustes, capaz de superar las trabas impuestas por el PT.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Las jornadas de junio de 2013, las luchas contra el r&#233;gimen antidemocr&#225;tico de las universidades, el corte de presupuesto para la educaci&#243;n, las protestas de la juventud pobre y negra en las periferias y la reciente lucha secundaria contra el cierre de escuelas en San Pablo muestra las persistentes tendencias al surgimiento de una nueva juventud en choque contra el PT y el PSDB. Desde su participaci&#243;n en las directivas de los centros de estudiantes de las facultades de Letras y Pedagog&#237;a de la USP, de Ciencias Humanas de la Unicamp y de Trabajo Social de la UERJ, la &lt;i&gt;Juventude &#192;s Ruas&lt;/i&gt;, conformada por militantes del MRT e independientes, ha puesto toda su energ&#237;a al servicio de rodear de solidaridad la lucha de los secundarios de San Pablo y poner de pie una nueva juventud anticapitalista y revolucionaria que traslade el esp&#237;ritu de estos j&#243;venes hacia el movimiento estudiantil de todo el pa&#237;s. Una juventud que luche por la estatizaci&#243;n de todas las universidades privadas para garantizar el ingreso libre y directo de todos a la ense&#241;anza superior; y que est&#233; junto a las batallas de resistencia de la clase obrera y pueda transmitirle este esp&#237;ritu de rebeli&#243;n contra las amarras del PT y ayudar a que se pueda luchar contra los ajustes y la corrupci&#243;n con el mismo esp&#237;ritu que se derrot&#243; al gobierno paulista en su intento de cerrar las escuelas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Frente a las crecientes experiencias antiburocr&#225;ticas en los sindicatos ligados a las principales centrales sindicales del pa&#237;s, las corrientes de trabajadores clasistas y antigubernamentales que construimos en los lugares de trabajo &#8211;y se expresan nacionalmente en la secci&#243;n &#8220;Mundo Obrero&#8221; de &lt;i&gt;Esquerda Di&#225;rio&lt;/i&gt;&#8211; se ponen al servicio de pelear al interior de la Central Sindical y Popular Conlutas para que esta no sea una mera colateral del PSTU sino que se transforme en una verdadera alternativa de masas a la burocracia sindical.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Junto al movimiento de mujeres socialistas &lt;i&gt;P&#227;o e Rosas&lt;/i&gt;, la secci&#243;n de &#8220;G&#233;nero y Sexualidad&#8221; de &lt;i&gt;Esquerda Di&#225;rio&lt;/i&gt; se ha transformado en una herramienta de combate permanente contra el machismo y la homofobia. Participando activamente de los movimientos de lucha por el derecho al aborto y contra la violencia a las mujeres, el diario digital ha buscado ser una voz en las batallas para que las mujeres est&#233;n en la primera l&#237;nea de la lucha por la revoluci&#243;n. A partir de la denuncia cotidiana de la opresi&#243;n al pueblo negro y un combate sistem&#225;tico contra la mentira de la llamada &#8220;democracia racial&#8221;, la secci&#243;n &#8220;Cuesti&#243;n Negra&#8221; del diario digital ha sido un polo de lucha permanente para que el peso social mayoritario y la fuerza moral de los negros impongan su impronta cuando se levantan en la lucha contra el capitalismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para que el proceso de experiencia de masas con el gobierno ajustador del PT no sea capitalizado por la derecha ni de lugar a nuevas desmoralizaciones, a mediados de 2015 el MRT aprob&#243; en su Congreso la propuesta de integrarse al PSOL como una de sus tendencias internas, con el objetivo de luchar por la construcci&#243;n de un partido revolucionario de combate enraizado en los principales bastiones de la clase obrera. Sin embargo, el &#233;xito del PT en instalar el clima del &#8220;mal menor&#8221; impidi&#243; que esta propuesta se concretara. La direcci&#243;n del PSOL prefiri&#243; unirse a arribistas burgueses y peque&#241;o burgueses de todo tipo y subirse al barco del &#8220;mal menor&#8221; petista al mismo tiempo que rechaz&#243; la propuesta del MRT. Aun as&#237;, los innumerables apoyos que el planteo del MRT recibi&#243; en todo el pa&#237;s desde dentro y fuera del PSOL han permitido que el MRT emerja como un actor de la izquierda mucho m&#225;s conocido nacionalmente, con la ambici&#243;n de abrir el camino para que una pol&#237;tica revolucionaria pueda realmente ser una alternativa en los pr&#243;ximos grandes embates de la lucha de clases.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En el segundo semestre de 2015, ante la necesidad de transformar la visibilidad y la interacci&#243;n conquistada por &lt;i&gt;Esquerda Di&#225;rio&lt;/i&gt; en el terreno virtual en mayor fuerza org&#225;nica en las estructuras obreras y estudiantiles, y transmisi&#243;n cara a cara de la pasi&#243;n militante, el MRT relanz&#243; su peri&#243;dico impreso &lt;i&gt;Palabra Oper&#225;ria&lt;/i&gt; ahora bajo el nombre de &lt;i&gt;Esqueda Di&#225;rio impreso&lt;/i&gt;. Una publicaci&#243;n quincenal que ya imprime 10 mil ejemplares que son repartidos en estructuras obreras y estudiantiles de San Pablo, ABC Paulista, Campinas, ciudades del interior de San Pablo, R&#237;o de Janeiro y la regi&#243;n metropolitana de Belo Horizonte, y que empiezan a ser repartidos tambi&#233;n en R&#237;o Grande do Sur, Curitiba, Bras&#237;lia y Para&#237;ba. Con el objetivo de llegar a ser un semanario repartido en los principales estados del pa&#237;s, el &lt;i&gt;Esquerda Di&#225;rio impreso&lt;/i&gt; refleja la necesidad de organizar centenares de cuadros revolucionarios a escala nacional, que frente a los pr&#243;ximos procesos agudos de la lucha de clases puedan influir a miles de trabajadores y estudiantes y poner de pie una izquierda revolucionaria que sea una alternativa real a los l&#237;mites del PSOL y del PSTU.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_5658 spip_documents'&gt;
&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L500xH508/grafico_de_visitas_de_esquerda_diario_por_ubicacion-c9b3a.jpg?1702644159' width='500' height='508' alt=&#034;&#034; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;hr /&gt;
		&lt;div class='rss_notes'&gt;&lt;div id=&#034;nb2-1&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2-1&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 2-1&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;1&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Los &#8220;global players&#8221; brasile&#241;os (o las translatinas instaladas en Brasil) se constituyen mediante la asociaci&#243;n del capital nacional y extranjero, en la cual el capital nativo mantiene el control mayoritario de la empresa. El rol del Estado, centralmente a trav&#233;s del Banco Nacional de Desarrollo Econ&#243;mico y Social (BNDES), ha sido clave para que el capital nativo pueda mantenerse m&#237;nimamente ante la presi&#243;n del capital imperialista, no solamente ofreciendo cr&#233;dito barato sino tambi&#233;n entrando como importante accionista de las grandes translatinas brasile&#241;as. Aun as&#237;, el capital extranjero entra como socio minoritario de las acciones con derecho a voto o incluso como mayor&#237;a de las acciones con derecho a ganancia, aunque sin obtener el control de la empresa.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2-2&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2-2&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 2-2&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;2&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Las disputas al interior del PSDB han generado rumores de que Alckmin podr&#237;a salir del PSDB rumbo al PSB (partido del fallecido Eduardo Campos, por el que Marina Silva concurri&#243; a las elecciones en 2014, antes de fundar su nuevo partido &#8220;Rede&#8221;) para no tener que someterse al liderazgo de A&#233;cio y poder desplegar m&#225;s juego propio. Las divisiones de la oposici&#243;n han sido parte de los handicap del gobierno petista para navegar en las turbulentas aguas actuales.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2-3&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2-3&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 2-3&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;3&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Para la Bain &amp; Company, consultora de grandes multinacionales que desarrollan tecnolog&#237;a subacu&#225;tica: &#8220;Precisamos de un conjunto de pol&#237;ticas industriales m&#225;s agresivas para desarrollar la cadena de proveedores de Brasil. Para comenzar, el mercado no puede ser monop&#243;lico. Un proveedor que crece aprendiendo a vender a un solo comprador, nacional, no puede volverse competitivo en una industria global como la de petr&#243;leo o el gas&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2-4&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2-4&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 2-4&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;4&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;El precio de la tonelada de mineral de hierro cay&#243; de m&#225;s de 187 d&#243;lares en 2011 a menos de 39 d&#243;lares en diciembre de 2015, una ca&#237;da de casi 79 % del valor. En 2015 se estima que la exportaci&#243;n del mineral de hierro sumar&#225; U$S 13,8 mil millones, una ca&#237;da de 67 % ante los U$S 41,8 mil millones de 2011. El mineral de hierro fue responsable por 16,3 % de las exportaciones brasile&#241;as. Con la reciente ca&#237;da de precios la participaci&#243;n cay&#243; a 7,3 % del total.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2-5&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2-5&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 2-5&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;5&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Datos extra&#237;dos del Banco Central.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2-6&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2-6&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 2-6&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;6&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&#8220;La CUT quiere la Dilma que el pueblo elegi&#243;&#8221;, Wagner Freitas, presidente nacional de la CUT, 23/12/2015.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2-7&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2-7&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 2-7&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;7&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;En el auge de las manifestaciones de junio de 2013, cuando la rabia popular se volcaba contra los partidos del gobierno y la oposici&#243;n, Dilma envi&#243; al Congreso una propuesta de Asamblea Constituyente Exclusiva para la reforma del sistema pol&#237;tico. Pero luego retir&#243; la propuesta para no enfrentarse con sus aliados del PMDB. Las direcciones petistas del movimiento de masas tomaron esta propuesta como suya e impulsaron una campa&#241;a para presionar a los parlamentarios a convocar un plebiscito por una Constituyente restringida a la reforma del sistema pol&#237;tico, que seg&#250;n ellos gan&#243; la adhesi&#243;n de 7,4 millones de personas en septiembre de 2014. Despu&#233;s de largos meses de haber abandonado la campa&#241;a, en septiembre de 2015 realizaron un encuentro para intentar retomarla. Pero luego la volvieron a dejar de lado para enfocar su pol&#237;tica en la campa&#241;a por la cesaci&#243;n de Eduardo Cunha.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2-8&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2-8&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 2-8&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;8&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Nahuel Moreno, &#8220;Escuela de cuadros&#8211;Argentina, 1984&#8221;. &lt;i&gt;Cr&#237;tica a las Tesis de la Revoluci&#243;n Permanente de Trotsky&lt;/i&gt;, p. 39.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2-9&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2-9&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 2-9&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;9&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Nahuel Moreno, &lt;i&gt;Revoluciones del siglo XX&lt;/i&gt;, p. 53.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2-10&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2-10&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 2-10&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;10&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Valerio Arcary, &#8220;Las esquinas peligrosas de la historia: un estudio sobre la historia de los conceptos de &#233;poca, situaci&#243;n y crisis revolucionaria en el debate marxista&#8221;, Tesis de doctorado, 2000.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2-11&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2-11&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 2-11&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;11&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&#8220;M&#225;s importante a&#250;n ha sido el protagonismo de las modernas clases medias urbanas asalariadas, que asumen, muchas veces, los m&#233;todos de lucha de los obreros industriales, y encabezan, como vanguardia, luchas de car&#225;cter social plebeyo y popular, con banderas democr&#225;tico-radicales y din&#225;mica anti-capitalista: este fen&#243;meno ha sido recurrente en Am&#233;rica Latina, desde la Revoluci&#243;n Cubana, hasta la lucha por las [elecciones] Directas en 1984, y el Fuera Collor en 1992, en Brasil&#8221;. Valerio Arcary, op. cit. p. 192.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>PSOL, Syriza e a Frente de Esquerda na Argentina</title>
		<link>https://ft-ci.org/PSOL-Syriza-e-a-Frente-de-Esquerda-na-Argentina</link>
		<guid isPermaLink="true">https://ft-ci.org/PSOL-Syriza-e-a-Frente-de-Esquerda-na-Argentina</guid>
		<dc:date>2015-08-08T15:43:28Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Daniel Matos</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Europa</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#233;mica</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica Internacional</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>
		<dc:subject>Grecia</dc:subject>
		<dc:subject>Balcanes</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Muitos companheiros do PSOL reivindicam os partidos &#8220;Syriza&#8221; na Gr&#233;cia e &#8220;Podemos&#8221; no Estado Espanhol como exemplos a serem seguidos, de uma nova esquerda que foi capaz de sair da marginalidade. Entretanto, os caminhos trilhados por essa nova esquerda europeia, que inclui a capitula&#231;&#227;o de Tsipras aos ditames de &#194;ngela Merkel, exigem como m&#237;nimo que debatamos os &#234;xitos da Frente de Esquerda na Argentina como uma nova refer&#234;ncia.&lt;/p&gt;

-
&lt;a href="https://ft-ci.org/Articulos-en-portugues" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en portugu&#233;s&lt;/a&gt;

/ 
&lt;a href="https://ft-ci.org/America-Latina" rel="tag"&gt;Am&#233;rica Latina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Europa" rel="tag"&gt;Europa&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Polemica" rel="tag"&gt;Pol&#233;mica&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Tapa-Central" rel="tag"&gt;Actualidad&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Politica-Internacional" rel="tag"&gt;Pol&#237;tica Internacional&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Brasil-101" rel="tag"&gt;Brasil&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Grecia" rel="tag"&gt;Grecia&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Balcanes" rel="tag"&gt;Balcanes&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L150xH91/arton9155-634d6.jpg?1694426815' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='91' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Muitos companheiros do PSOL reivindicam os partidos &#8220;Syriza&#8221; na Gr&#233;cia e &#8220;Podemos&#8221; no Estado Espanhol como exemplos a serem seguidos, de uma nova esquerda que foi capaz de sair da marginalidade. Entretanto, os caminhos trilhados por essa nova esquerda europeia, que inclui a capitula&#231;&#227;o de Tsipras aos ditames de &#194;ngela Merkel, exigem como m&#237;nimo que debatamos os &#234;xitos da Frente de Esquerda na Argentina como uma nova refer&#234;ncia. &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tanto o Syriza como o Podemos, apesar de se constru&#237;rem com discursos antineoliberais e contra a casta, nunca lutaram pela independ&#234;ncia pol&#237;tica dos trabalhadores em rela&#231;&#227;o &#227; burguesia. Essa separa&#231;&#227;o entre o antineoliberalismo e a luta pela independ&#234;ncia de classe tem como objetivo deixar as portas abertas para alian&#231;as com setores burgueses prejudicados pelas pol&#237;ticas que favorecem o grande capital financeiro e conquistar posi&#231;&#245;es na democracia burguesa independentemente do enraizamento que a esquerda adquire na classe trabalhadora e seus sindicatos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No caso de Tsipras na Gr&#233;cia, essa pol&#237;tica levou o Syriza a formar uma coalis&#227;o de governo com um partido nacionalista burgu&#234;s xen&#243;fobo. Sua utopia de barganhar uma renegocia&#231;&#227;o da d&#237;vida com a Uni&#227;o Europeia apoiando-se em outras pot&#234;ncias competidoras da Alemanha resultou numa enorme capitula&#231;&#227;o, na qual Tsipras assumiu o papel de implementador dos ajustes preconizados pela Alemanha, assinando um acordo ainda mais neoliberal que os governos anteriores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esse resultado da pol&#237;tica do Syriza n&#227;o &#233; uma fatalidade, como insistem em acreditar muitos setores de esquerda que seguem apoiando-o, por mais que critiquem o acordo recentemente assinado. As duas principais centrais sindicais do pa&#237;s s&#227;o dirigidas majoritariamente pelo PASOK e a Nova Democracia, partidos burgueses que vinham implementando os ataques antes da elei&#231;&#227;o do Syriza. Um setor minorit&#225;rio &#8211; mas importante &#8211; dos sindicatos &#233; dirigido pelo Partido Comunista (KKE), que nas greves gerais de 2010 a 2012 teve uma linha desastrosa de mobilizar-se por separadamente, renegando a batalha de unir as fileiras da classe oper&#225;ria contra os ataques. O Syriza tem uma influ&#234;ncia minorit&#225;ria em funcion&#225;rios p&#250;blicos, mas se nega a lutar na base dos sindicatos para enraizar um programa anticapitalista na milit&#226;ncia de milhares de trabalhadores dispostos ao combate, pr&#233;-condi&#231;&#227;o para qualquer luta contra os ataques da Troika seja minimamente s&#233;ria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outra escolha teria sido apostar na mobiliza&#231;&#227;o independente das massas gregas e na solidariedade internacional com os povos oprimidos em todo mundo para impor uma derrota &#227; Alemanha. Mas, para que isso pudesse acontecer sem que o resultado fosse um caos econ&#244;mico para a Gr&#233;cia, provocando ainda maiores sofrimentos para o povo grego, seria necess&#225;rio que existisse um partido de dezenas de milhares de trabalhadores decididos a assumir o controle da produ&#231;&#227;o e dos servi&#231;os, expropriando aos grandes capitalistas e planificando a economia de acordo com os interesses da maioria da popula&#231;&#227;o. Uma sa&#237;da de fundo para evitar que amplos setores da popula&#231;&#227;o caiam na mis&#233;ria, que ampliando os la&#231;os de solidariedade de classe em todo o continente abriria o caminho para uma Uni&#227;o de Rep&#250;blicas Socialistas de toda a Europa como alternativa &#227; Uni&#227;o Europeia capitalista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entretanto, esse n&#227;o &#233; um problema apenas das escolhas de Tsipras. As correntes que comp&#245;em a chamada &#8220;Plataforma de Esquerda&#8221;, apesar de criticarem o acordo assinado pela dire&#231;&#227;o majorit&#225;ria do partido, al&#233;m de manterem-se dentro do Syriza, tamb&#233;m n&#227;o t&#234;m for&#231;a org&#226;nica na classe trabalhadora para oferecer uma perspectiva alternativa, e tampouco se prop&#245;em a conquistar essa for&#231;a se ligando aos trabalhadores das bases dos sindicatos dirigidos pelo KKE. Por isso, terminam sendo incapazes de cumprir outro papel que n&#227;o seja o de aconselhar Tsipras a romper com o Euro, mesmo sabendo que sem atacar os interesses dos capitalistas s&#227;o os trabalhadores que v&#227;o pagar a conta. O mesmo podemos dizer sobre a frente de partidos chamada Antarzya, que apesar de estar na oposi&#231;&#227;o ao governo n&#227;o tem uma alternativa distinta &#227; da Plataforma de Esquerda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Podemos no Estado Espanhol, apesar de n&#227;o ter assumido o mesmo n&#237;vel de poder que o Syriza, ao aliar-se com partidos representantes da velha pol&#237;tica corrupta e capitalista para governar grandes cidades espanholas, jogou no lixo seu discurso &#8220;anti-casta&#8221;. Enquanto o movimento oper&#225;rio espanhol segue sendo esmagadoramente controlado pelos traidores do velho Partido Socialista ou os stalinistas da chamada &#8220;Esquerda Unida&#8221;, o Podemos seguir&#225; dando passos largos no mesmo sentido que Tsipras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A Frente de Esquerda na Argentina como um caminho alternativo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Frente de Esquerda e dos Trabalhadores (FIT, pelas siglas em espanhol) na Argentina, ao defender um programa anticapitalista, derruba o preconceito &#8211; amplamente estendido na esquerda &#8211; de que para &#8220;dialogar&#8221; com as ilus&#245;es das massas na democracia burguesa &#233; necess&#225;rio &#8220;vender&#8221; a ideia reformista de que &#233; poss&#237;vel governar o capitalismo a servi&#231;o dos interesses da maioria explorada e oprimida. A FIT vem obtendo cerca de 5% a 10% dos votos em algumas das principais cidades do pa&#237;s, chegando inclusive a obter 17% dos votos na capital de um dos principais estados. Ainda que est&#227;o muito aqu&#233;m do que o Syriza e o Podemos tiveram at&#233; agora, s&#227;o &#237;ndices muito superiores aos que o PSOL vem tendo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas o que d&#225; credibilidade a este programa &#233; sobretudo o fato de que a Frente de Esquerda est&#225; organicamente ligada &#225;s principais lutas dos trabalhadores nos &#250;ltimos anos, tem entre seus quadros os principais referentes nacionais do sindicalismo combativo, e tem como candidatos centenas de trabalhadores independentes que nas f&#225;bricas, nos servi&#231;os estrat&#233;gicos e nos bairros oper&#225;rios uma constroem uma nova forma de milit&#226;ncia na qual s&#227;o os pr&#243;prios trabalhadores que defendem um programa anticapitalista para atender &#225;s demandas do conjunto da popula&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa qualidade distintiva da Frente de Esquerda &#233; um aporte sobretudo do Partido de Trabalhadores Socialistas (PTS), organiza&#231;&#227;o irm&#227; do MRT no pa&#237;s vizinho. O Partido Obrero (PO), que tamb&#233;m integra a FIT, n&#227;o possui enraizamento nas principais f&#225;bricas e servi&#231;os estrat&#233;gicos do pa&#237;s, e tampouco possui rela&#231;&#227;o org&#226;nica com os dirigentes das principais lutas que atravessaram o pa&#237;s nos &#250;ltimos anos. Diante dessa incapacidade, o PO busca ampliar a frente de esquerda atrav&#233;s de acordos eleitorais com pequenos grupos populistas e caudilhos sindicais de esquerda, o que n&#227;o s&#243; reproduz sua situa&#231;&#227;o de impot&#234;ncia frente aos embates da luta de classes como reduz a possibilidade de que setores mais amplos das massas se conven&#231;am da perspectiva de transformar o programa anticapitalista da FIT em uma for&#231;a material. Atualmente est&#225; em disputa qual das duas estrat&#233;gias vai primar na esquerda argentina.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A fus&#227;o entre a proje&#231;&#227;o superestrutural de um programa anticapitalista e uma for&#231;a social organicamente enraizada na classe trabalhadora lutando por ele &#233; o que permite a Frente de Esquerda aparecer nas quatro paralisa&#231;&#245;es nacionais que atravessaram o segundo mandato de Cristina Kirchner como uma voz independente tanto da burocracia sindical ligada ao governo como dos burocratas subordinados &#227; oposi&#231;&#227;o de direita. Uma voz minorit&#225;ria mas com visibilidade nacional que defende o m&#233;todo de auto-organiza&#231;&#227;o dos trabalhadores em suas assembleias de base e um plano de luta para levar suas demandas at&#233; o final. Embrionariamente, esse &#233; o caminho de uma esquerda que se prepara para que frente aos ataques reacion&#225;rios dos capitalistas nacionais e estrangeiros exista uma for&#231;a social e pol&#237;tica capaz de fazer valer os interesses dos trabalhadores e do povo pobre, criando as condi&#231;&#245;es para a luta por um governo dos trabalhadores e do povo pobre baseado em organismos de democracia dista das massas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;As perspectivas da esquerda brasileira diante da crise do PT&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nas jornadas nacionais de luta contra os pacotes de ajuste de Dilma e as medidas reacion&#225;rias do Congresso que ocorreram nos dias 15 de abril e 29 de maio a esquerda brasileira n&#227;o foi capaz de dar visibilidade em todo o pa&#237;s a uma alternativa de dire&#231;&#227;o independente da burocracia sindical. A esquerda antigovernista, que tem em seus principais partidos o PSOL e o PSTU, foi incapaz de mostrar nacionalmente um plano de luta consequente para colocar o governo do PT em cheque. Assim, os trabalhadores continuam ref&#233;ns da CUT, que tem a pol&#237;tica de fazer mobiliza&#231;&#245;es pontuais apenas para melhorar as condi&#231;&#245;es de barganha com &#8220;seu&#8221; governo enquanto os ataques v&#227;o passando em forma parcelada e encoberta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sem criar uma for&#231;a capaz de unir os setores de vanguarda dos trabalhadores com os basti&#245;es oper&#225;rios que se encontram nas bases da CUT, da For&#231;a Sindical e da CTB a esquerda no Brasil n&#227;o poder&#225; cumprir um papel mais que inofensivo para o governo e a burguesia. Para reverter essa situa&#231;&#227;o, o PSTU deveria mobilizar efetivamente os sindicatos e oposi&#231;&#245;es sindicais que dirige para que possa ter visibilidade nacional uma pol&#237;tica independente da burocracia sindical para unificar os setores de vanguarda com as bases das grandes centrais sindicais em a&#231;&#245;es de massas contra os ataques em curso, e o PSOL deveria colocar seu peso parlamentar para fortalecer esse plano de luta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se o PSOL quer realmente impedir que os ataques de Dilma e do Congresso sejam implementados e que a crise do PT n&#227;o resulte em desmoraliza&#231;&#227;o nem seja capitalizada pela direita, &#233; preciso recha&#231;ar o financiamento de capitalistas a sua campanha eleitoral, as coliga&#231;&#245;es com partidos burgueses e a aceita&#231;&#227;o passiva da lei de responsabilidade fiscal nos munic&#237;pios que governa, assim &#233; necess&#225;rio definir um programa claramente anticapitalista para lutar contra os efeitos da crise. Defender que o PSOL siga o modelo do Syriza ou do Podemos significa refor&#231;ar essas pr&#225;ticas, que aproximam o PSOL do caminho trilhado pelo PT, impedindo que possa surgir um novo entusiasmo de milhares de oper&#225;rios que decidam ser sujeitos pol&#237;ticos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#201; para dar essa batalha que o MRT se prop&#245;e a entrar no PSOL, para lutar pela independ&#234;ncia pol&#237;tica dos trabalhadores frente &#227; burguesia, encarnando um programa anticapitalista na milit&#226;ncia de milhares e em perspectivas dezenas de milhares de trabalhadores nas principais concentra&#231;&#245;es industriais e de servi&#231;os estrat&#233;gicos do pa&#237;s, &#250;nica forma de construir um partido de combate capaz enfrentar os desafios da revolu&#231;&#227;o e da contrarrevolu&#231;&#227;o. Frente &#225;s frustra&#231;&#245;es que o Syriza e o Podemos j&#225; colocam para muitos militantes de esquerda em todo o mundo, &#233; como m&#237;nimo leg&#237;timo &#8211; sen&#227;o necess&#225;rio &#8211; que nos debates do Congresso do PSOL que v&#227;o se realizar at&#233; dezembro possamos debater a experi&#234;ncia da Frente de Esquerda na Argentina como um caminho alternativo a ser tomado como refer&#234;ncia.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>A import&#226;ncia internacional das elei&#231;&#245;es na esquerda argentina</title>
		<link>https://ft-ci.org/A-importancia-internacional-das-eleicoes-na-esquerda-argentina</link>
		<guid isPermaLink="true">https://ft-ci.org/A-importancia-internacional-das-eleicoes-na-esquerda-argentina</guid>
		<dc:date>2015-07-31T17:34:00Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Daniel Matos</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>FIT Argentina</dc:subject>
		<dc:subject>Argentina</dc:subject>
		<dc:subject> MRT (Movimento Revolucion&#225;rio de Trabalhadores) do Brasil </dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;A Frente de Esquerda e dos Trabalhadores na Argentina ganhou relev&#226;ncia para a esquerda internacional nos &#250;ltimos anos por ter conquistado uma proje&#231;&#227;o eleitoral poucas vezes conhecida para uma clara defesa da independ&#234;ncia pol&#237;tica dos trabalhadores em rela&#231;&#227;o &#227; burguesia, ao mesmo tempo em que desenvolve uma milit&#226;ncia nas f&#225;bricas e servi&#231;os estrat&#233;gicos que encarna essa perspectiva numa vanguarda oper&#225;ria que protagoniza batalhas da luta de classes de dimens&#227;o nacional e come&#231;a a desafiar o poder da burocracia sindical. Essa experi&#234;ncia oferece um caminho alternativo aos que est&#227;o se decepcionando com a chamada &#8220;nova esquerda europeia&#8221;, seja a que existe na Gr&#233;cia com o governo do Syriza de Tsipras ou a que existe no Estado Espanhol com o &#8220;Podemos&#8221; de Pablo Iglesias. A import&#226;ncia internacional das elei&#231;&#245;es na esquerda argentina.&lt;/p&gt;

-
&lt;a href="https://ft-ci.org/Articulos-en-portugues" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en portugu&#233;s&lt;/a&gt;

/ 
&lt;a href="https://ft-ci.org/America-Latina" rel="tag"&gt;Am&#233;rica Latina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Tapa-Central" rel="tag"&gt;Actualidad&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Politica" rel="tag"&gt;Pol&#237;tica&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Analisis" rel="tag"&gt;An&#225;lisis&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/FIT-Argentina" rel="tag"&gt;FIT Argentina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Argentina-100" rel="tag"&gt;Argentina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/http-www-ft-ci-org-Movimento-Revolucionario-de-Trabalhadores-306" rel="tag"&gt; MRT (Movimento Revolucion&#225;rio de Trabalhadores) do Brasil &lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L150xH99/arton9149-dafb8.jpg?1694426815' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='99' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;A Frente de Esquerda e dos Trabalhadores na Argentina ganhou relev&#226;ncia para a esquerda internacional nos &#250;ltimos anos por ter conquistado uma proje&#231;&#227;o eleitoral poucas vezes conhecida para uma clara defesa da independ&#234;ncia pol&#237;tica dos trabalhadores em rela&#231;&#227;o &#227; burguesia, ao mesmo tempo em que desenvolve uma milit&#226;ncia nas f&#225;bricas e servi&#231;os estrat&#233;gicos que encarna essa perspectiva numa vanguarda oper&#225;ria que protagoniza batalhas da luta de classes de dimens&#227;o nacional e come&#231;a a desafiar o poder da burocracia sindical. Essa experi&#234;ncia oferece um caminho alternativo aos que est&#227;o se decepcionando com a chamada &#8220;nova esquerda europeia&#8221;, seja a que existe na Gr&#233;cia com o governo do Syriza de Tsipras ou a que existe no Estado Espanhol com o &#8220;Podemos&#8221; de Pablo Iglesias. A import&#226;ncia internacional das elei&#231;&#245;es na esquerda argentina. &lt;br class='autobr' /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;br class='autobr' /&gt;
No dia 9 de agosto se realizar&#227;o as Prim&#225;rias Abertas Simult&#226;neas e Obrigat&#243;rias (PASO) na Argentina. Muitos pa&#237;ses n&#227;o t&#234;m essa institui&#231;&#227;o, que dois meses antes das elei&#231;&#245;es gerais submete &#227; escolha dos eleitores quais candidatos ir&#227;o concorrer efetivamente aos cargos em nome de cada for&#231;a pol&#237;tica. Uma lei criada com o objetivo de prejudicar a esquerda ao exigir 1,5% dos votos para concorrer nas elei&#231;&#245;es gerais e refor&#231;ar os mecanismos de inger&#234;ncia do Estado sobre a vida internas dos partidos e coliga&#231;&#245;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As PASO instituem que caso as coliga&#231;&#245;es partid&#225;rias n&#227;o cheguem a um acordo sobre os nomes que dever&#227;o concorrer em nas elei&#231;&#245;es gerais, a escolha dos candidatos deve ser submetida ao voto atrav&#233;s de distintas listas que competem entre si frente a seu eleitorado. Pela primeira vez desde que foi fundada em 2011, a Frente de Esquerda e dos Trabalhadores (FIT, por suas iniciais em espanhol) se apresentar&#225; nas PASO com uma disputa interna.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Emerge uma express&#227;o pol&#237;tica da vanguarda oper&#225;ria&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A &#8220;Lista 1A &#8211; Renovar e fortalecer a Frente de Esquerda&#8221;, impulsionada pelo Partido de Trabalhadores Socialistas (PTS), leva como pr&#233;-candidato a presidente a Nicol&#225;s Del Ca&#241;o, um jovem trabalhador prec&#225;rio de 35 anos que foi eleito deputado federal e ficou conhecido por renunciar ao sal&#225;rio que recebe todo parlamentar, ganhando o mesmo que uma professora e doando o restante para as lutas sociais.Tendo recebido 17% dos votos para prefeito nas elei&#231;&#245;es para a capital de um dos principais estados do pa&#237;s, ganhando o candidato peronista apoiado pela presidente da rep&#250;blica, Nicol&#225;s &#233;acompanhado por 1.800 candidatos, com uma importante presen&#231;ade candidatos oper&#225;rios estruturados nas principais concentra&#231;&#245;es fabris e servi&#231;os estrat&#233;gicos do pa&#237;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os candidatos oper&#225;rios da Lista 1A n&#227;o s&#227;o somente os militantes do PTS. S&#227;o trabalhadores independentes que v&#234;m de protagonizar batalhas da luta de classes que marcaram este pa&#237;s nos &#250;ltimos anos, e que pela primeira vez est&#227;o assumindo para si a tarefa de n&#227;o somente defender os interesses de seus colegas de trabalho, mas tamb&#233;m de buscar responder aos anseios do povo explorado e oprimido na escala dos munic&#237;pios, dos estados e em n&#237;vel nacional. Trata-se de um salto de qualidade na constru&#231;&#227;o de uma nova milit&#226;ncia pol&#237;tica da classe oper&#225;ria, na qual a vanguarda oper&#225;ria que est&#225; na linha de frente das batalhas da luta de classes se prop&#245;em a ser tamb&#233;m tribunos de setores de massas nas f&#225;bricas, nas escolas e nos bairros prolet&#225;rios, envolvendo seus colegas de trabalho, amigos, fam&#237;lias e vizinhos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Est&#227;o presentes na Lista 1A de Nicol&#225;s Del Ca&#241;o os oper&#225;rios que em 2014 ficaram conhecidos em toda a Argentina como &#8220;os indom&#225;veis de Lear&#8221;. Adjetivo conquistado por terem protagonizado uma luta de mais de sete meses contra demiss&#245;es em massa nessa multinacional de autope&#231;as, e que foi definida por analistas burgueses como &#8220;o principal conflito do ano&#8221;. Integram a Lista1A cinquenta oper&#225;rios gr&#225;ficos da ex-Donneley. Os mesmos que no ano passado, frente ao abandono desta gr&#225;fica multinacional por parte dos patr&#245;es, a ocuparam e colocaram para produzir sob controle dos trabalhadores, transformando-a em um centro de organiza&#231;&#227;o da vanguarda oper&#225;ria da Zona Norte da Grande Buenos Aires &#8211; o cora&#231;&#227;o industrial do pa&#237;s &#8211; enquanto seguem a luta por sua expropria&#231;&#227;o. E somam-se 61 candidatos trabalhadores da ind&#250;stria de alimenta&#231;&#227;o, al&#233;m de muitos outros oper&#225;rios em todo o pa&#237;s, dentre os quais se destacam de Zanon, emblem&#225;tica f&#225;brica de cer&#226;micas que desde 2001 se encontra sob administra&#231;&#227;o dos trabalhadores; e Alejandro Vilca, gari de limpeza urbana que no extremo norte aparece com 10% das inten&#231;&#245;es de voto a governador nas pesquisas de opini&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa fus&#227;o entre a proje&#231;&#227;o de uma nova gera&#231;&#227;o de pol&#237;ticos da classe trabalhadora que estabelecem uma rela&#231;&#227;o org&#226;nica com as lutas sociais, que marca o cotidiano da Lista 1A, se expressou simbolicamente quando Nicol&#225;s Del Ca&#241;o se fez conhecido por ter sido alvejado pela pol&#237;cia com 9 balas de borracha enquanto estava junto aos trabalhadores indom&#225;veis de Lear que cortavam a principal rodovia do pa&#237;s contra as demiss&#245;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A centralidade das mulheres na pol&#237;tica revolucion&#225;ria&lt;br class='autobr' /&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na busca por expressar n&#227;o somente os trabalhadores em suas lutas mas tamb&#233;m os setores sociais mais oprimidos pelo capitalismo, a Lista 1A tem a particularidade de contar com uma forte presen&#231;a de mulheres, ao ponto de na cidade de Buenos Aires alcan&#231;ar 70% de candidatas; &#227; diferen&#231;a de todas as demais listas que t&#234;m dificuldades para superar o m&#237;nimo de 30% de cota feminina exigido por lei.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa for&#231;a das mulheres expressa a batalha da agrupa&#231;&#227;o feminista socialista P&#227;o e Rosas contra a opress&#227;o de g&#234;nero no dia a dia das organiza&#231;&#245;es de massas da classe trabalhadora. Que se traduz tamb&#233;m na pr&#233;-candidata a vice-presidente Myriam Bregman, quem integra a f&#243;rmula junto com Del Ca&#241;o. Deputada federal, Myriam &#233; uma reconhecida referente de organismos de direitos humanos no pa&#237;s, respons&#225;vel por v&#225;rios processos contra genocidas da ditadura militar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O recha&#231;o &#227; unidade por parte do Partido Obrero&lt;br class='autobr' /&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde meados de 2014 o Partido Obrero come&#231;ou a anunciar a candidatura de Jorge Altamira &#227; presid&#234;ncia da Rep&#250;blica em nome da FIT. Altamira, que j&#225; apresentou-se como candidato a presidente em v&#225;rias elei&#231;&#245;es desde 1989 e foi eleito legislador da cidade de Buenos Aires em 2000,projetou-se como uma das figuras da esquerda mais conhecidas em n&#237;vel nacional depois do levante popular de 19 e 20 de dezembro de 2001 na Argentina. Naquele momento, a recess&#227;o e o desemprego em massa deram lugar a um forte movimento social de desempregados que ficou conhecido como &#8220;movimento piqueteiro&#8221;. O PO, em uma frente com outras organiza&#231;&#245;es desse movimento, chegou a mobilizar milhares de desempregados atrav&#233;s da gest&#227;o dos planos de assist&#234;ncia social fornecidos pelo Estado, projetando-se como um dos partidos de esquerda mais conhecido do pa&#237;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao final de 2014, o PTS, para expressar as enormes lutas de Lear e Donneley, e apostando na nacionaliza&#231;&#227;o dos &#234;xitos de Mendoza, onde a FIT conquistou o apoio de amplos setores de massas da juventude trabalhadora, o PTS lan&#231;ou a pr&#233;-candidatura de Nicol&#225;s Del Ca&#241;o para presidente. O lan&#231;amento das pr&#233;-candidaturas de ambos partidos n&#227;o impediu que fossem acordadas listas comuns de ambos partidos nas v&#225;rias elei&#231;&#245;es estaduais que houveram no primeiro semestre de 2015.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um m&#234;s antes de que todos os partidos e coliga&#231;&#245;es conclu&#237;ssem suas listas eleitorais, quando ainda estava em aberto as negocia&#231;&#245;es para avaliar a possibilidade de composi&#231;&#227;o de uma lista comum da Frente de Esquerda, o Partido Obrero (PO) e a Izquierda Socialista lan&#231;aram a candidatura de Jorge Altamira &#227; presid&#234;ncia, indicando sua inten&#231;&#227;o de ir &#225;s PASO numa lista separada do PTS.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Frente &#227; necessidade de unificar a artilharia da esquerda contra os candidatos capitalistas,para que a FIT pudesse unir o reconhecimento p&#250;blico do PO e seus principais dirigentes com a for&#231;a da vanguarda oper&#225;ria, da juventude trabalhadora e das mulheres que se expressa no PTS, Nicol&#225;s Del Ca&#241;o abriu m&#227;o de sua pr&#233;-candidatura presidencial e prop&#244;s ao PO compor uma lista unificada em que fosse candidato a vice-presidente de Altamira, utilizando o mesmo m&#233;todo que permitiu listas comuns em 2011 e 2013. Entretanto, o PO recha&#231;ou a proposta unit&#225;ria. Assim, surgiu &#8220;Lista 2U&#8221;, encabe&#231;ada por Altamira, que curiosamente chama-se&#8220;Unidade&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sem nenhuma explica&#231;&#227;o s&#233;ria, o PO preferiu sacrificar o que indubitavelmente seria a f&#243;rmula mais forte para enfrentar os candidatos capitalistas,fazendo primar os interesses do seu aparato (seita) em detrimento dos interesses da classe.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Uma frente eleitoral que expressa trajet&#243;rias e din&#226;micas distintas&lt;br class='autobr' /&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No momento em que o PO emergia como partido apoiando-se sobre o movimento piqueteiro, o PTS escolheu centrar sua constru&#231;&#227;o no movimento oper&#225;rio, dedicando sua milit&#226;ncia &#225;s grandes lutas de Zanon e Brukman como processos mais avan&#231;ados do amplo fen&#244;meno de ocupa&#231;&#245;es de f&#225;bricas e empresas que foram postas a funcionar sob controle dos trabalhadores como resposta &#225;s demiss&#245;es em massa. Seguindo essa orienta&#231;&#227;o estrat&#233;gica, o PTS dedicou-se a um lento, cinza e paciente esfor&#231;o de estrutura&#231;&#227;o de militantes revolucion&#225;rios nas f&#225;bricas e servi&#231;os chaves. Como a classe trabalhadora ocupada estava golpeada pelo desemprego em massa e n&#227;o cumpriu um papel protagonista nos levantes de 19 e 20 de dezembro de 2001, os frutos dessa escolha estrat&#233;gica s&#243; puderam ser colhidos v&#225;rios anos depois.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com o fim da crise econ&#244;mica e a consolida&#231;&#227;o do ciclo de crescimento econ&#244;mico kirchnerista que marcou a &#250;ltima d&#233;cada, o PO passou a sofrer com o esvaziamento do movimento piqueteiro e da coopta&#231;&#227;o de parte importante do mesmo. Ao mesmo tempo, o PTS, batalhava para se fundir com o melhor da vanguarda prolet&#225;ria gerada pelo movimento que ficou conhecido como &#8220;sindicalismo de base&#8221;, conquistando uma importante estrutura&#231;&#227;o em algumas das principais concentra&#231;&#245;es industriais e de servi&#231;os do pa&#237;s, colocando-se &#227; cabe&#231;a de v&#225;rias organiza&#231;&#245;es sindicais de base da classe trabalhadora.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A partir da emblem&#225;tica luta da multinacional de alimenta&#231;&#227;o Kraft-Foods em 2009, o PTS passou a ser reconhecido pelos pr&#243;prios analistas da burguesia como um partido que &#8220;comia os calcanhares&#8221; da burocracia sindical, gerando crises e inclusive come&#231;ando a desafiar seu poder em sindicatos chaves. Com o decl&#237;nio do movimento piqueteiro, esse avan&#231;o do trotskismo em fus&#227;o com o sindicalismo combativo marca uma aproxima&#231;&#227;o entre a for&#231;a militante do PTS e do PO, ainda que desde o ponto de vista superestrutural o PO seguiu sendo um partido muito mais conhecido. Conhecimento esse que se viu amplificado pela morte de Mariano Ferreira, um estudante e militante do Partido Obrero que foi assassinado pela burocracia sindical em uma manifesta&#231;&#227;o de terceirizados ferrovi&#225;rios em 2010.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao longo do anos de kirchnerismo, o PO buscou capitalizar eleitoralmente suas posi&#231;&#245;es conquistadas com o movimento piqueteiro numa linha auto-proclamat&#243;ria. Ao mesmo tempo, o PTS batalhava para colocar de p&#233; uma frente eleitoral que lutasse pela independ&#234;ncia pol&#237;tica dos trabalhadores em rela&#231;&#227;o &#227; burguesia. Apesar das sucessivas negativas do PO a aderir a esse chamado, em 2007 tal batalha deu lugar &#227; Frente de Esquerda Anticapitalista e Socialista (FITAS) como Movimento ao Socialismo (MAS), que em 2009 integrou tamb&#233;m a Izquierda Socialista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 2011, a institui&#231;&#227;o das PASO obrigou o PO a aceitar os chamados do PTS &#227; constitui&#231;&#227;o de uma frente eleitoral de independ&#234;ncia de classe, sob risco de n&#227;o conseguir passar o piso de 1,5% dos votos exigidos para concorrer &#225;s elei&#231;&#245;es gerais. A constitui&#231;&#227;o dessa frente fortaleceu enormemente a visibilidade da esquerda no cen&#225;rio pol&#237;tico nacional. A m&#233;dia nacional de 5% dos votos obtida nas elei&#231;&#245;es legislativas de 2013, chegando a 8% ou 10% em algumas grandes cidades, elegendo tr&#234;s deputados federais e v&#225;rios deputados estaduais e vereadores, transformou a FIT em um fator minorit&#225;rio &#8211; mas existente &#8211; da vida pol&#237;tica nacional, com visibilidade quase di&#225;ria nos principais meios de comunica&#231;&#227;o de massa televisivos e impressos do pa&#237;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entretanto, a forma como cada um dos partidos da Frente de Esquerda capitalizou esse salto em visibilidade nacional foi extremamente desigual. Enquanto o PO foi incapaz de forjar novas figuras p&#250;blicas, tanto nas elei&#231;&#245;es de 2013 como nas elei&#231;&#245;es estaduais antecipadas que houveram no 1&#176; semestre de 2015, as novas figuras p&#250;blicas da esquerda que se projetaram nos estados s&#227;o quase todas do PTS, como Noelia Barbeito em Mendoza, Raul Godoy em Neuqu&#233;n, Oct&#225;vio Crivaro em Santa F&#233;, Laura Vilches e Hern&#225;n &#8220;Bocha&#8221; Puddu em C&#243;rdoba etc. Apenas em Salta o PO conseguiu projetar o jovem Pablo L&#243;pes, mas ainda assim n&#227;o quiseram aproveitar sua elei&#231;&#227;o como deputado federal para promov&#234;-lo como uma nova figura p&#250;blica em n&#237;vel nacional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa mesma desigualdade se expressa tamb&#233;m no movimento oper&#225;rio. Enquanto o PO foi e continua sendo incapaz de se fundir com os combatentes mais destacados da vanguarda oper&#225;ria do pa&#237;s, sendo obrigado a buscar alian&#231;as oportunistas com sindicalistas de esquerda para compensar essa debilidade, &#233; devido &#227; fus&#227;o do PTS com a vanguarda oper&#225;ria que a Frente de Esquerda tem ganhado visibilidade como uma voz independente da burocracia sindical nas &#250;ltimas paralisa&#231;&#245;es nacionais que houveram na Argentina. Foram quatro paralisa&#231;&#245;es nacionais contra medidas do segundo mandato de Cristina Kirchner, nas quais as a&#231;&#245;es combativas das estruturas oper&#225;rias dirigidas pelo PTS colocaram seus principais referentes sindicais e pol&#237;ticos nos principais meios de comunica&#231;&#227;o do pa&#237;s como porta vozes da auto-organiza&#231;&#227;o dos trabalhadores em suas assembleias de base, da defesa dos trabalhadores mais prec&#225;rios, da den&#250;ncia do papel traidor da burocracia sindical ligada ao governo ou &#227; oposi&#231;&#227;o de direita e de um plano de luta para desenvolver a mobiliza&#231;&#227;o dos trabalhadores por suas demandas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desta forma, na Lista 1A est&#227;o presentes dirigentes oper&#225;rios conhecidos por estar na linha de frente de duras batalhas, como o candidato a deputado do Parlasul Cl&#225;udio Dellacarbonara, que comp&#245;e a minoria do sindicato dos metrovi&#225;rios de Buenos Aires em oposi&#231;&#227;o &#227; burocracia governista; o candidato a vice-governador do estado de Buenos Aires &#8220;Poke&#8221; Hermosilla, dirigente da Comiss&#227;o Interna de Kraft-Foods; ou o candidato a deputado estadual de Buenos Aires Rub&#233;n Matu, delegado sindical &#8220;indom&#225;vel&#8221;de Lear.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que explica que os novos referentes da Frente de Esquerda sejam todos do PTS enquanto os do PO seguem sendo os que se apresentam desde a d&#233;cada de 80 &#233; a pol&#237;tica de alentar promo&#231;&#227;o de novas gera&#231;&#245;es organicamente ligadas &#225;s principais lutas da classe trabalhadora.Esse novo salto do PTS passou a reduzir aceleradamente a dist&#226;ncia que guarda com o PO tamb&#233;m no terreno superestrutural.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Duas listas, duas estrat&#233;gias&lt;br class='autobr' /&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em detrimento da unidade com o PTS, o PO vem buscando a unidade com pequenos grupos populistas conhecidos por negar a luta pela independ&#234;ncia pol&#237;tica dos trabalhadores em rela&#231;&#227;o &#227; burguesia.Para justificar essa pol&#237;tica, o PO trata alian&#231;as eleitorais entre organiza&#231;&#245;es pol&#237;ticas com programas distintos como se fossem alian&#231;as para a&#231;&#245;es em comum envolvendo setores de massa para a luta de classes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entretanto, alian&#231;as eleitorais com setores que negam a luta pela independ&#234;ncia pol&#237;tica dos trabalhadores s&#243; poder&#225; enfraquecer essa que &#233; uma das principais conquistas da FIT, como j&#225; vem se demonstrando quando os aliados populistas do PO integram ou apoiam for&#231;as pol&#237;ticas advers&#225;rias da Frente de Esquerda em distintos estados. Isso &#233; completamente distinto de uma unidade na a&#231;&#227;o para a luta de classes, em que a chave &#233; a mobiliza&#231;&#227;o de setores de massas para o combate contra os inimigos de classe, a qual o PTS sempre praticou e segue praticando, inclusive com os setores populistas que o PO busca apressadamente incluir dentro da FIT.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa diverg&#234;ncia, em que o POutiliza a tradi&#231;&#227;o revolucion&#225;ria conhecida como &#8220;t&#225;tica de frente &#250;nica oper&#225;ria&#8221; para o terreno eleitoral, quando &#233; mais do que evidente que sempre foi usada para o terreno da luta de classes, vem gerando um debate inclusive te&#243;rico na FIT, j&#225; que p&#245;e em risco seu programa de independ&#234;ncia de classe.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#201; compreens&#237;vel que os triunfos da FIT levem setores da esquerda in&#250;meras vezes derrotados em projetos de concilia&#231;&#227;o de classes a rever seus valores. Entretanto, se esse processo de aproxima&#231;&#227;o precisa estar ligado a profundos debates de programa e estrat&#233;gia e a uma experi&#234;ncia pr&#225;tica comum, como tem defendido o PTS.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para compensar sua incapacidade de fundir-se com a vanguarda oper&#225;ria, o PO busca unir-se com caudilhos populistas e sindicalistas de esquerda, estando disposto a flexibilizar a luta pela independ&#234;ncia pol&#237;tica dos trabalhadores para alcan&#231;ar esse objetivo. O PTS, num sentido inverso, busca na fus&#227;o com a vanguarda oper&#225;ria a for&#231;a para que a luta pela independ&#234;ncia pol&#237;tica dos trabalhadores n&#227;o seja apenas uma propaganda de grupos de esquerda que cumprem um papel meramente testemunhal na vida pol&#237;tica nacional, mas sim que seja uma for&#231;a material capaz de influir decisivamente nas grandes batalhas da luta de classes que atravessam o pa&#237;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa diverg&#234;ncia no plano nacional tem seu correspondente no plano internacional. Como todas as organiza&#231;&#245;es que subordinam os interesses da luta de classes aos de crescimento superestrutural de sua seita, o PO pratica um internacionalismo &#8220;de ocasi&#227;o&#8221;, restrito a anunciar &#8220;confer&#234;ncias internacionais&#8221; de tantos em tantos anos que raramente se realizam e participar de atividades internacionais que fazem apologia da concilia&#231;&#227;o de classes, sendo incapaz de impulsionar campanhas em comum com os grupos que reivindica como parte de uma mesma organiza&#231;&#227;o internacional. O PTS, por sua vez, &#233; parte do Esquerda Di&#225;rio, uma rede internacional de di&#225;rios digitais impulsionada pela Fra&#231;&#227;o Trotskista &#8211; Quarta Internacional em espanhol, portugu&#234;s, franc&#234;s e ingl&#234;s. Uma rede que mostra a batalha cotidiana pela fus&#227;o do marxismo revolucion&#225;rio com a vanguarda oper&#225;ria e setores de massas em distintos pa&#237;ses, impulsionando campanhas comuns que aportam para o surgimento de um novo internacionalismo pr&#225;tico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&#227;o est&#225; claro se o conhecimento do jovem Nicol&#225;s Del Ca&#241;o em n&#237;vel nacional vai avan&#231;ar numa velocidade suficiente para superar o conhecimento de Jorge Altamira. Mas o que sim est&#225; claro &#233; que, mesmo n&#227;o superando, a campanha da Lista 1A &#8211; Renovar e fortalecer a Frente de Esquerda est&#225; assentando fortes bases para que siga avan&#231;ando uma esquerda com forte enraizamento na classe oper&#225;ria e que luta pela independ&#234;ncia pol&#237;tica dos trabalhadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Uma alternativa frente &#227; fal&#234;ncia do Syriza do Podemos&lt;br class='autobr' /&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A grande novidade que a Frente de Esquerda e dos Trabalhadores traz para a esquerda em todo mundo, e que como m&#237;nimo exige ser estudada com bastante cuidado, &#233; a demonstra&#231;&#227;o de que a luta pela independ&#234;ncia pol&#237;tica dos trabalhadores em rela&#231;&#227;o &#227; burguesia n&#227;o est&#225; condenada pela hist&#243;ria a ser marginal. Contra o ceticismo que muitos setores de esquerda ainda alimentam em rela&#231;&#227;o &#227; capacidade da classe trabalhadora de se constituir como um sujeito independente, a FIT vem demonstrando uma e outra vez que esse &#233; um valor que pode ser de massas, e que inclusive vem superando in&#250;meros projetos de concilia&#231;&#227;o de classes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando a combina&#231;&#227;o entre a proje&#231;&#227;o superestrutural dos referentes pol&#237;ticos da Frente de Esquerda e a capacidade de mobiliza&#231;&#227;o dos militantes oper&#225;rios do PTS e de outras organiza&#231;&#245;es permite que nas paralisa&#231;&#245;es nacionais contra o governo de Cristina tenha visibilidade nacional uma voz alternativa &#227; burocracia sindical, est&#225; se preparando as condi&#231;&#245;es para que os ataques da burguesia e do imperialismo n&#227;o s&#243; sejam derrotados,mas coloquem na ordem do dia uma capacidade de combate da classe oper&#225;ria que fa&#231;a poss&#237;vel a revolu&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por agora, tratam-se apenas de prepara&#231;&#245;es embrion&#225;rias, ainda numa situa&#231;&#227;o que n&#227;o est&#225; marcada por crises agudas nem tampouco por duros ataques &#225;s condi&#231;&#245;es de vida das massas. Mas que apontam o &#250;nico caminho poss&#237;vel para construir uma esquerda que n&#227;o v&#225; capitular frente ao imperialismo, como agora est&#225; fazendo o Syriza na Gr&#233;cia; e nem tampouco se aliar com a podre e corrupta socialdemocracia espanhola para governar, como est&#225; fazendo o Podemos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esse &#8220;novo reformismo&#8221; europeu revigorou a utopia da concilia&#231;&#227;o com a burguesia e da dilui&#231;&#227;o da classe trabalhadora dentre m&#250;ltiplos setores sociais como forma da esquerda sair da marginalidade e chegar ao poder. Mas Angela Merkel, utilizando o povo grego como exemplo, est&#225; mostrando mais uma vez que esse caminho, por mais que num primeiro momento possa parecer algo auspicioso, n&#227;o passa de um beco sem sa&#237;da.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para verdadeiramente impedir os ataques que a burguesia precisa descarregar para recuperar-se da hist&#243;rica crise econ&#244;mica mundial em curso, para impedir que o desgaste de governos reformistas terminem em alternativas &#227; direita, &#233; necess&#225;rio construir uma esquerda onde a proje&#231;&#227;o superestrutural &#8211; seja ela parlamentar ou sindical &#8211; esteja a servi&#231;o de forjar uma milit&#226;ncia oper&#225;ria nas f&#225;bricas e servi&#231;os estrat&#233;gicos que se coloque na vanguarda das grandes batalhas da luta de classes, n&#227;o s&#243; em escala nacional mas tamb&#233;m internacional. Essa &#233; uma pr&#233;-condi&#231;&#227;o essencial para que as etapas preparat&#243;rias nos per&#237;odos n&#227;o revolucion&#225;rios possam estar a servi&#231;o dos combates decisivos entre a revolu&#231;&#227;o e a contrarrevolu&#231;&#227;o.As batalhas do PTS como parte da Frente de Esquerda buscam deixar li&#231;&#245;es para trilhar esse caminho.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="fr">
		<title>Le PTS, le PO et le Front de Gauche et des Travailleurs</title>
		<link>https://ft-ci.org/Le-PTS-le-PO-et-le-Front-de-Gauche-et-des-Travailleurs</link>
		<guid isPermaLink="true">https://ft-ci.org/Le-PTS-le-PO-et-le-Front-de-Gauche-et-des-Travailleurs</guid>
		<dc:date>2015-06-27T18:25:42Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>fr</dc:language>
		<dc:creator>Daniel Matos</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>FIT Argentina</dc:subject>
		<dc:subject>Argentina</dc:subject>
		<dc:subject> MRT (Movimento Revolucion&#225;rio de Trabalhadores/ Mouvement R&#233;volutionnaire des Travailleurs), du Bresil </dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Engag&#233; dans une courbe ascendante depuis sa fondation, le Front de Gauche et des Travailleur (FIT) d'Argentine vient d'obtenir d'importantes victoires &#233;lectorales dans diff&#233;rentes provinces du pays. En ao&#251;t, lors des &#171; primaires &#187; nationales obligatoires dans la l&#233;gislation argentine, les deux principaux partis qui le composent vont mesurer leurs forces pour choisir les meilleurs candidats qui seront destin&#233;s &#227; affronter les partis capitalistes aux prochaines &#233;lections pr&#233;sidentielles d'octobre 2015.&lt;/p&gt;

-
&lt;a href="https://ft-ci.org/Articulos-en-frances" rel="directory"&gt;Articulos en franc&#233;s&lt;/a&gt;

/ 
&lt;a href="https://ft-ci.org/America-Latina" rel="tag"&gt;Am&#233;rica Latina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Tapa-Central" rel="tag"&gt;Actualidad&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Politica" rel="tag"&gt;Pol&#237;tica&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Analisis" rel="tag"&gt;An&#225;lisis&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/FIT-Argentina" rel="tag"&gt;FIT Argentina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Argentina-100" rel="tag"&gt;Argentina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/http-www-ft-ci-org-Movimento-Revolucionario-de-Trabalhadores-306" rel="tag"&gt; MRT (Movimento Revolucion&#225;rio de Trabalhadores/ Mouvement R&#233;volutionnaire des Travailleurs), du Bresil &lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L150xH103/arton9090-b992b.jpg?1694426815' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='103' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Engag&#233; dans une courbe ascendante depuis sa fondation, le Front de Gauche et des Travailleur (FIT) d'Argentine vient d'obtenir d'importantes victoires &#233;lectorales dans diff&#233;rentes provinces du pays. En ao&#251;t, lors des &#171; primaires &#187; nationales obligatoires dans la l&#233;gislation argentine, les deux principaux partis qui le composent vont mesurer leurs forces pour choisir les meilleurs candidats qui seront destin&#233;s &#227; affronter les partis capitalistes aux prochaines &#233;lections pr&#233;sidentielles d'octobre 2015.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Le week-end dernier devaient &#234;tre d&#233;finitivement d&#233;pos&#233;es les candidatures aux &#171; Primaires Ouvertes Simultan&#233;es et Obligatoires &#187; (PASO), passage oblig&#233;dans la l&#233;gislation &#233;lectorale argentine, qui pr&#233;voient l'organisation, deux mois avant les &#233;lections g&#233;n&#233;rales effectives, d'&#233;lections pr&#233;liminaires mises en place par l'Etat. Lors de celles-ci, chaque parti ou coalition &#233;lectorale doit se pr&#233;senter pour d&#233;finir ses candidats.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ainsi, le 9 ao&#251;t prochain, les &#233;lecteurs argentins seront appel&#233;s aux urnes et chaque &#233;lecteur devra choisir un parti ou une coalition pour voter. Les partis ou coalitions qui ont diff&#233;rents candidats internes pr&#233;sentent leurs alternatives pour que les &#233;lecteurs choisissent les candidats les plus repr&#233;sentatifs. Les &#233;lecteurs n'ont pas besoin d'&#234;tre affili&#233;s &#224; la coalition ou au parti pour lesquels ils voteront.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Les PASO, mises en place en 2011, ont &#233;t&#233; associ&#233;es &#227; une loi de proscription &#233;lectorale qui pr&#233;voit un seuil minimal de voix pour que chaque parti ou coalition de partis puisse prendre part aux &#233;lections g&#233;n&#233;rales qui, cette ann&#233;e, vont avoir lieu en octobre. Dans le cas d'&#233;lections nationales sont requis 1,5% des voix. Il s'agit d'une loi r&#233;actionnaire car elle implique une entrave pour que plusieurs partis d'extr&#234;me gauche ne puissent exprimer leurs id&#233;es lors des &#233;lections. Au-del&#224; de cela, les PASO donnent &#224; la bourgeoisie la possibilit&#233; d'intervenir dans la vie interne des partis d'extr&#234;me gauche.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Le FIT, Front de Gauche et des Travailleurs, coalition form&#233;e du Parti des Travailleurs Socialistes (PTS), du Parti Ouvrier (PO), qui sont les partis d'extr&#234;me gauche les plus connus, et de Izquierda Socialista (IS &#8211; Gauche Socialiste), se pr&#233;sentera aux PASO en ao&#251;t prochain. Tout en d&#233;non&#231;ant le caract&#232;re r&#233;actionnaire de cette loi, les partis membres du FIT consid&#232;rent que, en derni&#232;re instance, cette institution peut &#234;tre utilis&#233;e pour clarifier les divergences qui existent entre eux.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Nicol&#225;s del Ca&#241;o (PTS) et Myriam Bregman (PTS) se mesureront avec Jorge Altamira (PO) et Carlos Giordano (IS) pour d&#233;terminer les candidats du FIT aux &#233;lections pr&#233;sidentielles&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Le PTS pr&#233;sentera comme candidats &#224; la pr&#233;sidence le d&#233;put&#233; national Nicol&#225;s Del Ca&#241;o et &#224; la vice-pr&#233;sidence la d&#233;put&#233;e de la ville de Buenos Aires et figure de la lutte pour les Droits de l'Homme Myriam Bregman. Le PO et IS pr&#233;senteront eux, respectivement, Jorge Altamira et Carlos Giordano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nicol&#225;s Del Ca&#241;o est d&#233;put&#233; national pour la province de Mendoza o&#249; lors des &#233;lections municipales et provinciales r&#233;centes les candidats du PTS-FIT ont obtenu les meilleurs r&#233;sultats de l'histoire du pays pour des partis trotskystes &#227; des postes ex&#233;cutifs.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ainsi, Del Ca&#241;o, en tant que candidat &#224; la mairie de la capitale de Mendoza, a obtenu 17% des voix, arrivant en deuxi&#232;me position, devant le parti p&#233;roniste soutenu par la pr&#233;sidente Cristina Kirchner. Noelia Barbeito, candidate au poste de gouverneur, a obtenu quant &#227; elle 10,3% des voix, arrivant &#224; la troisi&#232;me place dans une &#233;lection extr&#234;mement serr&#233;e et polaris&#233;e entre le parti soutenu par le gouvernement et celui de l'opposition de droite.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ces r&#233;sultats qui consolident un espace &#233;lectoral constituent un apport important de la part du PTS pour donner une port&#233;e nationale au FIT. Les succ&#232;s du FIT &#227; Mendoza ont pos&#233; la possibilit&#233; que la sympathie gagn&#233;e par Del Ca&#241;o, au sein de secteurs populaires et de la jeunesse dans sa province, prenne une ampleur nationale.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En tant que d&#233;put&#233;, Del Ca&#241;o s'est fait connaitre pour avoir refus&#233; les salaires exorbitants avec lesquels la bourgeoisie corrompt les politiciens. Il a touch&#233; le m&#234;me salaire qu'un enseignant et a lutt&#233; pour l'adoption d'une loi qui impose que tout politicien gagne le m&#234;me salaire qu'un enseignant. Cette proposition de loi a contribu&#233; &#227; renforcer les luttes pour les salaires que les professeurs menaient &#224; la m&#234;me p&#233;riode. De cette fa&#231;on, ils pouvaient contrer le discours du gouvernement qui les pr&#233;sentait comme des&#171; privil&#233;gi&#233;s &#187;. Il s'est &#233;galement fait remarquer en tant d&#233;put&#233; r&#233;prim&#233; avec des balles de caoutchouc par la police alors qu'il luttait aux c&#244;t&#233;s des travailleurs dans un piquet contre les licenciements massifs au sein d'une entreprise multinationale.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ces exemples constituent des symboles de comment le PTS combine le militantisme de dirigeants ouvriers dans des centaines d'usines et services strat&#233;giques avec l'action de d&#233;put&#233;s au service de la lutte de classes. Ainsi, il &#233;merge comme une force politique qui projette le FIT sur le devant de la sc&#232;ne nationale. En m&#234;me temps, le PTS a jou&#233; un r&#244;le fondamental pour que lors des derni&#232;res mobilisations nationales contre l'imp&#244;t sur les salaires, des travailleurs classistes et combattifs aient une alternative ind&#233;pendante des bureaucraties syndicales.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Avec l'intention de d&#233;battre avec le PO et IS sur la meilleure candidature possible &#224; la pr&#233;sidentielle, pour exprimer les qualit&#233;s les plus dynamiques du FIT, le PTS a propos&#233; la pr&#233;-candidature pr&#233;sidentielle de Nicol&#225;s Del Ca&#241;o. Face au refus du PO qui a insist&#233; pour pr&#233;senter son candidat Jorge Altamira &#233;tant donn&#233; qu'il s'agit de la figure la plus connue, le PTS a abandonn&#233; la pr&#233;-candidature de Nicol&#225;s Del Ca&#241;o et a propos&#233; une formule pr&#233;sidentielle dans laquelle Del Ca&#241;o accompagnerait Altamira en tant que candidat &#227; vice-pr&#233;sident. Cela aurait permis au PTS et au PO de pr&#233;senter les meilleurs candidats de chaque parti. Cependant, sans aucune explication s&#233;rieuse PO a refus&#233; cette proposition unitaire et maintenant le FIT devra choisir ses candidats &#227; travers les PASO.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Renouveler le FIT avec la force des travailleurs, des femmes et de la jeunesse&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sous le slogan &#171; Renouveler le FIT avec la force des travailleurs, des femmes et de la jeunesse &#187;, la liste du PTS men&#233;e par Del Ca&#241;o et Bregman compte aussi avec l'ex-d&#233;put&#233; de la province de Buenos Aires, Christian Castillo, qui sera candidat au poste de gouverneur de Buenos Aires aux c&#244;t&#233;s d'un r&#233;f&#233;rent du syndicalisme combattif et ouvrier de Kraft Foods, Javier Hermosilla. La candidature &#224; la d&#233;putation nationale au Parlement du Mercosur sera, elle, men&#233;e par le secr&#233;taire ex&#233;cutif du syndicat du m&#233;tro de Buenos Aires, Claudio Dellecarbonara, et par la dirigeante du mouvement de femmes Pan y Rosas, Andrea D'Atri. A la d&#233;putation nationale pour la ville de Buenos Aires candidatera, enfin, Victoria Moyano, militante connue pour les droits de l'Homme et pour &#234;tre fille de militants disparus durant la dictature militaire des ann&#233;es 1970. Elle m&#232;nera une liste compos&#233;e &#227; 70% par des femmes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La principale caract&#233;ristique des listes du PTS-FIT c'est la pr&#233;sence de centaines de travailleurs de diff&#233;rentes entreprises et de services aux c&#244;t&#233;s de militants pour les droits des femmes, &#233;tudiants et des r&#233;f&#233;rents de la lutte pour les droits de l'Homme et contre la r&#233;pression et l'impunit&#233;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dans un communiqu&#233; de presse du PTS, Nicol&#225;s del Ca&#241;o a d&#233;clar&#233; que &#171; face &#224; la polarisation que veulent installer les candidats h&#233;ritiers des ann&#233;es n&#233;olib&#233;rales nous avons propos&#233; une candidature commune du FIT qui a &#233;t&#233; inexplicablement rejet&#233;e par le PO et ses alli&#233;s. Nous voulons renouveler le FIT pour que la force des travailleurs, des femmes et de la jeunesse s'exprime, comme c'est le cas &#227; Mendoza. Nous consid&#233;rons que dans le FIT devraient s'exprimer avec une libert&#233; totale toutes les nuances et tendances qui sont d'accord avec le programme du FIT. Nous avons des listes de grande richesse dans tout le pays et n'avons aucun doute que nous ferons une tr&#232;s bonne &#233;lection le 9 ao&#251;t prochain, qui nous permettra ensuite d'aller tous ensemble, avec le FIT, affronter les partis capitalistes en octobre &#187;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Voici un des clips de la campagne de Nicolas Del Ca&#241;o pour les primaires :&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>PTS, PO e os avan&#231;os da Frente de Esquerda na Argentina</title>
		<link>https://ft-ci.org/PTS-PO-e-os-avancos-da-Frente-de-Esquerda-na-Argentina</link>
		<guid isPermaLink="true">https://ft-ci.org/PTS-PO-e-os-avancos-da-Frente-de-Esquerda-na-Argentina</guid>
		<dc:date>2015-06-23T22:21:00Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Daniel Matos</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>FIT Argentina</dc:subject>
		<dc:subject>Argentina</dc:subject>
		<dc:subject> MRT (Movimento Revolucion&#225;rio de Trabalhadores) do Brasil </dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Seguindo uma tend&#234;ncia ascendente desde que surgiu, a Frente de Esquerda e dos Trabalhadores na Argentina, que acaba de obter importantes triunfos eleitorais em distintos estados, medir&#225; for&#231;as entre seus principais partidos integrantes para decidir os melhores candidatos a enfrentar os partidos capitalistas nas elei&#231;&#245;es de outubro de 2015. PTS, PO e os avan&#231;os da Frente de Esquerda na Argentina&lt;/p&gt;

-
&lt;a href="https://ft-ci.org/Articulos-en-portugues" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en portugu&#233;s&lt;/a&gt;

/ 
&lt;a href="https://ft-ci.org/America-Latina" rel="tag"&gt;Am&#233;rica Latina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Tapa-Central" rel="tag"&gt;Actualidad&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Politica" rel="tag"&gt;Pol&#237;tica&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Analisis" rel="tag"&gt;An&#225;lisis&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/FIT-Argentina" rel="tag"&gt;FIT Argentina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Argentina-100" rel="tag"&gt;Argentina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/http-www-ft-ci-org-Movimento-Revolucionario-de-Trabalhadores-306" rel="tag"&gt; MRT (Movimento Revolucion&#225;rio de Trabalhadores) do Brasil &lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L150xH103/arton9081-eb087.jpg?1694426815' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='103' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Seguindo uma tend&#234;ncia ascendente desde que surgiu, a Frente de Esquerda e dos Trabalhadores na Argentina, que acaba de obter importantes triunfos eleitorais em distintos estados, medir&#225; for&#231;as entre seus principais partidos integrantes para decidir os melhores candidatos a enfrentar os partidos capitalistas nas elei&#231;&#245;es de outubro de 2015. PTS, PO e os avan&#231;os da Frente de Esquerda na Argentina &lt;br class='autobr' /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Neste &#250;ltimo final de semana na Argentina inscreveram-se as f&#243;rmulas que disputaram as elei&#231;&#245;es das chamadas &#8220;Prim&#225;rias Abertas Simult&#226;neas Obrigat&#243;rias&#8221;, mais conhecidas como &#8220;PASO&#8221;. As PASO, que n&#227;o existem no Brasil, constitui uma parte da legisla&#231;&#227;o eleitoral argentina que prev&#234; a realiza&#231;&#227;o , dois meses antes das efetivas elei&#231;&#245;es gerais, de elei&#231;&#245;es pr&#233;vias organizadas pelo Estado, nas quais que cada partido ou coaliz&#227;o eleitoral deve apresentar-se para definir seus candidatos. No dia 9 de agosto, os argentinos comparecer&#227;o &#225;s urnas, e cada eleitor deve escolher um partido ou coaliz&#227;o para votar. Os partidos ou coaliz&#245;es que t&#234;m distintas propostas internas para seus candidatos apresentar&#227;o suas alternativas para que os eleitores escolham os candidatos mais representativos; e o eleitor n&#227;o precisa estar filiado &#227; coaliz&#227;o ou partido em que decidir&#225; votar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As PASO, que passou a funcionar em 2011, foi associada a uma lei proscritiva que prev&#234; um piso m&#237;nimo de votos para que cada partido ou coaliz&#227;o de partidos possa disputar nas elei&#231;&#245;es gerais de outubro. No caso das elei&#231;&#245;es nacionais, s&#227;o exigidos 1,5% dos votos. Uma lei reacion&#225;ria, pois implica no impedimento para que v&#225;rios partidos de esquerda possam expressar suas ideias nas elei&#231;&#245;es; e, al&#233;m disso, permite que a burguesia possa vir a utilizar seus agentes para, arbitrando com na justi&#231;a, intervir nos partidos de esquerda caso se veja amea&#231;ada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A &#8220;Frente de Izquerda e de los Trabajadores&#8221; (FIT) &#233; uma coaliz&#227;o entre o Partido de Trabalhadores Socialistas (PTS, organiza&#231;&#227;o impulsionadora do Esquerda Di&#225;rio no pa&#237;s vizinho) e o &#8220;Partido Obrero&#8221; (PO), que s&#227;o os partidos de esquerda mais conhecidos na Argentina, e tamb&#233;m a organiza&#231;&#227;o chamada Izquierda Socialista (IS). Em agosto, a FIT se apresentar&#225; nas PASO com duas listas alternativas para que os eleitores escolham os melhores candidatos a representar a luta contra os partidos patronais. Partindo de denunciar o car&#225;ter reacion&#225;rio dessa lei, os integrantes da FIT consideram que, em &#250;ltima inst&#226;ncia, essa institui&#231;&#227;o pode ser utilizada para dirimir diverg&#234;ncias entre si, j&#225; que permite auferir junto a seus eleitores os candidatos que melhor lhes representar&#227;o nas elei&#231;&#245;es gerais de outubro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Nicol&#225;s Del Ca&#241;o (PTS) e Myriam Bregman (PTS) competir&#227;o com Jorge Altamita (PO) e Calros Giordano (IS) na f&#243;rmula presidencial&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por um lado, o PTS apresentar&#225; a candidatura do deputado federal Nicol&#225;s Del Ca&#241;o para presidente da rep&#250;blica e da deputada federal referente da luta pelos direitos humanos Myriam Bregman para vice-presidente. Por outro lado, o PO e a IS apresentar&#227;o a candidatura de Jorge Altamira a presidente e Carlos Giordano como vice.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nicol&#225;s Del Ca&#241;o &#233; deputado federal pelo estado de Mendoza, onde em elei&#231;&#245;es municipais e estaduais realizadas nos &#250;ltimos meses os candidatos do PTS na Frente de Esquerda obtiveram os maiores resultados eleitorais da hist&#243;ria do pa&#237;s para cargos executivos. Del Ca&#241;o, como candidato &#227; prefeitura da capital de Mendoza, recebeu 17% dos votos, ficando em segundo lugar, vencendo o tradicional partido peronista que &#233; apoiado pela presidente Cristina Kirchner. Noelia Barbeito, candidata a governadora, obteve 10,37% dos votos, ficando em terceiro lugar numa elei&#231;&#227;o extremamente polarizada entre o partido do governo e a oposi&#231;&#227;o de direita patronal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esses resultados, consolidando um espa&#231;o eleitoral ao longo de seis elei&#231;&#245;es consecutivas, se constitu&#237;ram como um importante aporte do PTS para a proje&#231;&#227;o nacional da Frente de Esquerda. Os &#234;xitos da FIT em Mendoza colocam a possibilidade de que simpatia que Nicol&#225;s Del Ca&#241;o conquistou em amplos setores populares e da juventude em seu estado se estenda nacionalmente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em seu mandato como deputado federal, Del Ca&#241;o ficou conhecido como o parlamentar que se negou a receber os sal&#225;rios exorbitantes com os quais a burguesia corrompe os pol&#237;ticos, recebendo o mesmo que uma professora e batalhando pela aprova&#231;&#227;o de uma lei para que todo pol&#237;tico ganhe o mesmo que uma professora; lei essa que ajudou a fortalecer as lutas salariais dos professores que puderam nela se apoiar para combater os discursos do governo de que seriam supostamente &#8220;privilegiados&#8221;. E tamb&#233;m ficou conhecido como o deputado que foi reprimido com balas de borracha pela pol&#237;cia quando estava junto aos trabalhadores em um piquete contra demiss&#245;es em massa numa multinacional. Essas s&#227;o express&#245;es simb&#243;licas de como o PTS combina a milit&#226;ncia de dirigentes oper&#225;rios em centenas de f&#225;bricas e servi&#231;os estrat&#233;gicos com a atua&#231;&#227;o de parlamentares a servi&#231;o da luta de classes, emergindo como uma for&#231;a pol&#237;tica que projeta a Frente de Esquerda no cen&#225;rio nacional, cumprindo um papel essencial para que nas &#250;ltimas paralisa&#231;&#245;es nacionais contra o imposto aos sal&#225;rios cobrado pelo governo os trabalhadores classistas e combativos aparecessem para milh&#245;es como uma voz independente da burocracia sindical, com propostas para levar a luta at&#233; o final sem subordin&#225;-la a distintas variantes patronais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com o intuito de debater a melhor candidatura presidencial poss&#237;vel para expressar as qualidades mais novas e din&#226;micas da Frente de Esquerda, o PTS prop&#244;s a pr&#233;-candidatura presidencial de Nicol&#225;s Del Ca&#241;o para ser debatida com o PO e a IS. Frente &#227; negativa do PO, que insistiu na candidatura presidencial de Jorge Altamira pelo fato deste ser uma figura mais conhecida, o PTS abriu m&#227;o da pr&#233;-candidatura presidencial de Nico e prop&#244;s uma f&#243;rmula de unidade em que Nico fosse vice de Altamira, permitindo assim potencializar a Frente de Esquerda com o que seus dois partidos constitutivos t&#234;m de mais forte. Sem qualquer explica&#231;&#227;o s&#233;ria, o PO negou essa proposta unit&#225;ria e agora est&#225; largada a campanha na qual a Frente de Esquerda ir&#225; escolher seus candidatos atrav&#233;s das PASO.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Renovar a FIT com a for&#231;a dos trabalhadores, das mulheres e da juventude&lt;br class='autobr' /&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sob o lema &#034;Renovar a Frente de Esquerda com a for&#231;a dos trabalhadores, das mulheres e da juventude&#034;, a lista do PTS encabe&#231;ada por Del Ca&#241;o e Bregman conta tamb&#233;m com o ex deputado estadual Christian Castillo que ir&#225; disputar a candidatura a gobernador pelo estado de Buenos Aires junto com o referente do sindicalismo combativo e trabalhador de Kraft, Javier Hermosilla; enquanto que a candidatura de deputado nacional para o Parlasul ser&#225; encabe&#231;ada pelo membro do Secretariado Executivo do Sindicato do Metr&#244;, Claudio Dellecarbonara, e a referente do movimento de mulheres P&#227;o e Rosas, Andrea D'Atri. Como candidata a deputada nacional pela Cidade de Buenos Aires, Victoria Moyano, conhecida referente dos direitos humanos por ser uma neta de desaparecidos na &#233;poca da ditadura, que integrar&#225; uma lista composta por 70 % de mulheres.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A principal caracter&#237;stica das listas do PTS na Frente de Esquerda &#233; a presen&#231;a de centenas de trabalhadores das mais diversas f&#225;bricas, empresas e servi&#231;os, junto a lutadoras pelos direitos da mulher, estudantes de todos os n&#237;veis e referentes dos direitos humanos contra a repress&#227;o e a impunidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em comunicado de imprensa do PTS Nicol&#225;s del Ca&#241;o declarou que &#034;frente &#227; polariza&#231;&#227;o que querem instalar entre os filhos pol&#237;ticos de Menem como Scioli, Macri e Massa, propusemos uma f&#243;rmula comum da Frente de Esquerda, que inexplicavelmente foi recha&#231;ada pelo Partido Obrero e seus aliados. N&#243;s buscamos renovar a Frente de Esquerda, para que se expresse a for&#231;a dos trabalhadores, das mulheres e da juventude, como j&#225; est&#225; sucedendo em Mendoza. N&#227;o gostamos do pensamento &#250;nico e cremos que na nossa Frente deveriam poder expressar-se com total liberdade todos os matizes e as tend&#234;ncias que concordam com o programa da FIT. Temos listas de luxo em todo o pa&#237;s e n&#227;o temos nenhuma d&#250;vida de que vamos fazer uma muito boa elei&#231;&#227;o dia 9 de agosto, para irmos todos, juntos com os companheiros da outra lista, enfrentar os partidos dos ajustes em outubro&#034;.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>El llanto de Dilma les lava la cara a los asesinos de la dictadura militar</title>
		<link>https://ft-ci.org/El-llanto-de-Dilma-les-lava-la-cara-a-los-asesinos-de-la-dictadura-militar</link>
		<guid isPermaLink="true">https://ft-ci.org/El-llanto-de-Dilma-les-lava-la-cara-a-los-asesinos-de-la-dictadura-militar</guid>
		<dc:date>2014-12-11T17:00:06Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Daniel Matos</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Libertades Democr&#225;ticas</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>
		<dc:subject> LER-QI (Liga Estrategia Revolucionaria) de Brasil </dc:subject>
		<dc:subject>Liliana Ogando Calo</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;El 9/12 fue anunciado el informe de la llamada &#8220;Comisi&#243;n Nacional de la Verdad&#8221;. En la ceremonia, Dilma festej&#243; el pacto que garantiza la impunidad a los responsables por las torturas y asesinatos de la dictadura militar.&lt;/p&gt;

-
&lt;a href="https://ft-ci.org/Articulos-en-castellano" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en castellano&lt;/a&gt;

/ 
&lt;a href="https://ft-ci.org/America-Latina" rel="tag"&gt;Am&#233;rica Latina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Tapa-Central" rel="tag"&gt;Actualidad&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Libertades-Democraticas" rel="tag"&gt;Libertades Democr&#225;ticas&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Politica" rel="tag"&gt;Pol&#237;tica&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Analisis" rel="tag"&gt;An&#225;lisis&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Brasil-101" rel="tag"&gt;Brasil&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/LER-QI-Liga-Estrategia" rel="tag"&gt; LER-QI (Liga Estrategia Revolucionaria) de Brasil &lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Liliana-Ogando-Calo-253" rel="tag"&gt;Liliana Ogando Calo&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L150xH83/arton8786-39252.jpg?1694426815' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='83' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;El 9/12 fue anunciado el informe de la llamada &#8220;Comisi&#243;n Nacional de la Verdad&#8221;. En la ceremonia, Dilma festej&#243; el pacto que garantiza la impunidad a los responsables por las torturas y asesinatos de la dictadura militar. &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La Comisi&#243;n Nacional de la Verdad fue instalada en 2011. Fueron escuchadas 1.120 declaraciones, y registradas un total de 434 v&#237;ctimas. De &#233;stas, 191 muertos, 33 desaparecidos cuyos cuerpos fueron encontrados y 210 que permanecen sin ser ubicados. Durante todo el per&#237;odo de investigaci&#243;n, fue encontrado solo un cuerpo desaparecido, el de Epaminondas Gomes de Oliveira, desaparecido el 20 de agosto de 1971.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El pacto entre el gobierno petista y los militares que dio lugar a esta Comisi&#243;n proh&#237;be a los &#243;rganos del Estado utilizar los hechos descubiertos para castigar a los responsables por los cr&#237;menes. De esta manera, se garantiza la continuidad del pacto fundado en la Ley de Amnist&#237;a de 1979, que al mismo tiempo que amnisti&#243; a las v&#237;ctimas de la dictadura militar, amnisti&#243; tambi&#233;n a los militares responsables de las torturas y asesinatos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Al mismo tiempo en que vert&#237;a l&#225;grimas de cocodrilo, Dilma dej&#243; en claro en su discurso: &#8220;Reconquistamos la democracia a nuestra manera. Por medio de luchas duras, por medio de sacrificios irreparables. Y por medio de pactos y acuerdos nacionales, muchos de ellos traducidos en la Constituci&#243;n de 1988. As&#237; como respetamos y reverenciamos y siempre lo haremos a todos los que lucharon por la democracia, a todos los que cayeron en esa lucha enfrentando la brutalidad ilegal del Estado y que nunca podremos dejar de enaltecer, tambi&#233;n reconocemos y reverenciamos los pactos pol&#237;ticos que nos han llevado a la redemocratizaci&#243;n&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De esta forma, las investigaciones y resultados de la Comisi&#243;n Nacional de la Verdad fueron conducidas de modo tal que se garantizara que no se hiciera p&#250;blica ninguna verdad que generase crisis y tensiones en la relaci&#243;n del gobierno y los militares. M&#225;s a&#250;n teniendo en cuenta que distintos organismos de derechos humanos de renombre internacional ya condenaron una y otra vez a Brasil por la impunidad frente a los cr&#237;menes cometidos bajo la dictadura militar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este pacto de impunidad es necesario al Estado y a los partidos dominantes teniendo en vista que las instituciones represivas responsables por los cr&#237;menes de la dictadura no dejaron de existir. Por el contrario, con una cobertura diferente luego de la redemocratizaci&#243;n se constituyeron en la base de los &#243;rganos especiales de represi&#243;n responsables de los asesinatos permanentes de negros y pobres en la periferia y favelas del pa&#237;s. Tales instituciones son fundamentales para la &#8220;democracia&#8221; de los ricos, pues garantizan la contenci&#243;n y represi&#243;n a las contradicciones y conflictos inherentes a un pa&#237;s de monstruosa desigualdad social y enormes contingentes de pobreza, privados de los derechos sociales m&#225;s elementales.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>Choro de Dilma lava a cara dos assassinos da ditadura militar</title>
		<link>https://ft-ci.org/Choro-de-Dilma-lava-a-cara-dos-assassinos-da-ditadura-militar</link>
		<guid isPermaLink="true">https://ft-ci.org/Choro-de-Dilma-lava-a-cara-dos-assassinos-da-ditadura-militar</guid>
		<dc:date>2014-12-10T18:06:52Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Daniel Matos</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Libertades Democr&#225;ticas</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>
		<dc:subject> LER-QI (Liga Estrat&#233;gia Revolucion&#225;ria) do Brasil </dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;No dia 09/12 (ter&#231;a-feira) foi anunciado o relat&#243;rio da chamada &#8220;Comiss&#227;o Nacional da Verdade&#8221;. Na cerim&#244;nia, Dilma celebrou o pacto que garante a impunidade dos respons&#225;veis pelas torturas e assassinatos da ditadura militar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Comiss&#227;o Nacional da Verdade foi instalada em 2011. Foram ouvidos 1.120 depoimentos, e foram listados um total de 434 v&#237;timas. Desses, 191 mortos, 33 desaparecidos que tiveram seus corpos encontrados, e 210 que permanecem sem localiza&#231;&#227;o. Durante todo o per&#237;odo de investiga&#231;&#227;o, n&#227;o foi encontrado mais que um corpo desaparecido, de Epaminondas Gomes de Oliveira, desaparecido no dia 20 de agosto de 1971.&lt;/p&gt;

-
&lt;a href="https://ft-ci.org/Articulos-en-portugues" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en portugu&#233;s&lt;/a&gt;

/ 
&lt;a href="https://ft-ci.org/America-Latina" rel="tag"&gt;Am&#233;rica Latina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Tapa-Central" rel="tag"&gt;Actualidad&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Libertades-Democraticas" rel="tag"&gt;Libertades Democr&#225;ticas&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Politica" rel="tag"&gt;Pol&#237;tica&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Analisis" rel="tag"&gt;An&#225;lisis&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Brasil-101" rel="tag"&gt;Brasil&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/LER-QI-Liga-Estrategia" rel="tag"&gt; LER-QI (Liga Estrat&#233;gia Revolucion&#225;ria) do Brasil &lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L150xH83/arton8778-e296a.jpg?1694426815' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='83' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;No dia 09/12 (ter&#231;a-feira) foi anunciado o relat&#243;rio da chamada &#8220;Comiss&#227;o Nacional da Verdade&#8221;. Na cerim&#244;nia, Dilma celebrou o pacto que garante a impunidade dos respons&#225;veis pelas torturas e assassinatos da ditadura militar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Comiss&#227;o Nacional da Verdade foi instalada em 2011. Foram ouvidos 1.120 depoimentos, e foram listados um total de 434 v&#237;timas. Desses, 191 mortos, 33 desaparecidos que tiveram seus corpos encontrados, e 210 que permanecem sem localiza&#231;&#227;o. Durante todo o per&#237;odo de investiga&#231;&#227;o, n&#227;o foi encontrado mais que um corpo desaparecido, de Epaminondas Gomes de Oliveira, desaparecido no dia 20 de agosto de 1971.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O pacto entre o governo petista e os militares que instituiu dita Comiss&#227;o pro&#237;be aos &#243;rg&#227;os do Estado utilizar os fatos descobertos para punir os respons&#225;veis pelos crimes. Desta forma, garantiu-se a continuidade do pacto fundado na Lei da Anistia de 1979, que ao mesmo tempo em que anistiou as v&#237;timas da ditadura milita, anistiou tamb&#233;m os militares respons&#225;veis pelas torturas e assassinatos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao mesmo tempo em que vertia l&#225;grimas de crocodilo, Dilma deixou bem claro em seu discurso: &#034;N&#243;s reconquistamos a democracia &#227; nossa maneira. Por meio de lutas duras, por meio de sacrif&#237;cios humanos irrepar&#225;veis. Mas por meio de pactos e acordos nacionais, que est&#227;o muitos deles traduzidos na Constitui&#231;&#227;o de 1988. Assim como respeitamos e reverenciamos e sempre o faremos todos os que lutaram pela democracia, todos os que tombaram nessa luta enfrentando a trucul&#234;ncia ilegal do Estado e n&#243;s jamais poderemos deixar de enaltecer, tamb&#233;m reconhecemos e reverenciamos os pactos pol&#237;ticos que nos levaram &#227; redemocratiza&#231;&#227;o&#034;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desta forma, as investiga&#231;&#245;es e os resultados da Comiss&#227;o Nacional da Verdade n&#227;o poderiam ser conduzidos de outra forma que n&#227;o fosse para garantir que n&#227;o viesse &#227; tona qualquer verdade que gerasse maiores crises e constrangimentos &#227; rela&#231;&#227;o do governo com os militares. Ainda mais tendo em vista que distintos &#243;rg&#227;os de direitos humanos de renome internacional j&#225; condenaram uma e outra vez o Brasil pela impunidade frente aos crimes cometidos na ditadura militar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esse pacto de impunidade &#233; necess&#225;rio ao Estado e aos partidos dominantes tendo em vista que as institui&#231;&#245;es repressivas que foram respons&#225;veis pelos crimes da ditadura n&#227;o deixaram de existir. Pelo contr&#225;rio, apenas com uma envoltura diferente, ap&#243;s a redemocratiza&#231;&#227;o elas passaram a constituir a base dos &#243;rg&#227;os especiais de repress&#227;o que s&#227;o respons&#225;veis pelos assassinatos permanentes de negros e pobres nas periferias e favelas do pa&#237;s. Tais institui&#231;&#245;es s&#227;o fundamentais para a &#8220;democracia&#8221; dos ricos, pois garantem a conten&#231;&#227;o e a repress&#227;o &#225;s contradi&#231;&#245;es e conflitos inerentes a um pa&#237;s de monstruosa desigualdade social e enormes contingentes de pobreza privados dos direitos sociais mais elementares.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A ditadura militar mora em cada Amarildo, casa Cl&#225;udia, cada repress&#227;o &#225;s explos&#245;es sociais nas favelas, que ocorrem frequentemente contra a viol&#234;ncia policial e a falta de direitos b&#225;sicos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Videos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Gilson Dantas, m&#233;dico e soci&#243;logo que foi torturado durante a ditadura militar, em depoimento &#227; Comiss&#227;o da Verdade da Universidade de Bras&#237;lia (UnB), denuncia o pacto de impunidade que necessita ser derrubado para que se possa fazer justi&#231;a.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		
		<enclosure url="http://www.youtube.com/watch?v=jc2cX_MfTL4" length="175501" type="text/html" />
		
		<enclosure url="http://www.youtube.com/watch?v=i8GzswNGCtU" length="170018" type="text/html" />
		
		<enclosure url="http://www.youtube.com/watch?v=4XHG2s64JWE" length="166060" type="text/html" />
		

	</item>



</channel>

</rss>
