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	<title> Fracci&#243;n Trotskista Cuarta Internacional </title>
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		<title>Uma luta hist&#243;rica que comove o pa&#237;s e aprofunda as mobiliza&#231;&#245;es de junho</title>
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		<dc:creator>Leandro Ventura, Rio de Janeiro</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Movimiento Obrero</dc:subject>
		<dc:subject>Libertades Democr&#225;ticas</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>
		<dc:subject> LER-QI (Liga Estrat&#233;gia Revolucion&#225;ria) do Brasil </dc:subject>
		<dc:subject>Brasil: Un gigante se despierta</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Dia 7/10 foi marcado por mais uma imensa manifesta&#231;&#227;o no Rio de Janeiro. Mais de 50 mil professores, estudantes e diversos setores de trabalhadores e jovens em apoio a sua luta tomaram as ruas. Um dia de f&#250;ria e renovada repress&#227;o policial tamb&#233;m. F&#250;ria que se expressou em ataques a importantes s&#237;mbolos do poder como a C&#226;mara de Vereadores, o Clube Militar (institui&#231;&#227;o que apoiou e ainda defende a ditadura) e ao Consulado Americano. A repress&#227;o por sua vez instaurou sua corriqueira ca&#231;a a manifestantes e imposi&#231;&#227;o de estado de s&#237;tio nesta cidade que esta come&#231;ando a se acostumar com barricadas e j&#225; n&#227;o aceita a repress&#227;o policial com o mesmo sil&#234;ncio. O caso Amarildo teve uma reviravolta tendo a pol&#237;cia que admitir que torturou, matou e sumiu com o corpo do pedreiro negro. Esta den&#250;ncia soma-se a repetidos esc&#226;ndalos que se abrem por ataques de policiais infiltrados, por forja de provas. Com esta repress&#227;o o governo do Rio est&#225; conseguindo minar sua mais importante conquista dos &#250;ltimos anos, a aceita&#231;&#227;o da pol&#237;cia assassina e racista pela popula&#231;&#227;o (louvada em filmes e m&#250;sicas poucos anos atr&#225;s). A tudo isto se soma uma s&#233;rie de medidas de ca&#231;a aos que a m&#237;dia e o governo denominam &#034;v&#226;ndalos&#034;.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Dia 7/10 foi marcado por mais uma imensa manifesta&#231;&#227;o no Rio de Janeiro. Mais de 50 mil professores, estudantes e diversos setores de trabalhadores e jovens em apoio a sua luta tomaram as ruas. Um dia de f&#250;ria e renovada repress&#227;o policial tamb&#233;m. F&#250;ria que se expressou em ataques a importantes s&#237;mbolos do poder como a C&#226;mara de Vereadores, o Clube Militar (institui&#231;&#227;o que apoiou e ainda defende a ditadura) e ao Consulado Americano. A repress&#227;o por sua vez instaurou sua corriqueira ca&#231;a a manifestantes e imposi&#231;&#227;o de estado de s&#237;tio nesta cidade que esta come&#231;ando a se acostumar com barricadas e j&#225; n&#227;o aceita a repress&#227;o policial com o mesmo sil&#234;ncio. O caso Amarildo teve uma reviravolta tendo a pol&#237;cia que admitir que torturou, matou e sumiu com o corpo do pedreiro negro. Esta den&#250;ncia soma-se a repetidos esc&#226;ndalos que se abrem por ataques de policiais infiltrados, por forja de provas. Com esta repress&#227;o o governo do Rio est&#225; conseguindo minar sua mais importante conquista dos &#250;ltimos anos, a aceita&#231;&#227;o da pol&#237;cia assassina e racista pela popula&#231;&#227;o (louvada em filmes e m&#250;sicas poucos anos atr&#225;s). A tudo isto se soma uma s&#233;rie de medidas de ca&#231;a aos que a m&#237;dia e o governo denominam &#034;v&#226;ndalos&#034;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;H&#225; quase 60 dias os profissionais da educa&#231;&#227;o da cidade do Rio de Janeiro entraram em greve, depois de 19 anos. Com uma ades&#227;o massiva de cerca de 80% e assembleias multitudin&#225;rias tem se enfrentado com a campanha midi&#225;tica contr&#225;ria que inclui capa de jornal com falsos julgamentos do judici&#225;rio, declara&#231;&#245;es de falsos aumentos e negocia&#231;&#245;es, amea&#231;as de corte de ponto pela prefeitura de Eduardo Paes (PMDB, importante aliado de Dilma e o PT faz parte de seu governo, com o vice Adilson Pires) e mais que nada com a pol&#237;cia do contestado governador S&#233;rgio Cabral (PMDB tamb&#233;m). Como sempre, a justi&#231;a se apresenta como instrumento da repress&#227;o ao direito de greve, escandalosamente permitindo arbitrariedades e amea&#231;as dos governantes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A sanha repressiva da dupla Paes-Cabral (com o sil&#234;ncio c&#250;mplice do PT e do PCdoB) chegou ao ponto de impedir a circula&#231;&#227;o (mesmo a p&#233;) em diversas vias da cidade para que fosse votado um plano de cargos e sal&#225;rios que os professores se op&#245;em. S&#243; com m&#233;todos de estado de s&#237;tio que estes governantes &#8211; contando com a casta de pol&#237;ticos corruptos da C&#226;mara Municipal e Assembleia Legislativa &#8211; t&#234;m conseguido aprovar seus planos. Por&#233;m, mesmo assim, os professores seguem em luta e o pa&#237;s todo tem se comovido, organizando manifesta&#231;&#245;es em apoio. Os 50 mil de 7/10 possivelmente ser&#227;o amplamente superados em nova manifesta&#231;&#227;o dia 15/10 (dia do professor).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que os profissionais da educa&#231;&#227;o do Rio (professores, merendeiros, educadores infantis, outros) conseguiram &#233; express&#227;o de uma continuidade mas tamb&#233;m de uma transforma&#231;&#227;o do &#8220;esp&#237;rito de junho&#8221;. Milhares na ruas mas agora com uma centralidade fundamental de uma categoria da classe trabalhadora. Uma categoria que n&#227;o fazia greve h&#225; 19 anos &#233; o centro da pol&#237;tica nacional, ganhando apoio popular por representar a defesa de direitos sociais fundamentais como a educa&#231;&#227;o p&#250;blica e de qualidade!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este cen&#225;rio se d&#225; em meio a um ressurgir do movimento estudantil, com greves e ocupa&#231;&#245;es nas important&#237;ssimas USP e Unicamp em S&#227;o Paulo, bem como uma tend&#234;ncia a paralisa&#231;&#245;es e assembleias em numerosos cursos secundaristas e universit&#225;rios no Rio. Est&#225; colocada a possibilidade de uma greve geral da educa&#231;&#227;o, primeiro no Rio, mas mesmo nacional. No Rio h&#225; diversas categorias da educa&#231;&#227;o em greve e o &#250;nico limite para esta conflu&#234;ncia s&#227;o as dire&#231;&#245;es tanto dos estudantes como dos trabalhadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em primeiro lugar, a Uni&#227;o Nacional dos Estudantes (UNE, dirigida burocraticamente pelo PCdoB) e setores da educa&#231;&#227;o ligados &#227; CUT t&#234;m participado de manifesta&#231;&#245;es mas negam-se a fazer qualquer constru&#231;&#227;o s&#233;ria desta luta em suas bases universit&#225;rias nem dos secundaristas da UBES. A CUT por sua vez nega-se a tomar qualquer a&#231;&#227;o de solidariedade no maior sindicato do pa&#237;s, o sindicato dos professores de S&#227;o Paulo (Apeoesp), pois segue atrelada aos governos petistas e aos capitalistas. Cabe aos setores antigovernistas organizarem uma imensa campanha para conflu&#234;ncia das lutas e para que esta tend&#234;ncia objetiva de greve geral da educa&#231;&#227;o se realize.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Sindicato dos Profissionais da Educa&#231;&#227;o (SEPE) dirigido por correntes do PSOL e minoritariamente pelo PSTU poderia chamar a juventude e todas as categorias do Rio a se somarem &#224; luta e coordenarem as a&#231;&#245;es. No entanto, sequer coordenar a luta municipal com a greve da educa&#231;&#227;o estadual que o mesmo sindicato dirige est&#227;o fazendo, realizando atos e assembleias separados. Uma profunda mudan&#231;a na orienta&#231;&#227;o &#233; necess&#225;ria: poder&#237;amos ter uma coordena&#231;&#227;o carioca da educa&#231;&#227;o e incisivas a&#231;&#245;es unit&#225;rias. Desde a&#237; seria poss&#237;vel incidir nas bases da CUT chamando a&#231;&#245;es nacionais pela vit&#243;ria da luta dos trabalhadores da educa&#231;&#227;o no Rio. Podemos colocar de p&#233; uma luta dos trabalhadores e do movimento estudantil em todo o pa&#237;s n&#227;o s&#243; pela vit&#243;ria no Rio, mas, mais que isto, para dar seguimento &#227; reivindica&#231;&#227;o popular de junho por educa&#231;&#227;o p&#250;blica, gratuita e de qualidade, lutando pelas condi&#231;&#245;es de trabalho dos professores, mas tamb&#233;m pelo fim do filtro social do vestibular entre outras reivindica&#231;&#245;es hist&#243;ricas da juventude.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para n&#243;s da LER-QI, junto aos companheiros da Juventude &#225;s Ruas e do grupo de mulheres P&#227;o e Rosas, trata-se de uma luta exemplar que permite e exige levar a cada categoria e, antes de mais nada, ao movimento estudantil, a possibilidade de mudar completamente sua rotina e colocar-se no tom de &#8220;junho&#8221; e deste &#8220;outubro quente&#8221;, derrotando os governos Paes e Cabral. Fa&#231;amos greves em cada universidade e escola estadual que n&#227;o esteja em greve, tomemos a&#231;&#245;es de coordena&#231;&#227;o e luta em todos os locais de estudo etrabalho. Viva a luta da educa&#231;&#227;o do Rio! Pela imediata revoga&#231;&#227;o do plano de carreira imposto pelos vereadores e o prefeitoPaes! Pelo imediato atendimento &#225;s reivindica&#231;&#245;es dos profissionais da educa&#231;&#227;o!&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
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		<title>Una lucha hist&#243;rica que conmueve al pa&#237;s y profundiza las movilizaciones de junio</title>
		<link>https://ft-ci.org/Una-lucha-historica-que-conmueve-al-pais-y-profundiza-las-movilizaciones-de</link>
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		<dc:date>2013-10-10T02:13:41Z</dc:date>
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		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Leandro Ventura, Rio de Janeiro</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Movimiento Obrero</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Libertades Democr&#225;ticas</dc:subject>
		<dc:subject>Isabel Infanta</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>
		<dc:subject> LER-QI (Liga Estrategia Revolucionaria) de Brasil </dc:subject>
		<dc:subject>Brasil: Un gigante se despierta</dc:subject>
		<dc:subject>Liliana Ogando Calo</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;El d&#237;a 7/10 estuvo marcado por una inmensa manifestaci&#243;n en R&#237;o de Janeiro. M&#225;s de 50.000 profesores, estudiantes y diversos sectores de trabajadores y j&#243;venes en apoyo a su lucha tomaron las calles. Tambi&#233;n fue un d&#237;a de furia y renovada represi&#243;n policial. Furia que se expres&#243; en ataques a importantes s&#237;mbolos del poder como la C&#225;mara de Concejales, el Club Militar (instituci&#243;n que apoy&#243; y todav&#237;a defiende a la dictadura) y el Consulado norteamericano.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/Movimiento-Obrero" rel="tag"&gt;Movimiento Obrero&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Tapa-Central" rel="tag"&gt;Actualidad&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Libertades-Democraticas" rel="tag"&gt;Libertades Democr&#225;ticas&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Isabel-Infanta" rel="tag"&gt;Isabel Infanta&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Brasil-101" rel="tag"&gt;Brasil&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/LER-QI-Liga-Estrategia" rel="tag"&gt; LER-QI (Liga Estrategia Revolucionaria) de Brasil &lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Brasil-Lucha-contra-el-aumento-del" rel="tag"&gt;Brasil: Un gigante se despierta&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Liliana-Ogando-Calo-253" rel="tag"&gt;Liliana Ogando Calo&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L150xH82/arton7122-c9dab.jpg?1694933635' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='82' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;El d&#237;a 7/10 estuvo marcado por una inmensa manifestaci&#243;n en R&#237;o de Janeiro. M&#225;s de 50.000 profesores, estudiantes y diversos sectores de trabajadores y j&#243;venes en apoyo a su lucha tomaron las calles. Tambi&#233;n fue un d&#237;a de furia y renovada represi&#243;n policial. Furia que se expres&#243; en ataques a importantes s&#237;mbolos del poder como la C&#225;mara de Concejales, el Club Militar (instituci&#243;n que apoy&#243; y todav&#237;a defiende a la dictadura) y el Consulado norteamericano. La represi&#243;n a su vez instaur&#243; su habitual persecuci&#243;n a manifestantes e impuso el estado de sitio en esta ciudad que est&#225; comenzando a acostumbrarse a las barricadas y ya no acepta la represi&#243;n policial con el mismo silencio. El caso de Amarildo tuvo un vuelco obligando a la polic&#237;a a admitir que tortur&#243;, mat&#243; y desapareci&#243; al cuerpo del pedrero negro. &lt;br class='autobr' /&gt;
Con esta represi&#243;n el gobierno de Rio est&#225; logrando minar su m&#225;s importante conquista de los &#250;ltimos a&#241;os, la aceptaci&#243;n de la polic&#237;a asesina y racista por la poblaci&#243;n (alabada en pel&#237;culas y canciones pocos a&#241;os atr&#225;s). A todo esto se suma una serie de medidas de persecuci&#243;n a quienes los medios y el gobierno denominan &#8220;v&#225;ndalos&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hace casi 60 d&#237;as los profesionales de la educaci&#243;n de la ciudad de Rio de Janeiro entraron en huelga, despu&#233;s de 19 a&#241;os contra el Plan de Cargos y reajustes salariales. Con una adhesi&#243;n masiva de cerca del 80% y asambleas multitudinarias han enfrentado la campa&#241;a de los medios en contra -que incluye tapas de diarios con falsas sentencias del poder judicial, declaraciones de falsos aumentos y negociaciones, amenazas de no pago de la prefectura de Eduardo Paes (del PMDB, importante aliado de Dilma y el vice Adilson Pires del PT que es parte del gobierno) y m&#225;s que nada con la polic&#237;a del cuestionado gobernador S&#233;rgio Cabral (tambi&#233;n del PMDB). Como siempre, la justicia se presenta como instrumento de la represi&#243;n al derecho de huelga, permitiendo escandalosamente arbitrariedades y amenazas de los gobernantes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La sa&#241;a represiva de la dupla Paes-Cabral (con el silencio c&#243;mplice del PT y del PCdoB) lleg&#243; al punto de impedir la circulaci&#243;n (a&#250;n a pie) por diversos lugares de la ciudad para que fuese votado un plan de cargos y salarios, a los que los profesores se oponen. S&#243;lo con m&#233;todos de estado de sitio es que estos gobernantes -contando con la casta de pol&#237;ticos corruptos de la C&#225;mara Municipal y la Legislatura- han lgorado aprobar sus planes. Sin embargo, a&#250;n as&#237;, los profesores siguen en lucha y todo el pa&#237;s se conmovi&#243;, organizando manifestaciones en su apoyo. Los 50.000 del 7/10 posiblemente ser&#225;n ampliamente superados en la nueva manifestaci&#243;n del 15/10 (d&#237;a del profesor).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lo que los profesionales de la educaci&#243;n de Rio (profesores, merenderos, educadores infantiles, y otros) consiguieron es expresi&#243;n de una continuidad pero tambi&#233;n de una transformaci&#243;n del &#8220;esp&#237;ritu de junio&#8221;. Miles en las calles pero ahora con una centralizaci&#243;n fundamental de un sector de la clase trabajadora. Un sector que no hac&#237;a huelga desde hace 19 a&#241;os es el centro de la pol&#237;tica nacional, ganando apoyo popular por representar la defensa de los derechos sociales fundamentales como la educaci&#243;n p&#250;blica y de calidad.&lt;br class='autobr' /&gt;
Este escenario se da en medio del resurgir del movimiento estudiantil, con huelgas y ocupaciones en las important&#237;simas USP y Unicamp en San Pablo, as&#237; como una tendencia a paros y asambleas en numerosos cursos de secundarios y universitarios en Rio. Existe la posibilidad de una huelga general de la educaci&#243;n, primero en Rio pero tambi&#233;n a nivel nacional. En R&#237;o hay diversos sectores de la educaci&#243;n en huelga y el &#250;nico l&#237;mite para esta confluencia son las direcciones tanto de los estudiantes como de los trabajadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En primer lugar, la Uni&#243;n Nacional de Estudiantes (UNE, dirigida burocr&#225;ticamente por el PCdoB) y sectores de la educaci&#243;n ligados a la CUT han participado de manifestaciones pero se niegan a hacer cualquier construcci&#243;n seria de esta lucha en sus bases universitarias ni en los secundarios de la UBES. La CUT por su lado se niega a tomar cualquier acci&#243;n de solidaridad en el mayor sindicato del pa&#237;s, el sindicato de los profesores de San Pablo (Apeoesp), pues sigue vinculada a los gobiernos petistas y a los capitalistas. Le cabe a los sectores antigubernamentales organizar una inmensa campa&#241;a para la confluencia de las luchas y para que esta tendencia objetiva a la huelga general de la educaci&#243;n se realice.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El sindicato de los Profesionales de la Educaci&#243;n (SEPE) dirigido por corrientes del PSOL y minoritariamente por el PSTU podr&#237;an llamar a la juventud y a todos los sectores de trabajadores de R&#237;o a sumarse a la lucha y a coordinar acciones. Ni siquiera est&#225;n coordinando la lucha municipal con la huelga de la educaci&#243;n estatal que dirige el mismo sindicato, realizando actos y asambleas separados. Es necesario un profundo cambio en la orientaci&#243;n: podr&#237;amos tener una coordinaci&#243;n carioca de la educaci&#243;n e incisivas acciones unitarias. Desde ah&#237; ser&#237;a posible incidir en las bases de la CUT llamando a acciones nacionales por la victoria de la lucha de los trabajadores de la educaci&#243;n en Rio. Podemos poner en pie una lucha de los trabajadores y del movimiento estudiantil en todo el pa&#237;s no s&#243;lo por la victoria de Rio sino por m&#225;s que esto, para dar continuidad a la reivindicaci&#243;n popular de junio por educaci&#243;n p&#250;blica, gratuita y de calidad, luchando por las condiciones de trabajo de los profesores, pero tambi&#233;n por el fin del filtro social del examen de ingreso, entre otras reivindicaciones hist&#243;ricas de la juventud.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para la LER-QI, junto a los compa&#241;eros de Juventude &#225;s Ruas y del grupo de mujeres P&#227;o e Rosas, se trata de una lucha ejemplar que permite y exige llevar a cada sector y, antes que nada, al movimiento estudiantil, la posibilidad de cambiar completamente la rutina y ponerse a tono con &#8220;junio&#8221; y con este &#8220;octubre caliente&#8221;, derrotando a los gobiernos de Paes y Cabral. Hagamos huelgas y luchas en cada universidad y escuela estatal que no est&#233; en huelga, impulsemos acciones de coordinaci&#243;n y lucha en todos los locales de estudio y trabajo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&#161;Viva la lucha de la educaci&#243;n de R&#237;o!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&#161;Por la inmediata revocaci&#243;n del plan de carrera impuesto por los concejales y el intendente Paes!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&#161;Por una respuesta inmediata de las reivindicaciones de los profesionales de la educaci&#243;n! &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;09/10/2013&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>A igreja cat&#243;lica busca renovar-se como media&#231;&#227;o pol&#237;tica e social em uma regi&#227;o cada vez mais marcada pela luta de classes</title>
		<link>https://ft-ci.org/Papa-Francisco-no-Brasil-A-igreja-catolica-busca-renovar-se-como-mediacao</link>
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		<dc:date>2013-07-25T16:44:52Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Leandro Ventura, Rio de Janeiro</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Libertades Democr&#225;ticas</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject> LER-QI (Liga Estrat&#233;gia Revolucion&#225;ria) do Brasil </dc:subject>
		<dc:subject>Brasil: Un gigante se despierta</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;A escolha do cardeal Bergoglio como papa e sua escolha do nome papal de Francisco em homenagem a Francisco de Assis come&#231;a a se articular mais claramente nesta longa visita ao Brasil.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/Brasil-Lucha-contra-el-aumento-del" rel="tag"&gt;Brasil: Un gigante se despierta&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;A escolha do cardeal Bergoglio como papa e sua escolha do nome papal de Francisco em homenagem a Francisco de Assis come&#231;a a se articular mais claramente nesta longa visita ao Brasil. &#201; uma tentativa da igreja cat&#243;lica de mostrar-se pr&#243;xima dos que sofrem as consequ&#234;ncias de longos anos de crise econ&#244;mica e social na Europa e fortalecer a igreja como media&#231;&#227;o pol&#237;tica e social na Am&#233;rica Latina e em todo mundo, justamente em um momento que diversos partidos da ordem do Estado Espanhol ao Brasil v&#227;o sofrendo repetidos esc&#226;ndalos de corrup&#231;&#227;o ou contesta&#231;&#227;o nas ruas. Em nossa regi&#227;o setores de massas come&#231;am a fazer experi&#234;ncia com os governos &#8220;p&#243;s-neoliberais&#8221; e ditos progressistas. Esta experi&#234;ncia tem se expressado tamb&#233;m na entrada em cena da classe trabalhadora, com seus m&#233;todos como greves, piquetes, cortes de ruas, como na Argentina, Bol&#237;via, Chile e Brasil. Ningu&#233;m melhor para mostrar-se do povo e oferecer-se em media&#231;&#245;es e desvios de processos revolucion&#225;rios que um bispo que passou pelas conturbadas jornadas revolucion&#225;rias da Argentina em 2001.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No Brasil, Bergoglio tem feito imenso esfor&#231;o para mostrar-se franciscano e pr&#243;ximo a popula&#231;&#227;o, andando em carros com as janelas abertas, rompendo protocolos para cumprimentar fi&#233;is. Est&#225; conseguindo mostrar-se carism&#225;tico e &#8220;do povo&#8221;. Em cada um dos discursos que tem feito cada dia no Brasil destaca o papel da juventude e destaca tamb&#233;m sua simplicidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Demagogia de simplicidade e estar com os pobres&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No primeiro discurso em frente a presidente Dilma e outras autoridades, logo nas primeiras frases falou que &#8220;n&#227;o trouxe nem ouro nem prata&#8221; mas sua f&#233;. N&#227;o trouxe pois deixou as riquezas no Banco do Vaticano (IOR) e suas riquezas estimadas em mais de US$ 6 bilh&#245;es e em cada latif&#250;ndio e empresa que a igreja mant&#233;m mundo a fora, livre de impostos, incluindo o Brasil. N&#227;o trouxe tamb&#233;m pois o governo Dilma junto a seus aliados Cabral e Paes destinaram mais de R$ 118 milh&#245;es para o evento. Esta quantia &#233; suficiente para a constru&#231;&#227;o de mais de 2mil casas populares em um pa&#237;s onde anualmente milhares s&#227;o desalojados ou morrem em repetidas trag&#233;dias decorrentes da gan&#226;ncia capitalista e descaso dos governos com as chuvas e enchentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O papa que busca os pobres n&#227;o fez uma men&#231;&#227;o, at&#233; o momento, das repetidas manifesta&#231;&#245;es que denunciam a precariza&#231;&#227;o da vida no Brasil, exigindo transporte p&#250;blico, educa&#231;&#227;o e sa&#250;de. N&#227;o mencionou a brutal repress&#227;o, incluindo 4 feridos a bala de muni&#231;&#227;o letal na manifesta&#231;&#227;o que ocorreu a poucos metros de onde ele estava, no pal&#225;cio do governo estadual. Franscisco adota a velha m&#225;xima, o que de C&#233;sar a C&#233;sar. Ou seja se Cabral e Dilma reprimem e matam n&#227;o &#233; assunto dele. N&#227;o mencionou os 13 moradores da Mar&#233; mortos em junho, em meio as manifesta&#231;&#245;es &#8211; com a desculpa de repress&#227;o a um saque &#8211; n&#227;o abriu a boca sobre a grave crise que est&#225; aberta com a desapari&#231;&#227;o de um pedreiro, pai de 6 filhos, por policiais da Unidade de Pol&#237;cia Pacificadora da Rocinha (maior e mais populosa favela do pa&#237;s), exigindo reuni&#245;es do governador Cabral, e uma guerra de declara&#231;&#245;es para mostrar que a mesma pol&#237;cia que sumiu com ele e que tem reprimido cada ato o encontrar&#225;. O &#8220;papa dos pobres&#8221; n&#227;o oferece uma palavra sobre o trabalhador negro Amarildo mesmo quando isto &#233; a uma das &#250;nicas coisas a ir &#227; capa dos jornais burgueses no Rio de Janeiro (fora o pr&#243;prio papa).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A igreja &#233; tamb&#233;m mercadora da morte&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em discurso de inaugura&#231;&#227;o de uma cl&#237;nica para tratamento de drogas no dia 24/07 o papa destacou como no mundo h&#225; muitos &#8220;mercadores da morte&#8221; e como na Am&#233;rica Latina muitos tem discutido a descriminaliza&#231;&#227;o das drogas, por&#233;m, ele se op&#244;s a esta medida elementar para combater a estes comerciantes da morte. A igreja de Francisco &#233; na verdade tamb&#233;m uma mercadora da morte. Sua oposi&#231;&#227;o a descriminaliza&#231;&#227;o das drogas &#233; continuidade de uma s&#233;rie de pol&#237;ticas de sua institui&#231;&#227;o e dele como indiv&#237;duo contra os direitos das mulheres, setores LGBTTIs, e que assim ele e sua igreja aben&#231;oam a morte de mulheres v&#237;timas de abortos clandestinos, de v&#237;timas de ataques homof&#243;bicos. Esta &#233; mesma igreja que excomungou m&#233;dicos que fizeram o aborto de uma crian&#231;a estuprada no Recife e que faz lobby para o governo brasileiro deixar de entregar p&#237;lulas do dia seguinte a mulheres estupradas!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Financiada pelo Estado brasileiro cotidianamente e especialmente nesta JMJ esta igreja quer que jovens sigam morrendo nas m&#227;os do tr&#225;fico e da pol&#237;cia distribuiu mais de 70 mil livrinhos contra o casamento igualit&#225;rio LGBTTI, contra o direito a ado&#231;&#227;o de crian&#231;as por casais homoafetivos, contra o direito ao aborto. O papa veio ao Brasil fazer pol&#237;tica. Mostrar-se &#8220;pobre&#8221; e mostrar-se o velho aben&#231;oador dos &#8220;mercadores da morte&#8221; das drogas clandestinas, do aborto clandestino.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A situa&#231;&#227;o pol&#237;tica e as mobiliza&#231;&#245;es em meio ao clima papal&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As grandes jornadas de junho passaram mas deixaram marcas profundas. O movimento em todo o pa&#237;s refluiu e est&#225; se reorganizando. Em 11 de julho a classe trabalhadora entrou em cena. Entrou tanto quanto a burocracia sindical permitiu. No Rio de Janeiro o processo de mobiliza&#231;&#245;es e crise pol&#237;tica do governo Cabral segue, mesmo com o refluxo nacional, h&#225; mobiliza&#231;&#245;es di&#225;rias. Menores que as de centenas de milhares de um m&#234;s atr&#225;s, por&#233;m seguem marcando o terreno e abrindo crises. O governador Cabral atingiu a menor popularidade de todos os governadores do pa&#237;s (18% segundo pesquisa recente, quando havia se eleito com 66% tr&#234;s anos atr&#225;s). Estas mobiliza&#231;&#245;es menores, de alguns milhares frequentemente, v&#227;o atingindo n&#227;o s&#243; seu governo mas pilares do regime. Tr&#234;s dos maiores complexos de favelas do pa&#237;s tem organizado mobiliza&#231;&#245;es contra a viol&#234;ncia policial (Mar&#233;, Rocinha, e amanh&#227; em meio a visita papal a Manguinhos espera-se uma neste complexo).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com centenas de milhares de militantes cat&#243;licos de todo o pa&#237;s e do mundo no Rio. Criou-se um clima ins&#243;lito nesta semana que &#233; a primeira em v&#225;rias que a agenda pol&#237;tica nacional n&#227;o est&#225; sendo dada pelas ruas, mas pelo Papa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Escuta-se m&#250;sicas cantadas na rua todo o dia e n&#227;o s&#227;o dos protestos. Por&#233;m nada garante que a aposta com esta milit&#226;ncia cat&#243;lica sair&#225; a um caminho de desvio como desejariam. Os peregrinos n&#227;o tem hostilizado, at&#233; o momento, nenhuma manifesta&#231;&#227;o. Mesmo em meio a um beija&#231;o LGBTTI em frente a uma igreja pr&#243;xima ao pal&#225;cio Guanabara onde o papa estava, mesmo com a imensa repress&#227;o policial, mesmo com palavras de ordem como &#8220;do papa eu abro m&#227;o quero dinheiro para sa&#250;de e educa&#231;&#227;o&#8221; ou &#8220;se o papa fosse mulher o aborto seria legal gratuito e seguro&#8221; n&#227;o h&#225; at&#233; o momento hostilidade. Mesmo com o clima papal, mesmo com a campanha medi&#225;tica contra os &#8220;v&#226;ndalos&#8221; a popula&#231;&#227;o nos bairros de classe m&#233;dia segue piscando as luzes em apoio as manifesta&#231;&#245;es como aprenderam a fazer aqueles que apoiam o movimento mas n&#227;o v&#227;o &#225;s ruas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Nossa atua&#231;&#227;o em meio a visita papal&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os militantes da LER-QI no Rio de Janeiro temos atuado junto as companheiras do P&#227;o e Rosas, da Juventude &#225;s Ruas, e em frente &#250;nica com companheiros do coletivo &#8220;Opera&#231;&#227;o Pare o Aumento&#8221; e indiv&#237;duos de diferentes grupos do movimento negro e LGBTTI em cada uma das manifesta&#231;&#245;es importantes e progressistas que tem ocorrido. Segunda-feira enquanto Bergoglio estava em uma sess&#227;o de beija m&#227;os com as autoridades, alguns milhares de manifestantes de esquerda, de grupos de mulheres e de grupos LGBTTI marchamos ao pal&#225;cio do governo. Estivemos no beija&#231;o LGBTTI, marchamos junto ao pal&#225;cio Guanabara junto diferente de v&#225;rios coletivos de juventude,e grupos da esquerda antigovernista. Respeitamos a cren&#231;a de milh&#245;es de trabalhadores cat&#243;licos mas marchamos levando n&#227;o s&#243; nosso programa pela apari&#231;&#227;o de Amarildo, contra a pol&#237;cia, o governo, por sa&#250;de e educa&#231;&#227;o mas por direitos das mulheres e dos setores LGBTTIs e a necessidade de derrotar a igreja cat&#243;lica para impor estes direitos e esta discuss&#227;o, desmascarando a Igreja precisamos levar a cada local de trabalho. Estivemos juntos a estes milhares de companheiros sob, mais uma vez o fogo das pol&#237;cias de Dilma e Cabral e junto a centenas madrugada a dentro na frente da delegacia aguardando a libera&#231;&#227;o dos presos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estaremos em Manguinhos amanh&#227;, bem como organizaremos um bloco pela auto-organiza&#231;&#227;o das mulheres, de den&#250;ncia da igreja e da viol&#234;ncia do Estado no ato mais importante em meio a visita do papa que ocorrer&#225; no s&#225;bado. Juntos buscamos contribuir com um programa e uma organiza&#231;&#227;o pela base, por assembleias em locais de trabalho e estudo para que estas mobiliza&#231;&#245;es de julho, contra a igreja e o papa e por direitos das mulheres e setores LGBTTI sejam tamb&#233;m continuidade das jornadas de junho mas tamb&#233;m prepara&#231;&#227;o ao novo dia de greve nacional marcado pelas centrais sindicais em 30/8.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>La iglesia cat&#243;lica busca renovarse como mediaci&#243;n pol&#237;tica y social en una regi&#243;n cada vez m&#225;s marcada por la lucha de clases</title>
		<link>https://ft-ci.org/La-iglesia-catolica-busca-renovarse-como-mediacion-politica-y-social-en-una</link>
		<guid isPermaLink="true">https://ft-ci.org/La-iglesia-catolica-busca-renovarse-como-mediacion-politica-y-social-en-una</guid>
		<dc:date>2013-07-25T06:06:58Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Leandro Ventura, Rio de Janeiro</dc:creator>


		<dc:subject>Libertades Democr&#225;ticas</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject> LER-QI (Liga Estrategia Revolucionaria) de Brasil </dc:subject>
		<dc:subject>Brasil: Un gigante se despierta</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;La elecci&#243;n del cardenal Bergoglio como Papa y la elecci&#243;n del nombre papal como Francisco en homenaje a San Francisco de As&#237;s, comienza a articularse m&#225;s claramente en esta extensa visita al Brasil.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Leandro Ventura&lt;br class='autobr' /&gt;
LER-QI - R&#237;o de Janeiro&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La elecci&#243;n del cardenal Bergoglio como Papa y la elecci&#243;n del nombre papal como Francisco en homenaje a San Francisco de As&#237;s, comienza a articularse m&#225;s claramente en esta extensa visita al Brasil. Es un intento de la iglesia cat&#243;lica de mostrarse cerca de los que sufren las consecuencias de largos a&#241;os de crisis econ&#243;mica y social en Europa y fortalecer a la Iglesia como mediaci&#243;n pol&#237;tica y social en Am&#233;rica latina y en todo el mundo, justamente en un momento en que los partidos del orden desde el Estado espa&#241;ol hasta Brasil vienen sufriendo repetidos esc&#225;ndalos de corrupci&#243;n o cuestionamientos en las calles. En nuestra regi&#243;n sectores de masas comienzan a hacer la experiencia con los gobiernos &#8220;posneoliberales&#8221; y llamados progresistas. Esta experiencia se ha expresado tambi&#233;n en la entrada en escena de la clase trabajadora, con sus m&#233;todos como huelgas, piquetes, cortes de rutas, como en Argentina, Bolivia, Chile y Brasil. Nadie mejor para mostrarse del pueblo y ofrecerse como mediaci&#243;n y desv&#237;o de procesos revolucionarios que un obispo que pas&#243; por las turbulentas jornadas revolucionarias de Argentina en 2001.&lt;br class='autobr' /&gt;
En Brasil Bergoglio ha hecho un inmenso esfuerzo para mostrarse franciscano y cercano a la poblaci&#243;n, circulando en autos con ventanillas abiertas, rompiendo protocolos para saludar a los fieles. Est&#225; logrando mostrarse carism&#225;tico y &#8220;del pueblo&#8221;. En cada uno de los discursos que ha hecho diariamente en Brasil destaca el papel de la juventud y tambi&#233;n el de su simplicidad.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Demagogia de sencillez y acercamiento a los pobres&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En el primer discurso frente a la presidenta Dilma y otras autoridades, ya en las primeras frases dijo que &#8220;no traje ni oro ni plata&#8221; sino su fe. No trajo pues dej&#243; las riquezas en el Banco del Vaticano (IOR) estimadas en m&#225;s de U$S 6 billones y en cada latifundio y empresa que la iglesia mantiene alrededor del mundo libre de impuestos, incluyendo en Brasil. No trajo tampoco pues el gobierno de Dilma junto a sus aliados Cabral y Paes destinaron m&#225;s de R$ 118 millones para el evento. Esta cantidad es suficiente para la construcci&#243;n de m&#225;s de 2000 casas populares en un pa&#237;s donde anualmente miles son desalojados o mueren en repetidas tragedias producto de la sed de ganancia capitalista y la desatenci&#243;n de los gobiernos con las lluvias e inundaciones.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El &#8220;Papa de los pobres&#8221; no hizo una menci&#243;n, hasta el momento, de las repetidas manifestaciones que denuncian la precarizaci&#243;n de la vida en Brasil, exigiendo transporte p&#250;blico, educaci&#243;n y salud. No mencion&#243; la brutal represi&#243;n incluyendo 4 heridos de bala de munici&#243;n letal, en la manifestaci&#243;n que tuvo lugar a pocos metros de donde &#233;l estaba, en el palacio de gobierno estadual. Francisco adopta la vieja m&#225;xima, &#8220;al C&#233;sar lo que es del C&#233;sar&#8221;. O sea, si Cabral y Dilma reprimen y matan no es asunto de &#233;l. No mencion&#243; los 13 habitantes de Mar&#233; muertos en junio, en medio de las manifestaciones; no abri&#243; la boca sobre la grave crisis que est&#225; abierta con la desaparici&#243;n de un trabajador, padre de seis hijos, en manos de polic&#237;as de la Unidad de Polic&#237;a Pacificadora de la Rocinha (la mayor y m&#225;s populosa favela del pa&#237;s) exigiendo reuniones al gobernador Cabral, y una guerra de declaraciones para mostrar que la misma polic&#237;a que lo desapareci&#243; y que ha reprimido cada acto, lo encontrar&#225;. El &#8220;Papa de los pobres&#8221; no pronunci&#243; una palabra sobre el trabajador negro Amarildo aun cuando es uno de los &#250;nicos temas que sale en las tapas de los diarios burgueses de R&#237;o de Janeiro (adem&#225;s del propio Papa).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_3937 spip_documents'&gt;
&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L500xH281/papa_y_brasl2-9a020.jpg?1702662270' width='500' height='281' alt=&#034;&#034; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La Iglesia es tambi&#233;n mercader de la muerte&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En el discurso de inauguraci&#243;n de una cl&#237;nica para tratamiento de drogas el d&#237;a 24/07 el Papa destac&#243; c&#243;mo en el mundo hay muchos &#8220;comerciantes de la muerte&#8221; y c&#243;mo en Am&#233;rica Latina muchos han discutido la despenalizaci&#243;n de las drogas. Sin embargo, se opuso a esta medida elemental de combate a estos comerciantes de la muerte. La Iglesia de Francisco es en verdad tambi&#233;n mercader de la muerte. Su oposici&#243;n a la despenalizaci&#243;n de las drogas es continuidad de una serie de pol&#237;ticas de su instituci&#243;n y de &#233;l como individuo contra los derechos de las mujeres, sectores LGBTTIs, y as&#237; &#233;l y su iglesia bendicen la muerte de mujeres v&#237;ctimas de abortos clandestinos, v&#237;ctimas de ataques homof&#243;bicos. &#161;Esta es la misma iglesia que excomulg&#243; a m&#233;dicos que hicieron el aborto de una ni&#241;a violada en Recife y que hace lobby para que el gobierno brasilero deje de entregar la &#8220;pastilla del d&#237;a despu&#233;s&#8221; a las mujeres que han sido violadas!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Financiada por el Estado brasilero cotidianamente y especialmente en esta Jornada Mundial de la Juventud, esta iglesia quiere que los j&#243;venes sigan muriendo en manos del narcotr&#225;fico y de la polic&#237;a, distribuy&#243; m&#225;s de 70 mil folletos contra el casamiento igualitario LGBTTI, contra el derecho a la adopci&#243;n de ni&#241;os por las parejas homosexuales, contra el derecho al aborto. El Papa vino a Brasil a hacer pol&#237;tica. Mostrarse &#8220;pobre&#8221; y mostrarse viejo bendecidor de los &#8220;mercaderes de la muerte&#8221; de las drogas clandestinas, del aborto clandestino.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La situaci&#243;n pol&#237;tica y las movilizaciones en medio del clima papal&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Las grandes jornadas de junio pasaron pero dejaron marcas profundas. El movimiento en todo el pa&#237;s decay&#243; y se est&#225; reorganizando. El 11 de julio la clase trabajadora entr&#243; en escena. Entr&#243; tanto y cuanto la burocracia lo permiti&#243;. En R&#237;o de Janeiro el proceso de movilizaciones y crisis pol&#237;ticas del gobierno de Cabral sigue, a&#250;n con el retroceso nacional, hay movilizaciones diarias. Menores que las de centenas de miles de un mes atr&#225;s, sin embargo siguen marcando el terreno y abriendo crisis. El gobernador Cabral alcanz&#243; la menor popularidad de todos los gobernadores del pa&#237;s (18% seg&#250;n una encuesta reciente cuando hab&#237;a sido electo con el 66% tres a&#241;os atr&#225;s). Estas movilizaciones menores, de algunos miles, frecuentemente van alcanzando no solo a su gobierno sino a los pilares del r&#233;gimen. Tres de los mayores complejos de favelas del pa&#237;s han organizado movilizaciones contra la violencia policial (Mar&#233;, Rocinha, y ma&#241;ana en medio de la visita papal en Manguinhos, se espera una en este complejo).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Con centenas de miles de militantes cat&#243;licos de todo el pa&#237;s y del mundo en R&#237;o. Se cre&#243; un clima ins&#243;lito esta semana, que es la primera en varias, que la agenda pol&#237;tica nacional no esta siendo marcada por las calles, sino por el Papa.&lt;br class='autobr' /&gt;
Se escuchan canciones en las calles todo el d&#237;a y no son de las protestas. Sin embargo nada garantiza que la apuesta con esta militancia cat&#243;lica saldr&#225; por un camino de desv&#237;o como desear&#237;an. Los peregrinos no han hostilizado, hasta el momento, ninguna manifestaci&#243;n. Incluso en medio de una manifestaci&#243;n LGBTTI frente a una iglesia cercana al palacio de Guanabara donde estaba el Papa, a pesar de la inmensa represi&#243;n policial, de las consignas como &#8220;el Papa no me importa, quiero dinero para salud y educaci&#243;n&#8221; o &#8220;si el Papa fuese mujer el aborto ser&#237;a legal, gratuito y seguro&#8221; no hubo hasta el momento hostilidad. A&#250;n en un clima papal, a&#250;n con la campa&#241;a medi&#225;tica contra los &#8220;v&#225;ndalos&#8221; la poblaci&#243;n en los barrios de clase media sigue haciendo gui&#241;os con las luces en apoyo a las manifestaciones como aprendieron a hacer aquellos que apoyan el movimiento pero no van a las calles.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Nuestra actuaci&#243;n en medio de la visita papal&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los militantes de la LER-QI en R&#237;o de Janeiro hemos actuado junto a las compa&#241;eras de Pan y Rosas, de la Juventude &#225;s Ruas, y en frente &#250;nico con compa&#241;eros del colectivo &#8220;Operaci&#243;n Pare el Aumento&#8221; e individuos de diferentes grupos del movimiento negro y LGBTTI en cada una de las manifestaciones importantes y progresistas que han ocurrido. Esto lo hemos hecho, sin sectarismo, poniendo el programa por delante independientemente de las distintas trayectorias militantes, hemos conseguido actuar juntos cotidianamente en los foros del movimiento, en las terminales de &#243;mnibus apoyando la organizaci&#243;n de los conductores contra su sindicato burocr&#225;tico y para unirnos a las movilizaciones nacionales, divulgar nuestro programa com&#250;n por la ciudad.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Juntos estamos esparciendo carteles por toda la ciudad en defensa del Estado laico, por el derecho al aborto legal, seguro y gratuito, exigiendo la libertad de los presos pol&#237;ticos, entre otras cuestiones, como ya hicimos defendiendo la huelga general del 11/07 y la organizaci&#243;n por la base de los trabajadores con asambleas democr&#225;ticas para adherir al movimiento. Estuvimos en m&#225;s de un acto reprimido con gas lacrim&#243;geno, balas de goma y munici&#243;n letal el lunes. Estaremos en Manguinhos ma&#241;ana as&#237; como organizaremos un bloque por la auto-organizaci&#243;n de las mujeres, de denuncia de la Iglesia y de la violencia del Estado en el acto m&#225;s importante en medio de la visita del Papa que tendr&#225; lugar el s&#225;bado. Juntos buscamos contribuir con un programa y una organizaci&#243;n desde la base, por asambleas en los lugares de trabajo y estudio para que estas movilizaciones de julio sean continuidad de las jornadas de junio pero tambi&#233;n en preparaci&#243;n del nuevo d&#237;a de huelga nacional marcado por las centrales sindicales el 30/08.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;24/07/2013&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
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		<title>El Brasil &#8216;modelo' se choca con la cruda realidad de la crisis capitalista mundial</title>
		<link>https://ft-ci.org/El-Brasil-modelo-se-choca-con-la-cruda-realidad-de-la-crisis-capitalista-mundial</link>
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		<dc:date>2012-08-19T23:44:51Z</dc:date>
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		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Leandro Ventura, Rio de Janeiro</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Movimiento Obrero</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;En los momentos agudos de la mayor huelga de empleados p&#250;blicos federales desde 2003, en la renovada represi&#243;n a los obreros del PAC como lo ocurrido esta semana en Suape, en las crecientes tendencias recesivas en la econom&#237;a mundial y tambi&#233;n en la industria en Brasil&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/Articulos-en-castellano" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en castellano&lt;/a&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/America-Latina" rel="tag"&gt;Am&#233;rica Latina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Movimiento-Obrero" rel="tag"&gt;Movimiento Obrero&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Politica" rel="tag"&gt;Pol&#237;tica&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Analisis" rel="tag"&gt;An&#225;lisis&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Brasil-101" rel="tag"&gt;Brasil&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_chapo'&gt;&lt;p&gt;La oleada de huelgas, con los empleados p&#250;blicos al frente, debe avanzar para que los capitalistas paguen la crisis que generaron y las reivindicaciones sean atendidas&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_2966 spip_documents'&gt;
&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L448xH300/arton5658-601f1.png?1692958270' width='448' height='300' alt=&#034;&#034; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;Por Leandro Ventura&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En los momentos agudos de la mayor huelga de empleados p&#250;blicos federales desde 2003, en la renovada represi&#243;n a los obreros del PAC&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb1&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Programa de Aceleraci&#243;n del Crecimiento, plan de obras p&#250;blicas lanzado por (&#8230;)&#034; id=&#034;nh1&#034;&gt;1&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; como lo ocurrido esta semana en Suape&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Complejo Industrial Portuario ubicado en el estado de Pernambuco, al noreste (&#8230;)&#034; id=&#034;nh2&#034;&gt;2&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, en las crecientes tendencias recesivas en la econom&#237;a mundial y tambi&#233;n en la industria en Brasil, en la inesperada novedad del abucheo de la CUT a un ministro de Dilma, en la m&#225;s prolongada huelga de la industria (45 d&#237;as, mayor que la de los metal&#250;rgicos del ABC&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;ABC, zona industrial en los alrededores de la ciudad de San Pablo que (&#8230;)&#034; id=&#034;nh3&#034;&gt;3&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; en 1979) que protagonizan los empleados del neum&#225;tico de Bridgestone en Cama&#231;ari en Bahia, se muestran tendencias profundas, aunque esto no altere la situaci&#243;n nacional y sigan primando los aspectos de continuidad del &#8220;lulismo&#8221;, es decir, situaci&#243;n en la que las masas ven el consumo, la baja desocupaci&#243;n y la garant&#237;a de ingresos con confianza de que &#8220;las cosas est&#225;n bien y pueden mejorar&#8221;. Sin embargo, esas tendencias indican que el Brasil &#8220;modelo&#8221; de crecimiento, consumo y estabilidad pol&#237;tica (sin lucha de clases y conflictos interclases) se est&#225; encontrando con la cruda realidad de la crisis capitalista mundial, con la econom&#237;a mostrando su fragilidad para enfrentar el pron&#243;stico de recesi&#243;n global, que ya alcanza a Europa y a EE.UU., al lado de la desaceleraci&#243;n de China. Ni el mismo gobierno esconde el temor a los efectos de la crisis, con la disminuci&#243;n de las exportaciones &#8211; base esencial de la econom&#237;a nacional &#8211;, del flujo de capitales, combin&#225;ndose con el aumento de las importaciones y presiones inflacionarias, principalmente en los precios de los alimentos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Adem&#225;s de los elementos econ&#243;micos motorizados por la crisis mundial, se destaca el m&#225;s nuevo aspecto de la realidad: la oleada de huelgas que asola al pa&#237;s, desde f&#225;bricas, obras, profesores, universidades federales hasta la mayor huelga de empleados p&#250;blicos federales desde 2003, reuniendo cerca de 30 sectores en casi todos los estados del pa&#237;s, movilizando a aproximadamente 400.000 personas. Cuanto mejor sea la contribuci&#243;n de la vanguardia obrera y juvenil al desarrollo de este aspecto &#8211; la lucha de clases &#8211; mejor ubicada estar&#225; para enfrentar la crisis que los capitalistas y el gobierno Dilma se preparan para descargar sobre la clase trabajadora y las masas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Una econom&#237;a que es cada vez m&#225;s una m&#225;quina descalibrada&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La econom&#237;a brasilera no est&#225; parada ni descalabrada, pero va dando cada vez mayores se&#241;ales de alerta. Sigue exhibiendo altos &#237;ndices de empleo, la producci&#243;n y el precio de commodities (soja, hierro, carnes, petroleo, entre otros) siguen elevados, el consumo de bienes de consumo durables (autos, heladeras, televisores, entre otros) impulsados por reducciones de impuestos y cr&#233;ditos sigue alto y tendiendo moment&#225;neamente en julio-agosto a alcanzar r&#233;cords (la reducci&#243;n del IPI&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Impuesto sobre Productos Industrializados, su reducci&#243;n fue establecida por (&#8230;)&#034; id=&#034;nh4&#034;&gt;4&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; termina este mes y eso debe llevar a los consumidores a adelantar compras), la recaudaci&#243;n de impuestos sigue alt&#237;sima pero con tendencia a la ca&#237;da o al menos al estancamiento. Como fotograf&#237;a puede parcer envidiable en otros lugares del mundo. Pero a&#250;n los m&#225;s optimistas de los analistas revelan preocupaci&#243;n con las pr&#243;ximas fotos de una pel&#237;cula que apunta a escenas amargas, si no conflictivas, en su desarrollo. El influyente banquero, ex ministro de Hacienda durante el gobierno FHC, afirm&#243; recientemente que lo que estaba ocurrendo era el fin &#8220;del mito del desacople&#8221; de los pa&#237;ses emergentes, que deb&#237;amos prepararnos para a&#241;os duros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Las commodities agr&#237;colas tienen su precio elevado porque EE.UU., mayor productor agr&#237;cola del mundo, est&#225; enfrentando una terrible sequ&#237;a, derrumbando su producci&#243;n y reduciendo la oferta de productos. Brasil, por el contrario, tendr&#225; zafra r&#233;cord de granos (165,9 millones de toneladas). Sin embargo, ni eso ni los elevados precios de los granos traen buenas noticias. Los precios elevados de las commodities (casi 1/3 significa especulaci&#243;n en las bolsas de mercanc&#237;as) no resultar&#225; en la ca&#237;da de los precios de alimentos, incluso porque otros granos como el poroto y el arroz tuvieron zafras menores, lo que tiende a la elevaci&#243;n de los precios. Soja, ma&#237;z y trigo son insumos esenciales en la raci&#243;n animal, lo que har&#225; que el costo de producci&#243;n de carnes tambi&#233;n sea presionado a la alza. La organizaci&#243;n de la ONU para la Alimentaci&#243;n y Agricultura (FAO) anunci&#243; que &#8220;la inflaci&#243;n anual de alimentos en Am&#233;rica Latina y el Caribe alcanz&#243; en junio su mayor nivel del a&#241;o, de 8,9%&#8221;. En Brasil fue de 7,3%, detr&#225;s solo de Argentina (11,1%) y de M&#233;xico (8,5%), A&#250;n sin turbulencias econ&#243;micas, los &#237;ndices inflacionarios tienden a subir, superando las metas previstas por el gobierno, lo que significar&#225; p&#233;rdida de poder adquisitivo de los salarios. Esta es una prueba m&#225;s de la anarqu&#237;a capitalista: la producci&#243;n al servicio de las ganancias de un pu&#241;ado de capitalistas puede alcanzar record pero generar&#225; m&#225;s pobreza, hambre y miseria y no m&#225;s riqueza para los trabajadores y las masas. Lo mismo se puede ver en los record de producci&#243;n de autom&#243;viles, que terminan generando ganancias a los capitalistas y despidos, ajuste salarial y aumento de la explotaci&#243;n para los trabajadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El crecimiento de la econom&#237;a brasilera en el per&#237;odo 2003-2012, pasando por la recesi&#243;n de 2009, estuvo impulsado por dos puntas siempre presentes pero que actuaron con pesos distintos en cada momento: exportaci&#243;n de commodities y entrada de capitales para financiar el cr&#233;dito, por un lado, y el consumo interno por otro. Ambos lados exhiben luces amarillas para el futuro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El cr&#233;dito en Brasil se expandi&#243; en todo el ciclo anterior a ritmos muy superiores al de la econom&#237;a (promedio de 15% al a&#241;o). Para las empresas el gran motor era el BNDES, que a su vez exig&#237;a mayor endeudamiento del gobierno &#8211; f&#225;cilmente conseguido en medio a un creciente flujo de capitales. Este flujo ya est&#225; tendiendo a disminuir, bajo el impacto de la tendencia a la recesi&#243;n mundial, y caer&#225; m&#225; a&#250;n si hubiera alguna cat&#225;strofe como la quiebra de alg&#250;n pa&#237;s o de un gran banco mundial. Para los trabajadores y la clase media, est&#225; amenazado un boom de consumo basado en un boom a&#250;n mayor de consignaciones, financiaci&#243;n, consorcios, tarjetas de cr&#233;dito. Nada cambi&#243; en el plano del empleo y el ingreso, aunque los brasileros se han hecho m&#225;s incumplidores. Su capacidad de consumir endeud&#225;ndose se est&#225; saturando. Intentando mantener vivo este elemento del ciclo anterior el gobierno ha usado los bancos estatales y el Banco Central para disminuir la tasa Selic (tasa de pr&#233;stamos interbancarios) y las tasas al consumidor, sin grandes resultados hassta el momento. Cambios en el empleo y en el ingreso transformar&#237;an este alto incumplimiento, por ahora administrable, en ca&#243;tico y, a tono con el mundo, ubicar&#237;a empresas financieras de tarjetas de cr&#233;dito y bancarias brasileras de gran porte en riesgo (hasta el momento solo bancos peque&#241;os y medianos fueron afectados como Panamericano, BMG, entre otros).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Buscando mantener el consumo elevado no solo por la v&#237;a de disminuir el precio del dinero (intereses) el gobierno ha hecho gran cantidad de intentos de estimular sectores de la industria, sobre todo el automobil&#237;stico. Fueron siete paquetes desde 2010, totalizando R$ 102 mil millones en exenciones impositivas (una magnitud equivalente a cerca de 4 a&#241;os de presupuesto de todas las universidades federales que en 2012 fue de R$ 27.500 millones y superior a los R$ 92.000 millones que el gobierno dice que costar&#237;a atender todas las reivindicaciones de todos los 350.000 empleados p&#250;blicos federales en huelga). Y el gobierno promete en los pr&#243;ximos d&#237;as un nuevo gran plan con privatizaciones y concesiones de aeropuertos, carreteras, puertos, m&#225;s quita de obligaciones sobre las liquidaciones de haberes, obras de infraestructura en &#8220;sociedad&#8221; con empresas (el gobierno pone el dinero y la ganancia se la quedan los capitalistas) y reestructuraci&#243;n del sector energ&#233;tico, lo que abre un amplio abanico de nuevos negocios a los capitalistas. El plan para los trabajadores, como se ve ante las huelgas, es de ajuste salarial, recortes de derechos y reformas para quitar derechos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No hay est&#237;mulos que haga el gobierno que eclipse las tendencias planteadas, estos est&#237;mulos pueden garantizar record de ventas de autos en determinado mes (como aparenta ser el presente agosto) pero no son m&#225;s que una escalera que la econom&#237;a sube para caer m&#225;s estrepitosamente en el futuro. El gr&#225;fico abajo hecho por el IEDI (Instituto de Estudios para el Desarrollo Industrial) en su carta n&#250;mero 531 ilustra esta tendencia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_2965 spip_documents'&gt;
&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L500xH396/objeto1-3a19b.jpg?1702662270' width='500' height='396' alt=&#034;&#034; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como una m&#225;quina que todav&#237;a rueda pero que va mostrando desgaste viene entrando en el vocabulario de los empresarios, de las editoriales de los grandes diarios burgueses, del gobierno, un nuevo vocabulario &#8220;m&#225;s europeo&#8221;: ajuste.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Tendencias a una mayor inestabilidad entre las clases&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apoy&#225;ndose en el consumo, expectativas de mejoras salariales a&#241;o tras a&#241;o, en la popularidad record de un presidente que pod&#237;a, si fuese necesario, apelar directamente a las masas, relacionarse y contener a los sindicatos y movimientos sociales, la lucha de clases era lo que menos parec&#237;a existir en Brasil. Ni todo cambi&#243;, pero la foto de agosto de 2012 hace que parezca que otro Brasil sali&#243; de donde se escond&#237;a.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La gigante multinacional GM, justo del sector industrial m&#225;s recalentado por la pol&#237;tica del gobierno, logr&#243; imponer su chantaje a los obreros de S&#227;o Jos&#233; dos Campos vali&#233;ndose de un lock-out y amenaza de despidos en masa (2000). Los trabajadores, mostrando potencial de lucha, organizaci&#243;n conciencia, respondieron adhiriendo a paros llamados por el sindicato dirigido por el PSTU y realizaron un corte semi espont&#225;neo de la principal ruta del pa&#237;s, la Dutra. La soluci&#243;n provisoria adoptada por el sindicato y por la patronal con el benepl&#225;cito del gobierno del petista (PT) federal y el tucano (PSDB) estadual es desfavorable a los trabajadores: Plan de despidos voluntarios (PDV), lay-off (suspensiones temporarias de trabajo) y postergando para noviembre (pero con la patronal mucho mejor ubicada) la batalla m&#225;s decisiva por los empleos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tampoco es en la &#8220;econom&#237;a privada&#8221; (a&#250;n con la huelga de trabajadores del neum&#225;tico de Cama&#231;ari) donde se muestran las mayores tendencias a la inestabilidad, sino en la esfera de acci&#243;n directa del gobierno. En la construcci&#243;n civil del PAC los niveles salariales de los trabajadores y sus condiciones de trabajo son asegurados a palazos y a punta de fuzil, los trabajadores se enfrentan con los sindicalistas ligados al gobierno y a la patronal, que tienen que llamar a la polic&#237;a o salir corriendo. Jirau, Belo Monte, Santo Ant&#244;nio, a principio de a&#241;o, y a hora la refinar&#237;a Abreu e Lima (RNEST) y el puerto de Suape en Pernambuco vuelven a mostrar esta tendencia. Una dura represi&#243;n policial cay&#243; sobre los obreros que no aceptaron el acuerdo firmado por las patronales y el sindicato que ofrec&#237;a 10% de aumento contra los 15% y otras reivindicaciones defendidos por los trabajadores. La lucha de estos trabajadores del PAC muestra una vez m&#225;s el papel de la burocracia sindical, como agente de la patronal, en medio del movimiento obrero, con For&#231;a Sindical (corriente sindical ligada a la CUT) cumpliendo directamente el papel de auxiliar de la patronal y el estado en la persecuci&#243;n a los luchadores de Suape. Y queda desenmascarado el discurso de Dilma, contra los empleados p&#250;blicos en huelga, de que que est&#225; &#8220;preocupada con el empleo y el salario&#8221; de estos trabajadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La CUT y su c&#250;pula, que se constituye como la principal burocracia del pa&#237;s, es denunciada hasta por la burgues&#237;a como lista oficialista pero estuvo al frente de un abucheo al ministro Gilberto Carvalho, hombre de absoluta confianza de Lula y del gobierno Dilma. &#201;l fue hostilizado por cutistas ligados a los empleados p&#250;blicos en huelga como bur&#243;crata y traidor. Palabras duras gritadas y cantadas contra el ministro y ex sindicalista de la CUT que la direcci&#243;n cutista siempre consider&#243; &#8220;nuestro interlocutor en el gobierno&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Muchos trabajadores todav&#237;a conf&#237;an en la direcci&#243;n de los sindicatos cutistas y con su palabrer&#237;o duro contra el descuento de d&#237;as ca&#237;dos y el Decreto 7.777 de Dilma que autoriza la sustituci&#243;n de huelguistas por carneros esta confianza se refuerza. Sin embargo, la vanguardia de la clase trabajadora debe alertar al conjunto de la clase obrera que estos bur&#243;cratas que hoy hablan en contra del descuento de d&#237;as ca&#237;dos son los primeros en aceptar los despidos y la quita de derechos. &#191;O no es el m&#225;s importante sindicato de la CUT, el sindicato de los metal&#250;rgicos del ABC, el que est&#225; impulsando un proyecto (Acuerdo Colectivo especial) que es en la pr&#225;ctica una reforma laboral y sindical al gusto de los empresarios? &#191;No es tambi&#233;n la entidad adicta del oficialismo, y ligada a la CUT, el PROIFES&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb5&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Federaci&#243;n de Sindicatos de Profesores de Instituciones Federales de (&#8230;)&#034; id=&#034;nh5&#034;&gt;5&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, el que intenta quebrar desde adentro la huelga de docentes universitarios federales?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estos ejemplos ilustran c&#243;mo la &#8220;oposici&#243;n&#8221; de la CUT a &#8220;su&#8221; gobierno es ef&#237;mera, y con la posible entrada de Lula como interlocutor e lo que diversos diarios han informado &#8211; lo m&#225;s probable es que su palabrer&#237;o baje varios decibeles. El apelo a Lula muestra c&#243;mo Dilma es mucho m&#225;s d&#233;bil para tener una interlocuci&#243;n directa con la burocracia y el poder de contenci&#243;n de las luchas obreras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;En la huelga de empleados p&#250;blicos est&#225;n marcados los pr&#243;ximos pasos del gobierno y la burgues&#237;a&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El abucheo de la CUT responde a la presi&#243;n de las bases de m&#225;s de 30 sectores en huelga &#8211; incluso algunas que la vanguardia de los trabajadores y la juventud no puede apoyar pues son agentes directos de la represi&#243;n y el espionaje contra los trabajadores y la juventud, como la Polic&#237;a Federal y la Polic&#237;a Caminera Federal &#8211; pero tambi&#233;n a una situaci&#243;n mucho m&#225;s dura entre las posiciones de los trabajadores por un lado y la posici&#243;n del gobierno de Dilma y de la burgues&#237;a por otro. En las editoriales de los diarios Folha, Estad&#227;o y Globo de la &#250;ltima semana, todos llamaron a Dilma a aprender de Thatcher y Reagan c&#243;mo quebrar a los sindicatos, o al menos a no conceder aumentos ya que hacerlo dificultar&#225; el futuro de los &#8220;ajustes&#8221;. El gobierno de Dilma, presionado por esta importante base de apoyo &#8211; y de votos en v&#237;speras de las elecciones municipales &#8211; y por sus planes futuros de austeridad, ha tratado cada huelga aisladamente (ofreciendo aumentos por encima de la inflaci&#243;n solamente a los profesores universitarios y de forma discriminada dentro del sector) pero mostrando una tendencia general a salir al ataque para preservar la &#8220;preparaci&#243;n para enfrentar la crisis&#8221; y as&#237; estar mejor ubicada para implementar las medidas que ya anunci&#243; para despu&#233;s de las elecciones como la reforma provisional y laboral.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Contra los inmensos impactos en la econom&#237;a (que sectores estrat&#233;gicos en huelga ya est&#225;n causando, como la vigilancia sanitaria, recaudaci&#243;n federal y ministerio de agricultura) del orden de R$ 4.500 millones solo en el comercio exterior en julio, seg&#250;n la Asociaci&#243;n Brasilera de Comercio Exterior, el gobierno decret&#243; que sustituir&#237;a a los huelguistas por empleados equivalentes de los estados y municipios, ha entrado en la justicia para garantizar el trabajo y exigido el descuento de los d&#237;as de paro de los huelguistas. En diversas autarqu&#237;as, sobre todo las universitarias que tienen autonom&#237;a y son el punto m&#225;s fuerte de la huelga, las direcciones se pronunciaron contra el recorte salarial, sin embargo en algunas el gobierno est&#225; logrando implementar su l&#237;nea dura, como en el IBGE y otras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta l&#237;nea dura es acompa&#241;ada de otras medidas a&#250;n m&#225;s duras que ya fueron aprobadas por Dilma y otras que est&#225;n en tr&#225;mite en el Senado bajo auspicios del oficialismo. La semana pasada, mientras mandaba a reprimir a los obreros del Suape, mandaba a descontar los d&#237;as de paro de los huelguistas y sustituirlos en brutal afronta al derecho de huelga, Dilma tambi&#233;n aprobaba un proyecto supuestamente de &#8220;defensa nacional&#8221; pero que tiene un contenido antiobrero. Por el sistema &#8220;Proteger&#8221; con presupuesto de R$ 9.600 millones el gobierno preparar&#225; al Ej&#233;rcito para garantizar la seguridad de 13.300 &#8220;blancos estrat&#233;gicos&#8221; (refiner&#237;as, hidroel&#233;ctricas, puertos, redes de transmisi&#243;n de electricidad, rutas, edificios p&#250;blicos y f&#225;bricas &#8220;estrat&#233;gicas&#8221;). Esta medida pr&#225;ctica de Dilma acompa&#241;a el proyecto de ley en el senado conocido por &#8220;AI-5 de la Copa&#8221; que prohibir&#225; huelgas tres meses antes y despu&#233;s en todas las ciudades-sede de la Copa de Confederaciones del pr&#243;ximo a&#241;o y del Mundial del 2014. Es con estos m&#233;todos que el Brasil de Dilma se prepara para ser vitrina del mundo y a la vez &#8220;ajustarse&#8221; para la crisis capitalista mundial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sacar lecciones de GM y unificar las luchas en curso para luchar por la su atenci&#243;n inmediata y por el derecho a huelga&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La situaci&#243;n de la econom&#237;a, de la pol&#237;tica y de la lucha de clases en Brasil a&#250;n exhibe mayores continuidades con el boom de 2010 y la estabilidad de los a&#241;os de Lula. Sin embargo rasgos transitorios a otra situaci&#243;n van ganando terreno creciente en la situaci&#243;n nacional. Estos rasgos pueden desaparecer del terreno, conocer ritmos m&#225;s o menos prolongados, pero no dejar&#225;n de ser actuantes y marcan no relampagueos aislados sino tendencias que se desarrollar&#225;n. No hay posibilidades de un nuevo crecimiento econ&#243;mico como en 2010, por lo tanto desde el lado de la econom&#237;a &#233;sta tender&#225; a la inestabilidad. Del lado de la patronal, como mostr&#243; la GM, tambi&#233;n hay tendencias a medidas m&#225;s duras, incluso con lock-outs. Del lado de los trabajadores y la disposici&#243;n de lucha de los empleados p&#250;blicos federales -a&#250;n marcadamente econ&#243;mica y sin coordinaci&#243;n entre las luchas por responsabilidad de las direcciones- tambi&#233;n muestra el futuro, como la oposici&#243;n de la CUT a Gilberto Carvalho, algo impensado a&#241;os atr&#225;s. Esta perspectiva debe marcar la orientaci&#243;n de la vanguardia de trabajadores y de la juventud.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Encararla significa dar todos los pasos para unificar las luchas en curso, contribuyendo para que en primer lugar derroten los intentos represivos de Dilma y garanticen la inmediata atenci&#243;n de sus reivindicaciones. Esta unificaci&#243;n es un paso necesario para que las huelgas pasen de su escal&#243;n econ&#243;mico y se tornen pol&#237;ticas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cada campa&#241;a democr&#225;tica contra la represi&#243;n y contra la polic&#237;a como crecientemente marcan los tonos subjetivos de sectores de la juventud en diversas ciudades, es preparatoria de las posiciones de los trabajadores y de la juventud al verdadero estado de excepci&#243;n que dependiendo de Dilma y de la burgues&#237;a, caer&#225; en todas las metr&#243;polis a partir del pr&#243;ximo a&#241;o. La preparaci&#243;n de los grandes bastiones obreros frente a la crisis pasa por reconocer la derrota t&#225;ctica &#8211; a&#250;n no estrat&#233;gica, pues la batalla decisiva a&#250;n est&#225; por venir &#8211; que ocurri&#243; en la GM de S&#227;o Jos&#233; bajo la direcci&#243;n del PSTU, sacando lecciones para que esto sea revertido en S&#227;o Jos&#233; y no se repita en el ABC, en Contagem, Betim, en el sur fluminense, Joinville, Manaus, y todos los otros bastiones de la clase trabajadora brasilera. Otro lado de la preparaci&#243;n pasa por una inmensa campa&#241;a que todos los sectores que se reivindican democr&#225;ticos y obreros le deben a los trabajadores precarios y reprimidos del PAC, con destaque para Suape en el presente momento pero tambi&#233;n para Jirau, donde los movimientos sociales denuncian que hay presos de la huelga de principios de a&#241;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Y m&#225;s que esto, ahora en la coyuntura, en los momentos agudos de la lucha de los empleados p&#250;blicos federales, se trata de rodearla de solidaridad y derrotar los planes del gobierno y de la burgues&#237;a que quieren derrotar la huelga para estar con m&#225;s fuerzas para m&#225;s &#8220;ajustes&#8221; y &#8220;austeridad&#8221; en el futuro. Derrotar la demagogia de Dilma y sus ministros que dicen que no conceder&#225;n aumentos a los empleados p&#250;blicos porque quieren priorizar los empleos privados es decir fuerte y claro: hoy atacan los salarios y empleos de los trabajadores de Anvisa, IBGE, UFRJ entre otros, pero ma&#241;ana con los mismos expedientes vendr&#225;n contra los ecetistas, bancarios, petroleros y cada trabajador del pa&#237;s. Es hora de una gran campa&#241;a POR LA INMEDIATA ATENCI&#211;N DE LAS REIVINDICACIONES DE LOS EMPLEADOS P&#218;BLICOS, POR EL PLENO DERECHO A HUELGA, NO A LA REPRESI&#211;N EN LAS CANTERAS DE OBRAS; CONTRA LOS PLANES PARA SALVAR A LOS CAPITALISTAS; EMPLEO, SALARIO DE ACUERDO CON EL COSTO DE VIDA (SALARIO M&#205;NIMO DEL DIEESE) Y DERECHOS PARA TODOS LOS TRABAJADORES, EFECTIVOS, TERCERIZADOS Y CONTRATADOS.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La victoria de los empleados p&#250;blicos federales dejar&#225; a la clase trabajadora y la juventud mejor preparada para los pr&#243;ximos embates. Para esto llamamos a la CSP-Conlutas, las Intersindicales a impulsar un inmediato encuentro de delegados de base de todo el pa&#237;s. La influencia que estas centrales tienen en determinados sectores del funcionalismo federal, como las universidades, permitir&#225; impulsar inmediatamente un encuentro como este en diversas capitales y as&#237; exigir a la CUT (PT), la CTB (PCdoB) y dem&#225;s centrales sindicales que rompan sus acuerdos con el gobierno y la patronal y unifiquen al movimiento para derrotar al gobierno. Encuentros municipales y estaduales como este fortalecer&#237;an la perspectiva de un encuentro nacional y permitir&#237;a a partir de los empleados p&#250;blicos desarrollar y apoyar la lucha de los trabajadores de las obras del PAC, contribuir para que los trabajadores de la GM est&#233;n mejor preparados para los pr&#243;ximos embates, y as&#237; el conjunto de la clase trabajadora brasilera para enfrentar la crisis que quieren, y se preparan los gobiernos y las patronales, para descargar sobre nuestras espaldas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;Traducido por Isabel Infanta&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;hr /&gt;
		&lt;div class='rss_notes'&gt;&lt;div id=&#034;nb1&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh1&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 1&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;1&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Programa de Aceleraci&#243;n del Crecimiento, plan de obras p&#250;blicas lanzado por Lula y continuado por Dilma, basado en la fuerte inversi&#243;n por parte del Estado en obras afines a objetivos del empresariado privado, con reg&#237;menes de contrataci&#243;n de personal altamente precarizado, muchas veces semiesclavo.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 2&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;2&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Complejo Industrial Portuario ubicado en el estado de Pernambuco, al noreste de Brasil.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 3&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;3&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;ABC, zona industrial en los alrededores de la ciudad de San Pablo que comprende las ciudades de Santo Andr&#233;, S&#227;o Bernardo do Campo y S&#227;o Caetano.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 4&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;4&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Impuesto sobre Productos Industrializados, su reducci&#243;n fue establecida por el gobierno federal en abril de 2009 como medida de est&#237;mulo econ&#243;mico.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb5&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh5&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 5&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;5&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Federaci&#243;n de Sindicatos de Profesores de Instituciones Federales de Ense&#241;anza Superior&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>Debate com a esquerda e com o PSTU sobre as &#8220;greves&#8221; policiais</title>
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		<dc:date>2012-02-16T17:08:08Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Leandro Ventura, Rio de Janeiro</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#233;mica</dc:subject>
		<dc:subject>Libertades Democr&#225;ticas</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Em menos de dois meses quatro chamadas &#8220;greves&#8221; de policiais eclodiram no Maranh&#227;o, Cear&#225;, Bahia e no Rio de Janeiro.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/Articulos-en-portugues" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en portugu&#233;s&lt;/a&gt;

/ 
&lt;a href="https://ft-ci.org/America-Latina" rel="tag"&gt;Am&#233;rica Latina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Polemica" rel="tag"&gt;Pol&#233;mica&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Libertades-Democraticas" rel="tag"&gt;Libertades Democr&#225;ticas&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Politica" rel="tag"&gt;Pol&#237;tica&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Analisis" rel="tag"&gt;An&#225;lisis&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Brasil-101" rel="tag"&gt;Brasil&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Por Leandro Ventura&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em menos de dois meses quatro chamadas &#8220;greves&#8221; de policiais eclodiram no Maranh&#227;o, Cear&#225;, Bahia e no Rio de Janeiro. Todas estas chamadas &#8220;greves&#8221;, motins para n&#243;s como desenvolveremos abaixo, tinham como objetivo maiores sal&#225;rios para os agentes das for&#231;as repressivas do Estado. O medo que tomou as ruas de Salvador e pairou como amea&#231;a sob o Rio de Janeiro e outros estados em uma tentativa de &#8220;greve geral policial&#8221; pelo PEC 300 (projeto de emenda constitucional que fixaria um piso salarial a bombeiros e policiais em mais de R$ 3.000,00) tornou o debate entre os trabalhadores e os jovens sobre como se portar, apoiar ou n&#227;o, o que criticar, o que propor frente a este movimento ainda mais intenso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O medo foi subproduto da combina&#231;&#227;o deste motim com a j&#225; naturalizada viol&#234;ncia urbana produto da imensa desigualdade social de um capitalismo e seu Estado baseados no racismo e trabalho e moradias prec&#225;rias, gerando centenas de milhares de jovens sem futuro e esperan&#231;a que terminam na criminalidade.Em Salvador os &#8220;m&#233;todos de luta&#8221; dos policiais amotinados que, se valeram de terrorismo e de m&#233;todos das mil&#237;cias &#8211; sendo acusados de ao menos 25 exterm&#237;nios durante sua &#8220;luta&#8221;, mostrando uma clara continuidade de ao menos alguns setores dos &#8220;grevistas&#8221; com suas atividades assassinas cotidianas.&lt;br class='autobr' /&gt;
Estes m&#233;todos isolaram este movimento e contribu&#237;ram decisivamente a sua derrota tanto na Bahia como no Rio, ainda mais quando o governo Dilma passou a tomar medidas mais duras, colocando-se contra a anistia aos amotinados e o principal meio de comunica&#231;&#227;o do pa&#237;s, a Globo colocou-se fortemente contra o movimento, chegando a divulgar grava&#231;&#245;es do l&#237;der do motim baiano chamando a&#231;&#245;es terroristas reacion&#225;rias. Hoje o debate da PEC 300 perdeu for&#231;a, o jogo de batata quente dos &#250;ltimos meses onde setores empurravam a responsabilidade &#227; Uni&#227;o e o governo federal aos Estados foi contornado por um anseio majorit&#225;rio na burguesia e seu Estado em parar de dar corda aos movimentos reivindicat&#243;rios de policiais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Independentemente de seu desfecho atual as reivindica&#231;&#245;es dos policiais por melhores sal&#225;rios continuar&#227;o ocorrendo nos pr&#243;ximos meses e anos, fruto da situa&#231;&#227;o objetiva de fortalecimento destas for&#231;as, que tem tido seus efetivos multiplicados, como parte do programa dos governos federal (PT) e estaduais que diante da mis&#233;ria, desigualdade social e superexplora&#231;&#227;o capitalista respondem com coer&#231;&#227;o, controle social e repress&#227;o contra todos os que &#8220;se rebelam&#8221; ou &#8220;saem da linha&#8221;. Esses motins policiais voltar&#227;o ainda mais com a aproxima&#231;&#227;o da Copa do Mundo e das Olimp&#237;adas, com os policiais for&#231;ando negocia&#231;&#245;es em nome de &#8220;seus servi&#231;os essenciais&#8221;. bem como por sua barganha de tentar impedir a Copa do Mundo e as Olimp&#237;adas. Esta quest&#227;o retornar&#225;, isto d&#225; ainda maior import&#226;ncia a clarificar a teoria que guia a a&#231;&#227;o dos marxistas frente as for&#231;as repressivas do Estado e uma pol&#234;mica com correntes da esquerda como o PSOL e PCB, e inclusive &#224; quelas que, como n&#243;s, se reivindicam trotskistas, como o PSTU que junto do restante da esquerda brasileira, acaba, ao seu modo, naturalizando o Estado burgu&#234;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Greve ou motim? Motim progressista ou reacion&#225;rio? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que vem a ser uma greve? Uma greve &#233; uma recusa de um setor de trabalhadores a seguir seu trabalho normalmente e por esta via impede a transfer&#234;ncia de valor, causando preju&#237;zos &#227; burguesia por impedir a produ&#231;&#227;o e circula&#231;&#227;o de mercadorias [1]. Como os policiais &#8220;transferem valor&#8221; para os respons&#225;veis pela produ&#231;&#227;o da vida humana? Como agente de Estado, a pol&#237;cia burguesa deve colocar seu inimigo de classe &#8211; o proletariado &#8211; em condi&#231;&#245;es de n&#227;o poder causar dano &#227; propriedade burguesa.&lt;br class='autobr' /&gt;
Trata-se de um levantamento de um setor militar, um motim. Isto n&#227;o esgota o problema. Um motim, tal como uma greve, pode ser progressista ou reacion&#225;rio. A hist&#243;ria do Brasil j&#225; viu motins reacion&#225;rios e progressistas. Em 1964 os marinheiros organizavam-se em uma associa&#231;&#227;o s&#243; de marujos e baixas patentes, defendiam seu direito &#227; organiza&#231;&#227;o pol&#237;tica e sindical, e chamavam o Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) a formar mil&#237;cias de marinheiros e oper&#225;rios contra o golpe militar. Este era um motim progressista que se fosse acompanhado pelo CGT poderia ter mudado o rumo da hist&#243;ria do pa&#237;s [2].&lt;br class='autobr' /&gt;
O motim atual poderia ser considerado progressista? N&#227;o. Ele reivindica melhores condi&#231;&#245;es para a repress&#227;o dos trabalhadores e do povo. Que a esquerda aponte ao menos uma reivindica&#231;&#227;o progressista desses motins. Nem sequer um &#8220;pronunciamento&#8221; contra a repress&#227;o policial no Pinheirinho a esquerda pode apontar como algo &#8220;progressista&#8221; desses motins policiais. Com certeza nem PCB, nem PSOL, nem PSTU tiveram coragem de exigir dos &#8220;dirigentes&#8221; dos motins policiais alguma posi&#231;&#227;o p&#250;blica e concreta contra a repress&#227;o aos movimentos populares, estudantis e sindicais. Ent&#227;o, o que h&#225; para defender?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Est&#225; ocorrendo uma quebra de hierarquia? Toda quebra de hierarquia &#233; progressista?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um dos argumentos mais utilizados pela esquerda para justificar sua atua&#231;&#227;o de apoio aos motins de policiais e bombeiros seria sua suposta quebra da hierarquia. Os atuais &#8220;grevistas&#8221; lutam em nome da &#8220;fam&#237;lia policial&#8221;, da &#8220;corpora&#231;&#227;o&#8221; e n&#227;o dos pra&#231;as (por mais que suas associa&#231;&#245;es v&#225;rias vezes sejam assim nomeadas).&lt;br class='autobr' /&gt;
Ocorre, no entanto, uma ineg&#225;vel quebra da hierarquia de comando em alguns casos. O comando n&#227;o quer o motim. E no caso do Rio de Janeiro aplicou rapidamente seu estatuto militar para punir os amotinados. Ocorre na pr&#225;tica uma contraposi&#231;&#227;o do alto oficialato e os amotinados. Mas esta contraposi&#231;&#227;o &#233; t&#225;tica. Divergem em como lutar para melhorar a corpora&#231;&#227;o mas, de modo nenhum, questionam &#8220;para o qu&#234;&#8221; ela existe.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Uma vez mais sobre o car&#225;ter de classe da pol&#237;cia e como a exist&#234;ncia determina a consci&#234;ncia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todas as correntes da esquerda tratam os policiais como trabalhadores e logo lutam pela extens&#227;o dos direitos dos trabalhadores a eles. Dentre as correntes de esquerda que ap&#243;iam a pol&#237;cia o PSTU &#233; a corrente que tenta ter uma argumenta&#231;&#227;o mais refinada, que aparentemente n&#227;o naturalizaria o Estado burgu&#234;s, mas, como mostraremos, d&#225; voltas para chegar no mesmo lugar de seus parceiros reformistas do PCB e PSOL.&lt;br class='autobr' /&gt;
O PSTU, depois de afirmar que os policiais n&#227;o eram prolet&#225;rios, nos concedendo teoricamente mas mantendo sua orienta&#231;&#227;o de apoio aos bombeiros e policiais, deu uma volta para chegar no mesmo lugar te&#243;rico de antes, mais coerente com sua pr&#225;tica [3]. Encontra-se em destaque em seu site um texto de meados do ano passado de um de seus principais propagandistas, Henrique Canary. Nele argumenta que &#233; preciso dissolver as for&#231;as armadas e a pol&#237;cia, mas volta a teoriza&#231;&#227;o de porque desenvolver um trabalho preparat&#243;rio neste setor que eles afirmam que s&#227;o trabalhadores:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8220;A atitude da classe trabalhadora para com as For&#231;as Armadas n&#227;o pode levar em conta apenas o car&#225;ter repressivo da institui&#231;&#227;o. Deve levar em conta tamb&#233;m o fato de que esta institui&#231;&#227;o &#233; feita de pessoas de carne e osso, e que toda pessoa de carne e osso tem duas caracter&#237;sticas: 1) pensa e 2) vive em uma determinada realidade social que a influencia.&#8221; [4]&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo ele, o PSTU se utilizaria das contradi&#231;&#245;es do que os policiais pensam e da influ&#234;ncia da realidade social para desenvolver seu trabalho preparat&#243;rio.&lt;br class='autobr' /&gt;
Trotsky tamb&#233;m abordava a quest&#227;o do mesmo &#226;ngulo, pensando os policiais como pessoas de carne e osso e analisando as contradi&#231;&#245;es, mas o revolucion&#225;rio russo chegava a conclus&#245;es opostas. Em meio &#227; convulsiva situa&#231;&#227;o na Alemanha antes da tomada do poder por Hitler, ele argumentava contra aqueles que tinham esperan&#231;as que a pol&#237;cia defenderia os trabalhadores contra os nazistas, dizendo:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8220;o fato dos agentes de pol&#237;cia terem sido recrutados em grande parte entre os social-democratas, n&#227;o quer dizer absolutamente nada. Aqui tamb&#233;m a exist&#234;ncia determina a consci&#234;ncia. O oper&#225;rio que se torna policial a servi&#231;o do estado capitalista &#233; um policial burgu&#234;s e n&#227;o um oper&#225;rio. Durante estes &#250;ltimos anos, estes policiais tiveram que lutar muito mais contra os oper&#225;rios revolucion&#225;rios do que contra os estudantes nacional-socialistas. E uma tal escola n&#227;o fica sem deixar tra&#231;os. O mais importante, por&#233;m, &#233; que todo policial sabe que os governos mudam, mas a pol&#237;cia fica&#8221; (p&#225;gina 143, Lisboa: Centro do Livro Brasileiro, sem data).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Partindo deste m&#233;todo &#233; preciso insistir, s&#227;o os policiais parte da classe trabalhadora? N&#227;o. Os policiais s&#227;o instrumentos materiais de dom&#237;nio da burguesia. Qual &#233; a principal escola por que passam os policiais brasileiros: uma escola de levantamentos que entram em choque com os empres&#225;rios, latifundi&#225;rios, e com a propriedade privada ou, ao contr&#225;rio a escola do racismo cotidiano das UPPs, de reprimir oper&#225;rios em greve, desalojar Pinheirinhos, matar presos nos Carandirus do pa&#237;s, fazer &#8220;limpezas&#8221; na Candel&#225;ria, ou na &#8220;greve&#8221; de Salvador, matar camponeses em Caraj&#225;s?&lt;br class='autobr' /&gt;
O que esta realidade determina de sua consci&#234;ncia? Ao nosso ver tudo. E por isto, mesmo quando se insubordinam nunca questionam que reprimem os trabalhadores, estudantes, o povo. A exist&#234;ncia determina a consci&#234;ncia, e independente de poss&#237;veis semelhan&#231;as entre as condi&#231;&#245;es de vida de um policial burgu&#234;s e um trabalhador, o abismo que &#233; a fun&#231;&#227;o social estatal da pol&#237;cia determina sua atividade cotidiana: apontar seus fuzis para a cabe&#231;a dos trabalhadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que a hist&#243;ria nos ensina sobre a pol&#237;cia e as for&#231;as armadas, e como um pouco de materialismo e hist&#243;ria caem bem&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Henrique Canary do PSTU, no artigo j&#225; citado, mostra, usando um exemplo da revolu&#231;&#227;o russa, como as for&#231;as armadas podem ser quebradas, e como isto &#233; uma necessidade para os trabalhadores tomarem o poder. At&#233; a&#237; nenhuma diverg&#234;ncia. O problema reside em que no mesmo cap&#237;tulo da piscadela que a cavalaria deu para as oper&#225;rias em fevereiro, lhes permitindo furar o bloqueio em uma ponte em uma manifesta&#231;&#227;o de sua greve que levou a queda do czarismo e constitui&#231;&#227;o dos soviets, Trotsky &#233; taxativo em diferenciar as for&#231;as armadas &#8211; inclusive os cossacos &#8211; da pol&#237;cia.&lt;br class='autobr' /&gt;
&#8220;O desarmamento dos &#8216;fara&#243;s' [apelido para a pol&#237;cia] tornou-se uma palavra de ordem universal. A pol&#237;cia &#233; o inimigo cruel, implac&#225;vel, odiado e odioso. Ganh&#225;-los est&#225; fora de quest&#227;o. S&#227;o espancados e mortos. &#201; diferente com os soldados, a multid&#227;o faz todo esfor&#231;o para evitar confrontos hostis com eles&#8221; (Hist&#243;ria da Revolu&#231;&#227;o Russa, tomo 1, cap&#237;tulo 7, p&#225;gina 119, S&#227;o Paulo: Sundermann, 2007) .&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta diferencia&#231;&#227;o tinha a ver com as contradi&#231;&#245;es que se desenvolviam no seio das for&#231;as armadas em meio &#225;s priva&#231;&#245;es da guerra e como sua consci&#234;ncia se desenvolvia em base &#225;s determina&#231;&#245;es desta realidade, o que faziam, como eram recrutadas. A pol&#237;cia n&#227;o seria outra coisa do que uma for&#231;a de mercen&#225;rios que viveria de reprimir. E, mais, o propagandista do PSTU pula o elemento central do que &#233; narrado por Trotsky. Uma a&#231;&#227;o independente e decidida do proletariado &#8211; das oper&#225;rias t&#234;xteis &#8211; quebra, insubordina, setores das for&#231;as armadas, n&#227;o as for&#231;as armadas por si mesmas quebram. Estas li&#231;&#245;es da hist&#243;ria poderiam ser apreendidas de exemplos da revolu&#231;&#227;o russa, mas tamb&#233;m de diversos outros textos de Trotsky sobre diversos outros pa&#237;ses, como a Fran&#231;a. Em Programa de A&#231;&#227;o para a Fran&#231;a, defende-se o seguinte programa: pela dissolu&#231;&#227;o das pol&#237;cias, direitos aos soldados no ex&#233;rcito e constitui&#231;&#227;o de mil&#237;cias oper&#225;rias para sua auto-defesa [5] . O que h&#225; de comum entre um jovem oper&#225;rio que se alista em uma for&#231;a que cotidianamente reprime trabalhadores e jovens, vive de oprimir negros e pobres, e um jovem trabalhador alistado para ficar aquartelado ou nas fronteiras do pa&#237;s? O que h&#225; de comum &#233; que ambos s&#227;o parte de for&#231;as repressoras do Estado burgu&#234;s. Mas sua vida, o que fazem cotidianamente, &#233; radicalmente distinto, engendrando contradi&#231;&#245;es distintas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tanto &#233; assim, que diferente de Henrique Canary que fala das For&#231;as Armadas em geral e como a pol&#237;cia e o ex&#233;rcito, s&#227;o usados igualmente para reprimir, a burguesia n&#227;o usa sempre o ex&#233;rcito para reprimir, e mais que isto, n&#227;o usa qualquer conscrito para ocupar favelas. Quando suas tropas mercen&#225;rias ordin&#225;rias, as pol&#237;cias militar e civil n&#227;o alcan&#231;am para seus fins, a burguesia usa tropas de elite e experimentadas em reprimir (e com mais tempo nas for&#231;as armadas e dificilmente rec&#233;m alistados): escolhe suas tropas para reprimir come&#231;ando pelas experimentadas contra os haitianos, e assim usa os fuzileiros navais, os p&#225;ra-quedistas ou a pol&#237;cia do ex&#233;rcito, e s&#243; depois outros batalh&#245;es das for&#231;as armadas. Este materialismo de pensar os problemas for&#231;a a for&#231;a, batalh&#227;o a batalh&#227;o, passa longe do propagandista do PSTU, mas &#233; um legado da tradi&#231;&#227;o marxista e da hist&#243;ria. O livro Hist&#243;ria da Revolu&#231;&#227;o Russa de Leon Trotsky que a editora do PSTU lan&#231;ou ha 5 anos &#233; um dos mais ricos exemplos disto. Mas os escritos sobre a Fran&#231;a ensinam o mesmo, sobre a Espanha tamb&#233;m. Em &#8220;A revolu&#231;&#227;o Espanhola e a t&#225;tica dos comunistas&#8221;, Trotsky analisa arma a arma das for&#231;as armadas e suas tend&#234;ncias a ligar-se ou n&#227;o, e como, com o proletariado e a revolu&#231;&#227;o [6].&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E mais que este materialismo de buscar aproxima&#231;&#245;es sucessivas (e mais complexas) com a realidade, esta tradi&#231;&#227;o ensina outras coisas. Que nossa estrat&#233;gia &#233; a auto-organiza&#231;&#227;o dos trabalhadores. Esta auto-organiza&#231;&#227;o, sem armas, mesmo em soviets, seria um semi-duplo poder. &#201; desde a&#237;, desde este elemento estrat&#233;gico que se pensam as t&#225;ticas, as atua&#231;&#245;es preparat&#243;rias, o programa como resposta concreta a uma realidade concreta. E o programa dos marxistas, conseq&#252;entes com a teoria de Estado marxista, segundo a qual o Estado &#233; um &#243;rg&#227;o de viol&#234;ncia concentrada de uma classe sobre a outra, passa pela dissolu&#231;&#227;o destas for&#231;as e armamento do proletariado. Mesmo diferenciados em v&#225;rios aspectos estes tr&#234;s partidos se encontram, em quest&#245;es fundamentais como a posi&#231;&#227;o dos revolucion&#225;rios diante das institui&#231;&#245;es burguesas, principalmente suas for&#231;as armadas e repressivas, numa t&#225;tica e programa reformistas. Trotsky, em O marxismo e nossa &#233;poca, denunciava a social-democracia pois esta &#8220;esperava encher gradualmente a democracia pol&#237;tica com um conte&#250;do social&#8221;, e afirmava que &#8220;nisso residia a ess&#234;ncia do reformismo&#8221; [7]. Nosso programa n&#227;o passa por preencher a pol&#237;cia existente por outra com outra conte&#250;do social, nem pela substitui&#231;&#227;o por alguma outra pol&#237;cia, e &#233; justamente este ponto de programa que leva o PSTU a juntar-se a ao PCB e PSOL, e assim contradizer a teoria marxista que ele diz defender.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pol&#237;cia militar, civil, com xerifes eleitos ou n&#227;o &#8211; uma institui&#231;&#227;o a servi&#231;o da burguesia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O PCB e o PSOL tem um programa conseq&#252;ente de reforma do Estado burgu&#234;s. O PSTU, como partido centrista oscila entre a reforma e a revolu&#231;&#227;o. No caso da pol&#237;cia posta-se, de forma diferenciada daqueles, mas tamb&#233;m defende um programa que acaba sendo de reforma deste Estado e suas institui&#231;&#245;es. O Partido Comunista Brasileiro em nota sobre a &#8220;greve&#8221; dos policiais baianos defende &#8220;uma reforma profunda das institui&#231;&#245;es policiais, de modo a qualific&#225;-las para a defesa dos direitos pol&#237;ticos, econ&#244;micos e sociais da maioria da popula&#231;&#227;o&#8221; [8].Clama por uma reforma que faria do bra&#231;o armado da burguesia, segundo a defini&#231;&#227;o marxista de Estado, um aparato de defesa dos interesses dos trabalhadores. O PSOL vai mais longe e em cada discurso de seus parlamentares e resolu&#231;&#227;o da dire&#231;&#227;o sobre estes motins afirma, com toda convic&#231;&#227;o, que se trata de uma oportunidade para discutir qual &#8220;seguran&#231;a p&#250;blica&#8221; seria necess&#225;ria. O Estado burgu&#234;s e sua seguran&#231;a, dita p&#250;blica, est&#227;o naturalizados. Isto &#233; muito al&#233;m de onde chega o PSTU, mesmo quando encontrou no seu balan&#231;o da greve policial do Cear&#225; que o 5&#176; e 6&#176; batalh&#245;es eram um soviet (e assim transferem aos carrascos dos trabalhadores as necessidades de organiza&#231;&#227;o dos pr&#243;prios trabalhadores) [9].&lt;br class='autobr' /&gt;
O PT (e o PCdoB) antes de assumirem um governo capitalista tamb&#233;m defendiam &#8220;outra pol&#237;cia&#8221;, denunciando a trucul&#234;ncia e o racismo policial. Contudo, ao chegar no governo aplicam um programa de &#8220;reforma&#8221; do Estado burgu&#234;s, defendendo a manuten&#231;&#227;o e o fortalecimento dos &#243;rg&#227;os de repress&#227;o, medidas como as UPPs e at&#233; mesmo &#8220;limpeza&#8221; das &#8220;bandas podres&#8221; policiais, como se isto fosse poss&#237;vel. Heloisa Helena, do PSOL, quando candidata a presidente da Rep&#250;blica, deixou claro como seria &#8220;a sua&#8221; (do PSOL) pol&#237;tica de &#8220;seguran&#231;a&#8221; e &#8220;sua pol&#237;cia&#8221;: &#8220;implac&#225;vel contra os criminosos&#8221;, ou seja, mais reacionarismo contra os criminosos comuns em nome da defesa do &#8220;estado de direito&#8221; (burgu&#234;s).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;H&#225; &#243;bvias diferen&#231;as entre o PSOL, PCB e PSTU em suas adapta&#231;&#245;es ao Estado burgu&#234;s, o grau de heran&#231;a com as &#250;ltimas formula&#231;&#245;es do PT antes de virar governo, e a naturaliza&#231;&#227;o de suas institui&#231;&#245;es de repress&#227;o, por&#233;m programaticamente todas se unificam em uma defesa de uma outra pol&#237;cia sob o capitalismo, sob o Estado burgu&#234;s. As vezes o PSOL e PCB defendem uma pol&#237;cia civil como resposta, as vezes ficam s&#243; em m&#243;dicas reformas do existente, o PSTU, por sua vez, sempre propagandeia este programa, em seu &#250;ltimo panfleto diz &#8220;Defendemos a unifica&#231;&#227;o da pol&#237;cia militar com a civil numa &#250;nica pol&#237;cia, e que os comandantes e delegados sejam eleitos pelas comunidades e bairros, com mandatos revog&#225;veis pela popula&#231;&#227;o&#8221; [10]. Com este programa, contribuem pela esquerda &#227; mesma pol&#237;tica que diversos setores da burguesia levantam, de reformar as for&#231;as policiais, para assim buscar legitim&#225;-las.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como se os mercen&#225;rios defensores da propriedade privada fossem algo distinto porque operam sob a opress&#227;o de um estatuto e s&#237;mbolos herdados da ditadura militar mas seriam algo distinto se fossem civis. Nenhum morador de favelas que sofre as assassinas incurs&#245;es de uma CORE no Rio de Janeiro (tropa de elite da pol&#237;cia civil) ousa pensar a pol&#237;cia civil diferentemente da pol&#237;cia militar, e os exemplos internacionais de policiais civis, inclusive com xerifes eleitos (os EUA por exemplo), n&#227;o autorizam a pensar que a pol&#237;cia seria nada diferente de uma arma contra os trabalhadores a servi&#231;o da burguesia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Reafirmar a teoria e o programa marxista para recriar sua pr&#225;tica&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A teoria &#233; um guia para a&#231;&#227;o no marxismo. Desde as generaliza&#231;&#245;es hist&#243;ricas sintetizadas em forma de teoria pensamos as experi&#234;ncias novas e assim nos orientamos em como agir, com qual programa, t&#225;ticas. Lutamos pela dissolu&#231;&#227;o da pol&#237;cia e lutamos pela auto-organiza&#231;&#227;o, em armas, dos trabalhadores, para que fa&#231;am sua pr&#243;pria seguran&#231;a e se eduquem e preparem para combater pelo desmantelamento das for&#231;as do Estado burgu&#234;s. A auto-defesa dos trabalhadores, junto a luta por trabalho, moradia, sa&#250;de, e educa&#231;&#227;o dignas para todos, &#233; a base para acabar com a viol&#234;ncia, que &#233; produto do capitalismo e &#233; administrada por seu Estado tanto para gerar lucros como para justificar sua repress&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se este programa n&#227;o &#233; para a&#231;&#227;o hoje, fruto das condi&#231;&#245;es subjetivas do proletariado, formar uma vanguarda de jovens e trabalhadores que compreenda este programa desde a hist&#243;ria e as contradi&#231;&#245;es do mundo em que vivemos, &#233; uma necessidade para prepar&#225;-la para as grandes tarefas hist&#243;ricas. N&#227;o ser&#225; confiando em uma pol&#237;cia &#8220;democr&#225;tica&#8221;, civil, comunit&#225;ria, e v&#225;rios outros programas para este Estado, herdados do PT que antes de virar governo defendia pol&#237;cias democr&#225;ticas, comunit&#225;rias, que contribuiremos para a confian&#231;a dos trabalhadores em suas pr&#243;prias for&#231;as. Se como marxistas compreendemos que a exist&#234;ncia determina a consci&#234;ncia, a classe oper&#225;ria e sua vanguarda devem formar-se numa &#034;escola&#034; de desconfian&#231;a diante de todas as institui&#231;&#245;es do Estado capitalista e da burguesia, confian&#231;a em suas pr&#243;prias for&#231;as e prepara&#231;&#227;o na auto-defesa e no combate &#225;s for&#231;as repressivas. S&#243; assim estaremos nos aproximando, com t&#225;ticas corretas, da estrat&#233;gia revolucion&#225;ria, posto que o Estado capitalista deve ser destru&#237;do e n&#227;o reformado. Nossas propaganda, agita&#231;&#227;o e organiza&#231;&#227;o, devem estar a servi&#231;o desta estrat&#233;gia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Notas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1. H&#225; setores prolet&#225;rios cujo trabalho n&#227;o consiste em produzir ou circular mercadorias, como &#233; o caso dos professores ou m&#233;dicos e enfermeiros, mas seu trabalho &#233; necess&#225;rio para reprodu&#231;&#227;o daqueles que produzem e circulam mercadorias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2. Para mais ver &#8220;A luta de classes e os marinheiros no pr&#233;-64: uma tentativa de resistir ao golpe&#8221; e &#8220;O processo revolucion&#225;rio que culmina no golpe militar de 64 e as bases para constru&#231;&#227;o de um partido revolucion&#225;rio no Brasil&#8221;, ambos dispon&#237;veis em nosso site.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;3. Constava no texto &#8220;Pol&#234;mica: porque &#233; correto apoiar a luta dos bombeiros&#8221; de Eduardo Almeida e Vinicius Zaparoli a seguinte frase: &#8220;Evidentemente os policiais n&#227;o s&#227;o partes do proletariado, e trabalham em uma institui&#231;&#227;o repressora do Estado burgu&#234;s, uma superestrutura a servi&#231;o da classe dominante&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;4. &#8220;O que s&#227;o as for&#231;as armadas&#8221;, dispon&#237;vel em &lt;a href=&#034;http://www.pstu.org.br&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;www.pstu.org.br&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;5. Dispon&#237;vel em espanhol em &lt;a href=&#034;http://www.marxists.org&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;www.marxists.org&lt;/a&gt; . Tradu&#231;&#227;o nossa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;6. Tamb&#233;m dispon&#237;vel em &lt;a href=&#034;http://www.marxists.org&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;www.marxists.org&lt;/a&gt; em espanhol.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;7. El marxismo y nuestra &#233;poca. Publicado em El capitalismo y sus crisis. Compilaci&#243;n de escritos de Le&#243;n Trotsky. Edi&#231;&#227;o do Instituto de Pensamento Socialista (IPS) e Centro de Estudios, Investigaciones y Publicaciones &#8220;Le&#243;n Trotsky&#8221; (CEIP-Le&#243;n Trotsky). 2008. &lt;a href=&#034;http://www.ceip.org.ar&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;www.ceip.org.ar&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;8. &#8220;Nota pol&#237;tica do PCB sobre a greve da pol&#237;cia militar na Bahia&#8221;, dispon&#237;vel em seu site.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;9. &#8220;Os soldados e sindicalistas transformaram essa estrutura do aparato militar em uma esp&#233;cie de &#8220;soviet&#8221; de onde sa&#237;ram &#225;s principais decis&#245;es que paralisaram as autoridades e isolaram o governo frente &#227; sociedade.&#8221; Cita&#231;&#227;o de &#8220;Greve da pol&#237;cia militar e bombeiros no Cear&#225; termina com conquista das principais reivindica&#231;&#245;es&#8221;, por F&#225;bio Jos&#233; C. de Queiroz, dispon&#237;vel em seu site.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;10. &#8220;Panfleto do PSTU e da Constru&#231;&#227;o Socialista&#8221; dispon&#237;vel em seu site.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;16-02-2012&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>Debate con la izquierda y el PSTU (LIT) a prop&#243;sito de las huelgas policiales </title>
		<link>https://ft-ci.org/Debate-con-la-izquierda-y-el-PSTU-LIT-a-proposito-de-las-huelgas-policiales</link>
		<guid isPermaLink="true">https://ft-ci.org/Debate-con-la-izquierda-y-el-PSTU-LIT-a-proposito-de-las-huelgas-policiales</guid>
		<dc:date>2012-02-16T06:30:11Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Leandro Ventura, Rio de Janeiro</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Libertades Democr&#225;ticas</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Hace una semana culminaron las huelgas policiales que se iniciaron el 31 de enero en el estado de Bah&#237;a y luego se extendieron a R&#237;o de Janeiro con movilizaciones de la PM y bomberos, reclamando aumento de salarios aprovechando el inicio del carnaval.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/Articulos-en-castellano" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en castellano&lt;/a&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/America-Latina" rel="tag"&gt;Am&#233;rica Latina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Libertades-Democraticas" rel="tag"&gt;Libertades Democr&#225;ticas&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Politica" rel="tag"&gt;Pol&#237;tica&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Analisis" rel="tag"&gt;An&#225;lisis&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Brasil-101" rel="tag"&gt;Brasil&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Hace una semana culminaron las huelgas policiales que se iniciaron el 31 de enero en el estado de Bah&#237;a y luego se extendieron a R&#237;o de Janeiro con movilizaciones de la PM y bomberos, reclamando aumento de salarios aprovechando el inicio del carnaval. Mientras esto ocurr&#237;a los llamados &#8220;milicianos&#8221; ex polic&#237;as, asesinaban a los habitantes de las calles, pobres en ocupaciones urbanas. Unas semanas antes a comienzos de enero, 2.000 polic&#237;as invad&#237;an la ocupaci&#243;n del Pinheirinho para reprimir violentamente y desalojar a miles de familias que hace m&#225;s de 8 a&#241;os viven en ese terreno. La PM brasilera mostraba una vez m&#225;s que le corresponde estar en el ranking de ser una de las polic&#237;as m&#225;s asesinas del mundo. Sin embargo resulta incre&#237;ble que frente a la demanda de esta instituci&#243;n corrupta, racista y represiva, el PSTU (LIT) que se reclama trotskista, no s&#243;lo haya marchado con sus banderas rojas acompa&#241;ando la movilizaci&#243;n policial, sino que reparti&#243; un volante escandaloso que los revolucionarios tenemos que repudiar. Imagen volante publicado por el PSTU&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_2499 spip_documents'&gt;
&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L392xH461/2012fev_panfletobombeiros_1__Pagina_1-e595d.jpg?1692677665' width='392' height='461' alt=&#034;&#034; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;Por Leandro Ventura, desde Brasil&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En menos de dos meses, cuatro llamadas &#8220;huelgas&#8221; de polic&#237;as comenzaron en Maran&#227;o, Cear&#225;, Bah&#237;a y en Rio de Janeiro. Todas estas llamadas &#8220;huelgas&#8221;, motines para nosotros como desarrollaremos abajo, ten&#237;an como objetivo mayores sueldos para los agentes de las fuerzas represivas del Estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El miedo que se apoder&#243; de las calles de Salvador y sobrevol&#243; como amenaza sobre R&#237;o de Janeiro y otros estados en un intento de &#8220;huelga general policial&#8221; por el PEC 300 (proyecto de enmienda constitucional que fijar&#237;a un piso salarial a bomberos y polic&#237;as en m&#225;s de R$ 3.000) intensific&#243; el debate entre trabajadores y j&#243;venes sobre c&#243;mo ubicarse, apoyar o no, qu&#233; criticar, qu&#233; proponer ante este movimiento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El miedo fue subproducto de la combinaci&#243;n de este mot&#237;n con la ya naturalizada violencia urbana producto de la inmensa desigualdad social de un capitalismo y su Estado basados en el racismo y trabajo y viviendas precarias, generando centenares de miles de j&#243;venes sin futuro y esperanza que terminan en la criminalidad. En Salvador los &#8220;m&#233;todos de lucha&#8221; de los polic&#237;as amotinados que se valieron de terrorismo y de m&#233;todos de las milicias &#8211; siendo acusados de por lo menos 25 exterminios durante su &#8220;lucha&#8221;, mostrando una clara continuidad de por lo menos algunos sectores de los &#8220;huelguistas&#8221; con sus actividades asesinas cotidianas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estos m&#233;todos aislaron este movimiento y contribuyeron decisivamente a su derrota, tanto en Bahia como en R&#237;o, m&#225;s a&#250;n cuando el gobierno Dilma pas&#243; a tomar medidas m&#225;s duras, ubic&#225;ndose contra la amnist&#237;a a los amotinados y el principal medio de comunicaci&#243;n del pa&#237;s, la Globo, se puso fuertemente en contra del movimiento, llegando a divulgar grabaciones del l&#237;der del mot&#237;n bahiano llamando a acciones terroristas reaccionarias. Hoy el debate de PEC 300 perdi&#243; fuerza, el juego de la papa caliente de los &#250;ltimos meses donde sectores empujaban la responsabilidad a la Uni&#243;n y el gobierno federal a los Estados fue soslayado por un deseo mayoritario en la burgues&#237;a y su Estado de parar de dar cuerda a los movimientos reivindicatorios de polic&#237;as.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Independientemente de su desenlace, las reivindicaciones de los polic&#237;as por mejores salarios continuar&#225;n ocurriendo en los pr&#243;ximos y a&#241;os, fruto de la situaci&#243;n objetiva de fortalecimiento de estas fuerzas, que han visto multiplicar sus efectivos, como parte del programa de los gobiernos federa (PT) y estadual, que ante la miseria, desigualdad social y superexplotaci&#243;n capitalista responden con coerci&#243;n, control social y represi&#243;n contra todos los que &#8220;se rebelan&#8221; o &#8220;se pasan de la raya&#8221;. Esos motines policiales volver&#225;n a&#250;n m&#225;s con el acercamiento del Mundial y de las Olimpiadas, con los polic&#237;as forzando negociaciones en nombre de &#8220;sus servicios esenciales&#8221;, as&#237; como por su artificio de intentar impedir el Mundial y las Olimpiadas. Esta cuesti&#243;n volver&#225;, eso le da a&#250;n mayor importancia a clarificar la teor&#237;a que gu&#237;a la acci&#243;n de los marxistas ante las fuerzas represivas del Estado y una pol&#233;mica con corrientes de izquierda como el PSOL y PCB, incluso con aquellas que, como nosotros, se reivindican trotskistas, como el PSTU, pero que como el resto de la izquierda brasile&#241;a, termina a su manera naturalizando al Estado burgu&#233;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&#191;Huelga o motin? Motin progresista o reaccionario? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#191;Qu&#233; es una huelga? Una huelga es una negativa de un sector de trabajadores a continuar su trabajo normalmente y por esta v&#237;a impide la transferencia de valor, perjudicando a la burgues&#237;a por impedir la producci&#243;n y circulaci&#243;n de mercanc&#237;as (1) . &#191;C&#243;mo los polic&#237;as &#8220;transfieren valor&#8221; a los responsables por la producci&#243;n de la vida humana? Como agente de Estado, la polic&#237;a burguesa debe colocar a su enemigo de clase &#8211; el proletariado &#8211; en condiciones de no poder causar da&#241;o a la propiedad burguesa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se trata de un levantamiento de un sector militar, un motin. Eso no agota el problema. Un mot&#237;n, as&#237; como la huelga, puede ser progresista o reaccionario. La historia de Brasil ha visto motines reaccionarios y progresistas. En 1964 los marineros se organizaban en una asociaci&#243;n solo de marineros y bajos rangos, defend&#237;as su derecho a la organizaci&#243;n pol&#237;tica y sindical, y llamaban al Comando General de los Trabajadores (CGT) a formar milicias de marineros y obreros contra el golpe militar. Este era un motin progresista que si hubiese sido acompa&#241;ado por el CGT podr&#237;a haber cambiado el rumbo de la historia del pa&#237;s (2) .&lt;br class='autobr' /&gt;
El mot&#237;n actual &#191;podr&#237;a ser considerado progresista? No. Reivindica mejores condiciones para la represi&#243;n de los trabajadores y del pueblo. Que la izquierda se&#241;ale aunque sea una reivindicaci&#243;n progresista de estos motines. Ni siquiera un &#8220;pronunciamiento&#8221; contra la represi&#243;n policial en Pinheirinho la izquierda puede se&#241;alar como algo &#8220;progresista&#8221; de estos motines policiales. Seguramente ni el PCB ni el PSOL ni el PSTU tuvieron el coraje de exigirle a los dirigentes de los motines policiales alguna posici&#243;n p&#250;blica y concreta contra la represi&#243;n a los movimientos populares, estudiantiles y sindicales. Entonces, &#191;qu&#233; hay para defender?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&#191;Est&#225; ocurriendo un quiebre de jerarqu&#237;a? &#191;Todo quiebre de jerarqu&#237;a es progresista? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uno de los argumentos m&#225;s utilizados por la izquierda para justificar su actuaci&#243;n de apoyo a los motines policiales y bomberos ser&#237;a su supuesto quiebre de jerarqu&#237;a. Los actuales &#8220;huelguistas&#8221; luchan en nombre de la &#8220;familia polic&#237;a&#8221;, de la &#8220;corporaci&#243;n&#8221; y no de los efectivos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ocurre, sin embargo, un innegable quiebre de jerarqu&#237;a de comando en algunos casos. El comando no significa mot&#237;n. En el caso de Rio de Janeiro aplic&#243; r&#225;pidamente su estatuto militar para catigar a los amotinados. Ocurre en la pr&#225;ctica una contraposici&#243;n entre la alta oficialidad y los amotinados. Pero esa contraposici&#243;ne es t&#225;ctica. Divergen en c&#243;mo luchas para mejorar la corporaci&#243;n pero, de ninguna manera, cuestionan &#8220;para qu&#233;&#8221; ella existe.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Una vez m&#225;s sobre el car&#225;cter de clase de la polic&#237;a y c&#243;mo la existencia determina la conciencia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todas las corrientes de la izquierda tratan a los polic&#237;as como trabajadores y luego luchan por la extensi&#243;n de los derechos de los trabajadores a ellos. Entre las corrientes de la izquierda que apoyan a la polic&#237;a, el PSTU es la corriente que intenta tener una argumentaci&#243;n m&#225;s refinada, que aparentemente no naturalizar&#237;a el Estado burgu&#233;s, sino como mostraremos, da vueltas para llegar al mismo punto que sus socios reformistas del PCB y PSOL.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El PSTU, despu&#233;s de afirmar que los polic&#237;as no son proletarios, concedi&#233;ndonos te&#243;ricamente pero manteniendo su orientaci&#243;n de apoyo a los bomberos y polic&#237;as, dio una voltereta para llegar al mismo lugar te&#243;rico de antes, m&#225;s coherente con su pr&#225;ctica (3). Se encuentra destacado en su sitio un texto de mediados del a&#241;o pasado de uno de sus principales propagandistas, Henrique Canary. En &#233;l argumenta que hay que disolver las fuerzas armadas y la polic&#237;a, pero vuelve a la teorizaci&#243;n de por qu&#233; desarrollar un trabajo preparatorio en este sector:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;&#8220;La actitud de la clase trabajadora hacia las Fuerzas Armadas no puede considerar solo el car&#225;cter represivo de la instituci&#243;n. Hay que tener en cuenta tambi&#233;n el hecho de que esta instituci&#243;n est&#225; hecha de personas de carne y hueso, y que toda persona de carne y hueso tiene dos caracter&#237;sticas: 1) piensa y 2) vive en una determinada realidad social que la influencia.&#8221;&lt;/i&gt; (4)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Seg&#250;n &#233;l, el PSTU aprovechar&#237;a las contradicciones entre lo que los polic&#237;as piensan y la influencia de la realidad social para desarrollar su trabajo preparatorio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Trotsky tambi&#233;n abordaba la cuesti&#243;n desde el mismo &#225;ngulo, pensando a los polic&#237;as como personas de carne y hueso y analizando las contradicciones, pero el revolucionario ruso llegaba a conclusiones opuestas. En medio de la convulsiva situaci&#243;n en Alemania antes de la toma del poder por Hitler, argumentaba contra aquellos que ten&#237;an esperanzas en que la polic&#237;a defendiese a los trabajadores contra los nazi, diciendo:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;&#8220;el hecho de que los agentes de polic&#237;a hayan sido reclutados en gran parte entre los socialdem&#243;cratas no quiere decir absolutamente nada. Aqu&#237; tambi&#233;n la existencia determina la conciencia. El obrero que se vuelve polic&#237;a al servicio del estado capitalista es un polic&#237;a burgu&#233;s y no un obrero. Durante estos &#250;ltimos a&#241;os, estos polic&#237;as tuvieron que luchar mucho m&#225;s contra los obreros revolucionarios que contra los estudiantes nacional socialistas. Y una escuela as&#237; no pasa sin dejar marcas. Lo m&#225;s importante, sin embargo, es que todo polic&#237;a sabe que los gobiernos cambian pero la polic&#237;a persiste.&#8221; (p&#225;gina 143, Lisboa: Centro do Livro Brasileiro, sin fecha).&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Partiendo de este m&#233;todo, es preciso insistir, &#191;son los polic&#237;as parte de la clase trabajadora? No. Los polic&#237;as son instrumentos materiales de dominio de la burgues&#237;a. &#191;Cu&#225;l es la principal escuela por la que pasan los polic&#237;as brasileros? &#191;Una escuela de levantamientos que entran en choque con empresarios, latifundistas y con la propiedad privada, o por el contrario, la escuela del racismo cotidiano de las UPP (Unidades de Polic&#237;a Pacificadora, instaladas en las favelas y morros bajo el pretexto del combate al narcotr&#225;fico), la de reprimir obreros en huelga, desalojar asentamientos populares como hicieron en Pinheirinho, matar presos en c&#225;rceles como la de Carandiru, hacer &#8220;limpiezas&#8221; en Candelaria, o en la &#8220;huelga&#8221; de Salvador, matar campesinos en Caraj&#225;s?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#191;Qu&#233; es lo que esta realidad determina en su conciencia? En nuestra visi&#243;n, todo. Por eso, a&#250;n cuando se insubordinan nunca cuestionan la represi&#243;n a trabajadores, estudiantes, al pueblo. La existencia determina la conciencia, e independientemente de las posibles similitudes entre las condiciones de vida de un polic&#237;a burgu&#233;s y un trabajador, el abismo que es la funci&#243;n social estatal de la polic&#237;a determina su actividad cotidiana: apuntar sus fuziles a la cabeza de los trabajadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Lo que nos ense&#241;a la historia sobre la polic&#237;a y las fuerzas armadas , y c&#243;mo un poco de materialismo e historia vienen bien&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Henrique Canary del PSTU, en el art&#237;culo ya citado, muestra, usando un ejemplo de la revoluci&#243;n rusa, c&#243;mo las fuerzas armadas pueden ser quebrads, y c&#243;mo esto es una necesidad para que los trabajadores tomen el poder. Hasta ah&#237;, ninguna diferencia. El problema reside en que, en el mismo cap&#237;tulo que el gui&#241;o que la caballer&#237;a le hizo a las obreras en febrero, permit&#233;ndole quebrar el bloqueo en un puente en una manifestaci&#243;n de su huelga que llev&#243; a la ca&#237;da del zarismo y contituci&#243;n de los soviets, Trotsky es taxativo en diferenciar a las fuerzas armadas &#8211; incluso los cosacos &#8211; de la polic&#237;a.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;&#8220;El desarme de los &#8216;faraones' [apodo de la polic&#237;a] se transform&#243; en una palabra de orden universal. La polic&#237;a es el enemigo cruel, implacable, odiado y odioso. Ganarlos est&#225; fuera de cuesti&#243;n. Son brutalmente golpeados y muertos. Es distinto con los soldados, la multitud hace todo el esfuerzo para evitar confrontaciones hostiles con ellos&#8221; (Hist&#243;ria da Revolu&#231;&#227;o Russa, tomo 1, cap&#237;tulo 7, p&#225;gina 119, S&#227;o Paulo: Sundermann, 2007).&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta diferenciaci&#243;n ten&#237;a que ver con las contradicciones que se desarrollaban en el seno de las fuerzas armadas en medio de las privaciones de la guerra y c&#243;mo su conciencia se desarrollaba en base a las determinaciones de esta realidad y c&#243;mo eran reclutadas. La polic&#237;a no ser&#237;a otra cosa que una fuerza de mercenarios que vivir&#237;a de reprimir. A&#250;n m&#225;s, el propagandista del PSTU saltea el elemento central de lo que es narrado por Trotsky. Una acci&#243;n independiente y decidida del proletariado quiebra, insubordina a sectores de las fuerzas armadas, las fuerzas armadas no se quiebran por s&#237; mismas. Estas lecciones de la historia podr&#237;an ser aprehendidas de ejemplos de la revoluci&#243;n rusa, pero tambi&#233;n de diversos otros textos de Trotsky sobre diversos otros pa&#237;ses, como Francia. En Programa de Acci&#243;n para Francia, se defiende el siguiente programa: por la disoluci&#243;n de las polic&#237;as, derechos a los soldados en el ej&#233;rcito y contituci&#243;n de milicias obreras para su autodefensa (5) .&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#191;Qu&#233; tienen en com&#250;n un joven obrero que se alista en una fuerza que cotidianamente reprime trabajadores y j&#243;venes, y un trabajador que es alistado para acuartelarse o quedarse en las fronteras del pa&#237;s? Ambos son parte de fuerzas represoras del Estado burgu&#233;s. Pero su vida, lo que hacen cotidianamente, es radicalmente distinto, engendrando contradicciones distintas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tan es as&#237; que, distinto a lo que dice Hernrique Canary que habla de Fuerzas Armadas en general y que tanto la polic&#237;a como el ej&#233;rcito son usados igualmente para reprimir, la burgues&#237;a no usa siempre el ej&#233;rcito para reprimir, e m&#225;s a&#250;n, no usa cualquier conscripto para ocupar las favelas. Cuando sus tropas mercenarias ordinarias, las polic&#237;as militar y civil, no alcanzan a sus fines, la burgues&#237;a usa tropas de &#233;lite y experimentadas en reprimir (y con m&#225;s tiempo en las fuerzas armadas y dif&#237;cilmente reci&#233;n alistados): elige sus tropas para reprimir comenzando con las experimentadas contra los haitianos, y as&#237; usa a los infantes de marina, los paracaidistas o a la polic&#237;a del ej&#233;rcito, y solo despu&#233;s otros batallones de las fuerzas armadas. Este materialismo de pensar los problemas fuerza a fuerza, batall&#243;n a batall&#243;n, le pasa lejos al propagandista del PSTU, pero es un legado de la tradici&#243;n marxista y de la historia. El libro Historia de la Revoluci&#243;n Rusa de Le&#243;n Trotsky que la editoral del PSTU lanz&#243; hace 5 a&#241;os es uno de los m&#225;s ricos ejemplos de esto. Pero los escritos sobre Francia ense&#241;an lo mismo, sobre Espa&#241;a tambi&#233;n. En &#8220;La Revoluci&#243;n Espa&#241;ola y la t&#225;ctica de los comunistas&#8221;, Trotsky analisa arma por arma de las fuerzas armadas y sus tendencias a ligarse o no, y c&#243;mo, con el proletariado y la revoluci&#243;n (6) .&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Y adem&#225;s de este materialismo que busca aproximaciones sucesivas (y m&#225;s complejas) con la realidad, esta tradici&#243;n ense&#241;a otras cosas. Que nuestra estretegia es la autoorganizaci&#243;n de los trabajadores. Esta autoorganizaci&#243;n, sin armas, a&#250;n en soviets, ser&#237;a un semi doble poder. Es desde ah&#237;, desde este elemento estrat&#233;gico, que se piensas las t&#225;cticas, las actuaciones preparatorias, el programa como respuesta concreta a una realidad concreta. Y el programa de los marxistas, consecuentes con la teor&#237;a de Estado marxista, seg&#250;n la cual el Estado es un &#243;rgano de violencia concentrada de una clase sobre la otra, pasa por la disoluci&#243;n de estas fuerzas y el armamento del proletariado. A&#250;n diferenciados en varios aspectos estos tres partidos se encuentran en cuestiones fundamentales como la posici&#243;n de los revolucionarios frente a las instituciones burguesas, principalmente sus fuerzas armadas y represivas, en una t&#225;ctica y programa reformistas. Trotsky, en El marxismo y nuestra &#233;poca, denunciaba a la socialdemocracia pues &#233;sta &#8220;esperaba llenar a la democracia pol&#237;tica con un contenido social&#8221;, y afirmaba que &#8220;en esto resid&#237;a la esencia del reformismo&#8221; (7) . Nuestro programa no pasa por llenar la polic&#237;a existente con otro contenido social, ni por la sustituci&#243;n por alguna otra polic&#237;a, y es justamente este punto del programa lo que lleva al PSTU a juntarse al PCB y PSOL, y as&#237; contradecir la teor&#237;a marxista que dice defender.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Polic&#237;a militar, civil, con xerifs elegidos o no &#8211; una instituci&#243;n al servicio de la burgues&#237;a&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El PCB y el PSOL tienen un programa consecuente de reforma del Estado burgu&#233;s. El PSTU, como partido centrista, oscila entre la reforma y la revoluci&#243;n. En el caso de la polic&#237;a se ubica distinto a aquellos, pero tambi&#233;n defiende un programa que termina siendo de reforma de este Estado y sus instituciones. El Partido Comunista Brasilero en nota sobre la &#8220;huelga&#8221; de los polic&#237;as bahianos defiende &#8220;una reforma profunda de las instituciones policiales, de modo de calificarlas para la defensa de los derechos pol&#237;ticos, econ&#243;micos y sociales de la mayor&#237;a de la poblaci&#243;n&#8221; (8) . Clama por una reforma que har&#237;a del brazo armado de la burgues&#237;a, seg&#250;n la definici&#243;n marxista de Estado, un aparato de defensa de los intereses de los trabajadores. El PSOL va a&#250;n m&#225;s lejos y en cada discurso de sus parlamentarios y resoluci&#243;n de la direcci&#243;n sobre estos motines afirma, con toda convicci&#243;n, que se trata de una oportunidad para discutir cu&#225;l &#8220;seguridad p&#250;blica&#8221; ser&#237;a necesaria. El estado burgu&#233;s y su seguridad, llamada p&#250;blica, est&#225;n naturalizados. Esto es mucho m&#225;s all&#225; de donde llega el PSTU, a&#250;n cuando consider&#243; en su balance de la huelga policial del Cear&#225; que el 5&#176; y 6&#176; batallones eran un soviet (y as&#237; transfieren a los verdugos de los trabajadores las necesidades de organizaci&#243;n de los propios trabajadores) (9) .&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El PT (y el PcdoB) antes de que asuman un gobierno capitalista tambi&#233;n defend&#237;an &#8220;otra polic&#237;a&#8221;, denunciando la truculencia y el racismo policial. Sin embargo, al llegar al gobierno, aplican un programa de &#8220;reforma&#8221; del Estado burgu&#233;s, defendiendo el mantenimiento y el fortalecimiento de los &#243;rganos de represi&#243;n, medidas como las UPP e incluso la &#8220;limpieza&#8221; de las &#8220;bandas podridas&#8221; policiales, como si eso fuese posible. Heloisa Helena, del PSOL, cuando fue candidata a presidente de la Rep&#250;blica, dej&#243; en claro c&#243;mo ser&#237;a &#8220;su&#8221; (del PSOL) pol&#237;tica de &#8220;seguridad&#8221; y &#8220;su polic&#237;a&#8221;: &#8220;implacable contra los criminales&#8221;, es decir, m&#225;s reaccionarismo contra los criminales comunes en nombre de la defensa del &#8220;estado de derecho&#8221; (burgu&#233;s).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hay obvias diferencias entre el PSOL, PCB y PSTU en sus adaptaciones al Estado burgu&#233;s, el grado de herencia con las &#250;ltimas formulaciones del PT antes de ser gobierno, y la naturalizaci&#243;n de sus instituciones de represi&#243;n, sin embargo program&#225;ticamente todas se unifican en una defensa de una otra polic&#237;a bajo el capitalismo, bajo el Estado burgu&#233;s. A veces el PSOL y el PCB defienden una polic&#237;a civil como respuesta, a veces se quedan en m&#243;dicas reformas de lo existente, el PSTU a su vez siempre propagandiza este programa, en su &#250;ltimo volante dice &#8220;Defendemos la unificaci&#243;n de la polic&#237;a militar con la civil en una &#250;nica polic&#237;a, y que los comandantes y delegados sean elegidos por las comunidades y barrios, con mandatos revocables por la poblaci&#243;n&#8221; (10) . Con este programa contribuyen por izquierda a la misma pol&#237;tica que diversos sectores de la burgues&#237;a levantan, de reformar las fuerzas policiales, para as&#237; buscar legitimarlas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como si los mercenarios defensores de la propiedad privada fuesen algo distinto porque operen bajo un estatuto y s&#237;mbolos heredados de la dictadura militar o cuando son civiles. Ning&#250;n poblador de las favelas que sufre las asesinas incursiones de una CORE en Rio de Janeiro (tropa de &#233;lite de la polic&#237;a civil) ve distintas a las polic&#237;as civil y militar, y los ejemplos internacionales de polic&#237;as civiles, incluso con sheriff elegidos (en EEUU por ejemplo) no autorizan a pensar que la polic&#237;a seria nada distinto de un arma contra los trabajadores al servicio de la burgues&#237;a.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Reafirmar la teor&#237;a y el programa marxista para recrear su pr&#225;ctica&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para el marxismo, la teor&#237;a es una gu&#237;a para la acci&#243;n. Desde las generalizaciones hist&#243;ricas sintetizadas en forma de teor&#237;a pensamos las experiencias nuevas y as&#237; nos orientamos en c&#243;mo actuar, con qu&#233; programa y t&#225;cticas. Luchamos por la disoluci&#243;n de la polic&#237;a y luchamos por la autoorganizaci&#243;n, en armas, de los trabajadores, para que hagan su propia seguridad y se eduquen y preparen para combatir por el desmantelamiento de las fuerzas del Estado burgu&#233;s. La autodefensa de los trabajadores, junto a la lucha por el trabajo, la vivienda, por salud y educaci&#243;n dignas para todos es la base para acabar con la violencia, que es un producto del capitalismo y es administrada por su Estado tanto para generar ganancias como para justificar su represi&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Si este programa no es para la acci&#243;n hoy, fruto de las condiciones subjetivas del proletariado, formar una vanguardia de j&#243;venes y trabajadores que comprenda este programa desde la historia y las contradicciones del mundo en que vivimos, es una necesidad prepararla para las grandes tareas hist&#243;ricas. No ser&#225; confiando en una polic&#237;a &#8220;democr&#225;tica&#8221;, civil, comunitaria y varios otros programas para este Estado -heredados del PT que antes de ser gobierno defend&#237;a polic&#237;as democr&#225;ticas y comunitarias- como contribuiremos a que los trabajadores conf&#237;en en sus propias fuerzas. Si como marxistas comprendemos que la existencia determina la conciencia, la clase obrera y su vanguardia deben formarse en una &#8220;escuela&#8221; de desconfianza frente a todas las instituciones del Estado capitalista y de la burgues&#237;a, confiando en sus propias fuerzas y la preparaci&#243;n en la autodefensa y en el combate a las fuerzas represivas. Solo as&#237; nos estaremos aproximando, con t&#225;cticas correctas, a la estrategia revolucionaria, puesto que el Estado capitalista debe ser destruido y no reformado. Nuestra propaganda, agitaci&#243;n y organizaci&#243;n, deben estar al servicio de esta estrategia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Notas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1. Hay sectores proletarios cuyo trabajo no consiste en producir o circular mercanc&#237;as, como es el caso de los docentes o m&#233;dicos y enfermeros, pero su trabajo es necesario para la reproducci&#243;n de aquellos que producen y circulan mercanc&#237;as.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2. Para profundizar ver &#8220;A luta de classes e os marinheiros no pr&#233;-64: uma tentativa de resistir ao golpe&#8221; y &#8220;O processo revolucion&#225;rio que culmina no golpe militar de 64 e as bases para constru&#231;&#227;o de um partido revolucion&#225;rio no Brasil&#8221;, ambos disponibles en nuestro site.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;3. Constaba en el texto &#8220;Pol&#233;mica: por qu&#233; es correcto apoyar la lucha de los bomberos&#8221; de Eduardo Almeida y Vinicius Zaparoli la siguiente frase: &#8220;Evidentemente los polic&#237;as no son parte del proletariado, y trabajan en una instituci&#243;n represora del Estado burgu&#233;s, una superestructura al servicio de la clase dominante&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;4. &#8220;O que s&#227;o as for&#231;as armadas&#8221;, disponible en &lt;a href=&#034;http://www.pstu.org.br&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;www.pstu.org.br&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;5. Disponible en espa&#241;ol en &lt;a href=&#034;http://www.marxists.org&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;www.marxists.org&lt;/a&gt;. Traducci&#243;n nuestra.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;6. Tambi&#233;n disponible en espa&#241;ol en &lt;a href=&#034;http://www.marxists.org&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;www.marxists.org&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;7. El marxismo y nuestra &#233;poca. Publicado en El capitalismo y sus crisis. Compilaci&#243;n de escritos de Le&#243;n Trotsky. Edici&#243;n del Instituto de Pensamiento Socialista (IPS) y el Centro de Estudios, Investigaciones y Publicaciones &#8220;Le&#243;n Trotsky&#8221; (CEIP-Le&#243;n Trotsky), 2088. &lt;a href=&#034;http://www.ceip.org.ar&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;www.ceip.org.ar&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;8. &#8220;Nota pol&#237;tica del PCB sobre la huelga de la polic&#237;a militar en Bah&#237;a&#8221;, disponible en su site.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;9. &#8220;Los soldados y sindicalistas transformaron esa estructura del aparato militar en una especia de &#8220;soviet&#8221; de donde salieron las principales decisiones que paralizaron a las autoridades y asilaron al gobierno frente a la sociedad&#8221;. Cita de &#8220;Huelga de la polic&#237;a militar y bomberos en Cear&#225; termina con la conquista de las principales reivindicaciones, por F&#225;bio Jos&#233; C. de Queiroz, disponible en su site.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;10. &#8220;Volante del PSTU y de Construcci&#243;n Socialista&#8221; disponible en su site.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;16-02-2012&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>O Brasil alcan&#231;a o sexto lugar na economia mundial, posto que j&#225; era seu a muito tempo em viol&#234;ncia urbana, acidentes de trabalho... </title>
		<link>https://ft-ci.org/O-Brasil-alcanca-o-sexto-lugar-na-economia-mundial-posto-que-ja-era-seu-a-muito-tempo-em-violencia</link>
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		<dc:date>2012-01-08T06:56:02Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Leandro Ventura, Rio de Janeiro</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Econom&#237;a</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Crisis capitalista mundial</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Nos &#250;ltimos dias de 2011 o jornal brit&#226;nico The Guardian publicou uma not&#237;cia onde afirmava que a economia brasileira, em termos de seu Produto Interno Bruto (PIB) havia ultrapassado a brit&#226;nica.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Nos &#250;ltimos dias de 2011 o jornal brit&#226;nico The Guardian publicou uma not&#237;cia onde afirmava que a economia brasileira, em termos de seu Produto Interno Bruto (PIB) havia ultrapassado a brit&#226;nica. Esta not&#237;cia ganhou a capa de jornais em todo o Brasil e lugar destacado em v&#225;rios jornais de todo o mundo. A presidente Dilma tamb&#233;m aproveitou a ocasi&#227;o para fazer declara&#231;&#245;es de r&#225;dio do sucesso do &#8220;modelo brasileiro&#8221; e na voz de Guido Mantega, poderoso ministro da &#225;rea econ&#244;mica, afirmava que em 10 ou 20 anos o Brasil n&#227;o s&#243; teria se consolidado como quinta maior economia do mundo (ultrapassando a Fran&#231;a e a Alemanha, mas sendo ultrapassado pela &#205;ndia) como alcan&#231;aria um padr&#227;o de vida europeu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&#227;o h&#225; nada mais longe da realidade do que as declara&#231;&#245;es de Mantega sobre o &#8220;padr&#227;o de vida europeu&#8221; (salvo se estiver falando em alcan&#231;ar uma Gr&#233;cia onde vai crescendo a pobreza e a fome). No entanto para mostrar sua fal&#225;cia &#233; preciso primeiro reconhecer o not&#225;vel crescimento econ&#244;mico dos &#250;ltimos anos, para, feito isto, mostrar as bases inst&#225;veis sobre as quais se constr&#243;i e, como este crescimento econ&#244;mico n&#227;o tem nada a ver com um desenvolvimento social e humano. O Brasil segue sendo um pa&#237;s profundamente desigual, muito menos industrializado que os Europeus e seu desenvolvimento t&#233;cnico e cient&#237;fico - muito mais ainda social - fica terrivelmente aqu&#233;m da compara&#231;&#227;o que o governo Dilma pretende fazer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Um not&#225;vel crescimento &#8211; notavelmente dependente de capitais estrangeiros, exporta&#231;&#245;es a China e endividamento dos trabalhadores&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2011, segundo as proje&#231;&#245;es da maior parte dos analistas que colocam o crescimento do PIB do pa&#237;s em 2,8%, ser&#225; o primeiro ano desde 2004 que o pa&#237;s crescer&#225; menos que a m&#233;dia mundial. Nos anos anteriores, inclu&#237;da a recess&#227;o de 2009 (menor que a m&#233;dia mundial) o pa&#237;s destoou do mundo, crescendo not&#225;veis 7,5% em 2010 &#8211; n&#237;vel absolutos que n&#227;o se alcan&#231;ava desde 1986. O PIB per capita (o PIB dividido pela popula&#231;&#227;o) nunca cresceu a estes espantosos 6,5% ao ano salvo alguns anos do &#8220;milagre brasileiro&#8221; durante os anos de 70-74. O n&#237;vel de desemprego, oficialmente em 5,2% nunca esteve t&#227;o baixo, o acesso ao cr&#233;dito e ao consumo nunca estiveram t&#227;o f&#225;ceis n&#227;o s&#243; &#227; classe m&#233;dia tradicional e aos trabalhadores qualificados, mas a todo um estendido setor da classe trabalhadora prec&#225;ria e terceirizada, chamados ideologicamente pelos analistas nacionais de &#8220;nova classe m&#233;dia&#8221;[1].&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A venda de autom&#243;veis ultrapassou a alguns anos a marca dos tr&#234;s milh&#245;es de carros e tem rondado a casa dos 3,7 milh&#245;es[2]. O real valorizado tem feito setores da classe trabalhadora realizar viagens nacionais e internacionais. Todo um boom de consumo. E com ele expectativas reformistas, de melhoras graduais na situa&#231;&#227;o econ&#244;mica e pessoal &#8211; linha condizente com o discurso do governo e da burocracia sindical, e algumas medidas de valoriza&#231;&#227;o do sal&#225;rio m&#237;nimo e um pacto social que tem garantido todos os anos aumentos salariais ligeiramente acima da infla&#231;&#227;o (mas notavelmente abaixo dos ganhos de produtividade do capital).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Debaixo dos holofotes destes dados e dos an&#250;ncios de sexta maior economia mundial escondem-se as condi&#231;&#245;es econ&#244;micas e sociais que lhes permitem ocorrer. 2011, como outros anos recentes, o crescimento esteve puxado sobretudo pelo consumo das fam&#237;lias, que estima-se que tenha expandido em 4,2%. Esta contribui&#231;&#227;o sozinha garantiu 2,5% dos 2,8% da expans&#227;o do PIB segundo a Confedera&#231;&#227;o Nacional da Ind&#250;stria. Este consumo por sua vez &#233; altamente dependente do crescente endividamento das pessoas. A expans&#227;o do cr&#233;dito as pessoas f&#237;sicas diminuiu fortemente em 2011 comparado com 2010, ficando em &#8220;somente&#8221; um crescimento de 13,9% (frente aos 22% que acumulava at&#233; fevereiro de 2011)[3]. Mesmo com esta queda o endividamento est&#225; crescendo em um ritmo 5 vezes maior que a economia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A capacidade dos trabalhadores se endividarem por sua vez &#233; dependente da expans&#227;o do emprego (o que segue ocorrendo mas m&#234;s a m&#234;s em ritmos menores). E a economia como um todo, e sua capacidade de empregar trabalhadores, &#233; cada vez mais dependente das exporta&#231;&#245;es de produtos prim&#225;rios e do com&#233;rcio e servi&#231;os para esta classe trabalhadora endividada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este ano de 2011 tamb&#233;m bateu-se um novo Record em exporta&#231;&#245;es (US$ 256 bilh&#245;es) e em saldo comercial (US$ 29,8 bilh&#245;es), por&#233;m 88% do aumento nas exporta&#231;&#245;es est&#225; explicado pelo aumento no pre&#231;o das commodities exportadas como a soja e o min&#233;rio de ferro[4]. Mat&#233;rias primas com escasso valor agregado, que escancaram que, na &#8220;nova&#8221; divis&#227;o internacional do trabalho, a sexta economia mundial descansa sobre a primariza&#231;&#227;o de sua economia, retrocedendo inclusive na participa&#231;&#227;o percentual dos produtos manufaturados exportados ao que fora alcan&#231;ado nos anos de industrializa&#231;&#227;o p&#243;s 1950-60.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As contas nacionais quando se consideram tamb&#233;m os servi&#231;os avultam um d&#233;ficit de mais de 2,5% do PIB que s&#243; &#233; fechado com a entrada de capitais, fazendo toda a economia depender de uns 60 bilh&#245;es de d&#243;lares de capital estrangeiro ano a ano para as contas fecharem sem aumentar o endividamento do pa&#237;s (para 2012 os analistas prev&#234;em um d&#233;ficit de US$ 65 bilh&#245;es).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sob previs&#237;veis impactos da crise capitalista mundial &#233; dif&#237;cil esperar a continuidade destes fatores, seja porque uma menor demanda chinesa derrubaria o pre&#231;o das commodities, como tamb&#233;m diminuiria o fluxo de capitais sob o impacto da crise na Europa, deste modo as contas externas bem como o valor do real ser&#227;o golpeados e bases do &#8220;modelo brasileiro&#8221; que Dilma exalta estar&#227;o abalados. Qu&#227;o mais agudos forem os pr&#243;ximos passos na crise mundial mais sincr&#244;nica ser&#225; a resposta na economia brasileira, como foi nos primeiros meses de 2009 com a expressiva queda na ind&#250;stria de mais de 10% e concomitante queda no emprego.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Um crescimento baseado no trabalho prec&#225;rio e na continuidade das terr&#237;veis situa&#231;&#245;es de vida da classe trabalhadora&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao contr&#225;rio do discurso oficial o crescimento econ&#244;mico do pa&#237;s mostra como este se ap&#243;ia nas condi&#231;&#245;es estruturais de trabalho e vida prec&#225;rias no pa&#237;s. Antes de ostentar a marca de sexta economia do mundo, o pa&#237;s tamb&#233;m j&#225; detinha a sexta maior marca de assassinatos por habitantes fruto da viol&#234;ncia policial, que &#233; respons&#225;vel nas estat&#237;sticas oficiais - muito aqu&#233;m da realidade - por um quinto dos assassinatos [5] e j&#225; era o terceiro colocado em acidentes de trabalho: a cada 30 minutos um trabalhador morre ou tem uma les&#227;o permanente nos campos, f&#225;bricas e canteiros de obras (ou 2.712 &#243;bitos e 14.097 les&#245;es com incapacidades permanentes, nos dados oficiais)[6].&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com todo o crescimento lulista a m&#233;dia salarial (simples, ignorando as desigualdades de classe, ra&#231;a, g&#234;nero e regionais) &#233; de pouco mais de R$ 1650 (US$ 903)[7]. O sal&#225;rio m&#237;nimo oficial agora aumentado para R$ 622 (US$ 340) encontra-se muito abaixo de qualquer padr&#227;o europeu (o menor sal&#225;rio m&#237;nimo europeu &#233; o portugu&#234;s de 485 euros, ou cerca de R$ 1155) e mal ultrapassando um quarto do que calcula-se que &#233; necess&#225;rio para uma fam&#237;lia viver (R$ 2349 &#8211; US$ 1286 &#8211; segundo o DIEESE).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O crescimento do emprego &#233; baseado na rotatividade do trabalho. Todo ano dezenas de milh&#245;es de trabalhadores trocam de emprego. Segundo o DIEESE 53% dos trabalhadores registrados trocam de emprego todo o ano. Esta rotatividade herdada das reformas trabalhistas da ditadura segue vigente e &#233; voltada contra os trabalhadores. Em 2010, &#250;ltimo ano com estat&#237;sticas dispon&#237;veis, cada trabalhador admitido recebia em m&#233;dia 7,5% a menos que um trabalhador demitido. A terceiriza&#231;&#227;o, rotatividade do trabalho, trabalho prec&#225;rio e perigoso se ap&#243;iam em alt&#237;ssimos &#237;ndices de trabalho dito &#8220;informal&#8221; (sem registro, direitos) onde cerca de 48% da popula&#231;&#227;o economicamente ativa n&#227;o tem nenhuma registro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta continuidade de sal&#225;rios de mis&#233;ria, mesmo com o aumento do emprego e ligeiros aumentos salariais acima da infla&#231;&#227;o nos governo Lula e Dilma s&#227;o uma express&#227;o da imensa desigualdade do pa&#237;s de um desenvolvimento capitalista baseado no trabalho prec&#225;rio, herdeiro da escravid&#227;o e do latif&#250;ndio. Baseado em dados do IBGE e an&#225;lises do Le Monde Diplomatique (Ano 5, n. 53) &#233; poss&#237;vel chegar a impressionante pir&#226;mide de renda do Brasil retratada abaixo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#201; com estes &#8220;handicaps&#8221; que a burguesia brasileira comemora seus dados econ&#244;micos e sua sexta economia mundial. Aos trabalhadores resta para depois do trabalho prec&#225;rio, terceirizado e rotativo outras continuidades de um Brasil que nada tem de desenvolvimento social europeu. Nas estat&#237;sticas oficiais do IBGE somente 11,4 milh&#245;es de pessoas (ou 6% da popula&#231;&#227;o) vive em favelas. Diversas favelas famosas de todo o pa&#237;s, como o Dona Marta no Rio de Janeiro, palco para a primeira Unidade de Pol&#237;cia Pacificadora (UPP) sequer constam como favelas. Por&#233;m com os m&#233;todos que queiram para ocultar a moradia prec&#225;ria, ano a ano milhares de trabalhadores s&#227;o afetados por trag&#233;dias naturais relacionadas a moradia prec&#225;ria, especula&#231;&#227;o imobili&#225;ria e um desenvolvimento urbano para favorecer os lucros capitalistas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mal passado um ano da trag&#233;dia que ceifou mais 900 vidas na regi&#227;o serrana do Rio de Janeiro a mesma regi&#227;o volta a ter bairros ilhados e pessoas deslocadas e em Minas Gerais diversas cidades est&#227;o isoladas, pessoas desaparecidas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sob os olhos de todos, o mesmo pa&#237;s que avan&#231;a em suas estat&#237;sticas de crescimento do PIB, emprego e consumo, &#233; um pa&#237;s que vai reproduzindo o trabalho prec&#225;rio, a moradia prec&#225;ria e outras desigualdades inerentes do capitalismo no Brasil herdeiro da depend&#234;ncia do capital estrangeiro, do latif&#250;ndio e da escravid&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;hr class=&#034;spip&#034; /&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Notas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[1] Dados extra&#237;dos do site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&#237;stica (IBGE) e da Confedera&#231;&#227;o Nacional da Ind&#250;stria (CNI).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[2] Dados da Carta 307 da ANFAVEA (Associa&#231;&#227;o Nacional dos Fabricantes de Ve&#237;culos Automotores), dispon&#237;vel em seu site.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[3] &#8220;Economia Brasileira&#8221;, ano 27, n.4, publica&#231;&#227;o da CNI, dispon&#237;vel em seu site.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[4] idem&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[5] O Globo, 30/12/2011&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[6] Anu&#225;rio Estat&#237;stico de Acidentes de Trabalho do INSS, 2010. Dispon&#237;vel em seu site.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[7] Todas cota&#231;&#245;es de d&#243;lar e euros referem-se &#225;s 10hs do dia 04/01/12&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Superar a fragmenta&#231;&#227;o e o corporativismo para vencer</title>
		<link>https://ft-ci.org/Superar-a-fragmentacao-e-o-corporativismo-para-vencer</link>
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		<dc:date>2011-09-21T17:33:36Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Leandro Ventura, Rio de Janeiro</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Movimiento Obrero</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;O debate econ&#244;mico mudou intensamente. A discuss&#227;o n&#227;o &#233; mais se haver&#225; impacto no Brasil ou n&#227;o, se o mundo ter&#225; &#8220;s&#243;&#8221; crescimento an&#234;mico ou se ter&#225; um novo mergulho agudo...&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/Articulos-en-portugues" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en portugu&#233;s&lt;/a&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/Brasil-101" rel="tag"&gt;Brasil&lt;/a&gt;

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 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;O debate econ&#244;mico mudou intensamente. A discuss&#227;o n&#227;o &#233; mais se haver&#225; impacto no Brasil ou n&#227;o, se o mundo ter&#225; &#8220;s&#243;&#8221; crescimento an&#234;mico ou se ter&#225; um novo mergulho agudo. O calote da d&#237;vida da Gr&#233;cia &#233; iminente e com isto a press&#227;o sobre diversos pa&#237;ses, bancos e sobre o pr&#243;prio euro. Mesmo se a burguesia encontrar uma sa&#237;da moment&#226;nea as contradi&#231;&#245;es s&#227;o imensas em v&#225;rios pa&#237;ses, bancos e at&#233; no ritmo do crescimento chin&#234;s &#8211; esta certeza p&#233;trea dos analistas j&#225; n&#227;o &#233; t&#227;o certa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No Brasil este cen&#225;rio j&#225; fez mudar bastante todos os c&#225;lculos do valor da moeda, infla&#231;&#227;o. O real tem se desvalorizado rapidamente, mas mesmo assim ainda segue em patamares hist&#243;ricos frente ao d&#243;lar, a infla&#231;&#227;o alta fica ainda mais pressionada para cima com esta desvaloriza&#231;&#227;o (uma vez que quase todos alimentos e diversos servi&#231;os s&#227;o dolarizados). Com esta nova desculpa inflacion&#225;ria, o governo Dilma atrav&#233;s de seu porta-voz de ataques, Guido Mantega, anunciou mais um corte do or&#231;amento &#8211; desta vez de R$ 10 bilh&#245;es para ter mais poupan&#231;a para os detentores da d&#237;vida p&#250;blica. Nos tempos vindouros devemos esperar mais press&#227;o para que n&#227;o ocorram aumentos salariais para garantir os lucros dos capitalistas &#225;s custas do poder de consumo dos trabalhadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os trabalhadores no Brasil seguem acreditando nas supostas melhorias graduais de Dilma e Lula apesar dos recorrentes acidentes de trabalho, de repeti&#231;&#245;es de trag&#233;dias anunciadas como agora com as chuvas que assolam Santa Catarina, dos esc&#226;ndalos de corrup&#231;&#227;o e viol&#234;ncia no projeto de seguran&#231;a modelo para o pa&#237;s, o Alem&#227;o e as UPPs. &#201; um dever urgente da vanguarda n&#227;o s&#243; alertar os trabalhadores do que nos espera pelas m&#227;os da burguesia e dos governos, como tamb&#233;m, antes de mais nada, contribuir para coordenar as diversas lutas da educa&#231;&#227;o e constru&#231;&#227;o civil que t&#234;m aparecido no cen&#225;rio nacional como lutas isoladas que tem angariado apoio e contribuem a abrir debates sobre quest&#245;es estruturais do modelo &#8220;lulista&#8221;, mas que ainda n&#227;o evolu&#237;ram a questionamentos na pr&#243;pria luta de classes destes pilares. Agora com a entrada em cena dos trabalhadores dos correios que deflagraram uma forte greve em quase todos os estados do pa&#237;s cabe travar uma luta pelo aumento salarial desta categoria em sua maioria negra e super-explorada mas tamb&#233;m contra a privatiza&#231;&#227;o do correio que est&#225; sendo armada por Dilma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pe&#227;o, estudante, funcion&#225;rio e professor: potenciais questionamentos ao &#8220;modelo lulista&#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Longe de um cen&#225;rio chileno, onde a a&#231;&#227;o massiva de estudantes junto a setores de trabalhadores, mesmo em meio a intenso crescimento econ&#244;mico, tem contribu&#237;do para criar novos fen&#244;menos (em que pese conjunturas espec&#237;ficas de altos e baixos e o papel das dire&#231;&#245;es em tentar desarmar o conflito por via dos di&#225;logos com o presidente Pi&#241;era); no Brasil do crescimento lulista que continua, lutas econ&#244;micas dispersas n&#227;o tem evolu&#237;do a este n&#237;vel de questionamento. Por&#233;m, apontam grandes possibilidades para a a&#231;&#227;o dos trabalhadores e da juventude brasileira, e deste modo colocam a imperiosa necessidade da unifica&#231;&#227;o de suas demandas e a&#231;&#245;es, assim como a eleva&#231;&#227;o de suas reivindica&#231;&#245;es para al&#233;m do patamar corporativos dos aumentos salariais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O crescimento de empregos no per&#237;odo Lula e, agora Dilma, esteve baseado sobretudo em empregos prec&#225;rios, terceirizados, e em intensa rotatividade do trabalho. As recorrentes greves da constru&#231;&#227;o civil em todo pa&#237;s, agora com imensos atos em Bel&#233;m e as repetidas greves em obras do PAC e Olimp&#237;adas (Mineir&#227;o e Maracan&#227;, por exemplo) constituem, apesar das dire&#231;&#245;es &#8211; em sua maioria pelegas ou governistas &#8211;, um clar&#227;o para o debate do que &#233; este pilar do modelo lulista: o trabalho prec&#225;rio. As reivindica&#231;&#245;es salariais e de seguran&#231;a no trabalho s&#227;o um empecilho &#225;s alt&#237;ssimas taxas de lucro que as empreiteiras praticam. A rebeli&#227;o em Jirau e em diversas obras do PAC no come&#231;o do semestre e a repetida entrada em greve dos trabalhadores do Maracan&#227; (ap&#243;s dois acordos firmados entre o sindicato e a patronal) s&#227;o mostras da inconformidade deste proletariado prec&#225;rio, que ignorando os acordos de seus sindicatos com os patr&#245;es segue exigindo seus direitos e denunciando suas condi&#231;&#245;es de trabalho, mesmo que isto ainda n&#227;o fa&#231;a surgir fen&#244;menos anti-burocr&#225;ticos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os tr&#234;s setores da educa&#231;&#227;o tamb&#233;m deram mostras isoladas de for&#231;a e de questionamento &#227; precariza&#231;&#227;o e privatiza&#231;&#227;o da educa&#231;&#227;o, mesmo que quase sempre tenham ficado separadas nesta ou naquela universidade ou rede de ensino e tenham tido como demanda central o aumento dos sal&#225;rios. Come&#231;ando com os professores em diversos estados e munic&#237;pios que levantavam al&#233;m de pautas regionais e espec&#237;ficas a implementa&#231;&#227;o do piso salarial da educa&#231;&#227;o (um descumprimento da legisla&#231;&#227;o vigente). A luta ainda segue em Minas Gerais apesar do grande esfor&#231;o feito pelo governo Anastasia em atacar os trabalhadores com cortes de ponto. Logo depois foi deflagrada uma greve nacional dos servidores das universidades federais &#8211; que segue h&#225; meses e sem negocia&#231;&#227;o ou ofertas por parte do governo Dilma &#8211; e agora o movimento estudantil entra em cena com dezenas de ocupa&#231;&#245;es em todo o pa&#237;s reivindicando assist&#234;ncia estudantil e outras pautas espec&#237;ficas, e em alguns casos deflagrando greves unificadas com os trabalhadores como na UFAL e UFPR ou levantando um questionamento &#224; liga&#231;&#227;o da reitoria com as prefeituras e empreiteiras (como na UFF).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com resultados d&#237;spares, o comum de cada uma destas lutas foi ter mostrado a generalidade nacional da precariza&#231;&#227;o da educa&#231;&#227;o sem que com isto fizesse emergir um movimento nacional nas ruas e escolas que tivesse o problema da educa&#231;&#227;o p&#250;blica e de qualidade como eixo. Os baixos sal&#225;rios e a expans&#227;o sem verba do REUNI escancaram qu&#227;o relegada &#233; a educa&#231;&#227;o no or&#231;amento, apesar de toda a demagogia eleitoral. O governo Dilma, tal como seu predecessor, investe em algumas novas unidades de universidades federais e oferece intermin&#225;veis somas de dinheiro aos tubar&#245;es do ensino privado, que com este subs&#237;dio v&#227;o fazendo sua import&#226;ncia na educa&#231;&#227;o superior cada vez maior. O Brasil j&#225; ultrapassa 75% dos universit&#225;rios em universidade privadas e, com isto, o direito &#227; educa&#231;&#227;o &#233; trocado pelo lucro dos empres&#225;rios e acionistas, com o endividamentos dos estudantes e suas fam&#237;lias. A ocorr&#234;ncia destas lutas permite atacar a base deste engodo eleitoral que Lula e Dilma, que supostamente estariam &#8220;democratizando a educa&#231;&#227;o&#8221;. Esta possibilidade existe se superarmos o patamar local ou regional destes questionamentos e a&#231;&#245;es, assim como os limites corporativos do programa que levantam. Para isto &#233; preciso coordenar as lutas enquanto h&#225; tempo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Coordenar as lutas e combater o corporativismo para superar seu isolamento e fortalecer os trabalhadores e a juventude&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cada uma destas lutas da educa&#231;&#227;o, com seu apoio popular, e o sentimento generalizado de que se poderia investir mais em educa&#231;&#227;o, mostram como a principal debilidade delas tem sido seu isolamento, dispers&#227;o e limite econ&#244;mico e corporativo do programa e da estrat&#233;gia das lutas. Isto &#233; uma pol&#237;tica consciente e traidora dos sindicatos de professores estaduais e municipais ligados &#227; CUT, que n&#227;o querem promover uma luta nacional contra &#8220;seu&#8221; governo, mesmo que no estado vizinho se lute pela mesma coisa que no seu. Est&#227;o for&#231;adas por suas bases a mostrar algum servi&#231;o, mas n&#227;o se disp&#245;em a se chocar com Dilma e seus intermin&#225;veis la&#231;os com uma educa&#231;&#227;o privatizada e prec&#225;ria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A esquerda anti-governista, com suas importantes posi&#231;&#245;es conquistadas em sindicatos como o SEPE no Rio de Janeiro, e em diversos sindicatos de servidores universit&#225;rios, mostra uma cegueira rotineira ao levar cada uma destas greves isoladamente, e n&#227;o lutar para que surja um movimento nacional que unifique professores e estudantes em defesa da educa&#231;&#227;o p&#250;blica e de qualidade e pelo fim do trabalho prec&#225;rio no ensino, dialogando com a demanda por uma educa&#231;&#227;o digna por parte dos setores mais explorados e oprimidos da popula&#231;&#227;o. Nem os deputados do PSOL, nem a Conlutas, colocaram suas for&#231;as a servi&#231;o dessa tarefa. &#201; gritante como o mesmo vem se repetindo tamb&#233;m entre os estudantes universit&#225;rios, pois &#233; poss&#237;vel acontecer na mesma regi&#227;o metropolitana (Rio de Janeiro) lutas estudantis em tr&#234;s universidades p&#250;blicas ao mesmo tempo, dirigidas pelas mesmas organiza&#231;&#245;es (PSOL e PSTU), e n&#227;o haver a menor coordena&#231;&#227;o entre as mesmas, mesmo que existam pautas comuns como bandej&#245;es gratuitos e 10% do PIB para a educa&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ainda h&#225; tempo de mudar este cen&#225;rio e coordenar as lutas. A Liga Estrat&#233;gia Revolucion&#225;ria tem insistido na necessidade de promover um grande encontro dos setores da educa&#231;&#227;o em luta. Agora, com a entrada de trabalhadores da constru&#231;&#227;o civil, dos correios e outros setores em luta, podemos juntos construir pautas unificadas, levantar em alto e bom a som a necessidade do sal&#225;rio m&#237;nimo do DIEESE (mais de R$2200,00) e de incorporar os trabalhadores terceirizados, tempor&#225;rios ou prec&#225;rios como parte do quadro efetivo dos locais onde trabalham (sem necessidade de concurso no caso do setor p&#250;blico), com sal&#225;rios e direitos iguais entre todos; assim como abrindo concursos controlados pelos sindicatos para a contrata&#231;&#227;o massiva de novos funcion&#225;rios. A essas demandas hoje deveria se agregar a luta contra a medida provis&#243;ria do governo Dilma que abre as portas &#227; privatiza&#231;&#227;o dos correios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#201; necess&#225;rio nos prepararmos para as grandes batalhas tendo a luta de classes como orienta&#231;&#227;o&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mesmo com todo o turbulento cen&#225;rio da economia internacional (que j&#225; mostra reflexos na pol&#237;tica econ&#244;mica brasileira e nas medidas de ajustes) e a fileira de ataques que est&#227;o sendo implementados ou preparados em cada pa&#237;s, com os cortes dos or&#231;amentos promovidos por Dilma, an&#250;ncios de n&#227;o liberar aumentos salariais que s&#227;o feitos por Mantega, a privatiza&#231;&#227;o dos correios pela via de abertura de seu capital e outras medidas, o que tem primado &#233; n&#227;o encarar a realidade nacional desde esse ponto de vista. Mesmo com estes an&#250;ncios de ataques e com o fechamento de f&#225;bricas em sua base,, o Sindmetal de S&#227;o Jos&#233; dos Campos (dirigido pelo PSTU, o principal sindicato industrial da Conlutas no pa&#237;s) centrou sua campanha salarial n&#227;o na prepara&#231;&#227;o destas lutas duras, mas refor&#231;ando as ilus&#245;es no crescimento econ&#244;mico (&#8220;se o bolo cresceu, trabalhador quer o seu&#8221;, ou seja, n&#227;o articula a campanha salarial com os efeitos da crise capitalista e os planos do governo e da patronal para descarregar sobre os custos nas costas dos trabalhadores. A greve dos correios rec&#233;m- iniciada tamb&#233;m corre o mesmo risco, , pois os dirigentes sindicais da CUT e da CTB tudo far&#227;o para trair os trabalhadores e a justa reivindica&#231;&#227;o de aumento salarial e contra a privatiza&#231;&#227;o da empresa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A vit&#243;ria destas lutas em curso e seu enfrentamento superior com estes pilares do lulismo ser&#227;o um passo adiante dos trabalhadores e jovens para estarmos melhor preparados para enfrentar as grandes batalhas que nos avizinham quando a burguesia nativa e imperialista passar a descarregar mais diretamente os custos de sua crise sobre nossas costas. Seus an&#250;ncios de ataques, enquanto &#8220;o bolo cresce&#8221;, s&#227;o vivos avisos do futuro, quando buscar&#227;o retirar em dobro qualquer concess&#227;o parcial que deem agora. &#201; preciso coordenar as lutas no marco que elas se d&#227;o hoje, por sal&#225;rio, por melhorias nas universidades, mas tendo em vista como preparamos nosso enfrentamento de amanh&#227;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um debate eleitoral de costas para a luta de classes &lt;br class='autobr' /&gt;
Enquanto a debilidade das lutas que est&#227;o ocorrendo &#233; seu isolamento, seu corporativismo e n&#227;o preparar-se s&#243; para a continuidade de crescimento econ&#244;mico, mas tamb&#233;m o contr&#225;rio; o mais conhecido partido da esquerda anti-governista (PSOL) est&#225; com os olhos voltados para as negociatas visando as elei&#231;&#245;es em 2012. Helo&#237;sa Helena h&#225; muito tempo distanciada de posi&#231;&#245;es classistas est&#225; para embarcar em projetos partid&#225;rios comuns com Marina Silva (e seu financiador dono da bilion&#225;ria Natura). Fora isto, guarda sil&#234;ncio sobre as lutas em curso. Pl&#237;nio de Arruda Sampaio, ex-candidato a presidente pelo PSOL, tem se dedicado a fomentar uma alian&#231;a com o PSB (que j&#225; abrigou figuras como o presidente da FIESP, Skaf), para que Erundina seja a candidata a prefeita em S&#227;o Paulo em uma alian&#231;a com o PSOL. Todo este oportunismo de aliar-se a partidos burgueses, que abrigam grandes empres&#225;rios, que s&#227;o parte da base do governo Alckmin e Dilma, seria justific&#225;vel, para Pl&#237;nio, com o objetivo de montar uma &#8220;forte bancada&#8221; (sabe-se l&#225; do que). A t&#225;tica eleitoral est&#225; completamente descolada: emancipou-se de qualquer perspectiva de lutar contra a burguesia. Por isto, nem menciona o que est&#225; acontecendo hoje e apenas os c&#225;lculos &#8220;no papel&#8221; - e n&#227;o na pol&#237;tica de classe - seria &#250;til em 2012 para este partido. Em forma tragic&#244;mica, o PSOL, lideran&#231;a ap&#243;s lideran&#231;a, de HH a Pl&#237;nio, vai repetindo o PT. . Pior, porque nem sequer o PSOL tem la&#231;os com o movimento oper&#225;rio e sindical, estando literalmente de costas &#225;s lutas e organiza&#231;&#245;es oper&#225;rias, integrando-se cada vez mais ao regime como &#8220;mais um partido&#8221; do sistema capitalista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Qu&#227;o &#250;til para os trabalhadores pode ser este intenso debate, hoje, treze meses antes da elei&#231;&#227;o, em meio a todo este cen&#225;rio que j&#225; pontuamos? Nada. Esta pol&#237;tica burguesa do PSOL (com Plinio &#227; frente, visto at&#233; mesmo pelo PSTU como &#8220;um socialista&#8221;) n&#227;o tem nada a ver com os interesses dos trabalhadores e jovens em luta. &#201; preciso superar a atua&#231;&#227;o rotinerista e sindicalista da esquerda anti-governista &#8211; seu rotineirismo &#8211; ao tratar cada greve e luta isoladamente e de forma corporativa. H&#225; que coorden&#225;-las ativamente e levantar um programa e uma estrat&#233;gia para vencer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nossa orienta&#231;&#227;o &#233; a da luta de classes e n&#227;o esta combina&#231;&#227;o de eleitoralismo sem nenhum corte de classe, rotineirismo e agenda pol&#237;tica abstrata (como marchas a Bras&#237;lia agendadas meses antes, independentemente do que ocorrer no mundo...). Muito menos estar, como PSOL e PSTU, em marchas &#8220;contra a corrup&#231;&#227;o&#8221; em alian&#231;a com setores da oposi&#231;&#227;o burguesa, se adaptando a um programa burgu&#234;s de &#8220;faxina&#8221; (ou &#233;tica) nas institui&#231;&#245;es desta democracia dos ricos. Todo nosso esfor&#231;o tem que ser em coordenar e fazer vencer as lutas existentes e n&#227;o na cria&#231;&#227;o de um simulacro de luta eleitoreira (buscando holofotes para depois &#8220;ganhar votos&#8221;) no planalto central. A pol&#237;tica corporativa e sindicalista das greves por um lado, e, por outro, de defesa de um programa anti-neoliberal em geral, sem corte de classe, nas marchas a Bras&#237;lia e nas frentes eleitorais, s&#227;o duas caras de uma mesma moeda; ou seja, s&#227;o duas facetas de uma estrat&#233;gia que se disciplina pelos limites impostos pela &#8220;democracia&#8221; burguesa e por isso &#233; incapaz de contribuir para que a classe trabalhadora emerja como um sujeito pol&#237;tico independente e se desenvolvam setores de vanguarda numa perspectiva revolucion&#225;ria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se do PSOL nada podemos esperar de progressista, ou seja, favor&#225;vel &#224; luta dos trabalhadores e da juventude, algo diferente se poderia esperar do PSTU. Por&#233;m, do que vale o PSTU chamar o PSOL ou o deputado Marcelo Freixo em espec&#237;fico para uma frente de esquerda no Rio de Janeiro, se ao mesmo tempo este partido est&#225; querendo associar-se ao partido que abrigou a FIESP e at&#233; ofereceu a candidatura a prefeito para Kassab (de S&#227;o Paulo)? E no pr&#243;prio Rio de Janeiro tem se colocado a favor das UPPs justo no momento em que elas est&#227;o sendo questionadas por sua viol&#234;ncia contra os moradores? A elei&#231;&#227;o n&#227;o pode ser uma suspens&#227;o de nossa estrat&#233;gia mas sua concretiza&#231;&#227;o em outro plano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O exemplo da &#8220;Frente de Izquierda y de los Trabajadores&#8221; (FIT), na Argentina, mostra como &#233; poss&#237;vel combater neste terreno que &#233; o da burguesia, conquistar espa&#231;os como deputados, mas sempre no marco da independ&#234;ncia de classe e de ter como tarefa essencial as lutas em curso, de fortalecer a luta de classes, utilizando os espa&#231;os eleitorais para agitar um programa oper&#225;rio e popular ligado &#225;s lutas concretas. A organiza&#231;&#227;o argentina ligada ao PSTU faz parte da FIT junto com o PTS, PO e IS, mas aqui no Brasil orienta-se por uma estrat&#233;gia oposta: firmar acordos com o PSOL e buscar espa&#231;os apesar do que os &#8220;aliados&#8221; fazem na luta de classes e at&#233; mesmo nas alian&#231;as eleitorais. Os trabalhadores brasileiros precisam que as lutas em curso sejam cercadas de solidariedade ativa e concreta (n&#227;o apenas mo&#231;&#245;es e declara&#231;&#245;es), para que ven&#231;am, preparando uma vanguarda combativa que compreenda que s&#243; os trabalhadores, as organiza&#231;&#245;es combativas e classistas e partidos de independ&#234;ncia de classe podem dar uma sa&#237;da &#227; crise capitalista e &#227; superexplora&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;17-09-2011&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Nova marolinha ou a prepara&#231;&#227;o de uma tsunami no Brasil ?</title>
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		<dc:date>2011-08-03T16:50:00Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Leandro Ventura, Rio de Janeiro</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Econom&#237;a</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Crisis capitalista mundial</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Os cen&#225;rios para a economia nacional n&#227;o podem ser pensados em separado dos cen&#225;rios mundiais, que ainda n&#227;o se definem entre uma longa recess&#227;o, ou crescimento an&#234;mico, ou se haver&#225; algum crash.&lt;/p&gt;

-
&lt;a href="https://ft-ci.org/Articulos-en-portugues" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en portugu&#233;s&lt;/a&gt;

/ 
&lt;a href="https://ft-ci.org/America-Latina" rel="tag"&gt;Am&#233;rica Latina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Economia" rel="tag"&gt;Econom&#237;a&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Analisis" rel="tag"&gt;An&#225;lisis&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Crisis-capitalista-mundial" rel="tag"&gt;Crisis capitalista mundial&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Brasil-101" rel="tag"&gt;Brasil&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&#8220;O Brasil n&#227;o sair&#225; ileso da crise, mas est&#225; melhor preparado do que em 2008&#8221; assegura Dilma. Esta certeza que ela procura afirmar cai at&#233; como um exagero &#225;s amplas massas de trabalhadores. Educados pelo lulismo e por uma certeza, mentirosa, de que n&#227;o houve impactos no Brasil, os trabalhadores confiam que tudo seguir&#225;, n&#227;o s&#243; como antes, mas melhorando. Diversos analistas burgueses oscilam entre o otimismo de o &#8220;pior j&#225; passou&#8221;, &#8220;os fundamentos s&#227;o s&#243;lidos&#8221; e uma perplexidade e horror com as quedas da bolsa. Seu espanto com a Bovespa caindo mais que a bolsa de Atenas lembra um paciente com mal&#225;ria que se assegura que est&#225; curado quando passa uma onda da febre mas a febre retorna cada vez mais mort&#237;fera para sua perplexidade. Esta &#233; a cara da crise atual em suas flutua&#231;&#245;es devido &#225;s interven&#231;&#245;es estatais que impedem sua &#8220;realiza&#231;&#227;o natural&#8221;, ao transformarem d&#237;vida privada em d&#237;vida p&#250;blica no primeiro cap&#237;tulo e diversas interven&#231;&#245;es no &#250;ltimo per&#237;odo. Ao contr&#225;rio da crendice popular difundida por Lula, por diversos meios burgueses e pela burocracia sindical governista, o pa&#237;s est&#225; infectado, e prepara-se, para cedo ou tarde impulsionar a crise internacional ou a &#8220;somente&#8221; colocar-se ao tom da mesma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;As reservas internacionais e a d&#237;vida interna s&#227;o sinais de depend&#234;ncia n&#227;o de descolamento&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma das principais &#8220;certezas&#8221; da solidez nacional propagandeadas pelo governo seriam as reservas e, supostamente, n&#227;o ter mais d&#237;vida externa. A opera&#231;&#227;o interessada de fazer sumir a d&#237;vida externa, que &#233; igual a mais de metade das reservas, &#233; feita para ocultar a internaliza&#231;&#227;o da d&#237;vida brasileira. O que antes era marcadamente uma d&#237;vida externa passou a ser d&#237;vida interna. Mais de 55% dela &#233; detida por bancos nacionais e estrangeiros, outros 21% por fundos de investimento tamb&#233;m nacionais e estrangeiros (dados da Auditoria Cidad&#227;), e ela est&#225; dividida de uma forma que a maior parte paga a taxa Selic (38,1%), seguida por uma remunera&#231;&#227;o mixta (30,9% do total), onde remunera-se com um mixto de Selic, taxas cambiais e taxas de infla&#231;&#227;o. Ou seja, tanto pelo lado de quem &#233; o dono como pelo lado do que &#233; pago, esta d&#237;vida &#8220;soberana&#8221; &#233; intensamente dependente de fluxo de capitais ao pa&#237;s e sua generosa remunera&#231;&#227;o com a taxa do banco central (Selic), que se constitui como o juros real (descontando a infla&#231;&#227;o) mais alto de todo o mundo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Brasil paga um juro real mais alto que a Gr&#233;cia. A dita blindagem brasileira &#233;, na verdade, uma remunera&#231;&#227;o fant&#225;stica que faz estes t&#237;tulos da d&#237;vida terem uma import&#226;ncia mundial n&#227;o por seu volume mas por sua atratividade e giro constante de m&#227;os. Mesmo sem chegar a n&#237;veis de comprometimento do conjunto da economia com a d&#237;vida de mais de 100% do Produto Interno Bruto (PIB) como est&#227;o agora os EUA e a Gr&#233;cia, o Brasil que &#8220;s&#243;&#8221; deve 59% de seu PIB, gasta anualmente 5,7% do PIB em servi&#231;os da d&#237;vida, a Gr&#233;cia, quebrada, gasta 5,47%.1.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;As contradi&#231;&#245;es da economia brasileira, ou como a prosperidade de hoje prepara as crises&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O FMI projeta que este ano o PIB do pa&#237;s crescer&#225; 4,1% sendo puxado pelo consumo interno que expandir&#225; acima do PIB, a taxas de 5,7%. Este fato em si mostra uma tend&#234;ncia a problemas externos pois esta demanda est&#225; sendo atendida por importa&#231;&#245;es. A balan&#231;a de pagamentos somada a conta de servi&#231;os (turismo, juros, royalties, etc) puxa o PIB para baixo em -1,4%. A perspectiva de desvaloriza&#231;&#227;o de v&#225;rias moedas por a&#231;&#227;o de seus governos (como j&#225; est&#227;o fazendo Su&#237;&#231;a e Jap&#227;o), tamb&#233;m empurrar&#225; mais produtos para o pa&#237;s. O que tem feito as contas fecharem no positivo, e at&#233; aumentar as reservas externas do pa&#237;s, &#233; o fluxo de capitais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este fluxo de capitais &#233; movido, entre outras coisas pela taxa de juros, e tem significado nos &#250;ltimos meses (o que s&#243; foi suavemente revertido nas &#250;ltimas semanas) em uma expressiva valoriza&#231;&#227;o do real. A valoriza&#231;&#227;o da moeda nacional faz com que cada d&#243;lar que fique um tempo no pa&#237;s vire mais d&#243;lares quando retirado &#8211; por exemplo, um investimento de US$ 100 milh&#245;es convertido a R$1,60 gera R$ 160 milh&#245;es, se o investimento der retorno zero mas for retirado com o d&#243;lar a R$ 1,50, os mesmos R$ 160 milh&#245;es equivaler&#227;o a US$ 106,666 milh&#245;es). Enquanto em diversos pa&#237;ses a taxa de juros &#233; zerada para tentar estimular o consumo, o Brasil torna-se v&#237;tima de seu pr&#243;prio sucesso com a valoriza&#231;&#227;o da moeda e atraindo mais e mais d&#243;lares j&#225; atra&#237;dos pelos juros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que os comentaristas da grande m&#237;dia brasileira escondem com as violentas oscila&#231;&#245;es da Bovespa, &#233; que este capital, em grande parte estrangeiro, que est&#225; na bolsa pode rapidamente mudar de mercado e ir para os t&#237;tulos da d&#237;vida do Brasil, d&#237;vidas de empresas, renda fixa, outros ativos e vice-versa. A disparidade entre a suave desvaloriza&#231;&#227;o do real nos &#250;ltimos dez dias (1/8 a 10/8) de -3,81% e a aguda desvaloriza&#231;&#227;o da Bovespa de -12,57% marca como, mesmo que tenha ocorrido alguma sa&#237;da de capital do pa&#237;s (puxando o d&#243;lar para cima), o ritmo que isto est&#225; ocorrendo &#233; muito menor que a queda da bolsa, indicando que muitos capitais tem migrado para a d&#237;vida e outros ativos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Bovespa tem despencado neste ritmo superior ao d&#243;lar porque acompanha n&#227;o s&#243; os ritmos das bolsas mundiais e tem perdido para a d&#237;vida mas porque &#233; um &#237;ndice fortemente marcado por empresas produtoras de commodities como a Petrobr&#225;s, Vale, Gerdau, OGX, entre outras. Com as perspectivas de recess&#227;o mundial (diminuindo a demanda por insumos) as commodities tendem a se desvalorizar e as empresas produtoras mais ainda. As grandes multinacionais brasileiras conhecidas como &#8220;Global Players&#8221; mostram neste movimento sua intensa depend&#234;ncia de uma situa&#231;&#227;o espec&#237;fica da economia mundial que se deteriora. Os problemas nas commodities abrem perspectivas de problemas nestas empresas, altamente endividadas com carteiras de cr&#233;dito para expans&#245;es a ritmos chineses2.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os super&#225;vits comerciais minguantes ano a ano com o crescimento das importa&#231;&#245;es se financiam pelo pre&#231;o do ferro, soja e outras commodities ; ao ca&#237;rem seus pre&#231;os, mesmo se as quantidades exportadas permanecerem as mesmas, as divisas obtidas diminuir&#227;o. Isto acende outras luzes amarelas na conta corrente do pa&#237;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na ind&#250;stria, que enfrenta dificuldades de concorr&#234;ncia externa ainda mais com um real valorizado, j&#225; come&#231;am a aparecer analistas que prev&#234;em um crescimento zero no ano, indicando uma din&#226;mica recessiva. Os bancos come&#231;am a aumentar a previs&#227;o de calotes que sofrer&#227;o das pessoas f&#237;sicas (alta de mais de 10% na provis&#227;o para calotes) Com perspectivas recessivas o padr&#227;o de crescimento do consumo baseado no cr&#233;dito e os imensos lucros dos bancos estar&#227;o questionados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Distintos cen&#225;rios para economia nacional mas todos convergem contra os trabalhadores&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os cen&#225;rios para a economia nacional n&#227;o podem ser pensados em separado dos cen&#225;rios mundiais, que ainda n&#227;o se definem entre uma longa recess&#227;o, ou crescimento an&#234;mico, ou se haver&#225; algum crash. Nacionalmente, distintos fatores podem operar, levando a distintos cen&#225;rios. O melhor cen&#225;rio &#233; de um impacto recessivo com um acumulo das contradi&#231;&#245;es. Este impacto recessivo pode n&#227;o significar tecnicamente uma recess&#227;o, mas em um pa&#237;s com a popula&#231;&#227;o expandindo 1,1% ao ano e novos endividamentos exigindo crescimento m&#237;nimo de 2,9% do PIB ano a ano, qualquer n&#250;mero abaixo de 3% resultar&#225; em recess&#227;o. Os trabalhadores voltar&#227;o a ter que se enfrentar com os duros ataques patronais na ind&#250;stria e nos setores ligados a commodities.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A queda do pre&#231;o das commodities pode fazer baixar os &#237;ndices inflacion&#225;rios at&#233; mesmo a tend&#234;ncias deflacion&#225;rias (uma vez que muitos produtos operam em pre&#231;os mundiais, como os derivados de trigo, milho, as carnes, &#225;lcool, etc), mas tamb&#233;m criar&#225; contradi&#231;&#245;es, em m&#233;dio prazo, nas empresas produtoras de commodities bem como nas obriga&#231;&#245;es externas do pa&#237;s. Ou seja, um cen&#225;rio de recess&#227;o, defla&#231;&#227;o e problemas fiscais e da d&#237;vida, um cen&#225;rio &#8220;mais europeu&#8221; que passaria por uma &#8220;doen&#231;a brasileira&#8221;, como um analista argentino chamou. Recess&#227;o, desindustrializa&#231;&#227;o e sem desvaloriza&#231;&#227;o do real pois seguiriam fluindo intensos fluxos de capital3.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este cen&#225;rio acima seria poss&#237;vel desde que a desvaloriza&#231;&#227;o das commodities n&#227;o seja acompanhada de igual ou maior desvaloriza&#231;&#227;o do real. N&#227;o tem ocorrido at&#233; o momento uma aguda desvaloriza&#231;&#227;o do real mas n&#227;o se pode descartar esta &#8220;velha tend&#234;ncia&#8221; operando seja pelos impactos mundiais ou pela avers&#227;o dos investidores aos crescentes riscos que a economia nacional ir&#225; demonstrar com seu acumular de contradi&#231;&#245;es. Uma desvaloriza&#231;&#227;o do real maior que a queda dos pre&#231;os das commodities faria explodir a infla&#231;&#227;o (porque as commodities tem pre&#231;os em d&#243;lar). Isto combinado ao impacto recessivo, seria uma &#8220;estagfla&#231;&#227;o&#8221;, um cen&#225;rio conhecido por todo brasileiro nos anos 80. Desvalorizar a moeda significaria abocanhar parte expressiva dos sal&#225;rios e renda dos que vivem do trabalho, favorecendo os capitalistas&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Preparar uma vanguarda de trabalhadores e da juventude&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Diante da crise capitalista mundial, os trabalhadores devem se preparar para cen&#225;rios muito mais duros na luta de classes onde as patronais e os governos que j&#225; militarizam conflitos como Jirau e atacam o direito de greve como ocorrido agora com os professores em diversos estados quando cresce, e muito, seu bolo, o que far&#227;o quando ele diminuir ? O pr&#243;prio governo, atrav&#233;s das declara&#231;&#245;es do ministro da Fazenda Guido Mantega, fala em cortar gastos sociais (verbas para sal&#225;rios do funcionalismo p&#250;blico, educa&#231;&#227;o, sa&#250;de, previd&#234;ncia, moradia etc.) exigindo que &#8220;os trabalhadores n&#227;o podem pedir aumento salarial&#8221;. Enquanto o pa&#237;s crescia o governo Lula garantiu fortunas aos capitalistas e migalhas para os trabalhadores e o povo pobre. Agora o governo Dilma anuncia que n&#227;o romper&#225; sua alian&#231;a carnal com os grandes capitalistas e continuar&#225; defendendo os lucros, mesmo que aos custos do or&#231;amento (vide programa Brasil Maior). Isto significa fazer os trabalhadores e o povo pobre pagarem a crise com demiss&#245;es, fechamentos de empresas, cortes salariais, de direitos e de servi&#231;os sociais (j&#225; degradados). A crise arrancar&#225; as m&#225;scaras do governo, dos seus partidos &#8211; PT, PCdoB, PMDB etc. &#8211; e da burocracia sindical governista e patronal &#8211; CUT, For&#231;a Sindical, CTB, CGTB etc. &#8211; mostrando nitidamente que s&#227;o parte do &#8220;partido dos exploradores&#8221;, constituindo-se num obst&#225;culo que os trabalhadores e o povo pobre dever&#227;o enfrentar e derrotar para n&#227;o pagar com sacrif&#237;cios sociais inimagin&#225;veis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A batalha hoje &#233; formar uma vanguarda de trabalhadores que compreendam esta situa&#231;&#227;o e se preparem em programa, estrat&#233;gia e moral. A esquerda anti-governista e as centrais que influenciam, a CSP-Conlutas, as Intersindicais, n&#227;o podem continuar perdendo tempo nesta prepara&#231;&#227;o. &#201; preciso colocar de p&#233; a coordena&#231;&#227;o das lutas em curso, como ainda &#233; poss&#237;vel fazer na educa&#231;&#227;o em alguns estados, campanhas salariais unificadas neste segundo semestre, e preparar um plano de guerra para impedir que sejam os trabalhadores, o povo e a juventude que paguem pela crise. &#201; preciso lutar pelos reajustes salariais, contra o corte de verbas sociais, contra as demiss&#245;es, pela ocupa&#231;&#227;o e controle da produ&#231;&#227;o pelos oper&#225;rios nas f&#225;bricas que demitirem ou amea&#231;arem demitir, por impostos fortemente progressivos contra os especuladores e capitalistas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;11/08/2011&lt;/p&gt;
&lt;hr class=&#034;spip&#034; /&gt;
&lt;p&gt;1- Dados extra&#237;dos de relat&#243;rio do FMI, dispon&#237;vel em : &lt;a href=&#034;http://www.imf.org/external/np/sec/pn/2011/pn11108.htm&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;http://www.imf.org/external/np/sec/pn/2011/pn11108.htm&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2- Vide o papel da Petrobr&#225;s no PAC, obras da Vale, concentra&#231;&#227;o e fus&#245;es internacionais das empresas brasileiras de alimenta&#231;&#227;o e carnes, das empresas do imp&#233;rio &#8220;X&#8221; de Eike Batista, entre outras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;3-&lt;a href=&#034;http://www.pagina12.com.ar/diario/economia/2-173900-2011-08-06.html&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;http://www.pagina12.com.ar/diario/economia/2-173900-2011-08-06.html&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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