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	<title> Fracci&#243;n Trotskista Cuarta Internacional </title>
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		<title>A esquerda e a &#8220;hegemonia oper&#225;ria&#8221; em Cuba</title>
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		<dc:creator>Fl&#225;via Vale </dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Libertades Democr&#225;ticas</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Cuba en la encrucijada</dc:subject>
		<dc:subject>Opiniones Militantes</dc:subject>
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		<dc:subject>Cuba</dc:subject>
		<dc:subject>Liliana Ogando Calo</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Um debate com o artigo &#8220;Yoani Sanches e a esquerda tico e teco&#8221; postado no blog PSTU/Contagem&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Um debate com o artigo &#8220;Yoani Sanches e a esquerda tico e teco&#8221; postado no blog PSTU/Contagem&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A estadia de Yoani Sanches no Brasil reabriu um debate de fundamental import&#226;ncia: as perspectivas de luta dos trabalhadores e do povo cubano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A inspira&#231;&#227;o de Yoani Sanches para o nome de seu blog vem da chamada &#8220;gera&#231;&#227;o Y&#8221;, denominada por soci&#243;logos como gera&#231;&#227;o dos que nasceram principalmente nos anos 80's. Essa d&#233;cada foi marcada por derrotas estrat&#233;gicas da classe operaria que possibilitou os primeiros avan&#231;os da pol&#237;tica neoliberal. As posi&#231;&#245;es de Yoani em seu blog mostram que ela milita pela restaura&#231;&#227;o capitalista em Cuba ao lado dos setores democr&#225;ticos burgueses de fora de seu pa&#237;s. Suas reivindica&#231;&#245;es pelas liberdades democr&#225;ticas, pela liberaliza&#231;&#227;o da economia e pelo retorno integral do capitalismo na Ilha v&#227;o de acordo das necessidades pol&#237;ticas do imperialismo para a Ilha. E o objetivo desses senhores &#233; a coloniza&#231;&#227;o ou semicoloniza&#231;&#227;o da Ilha para esta voltar a ser seu quintal. No Brasil, teve o apoio do reacion&#225;rio deputado Bolsonaro a A&#233;cio Neves, PSDB e DEM, tendo &#227; frente o Instituto Millenium, institui&#231;&#227;o &#8220;ideol&#243;gica&#8221; dos neoliberais brasileiros (tucanos, Grupo Abril-Veja, Estad&#227;o e Cia.&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb1&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; id=&#034;nh1&#034;&gt;1&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isso, por&#233;m, n&#227;o significa que a viagem de Yoani n&#227;o seja funcional &#227; burocracia castrista. A sa&#237;da de Yoani da Ilha &#233; parte das reformas capitalistas que vem sendo implementadas pelos Castros no regime cubano, que em finais de 2012 envolveu tamb&#233;m as pol&#237;ticas migrat&#243;rias, por press&#227;o do imperialismo e negocia&#231;&#227;o direta com a Igreja Cat&#243;lica. Como aponta o artigo &#8220;O que h&#225; por tr&#225;s dessa nova reforma?&#8221;, de Diego Dalai: &#8220;&lt;i&gt;As medidas (...) t&#234;m um forte conte&#250;do pol&#237;tico. Em primeiro lugar, s&#227;o uma concess&#227;o &#227; ala moderada do &#8216;ex&#237;lio cubano' que ent&#227;o ter&#225; uma incid&#234;ncia superior &#227; atual na vida social e econ&#244;mica de Cuba, e fortalece diretamente os cubanos que recebem ajuda de familiares dos EUA e que t&#234;m acesso ao d&#243;lar&#8221;. E mais &#227; frente: &#8220;a burocracia tenta criar uma base social que apoie a perspectiva de uma abertura pr&#243;-capitalista sob sua dire&#231;&#227;o. O modelo que reivindica Raul Castro &#233; similar ao aplicado no Vietn&#227; e na China que combina reformas de mercado e a abertura ao capital imperialista mantendo o regime de partido &#250;nico conduzido pela casta burocr&#225;tica cada vez mais enriquecida e ligada ao capital&lt;/i&gt;&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; id=&#034;nh2&#034;&gt;2&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Assim, as conquistas da revolu&#231;&#227;o s&#227;o usadas pela burocracia como medida de press&#227;o e controle para manuten&#231;&#227;o de seus pr&#243;prios privil&#233;gios e sua futura transforma&#231;&#227;o em classe propriet&#225;ria. Isso mostra que como burocracia bonapartista&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Sobre este conceito, Trotsky escreve fazendo a defini&#231;&#227;o da burocracia (&#8230;)&#034; id=&#034;nh3&#034;&gt;3&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, n&#227;o pode aceitar o projeto ianque de semicoloniza&#231;&#227;o ou coloniza&#231;&#227;o da Ilha, pois seria sua &#8220;morte&#8221; &#8211; como se viu em v&#225;rios pa&#237;ses em que se restaurou o capitalismo. Para isso, a burocracia tem que garantir o maior controle poss&#237;vel das massas cubanas, da economia e da pol&#237;tica, evitando no que pode as possibilidades da a&#231;&#227;o independente dos trabalhadores e do povo na Ilha. Essa a&#231;&#227;o independente das massas cubanas, ou seja, anti-imperialista, anticapitalista e antiburguesa seria a &#250;nica capaz de combater o imperialismo e derrubar o regime castrista de maneira revolucion&#225;ria, impedindo o plano de restaura&#231;&#227;o capitalista da burocracia castrista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O PCdoB, PCB e todos os partidos pol&#237;ticos que defendem a burocracia castrista tentam esconder esse papel bonapartista e reacion&#225;rio desta casta dizendo que em Cuba h&#225; socialismo. Ao contr&#225;rio, trata-se de um estado oper&#225;rio deformado (a burguesia e o imperialismo foram derrubados e expropriados, mas n&#227;o se avan&#231;ou a uma ditadura do proletariado e sim a um regime ditatorial burocr&#225;tico), que mant&#233;m conquistas da revolu&#231;&#227;o ainda que degradadas, e que caminha a passos largos para a restaura&#231;&#227;o capitalista por um plano conscientemente dirigido pela burocracia castrista em alian&#231;a com governos como o PT e o chavista e em negocia&#231;&#227;o com o imperialismo (a Igreja Cat&#243;lica &#233; seu &#8220;interlocutor&#8221;).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os mentores desses partidos, o primeiro deles Stalin, esteve na dire&#231;&#227;o de uma contrarrevolu&#231;&#227;o burocr&#225;tica no primeiro Estado oper&#225;rio (URSS) e com sua &#8220;teoria&#8221; de &#8220;socialismo num s&#243; pa&#237;s&#8221; e &#8220;conviv&#234;ncia pac&#237;fica&#8221; com o imperialismo atuou diretamente para a derrota de processos revolucion&#225;rios mundo afora. Depois da II Guerra Mundial sentou-se com Churchill e Roosevelt para pactuar a divis&#227;o do mundo e se viu obrigado a expropriar a burguesia (resultado do impasse da Segunda Guerra Mundial) o fez &#227; for&#231;a dos canh&#245;es e fuzis, impedindo as revolu&#231;&#245;es oper&#225;rias e populares, as tend&#234;ncias de auto-organiza&#231;&#227;o sovi&#233;tica e de democracia oper&#225;ria. Usurpou vit&#243;rias das massas oper&#225;rias para garantir negociatas com representantes do imperialismo, tudo para manter seus privil&#233;gios de casta, assumindo o papel de &#8220;pilar&#8221; de sustenta&#231;&#227;o do imperialismo mundial e de espoliador dos povos sovi&#233;ticos e do Leste Europeu. Reconstruiu, sob derrotas da classe oper&#225;ria, a concilia&#231;&#227;o de classes com a burguesia como m&#233;todo e a &#8220;frente popular&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Governo composto por organiza&#231;&#245;es burguesas e organiza&#231;&#245;es de base oper&#225;ria (&#8230;)&#034; id=&#034;nh4&#034;&gt;4&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;como ponto culminante de sua pol&#237;tica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa estrat&#233;gia se mostrou no Brasil na alian&#231;a reacion&#225;ria do PCB, PCdoB e MR8 com os supostos &#8220;setores democr&#225;ticos e progressistas&#8221; da burguesia durante a ditadura. Com esta mesma pol&#237;tica que negociaram por via do MDB com os militares e burgueses a transi&#231;&#227;o pactuada no Brasil, tamb&#233;m contra a a&#231;&#227;o das massas. Se o PCdoB ontem esteve com um setor da burguesia dita democr&#225;tica, hoje est&#225; junto com os latifundi&#225;rios do agroneg&#243;cio e aos grandes capitalistas &#8220;nacionais&#8221; na reforma do c&#243;digo florestal. Em Minas Gerais, se antes o PCdoB estava com o bilion&#225;rio e sempre envolvido em esc&#226;ndalos de corrup&#231;&#227;o ex-governador Newton Cardoso (PMDB), agora continua com ele, mas tamb&#233;m com o apoio dos tucanos de A&#233;cio Neves &#227; prefeitura de Carlim Moura do PCdoB na cidade de Contagem. Estes s&#227;o apenas alguns dos muitos outros exemplos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para os marxistas trata-se de saber combater o imperialismo, ao qual servem as senhoras Yoanis. E subordinar-se &#227; burocracia castrista contra o imperialismo significa, portanto, colocar-se ao lado de todas as medidas contr&#225;rias ao principal sujeito desta luta, que &#233; a classe oper&#225;ria cubana seguida por todo o povo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;H&#225; outras correntes que assumem uma pol&#237;tica no m&#237;nimo amb&#237;gua frente ao imperialismo. Entre essas est&#225; o PSTU, partido que n&#227;o merece uma das cr&#237;ticas feitas pelos filhotes do stalinismo que provocam dizendo que o PSTU &#233; agente dos gusanos. Quando os stalinistas fazem isso s&#243; mostram que aprenderam bastante com seus mestres: a cal&#250;nia e provoca&#231;&#227;o como um dos m&#233;todos da pol&#237;tica, a servi&#231;o de esconder seu papel de traidores do proletariado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Busco ent&#227;o dialogar com o artigo de Gustavo Lopes Machado, &#8220;Yoani Sanches e a esquerda Tico e Teco&#8221;, postado no blog do PSTU Contagem. O companheiro afirma que setores da esquerda desenvolveram um novo mecanismo pra guiar sua pol&#237;tica: &#8220;t&lt;i&gt;rata-se de uma inovadora f&#243;rmula: se setores da direita, em particular aqueles associados ao imperialismo, disseram sim, dizemos n&#227;o; se disseram n&#227;o, dizemos sim. (...) Se a ONU (...) apoiou a queda de Kadafi, vamos apoiar Kadafi. (...) Se A&#233;cio Neves e Bolsonaro apoiam Yoani (...) a conclus&#227;o &#233; (...) vamos atacar Yoani e defender o para&#237;so socialista de Cuba e o amado Fidel.&lt;/i&gt;&#8221; E um pouco mais &#227; frente: &#8220;&lt;i&gt;Seria poss&#237;vel levar a cabo uma an&#225;lise efetiva da realidade com um racioc&#237;nio bin&#225;rio? (...) Aqueles que s&#243; s&#227;o capazes de pensar com duas vari&#225;veis n&#227;o poder&#227;o jamais compreender o significado dos acontecimentos hist&#243;ricos mais elementares.&lt;/i&gt;&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb5&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; id=&#034;nh5&#034;&gt;5&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Antes de se tratar de uma &#8220;nova f&#243;rmula&#8221;, os stalinistas h&#225; anos defendem a concilia&#231;&#227;o da classe oper&#225;ria com setores da burguesia. Isso se mostrou na defesa do PCdoB, PCB e da Liga Oper&#225;ria &#225;s ditaduras nacionais reacion&#225;rias e opressoras de seus povos como a de Kadafi na L&#237;bia. Kadafi foi derrubado num processo que foi hegemonizado por setores opositores da burguesia nacional, apoiados pelo imperialismo e a OTAN. Defender Kadafi (como fez PCdoB, PCB e Liga Oper&#225;ria) ou reivindicar como &#8220;tremenda vit&#243;ria&#8221; um processo que resultou ser hegemonizado pela burguesia apoiada pelo imperialismo (como faz o PSTU) seria &#8220;tico e teco&#8221;. Vemos a f&#243;rmula de Gustavo come&#231;ando a se voltar contra ele mesmo. Mas fa&#231;amos a discuss&#227;o seriamente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os companheiros do PSTU afirmam que o capitalismo j&#225; foi restaurado em Cuba e sua domina&#231;&#227;o &#8211; burguesa? Pergunto eu - se daria por via da &#8220;ditadura castrista&#8221;. &#201; este o fundamento do qual parte seu artigo quando o companheiro aponta: &#8220;o&lt;i&gt; que importa aqui &#233; o sentido hist&#243;rico das revindica&#231;&#245;es da blogueira, isto &#233;, o regime de partido &#250;nico instaurado em Cuba, a inexist&#234;ncia de liberdades de organiza&#231;&#227;o e de sindicatos aut&#244;nomos, condi&#231;&#245;es sem as quais n&#227;o &#233; poss&#237;vel pensar em uma aut&#234;ntica revolu&#231;&#227;o social.&lt;/i&gt;&#8221; Qual seria o sentido hist&#243;rico da defesa de liberdades democr&#225;ticas em Cuba feitas pela blogueira?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A defesa das &#8220;liberdades democr&#225;ticas&#8221; ou das demandas democr&#225;ticas elementares em Cuba vindas da blogueira e do imperialismo s&#243; pode assumir o car&#225;ter de demandas formais e demag&#243;gicas a servi&#231;o da restaura&#231;&#227;o burguesa. Seu sentido hist&#243;rico ent&#227;o &#233; contra-revolucion&#225;rio, mesmo que travestido de &#8220;democr&#225;tico&#8221;. A luta por direitos democr&#225;ticos na Ilha deve ser encarada contra o bonapartismo castrista e deve ser conquistada pelas m&#227;os da classe trabalhadora, estendendo-se a todas as organiza&#231;&#245;es e partidos que defendam as conquistas da revolu&#231;&#227;o, e n&#227;o para a burguesia e seus capachos (inclu&#237;da as Yoanis)!&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb6&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;&#8220;Qual o programa para Cuba?&#8221;, de Simone Ishibashi e Thiago de S&#225;&#034; id=&#034;nh6&#034;&gt;6&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A democracia oper&#225;ria &#233; a &#250;nica que em Cuba pode livrar o pa&#237;s das da burocracia castrista e tomar a dire&#231;&#227;o do estado e dos sindicatos para as m&#227;os dos trabalhadores acompanhados pelo povo, e n&#227;o para as m&#227;os da burguesia por via da a&#231;&#227;o imperialista. Esta s&#243; pode ser baseada na perspectiva de uma revolu&#231;&#227;o pol&#237;tica em Cuba, para tomar os sindicatos e o estado das m&#227;os da burocracia atrav&#233;s do resgate dos organismos de auto organiza&#231;&#227;o das massas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Gustavo aponta corretamente que os defensores dos Castros s&#227;o guiados por esquemas e n&#227;o pela luta de classes. Por&#233;m, entre os marxistas tamb&#233;m vamos al&#233;m do bin&#244;mio democracia e ditadura, &#8220;liberdades democr&#225;ticas&#8221; ou &#8220;ditadura castrista&#8221;. No final de seu artigo, aponta: &#8220;&lt;i&gt;a luta e a derrubada da ditadura cubana se encontra, grosso modo, diante de duas possibilidades: ou uma penetra&#231;&#227;o ainda mais profunda do capital na ilha cujo curso j&#225; segue dia ap&#243;s dia ou a auto-organiza&#231;&#227;o dos trabalhadores cubanos como &#250;nica possibilidade de se avan&#231;ar rumo ao socialismo&lt;/i&gt;. E Conclui: &#8220;&lt;i&gt;Ambas situa&#231;&#245;es partem de uma transforma&#231;&#227;o democr&#225;tica&lt;/i&gt;.&#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tanto Lenin quanto Trotsky deixaram ensinamentos valiosos para os que como eu e Gustavo nascemos na chamada &#8220;gera&#231;&#227;o Y&#8221;, mas que n&#227;o carregamos seu esp&#237;rito de &#233;poca. Ao contr&#225;rio, permitimos nos orientar pela luta de classes como motor da hist&#243;ria. Ap&#243;s vit&#243;rias e derrotas das massas, Lenin e Trotsky chegam &#225;s mesmas conclus&#245;es: a classe oper&#225;ria deve se guiar por uma pol&#237;tica independente entre os distintos setores da burguesia (democr&#225;tica e liberal), entre as ditaduras e a democracias, entre burocracias que se desenvolvem usurpando conquistas das massas e a restaura&#231;&#227;o burguesa. N&#227;o se trata ent&#227;o de dois &#8220;campos&#8221; hostis. Trata-se de tr&#234;s. Vejamos qual o terceiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Trotsky, contrariamente aos que faziam defini&#231;&#245;es de &#8220;dois campos&#8221; na China, apontava: &#8220;&lt;i&gt;voc&#234; diz que na China surgiram &#8216;dois campos diretamente hostis': em um estariam os militaristas, imperialistas e certas camadas da burguesia chinesa; no outro os oper&#225;rios, artes&#227;os, pequeno burgueses, estudantes, intelectuais e certos setores da burguesia m&#233;dia (...) Na realidade h&#225; tr&#234;s campos na China &#8211; os reacion&#225;rios, a burguesia liberal e o proletariado &#8211; e os tr&#234;s lutam por conquistar hegemonia sobre os estratos inferiores da pequena burguesia e do campesinato (...)&#8221;. E mais &#227; frente seguia: &#8220;o que devemos salvaguardar no curso da revolu&#231;&#227;o &#233;, principalmente, o partido independente do proletariado, que avalia constantemente a revolu&#231;&#227;o desde o ponto de vista dos tr&#234;s campos e &#233; capaz de lutar pela hegemonia do terceiro campo e, por conseguinte, na revolu&#231;&#227;o em conjunto&lt;/i&gt;.&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb7&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;&#8220;Carta a Alsky&#8221;, Leon Trostsky, 1927.&#034; id=&#034;nh7&#034;&gt;7&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para mostrar como os stalinistas n&#227;o tem nada a ver com o leninismo, Lenin apontava as mesmas conclus&#245;es no essencial do que desenvolveu Trotsky na luta contra o stalinismo. Lenin, ap&#243;s descrever as tr&#234;s tend&#234;ncias pol&#237;ticas principais da luta revolucion&#225;ria russa de 1905 (o czarismo, a burguesia liberal e o proletariado) aponta as mesmas conclus&#245;es que Trotsky em 1927: &#8220;o desenlace da revolu&#231;&#227;o depende do papel que desempenhe a classe oper&#225;ria: o de se limitar a ser um mero auxiliar da burguesia, por mais poderoso que seja em seu impulso contra a autocracia, ou que assuma o papel dirigente da revolu&#231;&#227;o popular&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os campos que define Trotsky e Lenin s&#227;o campos das for&#231;as hostis. Para o PSTU, em Cuba s&#243; haveria dois &#8220;campos&#8221; bem delimitados: ditadura castrista e as massas. Logo, quem est&#225; contra a ditadura castrista est&#225; com as massas. Esse &#233; um bom exemplar de racioc&#237;nio bin&#225;rio. Por&#233;m Cuba &#233; um estado &#8220;especial&#8221; (a despeito da burocracia castrista, independente do imperialismo) em nosso continente englobado num contexto de domina&#231;&#227;o (pol&#237;tica, econ&#244;mica e militar) imperialista sobre essa regi&#227;o cujo principal referente &#233; os EUA. Colocar-se do lado oposto do imperialismo de maneira clara em Cuba &#233; o m&#237;nimo para os que dizem estar ao lado do povo cubano. Esse &#233; o ab&#234;c&#234; para os marxistas. Seria ing&#234;nuo (n&#227;o bin&#225;rio!) menosprezar a pol&#237;tica dos EUA em Cuba. Guiar-se pelo combate &#227; burocracia castrista e em defesa das massas &#8211; assim entendo os argumentos de Gustavo e dos militantes do PSTU &#8211; &#233; digno de respeito. Por&#233;m, como estamos falando de pol&#237;tica (luta de classes) h&#225; que se guiar pela estrat&#233;gia prolet&#225;ria mundial &#8211; derrotar o imperialismo ou resistir contra seus ataques para preparar a ofensiva futura &#8211; com t&#225;ticas que considerem tanto os interesses imperialistas como tamb&#233;m as rela&#231;&#245;es profundas da burocracia com este imperialismo (mesmo quando se veja obrigada a enfrentamentos).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;S&#227;o, portanto, tr&#234;s os campos para os revolucion&#225;rios em Cuba, e n&#227;o dois: o primeiro o imperialista, a Igreja, as &#8220;Mulheres de Branco&#8221; e suas Yoanis; o segundo o bonapartista, o aparato estatal e as for&#231;as armadas; e o terceiro a classe oper&#225;ria que deve buscar seu lugar independente frente aos outros dois campos para conseguir hegemonizar as demandas do povo cubano. Come&#231;ar a luta pelas &#8220;transforma&#231;&#245;es democr&#225;ticas&#8221; em Cuba (e sua primeira tarefa, para essa pol&#237;tica, seria a defesa das conquistas democr&#225;ticas como aponta o artigo de Gustavo), significa que a classe oper&#225;ria deve come&#231;ar sua luta no campo do imperialismo. N&#227;o por acaso Yoani aparece como uma aliada para essa pol&#237;tica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A defini&#231;&#227;o de que tudo parte das &#8220;&lt;i&gt;transforma&#231;&#245;es democr&#225;ticas&lt;/i&gt;&#8221; n&#227;o parte do car&#225;ter de classe do estado e da defesa do que resta das conquistas da revolu&#231;&#227;o. Estas conquistas s&#227;o a base social do bonapartismo castrista e o alvo principal do imperialismo exatamente por ser a conquista mais avan&#231;ada da classe oper&#225;ria cubana. O imperialismo e o bonapartismo castrista s&#227;o contr&#225;rios &#227; a&#231;&#227;o independente das massas e contr&#225;rios &#227; defesa das conquistas da revolu&#231;&#227;o. A burocracia e o imperialismo desejam restaurar o capitalismo. Contudo, isso n&#227;o quer dizer que &#8220;s&#227;o a mesma coisa&#8221; Mirar o bonapartismo castrista com as armas &#8220;democr&#225;ticas&#8221; do imperialismo &#233; negar a possibilidade hegemonia oper&#225;ria e da auto-organiza&#231;&#227;o das massas em Cuba.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;hr /&gt;
		&lt;div class='rss_notes'&gt;&lt;div id=&#034;nb1&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh1&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 1&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;1&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&lt;a href=&#034;http://www.imil.org.br/&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;http://www.imil.org.br/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 2&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;2&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&lt;a href=&#034;http://www.ft-ci.org/article.php3?id_article=5873&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;http://www.ft-ci.org/article.php3?id_article=5873&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 3&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;3&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Sobre este conceito, Trotsky escreve fazendo a defini&#231;&#227;o da burocracia stalinista quando esta passa, definitivamente, a ser um agente contra revolucion&#225;rio: &#8220;H&#225; tempos definimos o stalinismo como burocr&#225;tico; os acontecimentos forneceram in&#250;meras provas para a justeza dessa afirma&#231;&#227;o e, no entanto, n&#227;o corresponde mais &#227; realidade. Os interesses da burocracia bonapartista n&#227;o encaixam com o car&#225;ter h&#237;brido do centrismo. Em sua busca de entendimento com a burguesia, a casta stalinista s&#243; &#233; capaz de aliar-se com os elementos mais conservadores da aristocracia oper&#225;ria mundial. Devido a isso, fica definitivamente estabelecido o car&#225;ter contra revolucion&#225;rio do stalinismo em arena mundial. &#8220;Li&#231;&#227;o da Espanha: &#250;ltima advert&#234;ncia&#8221;, Leon Trotsky, 1937.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 4&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;4&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Governo composto por organiza&#231;&#245;es burguesas e organiza&#231;&#245;es de base oper&#225;ria para esmagar processos revolucion&#225;rios.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb5&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh5&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 5&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;5&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&lt;a href=&#034;http://pstucontagem.blogspot.com.br/2013/02/yoani-sanchez-e-esquerda-tico-e-teco.html&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;http://pstucontagem.blogspot.com.br/2013/02/yoani-sanchez-e-esquerda-tico-e-teco.html&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb6&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh6&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 6&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;6&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&#8220;Qual o programa para Cuba?&#8221;, de Simone Ishibashi e Thiago de S&#225;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb7&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh7&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 7&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;7&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&#8220;Carta a Alsky&#8221;, Leon Trostsky, 1927.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>La izquierda y la &#8220;hegemon&#237;a obrera&#8221; en Cuba</title>
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		<dc:date>2013-03-26T22:36:24Z</dc:date>
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		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Fl&#225;via Vale </dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Libertades Democr&#225;ticas</dc:subject>
		<dc:subject>Cuba en la encrucijada</dc:subject>
		<dc:subject>Opiniones Militantes</dc:subject>
		<dc:subject>Cuba</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Un debate con el art&#237;culo &#8220;Yoani Sanches e a esquerda Tico e Teco&#8221;, posteado en el blog del PSTU/Contagem&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/Cuba" rel="tag"&gt;Cuba en la encrucijada&lt;/a&gt;, 
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&lt;a href="https://ft-ci.org/Cuba-176" rel="tag"&gt;Cuba&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La izquierda y la &#8220;hegemon&#237;a obrera&#8221; en Cuba&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;Un debate con el art&#237;culo &#8220;Yoani Sanches e a esquerda Tico e Teco&#8221;, posteado en el blog del PSTU/Contagem&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La visita de Yoani S&#225;nchez en Brasil reabri&#243; un debate de fundamental importancia: las perspectivas de lucha de los trabajadores y del pueblo cubano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La inspiraci&#243;n de Yoani S&#225;nchez para el nombre de su blog proviene de la llamada &#8220;generaci&#243;n Y&#8221;, denominada por soci&#243;logos como la generaci&#243;n de los que nacieron principalmente en los a&#241;os 80. Esa d&#233;cada fue marcada por derrotas estrat&#233;gicas de la clase obrera que posibilitaron los primeros avances de la pol&#237;tica neoliberal. Las posiciones de Yoani en su blog muestran que ella milita por la restauraci&#243;n capitalista en Cuba junto a los sectores democr&#225;ticos burgueses fuera de su pa&#237;s. Sus reivindicaciones por las libertades democr&#225;ticas, por la liberalizaci&#243;n de la econom&#237;a y por el retorno integral del capitalismo a la isla est&#225;n de acuerdo a las necesidades pol&#237;ticas del imperialismo en ella. Y el objetivo de esos se&#241;ores es la colonizaci&#243;n o semicolonizaci&#243;n de la isla para que vuelva a ser su patio trasero. En Brasil, tuvo el apoyo del reaccionario diputado Bolsonaro y A&#233;cio Neves, PSDB y DEM, y al frente el Instituto Millenium, instituci&#243;n &#8220;ideol&#243;gica&#8221; de los neoliberales brasileros (tucanos, Grupo Abril-Veja, Estad&#227;o e Cia)&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2-1&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; id=&#034;nh2-1&#034;&gt;1&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esto, sin embargo, no significa que el viaje de Yoani no sea funcional a la burocracia castrista. La salida de Yoani de la isla es parte de las reformas capitalistas que vienen siendo implementadas por los Castro en el r&#233;gimen cubano, que a fines de 2012 incluy&#243; tambi&#233;n las pol&#237;ticas migratorias, por presi&#243;n del imperialismo y negociaci&#243;n directa con la Iglesia Cat&#243;lica. Como se&#241;ala el art&#237;culo: &#191;Qu&#233; hay detr&#225;s de esta nueva reforma? de Diego Dalai: &#8220;&lt;i&gt;Las medidas (...) tienen un alto contenido pol&#237;tico. En primer lugar son una concesi&#243;n al ala moderada del &#8220;exilio cubano&#8221; que desde ahora tendr&#225; una incidencia mucho mayor a&#250;n de la que ya tiene en la vida social y econ&#243;mica de Cuba y favorece directamente a los cubanos que reciben ayuda de familiares en EE.UU. y por lo tanto tienen acceso al d&#243;lar&lt;/i&gt;.&#8221; Y m&#225;s adelante: &#8220;&lt;i&gt;la burocracia trata de crear una base social que apoye la perspectiva de una apertura pro capitalista, pero bajo su direcci&#243;n. El &#8220;modelo&#8221; que ha reivindicado Ra&#250;l Castro en varias oportunidades es similar al aplicado en China y Vietnam, que combina las reformas de mercado y la apertura al capital imperialista, manteniendo el r&#233;gimen de partido &#250;nico conducido por la casta burocr&#225;tica cada vez m&#225;s enriquecida y ligada al capital&lt;/i&gt;.&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2-2&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; id=&#034;nh2-2&#034;&gt;2&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;&#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As&#237;, las conquistas de la revoluci&#243;n son usadas por la burocracia como medida de presi&#243;n y control para el mantenimiento de sus propios privilegios y su futura transformaci&#243;n en clase propietaria. Eso muestra que como burocracia bonapartista&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2-3&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Sobre este concepto, Trotsky escribe sobre la definici&#243;n de la burocracia (&#8230;)&#034; id=&#034;nh2-3&#034;&gt;3&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; , no puede aceptar el proyecto yanqui de semicolonizaci&#243;n o colonizaci&#243;n de la isla, pues ser&#237;a su &#8220;muerte&#8221;, como se vio en varios pa&#237;ses en los que se restaur&#243; el capitalismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para eso la burocracia tiene que garantizar el mayor control posible de las masas cubanas, de la econom&#237;a y de la pol&#237;tica, evitando en lo que puede las posibilidades de acci&#243;n independiente de los trabajadores y del pueblo en la isla. Esa acci&#243;n independiente de las masas cubanas, o sea, antiimperialista, anticapitalista y antiburguesa, ser&#237;a la &#250;nica capaz de combatir el imperialismo y derrumbar al r&#233;gimen castrista de manera revolucionaria, impidiendo el plan de restauraci&#243;n capitalista de la burocracia castrista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El PCdoB, el PCB y todos los partidos pol&#237;ticos que defienden a la burocracia castrista intentan esconder este papel bonapartista y reaccionario de esta casta diciendo que en Cuba hay socialismo. Al contrario, se trata de un Estado obrero deformado (la burgues&#237;a y el imperialismo fueron derrumbados y expropiados, pero no se avanz&#243; a una dictadura del proletariado y s&#237; a un r&#233;gimen dictatorial burocr&#225;tico), que mantiene las conquistas de la revoluci&#243;n aunque degradadas y que camina a pasos largos hacia la restauraci&#243;n capitalista por un plan concientemente dirigido por la burocracia castrista en alianza con gobiernos como el PT y el chavista y en negociaci&#243;n con el imperialismo (la Iglesia Cat&#243;lica es su &#8220;interlocutor&#8221;).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los mentores de estos partidos, el primero de ellos Stalin, estuvo en la direcci&#243;n de una contrarrevoluci&#243;n burocr&#225;tica en el primer Estado obrero (URSS) y con su &#8220;teor&#237;a&#8221; de &#8220;socialismo en un solo pa&#237;s&#8221; y &#8220;convivencia pac&#237;fica&#8221; con el imperialismo actu&#243; directamente en la derrota de los procesos revolucionarios alrededor del mundo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Despu&#233;s de la II Guerra Mundial, se sent&#243; con Churchill y Roosevelt para pactar la divisi&#243;n del mundo y se vio obligado a expropiar a la burgues&#237;a (resultado del impasse de la Segunda Guerra Mundial) a fuerza de ca&#241;ones y fusiles, impidiendo las revoluciones obreras y populares, las tendencias a la autoorganizaci&#243;n sovi&#233;tica y democracia obrera. Usurp&#243; victorias de las masas obreras para garantizar negociados con representantes del imperialismo, todo para mantener sus privilegios de casta, asumiendo el papel de &#8220;pilar&#8221; de sustentaci&#243;n del imperialismo mundial y de expoliador de los pueblos sovi&#233;ticos y del Este Europeo. Reconstruy&#243;, bajo derrotas de la clase obrera, la conciliaci&#243;n de clases con la burgues&#237;a como m&#233;todo y el &#8220;frente popular&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2-4&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Gobierno compuesto por organizaciones burguesas y organizaciones de base (&#8230;)&#034; id=&#034;nh2-4&#034;&gt;4&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; como punto culminante de su pol&#237;tica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esa estrategia se mostr&#243; en Brasil en la alianza reaccionaria del PCB, PCdoB y MR8 con los supuestos &#8220;sectores democr&#225;ticos y progresistas&#8221; de la burgues&#237;a durante la dictadura. Con esta misma pol&#237;tica negociaron por v&#237;a del MDB con los militares y burgueses la transici&#243;n pactada en Brasil, tambi&#233;n contra la acci&#243;n de masas. Si el PCdoB ayer estuvo con un sector de la burgues&#237;a llamada democr&#225;tica, hoy est&#225; junto con los la latifundistas del agronegocio y los grandes capitalistas &#8220;nacionales&#8221; en la reforma del c&#243;digo forestal. En Minas Gerais, si antes el PCdoB estaba con el millonario y siempre involucrado en esc&#225;ndalos de corrupci&#243;n ex gobernador Newton Cardoso (PMDB), ahora continua con &#233;l, pero tambi&#233;n con el apoyo de los tucanos de A&#233;cio Neves a la prefectura de Carlim Moura del PCdo B en la ciudad de Contagem. Estos son solo algunos de muchos otros ejemplos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para los marxistas se trata de saber combatir al imperialismo, al cual sirven las se&#241;oras Yoani. Y subordinarse a la burocracia castrista contra el imperialismo significa, por lo tanto, colocarse al lado de todas las medidas contrarias al principal sujeto de esta lucha, que es la clase obrera cubana seguida por todo el pueblo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hay otras corrientes que asumen una pol&#237;tica como m&#237;nimo ambigua frente al imperialismo. Entre ellas est&#225; el PSTU, partido que no merece una de las cr&#237;ticas hechas por los hijos del stalinismo que provocan al PSTU diciendo que es agente de los gusanos. Cuando los estalinistas hacen eso solo muestran que aprendieron bastante de sus maestros: la calumnia y la provocaci&#243;n como uno de los m&#233;todos de la pol&#237;tica, al servicio de esconder su papel de traidores del proletariado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Busco entonces dialogar con el art&#237;culo de Gustavo Lopez Machado, &#8220;Yoani Sanches e a esquerda Tico e Teco&#8221; posteado en el blog del PSTU Contagem. El compa&#241;ero afirma que sectores de la izquierda desarrollaron un nuevo mecanismo para guiar su pol&#237;tica: &#8220;&lt;i&gt;se trata de una innovadora f&#243;rmula: si sectores de la derecha, en particular aquellos asociados al imperialismo, dicen s&#237;, decimos no; si dijeron no, decimos si. (&#8230;) Si la ONU (&#8230;) apoy&#243; la ca&#237;da de Kadafi, vamos a apoyar a Kadafi. (&#8230;) Si A&#233;cio Neves y Bolsonaro apoyan a Yoani (&#8230;) la conclusi&#243;n es (...) vamos a atacar a Yoani y defender el para&#237;so socialista de Cuba y el amado Fidel&#8221;. Y un poco m&#225;s adelante: &#8220;&#191;Ser&#237;a posible llevar a cabo un an&#225;lisis efectivo de la realidad con un razonamiento binario? (&#8230;) Aquellos que solo son capaces de pensar con dos variables no podr&#225;n jam&#225;s comprender el significado de los acontecimientos hist&#243;ricos m&#225;s elementales&lt;/i&gt;&#8221;.&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2-5&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; id=&#034;nh2-5&#034;&gt;5&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;M&#225;s que una &#8220;nueva f&#243;rmula&#8221;, los stalinistas hace a&#241;os defienden la conciliaci&#243;n de la clase obrera con sectores de la burgues&#237;a. Eso se mostr&#243; en la defensa del PCdoB, PCB y de la Liga Obrera a las dictaduras nacionales reaccionarias y opresoras de sus pueblos como la de Kadafi en Libia. Kadafi fue derribado en un proceso homogeneizado por sectores opositores de la burgues&#237;a nacional, apoyados por el imperialismo y la OTAN. Defender a Kadafi (como hizo PCdoB, PCB y Liga Oper&#225;ria) o reivindicar como &#8220;tremenda victoria&#8221; un proceso que result&#243; ser hegemoneizado por la burgues&#237;a apoyada por el imperialismo (como hace el PSTU) expresan un pensamiento binario. Vemos a la f&#243;rmula de Gustavo empezando a volverse contra &#233;l mismo. Pero hagamos la discusi&#243;n seriamente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los compa&#241;eros del PSTU afirman que el capitalismo ya fue restaurado en Cuba y su dominaci&#243;n &#8211; &#191;burguesa? pregunto yo &#8211; se dar&#237;a por v&#237;a de la &#8220;dictadura castrista&#8221;. Este es el fundamento del que parte su art&#237;culo cuando el compa&#241;ero se&#241;ala: &#8220;lo que importa ac&#225; es el sentido hist&#243;rico de las reivindicaciones de la bloguera, es decir, el r&#233;gimen de partido &#250;nico instaurado en Cuba, la inexistencia de libertades de organizaci&#243;n y de sindicatos aut&#243;nomos, condiciones sin las que no es posible pensar en una aut&#233;ntica revoluci&#243;n social&#8221;. &#191;Cu&#225;l ser&#237;a el sentido hist&#243;rico de la defensa de las libertades democr&#225;ticas en Cuba hechas por la bloguera?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La defensa de las &#8220;libertades democr&#225;ticas&#8221; o de las demandas democr&#225;ticas elementales en Cuba que vienen de la bloguera y del imperialismo solo puede asumir el car&#225;cter de demandas formales y demag&#243;gicas al servicio de la restauraci&#243;n burguesa. Su sentido hist&#243;rico entonces es contrarrevolucionario, aun que travestido de de &#8220;democr&#225;tico&#8221;. La lucha por derechos democr&#225;ticos en la isla debe ser encarada contra el bonapartismo castrista y debe ser conquistada por las manos de la clase obrera, extendi&#233;ndose a todas las organizaciones y partidos que defiendan las conquistas de la revoluci&#243;n, y no para la burgues&#237;a y sus cipayos (incluida Yoani)!&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2-6&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;&#8220;Qual o programa para Cuba?&#8221;, de Simone Ishibashi y Thiago de S&#225;&#034; id=&#034;nh2-6&#034;&gt;6&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La democracia obrera es la &#250;nica que en Cuba puede librar el pa&#237;s de la burocracia castrista y tomar la direcci&#243;n del estado y de los sindicatos para las manos de los trabajadores acompa&#241;ados por el pueblo, y no para las manos de la burgues&#237;a por v&#237;a de la acci&#243;n imperialista. Esta solo puede ser basada en la perspectiva de una revoluci&#243;n pol&#237;tica en Cuba, para tomar los sindicatos y el estado de las manos de la burocracia a trav&#233;s del rescate de los organismos de autoorganizaci&#243;n de las masas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Gustavo se&#241;ala correctamente que los defensores de los Castro est&#225;n guiados por esquemas y no por la lucha de clases. Sin embargo, entre los marxistas tambi&#233;n vamos m&#225;s all&#225; del binomio democracia y dictadura, &#8220;libertades democr&#225;ticas&#8221; o &#8220;dictadura castrista&#8221;. Al final de su art&#237;culo, apunta: &lt;i&gt;&#8220;la lucha y el derribe de la dictadura cubana se encuentra, grosso modo, ante dos posibilidades: o una penetraci&#243;n a&#250;n m&#225;s profunda del capital en la isla cuyo curso ya sigue d&#237;a tras d&#237;a o la autoorganizaci&#243;n de los trabajadores cubanos como &#250;nica posibilidad de avance rumbo al socialismo&lt;/i&gt;. Y concluye: &#8220;&lt;i&gt;Ambas situaciones parten de una transformaci&#243;n democr&#225;tica&#8221;.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tanto Lenin como Trotsky dejaron ense&#241;anzas valiosas para los que como Gustavo y yo nacimos en la llamada &#8220;generaci&#243;n Y&#8221;, pero que no cargamos su esp&#237;ritu de &#233;poca. Al contrario, permitimos orientarnos por la lucha de clases como motor de la historia. Luego de victorias y derrotas de las masas, Lenin y Trotsky llegan a las mismas conclusiones: la clase obrera debe guiarse por una pol&#237;tica independiente entre los distintos sectores de la burgues&#237;a (democr&#225;tica y liberal), entre las dictaduras y las democracias, entre burocracias que se desarrollan usurpando conquistas de las masas y la restauraci&#243;n burguesa. No se trata entonces de dos &#8220;campos&#8221; hostiles. Se trata de tres. Veamos cu&#225;l es el tercero.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Trotsky, al rev&#233;s de aquellos que hac&#237;an definiciones de &#8220;dos campos&#8221; en China, se&#241;alaba: &#8220;&lt;i&gt;usted dice que en China han surgido &#8216;dos campos terriblemente enfrentados': en uno est&#225;n los imperialistas y militaristas y ciertas capas de la burgues&#237;a china; y en el otro est&#225;n &#8216;los obreros, artesanos, la peque&#241;oburgues&#237;a, los estudiantes, la intelectualidad, y ciertos grupos de la burgues&#237;a media [...]'. De hecho, hay tres campos en China -los reaccionarios, la burgues&#237;a liberal, y el proletariado- luchando por la hegemon&#237;a sobre los estratos m&#225;s bajos de la peque&#241;oburgues&#237;a y el campesinado&#8221;. Y m&#225;s adelante segu&#237;a: &#8220;Lo que nosotros debemos salvaguardar en el curso de la revoluci&#243;n es ante todo el partido independiente del proletariado que constantemente est&#225; evaluando la revoluci&#243;n desde el punto de vista de tres campos, y es capaz de luchar por la hegemon&#237;a en el tercer campo y, a trav&#233;s de esto, en toda la revoluci&#243;n&lt;/i&gt;&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2-7&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;&#8220;Carta a Alsky&#8221;, Leon Trostsky, 1927.&#034; id=&#034;nh2-7&#034;&gt;7&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para mostrar c&#243;mo los stalinistas no tienen nada que ver con el leninismo, Lenin apuntaba las mismas conclusiones en lo esencial de lo que desarroll&#243; Trotsky en la lucha contra el stalinismo. Lenin, luego de describir las tres tendencias pol&#237;ticas principales de la lucha revolucionaria rusa de 1905 (el zarismo, la burgues&#237;a liberal y el proletariado) apunta las mismas conclusiones que Trotsky en 1927: &#8220;&lt;i&gt;El desenlace de la revoluci&#243;n depende del papel que desempe&#241;e en ella la clase obrera: de que se limite a ser un mero auxiliar de la burgues&#237;a, aunque sea un auxiliar poderoso por la intensidad de su empuje contra la autocracia, pero pol&#237;ticamente impotente, o de que asuma el papel de dirigente de la revoluci&#243;n popular&lt;/i&gt;&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los campos que define Trotsky y Lenin son campos de fuerzas hostiles. Para el PSTU, en Cuba solo habr&#237;a dos &#8220;capos&#8221; bien delimitados: dictadura castrista y las masas. Luego, quien est&#233; contra la dictadura castrista est&#225; con las masas. Ese es un buen ejemplo de razonamiento binario. Sin embargo Cuba es un estado &#8220;especial&#8221; (a pesar de la burocracia castrista, independiente del imperialismo) en nuestro continente enmarcado en un contexto de dominaci&#243;n (pol&#237;tica, econ&#243;mica y militar) imperialista sobre esa regi&#243;n cuyo principal referente es EEUU. Ponerse del lado contrario del imperialismo de forma clara en Cuba es lo m&#237;nimo para los que dicen estar del lado del pueblo cubano. Ese es el abc para los marxistas. Ser&#237;a ingenuo (&#161;no binario!) menospreciar la pol&#237;tica de EEUU en Cuba. Guiarse por el combate a la burocracia castrista en defensa de las masas &#8211; as&#237; entiendo los argumentos de Gustavo y de los militantes del PSTU &#8211; es digno de respeto. Sin embargo, como estamos hablando de pol&#237;tica (lucha de clases) hay que guiarse por la estrategia proletaria mundial &#8211; derrotar el imperialismo o resistir contra sus ataques para preparar la ofensiva futura &#8211; con t&#225;cticas que consideren tanto los intereses imperialistas como tambi&#233;n las relaciones profundas de la burocracia con este imperialismo (aun cuando se vea obligada a enfrentamientos).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Son por lo tanto tres los campos para los revolucionarios en Cuba, y no dos: primero el imperialista, la Iglesia, las &#8220;Mujeres de Blanco&#8221; y sus Yoanis; segundo el bonapartista, el aparato estatal y las fuerzas armadas; y el tercero la clase obrera que debe buscar su lugar independiente frente a otros dos campos para conseguir hegemonizar las demandas del pueblo cubano. Comenzar la lucha por las &#8220;transformaciones democr&#225;ticas&#8221; en Cuba (y su primera tarea para esa pol&#237;tica ser&#237;a la defensa de las conquistas democr&#225;ticas, como se&#241;ala el art&#237;culo de Gustavo), significa que la clase obrera debe comenzar su lucha en el campo del imperialismo. No es por acaso que Yoani aparece como una aliada para esa pol&#237;tica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La definici&#243;n de que todo parte de &#8221;&lt;i&gt;transformaciones democr&#225;ticas&lt;/i&gt;&#8221; no parte del car&#225;cter de clase del estado y de la defensa de lo que queda de las conquistas de la revoluci&#243;n. Estas conquistas son la base social del bonapartismo castrista y el blanco principal del imperialismo exactamente por ser la conquista m&#225;s avanzada de la clase obrera cubana. El imperialismo y el bonapartismo castrista son contrarios a la acci&#243;n independiente de las masas y contrarios a la defensa de las conquistas de la revoluci&#243;n. La burocracia y el imperialismo desean restaurar el capitalismo. Sin embargo, eso no quiere decir que &#8220;sean lo mismo&#8221;. Mirar el bonapartismo castrista con las armas &#8220;democr&#225;ticas&#8221; del imperialismo es negar la posibilidad de hegemon&#237;a obrera y de la autoorganizaci&#243;n de las masas en Cuba.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;hr /&gt;
		&lt;div class='rss_notes'&gt;&lt;div id=&#034;nb2-1&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2-1&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 2-1&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;1&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&lt;a href=&#034;http://www.imil.org.br/&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;http://www.imil.org.br/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2-2&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2-2&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 2-2&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;2&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&lt;a href=&#034;http://www.ft-ci.org/article.php3?id_article=5873&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;http://www.ft-ci.org/article.php3?id_article=5873&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2-3&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2-3&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 2-3&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;3&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Sobre este concepto, Trotsky escribe sobre la definici&#243;n de la burocracia stalinista cuando esta pasa a ser un agente contrarrevolucionario: &#8220;Hace tiempo definimos al estalinismo como burocr&#225;tico; los acontecimientos brindaron innumerables pruebas de la justeza de esta afirmaci&#243;n y, sin embargo, no se corresponde m&#225;s con la realidad. Los intereses de la burocracia bonapartista no encajan con el car&#225;cter h&#237;brido del centrismo. En su b&#250;squeda de entendimiento con la burgues&#237;a, la casta estalinista solo es capaz de aliarse con los elementos m&#225;s conservadores de la aristocracia obrera mundial. Debido a eso, queda definitivamente establecido el car&#225;cter contrarrevolucionario del estalinismo en la arena mundial. &#8220;Lecci&#243;n de Espa&#241;a: &#250;ltima advertencia, Le&#243;n Trotsky, 1937.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2-4&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2-4&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 2-4&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;4&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Gobierno compuesto por organizaciones burguesas y organizaciones de base obrera para aplastar procesos revolucionarios&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2-5&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2-5&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 2-5&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;5&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&lt;a href=&#034;http://pstucontagem.blogspot.com.br/2013/02/yoani-sanchez-e-esquerda-tico-e-teco.html&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;http://pstucontagem.blogspot.com.br/2013/02/yoani-sanchez-e-esquerda-tico-e-teco.html&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2-6&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2-6&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 2-6&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;6&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&#8220;Qual o programa para Cuba?&#8221;, de Simone Ishibashi y Thiago de S&#225;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2-7&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2-7&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 2-7&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;7&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&#8220;Carta a Alsky&#8221;, Leon Trostsky, 1927.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>A queda de Palocci acaba com a lua de mel do governo Dilma e exp&#245;e a primeira crise do governo</title>
		<link>https://ft-ci.org/A-queda-de-Palocci-acaba-com-a-lua-de-mel-do-governo-Dilma-e-expoe-a-primeira-crise-do-governo</link>
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		<dc:date>2011-06-09T17:49:37Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Fl&#225;via Vale </dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Os tr&#234;s primeiros meses do governo Dilma foram coroados por sua primeira grande crise pol&#237;tica. A queda de Palocci, ministro da casa civil, o &#8220;homem forte&#8221; do governo, expressa uma crise mais estrutural de um governo marcado por interesses t&#227;o heterog&#234;neos em sua base.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/Articulos-en-portugues" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en portugu&#233;s&lt;/a&gt;

/ 
&lt;a href="https://ft-ci.org/America-Latina" rel="tag"&gt;Am&#233;rica Latina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Politica" rel="tag"&gt;Pol&#237;tica&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Analisis" rel="tag"&gt;An&#225;lisis&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Brasil-101" rel="tag"&gt;Brasil&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Os tr&#234;s primeiros meses do governo Dilma foram coroados por sua primeira grande crise pol&#237;tica. A queda de Palocci, ministro da casa civil, o &#8220;homem forte&#8221; do governo, expressa uma crise mais estrutural de um governo marcado por interesses t&#227;o heterog&#234;neos em sua base. O governo sai com outra cara desta crise, n&#227;o pela nova figura que ir&#225; ocupar o cargo de Palocci, a ministra Gleisi Hoffmann, do PT do Paran&#225;, mas como um governo mais enfraquecido com fraturas expostas em sua pr&#243;pria base.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A crise de Palocci inicialmente explodiu ap&#243;s den&#250;ncia de que seus bens haviam multiplicado em seis vezes num per&#237;odo de quatro anos, momento que o ministro prestava &#8220;consultoria&#8221; (lobby, tr&#225;fico de influ&#234;ncias) para grandes empres&#225;rios e per&#237;odo marcado pela prepara&#231;&#227;o da disputa eleitoral para a presid&#234;ncia. Palocci j&#225; esteve envolvido no esc&#226;ndalo de corrup&#231;&#227;o no governo Lula em 2006 o que foi um dos fatores para Lula retroceder de tentar lan&#231;&#225;-lo como candidato &#227; presid&#234;ncia antes da figura e Dilma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A queda de Palocci se deu pela debilidade estrutural do atual governo em n&#227;o conseguir hegemonizar uma base de aliados com interesses t&#227;o distintos, como um custo pago pela extens&#227;o dessa base que re&#250;ne dezenas de partidos, de ex-stalinistas a evang&#233;licos e ruralistas. Antes da queda de Palocci o governo j&#225; estava sangrando enquanto o governo n&#227;o decidia defender ou defenestrar. A vota&#231;&#227;o do C&#243;digo Florestal, onde Dilma tinha somente algumas diferen&#231;as (j&#225; que no essencial tinha acordo com o c&#243;digo que ajuda a desmatar e fortalece os latif&#250;ndios) permitiu abrir uma crise com o PMDB que apoiou o projeto de Aldo Rebelo, do PCdoB, tamb&#233;m da base governista e que esteve de m&#227;os dadas na defesa da vota&#231;&#227;o do projeto com a pecuarista K&#225;tia Abreu, do PSD (partido de Kassab, ruptura do PSDB, do estado de Tocantins). A segunda crise se deu como veto de Dilma ao kit anti-homofobia, programa que seria aplicado nas escolas como medida de combate &#227; homofobia, que abriu mais uma crise com o ministro da educa&#231;&#227;o Fernando Haddad. Por mais t&#237;mido que fosse o projeto do kit, a bancada evang&#233;lica e a Igreja Cat&#243;lica sa&#237;ram em combate contra a implementa&#231;&#227;o do kit e Dilma teve que recuar sob amea&#231;as de novos setores aumentarem as den&#250;ncias contra Palocci.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Frente a essa crise com uma das principais figuras do governo a procuradoria geral da rep&#250;blica garantiu que Palocci fosse inocentado das acusa&#231;&#245;es e esta foi a cartada final de Palocci. A Procuradoria Geral atuou como &#8220;advogado&#8221; de Palocci, dando um &#8220;parecer&#8221; de inoc&#234;ncia sem qualquer investiga&#231;&#227;o e apura&#231;&#227;o. Palocci precisava dessa garantia &#8220;legal&#8221; para aceitar a sua demiss&#227;o, podendo, mais uma vez, sair do governo sem correr riscos judiciais. E esse foi o feito: Palocci usou as palavras da Procuradoria para dizer que ele optava em deixar o cargo para n&#227;o atrapalhar a governabilidade de Dilma e para &#8220;preservas o di&#225;logo&#8221; do governo. Antes da queda de Palocci, Lula e Dilma avaliariam quais as contradi&#231;&#245;es dele continuar no governo. Por&#233;m nem sequer a bancada petista saiu em defesa do ministro ap&#243;s o pronunciamento da Procuradoria e setores do PMDB estavam prontos para integrar uma comiss&#227;o com o pedido de depoimento e esclarecimentos dos vultosos aumentos da renda de Palocci na C&#226;mara dos Deputados. Enquanto isso petistas &#8220;progressistas&#8221; como Paulo Henrique Amorim, sindicalistas vendidos mas base importante do governo como Paulinho da For&#231;a (PDT-SP), e diversos governadores e senadores do PT exigiam a cabe&#231;a de Palocci junto &#227; oposi&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por tr&#225;s desta movimenta&#231;&#227;o quem mais saiu beneficiado foi o PMDB, partido que foi colocado em segundo plano nas divis&#245;es de cargos no per&#237;odo de transi&#231;&#227;o do governo. Com o desenvolver da crise de Palocci, ap&#243;s a vota&#231;&#227;o do c&#243;digo florestal, Michel Temer, presidente do partido, vice de Dilma, j&#225; havia deixado claro que ele, o cacique do maior partido de aluguel do pa&#237;s, n&#227;o estava mais brincando com Dilma e que seu partido deveria ter outra localiza&#231;&#227;o no governo. Assim que antes de sair em defesa de Palocci, Temer disse em entrevista a jornalistas, questionado se ainda era da base governista, que ele n&#227;o era da base do governo mas que seu partido era &#8220;o&#8221;governo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dentro do PT, na disputa fracional em rela&#231;&#227;o a Palocci, sa&#237;ram fortalecidos os setores que nunca &#8220;engoliram&#8221; o papel preponderante de Palocci (Z&#233; Dirceu, principalmente). Desde o mensal&#224;o Lula passou a contar com Palocci como seu &#8220;bra&#231;o direito&#8221;, e ele sempre foi pensado como o sucessor de Lula e at&#233; estava na lista de Lula para candidatar-se antes de Dilma (plano que veio abaixo com as primeiras den&#250;ncias contra Palocci em 2006). Com a elei&#231;&#227;o de Dilma, Palocci passou a ser a &#8220;sombra&#8221; de Lula no governo, tendo criado problemas desde a comiss&#227;o de transi&#231;&#227;o &#8211; antes da posse &#8211; quando foi colocado como &#8220;coordenador&#8221; dessa comiss&#227;o que gerou uma s&#233;rie de conflitos com o PMDB que foi colocado em segundo plano no arranjo dos cargos governamentais. Depois da grita do PMDB Lula, Dilma e Cia. tiveram que recuar e aceitar compartilhar a transi&#231;&#227;o com Temer. Desde esse momento as rusgas viraram ressentimentos, e o PMDB de Temer n&#227;o deixou de aproveitar essa nova situa&#231;&#227;o; por&#233;m as fra&#231;&#245;es petistas rifaram Palocci, deixando-o sozinho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A queda de Palocci atinge diretamente tamb&#233;m os planos de Lula de comandar as elei&#231;&#245;es municipais de 2012 pois um dos candidatos que ele apoiaria, Fernando Haddad, est&#225; mal visto pelos problemas no minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o (com as crises no Enem, Sisu e agora mais recente com o kit anti-homofobia) e Lula n&#227;o pode mais contar com seu bra&#231;o direito Palocci. Para as elei&#231;&#245;es municipais em S&#227;o Paulo, fundamental para o projeto 2014 do PT, s&#243; sobraram os grupos ligados a Marta Suplicy e os ex-mensaleiros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No maior &#8220;fogo amigo&#8221; que passou o governo, este teve que sangrar e permitir uma m&#237;nima homogeneidade na oposi&#231;&#227;o, que at&#233; ent&#227;o n&#227;o via nenhuma via para amenizar a crise que entraram ap&#243;s tr&#234;s elei&#231;&#245;es por fora da presid&#234;ncia assim como n&#227;o poderem contar com uma figura de peso nacional para hegemonizar um perfil da oposi&#231;&#227;o e preparar os rumos de seus partidos para as pr&#243;ximas elei&#231;&#245;es presidenciais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O governo Dilma, d&#233;bil, sai mais enfraquecido uma vez que estar&#225; cada vez mais dependente do PMDB e deixou not&#243;rio que a base governista pode chantagear que conseguir&#225; seus interesses. Nem precisou da oposi&#231;&#227;o para mostrar suas debilidades estrat&#233;gicas. Todo esse cen&#225;rio de crises estruturais do governo Dilma podem se agravar ainda mais conforme a din&#226;mica da crise econ&#244;mica internacional e o quanto o governo Dilma conseguir&#225; manter sua economia minimamente est&#225;vel, elemento fundamental para a estabilidade maior do regime.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A ministra que passa a ocupar o cargo de Palocci, Gleisi Hoffmann, passa a atender setores do pr&#243;prio PT descontentes com a hegemonia do PT paulista no governo por&#233;m uma figura sem o peso institucional de Palocci. A ministra em seu primeiro pronunciamento deixou claro que seu compromisso com a Casa Civil &#233; o compromisso como gestora. Assim que muitas figuras da oposi&#231;&#227;o como S&#233;rgio Guerra, presidente nacional do PSDB, deu &#8220;boas vindas&#8221; &#227; atual ministra por&#233;m j&#225; anunciando a debilidade que se mant&#234;m o atual governo, uma vez que Gleisi n&#227;o tem a &#8220;entrada&#8221; pol&#237;tica que tem Palocci.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta foi a mesma argumenta&#231;&#227;o pol&#237;tica do deputado Chico Alencar do PSOL que disse &#8220;rei deposto rainha posta. Primeiro ministro saindo e ela n&#227;o &#233; uma primeira ministra que assume&#8221;. Por&#233;m o PSOL d&#225; cada vez mais mostras de como &#233; partido que faz parte do regime, distante de qualquer interesse genu&#237;no dos trabalhadores e da juventude. Chico Alencar, l&#237;der da bancada do PSOL exigiu &#8220;clareza nos projetos, transpar&#234;ncia e sobretudo esp&#237;rito republicano, que foi o que falou ao ministro Palocci&#8221;. E continuou: &#8220;Palocci misturou demais o neg&#243;cio privado com o interesse p&#250;blico. Se voc&#234; perde essa fronteira a contradi&#231;&#227;o vai se avolumando. Nenhuma Casa Civil ag&#252;enta tanta sombra assim. Falta fotoss&#237;ntese!&#8221; O PSOL prefere tratar a atual crise pol&#237;tica como uma parte ruim do governo que caiu e n&#227;o um governo que tem como uma de suas bases o trabalho semi-escravo e o lucro gigantesco &#225;s grandes empresas. Ele aponta as debilidades da nova ministra sem em nenhum momento dizer que Palocci foi apenas a ponta de um iceberg que esconde sob si a podrid&#227;o da democracia burguesa. O PSOL continua procurando uma &#8220;luz&#8221; para a fotoss&#237;ntese para salvar o regime democr&#225;tico burgu&#234;s de suas crises intr&#237;nsecas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao contr&#225;rio das argumenta&#231;&#245;es de Chico Alencar, por&#233;m, esquemas de tr&#225;fico de influ&#234;ncia de Palocci mostram as fr&#225;geis bases de governo de Dilma e a podrid&#227;o da democracia dos ricos. Logo da den&#250;ncia do tr&#225;fico de influ&#234;ncia de Palocci houveram den&#250;ncias de grandes esquemas de corrup&#231;&#227;o na cidade de Campinas, no interior do Estado de S&#227;o Paulo, regi&#227;o onde se forjou politicamente a figura de Palocci. As empresas envolvidas nestas den&#250;ncias, como a Camargo Correia, WTorre, Odebrecht, entre outras, est&#227;o envolvidas em obras em todo o pa&#237;s, em governos petistas e tucanos e h&#225; d&#233;cadas est&#227;o ligadas ao Estado brasileiro, desde ao menos as grandes obras da ditadura militar. S&#227;o as caras petistas atuais de um esquema supra-partid&#225;rio desta corrupta democracia burguesa brasileira que garante os neg&#243;cios de magnatas contra os interesses do povo. Distintas fra&#231;&#245;es da burguesia e distintos grupos dos principais partidos est&#227;o envolvidos. &lt;br class='autobr' /&gt;
Esta situa&#231;&#227;o, nada in&#233;dita no pa&#237;s, mas que mostra crises mais estruturais do governo Dilma saindo &#227; tona, mostra mais uma vez como somente a classe trabalhadora desde seus sindicatos, locais de trabalho que pode dar uma sa&#237;da progressista apurando todos as fraudes e confiscando os bens destes ladr&#245;es do dinheiro do povo. &#201; preciso exigir das grandes centrais como a CUT, CTB, For&#231;a Sindical que larguem seu sil&#234;ncio c&#250;mplice e organizem um plano de luta. Os sindicatos anti-governistas e principalmente a CSP-Conlutas precisam liderar este processo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;9 de junio de 2011&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>La ca&#237;da de Palocci pone fin a la luna de miel del gobierno de Dilma y expone su primera crisis</title>
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		<dc:creator>Fl&#225;via Vale </dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Movimiento Obrero</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Los tres primeros meses del gobierno de Dilma fueron coronados con su primera gran crisis pol&#237;tica. La ca&#237;da de Palocci, el &#034;hombre fuerte&#034; del gobierno, expresa una crisis m&#225;s estructural de un gobierno marcado por intereses tan heterogeneos en su base.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/Articulos-en-castellano" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en castellano&lt;/a&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/America-Latina" rel="tag"&gt;Am&#233;rica Latina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Movimiento-Obrero" rel="tag"&gt;Movimiento Obrero&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Politica" rel="tag"&gt;Pol&#237;tica&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Brasil-101" rel="tag"&gt;Brasil&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Los tres primeros meses del gobierno de Dilma fueron coronados con su primera gran crisis pol&#237;tica. La ca&#237;da de Palocci, ministro de la casa civil, el &#034;hombre fuerte&#034; del gobierno, expresa una crisis m&#225;s estructural de un gobierno marcado por intereses tan heterogeneos en su base. El gobierno sale con otra cara de esta crisis, no por la nueva figura que ocupar&#225; el cargo de Palocci, la ministra Gleisi Hoffmann, del PT de Paran&#225;, sino como un gobierno m&#225;s debilitado con fracturas expuestas en su propa base.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La crisis de Palocci explot&#243; en un principio tras una denuncia de que sus bienes se hab&#237;an multiplicado por seis en un per&#237;odo de cuatro a&#241;os, momento en el que el ministro brindaba &#034;consultor&#237;a&#034; (lobby, tr&#225;fico de influencias) a grandes empresarios y per&#237;odo marcado por la preparaci&#243;n de la disputa electoral para la presidencia. Palocci ya estuvo envuelto en un esc&#225;ndalo de corrupci&#243;n en el gobierno de Lula en 2006, lo que fue uno de los factores para que Lula retrocediese en lanzarlo como candidato a la presidencia antes de la figura de Dilma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La ca&#237;da de Palocci se di&#243; por la debilidad estructural del actual gobierno en lograr hegemonizar una base de aliados con intereses tan distintos, como un costo pagado por la extensi&#243;n de esa base que reune decenas de partidos, desde ex stalinistas hasta evangelistas y ruralistas. Antes de la ca&#237;da de Palocci el gobierno ya estaba sangrando mientras no se decid&#237;a entre defenderlo o defenestrarlo. La votaci&#243;n del C&#243;digo Forestal, sobre la que Dilma ten&#237;a solo algunas diferencias (en lo esencial ten&#237;a acuerdo con el c&#243;digo que ayuda a desmatar y fortalece a los latifundios) permiti&#243; abrir una crisis con el PMDB que apoy&#243; el proyecto de Aldo Rebelo, del PCdoB, tambi&#233;n de la base oficialista y que estuvo de manos dadas en la defensa de la votaci&#243;n del proyecto con la ganadera K&#225;tia Abreu, del PSD (partido de Kassab, ruptura del PSDB, del estado de Tocantins). La segunda crisis se di&#243; con el veto de Dilma al kit antihomofobia, programa que ser&#237;a aplicado en los colegios como medida de combate a la homofobia, que abri&#243; m&#225;s de una crisis con el ministro de educaci&#243;n Fernando Haddad. Por m&#225;s t&#237;mido que fuese el proyecto del kit, la bancada evangelista y la Iglesia Cat&#243;lica salieron al combate contra su implementaci&#243;n y Dilma tuvo que retroceder bajo amenazas de que nuevos sectores aumentaran las denuncias contra Palocci.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ante esta crisis con una de las principales figuras del gobierno, la Procuradur&#237;a General de la Rep&#250;blica garantiz&#243; que Palocci fuese declarado inocente de las acusaciones y esa fue la cartada final de Palocci. La Procuradur&#237;a General actu&#243; como &#034;abogada&#034; de Palocci, dando un &#034;parecer&#034; de inocencia sin cualquier investigaci&#243;n y relevamiento. Palocci necesitaba esta garant&#237;a &#034;legal&#034; para aceptar su demisi&#243;n, logrando, una vez m&#225;s, salir del gobierno sin correr riesgos judiciales. Y ese fue el hecho: Palocci us&#243; las palabras de la Procuradur&#237;a para decir que optaba por dejar el cargo para no entorpecer la gobernabilidad de Dilma y para &#034;preservar el di&#225;logo&#034; del gobierno. Antes de la ca&#237;da de Palocci, Lula y Dilma habr&#237;an evaludado las contradicciones de su continuidad en el gobierno. Sin embargo, ni siquiera la bancada petista sali&#243; en defensa del ministro luego del pronunciamiento de la Procuradur&#237;a y sectores del PMDB estaban listos para integrar una comisi&#243;n con el pedido de testificaci&#243;n y clarificaci&#243;n de los voluptuosos aumentos de la renta de Palocci en la C&#225;mara de Diputados. Mientras tanto, petistas &#034;progresistas&#034; como Paulo Hernique Amorim, sindicalistas vendidos pero base importante del gobierno como Paulinho de For&#231;a Sindical (PDT-SP), y diversos gobernadores y senadores del PT exig&#237;an la cabeza de Palocci junto con la oposici&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Detr&#225;s de este movimiento, quien sali&#243; m&#225;s beneficiado fue el PMDB, partido que fue puesto en segundo plano en las divisiones de cargos en el per&#237;odo de transici&#243;n del gobierno. Con el desarrollo de la crisis de Palocci, luego de la votaci&#243;n del C&#243;digo Forestal, Michel Temer, presidente del partido, vice de Dilma, ya hab&#237;a dejado en claro que el cacique del mayor partido de alquiler del pa&#237;s ya no estaba jugando con Dilma, y que su partido deber&#237;a tener otra ubicaci&#243;n en el gobierno. As&#237; que antes de salir en defensa de Palocci, Temer dijo en entrevista a periodistas que cuestionaban si todav&#237;a era base oficialista, que no era de la base del gobierno sino que su partido era &#034;el&#034; gobierno.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dentro del PT, en la disputa fraccional en relaci&#243;n a Palocci, salieron fortalecidos los sectores que nunca se &#034;tragaron&#034; el papel preponderante de Palocci (Z&#233; Dirceu, principalmente). Desde el mensal&#224;o (esc&#225;ndalo de pago de coimas mensuales a parlamentarios ocurrida en 2005, NdT) Lula pas&#243; a contar con Palocci como su &#034;brazo derecho&#034;, y siempre fue pensado como sucesor de Lula y hasta estaba en su lista para candidatearse antes de Dilma (plan que se cay&#243; con las primeras denuncias contra Palocci en 2006). Con la elecci&#243;n de Dilma, Palocci pas&#243; a ser la &#034;sombra&#034; de Lula en el gobierno, habiendo generado problemas desde la comisi&#243;n de transici&#243;n - antes de la posesi&#243;n - cuando fue colocado como &#034;coordinador &#034; de esa comisi&#243;n que gener&#243; una serie de conflictos con el PMDB que fue colocado en segundo plano en los arreglos de cargos gubernamentales. Despu&#233;s de la queja del PMDB, Lula, Dilma y Cia. tuvieron que retroceder y aceptar compartir la transici&#243;n con Temer. Desde ese momento, las peleas se transformaron en resentimientos, y el PMDB de Temer no dej&#243; de aprovecharse de esa nueva situaci&#243;n; sin embargo, las fracciones petistas le soltaron la mano a Palocci, dej&#225;ndolo solo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La ca&#237;da de Palocci afecta tambi&#233;n los planes de Lula de comandar las elecciones municipales de 2012 pues uno de los candidatos a los que apoyar&#237;a, Fernando Haddad, es mal visto por los problemas en el Ministerio de Educaci&#243;n (con las crisis en el Enem, Sisu y ahora el m&#225;s reciente con el kit anti-homofobia) y Lula no puede contar m&#225;s con Palocci, su brazo derecho. Para las elecciones municipales en San Pablo, fundamental para el proyecto 2014 del PT, solo quedaron los grupos ligados a Marta Suplicy y los ex mensaleros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No maior &#8220;fogo amigo&#8221; que passou o governo, este teve que sangrar e permitir uma m&#237;nima homogeneidade na oposi&#231;&#227;o, que at&#233; ent&#227;o n&#227;o via nenhuma via para amenizar a crise que entraram ap&#243;s tr&#234;s elei&#231;&#245;es por fora da presid&#234;ncia assim como n&#227;o poderem contar com uma figura de peso nacional para hegemonizar um perfil da oposi&#231;&#227;o e preparar os rumos de seus partidos para as pr&#243;ximas elei&#231;&#245;es presidenciais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En el mayor &#8220;fogo amigo&#8221; que pas&#243; el gobierno, este tuvo que sangrar y permitir una m&#237;nima homogeneidad en la oposici&#243;n, que hasta entonces no ve&#237;a ninguna v&#237;a para amenizar la crisis en la que entraron despu&#233;s de tres elecciones por fuera de la presidencia as&#237; como no pueden contar con una figura de peso nacional para hegemonizar un perfil de la oposici&#243;n y preparar el rumbo de sus partidos para las pr&#243;ximas elecciones presidenciales.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El gobierno Dilma sale a&#250;n m&#225;s debilitado ya que ser&#225; cada vez m&#225;s dependiente del PMDB y qued&#243; claro que la base del gobierno puede chantajear para conseguir sus intereses. No fue necesario que la oposici&#243;n mostrara sus debilidades estrat&#233;gicas. Todo este escenario de crisis estructural del gobierno Dilma puede agravarse aun m&#225;s seg&#250;n la din&#225;mica que adopte la crisis econ&#243;mica internacional y la cuan estable el gobierno de Dilma logre mantener su econom&#237;a m&#237;nimamente estable, elemento fundamental para la estabilidad mayor del r&#233;gimen.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La ministra que tomar&#225; el cargo de Palocci, Gleisi Hoffmann, pasa a atender sectores del propio PT descontentos con la hegemon&#237;a del PT paulista en el gobierno, aunque es una figura sin el peso institucional de Palocci. La ministra en su primer pronunciamiento dej&#243; claro que su compromiso con la Casa Civil es el compromiso como gestora. As&#237; muchas figuras de la oposici&#243;n como S&#233;rgio Guerra, presidente nacional del PSDB, dio la &#8220;bienvenida&#8221; a la actual ministra aunque anunciando la debilidad que mantiene el actual gobierno, una vez que Gleisi no tiene la &#8220;llegada&#8221; pol&#237;tica de Palocci.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este fue el mismo argumento pol&#237;tico que el del diputado Chico Alencar del PSOL, quien dijo &#8220;rey depuesto reina puesta. Un primer ministro que sale y ella no es una primera ministra que asume&#8221;. Sim embargo el PSOL sigue dando muestra de c&#243;mo es un partido que forma parte del r&#233;gimen, lejos de cualquier inter&#233;s genuino de los trabajadores y la juventud. Chico Alencar, l&#237;der de la bancada del PSOL, exigi&#243; &#8220;claridad en los proyectos, transparencia y sobretodo esp&#237;ritu republicano, que fue lo que dijo al ministro Palocci&#8221;. Y continu&#243;: &#8220;Palocci mezcl&#243; demasiado el negocio privado con el inter&#233;s publico. Si se pierde esa frontera la contradicci&#243;n va aumentando. Ninguna Casa Civil aguanta tanta sombra. &#161;Falta fotos&#237;ntesis!&#8221; El PSOL prefiere tratar la actual crisis pol&#237;tica como una parte mala del gobierno que cay&#243; y no la de un gobierno que tiene como una de sus bases el trabajo semi-esclavo y el lucro gigantesco de las grandes empresas. Apunta las debilidades de la nueva ministra sin decir en ning&#250;n momento que Palocci fue apenas la punta de un iceberg que esconde bajo suyo la pudrici&#243;n de la democracia burguesa. El PSOL continua buscando una &#8220;luz&#8221; para la fotos&#237;ntesis y salvar el r&#233;gimen democr&#225;tico burgu&#233;s de sus crisis intr&#237;nsecas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Al contrario de los argumentos de Chico Alencar, los esquemas de tr&#225;fico de influencia de Palocci muestran las fr&#225;giles bases del gobierno de Dilma y la pudrici&#243;n de la democracia de los ricos. Luego de la denuncia del tr&#225;fico de influencia de Palocci, hubo denuncias de grandes esquemas de corrupci&#243;n en la ciudad de Campinas, en el interior del Estado de San Pablo, regi&#243;n donde se forj&#243; pol&#237;ticamente la figura de Palocci. Las empresas vinculadas con estas denuncias, como Camargo Correia, WTorre, Odebrecht, entre otras, est&#225;n involucradas en obras en todo el pa&#237;s, en gobiernos petitas y tucanos y hace d&#233;cadas est&#225;n ligadas al Estado brasilero, al menos desde las grandes obras de la dictadura militar. Son las caras petistas actuales de un esquema supra-partidario de esta corrupta democracia burguesa brasilera que garantiza los negocios de magnates contra los intereses del pueblo. Distintas fracciones de la burgues&#237;a y distintos grupos de los principales partidos est&#225;n involucrados. Esta situaci&#243;n nada in&#233;dita en el pa&#237;s, pero que muestra crisis m&#225;s estructurales del gobierno de Dilma saliendo a flote, muestra una vez m&#225;s como solo la clase trabajadora desde sus sindicatos y lugares de trabajo puede dar una salida progresista, investigando todos los fraudes y confiscando los bienes de estos ladrones del dinero del pueblo. Es necesario exigir de las grandes centrales como la CUT; CTB, For&#231;a Sindical que abandonen sus silencio c&#243;mplice y organicen un plan de lucha. Los sindicatos anti oficialistas y principalmente CSP-Conlutas est&#225;n llamadas a liderar este proceso.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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