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	<title> Fracci&#243;n Trotskista Cuarta Internacional </title>
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		<title>Quem &#233; Francisco I? A cumplicidade de Bergoglio com a ditadura militar</title>
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		<dc:creator>Daniel Satur, Miguel Raider</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Libertades Democr&#225;ticas</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Argentina</dc:subject>
		<dc:subject>Vaticano</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Hoje os grandes meios e a oposi&#231;&#227;o patronal destacam euf&#243;ricos o semblante de um Papa &#8220;humilde&#8221; que construiu sua carreira eclesial &#8220;junto aos pobres&#8221;.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/Argentina-100" rel="tag"&gt;Argentina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Vaticano" rel="tag"&gt;Vaticano&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Hoje os grandes meios e a oposi&#231;&#227;o patronal destacam euf&#243;ricos o semblante de um Papa &#8220;humilde&#8221; que construiu sua carreira eclesial &#8220;junto aos pobres&#8221;. Mas essa imagem n&#227;o &#233; mais que uma fachada elaborada nos &#250;ltimos anos. Quando em 2001 foi nomeado cardeal por Jo&#227;o Paulo II, sua carreira religiosa deu um salto. Foi o momento em que transformou sua pr&#243;pria imagem, combinando sua &#8220;op&#231;&#227;o pelos pobres&#8221; com o f&#233;rreo dogma da Igreja. Ao mesmo tempo em que condenava a pobreza, o tr&#225;fico de pessoas e o trabalho escravo, opunha-se &#227; anula&#231;&#227;o das leis de impunidade e chamava &#227; &#8220;reconcilia&#231;&#227;o nacional&#8221; com os genocidas da ditadura. Ao mesmo tempo em que se mostrava &#8220;sens&#237;vel&#8221; percorrendo cidades e falando com as crian&#231;as v&#237;timas da mis&#233;ria, encabe&#231;ava sua cruzada contra a Lei do Matrim&#244;nio Igualit&#225;rio argumentando que era &#8220;uma guerra de Deus&#8221; contra uma &#8220;investida do Diabo&#8221;, e censurando toda possibilidade de educa&#231;&#227;o sexual nas escolas e pol&#237;ticas de sa&#250;de reprodutivas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para al&#233;m de toda apar&#234;ncia, Bergoglio encarna a ess&#234;ncia mesma da Igreja Cat&#243;lica como institui&#231;&#227;o reacion&#225;ria a servi&#231;o da opress&#227;o e explora&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Guarda de Ferro&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este jesu&#237;ta &#8220;austero&#8221; e de &#8220;costumes modestos&#8221;, que acaba de adotar o nome de Francisco I em honra ao santo dos pobres, em realidade tem um passado sinistro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 1969, aos 33 anos, ordenou-se como sacerdote. A pouco tempo come&#231;ou a militar na Guarda de Ferro, uma organiza&#231;&#227;o da direita peronista. Em 1973, ao ser designado titular da Companhia de Jesus (a congrega&#231;&#227;o jesu&#237;ta) Bergoglio deixou nas m&#227;os desta organiza&#231;&#227;o a dire&#231;&#227;o da Universidade do Salvador. Em 1976 essa casa de altos estudos nomearia &#8220;doctor honoris causa&#8221; nada menos que Emilio Massera, por pedido do pr&#243;prio Bergoglio. T&#227;o estreita era a rela&#231;&#227;o entre o marinheiro genocida e o padre que este oficiou de enlace com a Guarda de Ferro para que esta organiza&#231;&#227;o terminasse sendo o aparato pol&#237;tico do mandachuva da ESMA.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Part&#237;cipe necess&#225;rio&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi tal a rela&#231;&#227;o de Bergoglio com o genoc&#237;dio que ele mesmo entregou membros de sua congrega&#231;&#227;o aos militares. Em maio de 1976, logo ap&#243;s pression&#225;-los at&#233; obrig&#225;-los a abandonar a Companhia de Jesus, Bergoglio deixou &#227; merc&#234; da ditadura os padres Orlando Yorio e Francisco Jalics, que faziam assist&#234;ncia nas cidades do Baixo Flores. Ambos terminaram sequestrados e torturados na ESMA junto a quatro catequistas e dois de seus esposos. Foram os &#250;nicos sobreviventes daquele operativo, sendo liberados cinco meses mais tarde em um brejo de Ca&#241;uelas. Uma das catequistas desaparecidas era M&#244;nica Mignone, filha do fundador da CELS Emilio Mignone, que em 1986 escreveu o livro &#8220;Igreja e ditadura&#8221; onde exemplifica com o caso de Bergoglio &#8220;a sinistra cumplicidade&#8221; da Igreja com os militares.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;N&#227;o mentir&#225;s?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A finais de 2010, no julgamento pela megacausa ESMA, Nora Corti&#241;as denunciou que Bergoglio &#8220;entregou seus pr&#243;prios sacerdotes&#8221;. No marco destas audi&#234;ncias, como parte das querelas judiciais, os advogados do CeProDH, Myriam Bregman y Luis Bonomi, junto a Enrique Fukman de Ex Detidos Desaparecidos, presenciaram a declara&#231;&#227;o testemunhal tomada a Bergoglio na sede do Arcebispado portenho. Ali, sobre os casos de Yorio e Jalics, o Cardeal desmentiu todas as acusa&#231;&#245;es. Mas quando Bregman lhe perguntou sobre o roubo de beb&#234;s apropriados ilegalmente pela ditadura, Bergoglio se transfigurou e, com cara amea&#231;adora, disse que disso havia-se inteirado apenas h&#225; alguns anos&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb1&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;LVO n&#176;400, 11/11/10, disponible en&#034; id=&#034;nh1&#034;&gt;1&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Uma canalhice desmentida por Estela de la Cuadra, que em 1977 entrevistou-se com ele buscando o paradeiro de sua neta e lhe contou toda a sua hist&#243;ria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Rodolfo Yorio, irm&#227;o de Orlando, sintetizou a atua&#231;&#227;o de Bergoglio nesses anos: &#8220;Conhe&#231;o gente a quem ele ajudou (...) Maneja a ambiguidade com maestria. Se os matavam, tirava-os de cima, se se salvavam, ele os havia salvo. Por isso h&#225; gente que o considera um santo e outros que lhe tem terror.&#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Autor intelectual&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em seu livro &#8220;O Jesu&#237;ta&#8221;, publicado em 2010, Bergoglio se encarregou de encobrir a colabora&#231;&#227;o da Igreja com o genoc&#237;dio. &#8220;No princ&#237;pio se sabia pouco ou nada&#8221;, escreve sobre a ditadura. N&#227;o obstante, a 10 de maio de 1976, dois meses depois do golpe, na Assembl&#233;ia Plen&#225;ria do Episcopado, cada bispo informou sobre os sequestros e assassinatos ocorridos na diocese. O documento emitido, &#8220;Pa&#237;s e bem comum&#8221;, mostrou-se compreensivo com a Junta Militar, afirmando que era um erro pedir-lhe que atuasse &#8220;com pureza qu&#237;mica em tempos de paz, enquanto corre sangue a cada dia&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O periodista Horacio Verbitsky denunciou que Bergoglio alterou importantes documentos da &#233;poca. Na minuta sobre a reuni&#227;o da Junta Militar com a Comiss&#227;o Executiva da Confer&#234;ncia Episcopal, a 15 de dezembro de '76, Bergoglio omitiu que os bispos Primatesta, Aramburu e Zaspe disseram que &#8220;de nenhuma maneira pretendemos colocar uma posi&#231;&#227;o cr&#237;tica &#227; a&#231;&#227;o do governo&#8221; dado que &#8220;um fracasso levaria, com muita probabilidade, ao marxismo&#8221;, pelo qual &#8220;acompanhamos o atual processo de reorganiza&#231;&#227;o do pa&#237;s&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se a impunidade de grande parte dos respons&#225;veis pelo genoc&#237;dio n&#227;o seguisse reinando no pa&#237;s, o prontu&#225;rio de Bergoglio teria bastado para julg&#225;-lo por sua cumplicidade com os crimes da ditadura.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;hr /&gt;
		&lt;div class='rss_notes'&gt;&lt;div id=&#034;nb1&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh1&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 1&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;1&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;LVO n&#176;400, 11/11/10, disponible en &lt;a href=&#034;http://www.pts.org.ar&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;www.pts.org.ar&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>&#191;Qui&#233;n es Francisco I?: La complicidad de Bergoglio con la dictadura militar</title>
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		<dc:creator>Daniel Satur, Miguel Raider</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Europa</dc:subject>
		<dc:subject>Libertades Democr&#225;ticas</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Argentina</dc:subject>
		<dc:subject>Vaticano</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Hoy los grandes medios y la oposici&#243;n patronal destacan euf&#243;ricos la semblanza de un Papa &#8220;humilde&#8221; que construy&#243; su carrera eclesial &#8220;junto a los pobres&#8221;. Pero esa imagen no es m&#225;s que una pantalla elaborada en los &#250;ltimos a&#241;os.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/Libertades-Democraticas" rel="tag"&gt;Libertades Democr&#225;ticas&lt;/a&gt;, 
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&lt;a href="https://ft-ci.org/Analisis" rel="tag"&gt;An&#225;lisis&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Argentina-100" rel="tag"&gt;Argentina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Vaticano" rel="tag"&gt;Vaticano&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_3396 spip_documents'&gt;
&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L473xH400/514-bergoglio-e62ca.jpg?1693711219' width='473' height='400' alt=&#034;&#034; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoy los grandes medios y la oposici&#243;n patronal destacan euf&#243;ricos la semblanza de un Papa &#8220;humilde&#8221; que construy&#243; su carrera eclesial &#8220;junto a los pobres&#8221;. Pero esa imagen no es m&#225;s que una pantalla elaborada en los &#250;ltimos a&#241;os. Cuando en 2001 fue nombrado cardenal por Juan Pablo II, su carrera religiosa peg&#243; un salto. Fue el momento en que transform&#243; su propia imagen, combinando su &#8220;opci&#243;n por los pobres&#8221; con el f&#233;rreo dogma de la Iglesia. Al tiempo que condenaba la pobreza, la trata de personas y el trabajo esclavo, se opon&#237;a a la anulaci&#243;n de las leyes de impunidad y llamaba a la &#8220;reconciliaci&#243;n nacional&#8221; con los genocidas de la dictadura. Al tiempo que se mostraba &#8220;sensible&#8221; recorriendo villas y hablando con los pibes v&#237;ctimas del paco, encabezaba su cruzada contra la Ley de Matrimonio Igualitario argumentando que era &#8220;una guerra de Dios&#8221; contra &#8220;una movida del diablo&#8221;, y censurando toda posibilidad de educaci&#243;n sexual en las escuelas y pol&#237;ticas de salud reproductiva.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;M&#225;s all&#225; de toda apariencia, Bergoglio encarna la esencia misma de la Iglesia Cat&#243;lica como instituci&#243;n reaccionaria al servicio de la opresi&#243;n y la explotaci&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Guardia de Hierro&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este jesuita &#8220;austero&#8221; y de &#8220;costumbres modestas&#8221;, que acaba de adoptar el nombre de Francisco I en honor al santo de los pobres, en realidad tiene un pasado siniestro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En 1969, a los 33 a&#241;os, se orden&#243; como sacerdote. Al poco tiempo empez&#243; a militar en Guardia de Hierro, una organizaci&#243;n de la derecha peronista. En 1973, al ser designado titular de la Compa&#241;&#237;a de Jes&#250;s (la congregaci&#243;n jesuita) Bergoglio dej&#243; en manos de esa organizaci&#243;n la direcci&#243;n de la Universidad del Salvador. En 1976 esa casa de altos estudios nombrar&#237;a &#8220;doctor honoris causa&#8221; nada menos que a Emilio Massera, por pedido del propio Bergoglio. Tan estrecha era la relaci&#243;n entre el marino genocida y el cura que &#233;ste ofici&#243; de enlace con Guardia de Hierro para que esa organizaci&#243;n terminara siendo el aparato pol&#237;tico de mandam&#225;s de la ESMA.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Part&#237;cipe necesario&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fue tal la relaci&#243;n de Bergoglio con el genocidio que &#233;l mismo entreg&#243; a miembros de su congregaci&#243;n a los militares. En mayo de 1976, luego de presionarlos hasta obligarlos a abandonar la Compa&#241;&#237;a de Jes&#250;s, Bergoglio dej&#243; a merced de la dictadura a los curas Orlando Yorio y Francisco Jalics, quienes hac&#237;an asistencia en villas del Bajo Flores. Ambos terminaron secuestrados y torturados en la ESMA junto a cuatro catequistas y dos de sus esposos. Fueron los &#250;nicos sobrevivientes de aquel operativo, siendo liberados cinco meses m&#225;s tarde en un ba&#241;ado de Ca&#241;uelas. Una de las catequistas desaparecidas era M&#243;nica Mignone, hija del fundador del CELS Emilio Mignone, quien en 1986 escribi&#243; el libro &#8220;Iglesia y dictadura&#8221; donde ejemplifica con el caso de Bergoglio &#8220;la siniestra complicidad&#8221; de la Iglesia con los militares.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&#191;No mentir&#225;s?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A finales de 2010, en el juicio por la megacausa ESMA, Nora Corti&#241;as denunci&#243; que Bergoglio &#8220;entreg&#243; a sus propios sacerdotes&#8221;. En el marco de esas audiencias, como parte de las querellas los abogados del CeProDH Myriam Bregman y Luis Bonomi, junto a Enrique Fukman de Ex Detenidos Desaparecidos, presenciaron la declaraci&#243;n testimonial tomada a Bergoglio en la sede del Arzobispado porte&#241;o. All&#237;, sobre los casos de Yorio y Jalics, el Cardenal desminti&#243; todas las acusaciones. Pero cuando Bregman le pregunt&#243; acerca del robo de beb&#233;s apropiados ilegalmente por la dictadura, Bergoglio se transfigur&#243; y, con cara amenazante, dijo que de eso se hab&#237;a enterado hac&#237;a pocos a&#241;os&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2-1&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;LVO n&#176;400, 11/11/10, disponible en&#034; id=&#034;nh2-1&#034;&gt;1&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Una canallada desmentida por Estela de la Cuadra, quien en 1977 se entrevist&#243; con &#233;l buscando el paradero de su nieta y le cont&#243; toda su historia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Rodolfo Yorio, hermano de Orlando, sintetiz&#243; la actuaci&#243;n de Bergoglio en esos a&#241;os: &#8220;Conozco gente a la que &#233;l ayud&#243; (&#8230;) Maneja la ambig&#252;edad con maestr&#237;a. Si los mataban se los sacaba de encima, si se salvaban &#233;l los hab&#237;a salvado. Por eso hay gente que lo considera un santo y otros que le tienen terror.&#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Autor intelectual&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En su libro &#8220;El Jesuita&#8221;, publicado en 2010, Bergoglio se encarg&#243; de encubrir la colaboraci&#243;n de la Iglesia con el genocidio. &#8220;Al principio se sab&#237;a poco y nada&#8221;, escribe sobre la dictadura. Sin embargo el 10 de mayo del '76, dos meses despu&#233;s del golpe, en la Asamblea Plenaria del Episcopado cada obispo inform&#243; sobre los secuestros y asesinatos ocurridos en las di&#243;cesis. El documento emitido, &#8220;Pa&#237;s y Bien Com&#250;n&#8221;, se mostr&#243; comprensivo con la Junta Militar afirmando que era un error pedirle actuar &#8220;con pureza qu&#237;mica de tiempo de paz, mientras corre sangre cada d&#237;a&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El periodista Horacio Verbitsky denunci&#243; que Bergoglio alter&#243; importantes documentos de la &#233;poca. En la minuta sobre la reuni&#243;n de la Junta Militar con la Comisi&#243;n Ejecutiva de la Conferencia Episcopal, el 15 de diciembre del &#8216;76, Bergoglio omiti&#243; que los obispos Primatesta, Aramburu y Zaspe dijeron que &#8220;de ninguna manera pretendemos plantear una posici&#243;n de cr&#237;tica a la acci&#243;n de gobierno&#8221; dado que &#8220;un fracaso llevar&#237;a, con mucha probabilidad, al marxismo&#8221;, por lo cual &#8220;acompa&#241;amos al actual proceso de reorganizaci&#243;n del pa&#237;s&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Si la impunidad de gran parte de los responsables del genocidio no siguiera reinando en nuestro pa&#237;s, el prontuario de Bergoglio hubiera alcanzado para juzgarlo por su complicidad con los cr&#237;menes de la dictadura.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;hr /&gt;
		&lt;div class='rss_notes'&gt;&lt;div id=&#034;nb2-1&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2-1&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 2-1&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;1&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;LVO n&#176;400, 11/11/10, disponible en &lt;a href=&#034;http://www.pts.org.ar&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;www.pts.org.ar&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>El espionaje de Gendarmer&#237;a al desnudo </title>
		<link>https://ft-ci.org/El-espionaje-de-Gendarmeria-al-desnudo</link>
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		<dc:date>2013-03-07T21:27:00Z</dc:date>
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		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Daniel Satur</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Libertades Democr&#225;ticas</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Proyecto X | Argentina</dc:subject>
		<dc:subject>Entrevista</dc:subject>
		<dc:subject>Argentina</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Los resultados de las pericias realizadas a computadoras de Gendarmer&#237;a Nacional, confirman la existencia de una enorme base de datos en la que se registra al detalle cada &#8220;expresi&#243;n&#8221; social llevada adelante por individuos y organizaciones...&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/Articulos-en-castellano" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en castellano&lt;/a&gt;

/ 
&lt;a href="https://ft-ci.org/America-Latina" rel="tag"&gt;Am&#233;rica Latina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Libertades-Democraticas" rel="tag"&gt;Libertades Democr&#225;ticas&lt;/a&gt;, 
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&lt;a href="https://ft-ci.org/Proyecto-X-Argentina" rel="tag"&gt;Proyecto X | Argentina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Entrevista" rel="tag"&gt;Entrevista&lt;/a&gt;, 
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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;(06/03/13) MYRIAM BREGMAN, CHRISTIAN CASTILLO, VICTORIA MOYANO, ELIA ESPEN, VICTORIA DONDA Y PABLO MICHELI EN A DOS VOCES&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;Acceda a los videos:&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Parte I&lt;br class='autobr' /&gt;
&lt;a href=&#034;http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;v=uC72I-4SJaM#t=0s&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;v=uC72I-4SJaM#t=0s&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Parte II&lt;br class='autobr' /&gt;
&lt;a href=&#034;http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;v=MhER5u00uv0#t=0s&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;v=MhER5u00uv0#t=0s&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Parte III&lt;br class='autobr' /&gt;
&lt;a href=&#034;http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;v=yqUQDk0bAKs#t=0s&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;v=yqUQDk0bAKs#t=0s&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los resultados de las pericias realizadas a computadoras de Gendarmer&#237;a Nacional, confirman la existencia de una enorme base de datos en la que se registra al detalle cada &#8220;expresi&#243;n&#8221; social llevada adelante por individuos y organizaciones (lo que en un principio se conoci&#243; como &#8220;Proyecto X&#8221; y termin&#243; siendo una multiplicidad de bases de datos en manos de Gendarmer&#237;a). Parte de esa informaci&#243;n es puesta al servicio de la criminalizaci&#243;n de la protesta social. Trabajadores procesados, organismos de derechos humanos y partidos de izquierda, solicitaron que se indague a los responsables de esa fuerza represiva encargada de aportar las &#8220;pruebas&#8221; con las que se los persigue judicialmente. El caso volvi&#243; a estallar en los medios masivos de comunicaci&#243;n. Una vez m&#225;s quedan en evidencia las mentiras de Garr&#233; en su intento por encubrir el espionaje ilegal realizado bajo la gesti&#243;n de An&#237;bal Fern&#225;ndez y la suya propia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Para todos y todas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El peritaje en los discos r&#237;gidos de seis computadoras que la Gendarmer&#237;a usaba en Campo de Mayo para tareas de inteligencia, arroj&#243; resultados contundentes. M&#225;s de 500 documentos contenidos en 5 CDs revelan que, al menos desde 2004, se mont&#243; un aceitado sistema de espionaje e infiltraci&#243;n sobre organizaciones obreras, barriales, estudiantiles, ecologistas, pol&#237;ticas y de derechos humanos, sostenido con millonarios recursos y personal de esa fuerza represiva al mando de An&#237;bal Fern&#225;ndez (2003-2010) y de Nilda Garr&#233; (2010 hasta la actualidad). Bajo el t&#237;tulo &#8220;Principales organizaciones que originaron las expresiones sociales monitoreadas por la fuerza&#8221;, Gendarmer&#237;a confeccion&#243; un inagotable cat&#225;logo de filiaciones pol&#237;ticas, perfiles ideol&#243;gicos y actividades p&#250;blicas y privadas de cientos de organizaciones sociales y pol&#237;ticas del pa&#237;s. En los documentos hallados en las computadoras, figuran desde comisiones internas y delegados de la Zona Norte del Gran Buenos Aires, como Javier &#8220;Poke&#8221; Hermosilla y Leonardo Norniella, hasta las Madres de Plaza de Mayo de Neuqu&#233;n; desde integrantes del Encuentro Memoria, Verdad y Justicia hasta miembros de pueblos originarios y familiares de las v&#237;ctimas de Cromagnon; desde dirigentes del PTS y otros partidos de izquierda hasta referentes de las villas de la Ciudad de Buenos Aires. Pero lejos de agotarse en organizaciones y referentes pol&#237;ticos y sociales opositores, el espionaje tambi&#233;n alcanza a organizaciones del arco oficialista, dejando en evidencia que esas bases de datos tienen una funci&#243;n de Estado que trasciende la coyuntura. El nivel de precisi&#243;n con que se confeccionaron esas fichas demuestra que el espionaje no se limita a la observaci&#243;n cercana en manifestaciones callejeras sino que tambi&#233;n se recurre a la infiltraci&#243;n directa en reuniones privadas de las organizaciones y dirigentes espiados. Las alusiones a &#8220;fuentes confiables&#8221; que aportan informaci&#243;n no dejan lugar a dudas. Los documentos ya circulan por los medios masivos. Sin embargo el gobierno sigue negando lo evidente. Desde hace m&#225;s de un a&#241;o Nilda Garr&#233; y sus funcionarios del Ministerio de Seguridad insisten en que esos &#8220;informes&#8221; de Gendarmer&#237;a surgen por pedido de jueces que investigan delitos puntuales. Pero la abrumadora lista de v&#237;ctimas del espionaje que constan en las bases de datos desmienten las excusas oficiales.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Las &#8220;pruebas&#8221; del delito&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En noviembre de 2011 los trabajadores de la Comisi&#243;n Interna de Kraft, acompa&#241;ados por sus abogados del CeProDH y un conjunto de organismos de derechos humanos, presentaron una denuncia contra Gendarmer&#237;a Nacional por espionaje ilegal. Ellos hab&#237;an comprobado que las causas penales iniciadas en su contra por cortes de la Panamericana se sustentaban en &#8220;pruebas&#8221; aportadas por miembros de esa fuerza a partir de esas tareas de inteligencia. El entonces jefe de Gendarmer&#237;a, H&#233;ctor Schenone, en respuesta a las acusaciones reconoci&#243; la existencia del &#8220;Proyecto X&#8221; como parte de esas bases de datos. Desde entonces, cada intento oficial por encubrir el accionar de la fuerza predilecta de Cristina y Garr&#233;, negando la existencia del espionaje ilegal, fue frustrado por las propias pruebas que surg&#237;an de la investigaci&#243;n encarada por los trabajadores, sus abogados y un amplio abanico de organismos de derechos humanos, ll&#225;mense &#233;stas &#8220;Proyecto X&#8221;, UESPROJUD o de otra forma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como lo venimos denunciando desde hace m&#225;s de un a&#241;o, con ese sistema ilegal se confeccionaron bases de datos que son usadas para aportar las &#8220;pruebas&#8221; con las que se arman decenas de causas judiciales contra delegados, activistas y organizaciones obreras y populares. Cuando desde el Encuentro Memoria, Verdad y Justicia denunciamos la criminalizaci&#243;n de la protesta social, con m&#225;s de 5.000 luchadores obreros y populares procesados, lo hacemos convencidos de que es el mismo Estado quien se empe&#241;a en perseguir a quienes luchan por trabajo, tierra, vivienda, salud y educaci&#243;n. Que la Gendarmer&#237;a haya sido descubierta en sus tareas de espionaje, violando las mismas leyes de Inteligencia y Seguridad interior del Estado burgu&#233;s, no significa que sea la &#250;nica que lo hace. Es un secreto a voces que cada fuerza de seguridad nacional o provincial tiene entre sus tareas habituales la persecuci&#243;n sistem&#225;tica a los sectores populares y sus organizaciones.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Las evidencias que pesan sobre el accionar ilegal de la Gendarmer&#237;a, y las maniobras del gobierno para ocultarlo, nos obligan a profundizar la denuncia y exigir la ca&#237;da inmediata de todas las causas que pesan sobre los luchadores obreros y populares criminalizados con estos m&#233;todos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El viernes 1&#176; de marzo los organismos de derechos humanos y trabajadores que est&#225;n siendo perseguidos, encabezados por la Comisi&#243;n Interna de Kraft, solicitaron al juez de la causa que llame a indagatoria a Schenone y a otros siete miembros de Gendarmer&#237;a por estar relacionados con estos hechos de espionaje. Pero sabemos que la cadena de responsabilidades no termina en ellos. Para acabar con la persecuci&#243;n a los luchadores y activistas debemos impulsar la m&#225;s amplia movilizaci&#243;n en las calles.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>Malas noticias para Sir Murdoch</title>
		<link>https://ft-ci.org/Malas-noticias-para-Sir-Murdoch</link>
		<guid isPermaLink="true">https://ft-ci.org/Malas-noticias-para-Sir-Murdoch</guid>
		<dc:date>2011-07-21T16:25:00Z</dc:date>
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		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Daniel Satur</dc:creator>


		<dc:subject>Europa</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica Internacional</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Reino Unido</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;La grave crisis pol&#237;tica que atraviesa a Gran Breta&#241;a, a partir del esc&#225;ndalo protagonizado por funcionarios, polic&#237;as, detectives privados y un grupo de diarios pertenecientes a News Corporation...&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_2086 spip_documents l'&gt;
&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L500xH352/Murdoch-4812b.jpg?1702662532' width='500' height='352' alt=&#034;&#034; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; La grave crisis pol&#237;tica que atraviesa a Gran Breta&#241;a, a partir del esc&#225;ndalo protagonizado por funcionarios, polic&#237;as, detectives privados y un grupo de diarios pertenecientes a News Corporation - el emporio creado por el australiano Rupert Murdoch - arroja cada d&#237;a impactantes novedades. Hasta el propio Primer Ministro est&#225; implicado, por haber contratado como asesor a un ex director del News of the World, el diario sensacionalista que, al menos desde 2002, se nutr&#237;a de escuchas ilegales y espionaje para armar sus &#8220;primicias&#8221; (ver nota en p&#225;ginas centrales).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ya renunciaron los dos m&#225;s altos jefes de la polic&#237;a brit&#225;nica. Tambi&#233;n cay&#243; Rebekah Brooks, ex directora del News of the World y n&#250;mero tres de la corporaci&#243;n de Murdoch. El mismo semanario, fundado en 1843, cerr&#243; sus puertas. Y, por si fuera poco, esta semana se sum&#243; una v&#237;ctima fatal. Se trata de Sean Hoare, el periodista que acus&#243; a Andy Coulson (el asesor contratado por Cameron) de conocer las escuchas ilegales siendo editor del peri&#243;dico. Hoare fue encontrado muerto en su departamento y, hasta el momento, nadie inform&#243; de qu&#233; muri&#243;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sociedades&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;M&#225;s all&#225; de los ribetes escandalosos del llamado &#8220;hackgate&#8221;, la relaci&#243;n entre grandes medios, pol&#237;tica y poder econ&#243;mico es intr&#237;nseca a la estructura misma del capitalismo. Y si bien esa relaci&#243;n existe desde el origen de la prensa mundial, hace algunas d&#233;cadas que corporaciones como la de Murdoch son parte de un proceso de fusiones y concentraci&#243;n sin precedentes en el marco de las transformaciones de la econom&#237;a mundial. Los directorios de los grandes grupos medi&#225;ticos hoy est&#225;n integrados por ejecutivos de financieras, industriales, de servicios, funcionarios gubernamentales, miembros de partidos pol&#237;ticos y hasta pr&#237;ncipes de las monarqu&#237;as orientales. Rupert Murdoch comparte acciones y directorio de News Corporation con personajes de la talla del ex presidente espa&#241;ol Jos&#233; Mar&#237;a Aznar, del pr&#237;ncipe saud&#237; Alwaleed Bin Talal y del ex presidente de Goldman Sachs John Thornton. Una trama de sociedades personales y pol&#237;ticas que tambi&#233;n se reproduce en todas las ramas de la econom&#237;a y las finanzas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La fortuna personal de Murdoch se calculada en m&#225;s de U$S 6.000 millones y se ha construido en base a las ganancias que le provee la venta de noticias y entretenimiento a trav&#233;s de centenares de medios como The Wall Street Journal y la cadena FoxNews de EE.UU. o diarios como The Sun,The Times y The Sunday Times del Reino Unido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La prensa tradicional viene perdiendo lectores frente a nuevos medios como Internet. Por eso muchos analistas coinciden en que la necesidad de aumentar las ganancias llev&#243; a Murdoch a buscar nuevas fuentes de informaci&#243;n que garantizaran las &#8220;primicias&#8221; que otros no pudieran obtener. As&#237;, comprar conversaciones obtenidas de pinchaduras telef&#243;nicas se convirti&#243; en una opci&#243;n diaria, gracias a la cu&#225;l News of the World y el resto de los medios de la corporaci&#243;n &#8220;sorprenden&#8221; a su p&#250;blico mostrando la vida decadente de estrellas del deporte, del espect&#225;culo y hasta de la realeza; develando &#8220;secretos&#8221; de casos policiales y hasta anunciando acontecimientos que s&#243;lo pueden conocerse desde &#8220;adentro&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;De Murdoch a Magnetto&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ser&#237;a ingenuo pensar que el &#8220;mal ejemplo&#8221; de Sir Murdoch se reduce s&#243;lo a un par de ricachones y algunos funcionarios brit&#225;nicos. La corrupci&#243;n, las operaciones y la manipulaci&#243;n de la informaci&#243;n no son otra cosa que la cara oculta de los medios masivos de Europa, EE.UU. y el resto del mundo. Los &#8220;deslices&#8221; por los que hoy Murdoch c&#237;nicamente pide disculpas frente a las c&#225;maras son patrimonio com&#250;n de muchos magnates de los medios. El caso del Primer Ministro italiano Silvio Berlusconi es emblem&#225;tico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Multimillonario, exponente m&#225;ximo del gobierno y varias veces denunciado por sus lazos con la mafia y por prostituci&#243;n de menores, &#8220;Il Cavaliere&#8221; es due&#241;o de toda la televisi&#243;n privada italiana, del diario Il Giornale, de la editorial Mondadori, de la revista Panorama y de decenas de medios m&#225;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otro ejemplo es el de Carlos Slim, el hombre m&#225;s rico del mundo. El mexicano es el segundo accionista de The New York Times y posee una megacorporaci&#243;n integrada por Telmex y otras grandes empresas tecnol&#243;gicas e industriales (en Argentina opera la telef&#243;nica Claro). Slim comenz&#243; a multiplicar su fortuna con las privatizaciones de los '90 en M&#233;xico, extendiendo su conglomerado por todo el mundo. Hace algunos meses el ministro de Planificaci&#243;n Julio De Vido se reuni&#243; personalmente con &#233;l, acordando la inversi&#243;n de U$S1.500 millones en Argentina como parte de una asociaci&#243;n con el Estado para desarrollar redes telef&#243;nicas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lejos de ser la excepci&#243;n, en Argentina vemos por estos d&#237;as c&#243;mo Ernestina de Noble y H&#233;ctor Magnetto usan su enorme poder econ&#243;mico y pol&#237;tico para intentar quedar impunes en la causa por apropiaci&#243;n de hijos de desaparecidos en la que no faltaron la compra de voluntades y finos trabajos de inteligencia. Una causa que apenas es una de las &#8220;manchas&#8221; con las que carga Clar&#237;n, a la que se suman los negociados con la Dictadura (Papel Prensa), con Menem (privatizaciones de canales y radios) y con Kirchner (fusi&#243;n de Cablevisi&#243;n/Multicanal y pr&#243;rroga de licencias de radio y TV).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por si fuera poco, entre Noble-Magnetto y Murdoch no s&#243;lo hay similitudes. Tambi&#233;n hay negocios. El banco norteamericano Goldman Sachs, que tiene una pata en el directorio de la News Corporation a trav&#233;s de su ex presidente, John Thornton, hace a&#241;os posee el 10% de las acciones de Clar&#237;n, &#8220;el gran diario argentino&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Reaccionarios en decadencia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los directivos de News Corporation se reunieron al menos 26 veces con David Cameron durante su primer a&#241;o de gobierno. Como si eso fuera una rareza, la prensa internacional se muestra horrorizada y dice que el de Murdoch y su prensa amarilla es un muy mal ejemplo de periodismo. Hip&#243;critas. Esas mismas corporaciones acompa&#241;aron a Murdoch cuando, en plena &#8220;cruzada&#8221; republicana de Bush, la cadena FoxNews hizo su inmejorable aporte propagand&#237;stico para la invasi&#243;n a Irak y Afganist&#225;n censurando, de paso, toda voz de denuncia a la masacre imperialista. Scott McClellan, ex vocero de la Casa Blanca, afirm&#243; en 2008 que el gobierno de Bush suministraba informaci&#243;n a los conductores de FoxNews, donde &#8220;hab&#237;a comentaristas y otros expertos que colaboraron&#8221; con la administraci&#243;n republicana.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esas corporaciones tambi&#233;n se sumaron a Murdoch cuando, a uno y otro lado del Atl&#225;ntico, sus diarios anunciaban con fervor los paquetes de medidas con las que Thatcher y Reagan aplicaron los brutales ataques neoliberales contra los trabajadores brit&#225;nicos y estadounidenses en los '80.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoy FoxNews, The Wall Street Journal y el resto de los medios de Murdoch agitan las consignas de la derecha del Tea Party, exigiendo ajustes en el gasto p&#250;blico, recorte de programas sociales y ataques cada vez mayores a las conquistas laborales. De eso tampoco habla la prensa internacional, m&#225;s preocupada por ayudar a salvar a sus propios gobiernos, bancos y empresas de los efectos de la crisis econ&#243;mica en curso que por mantener las formas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La mugre y la decadencia de las clases dominantes, tanto de los pa&#237;ses imperialistas como de las semicolonias, se cuelan por las fisuras del sistema y enchastran las pantallas con esc&#225;ndalos que recurrentemente involucran a gobiernos y empresas. Son postales de un sistema que s&#243;lo tiene para ofrecer hambre, explotaci&#243;n y el fat&#237;dico morbo de ver esa mugre en vivo y en directo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Frente a estos hechos, las leyes supuestamente &#8220;democratizadoras&#8221; de la comunicaci&#243;n que s&#243;lo plantean tibias regulaciones y no acaban con la propiedad privada de la infraestructura y la producci&#243;n de la informaci&#243;n y el entretenimiento (como la Ley de Medios promulgada por el kirchnerismo), no s&#243;lo resultan impotentes para brindar una verdadera igualdad de derechos sino que, por el contrario, profundizan la din&#225;mica monopolizadora y concentradora de los medios en pocas manos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;21 de julio de 2011&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>Lo que las vuvuzelas no pueden tapar</title>
		<link>https://ft-ci.org/Lo-que-las-vuvuzelas-no-pueden-tapar</link>
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		<dc:date>2010-06-18T11:21:47Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Daniel Satur</dc:creator>


		<dc:subject>&#193;frica</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Sud&#225;frica</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;La adrenalina que genera cada nuevo pitazo inicial no puede ocultar que mientras muchos gozan y sufren mirando un partido unos pocos se enriquecen a costa de la sangre y el sudor de pueblos enteros. &#8220;Salvar al futbol&#8221; tambi&#233;n implica luchar por una sociedad donde no haya un solo ser humano privado del disfrute, el juego y la emoci&#243;n.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Los mundiales (como los juegos ol&#237;mpicos) son una buena ocasi&#243;n para que los pa&#237;ses anfitriones se metan en el &#8220;concierto&#8221; internacional ocultando los profundos conflictos que se viven sus propias sociedades. Desde la Alemania hitleriana de los juegos del '34 hasta la Alemania unificada del Mundial 2006, pasando por la Argentina del '78 llena de gorros, banderas, binchas, torturas y desapariciones.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cuando se planifica un Mundial la FIFA entabla una relaci&#243;n de igual a igual con los gobiernos encargados de la organizaci&#243;n. El toma y daca implica que el pa&#237;s organizador sea el centro de la escena durante un mes, recibiendo miles de turistas y millones de d&#243;lares; a cambio, se encargar&#225; de guardar bajo la alfombra el c&#250;mulo de contradicciones sociales, pobreza y hambre. Sud&#225;frica no iba a ser la excepci&#243;n. Por eso, inconcientemente, las ensordecedoras vuvuzelas parecen querer tapar un grito desgarrador.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Esto es Sud&#225;frica&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A mediados de los '90, el fin del Apartheid fue celebrado en todo el mundo. Hoy Sud&#225;frica es la potencia regional del &#8220;continente negro&#8221; e integra el G-20. Pero estos datos poco le significan a los millones de hambrientos que viven a metros nom&#225;s de los estadios de la copa 2010. Muchas de las condiciones estructurales de aquel sistema opresor y racista, hoy est&#225;n vigentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sud&#225;frica est&#225; en el top ten de pa&#237;ses con mayor desigualdad. La mayor&#237;a de los ricos son blancos y la mayor&#237;a de los pobres son negros. Cuatro de cada diez sudafricanos viven con 2 d&#243;lares diarios. El 20% m&#225;s rico se reparte el 60% de los ingresos del pa&#237;s. La desocupaci&#243;n es del 25%, pero llega al 70% en el caso de los j&#243;venes negros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Y la iron&#237;a se vuelve tragedia cuando la &#8220;integraci&#243;n&#8221; pol&#237;tica de los negros es acompa&#241;ada con una esperanza de vida cada vez menor. En 1990 el promedio era de 62 a&#241;os. Hoy es de 49.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Un mundo de plata&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los fabricantes de vuvuzelas lograron que la FIFA permita el uso de las cornetas en los estadios, a pesar de las quejas de muchos jugadores que las sufren en cada partido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pero el negocio va m&#225;s all&#225; del merchandising y el cotill&#243;n. El Estado sudafricano gast&#243; U$S4.200 millones en el armado de &#8220;la fiesta&#8221;. Parte de ello se us&#243; para construir los estadios, que pasaron a ser manejados directamente por empresas privadas ligadas al gobierno. Pero los habitantes de Ciudad del Cabo, Nelspruit o Durban no s&#243;lo jam&#225;s podr&#225;n pagar una entrada para ver f&#250;tbol, sino que ni siquiera fueron aceptados como alba&#241;iles. El gobierno hab&#237;a prometido contratarlos, pero llev&#243; obreros precarios de otras zonas y hasta reprimi&#243; las protestas que gener&#243;. Varias ONG's denunciaron que al menos 10 personas fueron asesinadas por protestar y denunciar irregularidades en la organizaci&#243;n del mundial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Adem&#225;s de los negocios &#8220;inmobiliarios&#8221;, el gobierno implement&#243; un nuevo &#8220;apartheid&#8221;, expulsando a miles de pobladores &#8220;sin techo&#8221; hacia las zonas marginales de las ciudades sudafricanas. Si hay miseria y miserables, que no se noten.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Juego bonito&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Blatter y compa&#241;&#237;a se hospedan en el Mandela Square, pagando U$S1.000 la noche. Pero no duermen tan tranquilos. El a&#241;o pasado los obreros que constru&#237;an los estadios paralizaron las obras hasta lograr una suba de sus magros salarios. Para este jueves los electricistas de la compa&#241;&#237;a estatal Eskom amenazaron con parar 24 horas en reclamo de aumento salarial. La huelga se levant&#243; &#8220;a tiempo&#8221; y no entorpeci&#243; los partidos de la jornada, pero nada descarta que se concrete en los pr&#243;ximos d&#237;as.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El f&#250;tbol es el juego colectivo m&#225;s popular y apasionante. Por eso en cada mundial renacen emociones, expectativas y sue&#241;os. Para muchos al poco tiempo deviene la frustraci&#243;n. Pero todo eso, como el futbol mismo, es moment&#225;neo y fugaz.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La adrenalina que genera cada nuevo pitazo inicial no puede ocultar que mientras muchos gozan y sufren mirando un partido unos pocos se enriquecen a costa de la sangre y el sudor de pueblos enteros. &#8220;Salvar al futbol&#8221; tambi&#233;n implica luchar por una sociedad donde no haya un solo ser humano privado del disfrute, el juego y la emoci&#243;n.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="en">
		<title>In Greece, they are discussing the media &#034;law&#034;</title>
		<link>https://ft-ci.org/In-Greece-they-are-discussing-the-media-law</link>
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		<dc:date>2010-05-27T17:59:00Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>en</dc:language>
		<dc:creator>Daniel Satur</dc:creator>


		<dc:subject>Europa</dc:subject>
		<dc:subject>Movimiento Obrero</dc:subject>
		<dc:subject>Libertades Democr&#225;ticas</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Crisis capitalista mundial</dc:subject>
		<dc:subject>Grecia</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;The occupation of the TV channel scarcely lasted for a few hours, but it reminded us of the media occupied by the Mexican people of Oaxaca during the long months of 2006. The Greek teachers took the floor decisively, and they made themselves heard.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/Articulos-en-Ingles" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en Ingl&#233;s&lt;/a&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/Movimiento-Obrero" rel="tag"&gt;Movimiento Obrero&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Libertades-Democraticas" rel="tag"&gt;Libertades Democr&#225;ticas&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Analisis" rel="tag"&gt;An&#225;lisis&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Crisis-capitalista-mundial" rel="tag"&gt;Crisis capitalista mundial&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Grecia" rel="tag"&gt;Grecia&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&#034;Is this democracy?&#034; asks one of the producers of the news program. &#034;Ha, ha, that was a good one!&#034; the demonstrators answer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;For a few minutes, the government-owned channel remained in a tense calm, protected by cops equipped with gas and billy clubs. A calm which ended when determined professors, teachers and students burst in on the studios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;It is the night of May 3. The program hostess is interviewing an official. But she is abruptly taken off the air. On the screen, they extend a commercial break, but in the studios, anger is rising in pitch and demands to be broadcast live, for the whole audience.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A tug of war between the bosses of the channel (Greek government officials) and demonstrators. The program hostess says that she feels like a hostage. The teachers answer her: &#034;No, you can leave if you wish.&#034; She shuts up and hopes her bosses will find a solution.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The cameras are turned on again. But no report on the government's austerity measures is being presented. Nor are they interviewing any Minister to explain the misfortune the population is going to experience. They are not even going to the weather forecast. The journalist hands the microphone over to the demonstrators. One of the teachers, calmly, in a steady voice, begins to explain.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#034;We are professors and teachers. We are here for two reasons. First, because there has been a conspiracy of silence on the part of the media, for the last six months, concerning the government's measures. Second, because it is time to intervene in the Minister's monologue about the new law that is tearing up public schools. The cops that were already inside the NET studios, were waiting for us. We condemn the Minister and the NET administration for their action. They are demolishing public schools.... They are firing thousands of teachers.... Once again, the price is being paid by us. The IMF's participation has caused thousands of layoffs and more poverty. Everyone, to the streets, to throw out the IMF and those who have brought us to the situation! On May 5, everyone on strike, no one working!&#034;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;There are no rating figures taken for the seizure of the government TV station. Far from opening the microphones to workers, the media (both state-run and private) continue their &#034;conspiracy of silence.&#034;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;But on Wednesday, May 5, the strike was massive, and for weeks, thousands of workers and students have been marching through the streets of Athens, aware that the plan to reduce the government's &#034;deficit&#034; means more unemployment and poverty. The occupation of the TV channel scarcely lasted for a few hours, but it reminded us of the media occupied by the Mexican people of Oaxaca during the long months of 2006.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;While &#034;democratization&#034; of the communications media is being debated, censorship and lying by the mass media (private or state-owned) are the rule in this &#034;globalized&#034; world. The Greek teachers took the floor decisively, applying a law neither written down nor approved in the parliaments of this democracy for the rich. And they made themselves heard.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="es">
		<title> En Grecia discuten la &#8220;ley&#8221; de los medios</title>
		<link>https://ft-ci.org/En-Grecia-discuten-la-ley-de-los-medios</link>
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		<dc:date>2010-05-21T18:14:28Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Daniel Satur</dc:creator>


		<dc:subject>Europa</dc:subject>
		<dc:subject>Movimiento Obrero</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Crisis capitalista mundial</dc:subject>
		<dc:subject>Grecia</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;La ocupaci&#243;n del canal dur&#243; apenas unas horas, pero nos hizo recordar a los medios ocupados por el pueblo mexicano de Oaxaca durante los largos meses de 2006. Los maestros griegos tomaron la palabra con decisi&#243;n, aplicando una ley no escrita ni votada en los parlamentos de esta democracia para ricos. Y se hicieron escuchar.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/Movimiento-Obrero" rel="tag"&gt;Movimiento Obrero&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Analisis" rel="tag"&gt;An&#225;lisis&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Crisis-capitalista-mundial" rel="tag"&gt;Crisis capitalista mundial&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Grecia" rel="tag"&gt;Grecia&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&#191;Es esto democracia?, pregunta uno de los productores del noticiero. Ja ja, eso s&#237; que fue bueno!, responden los manifestantes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hasta hace minutos el canal estatal permanec&#237;a en tensa calma, resguardado por polic&#237;as pertrechados con gases y cachiporras. Calma que termin&#243; cuando profesores, maestros y estudiantes irrumpieron decididos en los estudios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Es la noche del 3 de mayo. La conductora entrevista a un funcionario. Pero abruptamente es sacada del aire. En la pantalla estiran una tanda, pero en los estudios la bronca sube de tono y exige ser transmitida en vivo y en directo para toda la audiencia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tira y afloje entre directivos del canal (funcionarios del gobierno griego) y manifestantes. La conductora dice que se siente reh&#233;n. Los docentes le responde &#8220;no, puede irse si quiere&#8221;. Ella se calla y espera que sus jefes encuentren una soluci&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Las c&#225;maras vuelven a prenderse. Pero no se presenta ning&#250;n informe sobre las medidas de ajuste del gobierno. Tampoco entrevistan a ning&#250;n ministro que explique lo mal que la va a pasar la poblaci&#243;n. Ni siquiera van al pron&#243;stico del tiempo. La periodista entrega el micr&#243;fono a los manifestantes. Uno de los maestros, tranquilo y seguro, pasa a explicar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip-puce ltr&#034;&gt;&lt;b&gt;&#8211;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; Somos profesores y maestros. Estamos ac&#225; por dos razones. Primero, porque hay una conspiraci&#243;n de silencio por parte de los medios, durante los &#250;ltimos seis meses, sobre las medidas del gobierno. Segundo, porque es hora de intervenir en el mon&#243;logo del Ministerio sobre la nueva ley que est&#225; desgarrando la escuela p&#250;blica. Fuimos esperados por la polic&#237;a, que ya estaba dentro de los estudios de NET. Denunciamos al ministro y a la administraci&#243;n de NET por su acci&#243;n. Est&#225;n demoliendo la escuela p&#250;blica (&#8230;) Est&#225;n despidiendo miles de maestros (&#8230;) Una vez m&#225;s el precio es pagado por nosotros. La participaci&#243;n del FMI caus&#243; miles de despidos y m&#225;s pobreza. &#161;Todos a la calle, para expulsar al FMI y a los que nos llevaron hasta aqu&#237;! &#161;El 5 de mayo todo el mundo en huelga, nadie trabajando!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No hay datos del rating medido por la toma de la TV estatal. Lejos de abrir los micr&#243;fonos a trabajadores, los medios (estatales y privados) siguen su &#8220;conspiraci&#243;n de silencio&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pero el mi&#233;rcoles 5 la huelga fue masiva, y desde hace semanas miles de trabajadores y estudiantes marchan por las calles de Atenas concientes de que el plan para reducir el &#8220;d&#233;ficit&#8221; estatal significa m&#225;s desempleo y miseria. La ocupaci&#243;n del canal dur&#243; apenas unas horas, pero nos hizo recordar a los medios ocupados por el pueblo mexicano de Oaxaca durante los largos meses de 2006.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mientras se debate la &#8220;democratizaci&#243;n&#8221; de las comunicaciones, la censura y la mentira de los grandes medios (privados o estatales) es regla en este mundo &#8220;globalizado&#8221;. Los maestros griegos tomaron la palabra con decisi&#243;n, aplicando una ley no escrita ni votada en los parlamentos de esta democracia para ricos. Y se hicieron escuchar.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>



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