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	<title> Fracci&#243;n Trotskista Cuarta Internacional </title>
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		<title>EUA e Cuba: da emenda Platt ao restabelecimento de rela&#231;&#245;es</title>
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		<dc:creator>Facundo Aguirre</dc:creator>


		<dc:subject>EE.UU.</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica Internacional</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Am&#233;rica del Norte</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas/ Partido dos Trabalhadores Socialistas) da Argentina </dc:subject>
		<dc:subject>Cuba</dc:subject>
		<dc:subject>Estados Unidos</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Com essas palavras escritas pouco antes de morrer em 1895, Jos&#233; Mart&#237; alertava sobre o perigo que o imperialismo norteamericano nascente significava para as pretens&#245;es independentistas de Cuba e a vida de conjunto dos povos de Nossa Am&#233;rica. O poeta e l&#237;der dos patriotas cubanos colocava claramente os EUA como um inimigo a se enfrentar: &#8220;Os povos da Am&#233;rica s&#227;o mais livres e pr&#243;speros a medida que se separam dos EUA. Jamais houve na Am&#233;rica, da independ&#234;ncia aos dias de hoje, assunto que demande mais sensatez, nem que obrigue mais vigil&#224;&#162;ncia, nem que pe&#231;a exame mais claro e minucioso, que o convite que os potentes EUA, repletos de produtos invend&#225;veis, e determinados a estender seus dom&#237;nios na Am&#233;rica, fazem &#225;s na&#231;&#245;es americanas de pode reduzido (&#8230;) A Am&#233;rica espanhola pode salvar-se da tirania da Espanha e agora, depois de ver com olhos audazes seus antecedentes, causas e fatores do convite, cabe dizer que chegou a hora para a Am&#233;rica espanhola de declarar sua segunda independ&#234;ncia.&#8221;&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L150xH84/arton8808-63c9a.jpg?1694911658' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='84' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&#8220;&#201; um dever meu evitar, atrav&#233;s da independ&#234;ncia de Cuba, que os Estados Unidos se estendam (&#8230;) sobre outras terras de nossa Am&#233;rica. Tudo o que fiz at&#233; agora e todo o que fa&#231;a de agora em diante tem essa finalidade (&#8230;) Conhe&#231;o o monstro porque j&#225; vivi em suas entranhas.&#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com essas palavras escritas pouco antes de morrer em 1895, Jos&#233; Mart&#237; alertava sobre o perigo que o imperialismo norteamericano nascente significava para as pretens&#245;es independentistas de Cuba e a vida de conjunto dos povos de Nossa Am&#233;rica. O poeta e l&#237;der dos patriotas cubanos colocava claramente os EUA como um inimigo a se enfrentar: &#8220;Os povos da Am&#233;rica s&#227;o mais livres e pr&#243;speros a medida que se separam dos EUA. Jamais houve na Am&#233;rica, da independ&#234;ncia aos dias de hoje, assunto que demande mais sensatez, nem que obrigue mais vigil&#224;&#162;ncia, nem que pe&#231;a exame mais claro e minucioso, que o convite que os potentes EUA, repletos de produtos invend&#225;veis, e determinados a estender seus dom&#237;nios na Am&#233;rica, fazem &#225;s na&#231;&#245;es americanas de pode reduzido (&#8230;) A Am&#233;rica espanhola pode salvar-se da tirania da Espanha e agora, depois de ver com olhos audazes seus antecedentes, causas e fatores do convite, cabe dizer que chegou a hora para a Am&#233;rica espanhola de declarar sua segunda independ&#234;ncia.&#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cuba teve que lidar com a intransig&#234;ncia do imperialismo ianque desde a luta pela independ&#234;ncia ao fim do s&#233;culo XIX. Em uma provoca&#231;&#227;o articulada pelos EUA, em 15 de fevereiro de 1898, uma explos&#227;o queima o porte de Havana. O encoura&#231;ado Maine enviado a costa cubana sem autoriza&#231;&#227;o das autoridades espanholas em cuba, &#233; afundado com um saldo de 154 tripulantes e dois oficiais mortos. Sempre se suspeitou que a explos&#227;o havia sido provocada pelos pr&#243;prios norteamericanos para contar com uma desculpa para invadir a ilha. A guerra de 1898 entre Espanha e EUA deixou como saldo uma derrota dos espanh&#243;is e a conquista da independ&#234;ncia formal de Cuba em 1902. Apenas uma anedota: um dos promotores da guerra nos EUA foi o magnata dos meios de comunica&#231;&#227;o William Randolph Hearst. Em 12 de junho de 1901, a Assembl&#233;ia Constituinte cubana redigiria a Constitui&#231;&#227;o com uma cl&#225;usula, a Emenda Platt, redigida pelo senador norteamericano Edward Platt, como garantia dos interesses norteamericanos na ilha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo a emenda: &#8220;Cuba reconhece o direito dos EUA de intervir em seus assuntos internos; sempre que o &#250;ltimo pa&#237;s o considere necess&#225;rio para a conserva&#231;&#227;o da independ&#234;ncia cubana, e para a manuten&#231;&#227;o de um governo adequado para a prote&#231;&#227;o da vida, propriedade e liberdade individual (&#8230;) Para colocar os EUA em condi&#231;&#245;es de manter a independ&#234;ncia de Cuba e proteger o povo da mesma, assim como em sua pr&#243;pria defesa, Cuba arrendar&#225; ou vender&#225; terras aos EUA; destinadas ao estabelecimento de bases navais e &#227; atividade carvoeira&#8221;. Desde ent&#227;o na ilha existe esse simbolo de neocolonialismo e das torturas e crimes contra a humanidade do estado imperial que &#233; a base militar de Guant&#225;namo. Sob esta cl&#225;usula, em 1906, convocados pelo presidente cubano Tomas Estrada Palma, os EUA interv&#233;m militarmente para impedir uma insurrei&#231;&#227;o popular contra si mesmos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A aboli&#231;&#227;o da Emenda Platt foi o grito de guerra que deu origem ao movimento oper&#225;rio e estudantil cubanos e do nascente Partido Comunista de Cuba, fundado pelo grande revolucion&#225;rio Julio Antonio Mella. At&#233; a revolu&#231;&#227;o de oper&#225;rios e camponeses em 1933 contra o ditador Gerardo Machado, apelidada de &#8220;burro com garras&#8221; devido a sua brutalidade, regeu a Emenda Platt que foi abolida pelo governo nacionalista de Ram&#243;n Grau San Mart&#237;n, que viria a ser derrubado pelo sargento Fulgencio Batista, em servi&#231;o &#225;s elites cubanas e aos interesses norteamericanos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 10 de mar&#231;o de 1952, Batista retoma o poder pela via de um golpe de Estado, conhecido como o madrugazo, para impedir a vit&#243;ria eleitoral do partido ortodoxo, onde um jovem chamado Fidel Castro Ruiz era indicado na lista de deputados, o que despertava o temor no imperialismo e nas classes acomodadas de Cuba. Ainda que n&#227;o tenham apoiado abertamente o golpe, a burguesia e o imperialismo nada fizeram para impedi-lo. Posteriormente, os EUA romperiam com Batista e reivindicariam a partir de sua imprensa os barbudos de Sierra Maestra que lutavam contra o ditador. A famosa capa da revista Time que apresenta os guerrilheiros do M26 como her&#243;is da liberdade, d&#227;o testemunho das expectativas norte-americanas em rela&#231;&#227;o ao movimento opositor a Batista em Cuba. Consumada a revolu&#231;&#227;o em janeiro de 1959, a pol&#237;tica imperialista viria a ser, junto a a&#231;&#227;o de oper&#225;rio e camponeses, o principal foco de radicaliza&#231;&#227;o da revolu&#231;&#227;o cubana que ia para al&#233;m dos seus objetivos democr&#225;ticos originais e terminaria expropriando a burguesia e os propriet&#225;rios de terras, dando origem ao primeiro e &#250;nico at&#233; agora, Estado oper&#225;rio deformado da Am&#233;rica Latina.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dois seriam os momentos mais tensos das rela&#231;&#245;es cubano-norteamericanas neste per&#237;odo: a invas&#227;o da Bah&#237;a de los Cochinos em abril de 1961 por for&#231;as contra revolucion&#225;rias compostas pelos seguidores de Batista e treinadas pela CIA, e a crise dos m&#237;sseis em outubro de 1962 que enfrentou o governo de John Fitzgerald Kennedy, com o governo de Fidel Castro e o Kremlin, encabe&#231;ado por Nikita Kruschov, que colocou misseis nucleares apontando aos EUA em territ&#243;rio cubano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde 1960, o imperialismo norte-americano exerce um bloqueio econ&#244;mico criminoso contra a Ilha. A partir de 1962, o embargo foi total e muitas das debilidades do Estado cubano se explicam por essa politica criminosa que isolou Cuba do mundo e significou uma enorme carga e condi&#231;&#245;es prec&#225;rias para a vida do povo oper&#225;rio e campon&#234;s de Cuba. Desde ent&#227;o o perigo de invas&#245;es norte-americanas pendia como uma espada de D&#225;mocles sobre o pesco&#231;o da revolu&#231;&#227;o cubana. Em 1992, ao momento da queda da URSS, o bloqueio se tornou lei, com o proposito expresso segundo o Ato de Democracia Cubana (Cuban Democracy Act, em ingl&#234;s), onde as san&#231;&#245;es apareciam como passos que Cuba daria rumo &#8220;a democratiza&#231;&#227;o e mostraria mais respeito aos direitos humanos&#8221;. O objetivo estrat&#233;gico era provocar a queda do regime cubano. Em 1996 se sancionou a Lei Burton-Helms que proibia expressamente a possibilidade de fazer neg&#243;cios dentro da ilha ou com o governo de Cuba por parte dos cidad&#227;os estado-unidenses. Foram os anos do chamado per&#237;odo especial, onde a austeridade levou Cuba a beira de uma asfixia econ&#244;mica. Em 1999, o presidente Bill Clinton ampliou o embargo comercial proibindo &#225;s filiais estrangeiras de companhias estado-unidenses de comercializar com Cuba por valores superiores a US$ 700 mi anuais, sendo por isso a primeira lei transnacional do mundo. Contudo, em 2000 o pr&#243;prio Clinton autorizou a venda de certos produtos humanit&#225;rios a Cuba.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi nos tempos do Per&#237;odo Especial, quando sem a ajuda econ&#244;mica das URSS e sem recursos energ&#233;ticos, que a economia cubana esteve &#227; beira de um colapso e a popula&#231;&#227;o viveu tempos de ansiedade e racionamento extremo de seus recursos, ao passo que o governo castrista come&#231;ou a introduzir reformas que permitiram certo alivio na situa&#231;&#227;o, que levaram a um giro maior a partir de 1997, quando se come&#231;aram a implementar reformas de abertura na economia que levaram a que Cuba preservasse invers&#245;es de capitais europeus e latino-americanos. Mais tarde, a partir do apoio econ&#244;mico e energ&#233;tico do governo de Hugo Ch&#225;vez na Venezuela, Cuba aprofundaria o caminho das reformas que hoje, sob o mando de Ra&#250;l Castro, d&#227;o o tom da pol&#237;tica restauracionista da burocracia cubana. At&#233; que em dezembro de 2014, os presidentes dos Estados Unidos e Cuba, Barack Obama e Ra&#250;l Castro, acordam melhorar as rela&#231;&#245;es entre ambos os pa&#237;ses e come&#231;a-se o in&#237;cio do levantamento do bloquei a Cuba por parte dos EUA.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A mudan&#231;a de Fidel Castro por seu irm&#227;o Ra&#250;l operou um acelerador das tendencias restauracionistas produto do descalabro econ&#244;mico geral na Ilha e os interesses que se forjaram sob seu mando j&#225; desde os tempos do Per&#237;odo Especial. Por outro lado, &#233; evidente que a mudan&#231;a de estrat&#233;gia norte-americana sob o comando de Barack Obama fortalece a ala do imperialismo ianque que quer participar das oportunidades de neg&#243;cios que oferece Cuba e constitui um s&#233;rio golpe aos setores mais duros do ex&#237;lio norte-americano na Florida, os gusanos, que eram o setor mais influente na pol&#237;tica norte-americana sobre os assuntos cubanos. A nova pol&#237;tica ianque pode dar ares a uma oposi&#231;&#227;o interna que sob bandeiras democr&#225;ticas busque acelerar a contra-revolu&#231;&#227;o que liquide as conquistas que seguem em p&#233; da revolu&#231;&#227;o de 1959. Distanciado o perigo da invas&#227;o, a contra-revolu&#231;&#227;o democr&#225;tica sob o guarda-chuva do imperialismo &#233; hoje um perigo latento para o futuro da revolu&#231;&#227;o cubana. O papel do Papa Francisco vai no sentido de refor&#231;ar a pol&#237;tica de uma contra-revolu&#231;&#227;o democr&#225;tica. A mesma tem um antecedente na viagem de 1998 de Jo&#227;o Paulo II. Evidentemente com Joseph Ratzinger ao mando da Igreja, o papel da diplomacia vaticana n&#227;o poderia ter o mesmo &#234;xito.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A exig&#234;ncia do fim incondicional do bloqueio norte-americano segue estando na ordem do dia. Assim como tamb&#233;m est&#225; a luta pela democracia dos conselhos de oper&#225;rios, camponeses e soldados, com plena liberdade para os partidos defensores das conquistas da revolu&#231;&#227;o, &#233; uma pol&#237;tica para implementar a luta contra a burocracia privilegiada que hoje comanda uma pol&#237;tica que fortalece a restaura&#231;&#227;o das rela&#231;&#245;es capitalistas e contra qualquer inten&#231;&#227;o de contra-revolu&#231;&#227;o democr&#225;tica burguesa impulsionada pelo imperialismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como dizia Che Guevara, no imperialismo n&#227;o se pode crer nem um pouquinho assim, nada (muito menos se ao seu lado se encontra a Igreja cat&#243;lica). A hist&#243;ria de Cuba, e de toda a Am&#233;rica Latina, d&#225; mostras de sobra de que a ele n&#227;o faltava raz&#227;o.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>EE. UU. y la contrarrevoluci&#243;n en Cuba</title>
		<link>https://ft-ci.org/EE-UU-y-la-contrarrevolucion-en-Cuba</link>
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		<dc:date>2014-12-19T06:40:00Z</dc:date>
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		<dc:creator>Facundo Aguirre</dc:creator>


		<dc:subject>EE.UU.</dc:subject>
		<dc:subject>Historia</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica Internacional</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
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		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas) de Argentina </dc:subject>
		<dc:subject>Cuba</dc:subject>
		<dc:subject>Estados Unidos</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;&#8220;Fidel Castro forma parte del legado de Bol&#237;var. Deb&#237;amos haber dado al fogoso y joven rebelde una m&#225;s calurosa bienvenida en su hora de triunfo&#8221;. Con estas palabras John Fitzgerald Kennedy critic&#243; duramente la actitud de su predecesor en la Casa Blanca, Dwight Eisenhower, cuando en abril de 1959 el l&#237;der de la naciente Revoluci&#243;n Cubana visitaba los EE.UU. El 21 de abril de 1959 Fidel pronunciar&#225; un discurso en un masivo mit&#237;n convocado en el Central Park de New York.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/Estados-Unidos-184" rel="tag"&gt;Estados Unidos&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L150xH80/arton8810-8b9fa.jpg?1694911658' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='80' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;&#8220;Fidel Castro forma parte del legado de Bol&#237;var. Deb&#237;amos haber dado al fogoso y joven rebelde una m&#225;s calurosa bienvenida en su hora de triunfo&#8221;. Con estas palabras John Fitzgerald Kennedy critic&#243; duramente la actitud de su predecesor en la Casa Blanca, Dwight Eisenhower, cuando en abril de 1959 el l&#237;der de la naciente Revoluci&#243;n Cubana visitaba los EE.UU. El 21 de abril de 1959 Fidel pronunciar&#225; un discurso en un masivo mit&#237;n convocado en el Central Park de New York. &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Las relaciones entre Cuba y EE.UU. cambiaron radicalmente producto de la revoluci&#243;n, estableciendo un antes y un despu&#233;s, una ruptura radical con un pasado de colonialismo y opresi&#243;n imperialista aceptada como natural por una burgues&#237;a vasalla. Uno de los grandes logros de la revoluci&#243;n fue que al expropiar a la burgues&#237;a y los terratenientes Cuba pudo cortar los lazos de vasallaje y obtener una aut&#233;ntica independencia nacional respecto al imperialismo. Ese fue hasta el d&#237;a de hoy un gran capital pol&#237;tico de la revoluci&#243;n cubana que le gan&#243; la simpat&#237;a de millones de obreros y campesinos en toda Am&#233;rica Latina.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pero al principio del movimiento revolucionario cubano las cosas no eran tan hostiles como lo fueron posteriormente a la toma del poder por el Ej&#233;rcito Rebelde. Los guerrilleros del M26 exiliados en M&#233;xico que acompa&#241;aron a Fidel Castro en su expedici&#243;n con el Granma se prove&#237;an de armamento a trav&#233;s de los traficantes de los EE.UU., los fusiles M1 Garand. Como m&#237;nimo el Departamento de Estado norteamericano decidi&#243; hacer la vista gorda ante la compra de armamentos de los combatientes cubanos. El New York Times public&#243; el 24 de febrero de 1957, una famosa entrevista a Fidel Castro en la Sierra Maestra, realizada por el periodista norteamericano Herbert Matthews, causando una verdadera conmoci&#243;n a nivel internacional y en la isla. All&#237; Fidel calmaba a los EE.UU: &#8220;Puedo asegurar que no tenemos animosidad contra los Estados Unidos y el pueblo norteamericano (&#8230;) Sobre todo (...) estamos luchando por una Cuba democr&#225;tica y por la conclusi&#243;n de la dictadura&#8221;. Al menos desde 1957 los yanquis tomaron una ambigua distancia de Batista. Fue en esos momentos que los barbudos de la Sierra Maestra eran h&#233;roes rom&#225;nticos para la prensa norteamericana.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Las cosas cambiaron violentamente con la toma del poder y la radicalizaci&#243;n de la revoluci&#243;n. La victoria del Ej&#233;rcito Rebelde descalabr&#243; a las fuerzas militares de Fulgencio Batista y eso empuj&#243; la movilizaci&#243;n obrera y campesina hacia adelante, obligando al gobierno revolucionario a radicalizar sus medidas y provocando simult&#225;neamente la reacci&#243;n del imperialismo. Tres cuestiones alejaron a los EE.UU. de su idilio por los barbudos: el ajusticiamiento de los sicarios de Batista, la Ley de Alquileres y la Ley de Reforma Agraria. Las dos &#250;ltimas afectaban directamente intereses de propietarios norteamericanos. Estados Unidos recibi&#243; con los brazos abiertos a los dignatarios del antiguo r&#233;gimen, incluso a varios criminales de guerra quienes hab&#237;an robado las reservas del Tesoro cubano, llev&#225;ndose 424 millones de d&#243;lares. Desde entonces en Miami los gusanos ser&#225;n un factor fundamental de la contrarrevoluci&#243;n. Por orden de Eisenhower, desde octubre de 1959 comienzan las hostilidades. Aviones procedentes de la Florida bombardean territorio cubano sin ser molestados. El 21 de octubre de 1959, una bomba sobre La Habana lanzada desde un avi&#243;n por Pedro Luis D&#237;az Lanz provoca dos muertos y 45 heridos. El responsable del crimen regresa a Miami y Washington se niega a extraditarlo a Cuba. El 4 de marzo de 1960 se produce en La Habana la explosi&#243;n del vapor franc&#233;s &#034;La Coubre&#034;, que transportaba armas hacia la isla. El sabotaje deja un saldo de 101 muertos y m&#225;s de doscientos heridos. A partir de este hecho la Revoluci&#243;n acu&#241;a la consigna &#8220;Patria o muerte&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En respuesta, el 29 de junio de 1960 el gobierno cubano confisca las refiner&#237;as de Texas Oil Company, Shell y Esso. Como contrapartida EE.UU. incumple el contrato firmado sobre la compra de az&#250;car en 1960 (cabe decir que las exportaciones de az&#250;car eran uno de los pilares econ&#243;micos del pa&#237;s y que EE.UU. era el mayor comprador). El contragolpe de la revoluci&#243;n decretar&#225; el 6 de agosto la confiscaci&#243;n de gran n&#250;mero de empresas estadounidenses, incluyendo las refiner&#237;as de petr&#243;leo, 36 centrales azucareras y las compa&#241;&#237;as de tel&#233;fonos y electricidad. El 15 de octubre Cuba dispuso la confiscaci&#243;n de la propiedad urbana, afectando fuertemente intereses yanquis y cuatro d&#237;as despu&#233;s Washington responder&#225; prohibiendo las exportaciones a la isla, salvo ciertos alimentos, medicinas y suministros m&#233;dicos. El 16 de diciembre se decret&#243; el bloqueo total a la isla y el 3 de enero de 1961, EE.UU. rompi&#243; las relaciones diplom&#225;ticas con Cuba. El 7 de febrero el imperialismo ordena un embargo total contra la isla dando origen al bloqueo criminal de 54 a&#241;os contra Cuba.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La nueva administraci&#243;n de Kennedy seguir&#225; el curso de agresiones hacia la revoluci&#243;n cubana. El 15 de abril, aviones estadounidenses A-26 Invader (con insignias cubanas) bombardean en todo el territorio cubano. Al otro d&#237;a, en el sepelio por las v&#237;ctimas del bombardeo, Fidel Castro define como socialista al proceso revolucionario y afirma: &#8220;Eso es lo que no pueden perdonarnos, que estemos ah&#237; en sus narices &#161;y que hayamos hecho una revoluci&#243;n socialista en las propias narices de Estados Unidos!&#8221;. El 17 y 18 de abril se producen los combates en Bah&#237;a de los Cochinos entre las tropas cubanas y una fuerza mercenaria de 1.500 combatientes entrenados por la CIA que van a ser derrotadas y mayormente capturadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El M26 se vio presionado por dos fuerzas, la de la contrarrevoluci&#243;n alentada por los EE.UU. y la de las masas obreras y campesinas que empujar&#225;n para sobrepasar el programa democr&#225;tico original del M26 y avanzando en la expropiaci&#243;n de la burgues&#237;a y los terratenientes. A este proceso Ernesto Che Guevara lo denomin&#243; como una &#034;revoluci&#243;n de contragolpe&#034;. El bloqueo y las agresiones norteamericanas llevaron a Fidel a recostarse en la URSS y m&#225;s tarde a subordinarse a ella, lo que llev&#243; con el tiempo a un proceso de estalinizaci&#243;n de la revoluci&#243;n y de la pol&#237;tica internacional del castrismo. El punto mas &#225;lgido de estas relaciones del ajedrez pol&#237;tico de la guerra fr&#237;a que pusieron en jaque al mundo fue la crisis de los misiles en octubre de 1962, cuando Kennedy y Jruschov se enfrentaron por el emplazamiento de misiles nucleares en Cuba apuntando a los EE.UU. Como corolario a lo largo de la revoluci&#243;n Fidel Castro enfrent&#243; 637 intentos de asesinato planificados mayoritariamente por la CIA.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El restablecimiento de las relaciones diplom&#225;ticas entre Ra&#250;l Castro y Barack Obama, indica un cambio en la pol&#237;tica contrarrevolucionaria de los EE.UU. Implica que en lugar de atentados y sabotajes (esta a&#250;n por verse si finalizan el bloqueo), buscan liquidar la revoluci&#243;n apostando a introducir el mercado y forjar una oposici&#243;n interna pro-imperialista fuerte.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No se puede esperar de manos de una burocracia privilegiada la defensa de las conquistas de la revoluci&#243;n de 1959, que quedan una vez m&#225;s en manos de las masas obreras y campesinas.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>EE.UU y Cuba: de la enmienda Platt al restablecimiento de relaciones</title>
		<link>https://ft-ci.org/EE-UU-y-Cuba-de-la-enmienda-Platt-al-restablecimiento-de-relaciones</link>
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		<dc:date>2014-12-18T06:36:00Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Facundo Aguirre</dc:creator>


		<dc:subject>EE.UU.</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Am&#233;rica del Norte</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas) de Argentina </dc:subject>
		<dc:subject>Cuba</dc:subject>
		<dc:subject>Estados Unidos</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Con estas palabras escritas poco antes de morir en 1895, Jos&#233; Marti advert&#237;a sobre el peligro que el naciente imperialismo norteamericano entra&#241;aba para las pretensiones independentistas de Cuba y la vida del conjunto de los pueblos de Nuestra Am&#233;rica. El poeta y l&#237;der de los patriotas cubanos se&#241;alaba claramente a EE.UU. como el enemigo a enfrentar: &#8220;Los pueblos de Am&#233;rica son m&#225;s libres y pr&#243;speros a medida que se apartan de EE.UU. Jam&#225;s hubo en Am&#233;rica de la independencia ac&#225;, asunto que requiera m&#225;s sensatez, ni obligue m&#225;s vigilancia, ni pida examen m&#225;s claro y minucioso, que el convite que los EE.UU. potentes, repleto de productos invendibles, y determinados a extender sus dominios en Am&#233;rica, hacen a las naciones americanas de menor poder (&#8230;) De la tiran&#237;a de Espa&#241;a supo salvarse Am&#233;rica espa&#241;ola y ahora, despu&#233;s de ver con ojos judiciales los antecedentes, causas y factores del convite, urge decir, que ha llegado para la Am&#233;rica espa&#241;ola la hora de declarar su segunda independencia.&#8221;&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L150xH84/arton8809-d312b.jpg?1694911658' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='84' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&#8220;Es un deber m&#237;o evitar, mediante la independencia de Cuba, que los Estados Unidos se extiendan (&#8230;) sobre otras tierras de nuestra Am&#233;rica. Todo lo que he hecho hasta ahora y todo lo haga de ahora en adelante tiene esa finalidad (&#8230;) Conozco al monstruo porque he vivido en sus entra&#241;as.&#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Con estas palabras escritas poco antes de morir en 1895, Jos&#233; Marti advert&#237;a sobre el peligro que el naciente imperialismo norteamericano entra&#241;aba para las pretensiones independentistas de Cuba y la vida del conjunto de los pueblos de Nuestra Am&#233;rica. El poeta y l&#237;der de los patriotas cubanos se&#241;alaba claramente a EE.UU. como el enemigo a enfrentar: &#8220;Los pueblos de Am&#233;rica son m&#225;s libres y pr&#243;speros a medida que se apartan de EE.UU. Jam&#225;s hubo en Am&#233;rica de la independencia ac&#225;, asunto que requiera m&#225;s sensatez, ni obligue m&#225;s vigilancia, ni pida examen m&#225;s claro y minucioso, que el convite que los EE.UU. potentes, repleto de productos invendibles, y determinados a extender sus dominios en Am&#233;rica, hacen a las naciones americanas de menor poder (&#8230;) De la tiran&#237;a de Espa&#241;a supo salvarse Am&#233;rica espa&#241;ola y ahora, despu&#233;s de ver con ojos judiciales los antecedentes, causas y factores del convite, urge decir, que ha llegado para la Am&#233;rica espa&#241;ola la hora de declarar su segunda independencia.&#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cuba tuvo que lidiar con la injerencia del imperialismo yanqui desde la lucha por la independencia a finales del siglo XIX. En una provocaci&#243;n montada por EE.UU., 15 de febrero de 1898, una explosi&#243;n ilumina el puerto de La Habana. El acorazado Maine enviado a las costas cubanas sin autorizaci&#243;n de las autoridades espa&#241;olas en Cuba, es hundido con un saldo de 254 tripulantes y dos oficiales muertos. Siempre se sospech&#243; que la explosi&#243;n hab&#237;a sido provocada por los propios norteamericanos para contar con una excusa con la cual invadir la isla. La guerra entre Espa&#241;a y EE.UU. de 1898, dej&#243; como saldo la derrota de los espa&#241;oles y la conquista de la independencia formal de Cuba en 1902. Para la an&#233;cdota queda que uno de los promotores de la guerra en los EE.UU. fue el magnate de los medios William Randolph Hearst. El 12 de junio de 1901, la Asamblea Constituyente cubana redactar&#225; la Constituci&#243;n con una cl&#225;usula, la Enmienda Platt, redactada por el senador norteamericano Edward Platt, como garant&#237;a de los intereses norteamericanos en la Isla.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Seg&#250;n la enmienda: &#8220;Cuba reconoce el derecho de EE.UU. a intervenir en sus asuntos internos; siempre que este &#250;ltimo pa&#237;s lo estime necesario para la conservaci&#243;n de la independencia cubana, y para el mantenimiento de un gobierno adecuado para la protecci&#243;n de la vida, propiedad y libertad individual (&#8230;) Para poner en condiciones a los EE.UU. de mantener la independencia de Cuba y proteger al pueblo de la misma, as&#237; como de su propia defensa, Cuba arrendar&#225; o vender&#225; tierras a los EE.UU.; destinadas al establecimiento de bases carboneras y navales&#8221;. Desde entonces en la Isla existe ese s&#237;mbolo del neocolonialismo y de las torturas y cr&#237;menes de lesa humanidad del estado imperial que es la base militar de Guant&#225;namo. Bajo esta cl&#225;usula, en 1906, convocados por el presidente cubano Tomas Estrada Palma EE.UU., interviene militarmente para impedir una insurrecci&#243;n popular en su contra.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La derogaci&#243;n de la Enmienda Platt fue el grito de guerra que dio origen al movimiento obrero y estudiantil cubano y del naciente Partido Comunista de Cuba fundado por el gran revolucionario Julio Antonio Mella. Hasta la revoluci&#243;n de obreros y campesinos contra el dictador Gerardo Machado de 1933, apodado el &#8220;asno con garras&#8221; debido a su brutalidad, rigi&#243; la Enmienda Platt que fue derogada por el gobierno nacionalista de Ram&#243;n Grau San Mart&#237;n, quien va a ser derrocado por el sargento Fulgencio Batista al servicio de las &#233;lites cubanas y los intereses norteamericanos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El 10 de marzo de 1952 Batista retoma al poder mediante un golpe de Estado, conocido como el madrugazo, para impedir la victoria electoral del partido ortodoxo, donde un joven llamado Fidel Castro Ruiz era n&#250;mero puesto en la lista de diputados, quien despertaba el temor en el imperialismo y las clases acomodadas de Cuba. Si bien la burgues&#237;a y el imperialismo no apoyaron abiertamente el golpe, nada hicieron para impedirlo. Posteriormente EE.UU. romper&#225; con Batista y reivindicar&#225; desde su prensa a los barbudos de la Sierra Maestra que peleaban contra el dictador. La famosa tapa de la revista Time que presenta a los guerrilleros del M26 como h&#233;roes de la libertad, dan testimonio de las expectativas norteamericanas con respecto al movimiento opositor a Batista en Cuba. Consumada la revoluci&#243;n en enero de 1959, la pol&#237;tica imperialista va a ser, junto a la acci&#243;n de obreros y campesinos, el principal foco de radicalizaci&#243;n de la revoluci&#243;n cubana que va a ir m&#225;s all&#225; de sus objetivos democr&#225;ticos originales y terminar&#225; expropiando a la burgues&#237;a y los terratenientes dando origen al primer y &#250;nico hasta ahora, Estado obrero deformado de Am&#233;rica Latina.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dos van a ser los momentos m&#225;s tensos de las relaciones cubano-norteamericanas en este periodo: la invasi&#243;n de Bah&#237;a de los Cochinos en abril de 1961 por fuerzas contrarrevolucionarias integradas por los seguidores de Batista y entrenadas por la CIA, y la crisis de los misiles en octubre de 1962 que enfrent&#243; al gobierno de John Fitzgerald Kennedy, con el gobierno de Fidel Castro y el Kremlin, encabezado por Nikita Jruschov quien hab&#237;a emplazado misiles nucleares apuntando a los EE.UU. en territorio cubano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde 1960 el imperialismo norteamericano ejerce un criminal bloqueo econ&#243;mico contra la Isla. A partir de 1962 el embargo fue total y muchas de las debilidades del Estado cubano se explican por esta pol&#237;tica criminal que aisl&#243; a Cuba del mundo y signific&#243; una enorme carga y condiciones precarias para la vida del pueblo obrero y campesino de Cuba. Desde entonces el peligro de invasi&#243;n norteamericana se esgrimi&#243; como una espada de Damocles sobre el cuello de la revoluci&#243;n cubana. En 1992, luego de la ca&#237;da de la URSS, el bloqueo se convirti&#243; en ley, con el prop&#243;sito expreso seg&#250;n la Cuban Democracy Act de que las sanciones que eran para que Cuba diera pasos hacia &#8220;la democratizaci&#243;n y mostrara m&#225;s respeto hacia los derechos humanos&#8221;. El objetivo estrat&#233;gico era provocar la ca&#237;da del r&#233;gimen cubano. En 1996 se sancion&#243; la Ley Burton-Helms que prohib&#237;a expresamente la posibilidad de hacer negocios dentro de la isla o con el gobierno de Cuba por parte de los ciudadanos estadounidenses. Fueron los a&#241;os del llamado per&#237;odo especial, donde la austeridad llev&#243; a Cuba al borde de la asfixia econ&#243;mica. En 1999, el presidente Bill Clinton ampli&#243; el embargo comercial prohibiendo a las filiales extranjeras de compa&#241;&#237;as estadounidenses comerciar con Cuba por valores superiores a 700 millones de d&#243;lares anuales, siendo por ello la primera ley trasnacional en el mundo. No obstante, en el 2000 el mismo Clinton autoriz&#243; la venta de ciertos productos humanitarios a Cuba.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fue en los tiempos del Periodo Especial, cuando sin la ayuda econ&#243;mica de la URSS y sin recursos energ&#233;ticos la econom&#237;a cubana estuvo al borde del colapso y la poblaci&#243;n vivi&#243; tiempos de zozobra y racionamiento extremo de sus recursos, a la par que el gobierno castrista comenz&#243; a introducir reformas que permitieron cierto alivio a la situaci&#243;n, que llevo a un giro mayor a partir de 1997, cuando se comenzaron a implementar reformas aperturistas en la econom&#237;a que llevaron a que Cuba fuera coto de inversiones de capitales europeos y latinoamericanos. M&#225;s tarde, mediante el apoyo econ&#243;mico y energ&#233;tico del gobierno de Hugo Ch&#225;vez en Venezuela, que Cuba profundizar&#225; en el camino de las reformas que hoy, bajo el mando de Ra&#250;l Castro, son el dictat de la pol&#237;tica restauracionista de la burocracia cubana. Ya en diciembre de 2014, los presidentes de Estados Unidos y Cuba Barack Obama y Ra&#250;l Castro, acuerdan mejorar las relaciones entre ambos pa&#237;ses y comienza el inicio del levantamiento del bloqueo a Cuba por parte de Estados Unidos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El cambio de Fidel Castro por su hermano Ra&#250;l ha operado como un acelerador de las tendencias restauracionistas producto del descalabro econ&#243;mico general en la Isla y los intereses que se forjaron bajo su mando ya desde los tiempos del Periodo Especial. Por otra parte, es evidente que el cambio de estrategia norteamericana bajo el comando de Barack Obama fortalece al ala del imperialismo yanqui que quiere participar de las oportunidades de negocios que ofrece Cuba y constituye un serio golpe a los sectores m&#225;s duros del exilio norteamericano en La Florida, los gusanos, que eran el sector m&#225;s influyente en la pol&#237;tica norteamericana sobre los asuntos cubanos. La nueva pol&#237;tica yanqui puede dar aire a una oposici&#243;n interna que bajo banderas democr&#225;ticas busque acelerar una contrarrevoluci&#243;n que liquide las conquistas que siguen en pie de la revoluci&#243;n de 1959. Alejado el peligro de invasi&#243;n, la contrarrevoluci&#243;n democr&#225;tica bajo el paraguas del imperialismo es hoy un peligro latente para el futuro de la revoluci&#243;n cubana. El papel del Papa Francisco va en el sentido de reforzar la pol&#237;tica de una contrarrevoluci&#243;n democr&#225;tica. La misma tiene un antecedente en el viaje de 1998 de Juan Pablo II. Evidentemente con Joseph Ratzinger al mando de la Iglesia el papel de la diplomacia vaticana no pod&#237;a tener el mismo &#233;xito.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La exigencia del final incondicional del bloqueo norteamericano sigue estando a la orden del d&#237;a. As&#237; como tambi&#233;n la lucha por la democracia de los consejos de obreros, campesinos y soldados, con plena libertad para los partidos defensores de las conquistas de la revoluci&#243;n, es una pol&#237;tica a desplegar para luchar contra una burocracia privilegiada que hoy comanda una pol&#237;tica que fortalece la restauraci&#243;n de las relaciones capitalistas y contra cualquier intento de contrarrevoluci&#243;n democr&#225;tica burguesa impulsada por el imperialismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como dec&#237;a el Che Guevara, al imperialismo no hay que creerle ni un tantito as&#237;, nada (mucho m&#225;s si a su lado se encuentra la Iglesia cat&#243;lica). La historia de Cuba, y de toda Am&#233;rica Latina, da muestras de sobra de que raz&#243;n no le faltaba.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>The return of the dangerous subject</title>
		<link>https://ft-ci.org/The-return-of-the-dangerous-subject</link>
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		<dc:date>2013-08-01T07:30:00Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>en</dc:language>
		<dc:creator>Facundo Aguirre, Ruth Werner</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica Internacional</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Yosef M.</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas/ Socialist Workers Party), from Argentina </dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;In just eight months, the scene of the class struggle in South America has changed completely, with the intervention of the working class as one of the outstanding axes of the social process. Let's take a look:&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Friday, July 19, 2013&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;In just eight months, the scene of the class struggle in South America has changed completely, with the intervention of the working class as one of the outstanding axes of the social process. Let's take a look:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Argentina. November 20, 2012. The call for the general strike by Hugo Moyano's CGT, that was the central component of the governability of the Kirchner years, after the December 2001 rebellion, is used by the working class to bring the country to a standstill. There begins a process in the consciousness of groups of the workers, that are expressing their opposition to the government like that, and that now has its expression in hundreds of conflicts throughout the country. November 20 showed that the class-conscious organizations achieved by the left in the previous stage, could play a leading role on the picket lines, by blocking streets and roads, that helped groups of workers not signed up in Moyano's CGT, not to go to work, and made it possible for the widespread discontent to be expressed. However, the policy of Moyano's bureaucracy was only to play at the struggle for a little while, in order quickly to leave the streets and subordinate itself to the right-wing Peronist opposition to the government, facing the election campaign. The political crisis is what is dynamic now. Rule by the Kirchners confronts the challenge of a group from the territorial political machine of Peronism in Buenos Aires and from an alliance between the remains of Duhalde's rule, with the union bureaucracy. In the split of Peronism and its bureaucracy, the prospect of a national crisis is projected, provided that the working class intervenes as a political factor with its own demands and methods. The phenomenon of increasing workers' struggles indicates the possibility that there will develop a recomposition of the rank and file organizations of the workers' movement, which, because of the loss of prestige of the old union leaderships to represent the interests of all the workers, puts on the agenda the self-organization and grouping of activism along class-conscious and anti-bureaucratic lines, where the revolutionary left has to act in a decisive manner.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bolivia, May 2013. The workers of Bolivia, with the miners, teachers, health-care and industrial workers in the vanguard, begin a process of struggle that has its peak in the fifteen days of a general strike with road blockades: a big independent workers' action that confronts the pensions law of Evo Morales' government. The working class has totally recovered from the harsh defeat received during the neo-liberal cycle. This time, the class struggle unites thousands and thousands of workers in the streets. As we say in this article, &#8220;During the 15 days of struggle, hundreds of thousands of workers occupied between 35 and 40 points of blockade on national roads, with massive mobilizations in all and in each one of the Departments, strikes among teachers, healthcare workers, and some mining enterprises, as industrial workers demonstrate that the social subject that was given up for dead, as finished, is showing that it is alive and is beginning to recover an ability to fight that has not been seen in these two decades.&#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The process exposes the government of Evo Morales, that had to resort to the mobilization of the bureaucracy of the peasants and indigenous peoples, to confront the power of the workers in the streets; the right to strike has been prohibited, and hundreds of workers are being arrested, and [the authorities] are launching a campaign of false accusations against the Trotskyist left, accusing it of conspiring for a coup d'&#233;tat. The condemnation of Trotskyism conceals a more general attack on a subjective tendency of great importance for one of the most militant and revolutionary proletariats of Our America, that of the formation of a Workers Party, based on the miners' unions, that, despite the harsh political struggle inside it, against the tendencies of the union leaderships towards reformism and conciliation, expresses an advance in the constitution of the Bolivian working class as a center of a class opposition on the left to Evo Morales' government.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Brazil: July 11, 2013. The strike called by the CUT and other union organizations is ending. The millions of young people, students and groups from the middle classes, that mobilized against the inadequacy of transportation, governmental corruption in a Brazil of violent social inequalities, have opened the road to the bursting in of a much more dangerous subject. The workers, the social base par excellence of the PT government, are the key element of the day. Metalworkers, oil workers, dock workers, bank clerks, shop workers. Despite the policy of the CUT's PT leadership, that is betting on preventing a forceful struggle, on many occasions, the mobilizations were beyond the directives of the union bureaucracy. Like the General Motors workers, that improvise barricades blocking the highways, or the thousands that went to the streets in different cities of the country.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Chile: July 11, 2013. The biggest workers' mobilization since the collapse of the Pinochet dictatorship, happens. The CUT (United Workers' Federation), lined up by the CP, tried to exercise bureaucratic control, by preventing the private-sector workers from joining the national strike. But the day becomes a big, militant workers' action, which the student movement joins. 150,000 people go out to demonstrate. The emergence of a vanguard of workers, that is the outstanding protagonist on the barricades, that extend through several communities, and, on several occasions, confront the police, is also a fact. Everyone is aiming against the economic model, that has started to break down, against the Chilean health care, educational and social security system. As our comrades of the Chilean PTR say, &#8220;The worker-student unity continues advancing in the streets, with the June 26 strike and mobilization and the July 11 National Strike with a mobilization. The class struggle continues its tendency to intensify. The entire legacy of the dictatorship, preserved and deepened by the Concertaci&#243;n and the right wing, is creaking.&#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;By way of a conclusion: The recent events in Brazil announce that a sleeping giant, that is, the Brazilian proletariat, has begun to move. But its bursting in does not constitute a bolt of lightning from the blue. It is recorded within the response that groups of the masses are making, facing the attacks of the world capitalist crisis. They are the expression in the subcontinent of the enormous mobilizations that we saw in Turkey or Egypt (where the process is more acute); it is part of the emergence of young people that is increasing in several countries, where the workers are also beginning to intervene. However, the phenomenon that involves the Latin American South has a distinctive feature: in only eight months, the working class has taken a stance as one of the fundamental detachments of the class struggle. The re-emergence of the working class has given new strength to the unions as a political factor. Weakened in the neoliberal phase by unemployment and the profound division of the workers' ranks, for which the union bureaucrats share responsibility, and relatively invigorated by the objective recomposition of the workers' forces in the production process, they are going to the front, but with corrupted bureaucratic and reformist leaderships, in many cases discredited in front of their rank and file.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;In Brazil, Argentina and Bolivia, the workers, with greater or lesser political perception, are beginning to confront post-neoliberal progressive governments that are completing their cycle and that had, as a function, containing the wave of social rebellions of the beginning of the twenty-first century. A change in the subjectivity of big swaths of the workers, that opens up possibilities for strengthening the rank and file organizations of the workers, of the tendencies to self-organization, to workers' and popular unity and class political independence. In contrast, in Chile, the working class is fighting against the government of the right-winger Pi&#241;era and a regime inherited from Pinochet's rule, that, despite attempts at self-reform, remains an anachronism. But perhaps the experiment that their class brothers are beginning to make, by crossing the borders, will allow groups of the Chilean proletariat to avoid falling into the trap of progressivism.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;It should be noted that this new South American workers' movement is going into action at a time when the international capitalist crisis is not yet directly affecting the regional economies, and its list of demands has more to do with the defense of recently achieved social positions or rights delayed, than with a direct attack by the capitalists on their living conditions, refuting the common view that only associates the re-emergence of the workers with economic catastrophe.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The South American proletariat is moving again, answering with the class struggle, the post-modern theories that eliminated the revolutionary character of the working class as an emancipating subject. Now it is returning to the scene &#8211; although certainly with enormous contradictions &#8211; but not like a shooting star that disappears on the horizon: it is a power that is beginning to assert its presence to stay. In the 1990's, in the rise of neo-liberalism, the subversive role of the working class was thought to be finished, next to ideologies. Roughly at the end of the twentieth century, the &#8220;multitude&#8221; replaced the working class as an emancipating subject, according to the autonomist theories, that were a little late in succumbing to the &#8220;charm&#8221; of the progressive governments of the Southern Cone, by building the alliance between the social movements and the semi-colonial bourgeois states, as a subject of change. Now pages and pages are being written about Brazil and the emergence of the middle classes, pointing at the spirit of the &#8220;outraged ones,&#8221; where it seemed to take up the &#8220;multitude&#8221; again, without noticing the profound phenomenon of the proletarian class struggle. It is a soothing vision that makes its own the common sense of the bourgeoisie. Recognizing that does not mean denying the importance of the social mobilizations of the middle classes and the youth, in front of the crisis of the post-neoliberal governments. Without understanding that that middle class that in Brazil went out to the street to question the PT government from the left, has permitted the dangerous subject to take its first steps. Let us recall that the Argentinian revolutionary Liborio Justo knew to point out that from the unity of the proletariat of Brazil and Argentina, the driving forces of the social revolution in the Southern Cone of Our America could be glimpsed.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;We are witnessing, then, the first steps of a giant, not without contradictions, detours and setbacks. For revolutionaries, the emergence of the working class creates the possibility that militant vanguards will take shape, that will lay the foundations for building revolutionary parties embedded in the working class. The Marxist left has to work with the perspective of uniting the working class, of recovering the unions as weapons through the expulsion of the bureaucracy from the unions and of working-class and popular self-organization, by preparing a program that will unite all the oppressed, the middle classes and impoverished peasants, against their common enemy, capitalism, its state and its political agents. The reconstruction of revolutionary Marxism, that will lead the coming class struggle, will depend on the independent resurgence of the working class.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;Translated by Yosef M.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>O retorno do sujeito perigoso</title>
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		<dc:date>2013-07-23T20:02:16Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Facundo Aguirre, Ruth Werner</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Movimiento Obrero</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas/ Partido dos Trabalhadores Socialistas) da Argentina </dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Em apenas oito meses, mudou por completo o cen&#225;rio da luta de classes na Am&#233;rica Latina, destacando-se a interven&#231;&#227;o da classe oper&#225;ria como um dos eixos do processo social.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Em apenas oito meses, mudou por completo o cen&#225;rio da luta de classes na Am&#233;rica Latina, destacando-se a interven&#231;&#227;o da classe oper&#225;ria como um dos eixos do processo social. Vejamos:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Argentina: 20 de novembro de 2012. O chamado &#227; greve geral por parte da CGT de Hugo Moyano, que foi pe&#231;a central da governabilidade dos anos kirchneristas depois da rebeli&#227;o de dezembro de 2001, &#233; aproveitado pela classe oper&#225;ria para paralisar o pa&#237;s. Come&#231;a um processo na consci&#234;ncia de setores dos trabalhadores que expressam assim sua oposi&#231;&#227;o ao governo, e que hoje tem sua express&#227;o em centenas de conflitos em todo o pa&#237;s. O 20N mostrou que as organiza&#231;&#245;es classistas conquistadas pela esquerda na etapa anterior puderam desempenhar um papel protagonista nos piquetes, cortando ruas e rodovias que colaboraram a que setores dos trabalhadores n&#227;o envolvidos na CGT Moyano n&#227;o fossem trabalhar, e pudesse se expressar um descontentamento generalizado. N&#227;o obstante, a pol&#237;tica da burocracia moyanista n&#227;o era outra que lan&#231;ar por um curto per&#237;odo &#224; luta, para rapidamente abandonar as ruas e subordinar-se &#227; oposi&#231;&#227;o peronista de direita ao governo, de cara &#227; campanha eleitoral. O din&#226;mico agora &#233; a crise pol&#237;tica. O kirchnerismo se enfrenta ao desafio de um setor do aparato territorial do peronismo bonaerense e de uma alian&#231;a com os restos do duhaldismo com a burocracia sindical. Na divis&#227;o do peronismo e de sua burocracia se projeta a perspectiva de uma crise nacional, na condi&#231;&#227;o de que a classe oper&#225;ria intervenha como um fator pol&#237;tico com suas demandas e m&#233;todos. O fen&#244;meno de lutas oper&#225;rias crescentes assinala a possibilidade de que se desenvolva uma recomposi&#231;&#227;o das organiza&#231;&#245;es de base do movimento oper&#225;rio, que pelo desprest&#237;gio das velhas dire&#231;&#245;es sindicais para representar os interesses do conjunto dos trabalhadores, ponha na ordem do dia a auto-organiza&#231;&#227;o e o agrupamento do ativismo sobre linhas classistas e anti-burocr&#225;ticas, onde a esquerda revolucion&#225;ria tem de atuar decididamente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bol&#237;via. Maio de 2013. Os trabalhadores da Bol&#237;via, com os mineiros, professores, trabalhadores da sa&#250;de e fabris na vanguarda, iniciam um processo de luta que tem seu pico nos 15 dias de greve geral com bloqueios de rodovias: uma grande a&#231;&#227;o oper&#225;ria independente que enfrenta a Lei de aposentadoria do governo de Evo Morales. A classe oper&#225;ria se recuperou totalmente da dura derrota recebida durante o ciclo neoliberal. Desta vez a luta de classes une milhares e milhares de trabalhadores nas ruas. Como dissemos neste artigo &#8220;Durante os 15 dias de luta, centenas de milhares de trabalhadores ocuparam entre 35 e 40 pontos de bloqueio nas rodovias nacionais, mobiliza&#231;&#245;es massivas em todos e cada um dos departamentos, greves no magist&#233;rio, sa&#250;de, e algumas empresas mineiras como fabris, mostram que o sujeito social que se deu por morto, por acabado, est&#225; mostrando que est&#225; vivo e que come&#231;a a recuperar uma capacidade de luta que n&#227;o se via h&#225; duas d&#233;cadas&#8221;. O processo desmascara o governo de Evo Morales, que teve de recorrer &#227; mobiliza&#231;&#227;o da burocracia camponesa e ind&#237;gena para fazer frente ao poder nas ruas dos trabalhadores, pro&#237;be-se o direito de greve e se det&#234;m centenas de trabalhadores, lan&#231;ando-se uma campanha de cal&#250;nias contra a esquerda trotskista, acusando-a de conspirar para um golpe de Estado. A den&#250;ncia ao trotskismo esconde um ataque mais geral a uma tend&#234;ncia subjetiva de grande import&#226;ncia para um dos proletariados mais combativos e revolucion&#225;rios de nossa Am&#233;rica, o da forma&#231;&#227;o de um Partido dos Trabalhadores baseados nos sindicatos mineiros, que, apesar da dura luta pol&#237;tica em seu interior contra as tend&#234;ncias ao reformismo e &#227; concilia&#231;&#227;o de parte das dire&#231;&#245;es sindicais, expressa um avan&#231;o na constitui&#231;&#227;o da classe oper&#225;ria boliviana como eixo de uma oposi&#231;&#227;o de classe e pela esquerda ao governo de Evo Morales.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Brasil: 11 de julho de 2013. Cumpre-se a paralisa&#231;&#227;o nacional chamada pela CUT e outras organiza&#231;&#245;es gremiais. Os milh&#245;es de jovens, estudantes e setores das classes m&#233;dias que se mobilizaram contra a defici&#234;ncia do transporte, a corrup&#231;&#227;o governamental em um Brasil de violentas desigualdades sociais, abriram o caminho &#227; irrup&#231;&#227;o de um sujeito muito mais perigoso. A chave da jornada s&#227;o os trabalhadores, a base social por excel&#234;ncia do governo do PT. Metal&#250;rgicos, petroleiros, portu&#225;rios, banc&#225;rios, trabalhadores dos com&#233;rcios. Em que pese &#227; pol&#237;tica da dire&#231;&#227;o petista da CUT que se joga a evitar uma luta contundente, as mobiliza&#231;&#245;es, em muitas oportunidades, se deram para al&#233;m das dire&#231;&#245;es da burocracia sindical. Como os oper&#225;rios da General Motors, que improvisaram barricadas parando as autopistas; ou os milhares que foram &#225;s ruas em distintas cidades do pa&#237;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Chile: 11 de julho de 2013. Produz-se a maior mobiliza&#231;&#227;o de trabalhadores desde a queda da ditadura pinochetista. A CUT (Central Unit&#225;ria de Trabalhadores), alinhada pelo PC, tratou de controlar burocraticamente impedindo que se somassem os trabalhadores privados &#227; paralisa&#231;&#227;o nacional. Mas a jornada se transforma numa grande a&#231;&#227;o oper&#225;ria combativa, &#227; qual se soma o movimento estudantil. 150 mil pessoas saem a manifestar. &#201; um fato tamb&#233;m o surgimento de uma vanguarda oper&#225;ria que &#233; a destacada protagonista de barricadas que se estendem por v&#225;rias comunas, e em v&#225;rias oportunidades enfrentam os carabineros. Todos apontam contra o modelo econ&#244;mico (que come&#231;ou a afundar), contra o sistema de sa&#250;de, de educa&#231;&#227;o, e o sistema previdenci&#225;rio chilenos. Como dizem nossos companheiros do PTR-Chile, &#8220;a unidade oper&#225;rio-estudantil segue avan&#231;ando nas ruas, com a paralisa&#231;&#227;o e mobiliza&#231;&#227;o do 26 de junho e a paralisa&#231;&#227;o nacional com mobiliza&#231;&#227;o no dia 11 de julho. A luta de classes continua sua tend&#234;ncia a intensificar-se. Toda a heran&#231;a da ditadura, conservada e aprofundada pela direita e pela Concertaci&#243;n, est&#225; come&#231;ando a ruir&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A modo de conclus&#227;o: os acontecimentos recentes no Brasil anunciam que come&#231;ou a mover-se um gigante adormecido: o proletariado brasileiro. Mas sua irrup&#231;&#227;o n&#227;o constitui um raio em c&#233;u azul. Inscreve-se dentro da resposta que setores de massas est&#227;o dando frente aos embates da crise capitalista mundial. S&#227;o a express&#227;o no subcontinente das enormes mobiliza&#231;&#245;es que vimos na Turquia ou no Egito (onde o processo &#233; mais agudo), &#233; parte da emerg&#234;ncia juvenil que cresce em v&#225;rios pa&#237;ses, onde tamb&#233;m os trabalhadores come&#231;am a intervir. N&#227;o obstante, o fen&#244;meno que compromete o Sul da Am&#233;rica Latina tem algo distintivo: a classe oper&#225;ria, em apenas oito meses, posicionou-se como um dos destacamentos fundamentais da luta de classes. O ressurgir da classe oper&#225;ria deu nova for&#231;a aos sindicatos como fator pol&#237;tico. Debilitados na fase neoliberal pelo desemprego e a profunda divis&#227;o nas fileiras oper&#225;rias &#8211; das quais s&#227;o co-respons&#225;veis os burocratas sindicais &#8211; e revigorados relativamente pela recomposi&#231;&#227;o objetiva das for&#231;as oper&#225;rias no processo de produ&#231;&#227;o, seguem em frente, mas com dire&#231;&#245;es burocr&#225;ticas e reformistas corrompidas, e em muitos casos, deslegitimadas ante suas bases.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No Brasil, Argentina e Bol&#237;via, os trabalhadores, com maior ou menor percep&#231;&#227;o pol&#237;tica, come&#231;am a enfrentar governos posneoliberais progressistas que cumprem seu ciclo, e que tiveram por fun&#231;&#227;o conter a onda de rebeli&#245;es sociais de princ&#237;pios do s&#233;culo XXI. Uma mudan&#231;a de subjetividade de grandes camadas dos trabalhadores que abre possibilidades para o fortalecimento das organiza&#231;&#245;es de base dos trabalhadores, das tend&#234;ncias &#227; autoorganiza&#231;&#227;o, &#227; unidade oper&#225;ria e popular e a independ&#234;ncia pol&#237;tica de classe. Por sua vez, no Chile a classe oper&#225;ria luta contra o governo do direitista Pi&#241;era e um regime herdado do pinochetismo que, em que pese as tentativas de autoreforma, permanece no anacronismo. Mas talvez a experi&#234;ncia que come&#231;am a fazer seus irm&#227;os de classe cruzando as fronteiras permita camadas do proletariado chileno n&#227;o cair na armadilha do &#8220;progressismo&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cabe assinalar que este novo movimento oper&#225;rio sulamericano entra em a&#231;&#227;o quando a crise capitalista internacional n&#227;o afeta ainda de frente as economias regionais e sua agenda de demandas tem mais a ver com a defesa de posi&#231;&#245;es sociais recentemente conquistadas ou direitos postergados, mas do que com um ataque direto dos capitalistas a suas condi&#231;&#245;es de vida, desmentindo a vis&#227;o vulgar que s&#243; associa o ressurgimento dos trabalhadores &#227; cat&#225;strofe econ&#244;mica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O proletariado sulamericano volta a colocar-se em movimento respondendo com a luta de classes as teorias posmodernas que liquidaram o car&#225;ter revolucion&#225;rio da classe oper&#225;ria como sujeito emancipador. Hoje volta ao cen&#225;rio &#8211; ainda que certamente com enormes contradi&#231;&#245;es &#8211; mas n&#227;o como uma estrela fugaz que se perde no horizonte: &#233; uma pot&#234;ncia que come&#231;a a afirmar sua presen&#231;a para ficar. Nos '90, no auge do neoliberalismo, deu-se por terminado o papel subversivo da classe oper&#225;ria junto ao fim das ideologias. A finais do s&#233;culo XX, a &#8220;multid&#227;o&#8221; substitu&#237;a a classe oper&#225;ria como sujeito emancipador segundo rezavam as teorias autonomistas que pouco tardaram em sucumbir ao &#8220;encanto&#8221; dos governos progressistas do Cone Sul, erigindo a alian&#231;a entre os movimentos sociais e os estados burgueses semicoloniais como sujeito de mudan&#231;a. Hoje se escrevem p&#225;ginas e p&#225;ginas sobre o Brasil e a emerg&#234;ncia das classes m&#233;dias assinalando o esp&#237;rito dos &#8220;indignados&#8221; onde parecia retornar a &#8220;multid&#227;o&#8221; sem precatar-se do fen&#244;meno profundo da luta de classes prolet&#225;ria. Uma vis&#227;o tranquilizadora que &#233; pr&#243;pria do senso comum da burguesia. Reconhec&#234;-lo n&#227;o significa negar a import&#226;ncia das mobiliza&#231;&#245;es sociais das classes m&#233;dias e da juventude ante a crise dos governos posneoliberais. Mas entender que esta classe m&#233;dia, que no Brasil saiu &#225;s ruas a questionar pela esquerda o governo do PT, permitiu que o sujeito perigoso desse seus primeiros passos. Recordemos que o revolucion&#225;rio argentino Liborio Justo soube assinalar que da unidade entre o proletariado do Brasil e da Argentina se podia entrever as for&#231;as impulsoras da revolu&#231;&#227;o social no Cone Sul de nossa Am&#233;rica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assistimos ent&#227;o aos primeiros passos de um gigante, n&#227;o isento de contradi&#231;&#245;es, desvios e retrocessos. Para os revolucion&#225;rios o surgimento da classe oper&#225;ria coloca a possibilidade de que tomem corpo vanguardas militantes que assentem as bases para construir partidos revolucion&#225;rios ancorados na classe oper&#225;ria. A esquerda marxista tem de trabalhar na perspectiva de unir a classe trabalhadora, de recuperar os sindicatos como ferramentas de combate mediante a expuls&#227;o da burocracia sindical e da autoorganiza&#231;&#227;o oper&#225;ria e popular, elaborando um programa que unifique todos os oprimidos, as classes m&#233;dias e os camponeses pobres contra seu inimigo comum, o capitalismo, seu Estado e seus agentes pol&#237;ticos. Do ressurgimento independente da classe oper&#225;ria depender&#225; a reconstru&#231;&#227;o de um marxismo revolucion&#225;rio que guie a luta de classes por vir.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>El retorno del sujeto peligroso</title>
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		<dc:creator>Facundo Aguirre, Ruth Werner</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Movimiento Obrero</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas) de Argentina </dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;En tan s&#243;lo ocho meses ha cambiado por completo el escenario de la lucha de clases en Sudam&#233;rica, destac&#225;ndose la intervenci&#243;n de la clase obrera como uno de los ejes del proceso social.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/Articulos-en-castellano" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en castellano&lt;/a&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/Movimiento-Obrero" rel="tag"&gt;Movimiento Obrero&lt;/a&gt;, 
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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_3928 spip_documents'&gt;
&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L500xH306/arton22981-b23b8.jpg?1701542872' width='500' height='306' alt=&#034;&#034; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En tan s&#243;lo ocho meses ha cambiado por completo el escenario de la lucha de clases en Sudam&#233;rica, destac&#225;ndose la intervenci&#243;n de la clase obrera como uno de los ejes del proceso social. Veamos:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Argentina. 20 de noviembre de 2012. El llamado al paro general de parte de la CGT de Hugo Moyano, que fue la pieza central de la gobernabilidad de los a&#241;os kirchneristas despu&#233;s de la rebeli&#243;n de diciembre de 2001, es aprovechado por la clase obrera para paralizar el pa&#237;s. Comienza un proceso en la conciencia de sectores de los trabajadores que expresan as&#237; su oposici&#243;n al gobierno y que hoy tiene su expresi&#243;n en cientos de conflictos en todo el pa&#237;s. El 20N mostr&#243; que las organizaciones clasistas conquistadas por la izquierda en la etapa anterior pudieron jugar un papel protag&#243;nico en los piquetes cortando calles y rutas que colaboraron a que sectores de los trabajadores no enrolados en la CGT Moyano no fueran a trabajar y pudiera expresarse el descontento generalizado. Sin embargo, la pol&#237;tica de la burocracia moyanista no era otra que jugar a la lucha un rato para r&#225;pidamente, abandonar la calle y subordinarse a la oposici&#243;n peronista de derecha al gobierno, de cara a la campa&#241;a electoral. Lo din&#225;mico ahora es la crisis pol&#237;tica. El kirchnerismo se enfrenta al desaf&#237;o de un sector del aparato territorial del peronismo bonaerense y de una alianza entre los restos del duhaldismo con la burocracia sindical. En la divisi&#243;n del peronismo y de su burocracia se proyecta la perspectiva de una crisis nacional, a condici&#243;n de que la clase obrera intervenga como un factor pol&#237;tico con sus demandas y m&#233;todos. El fen&#243;meno de luchas obreras crecientes se&#241;alan la posibilidad de que se desarrolle una recomposici&#243;n de las organizaciones de base del movimiento obrero que por el desprestigio de las viejas dirigencias sindicales para representar los intereses del conjunto de los trabajadores ponga al orden del d&#237;a la autoorganizaci&#243;n y el agrupamiento del activismo sobre l&#237;neas clasistas y anti burocr&#225;ticas donde la izquierda revolucionaria tiene que actuar decididamente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bolivia. Mayo de 2013. Los trabajadores de Bolivia, con los mineros, maestros, trabajadores de salud y fabriles a la vanguardia, inician un proceso de lucha que tiene su pico en los 15 d&#237;as de huelga general con bloqueos de caminos: una gran acci&#243;n obrera independiente que enfrenta la ley de Pensiones del gobierno de Evo Morales. La clase obrera se ha recuperado totalmente de la dura derrota recibida durante el ciclo neoliberal. Esta vez la lucha de clases une a miles y miles de trabajadores en las calles. Como decimos en este art&#237;culo &#8220;Durante los 15 d&#237;as de lucha, cientos de miles de trabajadores ocuparon entre 35 y 40 puntos de bloqueo en rutas nacionales, movilizaciones masivas en todos y en cada uno de los departamentos, huelgas en magisterio, salud, y algunas empresas mineras como fabriles muestran que el sujeto social al que se dio por muerto, por acabado, est&#225; mostrando que est&#225; vivo y que empieza a recuperar una capacidad de lucha que no se ve&#237;a en estas dos d&#233;cadas&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El proceso desenmascara al gobierno de Evo Morales que debi&#243; recurrir a la movilizaci&#243;n de la burocracia campesina e ind&#237;gena para hacerle frente al poder en las calles de los trabajadores, se proh&#237;be el derecho de huelga y se detienen a cientos de trabajadores y lanzan una campa&#241;a de calumnias contra la izquierda trotskista acus&#225;ndola de conspirar para un golpe de Estado. La denuncia al trotskismo esconde un ataque m&#225;s general a una tendencia subjetiva de gran importancia para uno de los proletariados m&#225;s combativos y revolucionarios de Nuestra Am&#233;rica, el de la formaci&#243;n de un Partido de los Trabajadores basado en los sindicatos mineros, que, a pesar de la dura lucha pol&#237;tica en su interior contra las tendencias al reformismo y la conciliaci&#243;n de parte de las direcciones sindicales, expresa un avance en la constituci&#243;n de la clase obrera boliviana como eje de una oposici&#243;n de clase y por izquierda al gobierno de Evo Morales.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;Brasil: 11 de julio de 2013.&lt;/i&gt; Se cumple el paro llamado por la CUT y otras organizaciones gremiales. Los millones de j&#243;venes, estudiantes y sectores de las clases medias que se movilizaron contra la deficiencia del transporte, la corrupci&#243;n gubernamental en un Brasil de violentas desigualdades sociales, abrieron el camino a la irrupci&#243;n de un sujeto mucho m&#225;s peligroso. La clave de la jornada son los trabajadores, la base social por excelencia del gobierno del PT. Metal&#250;rgicos, petroleros, portuarios bancarios, trabajadores de los comercios. Pese a la pol&#237;tica de la direcci&#243;n petista de la CUT que se juega a evitar una lucha contundente, las movilizaciones, en muchas oportunidades, se dieron m&#225;s all&#225; de las directivas de la burocracia sindical. Como los obreros de la General Motors, que improvisan barricadas bloqueando las autopistas; o los miles que fueron a las calles en distintas ciudades del pa&#237;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;Chile: 11 de julio de 2013.&lt;/i&gt; Se produce la movilizaci&#243;n de trabajadores m&#225;s grande desde la ca&#237;da de la dictadura pinochetista. La CUT (Central Unitaria de Trabajadores), alineada por el PC, trat&#243; de controlar burocr&#225;ticamente impidiendo que se sumen los trabajadores privados al paro nacional. Pero la jornada se transforma en una gran acci&#243;n obrera combativa a la que se suma el movimiento estudiantil. 150 mil personas salen a manifestar. Es un hecho tambi&#233;n el surgimiento de vanguardia obrera que es la destacada protagonista de las barricadas que se extienden por varias comunas, y en varias oportunidades enfrentan a los carabineros. Todos apuntan contra el modelo econ&#243;mico, que ha comenzado a hacer agua, contra el sistema de salud, educacional y el sistema previsional chileno. Como dicen nuestros compa&#241;eros del PTR de Chile &#8220;La unidad obrero estudiantil sigue avanzando en las calles, con el paro y movilizaci&#243;n del 26 de junio y el Paro Nacional con movilizaci&#243;n del 11 de julio. La lucha de clases continua su tendencia a intensificarse. Toda la herencia de la dictadura, conservada y profundizada por la Concertaci&#243;n y la derecha, cruje&#8221;. Es un hecho tambi&#233;n el surgimiento de vanguardia obrera que es la destacada protagonista de las barricadas que se extienden por varias comunas, y en varias oportunidades enfrentan a los carabineros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A modo de conclusi&#243;n: los acontecimientos recientes en Brasil anuncian que ha comenzado a moverse un gigante dormido: el proletariado brasilero. Pero su irrupci&#243;n no constituye un rayo en cielo sereno. Se inscribe dentro de la respuesta que sectores de masas est&#225;n dando frente a los embates de la crisis capitalista mundial. Son la expresi&#243;n en el subcontinente de las enormes movilizaciones que vimos en Turqu&#237;a o Egipto (donde el proceso es m&#225;s agudo), es parte de la emergencia juvenil que crece en varios pa&#237;ses, donde tambi&#233;n los trabajadores comienzan a intervenir. Sin embargo, el fen&#243;meno que compromete al Sur de Am&#233;rica Latina tiene algo distintivo: la clase obrera, en tan s&#243;lo ocho meses, se ha posicionado como uno de los destacamentos fundamentales de la lucha de clases. El resurgir de la clase obrera ha dado nueva fuerza a los sindicatos como factor pol&#237;tico. Debilitados en la fase neoliberal por la desocupaci&#243;n y la divisi&#243;n profunda de las filas obreras -de las cuales son co-responsables los bur&#243;cratas sindicales- y vigorizados relativamente por la recomposici&#243;n objetiva de la fuerzas obreras en el proceso de producci&#243;n, van al frente pero con direcciones burocr&#225;ticas y reformistas corrompidas y en muchos casos deslegitimadas ante sus bases.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; En Brasil, Argentina y Bolivia, los trabajadores, con mayor o menor percepci&#243;n pol&#237;tica, comienzan a enfrentar a gobiernos posneoliberales progresistas que cumplen su ciclo y que tuvieron por funci&#243;n contener la oleada de rebeliones sociales de principios de siglo XXI. Un cambio en la subjetividad de grandes franjas de los trabajadores que abre posibilidades para el fortalecimiento de las organizaciones de base de los trabajadores, de las tendencias a la autoorganizaci&#243;n, a la unidad obrera y popular y la independencia pol&#237;tica de clase. En cambio en Chile la clase obrera pelea contra el gobierno del derechista Pi&#241;eyra y a un r&#233;gimen heredado del pinochetismo que pese a los intentos de autorreforma permanece en el anacronismo. Pero quiz&#225;s la experiencia que comienzan a hacer sus hermanos de clase cruzando las fronteras permita a franjas del proletariado chileno no caer en la trampa del progresismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Cabe se&#241;alar que este nuevo movimiento obrero sudamericano entra en acci&#243;n cuando la crisis capitalista internacional no afecta a&#250;n de frente a las econom&#237;as regionales y su agenda de demandas tiene m&#225;s que ver con la defensa de posiciones sociales recientemente conquistadas o derechos postergados m&#225;s que con un ataque directo de los capitalistas a sus condiciones de vida, desmintiendo la visi&#243;n vulgar que s&#243;lo asocia el resurgimiento de los trabajadores a la cat&#225;strofe econ&#243;mica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; El proletariado sudamericano vuelve a ponerse en movimiento contestando con la lucha de clases a las teor&#237;as posmodernas que liquidaron el car&#225;cter revolucionario de la clase obrera como sujeto emancipador. Hoy vuelve al escenario -aunque ciertamente con enormes contradicciones- pero no como una estrella fugaz que se pierde en el horizonte: es una potencia que comienza a afirmar su presencia para quedarse. En los &#8216;90 en el auge del neoliberalismo se dio por terminado el papel subversivo de la clase obrera junto al fin de las ideolog&#237;as. Sobre finales del siglo XX la &#8220;multitud&#8221; reemplazaba a la clase obrera como sujeto emancipador seg&#250;n rezaban las teor&#237;as autonomistas que poco tardaron en sucumbir al &#8220;encanto&#8221; de los gobiernos progresistas del Cono Sur, erigiendo a la alianza entre los movimientos sociales y los estados burgueses semicoloniales como sujeto de cambio. Hoy se escriben p&#225;ginas y p&#225;ginas sobre Brasil y la emergencia de las clases medias se&#241;alando el esp&#237;ritu de los &#8220;indignados&#8221; donde pareciera retornar la &#8220;multitud&#8221; sin percatarse del fen&#243;meno profundo de la lucha de clases proletaria. Es una visi&#243;n tranquilizadora que hace propio el sentido com&#250;n de la burgues&#237;a. Reconocerlo no significa negar la importancia de las movilizaciones sociales de las clases medias y la juventud ante la crisis de los gobiernos pos neoliberales. Sino entender que esa clase media que en Brasil sali&#243; a la calle a cuestionar por izquierda al gobierno del PT ha permitido que el sujeto peligroso de sus primeros pasos. Recordemos que el revolucionario argentino Liborio Justo supo se&#241;alar que de la unidad del proletariado del Brasil y la Argentina se pod&#237;an entrever las fuerzas impulsoras de la revoluci&#243;n social en el Cono Sur de Nuestra Am&#233;rica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Asistimos entonces a los primeros pasos de un gigante, no exento de contradicciones, desv&#237;os y retrocesos. Para los revolucionarios el surgimiento de la clase obrera plantea la posibilidad de que tomen cuerpo vanguardias militantes que sienten las bases para construir partidos revolucionarios insertos en la clase obrera. La izquierda marxista tiene que trabajar en la perspectiva de unir a la clase trabajadora, de recuperar los sindicatos como herramientas de combate mediante la expulsi&#243;n de la burocracia de los sindicatos y de la autoorganizaci&#243;n obrera y popular, elaborando un programa que una a todos los oprimidos, las clases medias y campesinos pobres contra su enemigo com&#250;n, el capitalismo, su Estado y sus agentes pol&#237;ticos. Del resurgimiento independiente de la clase obrera depender&#225; la reconstrucci&#243;n de un marxismo revolucionario que gu&#237;e la lucha de clases por venir.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Nacionalismo burgu&#233;s y socialismo</title>
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		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Facundo Aguirre, Ruth Werner</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Movimiento Obrero</dc:subject>
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		<description>&lt;p&gt;La izquierda populista regional reivindica el proyecto bolivariano por unir nacionalismo y socialismo.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_3423 spip_documents'&gt;
&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L339xH366/chavez_peron-f6d36.jpg?1692584419' width='339' height='366' alt=&#034;&#034; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La izquierda populista regional reivindica el proyecto bolivariano por unir nacionalismo y socialismo. Para el periodista Modesto Emilio Guerrero &#8220;Ch&#225;vez es de izquierda, se form&#243; en esa fuente intelectual, aunque tambi&#233;n en el nacionalismo militar de Juan Velasco y Torrijos. (&#8230;) Eso explica que a Ch&#225;vez no le haya costado casi nada dar el paso desde el nacionalismo al socialismo&#8221;. Partiendo de una definici&#243;n ideol&#243;gica de Ch&#225;vez, Guerrero renuncia a dar una definici&#243;n de clase del nacionalismo chavista. El periodista agrega: &#8220;El nacionalismo de Ch&#225;vez es plebeyo, pertenece a otra estructura social propia de la depredaci&#243;n de la globalizaci&#243;n&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb1&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Reportaje a Modesto Emilio Guerrero a partir de la presentaci&#243;n de su libro (&#8230;)&#034; id=&#034;nh1&#034;&gt;1&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El chavismo no es un salto del nacionalismo al socialismo, sino un movimiento nacionalista burgu&#233;s. Que hable de socialismo no es novedad. Muchos nacionalistas en los &#8216;40 se valieron de discursos socializantes para ganar apoyo en las masas, y bloquear as&#237; el desarrollo de una izquierda anclada en la independencia de clase. Poco importa si la base social del chavismo es &#8220;plebeya&#8221;. La base del peronismo era la clase obrera. Pero ni los trabajadores dirig&#237;an a Per&#243;n ni los movimientos plebeyos a Ch&#225;vez. En ambos casos los trabajadores y el pueblo pobre son usados como base para una pol&#237;tica burguesa. Por eso el nacionalismo burgu&#233;s hist&#243;rico estatiz&#243; las organizaciones obreras y populares, generando una burocracia y liquidando la democracia en las organizaciones de masas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Trotsky defin&#237;a como bonapartismo sui generis de izquierda a fen&#243;menos como el cardenismo mexicano a fines de los '30, caracterizando al nacionalismo burgu&#233;s que se sit&#250;a como &#225;rbitro entre las masas obreras y populares, la d&#233;bil burgues&#237;a nacional y el imperialismo en los pa&#237;ses atrasados de Am&#233;rica Latina. Ese bonapartismo se apoyaba en el proletariado, a quien le hac&#237;a concesiones, para lograr cierta libertad frente al capital extranjero y relativa autonom&#237;a del imperialismo. El peronismo encarn&#243; fielmente este bonapartismo, ofreciendo cierta resistencia a la penetraci&#243;n en el pa&#237;s del imperialismo yanqui, aprovechando la rivalidad entre &#233;ste e Inglaterra por la influencia en la regi&#243;n a la salida de la II Guerra Mundial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El chavismo tiene rasgos de este tipo de bonapartismo, siendo manifestaci&#243;n de la crisis social producida por el neoliberalismo y de la p&#233;rdida de hegemon&#237;a del imperialismo yanqui en su fase de decadencia sin que hayan surgido a&#250;n potencias capaces de reemplazarlo. El tipo de bonapartismo chavista es estructuralmente m&#225;s d&#233;bil, ya que se apoya esencialmente en las FF.AA. y en los movimientos sociales del pueblo pobre, a quien destina lo fundamental de sus concesiones. El movimiento obrero, en tanto el chavismo no logr&#243; centrales sindicales adictas, al estilo del peronismo, no juega un papel central, aunque esto no quita que importantes sectores de la clase trabajadora sean seguidores de Ch&#225;vez.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Nacionalismo y antiimperialismo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los movimientos nacionalistas burgueses fueron incapaces hist&#243;ricamente de enfrentar seriamente al imperialismo, de afectar decididamente los intereses de las elites reaccionarias ni de llevar adelante las tareas democr&#225;ticas de una revoluci&#243;n burguesa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Per&#243;n, por ejemplo, intent&#243; resistir los avances del imperialismo yanqui en el petr&#243;leo, pero se lo termin&#243; entregando a la Standar Oil; la nacionalizaci&#243;n de los ferrocarriles brit&#225;nicos fue con pago de indemnizaci&#243;n; y en 1955 ante el golpe proyanqui, se rindi&#243; sin presentar batalla mientras la clase obrera intentaba aislada la resistencia. En el caso del chavismo, quien derrot&#243; al golpe escu&#225;lido de abril de 2002, fue la fenomenal reacci&#243;n popular. Fue este levantamiento el que oblig&#243; a los dirigentes bolivarianos y a sectores del alto mando militar a la lucha para restituir a Ch&#225;vez.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Similar al caso de Per&#243;n, Ch&#225;vez traz&#243; una pol&#237;tica exterior de relativa autonom&#237;a del imperialismo yanqui: se opuso a la guerra de Irak, a la intervenci&#243;n de la MINUSTAH en Hait&#237; y mantuvo relaciones diplom&#225;ticas y comerciales con Ir&#225;n (el &#8220;eje del mal&#8221; seg&#250;n George Bush). Sin embargo, esta relativa autonom&#237;a no niega que el antiimperialismo de Ch&#225;vez se haya centrado fundamentalmente en altisonantes cr&#237;ticas hacia EE.UU., particularmente bajo el gobierno del republicano Bush. El dem&#243;crata Obama no recibi&#243; la misma ret&#243;rica. Ante las elecciones norteamericanas Ch&#225;vez declar&#243; que &#8220;Si fuera estadounidense, votar&#237;a por Obama&#8221;. Y fundamentalmente, antes, en abril de 2011 hab&#237;a colaborado vergonzosamente con el derechista gobierno proyanqui de Colombia extraditando activistas ligados a las FARC.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El &#250;nico camino realista para lograr la independencia nacional implica, en primer lugar, afectar necesariamente al capital financiero nacionalizando la banca y el comercio exterior, a las oligarqu&#237;as terratenientes, expropiando el latifundio y nacionalizando la tierra. Es decir, tomar medidas de &#8220;autodefensa nacional&#8221; que afecten los intereses capitalistas. Pero el nacionalismo burgu&#233;s hist&#243;rico nunca tom&#243; esta perspectiva hasta el final como propia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Per&#243;n estableci&#243; la redistribuci&#243;n de la renta agraria &#8211;sin afectar la propiedad terrateniente- y, mediante el IAPI&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Instituto Argentino de Promoci&#243;n del Intercambio&#034; id=&#034;nh2&#034;&gt;2&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, financi&#243; a la parasitaria burgues&#237;a industrial argentina. El balance fue una industrializaci&#243;n relativa del pa&#237;s (como continuidad del proceso de sustituci&#243;n de importaciones que comenz&#243; en los '30), que, sin embargo, fue incapaz de romper la matriz dependiente y frenar la penetraci&#243;n del capital extranjero. Ch&#225;vez recuper&#243; el control de la renta petrolera y nacionaliz&#243; ciertas industrias pagando jugosas indemnizaciones que descapitalizaron al Estado. Con estos fondos implement&#243; un programa social que redujo el analfabetismo y dio atenci&#243;n masiva en salud al pueblo pobre.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En el terreno estructural, al calor del chavismo, se fue creando una boli-burgues&#237;a, ligada fundamentalmente a los grandes contratos con el Estado, que habilit&#243;, adem&#225;s, el enriquecimiento de la propia burocracia de funcionarios oficiales. Ch&#225;vez no instaur&#243; el monopolio del comercio exterior ni fren&#243; la penetraci&#243;n del capital extranjero. Tampoco dej&#243; de pagar la deuda externa que suma U$$ 105 mil millones, equivalente al 30% del PBI del pa&#237;s, al cierre del 2012&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Banco Central de Venezuela&#034; id=&#034;nh3&#034;&gt;3&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. El economista, af&#237;n al chavismo, Alfredo Zaiat, reconoce que Venezuela &#8220;tiene una profunda vulnerabilidad de su soberan&#237;a alimentaria porque importa gran parte de los alimentos (&#8230;) un proceso de industrializaci&#243;n incipiente, (&#8230;) muy dependiente del tema de las importaciones y s&#243;lo tiene como un ingreso muy importante la renta petrolera, el 96% de las exportaciones&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Entrevista a A. Zaiat. Agencia Paco Urondo, 7/3/13&#034; id=&#034;nh4&#034;&gt;4&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. La reforma parcial de 2006 a Ley de los Hidrocarburos de 2001 posibilit&#243; la creaci&#243;n de empresas mixtas donde el Estado se asoci&#243; a grandes multinacionales como Chevron o Exxon que explotan el 40% de la producci&#243;n petrolera. Respecto a la banca, salvo excepciones &#233;sta sigue bajo control privado. S&#243;lo en 2012 sus ganancias se incrementaron un 100% respecto a 2011.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Nacionalismo y clase obrera&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En su definici&#243;n sobre bonapartismo sui generis Le&#243;n Trotsky se&#241;ala que estos gobiernos no pod&#237;an &#8220;lanzar una lucha seria contra toda dominaci&#243;n imperialista y por una aut&#233;ntica independencia nacional por temor a desencadenar un movimiento de masas de los trabajadores del pa&#237;s, que a su vez amenazar&#237;a su propia existencia social&#8221;. Por eso &#8220;la burgues&#237;a nacional est&#225; obligada a coquetear con los obreros, con los campesinos&#8221;. La gran popularidad del chavismo hay que entenderla en el marco de que bajo los gobiernos anteriores los pobres estaban excluidos del reparto de la fabulosa renta petrolera. El chavismo mejor&#243; notablemente algunos indicadores de la situaci&#243;n social: entre 2001 y 2003 el coeficiente que mide la desigualdad de ingresos, disminuy&#243; de 0,5 a 0,397, siendo el m&#225;s bajo de la regi&#243;n. La ca&#237;da de la pobreza fue considerable (casi un 50% desde el paro petrolero), sin embargo, a&#250;n contin&#250;a en un 30%&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb5&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Datos de CEPAL&#034; id=&#034;nh5&#034;&gt;5&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. A diferencia del peronismo, donde los trabajadores llegaron a recibir el 50% de la renta nacional, bajo el chavismo, seg&#250;n c&#225;lculos realizados en base a datos del BCV las ganancias del capital se llevan el 61,08% del ingreso nacional. En su relaci&#243;n con la clase obrera, el peronismo fue m&#225;s profundo que el chavismo ya que le otorgo numerosas conquistas pol&#237;ticas y sociales. El precio que debi&#243; pagar el proletariado argentino fue la p&#233;rdida de su independencia pol&#237;tica y organizativa. Per&#243;n coopt&#243; a la mayor&#237;a del movimiento sindical preexistente de origen sindicalista y socialista generando una burocracia adicta que liquid&#243; la democracia sindical.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En el caso de Venezuela, el dato del salario es relevante: el salario m&#237;nimo real tiene menos poder adquisitivo que el de la Argentina kirchnerista, Chile o Colombia. Recientemente la devaluaci&#243;n en un 46,5% fue un golpe directo al ingreso obrero, que se suma al agobio de la m&#225;s alta inflaci&#243;n del continente&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb6&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;C&#225;lculos recientes en base a datos del BCV y del Instituto Nacional de (&#8230;)&#034; id=&#034;nh6&#034;&gt;6&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El chavismo tambi&#233;n intent&#243; encuadrar al movimiento sindical pero a diferencia del peronismo no logra estatizarlo en su conjunto, salvo una porci&#243;n, y justamente debido a la falta de control de los sindicatos ha tenido variados conflictos con sectores del movimiento obrero.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Perspectivas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El escenario tras la muerte de Ch&#225;vez abre un futuro incierto donde comienzan a avizorarse elementos de crisis del movimiento bolivariano. Guerrero describe una tensi&#243;n entre el &#8220;partido militar&#8221; que representa Diosdado Cabello y el ala socialdem&#243;crata acuerdista de Jos&#233; Vicente Rangel, planteando que todo el chavismo oscila pendularmente entre unos y otros. La contradicci&#243;n subyacente ser&#225; la que enfrente a la burocracia chavista con las masas que buscan mantener y ampliar las conquistas obtenidas en este periodo. Para Guerrero el chavismo no ser&#225; ajeno a la historia: &#8220;De los 18 movimientos nacionalistas aparecidos entre la Revoluci&#243;n Mexicana y el chavismo, ninguno sobrevivi&#243; igual a lo que fue mientras estuvo bajo improntas de sus l&#237;deres y organismos&#8221;. El chavismo se halla en la disyuntiva de potenciarse &#8220;en la base social o decae y muta en su contrario&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La experiencia hist&#243;rica del nacionalismo burgu&#233;s muestra que en los momentos de crisis el nacionalismo tiende a ser dejado de lado por la burgues&#237;a y el imperialismo a favor de una l&#237;nea de ataque directa a la clase obrera. Ese fue el leit motiv del golpe gorila de 1955 y de la resistencia peronista, que fue asumida por la clase obrera contra la voluntad claudicante de sus dirigentes. Para enfrentar un escenario de ofensiva de la reacci&#243;n y el imperialismo el chavismo es estructuralmente m&#225;s d&#233;bil e impotente para hacerle frente. Su base de sustento por excelencia es una burocracia militar dispuesta a pasarse de bando. Los movimientos sociales, tambi&#233;n burocratizados, no poseen el suficiente poder social para paralizar el pa&#237;s y frenar a la reacci&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los movimientos nacionales burgueses son un bloqueo a la alianza de las clases explotadas y a la lucha por el socialismo. La independencia pol&#237;tica de la clase obrera y el pueblo pobre de Venezuela es la principal condici&#243;n para defender lo conquistado y avanzar hacia el poder obrero mediante la revoluci&#243;n socialista. Es en esta pelea que est&#225;n empe&#241;ados nuestros compa&#241;eros de la Liga de Trabajadores Socialistas de Venezuela.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;hr /&gt;
		&lt;div class='rss_notes'&gt;&lt;div id=&#034;nb1&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh1&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 1&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;1&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Reportaje a Modesto Emilio Guerrero a partir de la presentaci&#243;n de su libro &#8220;&#191;Qui&#233;n invent&#243; a Ch&#225;vez?&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 2&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;2&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Instituto Argentino de Promoci&#243;n del Intercambio&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 3&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;3&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Banco Central de Venezuela&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 4&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;4&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Entrevista a A. Zaiat. Agencia Paco Urondo, 7/3/13&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb5&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh5&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 5&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;5&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Datos de CEPAL&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb6&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh6&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 6&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;6&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;C&#225;lculos recientes en base a datos del BCV y del Instituto Nacional de Estad&#237;sticas, arrojan que 5.4 millones de venezolanos de un total de 12.3 millones de ocupados tienen un ingreso abajo del salario m&#237;nimo, estos c&#225;lculos sin contar 1.3 millones no declarados.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>Los amigos &#8220;anarcos&#8221; de Cristina</title>
		<link>https://ft-ci.org/Los-amigos-anarcos-de-Cristina</link>
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		<dc:date>2011-11-10T13:03:00Z</dc:date>
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		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Facundo Aguirre, Ruth Werner</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Movimiento Obrero</dc:subject>
		<dc:subject>Libertades Democr&#225;ticas</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Argentina</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;La reuni&#243;n de Cristina Kirchner con Barack Obama en la Cumbre del G-20 da cuenta de nuevas se&#241;ales de buena voluntad de la mandataria hacia los representantes del imperialismo norteamericano. &#8220;No se puede pasar por alto el liderazgo de Estados Unidos a nivel global&#8221; dijo la presidenta.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;La reuni&#243;n de Cristina Kirchner con Barack Obama en la Cumbre del G-20 da cuenta de nuevas se&#241;ales de buena voluntad de la mandataria hacia los representantes del imperialismo norteamericano. &#8220;No se puede pasar por alto el liderazgo de Estados Unidos a nivel global&#8221; dijo la presidenta. Lo cierto es que la hegemon&#237;a de Washington se encuentra en estado cr&#237;tico producto de sus traspi&#233;s en Medio Oriente y la enorme crisis econ&#243;mica capitalista que tiene en EE.UU. a uno de los principales pa&#237;ses afectados, lo que le abri&#243;, adem&#225;s, una severa crisis pol&#237;tica interna. Las palabras de CFK, lejos de mostrar &#8220;autonom&#237;a&#8221; frente al imperialismo que oprime a nuestros pueblos (algo que deber&#237;a ser elemental para un gobierno que se dice &#8220;nacional&#8221; y &#8220;popular&#8221;), son una muestra de que el kirchnerismo se ubica en la l&#237;nea de colaboraci&#243;n de las burgues&#237;as cipayas de Am&#233;rica Latina. &#8220;Es una maravilla estar con una gran amiga m&#237;a, y una amiga de EE.UU.&#8221; le retribuy&#243; Obama, entre otros halagos. Aunque no se habl&#243; del tema, un conflicto clave para la relaci&#243;n de EE.UU. con Argentina es Ir&#225;n, y Argentina es un aliado privilegiado ya que es la &#250;nica naci&#243;n del mundo que puede mostrar &#8220;pruebas&#8221; contra la rep&#250;blica isl&#225;mica. El dictamen del juez Nissman que sella este acuerdo estrat&#233;gico entre el gobierno norteamericano y el argentino incluye declaraciones del Mossad, el FBI y la CIA y concluye que Ir&#225;n fue quien inspir&#243; y financi&#243; el atentado contra la AMIA. La cordialidad de la Casa Blanca con CFK responde tambi&#233;n al plan de levantar al gobierno argentino como un moderador de cualquier pretensi&#243;n de Brasil de tener juego propio en la pol&#237;tica internacional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Anarqu&#237;a capitalista&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cristina Kirchner deleit&#243; a los &#8220;progresistas&#8221; de Argentina cuando tom&#243; la palabra en Cannes, en un encuentro empresarial que sesion&#243; en el marco de la Cumbre, para decir que hay que &#8220;volver al capitalismo en serio, porque esto que estamos viviendo&#8230;no es capitalismo. Esto es un anarco-capitalismo financiero total, donde nadie controla a nadie&#8221;. CFK mistifica al capitalismo queriendo presentar un capitalismo &#8220;serio&#8221; de los industriales y la producci&#243;n y un capitalismo &#8220;an&#225;rquico&#8221; de las finanzas y la especulaci&#243;n, cuando en realidad la &#8220;anarqu&#237;a&#8221; de la producci&#243;n es una contradicci&#243;n inherente al capitalismo, caracterizado por la competencia despiadada entre los distintos grupos capitalistas para aumentar sus ganancias. A los capitalistas los mueve s&#243;lo la sed de lucro y no el bienestar de la poblaci&#243;n. Como muestra la actual crisis mundial, no tienen ning&#250;n prurito tampoco en empujar a los Estados nacionales a la bancarrota para defender sus beneficios. Ante esta dram&#225;tica realidad, el discurso de Cristina opone al &#8220;laissez faire&#8221; del mercado que predica el neoliberalismo y el capital financiero, la vieja idea peronista de un Estado regulador que evite los conflictos entre las clases y establezca las normas de distribuci&#243;n. Una &#8220;comunidad organizada&#8221;, dice la &#8220;doctrina&#8221;, donde reine la armon&#237;a entre el capital y el trabajo. Este &#8220;intervencionismo estatal&#8221; no tiene por fin &#8211;ni puede- liquidar la anarqu&#237;a de la producci&#243;n y la especulaci&#243;n financiera. Cuando la crisis capitalista ahogue a la sociedad, el Estado va a ser utilizado para el salvataje de los grupos capitalistas y el orden burgu&#233;s. Aun hoy, en pleno crecimiento econ&#243;mico, m&#225;s all&#225; de las cr&#237;ticas al capital financiero para la tribuna, la Argentina kirchnerista es un campo m&#225;s que propicio para la especulaci&#243;n y las ganancias de bancos y empresas. La &#8220;intervenci&#243;n del Estado&#8221; no es &#8220;neutral&#8221;, como dicen los K, sino que garantiza las ganancias capitalistas, ya sea v&#237;a subsidios o manteniendo las leyes en su beneficio, como las privatizaciones y las reformas anti-laborales de los 90. Basta observar que las entidades bancarias cerraron en 2010 su mejor a&#241;o de negocios en una d&#233;cada, con un margen de ganancias que ronda los 11.000 millones de pesos. El contraste con el comienzo del milenio es notable: mientras entre 2001 y 2005 los bancos acumularon un quebranto que rond&#243; los $23.600 millones (fuertemente influido por el lastre causado por el colapso de la convertibilidad) en el lustro siguiente embolsaron casi $32.000 millones. Aclaremos tambi&#233;n que la fuga de capitales que protagonizan los especuladores de la banca, y del &#8220;capital&#8221; productivo, fundamentalmente de las empresas multinacionales, s&#243;lo han recibido como respuesta del gobierno tibias medidas, cuando por lo menos unos 7.000 millones de d&#243;lares ya salieron del pa&#237;s s&#243;lo en los dos &#250;ltimos meses. A esto hay que sumar los d&#243;lares que env&#237;an de remesas de utilidades las firmas extranjeras a sus casas matrices, cerca de 29 mil millones desde 2007 al 2010. Nuevamente nos encontramos con que el discurso &#8220;nacional y popular&#8221; de los K ha sido la cobertura del saqueo de las riquezas producidas por el pa&#237;s por parte del capital extranjero sin que se haya tomado la m&#225;s m&#237;nima medida &#8220;intervencionista&#8221; que impida la sangr&#237;a.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Subsidios y privatizaciones menemistas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los anuncios sobre el recorte de subsidios a las empresas abrieron un debate nacional en torno al aumento de las tarifas de los servicios p&#250;blicos. Como ya hemos dicho desde La Verdad Obrera, los recortes que promueven los K responden a la necesidad de hacer &#8220;caja&#8221; previendo el impacto de la crisis mundial en la econom&#237;a argentina. El presidente de la C&#225;mara Empresaria del Autotransporte de Pasajeros, Daniel Millaci, advirti&#243; que si se recortaban los subsidios al transporte p&#250;blico el boleto deber&#237;a rondar los 4 pesos y que lo &#8220;razonable&#8221; ser&#237;a ubicar su valor en torno a los $2 o $ 2,50, en l&#237;nea con lo que se paga en las principales ciudades del interior. Un &#8220;tarifazo&#8221; que afectar&#237;a directamente al pueblo pobre y trabajador. Una discusi&#243;n similar se est&#225; dando por el traspaso del Subterr&#225;neo de la esfera de la Naci&#243;n al gobierno de la Ciudad de Buenos Aires, con la consiguiente amenaza por parte del inefable Rodr&#237;guez Larreta de aumentar el boleto si no reciben los recursos correspondientes para el funcionamiento del servicio (ver nota en p&#225;gina 3).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los amigos del gobierno siempre han defendido los subsidios como un mecanismo para evitar el aumento de las tarifas mientras que, en general, la derecha opositora ha considerado que su existencia impidi&#243; un &#8220;sinceramiento&#8221; y que los precios &#8220;reales&#8221; deber&#237;an estar determinados por el mercado. La posici&#243;n kirchnerista parte de encubrir las privatizaciones menemistas financiando con dineros del Estado al capital extranjero y grupos econ&#243;micos locales que tienen en sus manos el manejo de los servicios p&#250;blicos privatizados. En la misma sinton&#237;a, el gobierno &#8220;nacional y popular&#8221; le garantiza a Repsol la explotaci&#243;n del yacimiento descubierto en Loma La Lata en Neuqu&#233;n, cuando se calcula que el hallazgo transformar&#225; a Argentina en uno de los principales exportadores de petr&#243;leo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde el Frente de Izquierda hemos venimos sosteniendo, durante la campa&#241;a electoral, que hay que reestatizar las empresas de servicios y transportes p&#250;blicos privatizadas y ponerlas bajo control de los trabajadores y comit&#233;s de usuarios. El PTS, junto a los compa&#241;eros trabajadores del peri&#243;dico militante Nuestra Lucha, impulsamos agrupaciones clasistas que, en especial, en los gremios de servicios, como el transporte del subte o ferroviarios, en las empresas telef&#243;nicas y aeron&#225;uticas, pelee por recuperar los sindicatos de la mano de la burocracia para imponer este programa de independencia obrera para que la crisis la paguen los capitalistas.&lt;/p&gt;
&lt;hr class=&#034;spip&#034; /&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Un bur&#243;crata todo servicio&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En su viaje a la Cumbre del G20 la presidenta llev&#243; de acompa&#241;ante nada menos que a Gerardo Mart&#237;nez, secretario general de la UOCRA. Mart&#237;nez no es s&#243;lo un hombre ligado &#237;ntimamente a la C&#225;mara Argentina de la Construcci&#243;n, un sector patronal ardientemente cristinista acostumbrado a recibir jugosos subsidios oficiales. El bur&#243;crata millonario fue adem&#225;s entregador de compa&#241;eros considerados &#8220;subversivos&#8221; por el r&#233;gimen militar cuando revist&#243; como &#8220;agente secreto&#8221; en el Batall&#243;n 601 de Inteligencia del Ej&#233;rcito durante la &#250;ltima dictadura. Pero estos antecedentes poco parecen importarle a la jefa del gobierno de los &#8220;derechos humanos&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La importancia de Mart&#237;nez reside en que es una pieza clave en el plan oficial de desbancar a Hugo Moyano de la Jefatura de la CGT. El mandam&#225;s de la UOCRA, en acuerdo con Cristina, se ha colocado contra la avanzada &#8220;destituyente&#8221; de los &#8220;gordos&#8221; que quieren que el camionero se vaya ya mismo, manifestando que Moyano tiene que culminar su mandato en junio y hasta podr&#237;a presentarse a la reelecci&#243;n. Lo que no est&#225; claro es si Mart&#237;nez se va a erigir &#233;l mismo como candidato a Secretario General de la central obrera o apoyar&#225; a alguna de las otras candidaturas en danza, como la de Antonio Cal&#243; de la UOM. Para el cristinismo el ciclo moyanista est&#225; terminado. Lo que quiere es una burocracia central m&#225;s d&#243;cil y con menos juego propio que el que puede tener Moyano al estar al frente de gran parte de los gremios del transporte, capaces de paralizar el pa&#237;s. Con esta movida, entre CFK y Mart&#237;nez buscan garantizar una &#8220;transici&#243;n ordenada&#8221; hacia una nueva conducci&#243;n m&#225;s de derecha elegida en el Congreso de la CGT a realizarse en junio y, mientras tanto, disciplinar al camionero para que impulse los topes salariales en la pr&#243;xima ronda de paritarias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todas las alas de la burocracia sindical se han constituido en un freno para la lucha de los trabajadores por sus demandas y la defensa de sus derechos. Hay que fortalecer al sindicalismo de base y a las comisiones internas combativas, desarrollando agrupaciones clasistas y antburocr&#225;ticas que se planteen recuperar las organizaciones de los trabajadores para la lucha de clases, como hacemos desde el PTS y la corriente Nuestra Lucha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;10-11-2011&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Soberan&#237;a en Malvinas para la tribuna, negociados para las multinacionales </title>
		<link>https://ft-ci.org/Soberania-en-Malvinas-para-la-tribuna-negociados-para-las-multinacionales</link>
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		<dc:date>2011-09-22T05:00:00Z</dc:date>
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		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Facundo Aguirre, Ruth Werner</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica Internacional</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Argentina</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Mientras en la asamblea de la ONU Cristina Fern&#225;ndez hablaba contra los &#8220;estragos&#8221; de la &#8220;especulaci&#243;n financiera&#8221; y de la &#8220;soberan&#237;a en Malvinas&#8221;, horas antes hab&#237;a reunido con los ejecutivos de las firmas americanas ExxonMobil ...&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/Argentina-100" rel="tag"&gt;Argentina&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Mientras en la asamblea de las Naciones Unidas Cristina Fern&#225;ndez hablaba contra los &#8220;estragos&#8221; de la &#8220;especulaci&#243;n financiera&#8221; y de la &#8220;soberan&#237;a en Malvinas&#8221;, horas antes de su discurso, se hab&#237;a reunido con los ejecutivos de las firmas americanas ExxonMobil y AES para anunciar una inversi&#243;n en &#225;reas de gas, petr&#243;leo y electricidad por 800 millones de d&#243;lares. Desde la tapa del New York Times festejaban la entrega de la exploraci&#243;n del yacimiento de petr&#243;leo liviano en Vaca Muerta, en Neuqu&#233;n, a los pulpos extranjeros. El negociado es uno m&#225;s de los que en esa provincia realizan las multinacionales petroleras donde reina impunemente la Repsol. Otra muestra de que el camino de CFK es continuar con la entrega de los recursos energ&#233;ticos a los pulpos imperialistas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En su oratoria Cristina Kirchner se sum&#243; al pedido de que la ONU reconozca como miembro pleno al Estado Palestino, con el argumento de que si esto no se hac&#237;a se le estaba dando una &#8220;coartada&#8221; a los &#8220;terroristas&#8221;. Es decir, que la presidenta se opuso a Barak Obama, pero para ceder a su ideolog&#237;a reaccionaria, como si no fuese EE.UU. el mayor Estado terrorista del mundo. Pero no fueron s&#243;lo palabras, las concesiones a EE.UU., otra vez exigi&#243; a Ir&#225;n que permita el juzgamiento de los presuntos autores del atentado a la AMIA en un Tribunal internacional reunido en un pa&#237;s &#8220;neutral&#8221;. Recordemos que la incriminaci&#243;n de la Rep&#250;blica Isl&#225;mica de Ir&#225;n fue impuesta por George Bush y los organismos de inteligencia estadounidenses como parte de la agenda guerrerista norteamericana que hoy contin&#250;a de la mano del actual presidente de la Casa Blanca.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La UIA y Moyano&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mientras en EE.UU. se preparaba este negociado para los pulpos extranjeros, en nuestro pa&#237;s, Ignacio De Mendiguren de la UIA, exig&#237;a una reuni&#243;n a Hugo Moyano de la CGT para consensuar un tope al salario en las pr&#243;ximas paritarias. Preocupados por los posibles efectos de la crisis econ&#243;mica mundial en su rentabilidad, lo primero que piensan es en bajar el salario a los trabajadores. Otra de sus preocupaciones es la &#8220;conflictividad&#8221;, seg&#250;n concluye una encuesta realizada a empresarios, dada a conocer en el reciente megaevento patronal en el que participaron Scioli y D&#233;bora Giorgi, en la provincia de Buenos Aires. Los capos de la burocracia sindical ya dan se&#241;ales positivas a estas exigencias. Lo acaba de decir Pablo Moyano: son tiempos de &#8220;di&#225;logo&#8221; y no de &#8220;ir al choque&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El gobierno, por su parte, viene dando sobradas muestras de que quiere establecer un marco de &#8220;paz social&#8221; acorde a los dictados patronales. El &#233;xito de la probable pr&#243;xima gesti&#243;n de CFK estar&#225; medido por su capacidad de mantener el orden en las calles y la continuidad de la producci&#243;n a fin de permitirle a los capitalistas mantener su alta rentabilidad en un escenario de crisis econ&#243;mica que tarde o temprano terminar&#225; impactando en la Argentina.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Una dura lucha obrera&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El paro de los trabajadores de la l&#237;nea de colectivos 60 ha vuelto a mostrar la fuerza que tienen los trabajadores pero tambi&#233;n ha se&#241;alado a la &#8220;Santa Alianza&#8221; de patrones, bur&#243;cratas y Estado que hay que enfrentar. Los trabajadores de la 60, apelando a sus organizaciones de base y a sus m&#233;todos de lucha, han mostrado el poder de quienes manejan el transporte, y paralizaron, en este caso, parte importante de la Ciudad de Buenos Aires y el Conurbano. Esta l&#237;nea de colectivos es emblem&#225;tica ya que transporta 300 mil pasajeros y es ah&#237; donde hace m&#225;s de 7 a&#241;os se viene gestando una experiencia de organizaci&#243;n y lucha, que es parte del &#8220;sindicalismo de base&#8221;. Los trabajadores reclaman cobrar la totalidad de sus salarios, que se les reconozca el cuerpo de delegados y echar a la patota de la UTA. La respuesta ha sido la comuni&#243;n de bur&#243;cratas y empresarios que enviaron una patota protegida por la polic&#237;a y que fue repelida por los propios trabajadores (ver nota en p&#225;gina 3).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los discursos que CFK repite una y otra vez contra la acci&#243;n directa son el manto de legitimidad en cual se apoya esta &#8220;santa alianza&#8221; que utiliza las patotas &#8211;al igual que Pedraza contra los tercerizados ferroviarios- para acallar a los que luchan. &#191;Qu&#233; cambio hubo en la UGOFE cuando en su directorio siguen conviviendo funcionarios gubernamentales y bur&#243;cratas de la Uni&#243;n Ferroviaria responsables pol&#237;ticos del crimen de Mariano Ferreyra? En Jujuy el gobernador K Barrionuevo utiliza a su polic&#237;a para asesinar a trabajadores sin techo en defensa del mismo genocida del apag&#243;n de la dictadura, Carlos Blaquier, el empresario que Cristina subsidia y acoge en Tecn&#243;polis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Frente de Izquierda&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El Frente de Izquierda y de los Trabajadores se presenta como la &#250;nica opci&#243;n de independencia pol&#237;tica de los explotados que denuncia el car&#225;cter fraudulento del proyecto &#8220;nacional y popular&#8221; del gobierno y de la centroizquierda sojera de Hermes Binner. Su campa&#241;a est&#225; orientada a denunciar la precarizaci&#243;n laboral, a la burocracia sindical y llama, entre otras medidas, a pelear para recuperar los sindicatos como organizaciones de lucha y por una alternativa pol&#237;tica de los trabajadores. El Frente plantea a sus m&#225;s de 500.000 votantes en las primarias de agosto y a toda la vanguardia luchadora el objetivo de conquistar bancas obreras y socialistas en los comicios de octubre. Una tribuna parlamentaria ser&#237;a un instrumento importante para denunciar a esta democracia para ricos y para promover la lucha de clases de los trabajadores y el pueblo pobre por sus demandas. El PTS considera que, m&#225;s all&#225; de los ritmos, los pr&#243;ximos escenarios que abrir&#225; en nuestro pa&#237;s la crisis capitalista mundial, crear&#225;n brechas entre los de arriba que permitir&#225;n avanzar en la construcci&#243;n de una herramienta que exprese la independencia pol&#237;tica de los trabajadores, un partido de los trabajadores basado en sus organizaciones de lucha. En ese sentido, hemos llamado desde este peri&#243;dico a quienes integran el Frente de Izquierda a promover todo paso adelante, en los sindicatos, comisiones internas y cuerpos de delegados, sacando las lecciones de cada pelea contra las patronales, la burocracia y el gobierno, para sembrar la idea de conquistar una organizaci&#243;n pol&#237;tica propia de los explotados. El PTS plantea esta pol&#237;tica como parte de la lucha por construir un gran partido revolucionario e internacionalista de la clase trabajadora para vencer a los capitalistas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;21-09-2011&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>&#191;Nunca menos?</title>
		<link>https://ft-ci.org/Nunca-menos</link>
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		<dc:date>2011-09-15T14:46:00Z</dc:date>
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		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Facundo Aguirre, Ruth Werner</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Movimiento Obrero</dc:subject>
		<dc:subject>Libertades Democr&#225;ticas</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Argentina</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;La tragedia de Flores el pasado 13 de septiembre desnud&#243; brutalmente la falta de inversi&#243;n en el Sarmiento, algo que se repite en cualquier ramal del ferrocarril.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/Argentina-100" rel="tag"&gt;Argentina&lt;/a&gt;

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 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;La tragedia de Flores el pasado 13 de septiembre desnud&#243; brutalmente la falta de inversi&#243;n en el Sarmiento, algo que se repite en cualquier ramal del ferrocarril. Las escenas que todos pudimos ver fueron desgarradoras. Desde estas p&#225;ginas expresamos nuestras m&#225;s profundas condolencias a los familiares de las v&#237;ctimas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pero tambi&#233;n queremos se&#241;alar a los culpables. Ni el gobierno de la Alianza, ni el de N&#233;stor Kirchner, ni el de Cristina, ni los gobiernos de la Ciudad de Buenos Aires, sea el de An&#237;bal Ibarra, Jorge Telerman o Mauricio Macri realizaron las obras de soterramiento necesarias. Ni siquiera fueron capaces de arreglar la barrera de la estaci&#243;n de Flores, para evitar las muertes del pueblo trabajador. La raz&#243;n de fondo, es la desidia de quienes gobiernan al servicio de los capitalistas. Su prioridad nunca es la vida de quienes colman los colectivos y los trenes. En todos estos a&#241;os las obras jam&#225;s se concretaron porque siempre prefirieron poner la plata para pagar la deuda externa o subsidiar puntualmente a las patronales, que lejos de invertir lo que hacen es engordar sus bolsillos. Mientras CFK se pavonea desde Tecn&#243;polis destacando el crecimiento econ&#243;mico y los avances tecnol&#243;gicos, lo sucedido en Flores viene a recordar que este gobierno mantiene el mismo sistema ferroviario, desguazado desde las privatizaciones. &#191;Esta es la &#8220;industrializaci&#243;n diversificada con inclusi&#243;n social&#8221; que promete la Presidenta? En los ferrocarriles lo que existe son problemas de infraestructura, falta de mantenimiento en v&#237;as y en el sistema de se&#241;ales, negociados con la compra de vagones, desinversi&#243;n y carencia de personal: el Estado y los concesionarios crean todas y cada una de las condiciones para que ocurran los Croma&#241;ones ferroviarios. Y ya hubo varios. Como dicen los compa&#241;eros ferroviarios de la Agrupaci&#243;n Bord&#243; desde las bases: para terminar con las muertes y el p&#233;simo servicio, hay que echar a los concesionarios y reestatizar los ferrocarriles en un plan &#250;nico de mejoramiento integral, para ponerlos bajo control de trabajadores y usuarios, los &#250;nicos interesados en mejorar el transporte p&#250;blico (ver p&#225;gina 3).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Lo que viene&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Distintos medios de prensa dejaron transcender que Amado Boudou se habr&#237;a reunido con sectores empresarios para decirles que el gobierno quiere en las pr&#243;ximas paritarias un aumento salarial que oscile entre el 14 y el 18% (un fuerte recorte a los niveles actuales del 25 y 28%), un incremento de las tarifas (a fin de recortar subsidios), lo que se suma al pago de la deuda fraudulenta al Club de Par&#237;s y la b&#250;squeda de fondos para el Estado a trav&#233;s del cr&#233;dito externo. Habr&#225; que ver si estos anuncios son s&#243;lo se&#241;ales electorales para seguir ganando adeptos entre las patronales. El elegido para la cartera de Econom&#237;a ser&#237;a un hombre de Boudou, el actual secretario de Finanzas, Hern&#225;n Lorenzino, pero tambi&#233;n estar&#237;an otros en carrera, como la presidenta del Banco Central, Mercedes Marco Del Pont o el viceministro de Econom&#237;a, Roberto Feletti.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Si los nuevos objetivos proclamados desde Tecn&#243;polis vienen de la mano de medidas como las que propone Boudou y el kirchnerismo embiste de frente al movimiento de masas y a los sindicatos, provocar&#225; una resistencia generalizada. Si por el contrario, lo que busca el gobierno es seguir como hasta ahora pero endureciendo gradualmente sus objetivos, la lucha de clases plantear&#225; duros combates por sector. Es cierto que cuentan a su favor con la subordinaci&#243;n de Hugo Moyano y Hugo Yasky patentada en la &#250;ltima reuni&#243;n del Consejo del Salario. Pero si, como venimos diciendo desde estas p&#225;ginas, los trabajadores votaron a CFK teniendo ilusiones en el &#8220;nunca menos&#8221;, ser&#225; dif&#237;cil que los &#225;nimos se contengan cuando se prepara un ataque a sus condiciones de vida y el &#8220;nunca menos&#8221; sea s&#243;lo demagogia. El conflicto de FATE donde la dirigencia del gremio de Neum&#225;tico, enrolada en la CTA de Yasky firm&#243; un magro 26% de aumento en una de las empresas que m&#225;s punta hacen en ganancias, es una muestra de la subordinaci&#243;n de la burocracia sindical. Pero tambi&#233;n es un ejemplo que los trabajadores se hayan rebelado contra esa prepotencia patronal avalada por los dirigentes (ver contratapa).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El violento ataque de CFK a los trabajadores del Subte cuando realizaban medidas de fuerza en defensa de su salud y las condiciones laborales es otro adelanto de hacia d&#243;nde apunta un nuevo mandato de Cristina Fern&#225;ndez: golpear a los luchadores, al sindicalismo de base, para desprestigiarlo y por esa v&#237;a fortalecer a los bur&#243;cratas vendidos, para reducir a su m&#237;nima expresi&#243;n la resistencia obrera y popular. Como ya es costumbre brillaron por su ausencia las cr&#237;ticas a la Presidenta por parte de la Asociaci&#243;n Madres de Plaza de Mayo, de los movimientos sociales y los intelectuales de Carta Abierta. Est&#225;n completamente cooptados por un gobierno que el lugar que les reserva es el de figuras decorativas, despojadas hasta de su valor simb&#243;lico como referentes de los movimientos populares.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A diferencia del gobierno de N&#233;stor Kirchner, el cristinismo es una especie de &#8220;bonapartismo de la caja&#8221; pero sin los rasgos &#8220;populistas&#8221; en el discurso y que ya le est&#225; restando peso a los organismos de DD.HH. y a los sindicatos. Mientras contin&#250;a acordando con los barones del Conurbano y los gobernadores, la presidenta intenta montar su propia fuerza, basada en una burocracia del Estado burgu&#233;s que discipline a las distintas camarillas del peronismo pol&#237;tico y sindical. Este proyecto ya est&#225; dejando heridos en todas partes y ser&#225; extremadamente m&#225;s d&#233;bil para enfrentar un escenario de conflictividad social y pol&#237;tica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Los desaf&#237;os de la izquierda&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El Frente de Izquierda y de los Trabajadores realizar&#225; el 15 de septiembre una conferencia de prensa en la Ciudad de Buenos Aires para relanzar la campa&#241;a de cara a las elecciones de octubre. Queremos poner en el centro de la atenci&#243;n de millones la defensa de nuestro programa de lucha y el importante significado que tendr&#237;a la conquista de bancas obreras y socialistas. Para desde esa tribuna apoyar e impulsar la movilizaci&#243;n y la organizaci&#243;n obrera para la lucha de clases, por la independencia pol&#237;tica de la clase trabajadora, en oposici&#243;n a la demagogia &#8220;nacional y popular&#8221; del kirchnerismo, la derecha de Duhalde, Alfons&#237;n y De Narv&#225;ez y el centroizquierdismo de Binner.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde el PTS damos esta pelea en la perspectiva de construir un partido revolucionario para vencer a los capitalistas. Un partido internacionalista que se construya en nuestro pa&#237;s como parte de la lucha por reconstruir el partido mundial de la revoluci&#243;n socialista, la IV Internacional. Esta batalla la estamos dando en distintos pa&#237;ses de Latinoam&#233;rica y Europa con los compa&#241;eros de la Fracci&#243;n Trotskista-Cuarta Internacional, como ahora en Chile, donde los estudiantes se han rebelado contra el gobierno derechista de Pi&#241;era. Interviniendo audazmente en la lucha de clases pero tambi&#233;n levantando un programa alternativo a las trampas de quienes est&#225;n al frente de las organizaciones juveniles como el Partido Comunista (ver p&#225;ginas 12 y 13).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sabemos que millones de trabajadores tienen la ilusi&#243;n de que van a mantener sus derechos apoyando al kirchnerismo. Pero existe una peque&#241;a aunque significativa minor&#237;a, parte de los 527.000 votos que obtuvo el Frente de Izquierda en las primarias, que se organiza en los lugares de trabajo adoptando una posici&#243;n de independencia pol&#237;tica de los bandos capitalistas. Este sector es muy valioso porque se desarrolla en un mar de conservadurismo y consumismo, ha hecho una experiencia con la burocracia sindical y con los aspectos abiertamente reaccionarios del kirchnerismo como su complicidad con las patronales, la represi&#243;n en Jujuy o en el Parque Indoamericano, las alianzas con la derecha peronista, o la subordinaci&#243;n al imperialismo norteamericano. Esta experiencia tender&#225; a extenderse a sectores m&#225;s amplios. Las masas trabajadoras no son homog&#233;neas. Muchos votan al kirchnerismo con una sana desconfianza, sin &#8220;enamorarse&#8221;. Para dialogar con estos sectores promovemos todo paso adelante en sembrar la idea de conquistar una organizaci&#243;n pol&#237;tica propia de los explotados, un partido de trabajadores basado en las propias organizaciones de lucha, una herramienta pol&#237;tica para pelear por el programa que levantamos en respuesta a las necesidades de los trabajadores, el pueblo pobre y la juventud. Hemos llamado, en varias oportunidades, a la izquierda obrera y socialista a luchar por esta perspectiva en los sindicatos, comisiones internas y cuerpos de delegados, sacando las lecciones de cada pelea contra las patronales, la burocracia y el gobierno. Ser&#237;a un paso adelante que el Frente de Izquierda, tome como propio el desaf&#237;o de construir corrientes en los sindicatos que luchen por esta salida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;15-09-2011&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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