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	<title> Fracci&#243;n Trotskista Cuarta Internacional </title>
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		<title>O m&#237;nimo para o sal&#225;rio m&#237;nimo e a continuidade da precariza&#231;&#227;o da vida no governo Dilma</title>
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		<dc:date>2011-02-26T21:49:00Z</dc:date>
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		<dc:creator>Vin&#237;cius Pena, desde Rio de Janeiro</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Movimiento Obrero</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;O primeiro teste de maior express&#227;o do governo Dilma ocorreu em torno do aumento do sal&#225;rio m&#237;nimo.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/America-Latina" rel="tag"&gt;Am&#233;rica Latina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Movimiento-Obrero" rel="tag"&gt;Movimiento Obrero&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Analisis" rel="tag"&gt;An&#225;lisis&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Brasil-101" rel="tag"&gt;Brasil&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;O primeiro teste de maior express&#227;o do governo Dilma ocorreu em torno do aumento do sal&#225;rio m&#237;nimo. A discuss&#227;o que j&#225; vinha se arrastando em diferentes m&#237;seros valores e que j&#225; havia passado pela C&#226;mara dos Deputados foi votada nesta quarta (23 de fevereiro) no Senado. Os mesmo deputados e senadores que h&#225; poucos meses votaram um aumento de 62% para seus pr&#243;prios sal&#225;rios, sob ordenamento direto do governo a sua base para s&#243; repassar o aumento referente &#227; infla&#231;&#227;o, votaram agora o menor dos valores em discuss&#227;o para os trabalhadores; aumento de 30 reais e um misero sal&#225;rio m&#237;nimo de 545 reais. A homogeneiza&#231;&#227;o da base aliada pelo governo, mesmo a unidade ter se constru&#237;do a bases de distribui&#231;&#245;es e promessas de cargos de inicio de governo, n&#227;o se deu sem algumas rusgas e desgastes. Tendo sido aprovado no Congresso o novo sal&#225;rio m&#237;nimo vai passar pela aprova&#231;&#227;o presidencial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde seu in&#237;cio a governo Dilma d&#225; provas de que vai continuar e acentuar a precariza&#231;&#227;o do trabalho, marca do governo Lula. Enquanto destina um aumento de 30 reais para os trabalhadores, esses v&#234;m seu ritmo de trabalho aumentar, ao mesmo tempo em que seus sal&#225;rios reduzem-se frente ao aumento dos principais produtos b&#225;sicos da alimenta&#231;&#227;o do brasileiro, como a carne, o feij&#227;o e um aumento geral da cesta b&#225;sica, al&#233;m do aumento dos transportes p&#250;blicos em diversas cidades e dos alugueis. A continuidade da precariza&#231;&#227;o da vida j&#225; se mostra no in&#237;cio do governo Dilma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enquanto destina precariza&#231;&#227;o aos trabalhadores, o governo Dilma aumenta absurdamente o sal&#225;rio de deputados e pol&#237;ticos. A diferen&#231;a num&#233;rica de um aumento de 15 reais para os trabalhadores que ganham 530 e um aumento de 10,2 mil para deputados, senadores, ministros e presidente e vice-presidente da Rep&#250;blica que ganham 16,5 mil n&#227;o s&#227;o s&#243; quantitativas, mas tamb&#233;m qualitativas que demonstra a servi&#231;o de que classe est&#225; esse governo. Mesmo num per&#237;odo de crescimento econ&#244;mico, a presidenta toma mais uma medida de ajuste financeiro que se somam ao corte de 50 bilh&#245;es dos investimentos destinados, entre outras coisas, para a conten&#231;&#227;o de &#225;reas de risco, sa&#250;de e educa&#231;&#227;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb1&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;oAs universidades federais podem perder at&#233; 10% do dinheiro utilizado para (&#8230;)&#034; id=&#034;nh1&#034;&gt;1&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, com o objetivo de reduzir gastos e aumentar o super&#225;vit para pagar com a d&#237;vida externa dezenas de multinacionais e um punhado de grandes capitalistas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O governo Dilma aprovou um sal&#225;rio m&#237;nimo miser&#225;vel que representa menos de 30% do sal&#225;rio que segundo o pr&#243;prio DIEESE deveria ser o sal&#225;rio que supriria as necessidades b&#225;sicas de uma fam&#237;lia, argumentando hipocritamente que o impacto nas contas p&#250;blicas de 7,84 bilh&#245;es, causado pelo aumento seria um rombo muito grande para os cofres do governo, ao mesmo tempo em que continua a pagar centenas de bilh&#245;es por ano com a d&#237;vida externa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O discurso de Brasil pot&#234;ncia do futuro contrasta e se rui nessas medidas que mostram toda a subservi&#234;ncia e depend&#234;ncia da burguesia brasileira ao imperialismo. Se o Brasil &#233; o pa&#237;s do futuro para empres&#225;rios e banqueiros que a cada ano aumentam em bilh&#245;es seus lucros hist&#243;ricos, para os trabalhadores continua a ser o velho Brasil da precariza&#231;&#227;o do trabalho e da vida, um pa&#237;s onde mais de 30% dos assalariados se vira, literalmente, para viver com at&#233; 545 reais desse m&#237;sero sal&#225;rio m&#237;nimo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A direita e seus fogos de artif&#237;cio&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A direita saiu das elei&#231;&#245;es desgastada e com uma crise de projeto. Seus partidos tradicionais, como DEM e PSDB, visualizaram na vota&#231;&#227;o do sal&#225;rio m&#237;nimo uma oportunidade de se re-localizarem como oposi&#231;&#227;o e de desgastar o governo e, frente &#227; proposta de 545 reais do governo levantaram um sal&#225;rio m&#237;nimo de 560. Essa promessa de maior migalha da proposta de DEM/PSDB n&#227;o passa de fogos de artif&#237;cio, em seus governos n&#227;o implementam nenhuma medida concreta que contraponha a precariza&#231;&#227;o, pelo contr&#225;rio, na pr&#225;tica, oposi&#231;&#227;o e governo vem atuando juntos para aumentar a super-explora&#231;&#227;o dos trabalhadores, aplicando diversos ataques aos trabalhadores e aumentando a precariza&#231;&#227;o e a terceiriza&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Prepara&#231;&#227;o para futuros ataques&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois de rasgar os diretos humanos e junto com a Igreja Cat&#243;lica combater o aborto em sua campanha, Dilma tenta se re-localizar nesse in&#237;cio de governo, porem, a demagogia nos discursos vira papel molhado em uma gaveta fechada na pr&#225;tica. Enquanto as ditaduras no norte da &#193;frica e na Pen&#237;nsula Ar&#225;bica vem promovendo um verdadeiro genoc&#237;dio e um banho de sangue contra a popula&#231;&#227;o em luta, o governo brasileiro se cala e s&#243; rompe o sil&#234;ncio para dizer que n&#227;o precisa ter opini&#227;o sobre tudo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&#227;o &#233; de se espantar que a guerrilheira que suja a hist&#243;ria dos que tombaram combatendo a ditadura recorra a uma pr&#225;tica pol&#237;tica da pr&#243;pria ditadura. Para evitar futuros desgastes e rusgas na discuss&#227;o do sal&#225;rio m&#237;nimo, Dilma prop&#244;s uma emenda na qual acaba com a obriga&#231;&#227;o do Executivo de submeter ao Legislativo, anualmente, e assim um decreto presidencial divulgar&#225; a cada ano os valores mensal, di&#225;rio e hor&#225;rio do sal&#225;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essas medidas bonapartistas, juntamente com a menor disposi&#231;&#227;o de negocia&#231;&#227;o com as centrais sindicais e uma pol&#237;tica crescente de cortes or&#231;ament&#225;rios s&#227;o sinais de um governo com medidas preparat&#243;rias para a crise mundial que continua a se desenvolver, e que para os trabalhadores s&#227;o o prel&#250;dio de maiores ataques da burguesia os seus direitos e a sua condi&#231;&#227;o de vida j&#225; bastante prec&#225;ria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A burocracia sindical se cala ou se alia &#227; direita&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nem mesmo a recusa da presidenta em dialogar com as centrais sindicais fez com que a CUT sai-se do seu sepulcro sil&#234;ncio, pelo contr&#225;rio, mais uma vez se calou rifando o interesse dos trabalhadores para favorecer o governo e os grandes empres&#225;rios. A For&#231;a e a CTB, n&#227;o menos pelegas, como forma de pressionar o governo por melhores migalhas, defenderam um aumento &#8220;expressivo&#8221; frente &#227; proposta do governo, pasmem, de 15 reais frente &#227; proposta do governo e um m&#237;nimo de 560, n&#227;o se importando em unirem-se com o DEM, PSDB e aplaudirem inclusive setores da bancada ruralista durante a vota&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As dire&#231;&#245;es dessas centrais pelegas como bons representantes do governo no movimento oper&#225;rio, em troca de seus cargos no governo e de maiores benef&#237;cios, defendem os lucros dos capitalistas em troca de enganar os trabalhadores de que n&#227;o se pode alcan&#231;ar um m&#237;nimo de acordo com as necessidades b&#225;sicas de uma fam&#237;lia. Receberam 50 milh&#245;es do dinheiro do imposto sindical no ano passado e o m&#225;ximo que fazem &#233; aparecer com cartazes na vota&#231;&#227;o defender um sal&#225;rio m&#237;nimo rid&#237;culo e miser&#225;vel frente &#225;s necessidades da classe, sem que nas f&#225;bricas, nas cidades e nos bairros os trabalhadores tenham sido mobilizados como parte de uma campanha nacional contra a mis&#233;ria e o avan&#231;o da infla&#231;&#227;o, por um sal&#225;rio m&#237;nimo do DIEESE.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A burocracia governista s&#243; pode entrega o suor e o sangue dos trabalhadores para que os capitalistas possam arrancar maiores lucros dos que vivem do trabalho sem uma resposta de sua pr&#243;pria base por que ainda prima no cen&#225;rio nacional &#227; passividade e a l&#243;gica reformista na classe trabalhadora, sustentada nesses anos de crescimento econ&#244;mico e pequenas concess&#245;es mesmo em base a precariza&#231;&#227;o, como aumento dos empregos e o bolsa fam&#237;lia. Porem, frente ao cen&#225;rio mundial de crise econ&#244;mica e da necessidade das burguesias de atacar abertamente os trabalhadores, certamente haver&#225; respostas nas quais colocaram em outro marco as experi&#234;ncias dos trabalhadores com as burocracias sindicais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A esquerda VS o marxismo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Marx defendeu a necessidade de luta dos trabalhadores por melhores sal&#225;rios contra o te&#243;rico Weston que argumentava que&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;&#8220;se a classe oper&#225;ria for&#231;ar a classe capitalista a pagar cinco xelins em (&#8230;)&#034; id=&#034;nh2&#034;&gt;2&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Nessa luta de id&#233;ias Marx deixou claro que &#8220;a vontade do capitalista &#233; certamente de ficar com o m&#225;ximo poss&#237;vel. O que temos que fazer n&#227;o &#233; falar a cerca da sua vontade, mas de inquirir do seu poder, dos limites desse poder e do car&#225;ter desse poder&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Idem&#034; id=&#034;nh3&#034;&gt;3&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A esquerda n&#227;o tem seguido a pr&#225;xis marxista. O PSOL, apesar de ser o &#250;nico partido da C&#226;mara a n&#227;o votar o m&#237;nimo, se limita sobre a argumenta&#231;&#227;o da mis&#233;ria do poss&#237;vel a levantar um sal&#225;rio m&#237;nimo de 700 reais:&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;O PSOL defende reajuste para R$700. Mais uma vez, &#233; o &#250;nico partido que (&#8230;)&#034; id=&#034;nh4&#034;&gt;4&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. N&#227;o poder&#237;amos esperar outra coisa de um partido que se limita a sua atua&#231;&#227;o apenas a l&#243;gica parlamentar disputa pela press&#227;o as migalhas que os capitalistas &#8220;podem oferecer&#8221;, muito abaixo do valor do pr&#243;prio DIEESE: &#8220;N&#227;o &#233; verdade que o governo e os patr&#245;es n&#227;o podem pagar um sal&#225;rio maior do que os m&#237;seros R$ 545. A hist&#243;ria da economia brasileira mostra isso&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb5&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Idem.&#034; id=&#034;nh5&#034;&gt;5&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. O PSOL ao oposto de Marx busca e disputa a possibilidade e vontade dos capitalistas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O PSTU, por sua vez defende &#8220;que o reajuste do sal&#225;rio m&#237;nimo seja de 62%, exatamente o mesmo dos parlamentares, o que significaria R$ 826. E que isso fosse s&#243; o in&#237;cio da corre&#231;&#227;o real do sal&#225;rio m&#237;nimo, em dire&#231;&#227;o ao sal&#225;rio do DIEESE&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb6&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Nota do PSTU: Sal&#225;rio m&#237;nimo de Dilma &#233; ataque aos trabalhadores, que sofrem (&#8230;)&#034; id=&#034;nh6&#034;&gt;6&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Os revolucion&#225;rios devem pautar seu programa frente &#227; necessidade concreta dos explorados ao inv&#233;s de se limitar a um sal&#225;rio tamb&#233;m miser&#225;vel de 826 reais e dar a Dilma quatro anos para chegar ao m&#237;nimo do DIEESE&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb7&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Quem pode viver com R$ 826? Por que o PSTU e a Conlutas que defendem (&#8230;)&#034; id=&#034;nh7&#034;&gt;7&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, expressando uma vis&#227;o passiva &#225;s custas do n&#237;vel de vidas dos trabalhadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para alterar o circo armado pelo governo, os patr&#245;es e a burocracia sindical n&#227;o basta incluir essa demanda aos velhos calend&#225;rios de lutas anuais em acordos com as dire&#231;&#245;es da intersindical para chamar &#8220;a CUT e a For&#231;a Sindical a romperem com o governo e se integrarem &#225;s mobiliza&#231;&#245;es em defesa dos direitos dos trabalhadores&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb8&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Nota do PSTU: Sal&#225;rio m&#237;nimo de Dilma &#233; ataque aos trabalhadores, que sofrem (&#8230;)&#034; id=&#034;nh8&#034;&gt;8&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, sem delimitar base e dire&#231;&#227;o (que leva a crer que o PSTU tem ilus&#227;o de que a burocracia governista vai romper com o governo), como se essa fosse uma real forma de disputar a base dessas entidades. &#201; necess&#225;rio defender um programa que levante a real necessidade dos trabalhadores e mobilize desde a base dos sindicatos para por de p&#233; uma luta que se choque contra o governo e a burocracia sindical governista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para al&#233;m de n&#227;o ligar concretamente a necessidade de luta pelo aumento com os m&#233;todos de luta da pr&#243;pria classe trabalhadora, o PSTU comete um erro, pois ao limitar o aumento de sal&#225;rio dos trabalhadores ao dos deputados acaba por justificar o pr&#243;prio imenso sal&#225;rio desses &#250;ltimos, negando seu pr&#243;prio programa que defende corretamente o corte imediato do aumento dos deputados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os trabalhadores s&#243; podem esperar dos governos e representantes burgueses mais precariza&#231;&#227;o e ataques aos direitos, e da burocracia sindical servil que rifem seus interesses. S&#243; com seus pr&#243;prios m&#233;todos de luta, superando as burocracias sindicais em luta direta contra o governo &#233; que os trabalhadores podem arrancar um sal&#225;rio que satisfa&#231;a suas necessidades, que segundo o DIEESE deveria ser hoje de 2.000 reais. Para isso &#233; necess&#225;rio romper a divis&#227;o que a burguesia imp&#245;e aos trabalhadores entre efetivos e terceirizados, unificando e fortalecendo o potencial da classe na busca pelas suas demandas. Os exemplos que hoje nos colocam o povo &#225;rabe nas ruas, chocando suas demandas contra a precariza&#231;&#227;o da vida com os governos &#233; um exemplo e certamente antecipa cen&#225;rios futuros, dos quais j&#225; temos sinais, que apresar de serem bastante iniciais, devemos nos preparar levantando como programa:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip-puce ltr&#034;&gt;&lt;b&gt;&#8211;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; Superar a burocracia sindical e lutar contra o governo com os m&#233;todos hist&#243;ricos da classe trabalhadora por um sal&#225;rio m&#237;nimo digno que possa satisfazer as necessidades do trabalhador (que segundo o DIEESE &#233; de 2000 reais).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip-puce ltr&#034;&gt;&lt;b&gt;&#8211;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; Pelo n&#227;o pagamento da divida externa e a utiliza&#231;&#227;o desse dinheiro para melhores condi&#231;&#245;es de vida da popula&#231;&#227;o, como sa&#250;de, educa&#231;&#227;o, lazer e melhores sal&#225;rios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip-puce ltr&#034;&gt;&lt;b&gt;&#8211;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; Abaixo a terceiriza&#231;&#227;o e a precariza&#231;&#227;o do trabalho! Sal&#225;rio igual para trabalho igual! Inser&#231;&#227;o dos terceirizados ao quadro de funcion&#225;rios efetivos sem concurso e com os mesmo direitos! Diminui&#231;&#227;o progressiva das horas de trabalho!&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;hr /&gt;
		&lt;div class='rss_notes'&gt;&lt;div id=&#034;nb1&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh1&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 1&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;1&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;oAs universidades federais podem perder at&#233; 10% do dinheiro utilizado para custeio por causa do corte de R$ 50 bilh&#245;es no or&#231;amento determinado pela presidente Dilma Rousseff.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 2&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;2&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&#8220;se a classe oper&#225;ria for&#231;ar a classe capitalista a pagar cinco xelins em vez de quatro xelins sob a forma de sal&#225;rios em dinheiro, o capitalista retribuir&#225;, sob a forma de mercadorias, o valor de cinco xelins&#8221;Karl Marx, em &#8220;Sal&#225;rio, pre&#231;o e lucro&#8221;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 3&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;3&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Idem&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 4&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;4&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;O PSOL defende reajuste para R$700. Mais uma vez, &#233; o &#250;nico partido que mant&#233;m a sua coer&#234;ncia na defesa de um aumento significativo para o sal&#225;rio m&#237;nimo, em respeito &#227; Constitui&#231;&#227;o Federal&#8221;&#8220;Governo fecha acordo com DEM e PSDB para votar m&#237;nimo nesta quarta. PSOL defende sal&#225;rio de R$700&#8221;, tirado do site do Ivan Valente (14/02/2011): &lt;a href=&#034;http://www.ivanvalente.com.br&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;www.ivanvalente.com.br&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb5&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh5&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 5&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;5&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Idem.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb6&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh6&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 6&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;6&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Nota do PSTU: Sal&#225;rio m&#237;nimo de Dilma &#233; ataque aos trabalhadores, que sofrem com a infla&#231;&#227;o&#8221;, tirado do site: &lt;a href=&#034;http://www.pstu.org.br&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;www.pstu.org.br&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
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&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh7&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 7&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;7&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Quem pode viver com R$ 826? Por que o PSTU e a Conlutas que defendem corretamente o m&#237;nimo do Dieese para os professores, por exemplo, n&#227;o defendem para o restante das massas trabalhadoras que prop&#245;e R$ 826? Uma fam&#237;lia oper&#225;ria n&#227;o tem as mesmas necessidades ou talvez maiores car&#234;ncias?&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb8&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh8&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 8&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;8&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Nota do PSTU: Sal&#225;rio m&#237;nimo de Dilma &#233; ataque aos trabalhadores, que sofrem com a infla&#231;&#227;o&#8221;, tirado do site: &lt;a href=&#034;http://www.pstu.org.br&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;www.pstu.org.br&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
		
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<item xml:lang="pt_br">
		<title>Da queda do helic&#243;ptero aos corpos negros ca&#237;dos no ch&#227;o</title>
		<link>https://ft-ci.org/Da-queda-do-helicoptero-aos-corpos-negros-caidos-no-chao</link>
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		<dc:date>2009-10-27T23:45:29Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Vin&#237;cius Pena, desde Rio de Janeiro</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Ainda se mantinha o ambiente de euforia e festa pela escolha dos jogos Ol&#237;mpicos no Rio de Janeiro em 2016 quando a realidade social de grande parte da popula&#231;&#227;o carioca moradores dos morros, tomou novamente as principais manchetes dos jornais.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/America-Latina" rel="tag"&gt;Am&#233;rica Latina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Brasil-101" rel="tag"&gt;Brasil&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Ainda se mantinha o ambiente de euforia e festa pela escolha dos jogos Ol&#237;mpicos no Rio de Janeiro em 2016 quando a realidade social de grande parte da popula&#231;&#227;o carioca moradores dos morros, tomou novamente as principais manchetes dos jornais. A derrubada do helic&#243;ptero da pol&#237;cia foi logo acompanhada por dezenas de morros e favelas ocupadas em toda regi&#227;o metropolitana. Ainda nem terminaram as comemora&#231;&#245;es na m&#237;dia dos policiais mortos como her&#243;is, e j&#225; os acompanham ao cemit&#233;rio mais de tr&#234;s dezenas de moradores de morros, segundo os dados oficiais. Estes &#250;ltimos identificados como suspeitos pela pol&#237;cia e &#8220;bandidos&#8221; pela m&#237;dia. As conseq&#252;&#234;ncias para os habitantes dos morros, principalmente a popula&#231;&#227;o pobre e negra, destas ocupa&#231;&#245;es &#8220;contra o tr&#225;fico&#8221; n&#227;o tardou, e j&#225; se faz sentir nas investidas policiais e suas cenas de guerra de mortos, roubos, estupros e impossibilidade de transitar em v&#225;rios morros e favelas. Na madrugada do &#250;ltimo s&#225;bado (17/10) teve inicio um confronto na zona norte do Rio entre diferentes fac&#231;&#245;es do tr&#225;fico pelo controle dos postos de venda do morro dos Macacos. Essa sob controle da ADA (Amigos dos Amigos), teria sofrido uma tentativa de invas&#227;o de traficantes do morro S&#227;o Jo&#227;o, controlado pelo CV (Comando Vermelho), gerando um intenso tiroteio aumentado com a posterior interven&#231;&#227;o da pol&#237;cia. Entre a pol&#237;cia e os distintos traficantes, os moradores do morro sofrem com o foco cruzado em suas pr&#243;prias casas. Por&#233;m, n&#227;o foi o retrato da viol&#234;ncia, express&#227;o cotidiana dos moradores dos morros que ficou marcada e comoveu a &#8220;opini&#227;o p&#250;blica&#8221;, e sim a queda do helic&#243;ptero da pol&#237;cia pela a&#231;&#227;o dos traficantes. Enquanto os policiais mortos no incidente eram enterrados como her&#243;is, a popula&#231;&#227;o dos morros e favelas, principalmente pobre e negra, sofria com a ofensiva policial que se intensificou no Morro dos Macacos e se estendeu por toda regi&#227;o metropolitana mas com particular intensidade na Mar&#233;, Manguinhos e Jacarezinho. Sob a justificativa de prender os traficantes, a pol&#237;cia promoveu opera&#231;&#245;es que sitiaram morros e favelas na zona norte, com operativos de mais de 3 mil policiais militares e civis, compostos por diversos batalh&#245;es da corpora&#231;&#227;o, pelo BOPE, pela Companhia de C&#227;es, Caveir&#227;o e todo seu aparato e sanha assassina. Os cercos e opera&#231;&#245;es cercam as comunidades e isolam os moradores entre os tiroteios. As casas s&#227;o invadidas e revistadas, assim como todo morador que se arisca a trafegar pela necessidade do trabalho. Assustados, moradores deixam suas casas, e os que n&#227;o podem, permanecem em maio ao cen&#225;rio de guerra civil. A cada nova investida assassina da &#8220;her&#243;ica pol&#237;cia&#8221;, novo p&#226;nico para os moradores e aumento do n&#250;mero de v&#237;timas. 18, 21,21, 22, 33. A crescente contagem j&#225; aponta o numero de 36 mortos nos &#250;ltimos dados (22/10) , e sendo esses provenientes da pr&#243;pria pol&#237;cia, certamente escondem n&#250;meros maiores. A pol&#237;cia caracteriza os mortos entre policias, moradores e suspeitos, mas para a pr&#243;pria pol&#237;cia, todo morador do morro &#233; previamente suspeito, principalmente se for negro, o que leva-nos a suspeitar que certamente entre esses se encontram muitos moradores v&#237;timas da investida policial. O pr&#243;prio comandante da PM do Rio reconheceu que pode haver mais inocentes entre as v&#237;timas do confronto e que alguns dos mortos podem ter sido classificados equivocadamente como criminosos. De forma descarada, a pr&#243;pria pol&#237;cia confirma que suas investidas ditas contra o tr&#225;fico desconhecem a diferen&#231;a entre esses e os moradores, ou seja, o comandante da PM confirma que sua ofensiva &#233; tamb&#233;m contra a popula&#231;&#227;o pobre e negra dos morros. Mesmo com o reconhecimento, os ditos her&#243;is de Lula, Paes e Cabral continuam sua ofensiva e declaram que as ocupa&#231;&#245;es n&#227;o t&#234;m data prevista para terminar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A Limpeza sem aspas e com balas, de Lula, Cabral e Paes&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lula e Paes aproveitaram o incidente para acelerar o processo de interven&#231;&#227;o nos morros como forma de limpar o Rio para a &#8220;festa&#8221; ol&#237;mpica. Lula j&#225; afirmou ser necess&#225;rio &#034;limpar a sujeira que essa gente [criminosos] imp&#245;em ao Brasil&#034; [1], e para isso j&#225; disponibilizou a ajuda do governo federal, que agudizar&#225; a pol&#237;tica policial de interven&#231;&#227;o nos morros e de criminaliza&#231;&#227;o da pobreza, atrav&#233;s do direcionamento de maior verbas, como os R$ 100 milh&#245;es que o Estado vai receber da Senasp (Secretaria Nacional de Seguran&#231;a P&#250;blica) nos pr&#243;ximos seis meses para equipar as for&#231;as de seguran&#231;a, e tamb&#233;m atrav&#233;s da disponibiliza&#231;&#227;o pelo Minist&#233;rio da Justi&#231;a ao governos do Estado, da For&#231;a Nacional de Seguran&#231;a P&#250;blica, que foi respons&#225;vel pelo massacre que antecedeu os Jogos Pan-americanos. Lula hipocritamente afirma que, &#034;N&#227;o poderia ter outras palavras al&#233;m da condena&#231;&#227;o, sob todos os aspectos, aos irrespons&#225;veis que colocam em risco vidas inocentes&#034; [2], mas oculta que o risco maior &#225;s vidas dos moradores provem da pol&#237;cia assassina &#227; qual ele disponibiliza mais verba e mais contingente para continuar assassinando a popula&#231;&#227;o pobre e negra dos morros e favelas. Consegue ainda ser mais hip&#243;crita quando diz combater o tr&#225;fico, mas &#233; esse decorrente da pr&#243;pria mis&#233;ria social ocasionada pelo capitalismo, que promove uma brutal desigualdade social e disponibiliza o tr&#225;fico, que no Rio j&#225; &#233; inerente a pr&#243;pria forma de governo e a pr&#243;pria pol&#237;cia (como as numerosas den&#250;ncias demonstram, sendo a mais importante entre as recentes, o esquema de Garotinho e seu chefe de pol&#237;cia &#193;lvaro Lins), entre as poucas alternativas de emprego e perspectivas para a juventude. E que esse quadro tem se intensificado com a crise econ&#244;mica e a pol&#237;tica do governo de salvar os grandes empres&#225;rios com bilh&#245;es dos cofres p&#250;blicos, jogando o &#244;nus da crise nas costas dos trabalhadores, assim como com as pol&#237;ticas de criminaliza&#231;&#227;o e persegui&#231;&#227;o ao emprego informal, como o choque de ordem, que visam proporcionar um maior contingente de desempregados que aceitem subordinar-se a uma superexplora&#231;&#227;o ainda maior para rebaixar sal&#225;rios e proporcionar maior lucro aos capitalistas. Lula, Cabral e Paes, como representantes da burguesia, n&#227;o s&#243; s&#227;o incapazes de combater &#8220;os c&#227;es que eles mesmos adestraram&#8221; [3], mas suas pol&#237;ticas t&#234;m aumentado o poder de enfrentamento do tr&#225;fico, ao mesmo tempo em que promovem um verdadeiro massacre em uma ofensiva cada vez maior sobre a popula&#231;&#227;o pobre e negra dos morros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pela dissolu&#231;&#227;o da pol&#237;cia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;S&#243; os trabalhadores podem dar uma solu&#231;&#227;o definitiva para a problem&#225;tica da viol&#234;ncia, que tende a se agudizar com a crise, utilizando a burguesia cada vez mais a pol&#237;cia como &#243;rg&#227;o de repress&#227;o aos trabalhadores e suas organiza&#231;&#245;es e de controle social frente &#227; mis&#233;ria e a pobreza geradas pelo pr&#243;prio capitalismo. Por&#233;m, essa n&#227;o se d&#225; atrav&#233;s de tentativas de reformas dentro do capitalismo e de suas institui&#231;&#245;es com faz abertamente o PSOL, na defesa de uma pol&#237;cia comunit&#225;ria de tipo europ&#233;ia, a mesma que assassina e reprime a juventude pobre e emigrante nas periferias de Paris ou mata imigrantes como o brasileiro que foi morto pela pol&#237;cia londrina. Nem t&#227;o pouco, na confusa e amalgamada defesa do PSTU de um novo modelo de pol&#237;cia democr&#225;tica controlada pelos trabalhadores. A pol&#237;cia &#233; uma institui&#231;&#227;o existente para garantir a inviolabilidade da propriedade privada e do status quo, n&#227;o podendo ser reformada a servi&#231;o dos trabalhadores, e tendo que necessariamente ser abolida e substitu&#237;da pelos pr&#243;prios trabalhadores garantirem sua pr&#243;pria seguran&#231;a atrav&#233;s de comit&#234;s de auto-defesa junto a seus sindicatos, associa&#231;&#245;es de moradores e movimentos populares. A extin&#231;&#227;o da pol&#237;cia combinada com um programa de distribui&#231;&#227;o de todas as horas de trabalho para que n&#227;o haja desemprego, aumento dos sal&#225;rios m&#237;nimo de acordo com os R$ 2.000 estabelecidos pelo DIEESE, verdadeiros programas populares de moradias, educa&#231;&#227;o e sa&#250;de, financiados por impostos progressivos as grandes fortunas, juntamente com as verbas provenientes do n&#227;o pagamento da divida externa, &#233; a &#250;nica e real forma de combater a viol&#234;ncia, programa que s&#243; pode ser levado &#227; frente pelos trabalhadores em alian&#231;a com os setores oprimidos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Por uma grande campanha de rep&#250;dio a ofensiva policial&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A esquerda n&#227;o pode ficar passiva frente a essa brutal ofensiva policial, as ocupa&#231;&#245;es e opera&#231;&#245;es que n&#227;o tem data para terminar. Chamamos todos partidos e organiza&#231;&#245;es pol&#237;ticas e sociais que se colocam como oper&#225;rias, populares e revolucion&#225;rias que se coloquem ativamente em rep&#250;dio a esta ofensiva policial. &#201; necess&#225;rio que as coordena&#231;&#245;es nacionais, como Conlutas e ANEL, coloquem-se na linha de frente para concretizar uma grande campanha de den&#250;ncia a ofensiva policial e ao massacre da popula&#231;&#227;o pobre e negra dos morros, desde os locais de trabalho, dos sindicatos, das universidades e col&#233;gios, atrav&#233;s das entidades estudantis, coloque-se ativamente em defesa ativa dos moradores dos morros.&lt;br class='autobr' /&gt;
1 Citado em Folha Online 19/10/2009. 2 Idem. 3 Refer&#234;ncia a um trecho musical do grupo de RAP, Fac&#231;&#227;o Central.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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