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	<title> Fracci&#243;n Trotskista Cuarta Internacional </title>
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		<title>Uma grande jornada de greve de todos os setores, que p&#245;e as dire&#231;&#245;es sindicais sob press&#227;o</title>
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		<dc:date>2009-03-30T10:05:28Z</dc:date>
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		<dc:creator>S. (militante de la Tendencia CLAIRE del NPA y miembro del grupo de simpatizantes de la FT-CI en Francia)</dc:creator>


		<dc:subject>Europa</dc:subject>
		<dc:subject>Movimiento Obrero</dc:subject>
		<dc:subject>Francia</dc:subject>

		<description>
&lt;p&gt;O convite de todas as centrais sindicais para um dia de a&#231;&#227;o na quinta-feira de 19 mar&#231;o foi seguido massivamente pelos trabalhadores. De acordo com as dire&#231;&#245;es sindicais, 3.200.000 pessoas participaram nas manifesta&#231;&#245;es. Isto n&#227;o s&#243; &#233; superior ao n&#250;mero das manifesta&#231;&#245;es de 29 de janeiro, em que os sindicatos tinham contabilizado 2.500.000 manifestantes, como &#233; simplesmente um n&#250;mero hist&#243;rico, uma vez que ultrapassa o de 2006 das manifesta&#231;&#245;es contra o CPE, que foi o mais alto desde Maio (&#8230;)&lt;/p&gt;


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&lt;a href="https://ft-ci.org/Francia-115" rel="tag"&gt;Francia&lt;/a&gt;

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 <content:encoded>&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L150xH100/arton1779-7ae13.jpg?1697801641' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='100' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;O convite de todas as centrais sindicais para um dia de a&#231;&#227;o na quinta-feira de 19 mar&#231;o foi seguido massivamente pelos trabalhadores. De acordo com as dire&#231;&#245;es sindicais, 3.200.000 pessoas participaram nas manifesta&#231;&#245;es. Isto n&#227;o s&#243; &#233; superior ao n&#250;mero das manifesta&#231;&#245;es de 29 de janeiro, em que os sindicatos tinham contabilizado 2.500.000 manifestantes, como &#233; simplesmente um n&#250;mero hist&#243;rico, uma vez que ultrapassa o de 2006 das manifesta&#231;&#245;es contra o CPE, que foi o mais alto desde Maio de 1968. Para medir a amplitude da mobiliza&#231;&#227;o, temos que considerar que, por um lado, estes chamados das centrais sindicais foram feitos em frio, sem grandes conflitos em importantes setores dos trabalhadores, e por outro lado, houve a participa&#231;&#227;o relativamente mais d&#233;bil dos setores predominantes de 2006, como os estudantes e secundaristas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isso significa que os manifestantes eram em sua grande maioria assalariados. Por &#250;ltimo, a presen&#231;a dos trabalhadores do setor privado, sobretudo de oper&#225;rios industriais era particularmente numerosa. Este &#233; um fen&#244;meno que marca uma ruptura importante, ap&#243;s 25 anos em que a luta de classes na Fran&#231;a estava dominada pelas mobiliza&#231;&#245;es dos assalariados da administra&#231;&#227;o p&#250;blica e das empresas p&#250;blicas, sobretudo em 1995. Porque na medida em que a patronal e o governo se apoiavam tradicionalmente na oposi&#231;&#227;o entre o setor p&#250;blico (globalmente mais sindicalizado e mais combativo) e o setor privado (muito menos sindicalizado e menos combativo), esta novidade abre a possibilidade de uma mudan&#231;a na correla&#231;&#227;o de for&#231;as entre as classes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;As raz&#245;es da forte participa&#231;&#227;o da classe oper&#225;ria&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isso se explica primeiro e fundamentalmente pelo impacto da crise econ&#244;mica na Uni&#227;o Europ&#233;ia e na Fran&#231;a. No come&#231;o do ano, o FMI anunciava uma recess&#227;o de 1,9% para Fran&#231;a e o INSEE (Instituto Nacional de Estat&#237;stica e de Estudos Econ&#244;micos) previa uma subida de 214.000 no n&#250;mero de desempregados daqui at&#233; junho. O FMI acaba de revisar sua previs&#227;o para 2009, estimando que o PIB retroceder&#225; cerca de 2,9% daqui at&#233; o fim de junho e o INSEE prev&#234; desde agora 281.000 desempregados neste per&#237;odo. O que importa n&#227;o &#233; tanto o n&#237;vel absoluto do desemprego, todavia inferior ao dos anos 80 e 90, sen&#227;o sua alta brutal que expressa uma s&#233;rie de planos de demiss&#245;es e fechamentos de empresas. Esta forte participa&#231;&#227;o da classe oper&#225;ria na mobiliza&#231;&#227;o se explicita tamb&#233;m na impot&#234;ncia do governo de Sarkozy para impedir que a crise capitalista mundial golpeie de cheio a Fran&#231;a, pela raiva que provoca nos trabalhadores sua pol&#237;tica de subven&#231;&#245;es massiva aos bancos e empresas capitalistas as quais, entretanto, seguem demitindo enquanto s&#243; d&#225; migalhas aos trabalhadores, assim como pela necessidade que tem de continuar com as contra-reformas. O descontentamento dos oper&#225;rios &#233; proporcional &#225;s ilus&#245;es que Sarkozy soube suscitar em uma parcela do eleitorado popular para se eleger presidente da Rep&#250;blica h&#225; dois anos: promessas de &#8220;ir buscar o crescimento por todos os meios&#8221;, de ser &#8220;o presidente do poder aquisitivo&#8221; e do pleno emprego.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Express&#245;es da raiva oper&#225;ria&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta mudan&#231;a de estado de &#226;nimo n&#227;o se expressa somente no tamanho das manifesta&#231;&#245;es, como na multiplica&#231;&#227;o das a&#231;&#245;es oper&#225;rias contra as demiss&#245;es, ainda mais quando o mais freq&#252;ente &#233; que tenham o objetivo de obter melhores indeniza&#231;&#245;es. Os 1200 oper&#225;rios da f&#225;brica Continental (fabricantes de pneus) de Clairoix, cujo fechamento est&#225; previsto para o fim do ano, receberam seu patr&#227;o com arremessos de ovos e se enfrentaram com a pol&#237;cia na manifesta&#231;&#227;o de 19 de mar&#231;o da f&#225;brica Sony de Pontonx-sur-l'Adour seq&#252;estraram seu patr&#227;o durante uma noite, as oper&#225;rias d'Amora-Maille (grupo Unilever) est&#227;o em greve total desde o dia 16/03 contra o fechamento das f&#225;bricas de Dijon de Appoigny; os oper&#225;rios da f&#225;brica Glaxo de Evreux pararam espontaneamente contra um plano de cerca de 800 demiss&#245;es, antes de levar adiante uma greve total com piquetes. Os oper&#225;rios da f&#225;brica Fullmen tamb&#233;m amea&#231;ada de fechamento pelo l&#237;der mundial do setor, Exide Technologies (mais de 2,5 bilh&#245;es em lucro este ano), se enfrentaram com a prefeitura, lan&#231;ando contra esta baterias vazias e destruindo carros do prefeito, al&#233;m de terem for&#231;ado o port&#227;o de entrada na manifesta&#231;&#227;o de Auxerre; os oper&#225;rios da f&#225;brica Caterpillar de Grenoble, que emprega 2700 assalariados, ocuparam a f&#225;brica contra o plano de 700 demiss&#245;es; os trabalhadores da empresa farmac&#234;utica 3M de Pithiviers sequestraram seu patr&#227;o desde 25 de mar&#231;o contra um plano de 110 demiss&#245;es, etc. Entretanto, o estado de &#226;nimo da classe oper&#225;ria est&#225; longe de ser igual em todas as partes. As vezes os oper&#225;rios sofrem as demiss&#245;es sem reagir, esperando evitar as demiss&#245;es, e outras lutam mas mais pelo horror do que com a esperan&#231;a de ganhar. No extremo oposto, alguns setores j&#225; tradicionalmente combativos, est&#227;o em vias de se radicalizar. Na manifesta&#231;&#227;o de Paris se podia ler na coluna da f&#225;brica PSA de Aulnay, conhecida pela grande combatividade de seus oper&#225;rios, em sua maioria jovens e imigrantes, consignas como &#8220;greve geral&#8221;, &#8220;reparti&#231;&#227;o das horas de trabalho&#8221;, &#8220;300 euros&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Um governo muito desacreditado e dire&#231;&#245;es sindicais sob press&#227;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A perda de prest&#237;gio de Sarkozy, o aumento da raiva oper&#225;ria e a amplitude das mobiliza&#231;&#245;es colocam sob press&#227;o as dire&#231;&#245;es sindicais reformistas, tudo isso num contexto marcado pela greve geral dos trabalhadores nas Antilhas, parcialmente vitoriosa, e a greve ilimitada nas universidades, ainda que esta tenha um alcance desigual. O governo haveria anunciado ante as manifesta&#231;&#245;es que n&#227;o iria fazer a menor concess&#227;o. Entretanto, frente &#227; amplitude da mobiliza&#231;&#227;o, Sarkozy sem ceder nada, se esfor&#231;ou em um discurso pronunciado em 24 de mar&#231;o em recriar as ilus&#245;es para dar um pouco de ar ao governo e aos dirigentes sindicais. Novamente denunciou as indeniza&#231;&#245;es milion&#225;rias garantidas aos executivos de bancos e financeiras, ainda que sem propor nenhuma medida para impedir sua exist&#234;ncia e anunciou um &#8220;plano de urg&#234;ncia&#8221; para os jovens antes do final de abril, a nomea&#231;&#227;o de &#8220;comiss&#225;rios de reindustrializa&#231;&#227;o&#8221; (em realidade, encarregados de deixar passar melhor os planos de demiss&#245;es) e novas medidas daqui at&#233; o meio do ano, pactuadas com os sindicatos. Entretanto, os burocratas n&#227;o puderam ficar inativos, sob risco de perderem influ&#234;ncia em amplas camadas dos trabalhadores. Com efeito, o &#234;xito das jornadas de a&#231;&#227;o, que serviram para canalizar a raiva dos trabalhadores, paradoxalmente, lhes criou dificuldades, por que mostram cruamente a impot&#234;ncia de sua pol&#237;tica de pactos com o governo e sua t&#225;tica de mobiliza&#231;&#227;o de um dia a cada dois meses. Por isso come&#231;am a se dividir entre eles pela press&#227;o da luta de classes. Reunidos no dia seguinte ao 19 de mar&#231;o para &#8220;decidir como continuar&#8221;, os chefes sindicais discutiram interminavelmente durante 4 horas para decidir...voltar a se ver em 30 de mar&#231;o. O mais &#227; direita, Ch&#233;reque, secretario geral da CFDT (segunda central sindical na Fran&#231;a) quer esperar at&#233; o dia 1 de maio para uma pr&#243;xima mobiliza&#231;&#227;o. Quando perguntaram se temia algum estouro social, respondeu diretamente: &#8220;N&#227;o temo por enquanto, e decerto n&#227;o desejo (...) Nenhuma das grandes confedera&#231;&#245;es quer ir neste sentido e a intersindical &#233; bastante s&#243;lida para canalizar as tens&#245;es&#8221;. Os mais &#227; &#8220;esquerda&#8221;, Solidaries, querem uma nova jornada de a&#231;&#227;o antes do fim de mar&#231;o. No centro a dire&#231;&#227;o da CGT (de longe a primeira central sindical), FO (a terceira) e a FSU (muito poderosa federa&#231;&#227;o no ensino p&#250;blico) querem esperar para medir a amplitude da capacidade dos mais radicalizados para adaptar a eles sua nova iniciativa, com o fim de seguir controlando bem a mobiliza&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A responsabilidade das organiza&#231;&#245;es de extrema-esquerda&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta tens&#227;o e a crescente popularidade da extrema esquerda, em particular do NPA, outorga a esta uma responsabilidade especial. Tanto a dire&#231;&#227;o do NPA, como da Lutte Ouvri&#233;re reconhecem que a greve geral est&#225; na ordem do dia, mas n&#227;o prop&#245;em grande coisa para ajudar aos trabalhadores a abrir caminho. Por isso, a Tend&#234;ncia CLAIRE do NPA segue lutando para que, finalmente o NPA seja ativo na coordena&#231;&#227;o destas diferentes lutas, que os burocratas deixam se desenvolver de maneira isolada deliberadamente, empresa por empresa, e ofere&#231;a uma perspectiva pol&#237;tica. Isso sup&#245;e propor no imediato a necessidade de estabelecer uma plataforma de reivindica&#231;&#245;es que unifique a todos os trabalhadores, construa comit&#234;s para a prepara&#231;&#227;o da greve geral, e leve adiante este trabalho em comum. Mas isso sup&#245;e tamb&#233;m levantar audazmente a consigna de nacionaliza&#231;&#227;o sem indeniza&#231;&#227;o e sob gest&#227;o oper&#225;ria como &#250;nico meio de impedir os fechamentos das empresas e as demiss&#245;es. Isso pode ser justificado amplamente ante as massas apoiando-se nos bilh&#245;es que o governo desembolsa para a patronal que, entretanto, segue com as demiss&#245;es, o que indigna os trabalhadores: j&#225; que n&#227;o s&#243; somos n&#243;s que produzimos, sen&#227;o que ademais, &#233; com nosso dinheiro que as empresas s&#227;o salvas da quebra, ent&#227;o a n&#243;s corresponde dirigir a produ&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
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		<title>Une puissante journ&#233;e de gr&#232;ve interprofessionnelle, qui met les directions syndicales sous pression</title>
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		<dc:creator>S. (militante de la Tendencia CLAIRE del NPA y miembro del grupo de simpatizantes de la FT-CI en Francia)</dc:creator>


		<dc:subject>Europa</dc:subject>
		<dc:subject>Movimiento Obrero</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Francia</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;L'appel de toutes les centrales syndicales &#227; une journ&#233;e d'action le jeudi 19 mars a &#233;t&#233; tr&#232;s massivement suivi par les travailleurs&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L150xH100/arton1774-7f604.jpg?1697801641' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='100' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;L'appel de toutes les centrales syndicales &#227; une journ&#233;e d'action le jeudi 19 mars a &#233;t&#233; tr&#232;s massivement suivi par les travailleurs. Selon les directions syndicales, 3,2 millions de personnes ont particip&#233; aux manifestations. C'est non seulement un nombre sup&#233;rieur &#227; celui des manifestations du 29 janvier, o&#249; les syndicats avaient comptabilis&#233; 2,5 millions de manifestants, mais c'est un nombre tout simplement historique, car sup&#233;rieur &#227; celui des mobilisations de 2006 contre le CPE, qui constituait d&#233;j&#224; le niveau le plus &#233;lev&#233; de manifestants depuis mai 1968.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pour bien appr&#233;cier l'ampleur de la mobilisation, il faut tenir compte en outre, d'une part, du fait que ces appels ont &#233;t&#233; lanc&#233;s par les syndicats presque &#227; froid, c'est-&#224;-dire sans puissant conflit engag&#233; dans un secteur significatif de travailleurs, d'autre part, de la participation relativement plus faible des secteurs dominants en 2006, celui des &#233;tudiants et des lyc&#233;ens. Cela signifie que les manifestants &#233;taient dans leur tr&#232;s grande majorit&#233; des salari&#233;s. Enfin, la pr&#233;sence des travailleurs du priv&#233;, notamment des ouvriers d'industrie, &#233;tait particuli&#232;rement nombreuse. C'est un ph&#233;nom&#232;ne qui marque une rupture importante, apr&#232;s 25 ans o&#249; la lutte de classes en France avait &#233;t&#233; domin&#233;e par les mobilisations des salari&#233;s de la Fonction Publique et des entreprises publiques, notamment en 1995. Car, dans la mesure o&#249; le patronat et le gouvernement s'appuyaient traditionnellement sur l'opposition entre le secteur public (globalement plus syndiqu&#233; et plus combatif) et le secteur priv&#233; (beaucoup moins syndiqu&#233; et moins combatif), cette nouveaut&#233; ouvre la possibilit&#233; d'un changement de rapport de forces entre les classes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Les raisons de la forte participation de la classe ouvri&#232;re&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Elle s'explique d'abord fondamentalement par l'impact de la crise &#233;conomique sur l'Union Europ&#233;enne et sur la France. Le FMI annon&#231;ait en d&#233;but d'ann&#233;e une r&#233;cession de 1,9% pour la France et l'INSEE (Institut National de la Statistique et des &#201;tudes &#201;conomiques) pr&#233;voyait une hausse de 214 000 du nombre de ch&#244;meurs d'ici &#227; juin. Aujourd'hui, Le FMI s'appr&#234;tent &#227; vient de r&#233;viser sa pr&#233;vision pour 2009 &#227; une r&#233;cession de 2,5%, estimant que le PIB reculera de 2,9% d'ici &#227; fin juin et l'INSEE pr&#233;voit d'ores et d&#233;j&#224; 281 000 ch&#244;meurs (au sens du BIT) de plus d'ici &#227; fin juin. L'important n'est pas ici tant le niveau absolu du ch&#244;mage, encore inf&#233;rieur &#227; celui des ann&#233;es 80 et 90, mais sa hausse brutale, qui exprime une s&#233;rie de plans de licenciements et de fermeture d'entreprises. Elle s'explique aussi par l'impuissance du gouvernement de Sarkozy &#227; emp&#234;cher la crise capitaliste mondiale de frapper de plein fouet la France, par la col&#232;re que suscite parmi les travailleurs sa politique de subventions massives aux banques et entreprises capitalistes qui continuent pourtant &#224; licencier alors qu'il ne laisse que des miettes aux travailleurs et par la n&#233;cessit&#233; pour lui de poursuivre les contre-r&#233;formes, voire de les acc&#233;l&#233;rer. Le m&#233;contentement des ouvriers est &#224; la mesure des illusions que Sarkozy avait su susciter dans une frange de l'&#233;lectorat populaire pour se faire &#233;lire pr&#233;sident de la R&#233;publique il y a deux ans : promesse d'&#171; aller chercher la croissance avec les dents &#187;, d'&#234;tre &#171; le pr&#233;sident du pouvoir d'achat &#187; et du plein emploi.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Expressions de la col&#232;re ouvri&#232;re&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ce changement d'&#233;tat d'esprit ne s'exprime pas seulement dans la puissance des manifestations, mais dans la multiplication des actions ouvri&#232;res contre les licenciements, m&#234;me si encore c'est le plus souvent dans le but d'obtenir de meilleures indemnisations. Les 1200 ouvriers de l'usine Continental (pneumatiques) de Claroix dont la fermeture est pr&#233;vu pour la fin de l'ann&#233;e ont re&#231;u leur patron &#227; coups de jets d'&#339;uf et se sont heurt&#233;s &#224; la police lors de la manifestation du 19 mars, ceux de l'usine Sony de Pontonx-sur-l'Adour ont s&#233;questr&#233; leur patron pendant une nuit, les ouvri&#232;res d'Amora-Maille (groupe Unilever) sont en gr&#232;ve totale depuis le lundi 16 mars contre la fermeture programm&#233;e des usines de Dijon et d'Appoigny, les ouvriers de l'usine Glaxo d'Evreux ont spontan&#233;ment d&#233;bray&#233; contre un plan de pr&#232;s de 800 licenciement (soit la moiti&#233; de l'effectif) avant de mettre en place une gr&#232;ve totale avec piquets, les ouvriers de l'usine Fulmen, elle aussi menac&#233;e de fermeture imminente par le leader mondial du secteur, Exide Technologies (plus de 2,5 milliards de profits cette ann&#233;e), ont lanc&#233; des enveloppes batteries sur la pr&#233;fecture et ont forc&#233; la grille d'entr&#233;e lors de la manifestation &#227; Auxerre, des ouvriers de l'usine Caterpillar de Grenoble employant 2700 salari&#233;s ont occup&#233; l'usine contre le plan de 700 licenciements, des salari&#233;s de l'entreprise pharmaceutique 3M de Pithiviers s&#233;questrent leur patron depuis mardi 24 mars contre un plan de 110 licenciements sur 225 employ&#233;s, etc. Cependant, l'&#233;tat d'esprit de la classe ouvri&#232;re est loin d'&#234;tre partout &#233;gal. Parfois les ouvriers subissent les licenciements sans r&#233;agir esp&#233;rant ainsi &#233;viter d'&#234;tre licenci&#233;s &#224; leur tour, parfois les ouvriers se battent mais plus pour l'honneur que dans l'espoir de gagner. &#192; l'extr&#234;me oppos&#233;, certains secteurs d&#233;j&#224; traditionnellement combatifs, sont en voie de radicalisation. Dans la manifestation de Paris, on pouvait ainsi lire dans le cort&#232;ge de l'usine PSA d'Aulnay, connue pour la grande combativit&#233; de ses ouvriers en majorit&#233; jeunes et souvent issus de l'immigration, des slogans comme &#171; gr&#232;ve g&#233;n&#233;rale &#187;, &#171; partage des heures de travail &#187;, &#171; 300 euros &#187;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Un gouvernement largement d&#233;consid&#233;r&#233; et des directions syndicales sous pression&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La perte de prestige de Sarkozy, la mont&#233;e de la col&#232;re ouvri&#232;re et l'ampleur m&#234;me des mobilisations mettent les directions syndicales r&#233;formistes sous pression, tout particuli&#232;rement dans un contexte marqu&#233; par la gr&#232;ve g&#233;n&#233;rale des travailleurs des Antilles, partiellement victorieuse, et la gr&#232;ve illimit&#233;e dans les universit&#233;s, m&#234;me si elle est in&#233;galement suivie. Le gouvernement ne peut plus faire de concessions et l'a annonc&#233; tr&#232;s clairement. Le gouvernement avait annonc&#233; avant m&#234;me les manifestations ne vouloir faire aucune nouvelle concession, m&#234;me mineure. Cependant, face &#224; l'ampleur de la mobilisation, Sarkozy, sans rien c&#233;der, s'est efforc&#233;, dans un discours prononc&#233; mardi 24 mars, de recr&#233;er des illusions pour donner un peu d'air au gouvernement et aux chefs des syndicats. Il a &#227; nouveau d&#233;nonc&#233; les &#171; parachutes dor&#233;s &#187; (sans pour autant proposer aucune mesure pour les emp&#234;cher) et a annonc&#233; p&#234;le-m&#234;le un &#171; plan d'urgence &#187; pour les jeunes avant fin avril, la nomination de &#171; commissaires &#224; la r&#233;industrialisation &#187; (charg&#233;s en r&#233;alit&#233; de mieux faire passer les plans de licenciements) et de nouvelles mesures d'ici l'&#233;t&#233;&#8230; en concertation avec les syndicats. Cependant les bureaucrates ne peuvent rester inactifs sous peine de se d&#233;consid&#233;rer dans de larges couches de travailleurs. En effet, le succ&#232;s m&#234;me des journ&#233;es d'action qui doivent servir &#227; canaliser la col&#232;re des travailleurs mettent paradoxalement en difficult&#233; les bureaucrates, car elles font appara&#238;tre cr&#251;ment l'impuissance de leur politique de concertation avec le gouvernement et de leur tactique de mobilisation d'un jour tous les deux mois. C'est pourquoi ils commencent &#227; se diviser entre eux sous la pression de la lutte de classes. R&#233;unis au lendemain du 19 mars pour &#171; d&#233;cider des suites &#187;, les chefs syndicaux ont palabr&#233; pendant 4h pour d&#233;cider de&#8230; se revoir le 30 mars. Les plus &#227; droite, Ch&#233;r&#232;que, secr&#233;taire g&#233;n&#233;rale de la CFDT (deuxi&#232;me centrale syndicale en France) en t&#234;te, voulaient attendre le 1er Mai pour une prochaine mobilisation. Interrog&#233; sur sa crainte d'un &#034;embrasement social&#034;, il a r&#233;pondu sans embages : &#034;Je ne le crains pas pour l'instant et je le souhaite &#233;videmment pas. (...) Aucune grande conf&#233;d&#233;ration ne veut aller dans ce sens et l'intersyndicale est assez solide pour canaliser les tensions&#034;. Les plus &#171; &#227; gauche &#187;, Solidaires, voulaient une nouvelle journ&#233;e d'action avant fin mars. Au centre, la direction de la CGT (de loin la premi&#232;re centrale syndicale), FO (la troisi&#232;me) et la FSU (tr&#232;s puissante f&#233;d&#233;ration dans l'enseignement public) voulaient attendre de mesurer l'ampleur des capacit&#233;s de d&#233;bordement des secteurs les plus avanc&#233;s pour y adapter leur nouvelle initiative, afin de continuer &#227; bien contr&#244;ler la mobilisation.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La responsabilit&#233; des organisations d'extr&#234;me gauche&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cette tension de la situation et la popularit&#233; croissante de l'extr&#234;me gauche, en particulier du NPA, lui donne une responsabilit&#233; particuli&#232;re. La direction du NPA comme de Lutte Ouvri&#232;re reconnaissent que la gr&#232;ve g&#233;n&#233;rale est &#224; l'ordre du jour, mais ne proposent pas grand chose pour aider les travailleurs &#227; s'ouvrir la voie vers sa r&#233;alisation. C'est pourquoi la Tendance CLAIRE du NPA continue de se battre pour que le NPA soit particuli&#232;rement enfin actif dans la coordoonation de ces diff&#233;rentes luttes, que les bureaucrates laissent d&#233;lib&#233;r&#233;ment se mener de fa&#231;on isol&#233;e, entreprise par entreprise, et leur offre une perspective politique. Cela suppose &#224; la fois de mettre en avant pour tout de suite la n&#233;cessit&#233; d'&#233;tablir une plateforme de revendication unifiante pour tous les travailleurs, de mettre en place des comit&#233;s pour la pr&#233;paration de la gr&#232;ve g&#233;n&#233;rale et de combattre frontalement la politique des directions syndicales qui font tout pour canaliser cette col&#232;re dans le cadre du syst&#232;me. Il faut proposer aux autres organisations d'extr&#234;me gauche et &#224; l'avant-garde ouvri&#232;re qui estime aussi que la situation pose la question de la gr&#232;ve g&#233;n&#233;rale de mener ce travail en commun. Mais cela suppose aussi d'avancer hardiment le mot d'ordre de nationalisation sans indemnit&#233; ni rachat et sous gestion ouvri&#232;re comme seul moyen d'emp&#234;cher les fermetures d'entreprises et les licenciements. Celui-ci peut &#234;tre justifi&#233; largement aupr&#232;s des masses en s'appuyant sur les milliards que le gouvernement d&#233;verse au patronat qui continue pourtant &#224; licencier, ce qui indigne les travailleurs : si c'est non seulement nous qui produisons, mais c'est en outre avec notre argent que les entreprises sont sauv&#233;es de la faillite, alors c'est &#227; nous de diriger la production.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Una gran jornada de huelga de todos los sectores, que pone a las direcciones sindicales bajo presi&#243;n</title>
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		<dc:date>2009-03-26T13:55:23Z</dc:date>
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		<dc:creator>S. (militante de la Tendencia CLAIRE del NPA y miembro del grupo de simpatizantes de la FT-CI en Francia)</dc:creator>


		<dc:subject>Europa</dc:subject>
		<dc:subject>Movimiento Obrero</dc:subject>
		<dc:subject>Francia</dc:subject>

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&lt;p&gt;El llamado de todas las centrales sindicales a una jornada de acci&#243;n el jueves 19 de marzo fue seguido masivamente por los trabajadores. Seg&#250;n las direcciones sindicales, 3.200.000 personas participaron en las manifestaciones. Este no solamente es un n&#250;mero superior al de las manifestaciones del 29 de enero, en las que los sindicatos hab&#237;an contabilizado 2.500.000 manifestantes, sino que es un n&#250;mero realmente hist&#243;rico, porque supera al de las movilizaciones de 2006 contra el CPE, que ya (&#8230;)&lt;/p&gt;


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		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;El llamado de todas las centrales sindicales a una jornada de acci&#243;n el jueves 19 de marzo fue seguido masivamente por los trabajadores. Seg&#250;n las direcciones sindicales, 3.200.000 personas participaron en las manifestaciones. Este no solamente es un n&#250;mero superior al de las manifestaciones del 29 de enero, en las que los sindicatos hab&#237;an contabilizado 2.500.000 manifestantes, sino que es un n&#250;mero realmente hist&#243;rico, porque supera al de las movilizaciones de 2006 contra el CPE, que ya constitu&#237;a el nivel m&#225;s elevado de manifestantes desde mayo de 1968. Para apreciar bien la amplitud de la movilizaci&#243;n, adem&#225;s hay que tener en cuenta, por un lado, que estos llamados fueron hechos por los sindicatos casi en fr&#237;o, es decir sin un gran conflicto iniciado en un sector significativo de trabajadores, y por el otro, la participaci&#243;n relativamente m&#225;s d&#233;bil de los sectores dominantes en 2006, el de los estudiantes y los secundarios. Esto significa que los manifestantes eran en su gran mayor&#237;a asalariados. Por &#250;ltimo, la presencia de los trabajadores del sector privado, sobre todo de obreros industriales, era particularmente numerosa. Este es un fen&#243;meno que marca una ruptura importante, despu&#233;s de 25 a&#241;os en que la lucha de clases en Francia estaba dominada por las movilizaciones de los asalariados de la administraci&#243;n p&#250;blica y de las empresas p&#250;blicas, sobre todo en 1995. Porque, en la medida en que la patronal y el gobierno se apoyaban tradicionalmente en la oposici&#243;n entre el sector p&#250;blico (globalmente m&#225;s sindicalizado y m&#225;s combativo) y el sector privado (mucho menos sindicalizado y menos combativo), esta novedad abre la posibilidad de un cambio de relaci&#243;n de fuerzas entre las clases.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Las razones de la fuerte participaci&#243;n de la clase obrera&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esto se explica primero y fundamentalmente por el impacto de la crisis econ&#243;mica en la Uni&#243;n Europea y en Francia. A principios de a&#241;o, el FMI anunciaba una recesi&#243;n de 1,9% para Francia y el INSEE (Instituto Nacional de Estad&#237;stica y de Estudios Econ&#243;micos) preve&#237;a una suba de 214.000 en el n&#250;mero de desocupados de aqu&#237; a junio. El FMI acaba de revisar su previsi&#243;n para 2009, estimando que el PBI retroceder&#225; un 2,9% de aqu&#237; a fines de junio y el INSEE prev&#233; desde ahora 281.000 desocupados m&#225;s para el mismo per&#237;odo. Lo que importa no es tanto el nivel absoluto del desempleo, todav&#237;a inferior al de los a&#241;os 80 y 90, sino su alza brutal, que expresa una serie de planes de despidos y cierres de empresas. Esta fuerte participaci&#243;n de la clase obrera en la movilizaci&#243;n se explica tambi&#233;n por la impotencia del gobierno de Sarkozy para impedir que la crisis capitalista mundial golpee de lleno a Francia, por la bronca que provoca en los trabajadores su pol&#237;tica de subvenciones masivas a los bancos y empresas capitalistas las que, sin embargo, siguen despidiendo mientras s&#243;lo le da migajas a los trabajadores, as&#237; como por la necesidad que tiene de continuar con las contrarreformas, incluso de acelerarlas. El descontento de los obreros es proporcional a las ilusiones que Sarkozy supo suscitar en una franja del electorado popular para hacerse elegir presidente de la Rep&#250;blica hace dos a&#241;os: promesas de &#8221;ir a buscar el crecimiento por todos los medios&#8221;, de ser &#8220;el presidente del poder adquisitivo&#8221; y del pleno empleo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Expresiones de la bronca obrera&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este cambio de estado de &#225;nimo no se expresa solamente en el tama&#241;o de las manifestaciones, sino en la multiplicaci&#243;n de las acciones obreras contra los despidos, a&#250;n cuando lo m&#225;s frecuente es que tengan el objetivo de obtener mejores indemnizaciones. Los 1.200 obreros de la f&#225;brica Continental (neum&#225;ticos) de Clairoix, cuyo cierre est&#225; previsto para fin de a&#241;o, recibieron a su patr&#243;n a huevazos y se enfrentaron con la polic&#237;a en la manifestaci&#243;n del 19 de marzo; los de la f&#225;brica Sony de Pontonx-sur-l'Adour secuestraron a su patr&#243;n durante una noche; las obreras d'Amora-Maille (grupo Unilever) est&#225;n en huelga total desde el lunes 16 de marzo contra el cierre programado de las f&#225;bricas de Dijon y de Appoigny; los obreros de la f&#225;brica Glaxo de Evreux pararon espont&#225;neamente contra un plan de cerca de 800 despidos (es decir la mitad de los efectivos) antes de llevar adelante una huelga total con piquetes; los obreros de la f&#225;brica Fulmen, tambi&#233;n amenazada de cierre inminente por el l&#237;der mundial del sector, Exide Technologies (m&#225;s de 2.500 millones de ganancia este a&#241;o), se enfrentaron con la prefectura, arroj&#225;ndole bater&#237;as vac&#237;as y destruyendo el coche del prefecto, y forzaron el port&#243;n de entrada en la manifestaci&#243;n de Auxerre; los obreros de la f&#225;brica Caterpillar de Grenoble, que emplea a 2.700 asalariados, han ocupado la f&#225;brica contra el plan de 700 despidos; los trabajadores de la empresa farmac&#233;utica 3M de Pithiviers secuestran a su patr&#243;n desde el 24 de marzo contra un plan de 110 despidos sobre 225 empleados, etc. Sin embargo, el estado de &#225;nimo de la clase obrera est&#225; lejos de ser igual en todas partes. A veces los obreros sufren los despidos sin reaccionar, esperando, a su vez, evitar ser despedidos, a veces pelean, pero m&#225;s por el honor que con la esperanza de ganar. En el extremo opuesto, algunos sectores ya tradicionalmente combativos, est&#225;n en v&#237;as de radicalizarse. En la manifestaci&#243;n de Par&#237;s, se pod&#237;a leer en la columna de la f&#225;brica PSA de Aulnay, conocida por la gran combatividad de sus obreros, en su mayor&#237;a j&#243;venes e inmigrantes, consignas como &#8220;huelga general&#8221;, &#8220;reparto de las horas de trabajo&#8221;, &#8220;300 euros&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Un gobierno muy desacreditado y direcciones sindicales bajo presi&#243;n&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La p&#233;rdida de prestigio de Sarkozy, el aumento de la bronca obrera y la amplitud misma de las movilizaciones ponen bajo presi&#243;n a las direcciones sindicales reformistas, todo esto en un contexto marcado por la huelga general de los trabajadores de las Antillas, parcialmente victoriosa, y la huelga ilimitada en las universidades, aunque &#233;sta tenga un acatamiento desigual. El gobierno hab&#237;a anunciado antes de las manifestaciones que no iba a hacer la menor concesi&#243;n. Sin embargo, frente a la amplitud de la movilizaci&#243;n, Sarkozy, sin ceder nada, se ha esforzado, en un discurso pronunciado el 24 de marzo, en recrear las ilusiones para dar un poco de aire al gobierno y a los dirigentes sindicales. Nuevamente denunci&#243; a los &#8220;paraca&#237;das dorados&#8221; (las indemnizaciones millonarias garantizadas a los ejecutivos de bancos y financieras), aunque sin proponer ninguna medida para impedir su existencia y ha anunciado un &#8220;plan de urgencia&#8221; para los j&#243;venes antes de fines de abril, el nombramiento de &#8220;comisarios de reindustrializaci&#243;n&#8221; (en realidad, encargados de dejar pasar mejor los planes de despidos) y nuevas medidas de aqu&#237; al verano (boreal)... concertando con los sindicatos. Sin embargo, los bur&#243;cratas no pueden permanecer inactivos, a riesgo de desacreditarse en amplias capas de trabajadores. En efecto, el &#233;xito mismo de las jornadas de acci&#243;n, que deben servir para canalizar la bronca de los trabajadores, parad&#243;jicamente, les crean dificultades, porque muestran crudamente la impotencia de su pol&#237;tica de concertaci&#243;n con el gobierno y de su t&#225;ctica de movilizaci&#243;n de un d&#237;a cada dos meses. Por eso comienzan a dividirse entre ellos por la presi&#243;n de la lucha de clases. Reunidos al d&#237;a siguiente del 19 de marzo para &#8220;decidir c&#243;mo continuar&#8221;, los jefes sindicales han discutido interminablemente durante 4hs. para decidir ... volver a verse el 30 de marzo. El m&#225;s a la derecha, Ch&#233;r&#232;que, secretario general de la CFDT (segunda central sindical en Francia) quiere esperar hasta el 1&#176; de mayo para una pr&#243;xima movilizaci&#243;n. Cuando le preguntaron si tem&#237;a un estallido social, respondi&#243; directamente: &#8220;No le temo por el momento, y por supuesto, no lo deseo (...) Ninguna de las grandes confederaciones quiere ir en ese sentido y la intersindical es bastante s&#243;lida para canalizar las tensiones&#8221;. Los m&#225;s &#8220;de izquierda&#8221;, Solidaires, quieren una nueva jornada de acci&#243;n antes de fin marzo. En el centro, la direcci&#243;n de la CGT (de lejos la primera central sindical), FO (la tercera) y la FSU (muy poderosa federaci&#243;n en la ense&#241;anza p&#250;blica) quieren esperar a medir la amplitud de la capacidad de desborde de los sectores m&#225;s avanzados para adaptar a ellos su nueva iniciativa, con el fin de seguir controlando bien la movilizaci&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La responsabilidad de las organizaciones de extrema izquierda&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta tensi&#243;n de la situaci&#243;n y la creciente popularidad de la extrema izquierda, en particular del NPA, le otorga una responsabilidad especial. Tanto la direcci&#243;n del NPA como de Lutte Ouvri&#232;re reconocen que la huelga general est&#225; a la orden del d&#237;a, pero no proponen gran cosa para ayudar a los trabajadores a abrirse paso hacia su realizaci&#243;n. Por eso, la Tendencia CLAIRE del NPA sigue peleando para que, finalmente, el NPA sea activo en la coordinaci&#243;n de estas diferentes luchas, que los bur&#243;cratas dejan desarrollar deliberadamente de manera aislada, empresa por empresa, y ofrezca una perspectiva pol&#237;tica. Esto supone, a la vez, proponer de inmediato la necesidad de establecer una plataforma de reivindicaciones que unifique a todos los trabajadores, construir comit&#233;s para la preparaci&#243;n de la huelga general y combatir frontalmente la pol&#237;tica de las direcciones sindicales, que hacen todo para canalizar esta bronca en el marco del sistema. Hay que plantear a las otras organizaciones de extrema izquierda y a la vanguardia obrera, que tambi&#233;n consideran que la situaci&#243;n pone de relieve la cuesti&#243;n de la huelga general, llevar adelante este trabajo en com&#250;n. Pero esto supone tambi&#233;n levantar audazmente la consigna de nacionalizaci&#243;n sin indemnizaci&#243;n y bajo gesti&#243;n obrera como &#250;nico medio de impedir los cierres de empresas y los despidos. Esto puede ser justificado ampliamente ante las masas apoy&#225;ndose en los miles de millones que el gobierno desembolsa a la patronal que, sin embargo, sigue con los despidos, lo que indigna a los trabajadores; ya que no solamente somos nosotros los que producimos, sino que adem&#225;s, es con nuestro dinero que las empresas son salvadas de la quiebra, entonces a nosotros nos corresponde dirigir la producci&#243;n.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>&#191;La bronca de los trabajadores lograr&#225; desbordar a las direcciones sindicales?</title>
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		<dc:creator>S. (militante de la Tendencia CLAIRE del NPA y miembro del grupo de simpatizantes de la FT-CI en Francia)</dc:creator>


		<dc:subject>Europa</dc:subject>
		<dc:subject>Movimiento Obrero</dc:subject>
		<dc:subject>Francia</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;La situaci&#243;n social y pol&#237;tica en Francia est&#225; marcada por el desarrollo de la crisis econ&#243;mica mundial del capitalismo.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L150xH50/arton1759-4c58a.jpg?1697801641' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='50' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;por S. (militante de la Tendencia CLAIRE del NPA y miembro del grupo de simpatizantes de la FT-CI en Francia)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;La situaci&#243;n social y pol&#237;tica en Francia est&#225; marcada por el desarrollo de la crisis econ&#243;mica mundial del capitalismo. Una huelga general acaba de conmover a las Antillas, los planes de despidos se multiplican, el gobierno debilitado prosigue con sus contrarreformas y la bronca de los trabajadores se amplifica.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Las luchas se desarrollan a pesar de la concertaci&#243;n de los bur&#243;cratas con Sarkozy&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La jornada de acci&#243;n convocada por todas las centrales sindicales el 29 de enero fue respondida masivamente, expresada por tasas de huelguistas y un n&#250;mero de manifestantes (2.500.000) sin precedentes desde 2006 y una fuerte presencia de trabajadores privados, generalmente en retirada desde hace m&#225;s de 25 a&#241;os en este tipo de movilizaciones. Pero las direcciones sindicales, que no establecieron ninguna plataforma de reivindicaciones claras, se han negado a darle continuidad a esta acci&#243;n, lo que hubiera permitido amplificar la movilizaci&#243;n al extenderse la huelga a otros sectores que podr&#237;an haber actuado como un foco para organizar la huelga general.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Prefirieron adaptarse al calendario fijado por Sarkozy, aceptando diferir e ir a la &#8220;concertaci&#243;n&#8221; del 18 de febrero. Si bien el gobierno ha tirado algunas migajas, su objetivo sobre todo era el de asociar a las direcciones sindicales con la puesta en marcha de su supuesto &#8220;plan de reactivaci&#243;n&#8221;. Ante el aumento de la bronca obrera, los jefes sindicales no ten&#237;an otra alternativa que llamar a una nueva jornada de movilizaci&#243;n, para no desacreditarse demasiado evidentemente ante los trabajadores. Pero la fijaron para el 19 de marzo, lo m&#225;s lejos posible del 29 de enero, para darle tiempo al gobierno a terminar con la huelga general en Guadalupe, colonia francesa, y evitar el contagio a Francia. Sin embargo, desbordando a las direcciones sindicales mediante la realizaci&#243;n de asambleas generales, la elecci&#243;n de delegados mandatados y coordinadoras nacionales, primero los docentes universitarios, a los que luego se suman los estudiantes, realizan una huelga prolongada e ilimitada desde el 2 de febrero, y han confluido con un n&#250;mero creciente de estudiantes, a pesar de la pol&#237;tica anti huelga de la UNEF, principal sindicato estudiantil, ligado al Partido Socialista. A pesar de los esfuerzos del gobierno para terminarla, combinando pseudo negociaciones con los sindicatos amarillos para &#8220;reescribir&#8221; el proyecto y la represi&#243;n a los m&#225;s activos, el movimiento se mantiene globalmente, incluso fortaleci&#233;ndose entre los estudiantes y en parte radicaliz&#225;ndose con el bloqueo de un n&#250;mero creciente de universidades (alrededor de 44 a la fecha). En los hospitales, los trabajadores comenzaron a movilizarse contra la ley Bachelot. En el Correo, huelgas prolongadas, impulsadas desde la base por militantes combativos, a pesar de la oposici&#243;n de todas las direcciones nacionales, y frecuentemente impulsadas por los j&#243;venes, se desarrollan en el departamento de Hauts-de-Seine y de l&#180;Essonne. En el sector privado, las reacciones de los trabajadores frente a los planes de despidos se multiplican.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Los obreros de la STPM impiden los despidos mediante una huelga con piquetes&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El l&#237;der mundial de la producci&#243;n de bater&#237;as, Exide Technologies, ha decidido cerrar su f&#225;brica en Auxerre y llevar su producci&#243;n a Espa&#241;a, Italia y Polonia, dejando en la calle a 350 asalariados. Los trabajadores reaccionaron con una huelga a reglamento y con la presencia de una guardia alrededor de la f&#225;brica para impedir que se lleven las m&#225;quinas. El 29 de enero llevaron por la fuerza a su patr&#243;n a manifestar con ellos. A fines de febrero, la intersindical organiz&#243; un mitin en las puertas de la f&#225;brica e invit&#243; a Olivier Besancenot, muy aplaudido cada vez que ten&#237;a un lenguaje radical. En Clairoix, en l&#180;Oise, el grupo alem&#225;n Schaefller anunci&#243; su decisi&#243;n de cerrar la f&#225;brica de neum&#225;ticos Continental, que emplea a 1.200 asalariados. Los obreros reaccionaron con la huelga el jueves, recibieron a su patr&#243;n tir&#225;ndole huevos el viernes, y organizando una manifestaci&#243;n al comit&#233; de empresa en Reims el lunes. Tambi&#233;n los trabajadores de la f&#225;brica Sony de Pontonx-sur-l&#180;Adour han secuestrado a su patr&#243;n durante toda una noche para obtener mejores indemnizaciones por despido. Todo esto es un testimonio del aumento de la rabia obrera. Pero el l&#237;mite de estas movilizaciones es que, en general, no tienen otra perspectiva que &#233;sta. En este sentido, la acci&#243;n m&#225;s destacable es la de los obreros de la STPM, una peque&#241;a f&#225;brica de un grupo contratista automotor. No han peleado por mejores indemnizaciones, sino por impedir sus propios despidos. Y provisoriamente han ganado. Una huelga con piquete de 9 d&#237;as de 22 de los 28 obreros de la f&#225;brica oblig&#243; a ceder al patr&#243;n: la presi&#243;n de Peugeot y de Renault, para los que la f&#225;brica produce chasis, ha sido muy fuerte. Ni el chantaje del patr&#243;n por la deslocalizaci&#243;n, ni la presi&#243;n del prefecto (el representante del gobierno en el departamento) hicieron replegar a los obreros. Su ejemplo debe popularizarse para instalar en la conciencia de los trabajadores la idea de que es posible impedir los despidos con la lucha de clases. Hay que buscar centralizar estos combates dispersos. Finalmente, y m&#225;s importante, es necesario comenzar a levantar la consigna de nacionalizaci&#243;n sin pago ni indemnizaci&#243;n bajo gesti&#243;n obrera de las empresas automotrices como &#250;nica soluci&#243;n, en &#250;ltima instancia, para impedir los despidos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La huelga general en las Antillas: los trabajadores de las colonias muestran el camino a la clase obrera de Francia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La huelga general de los trabajadores de Guadalupe y Martinica ha constituido una poderosa respuesta obrera a la crisis, a las agresiones de Sarkozy, a la dominaci&#243;n de un pu&#241;ado de patrones criollos y metropolitanos y del Estado colonialista franc&#233;s. La definici&#243;n de una plataforma de reivindicaciones precisas, la realizaci&#243;n de un frente &#250;nico de organizaciones pol&#237;ticas y sindicales, la preparaci&#243;n de &#233;stapor medio de manifestaciones y m&#237;tines, el llamado a la huelga general, la realizaci&#243;n de piquetes de huelga y la extensi&#243;n de la huelga desde las grandes empresas hacia las peque&#241;as, son m&#233;todos ejemplares para la clase obrera de Francia. Sin embargo, la traici&#243;n de los dirigentes de las centrales de la metr&#243;poli que dejaron aislada a la huelga general, los esfuerzos del gobierno para pudrir el conflicto y los l&#237;mites del m&#233;todo reformista de los dirigentes combativos de la UGTG y de la CGTG que la encerraron en un marco puramente econ&#243;mico, cuando los trabajadores de hecho empezaban a poner en marcha a la econom&#237;a ellos mismos (distribuci&#243;n de acuerdo a las necesidades de gas, de nafta, etc.), hacen que el &#233;xito sea solamente parcial. Esta es una de las razones por las que, si bien constituye una referencia para todos los trabajadores, no tuvo un efecto de contagio inmediato. Pero tambi&#233;n, porque ninguna organizaci&#243;n de la extrema izquierda, mientras saludaba esta lucha, levant&#243; una orientaci&#243;n concreta para la preparaci&#243;n pol&#237;tica de la huelga general en Francia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La necesidad de un combate pol&#237;tico por la huelga general&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Es verdad que el NPA defiende correctamente la perspectiva de la huelga general y, en su visita de solidaridad a los trabajadores y al pueblo de Guadalupe, Olivier Besancenot ha levantado la necesidad de creaci&#243;n de &#8220;comit&#233;s contra la explotaci&#243;n&#8221;, siguiendo el modelo del LKP. Pero, lamentablemente, la direcci&#243;n del NPA no ha hecho nada para pasar de las palabras a los hechos. La Tendencia CLAIRE del NPA est&#225; proponiendo desde hace varias semanas a todo el NPA adoptar y poner en marcha concretamente esta orientaci&#243;n, es decir:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8226; Tomar la iniciativa de lanzar comit&#233;s de preparaci&#243;n de la huelga general en todas las empresas y establecimientos en los que intervienen sus militantes. Se trata de reunir el m&#225;ximo de trabajadores combativos para discutir las condiciones pol&#237;ticas de la huelga general, para convocar lo antes posible a asambleas generales y luchar con el objetivo de la huelga prolongada y la convergencia de las luchas como medios de ir concretamente hacia la huelga general.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8226; Proponer sin demoras a los comit&#233;s de preparaci&#243;n de la huelga general, a los trabajadores reunidos en asambleas y a las organizaciones pol&#237;ticas y sindicales del movimiento obrero adoptar una plataforma reivindicativa inmediata unificadora.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8226; Satisfacci&#243;n de las reivindicaciones de los trabajadores de Guadalupe, Martinica, Guyana y Reuni&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8226; No a la represi&#243;n, retiro inmediato de las fuerzas represivas del Estado franc&#233;s de todos los DOM-TOM (departamentod de territorios de ultramar, N.deT.).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8226; 300 euros de aumento mensual para todos los asalariados ya.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8226; Ning&#250;n despido ni cierre de empresas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8226; Anulaci&#243;n de todas las supresiones de puestos en la funci&#243;n p&#250;blica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8226; Retiro de todas las contrarreformas en curso en el gobierno: Revisi&#243;n General de Pol&#237;ticas P&#250;blicas (RGPP), cambio del estatuto del Correo, reforma de los liceos, decretos que modifican el estatuto de los profesores-investigadores y los concursos de los profesores, ley LRU, proyecto de ley Bachelot contra el hospital p&#250;blico, cierres y deslocalizaci&#243;n de los servicios p&#250;blicos &#250;tiles a la poblaci&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8226; Regularizaci&#243;n colectiva de todos los sans-papiers (sin papeles, trabajadores inmigrantes o hijos de inmigrantes, N.deT.)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8226; Combatir frontalmente la pol&#237;tica de las direcciones sindicales, exigir que dejen su &#8220;concertaci&#243;n&#8221; con el gobierno y su t&#225;ctica de &#8220;jornadas de acci&#243;n&#8221; sin perspectivas; por el contrario, hay que luchar en todos nuestros sindicatos, en las asambleas generales y en los comit&#233;s de preparaci&#243;n de la huelga general para exigirle a las direcciones sindicales del movimiento obrero (CGT, FO, FSU, Solidaires&#8230;) que retomen esta plataforma de reivindicaciones claras y precisas y llamen a los trabajadores a movilizarse inmediatamente, preparando y llamando a la huelga general en el plazo m&#225;s breve.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Solamente con la condici&#243;n de que esta perspectiva logre trazar un camino entre la vanguardia y los trabajadores movilizados, abriendo la v&#237;a para la prolongaci&#243;n de la huelga en uno o varios sectores significativos, el 19 de marzo podr&#225; ser algo m&#225;s que una nueva jornada de acci&#243;n, que aunque seguramente ser&#225; masiva, tambi&#233;n ser&#225; impotente si queda s&#243;lo como una jornada aislada y no como parte de un plan de lucha contra los planes del gobierno y la patronal.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="fr">
		<title>La col&#232;re des travailleurs r&#233;ussira-t-elle &#227; d&#233;border les directions syndicales ?</title>
		<link>https://ft-ci.org/La-colere-des-travailleurs-reussira-t-elle-a-deborder-les-directions-syndicales</link>
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		<dc:date>2009-03-19T15:12:00Z</dc:date>
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		<dc:language>fr</dc:language>
		<dc:creator>S. (militante de la Tendencia CLAIRE del NPA y miembro del grupo de simpatizantes de la FT-CI en Francia)</dc:creator>


		<dc:subject>Europa</dc:subject>
		<dc:subject>Francia</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Une gr&#232;ve g&#233;n&#233;rale vient de secouer les Antilles, les plans de licenciements se mutliplient, le gouvernement fragilis&#233; poursuit ses contre-r&#233;formes et la col&#232;re des travailleurs s'amplifie.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/Articulos-en-frances" rel="directory"&gt;Articulos en franc&#233;s&lt;/a&gt;

/ 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Europa" rel="tag"&gt;Europa&lt;/a&gt;, 
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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L150xH50/arton1764-27a62.jpg?1697801641' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='50' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;La situation sociale et politique en France est marqu&#233;e par le d&#233;veloppement de la crise &#233;conomique mondiale du capitalisme. Une gr&#232;ve g&#233;n&#233;rale vient de secouer les Antilles, les plans de licenciements se mutliplient, le gouvernement fragilis&#233; poursuit ses contre-r&#233;formes et la col&#232;re des travailleurs s'amplifie.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Les luttes se d&#233;veloppent malgr&#233; les concertations des bureaucrates avec Sarkozy&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La journ&#233;e d'action appel&#233;e par toutes les centrales syndicales le 29 janvier avait &#233;t&#233; massivement suivie, marqu&#233;e par des taux de gr&#233;vistes et un nombre de manifestants (2,5 millions) sans pr&#233;c&#233;dent depuis 2006 et une forte pr&#233;sence des travailleurs du priv&#233; g&#233;n&#233;ralement en retrait depuis plus de vingt-cinq dans ce genre de mobilisation. Mais les directions syndicales, qui n'avaient &#233;tabli aucune plateforme de revendications claires, ont refus&#233; d'appeler &#227; une quelconque suite qui aurait permis d'amplifier la mobilisation, de cr&#233;er des foyers de gr&#232;ve reconductible et d'aller concr&#232;tement vers une gr&#232;ve g&#233;n&#233;rale victorieuse.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Elles ont pr&#233;f&#233;r&#233; se caler sur le calendrier fix&#233; par Sarkozy, en acceptant de temporiser et d'aller aux &#171; concertations &#187; du 18 f&#233;vrier. Si le gouvernement a l&#224;&#162;ch&#233; quelques miettes, il s'agissait surtout pour lui d'associer les directions syndicales &#224; la mise en &#339;uvre de son pr&#233;tendu &#171; plan de relance &#187;. Face &#224; la mont&#233;e de la col&#232;re ouvri&#232;re, les chefs syndicaux n'avaient pas d'autre choix que d'appeler &#227; une nouvelle journ&#233;e de mobilisation, sous peine de se discr&#233;diter trop &#233;videmment aux yeux des travailleurs. Mais ils l'ont fix&#233; au 19 mars, le plus loin possible du 29 janvier, pour laisser au gouvernement le temps de venir &#227; bout de la gr&#232;ve g&#233;n&#233;rale en Guadeloupe, colonie fran&#231;aise et &#233;viter la contagion &#224; la France. Pourtant, d&#233;bordant leurs directions syndicales par la mise en place d'AG, l'&#233;lection des d&#233;l&#233;gu&#233;s mandat&#233;s et des Coordinations nationales, les universitaires sont partis en gr&#232;ve reconductible et illimit&#233;e d&#232;s le 2 f&#233;vrier et sont rejoints depuis par un nombre croissant d'&#233;tudiants, malgr&#233; la politique anti-gr&#232;ve de l'UNEF, principal syndicat &#233;tudiant, li&#233; au PS. Malgr&#233; les efforts du gouvernement pour en venir &#227; bout, en combinant des pseudo-n&#233;gociations avec des syndicats jaunes pour &#171; r&#233;&#233;crire &#187; le projet et la r&#233;pression des plus actifs, le mouvement se maintient globalement, se renfor&#231;ant m&#234;me chez les &#233;tudiants et se radicalisant en partie avec un blocage d'un nombre croissant d'universit&#233;s (environ 35 &#227; ce jour). Dans les h&#244;pitaux, les travailleurs ont commenc&#233; &#227; se mobiliser contre la loi Bachelot. &#192; la Poste, des gr&#232;ves reconductibles, impuls&#233;es &#224; la base par des militants combatifs malgr&#233; l'opposition de toutes les directions nationales, et souvent anim&#233;es par les jeunes, se d&#233;veloppent dans le d&#233;partement des Hauts-de-Seine et de l'Essonne. Dans le priv&#233;, les r&#233;actions des travailleurs face aux plans de licenciements se multiplient.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La ouvriers de la STPM emp&#234;chent les licenciements par une gr&#232;ve avec piquet&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Le leader mondial de la production de batterie, Exide Technologies, a d&#233;cid&#233; de fermer son usine d'Auxerre et de d&#233;localiser sa production en Espagne, Italie et Pologne, laissant sur le carreau 350 salari&#233;s. Les travailleurs ont r&#233;agi par une gr&#232;ve du z&#232;le permanente et par la mise en place d'une garde autour de l'usine pour emp&#234;cher le d&#233;m&#233;nagement des machines. Le 29 janvier, ils ont emmen&#233; de force leur patron manifester avec eux. Fin f&#233;vrier, l'intersyndicale a organis&#233; un meeting devant l'usine o&#249; elle a invit&#233; Olivier Besancenot, largement applaudi &#227; chaque fois qu'il tenait un langage radical. A Clairoix, dans l'Oise, le groupe allemand Schaefller a annonc&#233; sa d&#233;cision de fermer l'usine de pneus Continental qui emploie 1200 salari&#233;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Les ouvriers ont r&#233;agi &#227; en se mettant en gr&#232;ve jeudi, en accueillant leur patron avec des jets d'&#339;ufs vendredi et en organisant une manifestation au comit&#233; d'entreprise &#227; Reims lundi. De m&#234;me les travailleurs de l'usine Sony de Pontonx-sur-l'Adour ont s&#233;questr&#233; leur patron pendant une nuit pour obtenir des meilleurs indemnit&#233;s de licenciement. Tout cela t&#233;moigne de la mont&#233;e de la col&#232;re ouvri&#232;re. Mais la limite de ces mobilisations est de n'avoir g&#233;n&#233;ralement pas d'autre perspective que celle-l&#224; . En ce sens, l'action la plus remarquable est celle des ouvriers de la STPM, une petite usine d'un groupe de sous-traitant de l'automobile. Ils ne se sont pas simplement battus pour de meilleures indemnit&#233;s mais bien pour emp&#234;cher les licenciements eux-m&#234;mes. Et ils ont provisoirement gagn&#233;. Une gr&#232;ve de 9 jours de 22 des 28 salari&#233;s de l'usine avec un piquet de gr&#232;ve a contraint le patron &#227; c&#233;der : la pression de Peugeot et Renault pour lesquels l'usine produit des chassis a &#233;t&#233; trop forte. Ni le chantage &#224; la d&#233;localisation du patron, ni la pression du pr&#233;fet (le repr&#233;sentant du gouvernement dans le d&#233;partement) n'ont fait plier les ouvriers.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Leur exemple doit &#234;tre popularis&#233; pour installer dans la conscience des travailleurs l'id&#233;e qu'il est possible d'emp&#234;cher les licenciements par la lutte de classes. Il faut chercher &#227; centraliser ces combats &#233;parses. Enfin, plus fondamentalement, il est n&#233;cessaire de commencer &#227; mettre en avant le mot d'ordre de la nationalisation sous gestion ouvri&#232;re des entreprises de l'automobile comme seule solution en derni&#232;re analyse pour emp&#234;cher les licenciements.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La gr&#232;ve g&#233;n&#233;rale aux Antilles :&lt;br class='autobr' /&gt;
les travailleurs des colonies montrent la voie &#224; la classe ouvri&#232;re de France&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La gr&#232;ve g&#233;n&#233;rale des travailleurs de Guadeloupe et de Martinique a constitu&#233; une puissante riposte ouvri&#232;re &#224; la crise, aux agressions de Sarkozy, &#224; la domination d'une poign&#233;e de patrons bek&#233;s et m&#233;tropolitains et de l'&#201;tat colonialiste fran&#231;ais. La d&#233;finition d'une plateforme de revendications pr&#233;cises, la mise en place d'un front unique d'organisations politiques et syndicales, la pr&#233;paration de la gr&#232;ve par des manifestations et des meetings, l'appel &#224; la gr&#232;ve g&#233;n&#233;rale, la mise en place de piquets de gr&#232;ve et l'extension de la gr&#232;ve des grandes entreprises vers les petites, sont autant de m&#233;thodes exemplaires pour la classe ouvri&#232;re de France.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cependant, la trahison des dirigeants des centrales de m&#233;tropole qui ont laiss&#233; la gr&#232;ve g&#233;n&#233;rale isol&#233;e, les efforts du gouvernement pour faire pourrir le conflit et les limites de la m&#233;thode r&#233;formiste des dirigeants combatifs de l'UGTG et de la CGTG qui l'ont enferm&#233; dans un cadre purement &#233;conomique, alors que les travailleurs commen&#231;aient de fait &#227; faire marcher eux-m&#234;mes l'&#233;conomie (distribution selon les besoins d'essence, de gaz, etc), font que le succ&#232;s est seulement partiel. C'est l'une des raisons pour lesquelles, s'il constitue une r&#233;f&#233;rence pour tous les travailleurs, il n'a pas eu un effet de contagion imm&#233;diat. Mais c'est aussi parce qu'aucune organisation d'extr&#234;me-gauche, tout en saluant cette lutte, n'a mis en avant une orientation concr&#232;te pour pr&#233;parer politique la gr&#232;ve g&#233;n&#233;rale en France.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La n&#233;cessit&#233; du combat politique pour la gr&#232;ve g&#233;n&#233;rale&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Certes, le NPA d&#233;fend &#227; juste titre la perspective de la gr&#232;ve g&#233;n&#233;rale et, lors de sa visite de solidarit&#233; aux travailleurs et au peuple de Guadeloupe, Olivier Besancenot a pr&#233;conis&#233; la mise en place de &#171; comit&#233;s contre l'exploitation &#187;, suivant le mod&#232;le du LKP. Mais la direction du NPA n'a malheureusement rien fait pour passer des paroles aux actes. La Tendance CLAIRE du NPA, quant &#227; elle, propose depuis plusieurs semaines &#227; tout le NPA d'adopter et de mettre en &#339;uvre concr&#232;tement une telle orientation, c'est-&#224;-dire de :&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8226; prendre l'initiative de lancer dans toutes les entreprises et &#233;tablissements o&#249; ses militant-e-s interviennent des comit&#233;s de pr&#233;paration de la gr&#232;ve g&#233;n&#233;rale. Il s'agit de rassembler le maximum de travailleurs les plus combatifs pour discuter des conditions politiques de la gr&#232;ve g&#233;n&#233;rale, pour convoquer d&#232;s que possible des AG et pour se battre dans l'objectif de la gr&#232;ve reconductible et de la convergences des luttes comme moyens d'aller concr&#232;tement vers la gr&#232;ve g&#233;n&#233;rale.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8226; proposer sans attendre aux comit&#233;s de pr&#233;paration de la gr&#232;ve g&#233;n&#233;rale, aux travailleurs r&#233;unis en AG et aux organisations politiques et syndicales du mouvement ouvrier d'adopter une plateforme revendicative imm&#233;diate unifiante :&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8226; Satisfaction des revendications des travailleurs de Guadeloupe, de la Martinique, de la Guyane et de la R&#233;union ;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8226; Non &#224; la r&#233;pression, retrait imm&#233;diat des forces de r&#233;pression de l'&#201;tat fran&#231;ais de tous les DOM-TOM ;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8226; 300 euros d'augmentation mensuelle pour tous les salari&#233;s imm&#233;diatement ;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8226; Aucun licenciement, aucune fermeture d'entreprise ;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8226; Annulation de toutes les suppressions de postes dans la Fonction Publique ;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8226; Retrait de toutes les contre-r&#233;formes en cours du gouvernement : R&#233;vision G&#233;n&#233;rale des Politiques Publiques (RGPP), changement de statut de la Poste, r&#233;forme des lyc&#233;es, d&#233;crets modifiant le statut des enseignants-chercheurs et les concours de recrutement des enseignants, loi LRU, projet de loi Bachelot contre l'h&#244;pital public, fermetures et d&#233;localisations des services publics utiles &#224; la population, etc. ;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8226; R&#233;gularisation collective de tous les sans-papiers.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8226; de combattre frontalement la politique des directions syndicales, d'exiger qu'elles cessent leurs &#171; concertations &#187; avec le gouvernement et leur tactique des &#171; journ&#233;es d'action &#187; sans perspective ; il faut au contraire se battre dans tous nos syndicats, dans les AG et dans les comit&#233;s de pr&#233;paration de la gr&#232;ve g&#233;n&#233;rale pour exiger des directions syndicales du mouvement ouvrier (CGT, FO, FSU, Solidaires&#8230;) qu'elles reprennent cette plate-forme de revendications claires et pr&#233;cises et qu'elles appellent les travailleurs &#227; se mobiliser imm&#233;diatement, en pr&#233;parant et en appelant dans les plus brefs d&#233;lais &#224; la gr&#232;ve g&#233;n&#233;rale.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;C'est seulement &#227; condition qu'une telle perspective r&#233;ussisse &#227; se frayer un chemin parmi l'avant-garde et les travailleurs mobilis&#233;s, ouvrant la voie &#224; la reconduction de la gr&#232;ve dans un ou des secteurs significatifs, que le 19 mars pourra &#234;tre autre chose qu'une nouvelle journ&#233;e d'action, certes largement suivie, mais sans lendemain et par l&#224; impuissante.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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