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	<title> Fracci&#243;n Trotskista Cuarta Internacional </title>
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<item xml:lang="pt_br">
		<title>China e Estados Unidos: dois que movem o mundo</title>
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		<dc:date>2016-01-20T09:04:00Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Paula Bach</dc:creator>


		<dc:subject>EE.UU.</dc:subject>
		<dc:subject>Econom&#237;a</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Crisis capitalista mundial</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas/ Partido dos Trabalhadores Socialistas) da Argentina </dc:subject>
		<dc:subject>Sudeste Asi&#225;tico</dc:subject>
		<dc:subject>China</dc:subject>
		<dc:subject>Estados Unidos</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Incertezas da transi&#231;&#227;o chinesa e contradi&#231;&#245;es da economia norteamericana. O significado das oscila&#231;&#245;es do yuan. Cartas que j&#225; est&#227;o na mesa. H&#225; uma nova etapa da crise mundial. China e Estados Unidos: dois que movem o mundo&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/Analisis" rel="tag"&gt;An&#225;lisis&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Crisis-capitalista-mundial" rel="tag"&gt;Crisis capitalista mundial&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/PTS-Partido-de-los-Trabajadores-Socialistas-Socialist-Workers-Party-from" rel="tag"&gt; PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas/ Partido dos Trabalhadores Socialistas) da Argentina &lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Sudeste-Asiatico" rel="tag"&gt;Sudeste Asi&#225;tico&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/China-169" rel="tag"&gt;China&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Estados-Unidos-184" rel="tag"&gt;Estados Unidos&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L150xH87/arton9281-64d11.jpg?1694250718' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='87' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Incertezas da transi&#231;&#227;o chinesa e contradi&#231;&#245;es da economia norteamericana. O significado das oscila&#231;&#245;es do yuan. Cartas que j&#225; est&#227;o na mesa. H&#225; uma nova etapa da crise mundial. China e Estados Unidos: dois que movem o mundo.&lt;br class='autobr' /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Faz menos de uma semana que a ebuli&#231;&#227;o burs&#225;til se apoderou novamente da China. A movimenta&#231;&#227;o nas bolsas de Shangai e Shenzhen, uma desvaloriza&#231;&#227;o inicial do yuan - logo corrigida - e os temores pela diminui&#231;&#227;o do crescimento no pa&#237;s que aportou em 35% do crescimento mundial entre 2010 e 2015 (OCDE), atuaram como ponta de lan&#231;a de uma tempestade. As bolsas ocidentais iniciaram o ano com a pior abertura de sua hist&#243;ria e por mais que seus pares chineses tenham recobrado for&#231;as na sexta, Wall Street - como disse o jornalista argentino Siaba Serrate - &#034;n&#227;o foi capaz de copiar seus passos. Voltou a se afundar - 1% - denotando que a preocupa&#231;&#227;o que come&#231;ou no Extremo Oriente fincou r&#225;pidas ra&#237;zes locais&#034;. E que n&#227;o se trata apenas da China que, por sua vez, voltou a sofrer um dia dif&#237;cil na &#250;ltima segunda-feira, arrastando as bolsas europeias, enquanto ontem Wall Street sofreu uma nova queda de 2%. Outro componente chave que d&#225; um tom obscuro &#224; situa&#231;&#227;o econ&#244;mica mundial &#233; sua aparente tend&#234;ncia de continuar com leves aumentos progressivos no pr&#243;ximo per&#237;odo. Pol&#237;tica que se desprende das profundas contradi&#231;&#245;es da recupera&#231;&#227;o da economia dos Estados Unidos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A mistura da convulsiva e incerta transi&#231;&#227;o chinesa e os limites das pol&#237;ticas monet&#225;rias expansivas (QE) norteamericanas se retroalimentam e expressam uma combina&#231;&#227;o inversa dos que foram os dois fatores fundamentais que contiveram a Grande Recess&#227;o ap&#243;s a queda de Lehman.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Incertezas de uma transi&#231;&#227;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A desacelera&#231;&#227;o da Economia chinesa se encontra estreitamente vinculada aos limites de um modelo essencialmente exportador de mercadorias e de promo&#231;&#227;o de investimento interno e &#224; dif&#237;cil necessidade de troc&#225;-lo por outro associado ao desenvolvimento do mercado interno, dos servi&#231;os e da exporta&#231;&#227;o de capitais. De fato, a China sofreu durante o ano de 2015 a primeira contra&#231;&#227;o do volume total de com&#233;rcio com o resto do mundo referente ao ano anterior, desde a crise de 2008-9, incluindo uma queda das exporta&#231;&#245;es de 1,8% (El Pa&#237;s, 13-1-16). Esse limite demonstra nitidamente o excesso de acumula&#231;&#227;o de capital no territ&#243;rio chin&#234;s e o excesso derivado de produ&#231;&#227;o de mercadorias (como cimento, a&#231;o, barcos, equipamentos pesados), numa situa&#231;&#227;o internacional de crescimento d&#233;bil que tende a se estagnar. Por&#233;m, a transi&#231;&#227;o chinesa desde um &#034;modelo&#034; a outro est&#225; muito longe de representar uma quest&#227;o t&#233;cnica ou de economia pura. Envolve, pelo contr&#225;rio e necessariamente, quest&#245;es que t&#234;m a ver com a inten&#231;&#227;o e necessidade da China de transformar-se em algo a mais que na segunda economia mundial por volume de produ&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os obst&#225;culos concretos e as contradi&#231;&#245;es que enfrenta essa transi&#231;&#227;o representam os fundamentos tanto da desacelera&#231;&#227;o e incerteza a respeito do crescimento dos pr&#243;ximos anos, como das oscila&#231;&#245;es do yuan e as convuls&#245;es burs&#225;teis. Nesses obst&#225;culos e contradi&#231;&#245;es se inserem, como fatores muito importantes, os movimentos e o estado da economia mundial que &#233; afetada e afeta, por sua vez, a economia chinesa. De fato, tanto as inten&#231;&#245;es declaradas dos Estados Unidos de elevar as taxas de juros - manifestadas com distinta intensidade desde o ano de 2013 - como seu recente aumento efetivo, v&#234;m maximizando e acelerando as contradi&#231;&#245;es e dificuldades daquela transi&#231;&#227;o. Martin Wolf aponta que os investidores globais retiraram mais de 52 bilh&#245;es de d&#243;lares dos fundos de renda vari&#225;vel e fixa dos chamados &#034;mercados emergentes&#034; no &#250;ltimo trimestre de 2015. Valor que representa o maior fluxo de sa&#237;da trimestral da hist&#243;ria e tem a China e a R&#250;ssia como principais v&#237;timas (Financial Times, 12-01-16). Por sua vez, a queda de fluxos de capital l&#237;quido no conjunto de pa&#237;ses denominados &#034;emergentes&#034; marcou em todo 2015 seu maior declive em 30 anos. Declive que mostra um movimento inverso e de forte contraste com o crescimento do endividamento do setor privado desses pa&#237;ses que disparou de 1,7 bilh&#245;es de d&#243;lares em 2008 at&#233; 4,3 bilh&#245;es em 2015. Sendo a China o paradigma do crescimento da d&#237;vida privada, que, entre 2007 e 2014, cresceu em 70% em refer&#234;ncia ao PIB.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#201; evidente que o processo de revers&#227;o do fluxo de capitais aos Estados Unidos tem responsabilidade sobre as quedas burs&#225;teis que come&#231;aram em agosto e recobraram vigor nos &#250;ltimos dias. Ainda que o mercado burs&#225;til mantenha-se como um lugar marginal na China - um ter&#231;o do PIB comparado aos aproximadamente 100% dos pa&#237;ses centrais -, seu est&#237;mulo por parte do governo desde fins de 2014 resultou numa tentativa de substituir a bolha imobili&#225;ria - que se desenvolveu entre 2009 e 2014 -, incrementar o poder aquisitivo de um setor importante da popula&#231;&#227;o e sustentar, por sua vez, o crescimento da economia. Contudo, a bolha que come&#231;ou a desinflar-se em agosto do ano passado e se aprofundou nos primeiros dias do ano corrente - ajudada pela acelera&#231;&#227;o da revers&#227;o do fluxo de capitais aos pa&#237;ses centrais -, est&#225; estabelecendo s&#233;rios problemas na cadeia de pagamentos e alentando os temores de que a economia chinesa fracasse no processo de transi&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O destino do yuan&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As oscila&#231;&#245;es do yuan (ou renminbi) derivam tanto das dificuldades pr&#243;prias da transi&#231;&#227;o apontadas mais acima como da sensibilidade da moeda &#224;s press&#245;es do capital internacional. Um yuan mais forte estaria necessariamente associado &#224; possibilidade de sua transforma&#231;&#227;o em uma das principais moedas de reserva do mundo e consolidaria as inten&#231;&#245;es chinesas de transformar o pa&#237;s em exportador de capitais. De fato foram produzidos avan&#231;os importantes no sentido de sua incorpora&#231;&#227;o &#224; gama de moedas do FMI que se efetivaria em outubro, a cria&#231;&#227;o de um mercado de t&#237;tulos off shore ou a funda&#231;&#227;o do Banco de Investimentos em Infraestrutura com a ades&#227;o de mais de 60 pa&#237;ses. Entretanto, tanto a desvaloriza&#231;&#227;o de agosto - que alcan&#231;ou ao redor de 4,5% - como a recente desvaloriza&#231;&#227;o - posteriormente revertida, resultam em outros tantos sintomas das dificuldades chinesas de transformar sua moeda em uma das principais de refer&#234;ncia internacional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#192; medida que a China n&#227;o consegue transformar seu modelo de acumula&#231;&#227;o de capital em um de tipo de mercado interno, a desvaloriza&#231;&#227;o do yuan e o controle da moeda por parte do governo persiste como eventual mecanismo defensivo que poderia ser usado para melhorar a competitividade de sua economia em temos externos. Por sua vez, as inten&#231;&#245;es mais liberalizantes de Xi Jinping entram em colis&#227;o com a revers&#227;o do fluxo de capitais aos pa&#237;ses centrais e as consequentes desvaloriza&#231;&#245;es monet&#225;rias em uma s&#233;rie de pa&#237;ses - como Brasil, Indon&#233;sia, Mal&#225;sia, R&#250;ssia, &#193;frica do Sul e Turquia, cujas moedas ca&#237;ram a m&#237;nimos frente ao d&#243;lar - que debilitam ainda mais a j&#225; reduzida competitividade chinesa. Essa situa&#231;&#227;o tira da China tempo e margem para realizar manobras relativas &#224;s dificuldades da transi&#231;&#227;o e torna mais arriscada qualquer pol&#237;tica de liberaliza&#231;&#227;o do yuan. Quest&#227;o esta que atua como um limite estrito &#224; convers&#227;o del renminbi em moeda de reserva internacional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O papel dos Estados Unidos e a Reserva Federal&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A economia norteamericana se encontra sujeita a um movimento contradit&#243;rio. Por um lado, resulta atualmente no pa&#237;s central que ostenta o maior crescimento econ&#244;mico, quest&#227;o que lhe permite absorver grande parte do desemprego gerado pela Grande Recess&#227;o. J&#225; por outro, o n&#237;vel de crescimento encontra-se pobre frente aos enormes est&#237;mulos monet&#225;rios implementados e assim extremamente dependente daqueles est&#237;mulos. Enquanto vari&#225;veis como o investimento e a produtividade se mant&#234;m em n&#237;veis de crescimento particularmente baixos, o mercado burs&#225;til mostra novos m&#225;ximos hist&#243;ricos. Fundamentalmente, o risco financeiro junto &#224; dificuldade de reeditar medidas monet&#225;rias para responder a um eventual aprofundamento da crise s&#227;o os fatores que preocupam a Reserva Federal norteamericana e que impulsionaram a subida das taxas de juros, com um plano de novos aumentos para o ano em curso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No entanto e como era de se esperar, a medida aprofundou o giro de capitais ao centro, contribuindo para a revaloriza&#231;&#227;o do d&#243;lar, a desvaloriza&#231;&#227;o do resto das moedas e para aprofundar as debilidades chinesas. Os pre&#231;os das mat&#233;rias-prima e o petr&#243;leo continuam em queda impulsionada pelos triplo impacto do menor crescimento chin&#234;s, a revaloriza&#231;&#227;o do d&#243;lar e a amea&#231;a de uma maior debilidade da economia mundial. Quest&#227;o que, por sua vez, realimenta as debilidades dos chamados &#034;mercados emergentes&#034;. Concomitantemente, o fortalecimento do d&#243;lar impulsiona para baixo as exporta&#231;&#245;es norteamericanas repercutindo na ind&#250;stria, o flanco mais d&#233;bil da recupera&#231;&#227;o. Foi justamente a queda do indicador adiantado de PMI (uma medida que se considera que aproxima muito bem o progn&#243;stico de crescimento) tanto dos Estados Unidos como da China, um dos fatores que incitaram as instabilidades desses &#250;ltimos dias. &#201; muito prov&#225;vel que, se a situa&#231;&#227;o se agudiza muito, a Reserva Federal abandone sua pol&#237;tica de incremento de taxas - j&#225; h&#225; vozes que indicam cautela.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas, por um lado, ter&#225; que ver se a Fed chega a tempo para evitar um novo desastre e, por outro, em grande parte a sorte j&#225; est&#225; lan&#231;ada. Uma coisa era a transi&#231;&#227;o chinesa em uma economia mundial d&#233;bil, por&#233;m relativamente est&#225;vel, e outra coisa ser&#225; a dita transi&#231;&#227;o em um contexto crescentemente cr&#237;tico. Os fatores que contribu&#237;ram para espantar o fantasma da Grande Recess&#227;o desde o ano de 2010 est&#227;o encontrando seus limites e tudo indica que a economia mundial se encaminha para um etapa claramente mais cr&#237;tica.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
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		<title>Estancamiento secular, fundamentos y din&#225;mica de la crisis</title>
		<link>https://ft-ci.org/Estancamiento-secular-fundamentos-y-dinamica-de-la-crisis</link>
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		<dc:date>2016-01-11T20:46:37Z</dc:date>
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		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Paula Bach</dc:creator>


		<dc:subject>1 Econom&#237;a y pol&#237;tica internacional</dc:subject>
		<dc:subject>3 Crisis capitalista mundial</dc:subject>
		<dc:subject>4 Teor&#237;a marxista</dc:subject>

		<description>
&lt;p&gt;En diversos art&#237;culos y desde m&#250;ltiples &#225;ngulos desarrollamos una cr&#237;tica a la tesis burguesa del estancamiento secular. Presentamos aqu&#237; una actualizaci&#243;n de dicha cr&#237;tica, abordada desde la din&#225;mica presente de la crisis econ&#243;mica mundial. &lt;br class='autobr' /&gt;
Introducci&#243;n &lt;br class='autobr' /&gt;
Trascurrieron siete a&#241;os desde el inicio de la crisis econ&#243;mica mundial que sigui&#243; a la ca&#237;da de Lehman. Si el fantasma de los a&#241;os &#8216;30 sobrevol&#243; los primeros nueve meses posteriores a aquel suceso, la combinaci&#243;n del resurgir de China y (&#8230;)&lt;/p&gt;


-
&lt;a href="https://ft-ci.org/Economia-y-politica-internacional-424" rel="directory"&gt;Econom&#237;a y pol&#237;tica internacional&lt;/a&gt;

/ 
&lt;a href="https://ft-ci.org/1-Economia-y-politica-internacional" rel="tag"&gt;1 Econom&#237;a y pol&#237;tica internacional&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/3-Crisis-capitalista-mundial" rel="tag"&gt;3 Crisis capitalista mundial&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/4-Teoria-marxista" rel="tag"&gt;4 Teor&#237;a marxista&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L150xH113/arton9261-0d2be.jpg?1694250718' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='113' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;dl class='spip_document_5667 spip_documents'&gt;
&lt;dt&gt;&lt;a href='https://ft-ci.org/IMG/pdf/09_bach_ei29.pdf' title='PDF - 581.8 kio' type=&#034;application/pdf&#034;&gt;&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L64xH64/pdf-b8aed.svg?1776695895' width='64' height='64' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/dt&gt;
&lt;/dl&gt;&lt;dl class='spip_document_5668 spip_documents'&gt;
&lt;dt&gt;&lt;a href='https://ft-ci.org/IMG/doc/09_bach_ei29.doc' title='Word - 181.5 kio' type=&#034;application/msword&#034;&gt;&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L64xH64/doc-d03fe.svg?1776696310' width='64' height='64' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/dt&gt;
&lt;/dl&gt;
&lt;p&gt;En diversos art&#237;culos&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb1&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Ver Bach, en .&#034; id=&#034;nh1&#034;&gt;1&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; y desde m&#250;ltiples &#225;ngulos desarrollamos una cr&#237;tica a la tesis burguesa del estancamiento secular. Presentamos aqu&#237; una actualizaci&#243;n de dicha cr&#237;tica, abordada desde la din&#225;mica presente de la crisis econ&#243;mica mundial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Introducci&#243;n&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Trascurrieron siete a&#241;os desde el inicio de la crisis econ&#243;mica mundial que sigui&#243; a la ca&#237;da de Lehman. Si el fantasma de los a&#241;os &#8216;30 sobrevol&#243; los primeros nueve meses posteriores a aquel suceso, la combinaci&#243;n del resurgir de China y la intervenci&#243;n masiva y coordinada de los estados capitalistas centrales, disip&#243; la amenaza. Sin embargo la recuperaci&#243;n que sigui&#243; al ruinoso a&#241;o 2009 tampoco result&#243; lo suficientemente sustancial como para cerrar el episodio abierto. Si esta definici&#243;n descriptiva y sencilla se aproxima con cierta fidelidad a la verdad, estampa tambi&#233;n el sello de su originalidad. Fen&#243;menos como la recuperaci&#243;n extraordinaria de China tras la crisis &#8211;complemento de su resurgir capitalista luego de la restauraci&#243;n&#8211;, medidas monetarias sin precedentes encaradas post 2008 y una pujante internacionalizaci&#243;n tanto financiera como productiva del capital &#8211;legado de las d&#233;cadas anteriores&#8211;, colaboraron en el dise&#241;o de la particular identidad de la crisis de los recientes a&#241;os. Identidad caracterizada por un crecimiento sustancialmente m&#225;s refrenado que el de a&#241;os anteriores e incongruente tanto con los est&#237;mulos monetarios m&#225;s significativos y extensos de la historia&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Para la evoluci&#243;n hist&#243;rica de las tasas de inter&#233;s reales de la Reserva (&#8230;)&#034; id=&#034;nh2&#034;&gt;2&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, como con la renovada energ&#237;a china y el impulso para la recuperaci&#243;n ofrecido por la crisis m&#225;s profunda desde la Gran Depresi&#243;n. Estas caracter&#237;sticas peculiares junto a su perdurabilidad, otorgan a la crisis actual un car&#225;cter hist&#243;rico. Esto es, un per&#237;odo que &#8211;como las crisis de 1873, 1929 o 1970&#8211; est&#225; llamado a trastocar la anatom&#237;a mundial en t&#233;rminos econ&#243;micos, pol&#237;ticos y geopol&#237;ticos. Y es precisamente aquella combinaci&#243;n de originalidad y extensi&#243;n en el tiempo, la que de alg&#250;n modo comenz&#243; a sacudir la resaca de la teor&#237;a econ&#243;mica burguesa. La tesis del estancamiento secular, reformulada en la actualidad por el neokeynesiano y ex Secretario del Tesoro norteamericano, Lawrence Summers, tiene el sentido de encontrar una explicaci&#243;n a la &#8220;incapacidad del mundo industrial de crecer a tasas satisfactorias incluso con pol&#237;ticas monetarias muy laxas&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Summers, L., &#8220;Global economy: the case for expansion&#8221;, Financial Times, 7/10/15.&#034; id=&#034;nh3&#034;&gt;3&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Fen&#243;meno contrastante con las &#8220;exitosas&#8221; burbujas norteamericanas de los a&#241;os anteriores que conduce a Summers &#8211;y otros adherentes a la tesis, incluyendo gran cantidad de economistas del &lt;i&gt;mainstream&lt;/i&gt; e indirectamente a acad&#233;micos m&#225;s progresistas como Thomas Piketty&#8211; a revisar la historia de la econom&#237;a de las d&#233;cadas recientes. La mirada retrospectiva se encuentra as&#237; &#8211;sorpresivamente&#8211; con elementos de caracterizaci&#243;n que desde el marxismo venimos identificando hace d&#233;cadas cuesti&#243;n que, hasta cierto punto, resulta una &#8220;prueba de realidad&#8221; para nuestra teor&#237;a. Es innegable que la teor&#237;a econ&#243;mica burguesa, cuya crisis comenz&#243; hacia mediados del siglo XIX y dio origen a trav&#233;s de los a&#241;os al compendio retorcido y superficial que hoy se ense&#241;a en las academias del mundo, en los momentos m&#225;s cr&#237;ticos en t&#233;rminos estrat&#233;gicos, es cuando m&#225;s &#8220;sincera&#8221; se vuelve.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por otra parte y en el per&#237;odo m&#225;s reciente, comenzaron a ponerse de manifiesto l&#237;mites al virtuosismo d&#233;bil que emergi&#243; de la conjunci&#243;n entre el renovado impulso chino y las bajas tasas de inter&#233;s norteamericanas. Esta restricci&#243;n &#8211;est&#225; dando paso a un nuevo momento de la crisis post Lehman que a la vez que incrementa la probabilidad de convulsiones financieras&#8211; abona una superior insistencia por parte de la teor&#237;a econ&#243;mica con respecto a la necesidad de implementar medidas fiscales para estimular el gasto en aquellos pa&#237;ses en los que la tasa de inter&#233;s ya alcanz&#243; su l&#237;mite cero. Estos consejos entre t&#237;midos y displicentes que &#8211;como se ver&#225;&#8211; lamentan bajo formatos variados la imposibilidad de reproducir en condiciones de paz los resultados econ&#243;micos de alguna guerra, reflejan un profundo escepticismo de la burgues&#237;a con respecto a las potencialidades del sistema que le da raz&#243;n de ser. En nuestra apreciaci&#243;n esta realidad es la sustancia de la imposibilidad de que amplias franjas de trabajadores y sectores pobres, alcancen conquistas significativas y medianamente duraderas. Cuesti&#243;n que hasta cierto punto, la burgues&#237;a con superior visi&#243;n estrat&#233;gica, identifica con mayor claridad y &#8220;sensatez&#8221; &#8211;a&#250;n no deseada&#8211; que la izquierda reformista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En la primera parte de este trabajo se abordar&#225; una exposici&#243;n de los aspectos nodales de la tesis del estancamiento secular y las causas explicativas que esgrimen sus autores. En la segunda y tercera parte, una contribuci&#243;n a la cr&#237;tica marxista de lo que en un contexto general de crisis ideol&#243;gica se presenta como lo m&#225;s audaz del pensamiento burgu&#233;s en el terreno de la econom&#237;a pol&#237;tica, conjuntamente con el significado de las tendencias inminentes de la econom&#237;a mundial y una primera aproximaci&#243;n a las consecuencias estrat&#233;gicas del per&#237;odo abierto luego de la ca&#237;da de Lehman.&lt;/p&gt;
&lt;h2 class=&#034;spip&#034;&gt;PRIMERA PARTE: &lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&#191;Qu&#233; significa &#8220;estancamiento secular&#8221;? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A partir de la verificaci&#243;n de determinados hechos emp&#237;ricos posteriores a la crisis de 2008, Lawrence Summers actualiza la hip&#243;tesis del estancamiento secular&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Las definiciones de Summers fueron extra&#237;das de Secular Stagnation: Facts, (&#8230;)&#034; id=&#034;nh4&#034;&gt;4&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, formulada originalmente por Alvin Hansen &#8211;extinto economista keynesiano de origen norteamericano&#8211; en el contexto de la Gran Depresi&#243;n de los a&#241;os &#8216;30. Como escenario general del planteo, Summers observa que la crisis de 2008 junto con la Gran Recesi&#243;n que le sigui&#243;, barrieron con la suposici&#243;n de que las depresiones conservaban un mero inter&#233;s arqueol&#243;gico. Idea que en el campo de la econom&#237;a burguesa, se hab&#237;a consolidado durante el curso de los aproximadamente veinte a&#241;os previos a la crisis, a los que Summers denomina de la &#8220;Gran moderaci&#243;n&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Habiendo transcurrido ya 6 a&#241;os desde que la econom&#237;a norteamericana se encontrara en su punto m&#225;s bajo en el a&#241;o 2009, su crecimiento apenas promedi&#243; un 2,2 %&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb5&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Datos extra&#237;dos de Expansi&#243;n / datosmacro.com.&#034; id=&#034;nh5&#034;&gt;5&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Valor significativamente m&#225;s reducido que el promedio de alrededor del 3 % alcanzado durante los a&#241;os de ascenso posteriores a la crisis del 2001. La Eurozona por su parte promedi&#243; durante el mismo per&#237;odo un magro valor de alrededor de 0,85 % incluyendo el mejor pron&#243;stico &#8211;aunque a&#250;n en dudas&#8211; de 1,6 % para el a&#241;o en curso. A su vez Jap&#243;n &#8211;que entr&#243; nuevamente en recesi&#243;n t&#233;cnica durante el segundo trimestre del presente a&#241;o&#8211; promedi&#243; un crecimiento de apenas 1,35 % en igual per&#237;odo. Summers observa que estos patrones son sorprendentes debido a que por regla general los economistas esperan que luego de una recesi&#243;n la ca&#237;da de las tasas de inter&#233;s estimule la demanda de cr&#233;dito para inversi&#243;n y la creaci&#243;n de empleo, provocando una aceleraci&#243;n del crecimiento. Sin embargo, no solo el aumento de velocidad del crecimiento no se produjo sino que, por el contrario, tanto en EE. UU. como en Europa y Jap&#243;n, la producci&#243;n efectiva es en la actualidad incluso m&#225;s baja que su potencial estimado en 2008&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb6&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Ver Summers, L., Secular Stagnation: Facts, Causes and Cures, London, CEPR, (&#8230;)&#034; id=&#034;nh6&#034;&gt;6&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, calculado sin tener en cuenta el factor acelerador de la crisis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La base de la tesis de Summers entonces &#8211;enfocada en los pa&#237;ses capitalistas centrales&#8211;, consiste en la constataci&#243;n de un fen&#243;meno excepcional. Bajo las condiciones poscrisis 2008, el nivel de tasa de inter&#233;s real que permite un desarrollo de la inversi&#243;n congruente con el &#8220;pleno empleo&#8221; (al que los economistas cifran en un 5 % de desocupaci&#243;n y definen como &#8220;natural&#8221;), se halla en un nivel m&#225;s bajo del que los &#8220;mercados&#8221; o las intervenciones gubernamentales efectivamente pueden lograr o sostener en el tiempo&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb7&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;La tasa de desempleo ronda actualmente el 5,5 %, lo que merece dos (&#8230;)&#034; id=&#034;nh7&#034;&gt;7&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Situaci&#243;n que implica una baja demanda de inversi&#243;n &#8211;cuya contracara es un persistente &#8220;exceso de ahorro&#8221;&#8211; y un crecimiento econ&#243;mico extremadamente pobre, a pesar de la permanencia durante a&#241;os de tasas de inter&#233;s cercanas a cero. Las consecuencias de la &#8220;hist&#233;resis&#8221; es decir, la circunstancia de que las recesiones no solo resultan costosas sino que impiden el crecimiento de la producci&#243;n futura parecen, al decir de Summers, &#8220;mucho m&#225;s fuertes de lo que nadie imaginaba hace unos a&#241;os&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb8&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Summers, L., &#8220;Global economy: the case for expansion&#8221;, Financial Times, 7/10/15.&#034; id=&#034;nh8&#034;&gt;8&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Hasta aqu&#237; Summers coincide con la tesis del &#8220;estancamiento secular&#8221; tal como Hansen la hab&#237;a formulado en los a&#241;os &#8216;30 aunque agrega que en la actualidad el asunto se agrava debido a las tendencias a la reducci&#243;n de la inflaci&#243;n en Estados Unidos y a la deflaci&#243;n en Europa, que dificultan a&#250;n m&#225;s la reducci&#243;n de las tasas de inter&#233;s reales. De este modo, la hip&#243;tesis del estancamiento secular, que Summers utiliza para definir espec&#237;ficamente el per&#237;odo poscrisis 2008 y su probable tendencia, se presenta como un problema m&#225;s importante hacia el futuro que en el pasado y si se mantiene un nivel de empleo alto durante los pr&#243;ximos a&#241;os, ello ser&#225; a causa de una tasa de inter&#233;s por debajo del m&#237;nimo hist&#243;rico, lo que guardar&#225; permanentemente altos riesgos financieros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por otra parte, si la visi&#243;n &#8220;c&#233;ntrica&#8221; de la tesis del estancamiento secular esconde una interpretaci&#243;n incompleta de los hechos &#8211;como se criticar&#225; m&#225;s adelante&#8211; su empirismo extremo la vuelve inevitablemente mutante. De este modo y durante el a&#241;o en curso los l&#237;mites del modelo exportador chino &#8211;y su convulsiva transici&#243;n&#8211; le est&#225;n abriendo un espacio al gigante asi&#225;tico en la tesis. Ya no se trata solo de los pa&#237;ses centrales sino que ahora cobra particular valor la circunstancia de que los llamados &#8220;mercados emergentes&#8221; y China en particular, constituyeron en palabras de Summers &#8220;los destinatarios sustanciales del capital de los pa&#237;ses desarrollados que no pudieron ser invertidos productivamente en casa&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb9&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;&#205;dem.&#034; id=&#034;nh9&#034;&gt;9&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Debido al menor crecimiento chino, el mundo est&#225; perdiendo su &#250;ltimo motor significativo de demanda&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb10&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;El t&#233;rmino &#8220;demanda&#8221; hace referencia a la demanda agregada, esto es tanto a (&#8230;)&#034; id=&#034;nh10&#034;&gt;10&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, cuesti&#243;n que redunda necesariamente en un mayor &#8220;exceso de ahorro&#8221;. Nuevamente en palabras de Summers &#8220;los problemas del estancamiento secular &#8211;la incapacidad del mundo industrial de crecer a tasas satisfactorias, incluso con pol&#237;ticas monetarias muy laxas&#8211; est&#225;n empeorando en paralelo con el despertar de los dilemas de los mercados emergentes m&#225;s importantes, empezando por China&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb11&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;&#205;dem nota 9.&#034; id=&#034;nh11&#034;&gt;11&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. De modo tal que si la tasa de inter&#233;s extremadamente baja implica un riesgo necesario, adopta ahora el formato de una paradoja. Mantener las tasas de inter&#233;s en niveles extremadamente bajos no solo involucra permanentes riesgos financieros sino que a la vez anula la posibilidad de reducirlas en caso de necesidad. Pero a la vez, y contradictoriamente, una serie de alzas &#8211;a&#250;n d&#233;biles, como las previstas&#8211; podr&#237;an acabar precipitando nuevos temblores en la econom&#237;a internacional. Es esta singularidad la que est&#225; abriendo paso a una insistencia un tanto m&#225;s incisiva respecto de la necesidad de impulsar pol&#237;ticas de corte fiscal en los pa&#237;ses centrales y en especial en Estados Unidos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Una mirada retrospectiva&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Summers no detiene su an&#225;lisis en las condiciones particulares del per&#237;odo pos Lehman. Antes bien, el escenario lo conduce a evaluar que las dificultades surgidas durante los &#250;ltimos a&#241;os resultaban en realidad, de larga data, aunque habr&#237;an sido enmascaradas durante d&#233;cadas por el desarrollo financiero. Si por un lado, el crecimiento de Estados Unidos durante el per&#237;odo 2003/7 no fue espectacular aunque s&#237; &#8220;adecuado&#8221; &#8211;y hasta podr&#237;a decirse bueno, dice Summers&#8211;, coincidi&#243; con el momento de la mayor burbuja de construcci&#243;n de viviendas en un siglo. Era el momento de la gran erosi&#243;n de los est&#225;ndares de cr&#233;dito, de la aparici&#243;n de los d&#233;ficits presupuestarios m&#225;s importantes y de las pol&#237;ticas monetarias y de regulaci&#243;n que los cr&#237;ticos consideraron laxas. Por otra parte, previo al 2003 la econom&#237;a se encontraba en la recesi&#243;n de 2001 y antes hab&#237;a sido impulsada por la burbuja de las punto com, durante la d&#233;cada del &#8216;90. Para el caso de Europa, se&#241;ala Summers, gran parte de la fuerza previa al 2010 de los pa&#237;ses de su periferia, se basaba en una disponibilidad inapropiada de cr&#233;dito barato. Mientras que una porci&#243;n importante de la fortaleza de las econom&#237;as del norte, derivaba de exportaciones financiadas de manera insostenible hacia aquella periferia. Si bien Summers distingue entre financiamiento &#8220;sostenible&#8221; en el caso de Estados Unidos e &#8220;insostenible&#8221; en el de Europa, lo interesante es que concluye que sin estas burbujas, sin esa &#8220;gran erosi&#243;n de los est&#225;ndares del cr&#233;dito&#8221;, no hubiera tenido lugar un crecimiento similar de la producci&#243;n. Por el contrario, el crecimiento habr&#237;a resultado &#8220;inadecuado&#8221; como consecuencia de una insuficiencia tanto de demanda de inversi&#243;n como de consumo. De este modo y durante las &#250;ltimas tres d&#233;cadas, la econom&#237;a de los pa&#237;ses centrales se debate entre las &#8220;burbujas&#8221; &#8211;que habilitan un crecimiento &#8220;adecuado&#8221;&#8211; y una situaci&#243;n de estancamiento que tiende a establecerse como norma de no existir o de no funcionar eficientemente &#8211;como est&#225; sucediendo actualmente&#8211; los est&#237;mulos crediticios que por otra parte suelen culminar en estallidos como el de fines de los a&#241;os &#8216;90 o el de 2008.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otro economista, columnista habitual de &lt;i&gt;Financial Times&lt;/i&gt;, Gavyn Davies&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb12&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Davies, G., &#8220;Is economy growth permanently lower?&#8221;, Financial Times, 26/10/14.&#034; id=&#034;nh12&#034;&gt;12&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, resalta que en los a&#241;os posteriores a la Gran Recesi&#243;n de 2008/9, las previsiones del crecimiento econ&#243;mico mundial, demostraron ser, de forma recurrente, demasiado elevadas. Esta sobreestimaci&#243;n del crecimiento se produjo tanto con respecto a los principales pa&#237;ses denominados &#8220;emergentes&#8221; como con respecto a los pa&#237;ses avanzados. Davies apunta que para el caso de los pa&#237;ses avanzados, el fallo en los pron&#243;sticos se asienta en la creencia de los economistas de una tasa de crecimiento media, constante a trav&#233;s del tiempo. Sin embargo en la corroboraci&#243;n emp&#237;rica, la convicci&#243;n se habr&#237;a demostrado falsa. El comportamiento del PBI en el largo plazo en las econom&#237;as avanzadas, da cuenta de una desaceleraci&#243;n muy persistente en las tasas de crecimiento desde los a&#241;os &#8216;70, es decir en los &#250;ltimos aproximadamente 40 a&#241;os. Por lo cual, la desaceleraci&#243;n del crecimiento de largo plazo en las econom&#237;as desarrolladas parece ser un hecho permanente, y no un resultado temporal consecuencia de la crisis. No se trat&#243; de un &#8220;cisne negro&#8221;. Y aun cuando desde el a&#241;o 2009 se ha estado formando un nuevo patr&#243;n de crecimiento del PBI, ese patr&#243;n se encuentra bien por debajo de la ya deprimida tendencia de largo plazo. Si se asume que la actividad del G7 en 2007 se hallaba en t&#233;rminos generales alrededor de una l&#237;nea de tendencia de largo plazo del 3,25 %, y que el crecimiento desde entonces ha estado por debajo del 2 %, se concluye que se viene perdiendo m&#225;s de 1,25 % de crecimiento anual desde aquel momento. De modo tal que el nivel actual del PBI se encontrar&#237;a &#8211;en t&#233;rminos acumulados&#8211; todav&#237;a alrededor del 8 % por debajo del nivel de tendencia de largo plazo. La retracci&#243;n a partir de 2008, se explica entonces como un momento particular de esa tendencia de largo plazo y no como un descenso aislado y repentino. La suposici&#243;n de la tasa de crecimiento media como una de las grandes constantes econ&#243;micas se demuestra, en las &#250;ltimas d&#233;cadas, sencillamente falsa. Seg&#250;n Davies, la verificaci&#243;n de este comportamiento novedoso del capitalismo, est&#225; en la base del auge y creciente &#8220;reclutamiento&#8221; de m&#250;ltiples economistas por parte de la tesis del &#8220;estancamiento secular&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Causas explicativas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Varios interrogantes quedan expuestos. Entre ellos &#191;qu&#233; explica la retracci&#243;n del crecimiento? &#191;Por qu&#233; en t&#233;rminos generales solo incorporando en la econom&#237;a dinero extremadamente &#8220;barato&#8221;, los due&#241;os del capital estar&#237;an dispuestos a invertir? &#191;Por qu&#233; exigir&#237;an adem&#225;s una tasa de inter&#233;s crecientemente menor?&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb13&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Krugman muestra que la tasa de inter&#233;s real promedio en Estados Unidos se (&#8230;)&#034; id=&#034;nh13&#034;&gt;13&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Las respuestas de los economistas que adhieren a la tesis del estancamiento secular se centran fundamentalmente en los distintos argumentos que se exponen a continuaci&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Envejecimiento poblacional&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El primero de ellos, enarbolado por todos los adherentes a la tesis, refiere a la disminuci&#243;n del crecimiento poblacional que afecta a los pa&#237;ses centrales. De acuerdo con la explicaci&#243;n de &lt;i&gt;The Economist&lt;/i&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb14&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Ver &#8220;Secular stagnation&#8221;, &#8220;The long view&#8221;, The Economist, 3/11/14.&#034; id=&#034;nh14&#034;&gt;14&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, la reconstrucci&#243;n posterior a la segunda posguerra y el r&#225;pido crecimiento alentaron un veloz incremento de la tasa de natalidad que nutri&#243; la generaci&#243;n de los denominados &#8220;baby boomers&#8221;. A mediados de la d&#233;cada del &#8216;60 estos hijos del boom se incorporaron a la fuerza de trabajo pero luego la tasa de nacimientos decreci&#243; y a esta altura, aquellos ni&#241;os, ya se est&#225;n jubilando. A su vez, las bajas tasas de natalidad se combinan con un incremento de las tasas de longevidad, cuesti&#243;n que se traduce en un alto &#8220;costo&#8221; para la sociedad. Fundamentalmente en los pa&#237;ses avanzados, la mano de obra ya no es creciente, por el contrario, se espera que se contraiga en Italia, Alemania y Jap&#243;n. La UE perder&#237;a 40 millones de trabajadores en los pr&#243;ximos 40 a&#241;os si se excluye la afluencia inmigratoria. Paul Krugman explica que el problema consiste en que el crecimiento lento o negativo de la poblaci&#243;n en edad de trabajar implica baja demanda para nuevas inversiones tanto en t&#233;rminos de construcci&#243;n de viviendas como en t&#233;rminos del capital productivo, cuesti&#243;n que contribuye a reducir a&#250;n m&#225;s la tasa &#8220;natural&#8221; de inter&#233;s&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb15&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Krugman, P., op. cit., p. 64.&#034; id=&#034;nh15&#034;&gt;15&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pol&#233;micas sobre la productividad&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El segundo argumento explicativo se relaciona con el ritmo de crecimiento de la productividad del trabajo. Seg&#250;n Davies, el crecimiento de la productividad en los pa&#237;ses del G7, tomados de conjunto, se habr&#237;a reducido desde alrededor del 4 % anual hasta aproximadamente el 2,5 % en el curso de la d&#233;cada de 1970, descendiendo luego a alrededor del 1 % en la d&#233;cada del 2000, antes del estallido de la crisis. La desaceleraci&#243;n tanto de la tasa de crecimiento de la poblaci&#243;n como &#8211;y especialmente&#8211; la de la productividad, tomadas de conjunto, explicar&#237;an la reducci&#243;n a la mitad del crecimiento del PBI de largo plazo en los pa&#237;ses del G7, desde un valor superior al 4 % en 1970 al 2 % en la actualidad&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb16&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Davies, G., op. cit.&#034; id=&#034;nh16&#034;&gt;16&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Un informe del think-tank Conference Board confirma que el proceso de ralentizaci&#243;n es previo a la crisis de 2008. Mientras la adopci&#243;n de nueva tecnolog&#237;a comenz&#243; su descenso en Europa y Jap&#243;n durante los a&#241;os &#8216;90, en Estados Unidos el crecimiento de la productividad comenz&#243; su declive hacia 2005&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb17&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Fleming, S. y Gilles, C., &#8220;Productivity: it's a drag&#8221;, Financial Times, 25/5/15.&#034; id=&#034;nh17&#034;&gt;17&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Pero adem&#225;s, si desde el 2009 la productividad en EE. UU. creci&#243; a un promedio del 1,5 % anual, en los dos &#250;ltimos a&#241;os se increment&#243; en solo el 0,5 %. Nuevamente Davies observa con sorpresa que mientras se espera que tras una recuperaci&#243;n se acelere el crecimiento de la productividad, ello est&#225; lejos de estar sucediendo&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb18&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Davies, G., &#8220;US productivity: the dog that isn't barking at the Fed&#8221;, (&#8230;)&#034; id=&#034;nh18&#034;&gt;18&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sobre las causas que explican esta tendencia declinante existen variadas posiciones. El economista norteamericano Robert Gordon, con una mirada de m&#225;s largo plazo, sostiene que el crecimiento de la productividad, en particular en Estados Unidos, result&#243; m&#225;s lento en las cuatro d&#233;cadas que comienzan en los tempranos &#8216;70 que en las d&#233;cadas precedentes del siglo XX. Plantea que solo en la d&#233;cada de 1995/2005, la uni&#243;n de los ordenadores personales y las comunicaciones bajo la forma de internet, navegaci&#243;n web y correo electr&#243;nico, consigui&#243; impulsar una tasa de crecimiento de la productividad del conjunto de la econom&#237;a, comparable a la impulsada por inventos como la electricidad, los motores de combusti&#243;n interna o las ca&#241;er&#237;as. Seg&#250;n Gordon, los avances posteriores a 2005, por m&#225;s importantes que fueran, resultan de segundo orden ya que no tienen la potencialidad suficiente para incrementar la productividad total de la econom&#237;a y no hay en el horizonte ning&#250;n gran invento de potencial revolucionario similar al de la electricidad o los motores de combusti&#243;n interna. No obstante se&#241;ala que su &#8220;pesimismo&#8221; en el avance tecnol&#243;gico futuro, sobre todo a partir de 2007, no se basa fundamentalmente en un pron&#243;stico de pobre desarrollo t&#233;cnico sino en las condiciones generales de la econom&#237;a que define como &#8220;vientos en contra&#8221; (bajo crecimiento poblacional, decadencia educativa, creciente desigualdad del ingreso y creciente participaci&#243;n de la deuda federal en el PBI). El historiador econ&#243;mico Barry Eichengreen sostiene que el estancamiento de la producci&#243;n y la productividad total debe buscarse, m&#225;s bien, en el fracaso de pa&#237;ses como Estados Unidos para invertir en infraestructura, educaci&#243;n y formaci&#243;n y no en la escasez de inventos potencialmente revolucionarios. En oposici&#243;n a Gordon, argumenta que la productividad potencial de la rob&#243;tica y el genoma humano colocan a la humanidad frente a la posibilidad de una nueva revoluci&#243;n tecnol&#243;gica y que el problema hay que buscarlo en el hecho de que, debido a su estado actual, la econom&#237;a en su conjunto a&#250;n no puede absorberlos plenamente. Tambi&#233;n est&#225; extendido el argumento seg&#250;n el cual el sector servicios &#8211;donde el crecimiento de la productividad resulta significativamente m&#225;s lento que en el sector manufacturero&#8211; que tiende a ocupar una parte creciente en las econom&#237;as avanzadas, constituye un factor explicativo de la declinaci&#243;n del crecimiento de la productividad. Suele se&#241;alarse que aun cuando este argumento puede aportar una justificaci&#243;n estructural de largo plazo, resulta impotente para fundamentar la tendencia reciente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En t&#233;rminos generales, y a&#250;n con variados matices, la discusi&#243;n que despunta como constante tras desaceleraci&#243;n de la productividad, remite a la debilidad del crecimiento econ&#243;mico. O dicho de otro modo, a la imposibilidad del capital de absorber y generalizar nuevos adelantos t&#233;cnicos, cuesti&#243;n que a su vez conduce a la debilidad de la inversi&#243;n o &#8211;en t&#233;rminos marxistas&#8211; a la debilidad de la acumulaci&#243;n ampliada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Inversi&#243;n menguante&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La debilidad de la inversi&#243;n transporta nuevamente al concepto de &#8220;exceso de ahorro&#8221;, fundamento clave de la tesis del estancamiento secular. Martin Wolf&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb19&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Wolf, M., &#8220;Corporate surpluses are contributing to the savings glut&#8221;, (&#8230;)&#034; id=&#034;nh19&#034;&gt;19&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; se&#241;ala que en las 6 mayores econom&#237;as de altos ingresos (Estados Unidos, Jap&#243;n, Alemania, Francia, Reino Unido e Italia) y durante el a&#241;o 2013, las corporaciones explicaron entre la mitad y un poco m&#225;s de dos tercios de la inversi&#243;n bruta. Dado que las empresas realizan la mayor parte de la inversi&#243;n, explica, son tambi&#233;n los principales usuarios de ahorros disponibles de otros sectores&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb20&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;En t&#233;rminos de la teor&#237;a macroecon&#243;mica, los otros sectores son el gobierno, (&#8230;)&#034; id=&#034;nh20&#034;&gt;20&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, auque sus propias utilidades retenidas resultan tambi&#233;n fuente de ahorro. Por ejemplo en Francia los beneficios empresariales generan el 40 % del ahorro bruto y en Jap&#243;n, el 100 %. Se espera que en una econom&#237;a din&#225;mica las empresas inviertan no solo parte importante de sus utilidades sino tambi&#233;n el exceso de ahorro de otros sectores. Sin embargo, un super&#225;vit estructural del ahorro sobre la inversi&#243;n originado en los sectores corporativos de los pa&#237;ses de altos ingresos resulta altamente significativo. Por un lado, limita el crecimiento de la oferta potencial como consecuencia de una inversi&#243;n relativamente d&#233;bil, pero tambi&#233;n afecta la demanda agregada esto es, la demanda de consumo y de inversi&#243;n. De modo tal que si el sector empresarial sufre un super&#225;vit estructural del ahorro sobre la inversi&#243;n, otros sectores deber&#225;n compensarlo con d&#233;ficits estructurales. En conclusi&#243;n, si la inversi&#243;n es d&#233;bil y las ganancias fuertes, explica Wolf, el sector empresarial se convierte, sorprendentemente, en un financista neto de la econom&#237;a. La contraparte de este proceso se traduce en d&#233;ficits estatales y financieros de los hogares o, dicho de otro modo, en deuda. En Jap&#243;n, por ejemplo, los excedentes de ahorro de las empresas representan un asombroso 8 % del PBI, mientras que en Estados Unidos &#8211;seg&#250;n el Instituto Apen y la Fundaci&#243;n Mapi&#8211; existe un retraso significativo de la inversi&#243;n de capital. Si en 2014 el PBI real norteamericano estuvo un 8,7 % por encima del de 2007, la inversi&#243;n interna privada bruta creci&#243; apenas el 3,9 % en los mismos a&#241;os. Wolf se&#241;ala que en Jap&#243;n los grandes excedentes corporativos se compensan con d&#233;ficits fiscales, mientras que en Estados Unidos y el Reino Unido lo hacen en gran parte con nuevo endeudamiento de los hogares, y en la Eurozona la misma l&#243;gica est&#225; en la base de los grandes excedentes por cuenta corriente de los pa&#237;ses centrales como Alemania y Francia, cuya contracara resultan los d&#233;ficits de su periferia. La noci&#243;n de &#8220;exceso de ahorro&#8221; &#8211;reafirma Wolf&#8211; contribuye a explicar las extremadamente bajas tasas de inter&#233;s regentes desde el inicio de la crisis mundial. Cuesti&#243;n que resulta razonable porque existe una abundancia creciente de dinero en la econom&#237;a. No obstante Wolf retorna sobre la idea de que la noci&#243;n de &#8220;estancamiento secular&#8221; sugiere que la superabundancia de ahorro es tambi&#233;n previa a la crisis. Seg&#250;n un documento de la Reserva Federal de Estados Unidos, si bien la Gran Recesi&#243;n result&#243; en parte responsable de estos excedentes, incluso durante la media d&#233;cada previa a la crisis, las tasas de inversi&#243;n de las empresas hab&#237;an ca&#237;do por debajo de los niveles augurados por los modelos estimados en a&#241;os anteriores. En la visi&#243;n de Wolf el aumento del excedente de ahorro de las empresas sobre la inversi&#243;n se explica por una combinaci&#243;n de ganancias fuertes y debilitamiento de la inversi&#243;n que resulta, a la vez, estructural y c&#237;clico. C&#237;clico, por cuanto est&#225; asociado a la propia crisis y estructural, porque est&#225; explicado por causas que preceden a la crisis. Dentro de las causas estructurales Wolf menciona factores como el bajo crecimiento poblacional o la globalizaci&#243;n en tanto fundamento de la deslocalizaci&#243;n de la inversi&#243;n en los pa&#237;ses de altos ingresos, concluyendo que en un mundo prefigurado de esta manera, las tasas de inter&#233;s reales extremadamente bajas y las altas cotizaciones de las acciones no resultan en absoluto sorprendentes. Summers agrega un argumento explicativo interesante &#8211;que Wolf hace propio&#8211;, basado en la tendencia a la disminuci&#243;n del precio de los bienes de capital relacionados con la tecnolog&#237;a inform&#225;tica. Argumenta que los precios de dichos bienes contin&#250;an declinando a alta velocidad a la vez que representan una parte cada vez mayor de la inversi&#243;n de capital. De modo tal que, incluso una porci&#243;n creciente de capital f&#237;sico invertido en este sector, podr&#237;a resultar compatible con una ralentizaci&#243;n general del incremento de la inversi&#243;n considerada en t&#233;rminos monetarios y porcentuales con respecto al PBI. La combinaci&#243;n de estas tendencias arroja como resultado, una vez m&#225;s, el &#8220;exceso de ahorro&#8221;, el bajo crecimiento de la econom&#237;a y una pl&#233;tora de capital l&#237;quido que estimula recurrentemente la predisposici&#243;n al endeudamiento y a la inestabilidad financiera. De modo tal que las visiones relativamente tranquilizadoras al estilo Kennet Rogoff &#8211;seg&#250;n qui&#233;n el proceso de d&#233;bil crecimiento econ&#243;mico podr&#237;a terminar con el fin del apalancamiento&#8211;, expresan una cierta circularidad en la medida en que un endeudamiento creciente asume como fundamento un exceso de capital l&#237;quido que no encuentra espacio rentable para la inversi&#243;n productiva. La debilidad de la inversi&#243;n, por otra parte, tiende a agravarse con los l&#237;mites que impone China para continuar recibiendo el capital sobrante &#8220;en casa&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Desigualdad creciente&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por &#250;ltimo, el incremento de la desigualdad es otro de los argumentos que esgrimen todos los economistas que adhieren a la tesis del estancamiento secular. Summers se&#241;ala que la desigualdad de la distribuci&#243;n del ingreso es un factor explicativo fundamental del estancamiento de la demanda agregada, los hogares no gastan lo suficiente y las empresas no invierten lo suficiente. La escasa propensi&#243;n al consumo de los sectores m&#225;s altos de la sociedad que son los que reciben casi la totalidad del ingreso, se traduce en un exceso de ahorro que las empresas no pueden invertir con rentabilidad positiva. Los pa&#237;ses avanzados, por lo tanto, buscan tasas de inter&#233;s extraordinariamente bajas a medida que esa superabundancia de ahorro inunda el mercado. Sin embargo, esas tasas resultan insuficientes para absorber el ahorro o mantener un nivel respetable de crecimiento. La &#8220;preocupaci&#243;n&#8221; por la desigualdad aproxima la tesis del estancamiento secular a la tesis del economista franc&#233;s Thomas Piketty&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb21&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Piketty, T., Le capital au XXIe. Si&#232;cle, Par&#237;s, Edicion du Seuil, septiembre (&#8230;)&#034; id=&#034;nh21&#034;&gt;21&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; quien sostiene que la desigualdad social se est&#225; acercando a niveles record y que de proseguir la actual tendencia, retornar&#237;a a su m&#225;s elevando nivel hist&#243;rico verificado a fines del siglo XIX. Si bien Piketty no adhiere expl&#237;citamente a la tesis del estancamiento secular, su tesis del crecimiento de la desigualdad se fundamenta en el pron&#243;stico de la continuidad de un crecimiento econ&#243;mico bajo &#8211;acompa&#241;ado de un escaso crecimiento poblacional&#8211; para las pr&#243;ximas d&#233;cadas. Seg&#250;n Piketty la explicaci&#243;n de este fen&#243;meno reside en el hecho de que a trav&#233;s de la historia (salvo en el per&#237;odo excepcional de la posguerra) el rendimiento del capital resulta recurrentemente mayor que la tasa de crecimiento econ&#243;mico de las sociedades. De modo tal que es suficiente que los propietarios del capital inviertan una peque&#241;a parte para que la acumulaci&#243;n patrimonial (que el autor identifica con la acumulaci&#243;n de capital) se produzca a mayor velocidad que el crecimiento de la sociedad en su conjunto. En este contexto, los patrimonios heredados del pasado siempre superan a los constituidos en el curso de la vida de las personas. El crecimiento de los patrimonios privados y la sociedad de rentistas &#8211;que viven de la diferencia entre el rendimiento del capital y la inversi&#243;n&#8211;, resultan factores que se desarrollan a la par. De modo que, aunque por otra v&#237;a, Piketty establece una relaci&#243;n estrecha y casi necesaria entre el bajo crecimiento econ&#243;mico, la baja inversi&#243;n y el desarrollo de las finanzas. Piketty observa sugerentemente que la muy elevada acumulaci&#243;n de capital (m&#225;s all&#225; de que su concepto de capital difiere de la definici&#243;n marxista) habr&#237;a requerido en la primera mitad del siglo XX &#8211;y a&#250;n podr&#237;a exigirlo nuevamente&#8211; una destrucci&#243;n masiva (guerras mundiales y crisis del &#8216;30) como precondici&#243;n de los llamados &#8220;Treinta Gloriosos&#8221; en los que, al contrario de la norma, se habr&#237;a producido un alto crecimiento de la inversi&#243;n y una tendencia a la disminuci&#243;n de la desigualdad. Estas tendencias sufrieron una reversi&#243;n hacia el fin del boom, reestableci&#233;ndose la &#8220;norma&#8221; durante las &#250;ltimas d&#233;cadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;El lugar de las guerras&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por &#250;ltimo, resulta sugerente que el rol de las guerras mundiales en la expansi&#243;n capitalista, se est&#233; haciendo presente recurrentemente tanto en economistas que abonan la tesis del estancamiento secular como en los te&#243;ricos de la desigualdad, como Piketty. La cuesti&#243;n no es nueva en s&#237; misma, el problema ya se lo hab&#237;a planteado en su momento Keynes al preguntarse si era posible repetir los resultados econ&#243;micos de la guerra (de la Primera Guerra Mundial) bajo condiciones de paz. Keynes obtuvo una respuesta contundente en 1939. Lo que resulta insinuante es que en el momento actual toda una serie de autores econ&#243;micos pertenecientes a la burgues&#237;a est&#233;n redescubriendo con cierto asombro y con considerable escepticismo las &#8220;bondades&#8221; econ&#243;micas de la guerra. Empezando por Krugman que insiste con un chiste banal de su autor&#237;a&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb22&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Krugman, P., &#161;Acabad ya con esta crisis!, Barcelona, Cr&#237;tica, 2012.&#034; id=&#034;nh22&#034;&gt;22&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, en el que se&#241;ala que Estados Unidos requerir&#237;a un amago de invasi&#243;n alien&#237;gena para generar un gasto masivo (o sea, una provocaci&#243;n que desate una inversi&#243;n estatal intensiva) y lograr una recuperaci&#243;n vigorosa. Siguiendo por Piketty que en &lt;i&gt;El capital en el siglo XXI&lt;/i&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb23&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Para una cr&#237;tica ver Bach, P. &#8220;Sobre Thomas Piketty y la desigualdad como (&#8230;)&#034; id=&#034;nh23&#034;&gt;23&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, se asombra una y otra vez del hecho de que solo grandes shocks combinados como las dos guerras mundiales del siglo XX, la Revoluci&#243;n rusa de 1917 y la crisis de los a&#241;os &#8216;30, establecieron &#8211;como excepci&#243;n hist&#243;rica&#8211; un l&#237;mite a la acumulaci&#243;n excesiva de los patrimonios y por tanto a la desigualdad, estimulando durante algunas d&#233;cadas un crecimiento extraordinario de la inversi&#243;n y del PBI junto con la creaci&#243;n de las nuevas &#8220;clases medias&#8221; cuyo estatus se encuentra hoy seriamente cuestionado. Pasando por Summers&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb24&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Summers, op. cit.&#034; id=&#034;nh24&#034;&gt;24&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; quien, tras recordar que cuando Hansen proclam&#243; el riesgo de estancamiento secular a fines de la d&#233;cada del &#8216;30 se le vino literalmente la guerra encima, lamenta que aunque es posible que alg&#250;n &#8220;acontecimiento ex&#243;geno mayor&#8221; eleve el gasto o disminuya el ahorro en el camino de un incremento de las tasas de inter&#233;s de &#8220;pleno empleo&#8221; en el mundo industrial, salvo una guerra, no resulta fehaciente de qu&#233; tipo de eventos podr&#237;amos estar hablando. Caso contrario, indica, la mayor&#237;a de las razones que exigen la ca&#237;da de la tasa de inter&#233;s de &#8220;pleno empleo&#8221;, es probable que contin&#250;en al menos durante la pr&#243;xima d&#233;cada. Es por ello que recomienda &#8211;con &#233;nfasis renovado desde que los l&#237;mites al crecimiento chino se volvieron m&#225;s evidentes&#8211;, un mayor financiamiento de la inversi&#243;n productiva impulsado por medidas de expansi&#243;n fiscal en los pa&#237;ses centrales donde las tasas de inter&#233;s alcanzaron su l&#237;mite cero. Por &#250;ltimo, Mart&#237;n Wolf, aportando sensatez al asunto, recuerda que si por desgracia el impulso fiscal de la Segunda Guerra Mundial fue un &#8220;deus ex machina&#8221; para la pol&#237;tica, no puede repetirse en tiempos de paz. Agrega que en la actualidad, no obstante, al menos podr&#237;a ser posible retornar a las tasas de la tendencia previa a la crisis para lo cual ser&#237;a necesario un decidido apoyo a la demanda y la oferta de largo plazo mediante niveles mucho m&#225;s elevados de inversi&#243;n p&#250;blica&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb25&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Wolf, M., &#8220;In the long shadow of the Great Recession&#8221;, Financial Times, (&#8230;)&#034; id=&#034;nh25&#034;&gt;25&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El escepticismo de la econom&#237;a (pol&#237;tica) con respecto a la baja inversi&#243;n, la escasa demanda y el crecimiento, en conjunci&#243;n con las a&#241;oranzas guerreras, dan la pauta del car&#225;cter estructural de los problemas que asolan al capital.&lt;/p&gt;
&lt;h2 class=&#034;spip&#034;&gt;SEGUNDA PARTE&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;S&#237;ntomas y fundamentos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La serie descriptiva de constataciones y fundamentos no demasiado concatenados que integra la tesis del estancamiento secular, representa m&#225;s que una &#8220;teor&#237;a&#8221; una evaluaci&#243;n emp&#237;rica respecto del funcionamiento del capitalismo con punto de partida en la debilidad econ&#243;mica pos Lehman. Evaluaci&#243;n que exige a sus autores volver la vista sobre las d&#233;cadas anteriores signadas por el fin del boom de posguerra y los a&#241;os de neoliberalismo. Tras aquella mirada retrospectiva, la conclusi&#243;n fundamental que postula la tesis consiste en la definici&#243;n de que durante los &#250;ltimos aproximadamente 40 a&#241;os, el capitalismo se rige por una suerte de dualismo contradictorio que oscila entre el desarrollo de burbujas crediticias &#8220;exitosas&#8221; que impulsan el crecimiento &#8211;significativamente m&#225;s moderado que el de posguerra&#8211; y las tendencias al estancamiento econ&#243;mico, con primac&#237;a durante los &#250;ltimos a&#241;os. Encontramos &#8211;no sin cierta sorpresa&#8211; tanto en el diagn&#243;stico y pron&#243;stico del estancamiento secular como en esa mirada retrospectiva, en la evaluaci&#243;n de los l&#237;mites al crecimiento de la productividad y la inversi&#243;n, en la apreciaci&#243;n del capitalismo como m&#225;quina generadora de desigualdad &#8211;Piketty&#8211; y en la mirada entre t&#237;mida y displicente que la teor&#237;a econ&#243;mica burguesa le dirige a la guerra, elementos de caracterizaci&#243;n que desde el marxismo venimos identificando hace d&#233;cadas. Nuestras propias explicaciones han estado centradas en la evaluaci&#243;n de aquello que un sector bastante hegem&#243;nico de la academia burguesa hoy aborda como la dicotom&#237;a entre burbujas y estancamiento. Pero donde la teor&#237;a burguesa solo identifica hechos y s&#237;ntomas &#8211;la debilidad de la &#8220;oferta potencial&#8221;, la tendencia decreciente de la tasa de inter&#233;s, etc.&#8211; los marxistas buscamos fundamentos. As&#237; se llega a la definici&#243;n de que el trasfondo de tal dicotom&#237;a debe rastrearse tanto en las caracter&#237;sticas de la crisis de la d&#233;cada del &#8216;70 como en las particularidades de su resoluci&#243;n. Aquella crisis pon&#237;a de manifiesto un exceso de acumulaci&#243;n de capitales derivado de los altos ritmos de inversi&#243;n del boom junto a la ca&#237;da de la tasa de ganancia asociada a dicha acumulaci&#243;n&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb26&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Existe amplio consenso entre distintos autores marxistas o de origen (&#8230;)&#034; id=&#034;nh26&#034;&gt;26&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. La ca&#237;da de la tasa de ganancia fue en gran parte mitigada por la ofensiva neoliberal que se inici&#243; a fines de esa misma d&#233;cada y que incluy&#243; la ulterior reconquista de China y de Europa del Este, para la producci&#243;n capitalista. Si se mira por sus resultados, dicha reconquista actu&#243; &#8211;si se permite la met&#225;fora&#8211; como una &#8220;peque&#241;a guerra&#8221;, en la medida en que habilit&#243; nuevas regiones para la acumulaci&#243;n ampliada y coloc&#243; a disposici&#243;n del capital, sendos &#8220;ej&#233;rcitos de reserva&#8221;. Neoliberalismo y restauraci&#243;n, resolvieron parcialmente&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb27&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;A diferencia del per&#237;odo tratado, la sobreacumulaci&#243;n de capitales que se (&#8230;)&#034; id=&#034;nh27&#034;&gt;27&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; los problemas de la sobreacumulaci&#243;n. Pero es precisamente en ese car&#225;cter parcial donde deben buscarse tanto las causas de la &#8220;Gran Moderaci&#243;n&#8221; de las d&#233;cadas precedentes a la crisis como aquellas de la dicotom&#237;a &#8220;burbujas-estancamiento&#8221;. En &#250;ltima instancia, es ese movimiento dual y contradictorio, esa coexistencia de condiciones mejoradas para la producci&#243;n y acumulaci&#243;n de valor por un lado y la persistencia de un exceso de acumulaci&#243;n de capitales en los pa&#237;ses centrales por el otro, el que est&#225; en la base de las formas particulares que adopt&#243; la inversi&#243;n del capital durante los &#250;ltimos aproximadamente 40 a&#241;os. Nos referimos a la combinaci&#243;n de fen&#243;menos asociados a la producci&#243;n de valor y plusvalor por un lado y a la sobrevaluaci&#243;n de activos financieros por el otro. Ambos fen&#243;menos favorecidos por la creciente liberalizaci&#243;n del movimiento de capitales que impuls&#243; la internacionalizaci&#243;n tanto financiera como productiva del capital. Entre el primer tipo de fen&#243;menos destacan tanto el desarrollo del sector inform&#225;tico en Estados Unidos en la d&#233;cada del &#8216;90, como la deslocalizaci&#243;n de la producci&#243;n norteamericana hacia China y desde Alemania y los pa&#237;ses de Europa central hacia el Este &#8211;junto con la inmigraci&#243;n hacia el centro&#8211; en los 2000, o el propio desarrollo de la construcci&#243;n con epicentro en Estados Unidos en los mismos a&#241;os. Entre el segundo tipo de fen&#243;menos destaca tanto la &#8220;inversi&#243;n&#8221; masiva de capitales en toda forma de activos financieros, como el creciente mecanismo de recompra de acciones entre las propias empresas. Estos &#250;ltimos mecanismos que desplegaron toda su potencia fundamentalmente en el mundo anglosaj&#243;n (Estados Unidos y Gran Breta&#241;a), en Espa&#241;a y en menor medida en pa&#237;ses como Francia, representan, en &#250;ltima instancia, la expresi&#243;n de la escasez relativa de fuentes para la valorizaci&#243;n del capital y, por lo tanto, de los l&#237;mites existentes para la acumulaci&#243;n ampliada. La tesis del estancamiento secular no considera ni los resultados del neoliberalismo en su conjunto, ni &#8211;excepto post festum&#8211; el lugar de China y Europa del Este en tanto destinos de la inversi&#243;n del capital, como factores de apoyo &#8220;real&#8221; de los distintos ciclos de formaci&#243;n de burbujas &#8220;exitosas&#8221; en los pa&#237;ses centrales. Tanto los motivos de un nivel de inversi&#243;n superior al actual como del car&#225;cter moderado del crecimiento y de la dicotom&#237;a entre burbujas &#8220;exitosas&#8221; y extraordinaria &#8220;valorizaci&#243;n financiera&#8221; durante las d&#233;cadas previas a la crisis, permanecen inexplicados. Esa ausencia vuelve a la tesis impotente para revelar las razones del actual &#8220;estancamiento secular&#8221; por oposici&#243;n al &#8220;crecimiento moderado&#8221; del per&#237;odo precedente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;No es soplar y hacer burbujas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hasta cierto punto y visto desde ahora, el renovado impulso de China y las bajas tasas de inter&#233;s norteamericanas posteriores al estallido de la crisis de 2008, reeditaron la relaci&#243;n chino-norteamericana de d&#233;cadas previas. Esta combinaci&#243;n &#8211;tal como se se&#241;al&#243;&#8211; detuvo el amenazante escenario de la Gran Depresi&#243;n y otorg&#243; fuerza renovada a la burbuja de las materias primas que oper&#243; esencialmente (salvo en el caso de la producci&#243;n de petr&#243;leo de esquisto en Estados Unidos) por fuera de los pa&#237;ses centrales. Sin embargo, la renovada relaci&#243;n adquiri&#243; en gran parte el formato de una parodia. Y ese costado contribuye considerablemente a explicar la debilidad de la recuperaci&#243;n de los &#250;ltimos a&#241;os. Dicho de otro modo, aporta pistas para comprender por qu&#233; tasas de inter&#233;s cero durante un per&#237;odo hist&#243;ricamente extenso no alcanzaron para estimular una burbuja &#8220;exitosa&#8221; en el centro &#8211;en Estados Unidos en particular&#8211; o, lo que es lo mismo, un crecimiento aceptablemente moderado como el de d&#233;cadas pasadas. Hay que tener en cuenta que si tras el gigantesco plan de est&#237;mulos gubernamental, la econom&#237;a china logr&#243; retomar una alta senda de crecimiento que la catapult&#243; como segunda econom&#237;a mundial, comenzaba a sufrir a la vez los efectos combinados de una tendencia interna a la sobreacumulaci&#243;n de capitales &#8211;con una inversi&#243;n cercana al 50 % del PBI y reducci&#243;n de la rentabilidad&#8211; y los l&#237;mites que el estancamiento de la econom&#237;a mundial impon&#237;an a su &#8220;modelo&#8221; exportador. Estos factores constituyeron el punto de partida del intento de la burocracia gobernante de efectuar un giro triple hacia un &#8220;modelo&#8221; mercado internista, una mayor ofensiva en cuanto a exportaci&#243;n de capitales y la internacionalizaci&#243;n del yuan. Los l&#237;mites de esa compleja transici&#243;n, no obstante, se hallan en el origen de las burbujas que tuvieron lugar en China. Inmobiliaria primero y burs&#225;til despu&#233;s, impulsadas por el gobierno para garantizar tanto un espacio para la &#8220;valorizaci&#243;n&#8221; del capital como para sostener la demanda de consumo interno&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb28&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Ver Bach, &#8220;China ante una encrucijada estrat&#233;gica&#8221;, Ideas de Izquierda 22, (&#8230;)&#034; id=&#034;nh28&#034;&gt;28&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. No por casualidad China result&#243; el paradigma del desarrollo de la deuda privada que durante el per&#237;odo 2007/14 y en t&#233;rminos brutos, creci&#243; 111 % con respecto a su PBI&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb29&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Wolf, M. &#8220;How addiction to debt came even to China&#8221;. Financial Times, 24/02/15.&#034; id=&#034;nh29&#034;&gt;29&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Deuda e inversi&#243;n en esos a&#241;os, no hallaron correspondencia con el nivel de crecimiento de la econom&#237;a china. Summers reconoce, con retardo, que cualquier discusi&#243;n debe comenzar por China que &#8220;sirvi&#243; concretamente m&#225;s entre 2010 y 2013 de lo que los Estados Unidos lo hicieron en todo el siglo XX&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb30&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Summers, L., &#8220;Global economy: the case for expansion&#8221;, op. cit.&#034; id=&#034;nh30&#034;&gt;30&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Tambi&#233;n se&#241;ala al gigante asi&#225;tico como motor impulsor de esa indefinici&#243;n llamada &#8220;mercados emergentes&#8221;, &#250;nicos &#8220;puntos brillantes&#8221; en el firmamento en el curso de la recuperaci&#243;n, beneficiarios de la burbuja de las materias primas y &#8211;como se mencion&#243;&#8211; &#8220;destinatarios sustanciales de capital de los pa&#237;ses desarrollados que no han podido ser invertidos productivamente en casa&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb31&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;&#205;dem.&#034; id=&#034;nh31&#034;&gt;31&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Sin embargo, la tesis de Summers evita hurgar la relaci&#243;n entre los diversos per&#237;odos en el centro y las caracter&#237;sticas de la inversi&#243;n allende &#8220;casa&#8221;, en tanto posible factor explicativo de la distinci&#243;n entre burbujas &#8220;exitosas&#8221; con crecimiento moderado versus estancamiento secular en &#8220;casa&#8221;. Sucede que posteriormente a la crisis de 2008 &#8211;tal como se se&#241;al&#243;&#8211;, el crecimiento de gran parte de la inversi&#243;n en China se asent&#243; sobre burbujas. Mientras tanto el espacio de producci&#243;n para exportaciones se limitaba progresivamente, el crecimiento de la cadena de suministros se desaceleraba y la producci&#243;n se volv&#237;a menos intensiva en mano de obra, la poblaci&#243;n envejec&#237;a aceleradamente, la migraci&#243;n rural hacia las ciudades perd&#237;a impulso y los salarios se incrementaban comparados con las ventajas iniciales&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb32&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Como resultado de este proceso, M&#233;xico &#8211;entre otros destinos&#8211; cuyos salarios (&#8230;)&#034; id=&#034;nh32&#034;&gt;32&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. No aparenta sensato tratar la escasa inversi&#243;n en el centro como problema econom&#233;trico derivado de la imposibilidad de reducir las tasas de inter&#233;s a niveles absurdamente negativos. Al menos intuitivamente &#8211;y si se comparan los per&#237;odos 2001/8 y 2010/15&#8211; parece existir una correlaci&#243;n entre las posibilidades de producci&#243;n y acumulaci&#243;n de valor y plusvalor allende &#8220;casa&#8221; y las condiciones del desarrollo de burbujas &#8220;efectivas&#8221; en el centro. Por otra parte, la crisis de 2008 limit&#243; en buena medida el festival de cr&#233;dito que, en particular durante la d&#233;cada del 2000, contrarrest&#243; el estancamiento o ca&#237;da directa de los salarios en los pa&#237;ses centrales, incorporando por ejemplo los cr&#233;ditos masivos al consumo como novedad hist&#243;rica, y como punci&#243;n de los bancos sobre el plusvalor. El incremento de la explotaci&#243;n &#8211;fundamento del ascenso de la tasa de ganancia&#8211; se expresa en la actualidad como debilidad del consumo de masas que se traduce en dificultades para la realizaci&#243;n del plusvalor. Los problemas de la escasa inversi&#243;n y demanda de consumo, mirados como problemas de la acumulaci&#243;n del capital y su realizaci&#243;n, coexisten como cuestiones estructurales de largo plazo cuya resoluci&#243;n parcial qued&#243; coartada por la explosi&#243;n de la &#250;ltima burbuja. Los l&#237;mites a&#250;n relativos para la inversi&#243;n del capital internacional en China y el incremento de la desigualdad que a partir de 2008 cobr&#243; la forma de un problema para la realizaci&#243;n, contribuyen en gran parte a explicar el hecho de que incluso tasas de inter&#233;s hist&#243;ricamente bajas no atinan a generar un est&#237;mulo suficiente para la inversi&#243;n. De hecho, la cuesti&#243;n China comenz&#243; a adoptar una &#8220;tercera dimensi&#243;n&#8221; m&#225;s cruenta durante el a&#241;o en curso. Los flujos de capital neto con destino a los pa&#237;ses llamados &#8220;emergentes&#8221; cayeron abruptamente durante 2015, marcando su mayor declive en 30 a&#241;os. El menor crecimiento chino sin resultar catastr&#243;fico &#8211;al menos por ahora&#8211;, debilita por un lado el &#250;nico motor propulsor de la econom&#237;a mundial y, en particular, a los &#8220;mercados emergentes&#8221; destinatarios privilegiados de la inversi&#243;n &#8211;en gran parte especulativa durante los &#250;ltimos a&#241;os&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb33&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;El crecimiento de la deuda privada en los pa&#237;ses emergentes se increment&#243; (&#8230;)&#034; id=&#034;nh33&#034;&gt;33&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;&#8211; que no tiene lugar en &#8220;casa&#8221;. Por el otro lado y como puede verificarse en fara&#243;nicos proyectos de inversi&#243;n externa, en la fundaci&#243;n del Banco de Inversi&#243;n en Infraestructura, en las pol&#237;ticas de liberalizaci&#243;n del yuan y en su reciente incorporaci&#243;n a la canasta de monedas del FMI, transforma a China de &#8220;El Dorado&#8221; de anta&#241;o en un competidor por los espacios mundiales para la acumulaci&#243;n ampliada del capital. Se trata de un aspecto clave que oblig&#243; a incorporar el factor China &#8211;&lt;i&gt;post festum&lt;/i&gt; y con mucha liviandad&#8211;, en las especulaciones de la tesis del estancamiento secular. Su contracara combina dos aristas. Por un lado, la propaganda fren&#233;tica de la prensa anglosajona sobre las ventajas in&#233;ditas de la India para la inversi&#243;n internacional del capital, y la exigencia de reformas en aquel pa&#237;s como parte de un intento de hallar un nuevo &#8220;El Dorado&#8221;, m&#225;s all&#225; de las posibilidades reales. Por el otro, la insistencia m&#225;s incisiva respecto de la necesidad de pol&#237;ticas fiscales expansivas e inversi&#243;n en infraestructura en los pa&#237;ses centrales, como recomiendan Summers, Wolf, Krugman y otros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Hacia una nueva configuraci&#243;n&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El menor crecimiento de la econom&#237;a china y los apremios de la Reserva Federal que por primera vez en 7 a&#241;os elev&#243; m&#243;dicamente la tasa de inter&#233;s&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb34&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Ver Bach, &#8220;Giro hist&#243;rico en la Reserva Federal norteamericana&#8221;, La (&#8230;)&#034; id=&#034;nh34&#034;&gt;34&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, est&#225;n limitando la combinaci&#243;n de factores&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb35&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Ver Husson, M., &#8220;Las coordenadas de la crisis que viene&#8221;, Viento Sur, (&#8230;)&#034; id=&#034;nh35&#034;&gt;35&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; que durante los &#250;ltimos a&#241;os permiti&#243; frenar las tendencias abiertas por la Gran Recesi&#243;n. La burbuja de las materias primas que se nutri&#243; de aquella mixtura, pierde aire, fundamentalmente en lo referente a materias primas industriales. Pa&#237;ses denominados &#8220;emergentes&#8221; como Rusia, Brasil&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb36&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Ver Matos, D., &#8220;Brasil. Crisis de la &#8216;hegemon&#237;a invertida'&#8221;, en esta misma (&#8230;)&#034; id=&#034;nh36&#034;&gt;36&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, Sud&#225;frica o Turqu&#237;a &#8211;de alto crecimiento durante los &#250;ltimos a&#241;os&#8211; entran en recesi&#243;n o moderan significativamente su perspectiva. Est&#225; en curso una reversi&#243;n del flujo de capitales desde la &#8220;periferia&#8221; hacia el &#8220;centro&#8221; y hacia Estados Unidos en particular. Como resultante, la brecha entre &#8220;ahorro e inversi&#243;n&#8221; se incrementa y los Bancos Centrales de los pa&#237;ses de altos ingresos enfrentan serias dificultades para apelar a nuevas reducciones de la tasa de inter&#233;s. Los pa&#237;ses &#8220;emergentes&#8221; cuya deuda privada en d&#243;lares se increment&#243; desde 1,7 billones en 2008 hasta 4,3 billones en 2015, sufrir&#237;an el impacto del aumento &#8211;a&#250;n cuando se espera que prosiga una escalada suave&#8211; de las tasas, que a su vez podr&#237;a instalar tendencias recesivas al interior Estados Unidos.No se analizar&#225; aqu&#237; la perspectiva de la crisis econ&#243;mica mundial en el corto plazo&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb37&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Ver Chingo, J., &#8220;A ocho a&#241;os de la crisis mundial&#8221;, en esta misma revista.&#034; id=&#034;nh37&#034;&gt;37&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; aunque se dejar&#225;n se&#241;alados, no obstante, tres interrogantes centrales. En primer lugar y por un lado, el incremento de las tasas de inter&#233;s &#8211;de persistir como pol&#237;tica&#8211; puede suavizar el auge burs&#225;til norteamericano comenzando a preparar las condiciones para apelar eventualmente a una nueva reducci&#243;n. Sin embargo, por el otro, en la medida en que aumenta el valor de las deudas en d&#243;lares, refuerza las tendencias descendentes de los precios de las materias primas, fortalece el d&#243;lar y agudiza el retorno de capitales hacia el centro, incrementa la probabilidad de episodios de estallido financiero. Cuesti&#243;n que deja abierto un eventual nuevo escenario de p&#233;rdida de control de la crisis por parte de los estados. De hecho, seg&#250;n Summers, los peligros que enfrenta la econom&#237;a mundial en la actualidad son m&#225;s graves que nunca desde la quiebra de Lehman en 2008. En segundo lugar, y a&#250;n cuando existe bastante consenso sobre el hecho de que el crecimiento de la econom&#237;a china se sostendr&#225; en un nivel aceptable de alrededor del 6,8 anual, se considera que dicha perspectiva resulta incompatible con una inversi&#243;n que ronda el 40 % del PBI&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb38&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Wolf, M., &#8220;Solid growth is harder than blowing bubbles&#8221;, Financial Times, (&#8230;)&#034; id=&#034;nh38&#034;&gt;38&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Asunto que impide sostener la demanda en los niveles actuales y asume que el mundo pierde a China como &#250;ltimo motor que a partir de 2009 proporcion&#243; un poderoso impulso a los exportadores de materias primas industriales y de bienes de inversi&#243;n&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb39&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;&#205;dem.&#034; id=&#034;nh39&#034;&gt;39&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Si se asocia la necesidad de incrementar las tasas de inter&#233;s por parte de la Fed con el menor crecimiento chino &#8211;que a su vez vuelve al pa&#237;s asi&#225;tico m&#225;s ofensivo en sus pol&#237;ticas destinadas a la exportaci&#243;n de capitales&#8211;, se deduce que esta combinaci&#243;n de elementos abre otros dos escenarios posibles. En primer lugar &#8211;y a&#250;n cuando no existen en un horizonte cercano se&#241;ales claras de ello&#8211; no puede descartarse como posibilidad que alg&#250;n sector, benefici&#225;ndose de cierta ventaja particular, devenga punto de partida de una nueva burbuja que reemplace a la de las materias primas, otorgando a la econom&#237;a capitalista mundial un respiro temporal. De lo contrario y en el que parece el escenario m&#225;s probable, se ir&#225; asentando una tendencia hacia un mayor estancamiento. En este &#250;ltimo sentido, Summers alerta sobre el riesgo de que la econom&#237;a mundial caiga en una trampa al estilo de la de Jap&#243;n durante los &#250;ltimos 25 a&#241;os&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb40&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Summers, L., &#8220;Global economy: the case for expansion&#8221;, op. cit.&#034; id=&#034;nh40&#034;&gt;40&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;h2 class=&#034;spip&#034;&gt;TERCERA PARTE&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sobre forma y contenido&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La teor&#237;a econ&#243;mica marxista naci&#243; como cr&#237;tica de la econom&#237;a pol&#237;tica cl&#225;sica. Aprehendiendo por un lado lo m&#225;s revolucionario de los logros cient&#237;ficos alcanzados por la burgues&#237;a naciente y, a la vez, criticando incisivamente sus limitaciones. Los problemas de la forma y el contenido adoptaron una presencia estelar en esta relaci&#243;n dial&#233;ctica que Marx estableci&#243; con la econom&#237;a pol&#237;tica de aquel entonces. Hasta cierto punto &#8211;y salvando todas las distancias del caso&#8211; dilucidar las tendencias del capitalismo actual, exige aportar elementos para la cr&#237;tica de lo m&#225;s perspicaz del pensamiento econ&#243;mico burgu&#233;s contempor&#225;neo&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb41&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Para una discusi&#243;n metodol&#243;gica sobre el lugar de la tesis del estancamiento (&#8230;)&#034; id=&#034;nh41&#034;&gt;41&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, hurgando nuevamente en los problemas de la forma y el contenido. Problemas que resultan sugerentes a la hora de pensar el contenido que corresponde a la forma de aquello que se expresa como la dicotom&#237;a &#8220;burbujas versus estancamiento&#8221;. Como se formul&#243; en t&#233;rminos m&#225;s concretos en la segunda parte, esta dualidad remite a los problemas de la producci&#243;n de valor y su acumulaci&#243;n ampliada. El exceso cr&#243;nico de &#8220;ahorro&#8221; sobre &#8220;inversi&#243;n&#8221; es expresi&#243;n de una porci&#243;n creciente de plusval&#237;a que no se reinvierte productivamente y que por tanto no abona el proceso de la acumulaci&#243;n. La tendencia decreciente de las tasas de inter&#233;s en los pa&#237;ses centrales durante las &#250;ltimas d&#233;cadas no es m&#225;s que la contracara de esta contradicci&#243;n o, lo que es lo mismo, es expresi&#243;n de las dificultades que enfrentan las pol&#237;ticas estatales para contrarrestarla. La forma &#8220;burbuja&#8221; significa que alg&#250;n sector de la econom&#237;a, con condiciones particularmente ventajosas, toma impulso y sin lograr influir con igual potencia sobre el conjunto de la econom&#237;a, deviene un factor aglutinador de masas de dinero prestadas a bajo costo. El capital tiende a acumularse en exceso sobre el sector en cuesti&#243;n y se producen al menos dos efectos fundamentales. Por un lado, aunque el resto de la econom&#237;a no logra contagiarse del impulso en igual magnitud, se genera una reactivaci&#243;n que consigue mitigar una situaci&#243;n de potencial estancamiento. Por el otro, el car&#225;cter parcial y sectorial que asume la acumulaci&#243;n &#8211;por ejemplo el desarrollo de las punto com en los a&#241;os &#8216;90, en simult&#225;neo con la ofensiva neoliberal o la burbuja inmobiliaria con epicentro en Estados Unidos en los 2000, en sincron&#237;a con la conquista de nuevos espacios para la acumulaci&#243;n&#8211; le otorga precisamente la forma de una &#8220;burbuja&#8221;. Es decir, un sector donde el capital se acumula con frenes&#237; produci&#233;ndose en consecuencia, un distanciamiento creciente entre &#8220;precios&#8221; y valores. Ese alejamiento se manifiesta en el incremento del capital ficticio, o dicho de otro modo, en el crecimiento de los precios, ya sea de las acciones, de las propiedades inmobiliarias, de las materias primas o de otros activos como los financieros que se multiplican en una escala verdaderamente novedosa por encima de la cantidad de trabajo social necesario sobre el que se asientan. La deslocalizaci&#243;n de la producci&#243;n en los pa&#237;ses centrales y la hu&#237;da hacia regiones de alta valorizaci&#243;n y escasa acumulaci&#243;n como fue China en su momento, la lucha &#8220;incansable&#8221; por el plusvalor absoluto con todas las expresiones pol&#237;ticas de ella derivadas, la liberalizaci&#243;n e internacionalizaci&#243;n del capital, la recompra de acciones entre las mismas empresas como contratara de esa relativamente escasa acumulaci&#243;n ampliada, los cr&#233;ditos masivos al consumo entre otros varios aspectos, se encuentran en la base del modo cada vez m&#225;s enga&#241;oso en que el valor se pone de manifiesto a trav&#233;s de la forma de &#8220;precio&#8221;. Pero la ley del valor o la &#8220;norma&#8221; opera en &#250;ltima instancia y as&#237; sucede cuando las burbujas estallan y los precios de las acciones, los derivados y todo tipo de activos se derrumban y se acercan progresivamente a los valores. La ley del valor o el contenido, se pone entonces de manifiesto tal como se impone la ley de gravedad &#8211;como dec&#237;a Marx&#8211; cuando a uno se le viene la casa encima. La dicotom&#237;a &#8220;burbuja vs. estancamiento&#8221; es, en &#250;ltima instancia, expresi&#243;n de la relaci&#243;n espec&#237;fica entre forma y contenido del capital en nuestro tiempo. Sin embargo y como elemento clave de actualidad, interesa el alerta de Summers en el sentido de que las tasas de inter&#233;s hist&#243;ricamente bajas &#8211;negativas en t&#233;rminos reales&#8211; que rigen en este momento en los pa&#237;ses centrales, son el s&#237;ntoma de que el asunto ha empeorado y que para alcanzar el &#8220;equilibrio&#8221; son necesarias tasas de inter&#233;s insoportablemente bajas que ponen a la econom&#237;a recurrentemente al borde del estallido, esta es la contradicci&#243;n que asola actualmente a la Reserva Federal. El escaso &#233;xito de este est&#237;mulo crediticio exacerbado durante los &#250;ltimos 7 a&#241;os asume entre sus causas los l&#237;mites formulados en la anterior parte.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cr&#237;tica de las causas esgrimidas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El crecimiento aletargado de la productividad &#8211;y la d&#233;bil inversi&#243;n como trasfondo&#8211;, el bajo crecimiento poblacional y el incremento de las desigualdades sociales constituyen &#8211;tal como se desarroll&#243;&#8211;, causas fundamentales que esgrimen todos los mentores de la tesis del estancamiento secular. Las explicaciones sobre el primer aspecto ya sea en la versi&#243;n de Gordon o Eichengreen &#8211;m&#225;s all&#225; del menor o mayor &#8220;optimismo&#8221; y con todo lo que tienen de sugerente&#8211;, no dejan de ser descripciones donde lo esencial &#8211;la inversi&#243;n declinante en tecnolog&#237;a&#8211; permanece inexplicado. La incapacidad de las nuevas tecnolog&#237;as de lograr una revoluci&#243;n productiva queda fundamentada por las causas que explican el bajo crecimiento, con lo cual la cuesti&#243;n se vuelve circular. El argumento que incorpora Summers, subrayando el abaratamiento de los elementos de tecnolog&#237;a inform&#225;tica que crecientemente integran el capital constante como fundamento del bajo volumen de inversi&#243;n, deja formulado un aspecto nuevo. Interpretado mediante herramientas marxistas, el abaratamiento de los elementos que constituyen el capital constante, es una de las causas que contrarrestan la ca&#237;da de la tasa de ganancia derivada de la acumulaci&#243;n ampliada del capital. Si la hip&#243;tesis de Summers es correcta, es cierto que el abaratamiento de una parte de los componentes puede haber favorecido por un lado el proceso de recuperaci&#243;n de la tasa de ganancia aunque, a la vez y por el otro, puede estar actuando como factor limitante de la inversi&#243;n. Queda sugerido que un mecanismo que en condiciones &#8220;normales&#8221; alienta la acumulaci&#243;n creciente de capital, en las circunstancias actuales, podr&#237;a estar contribuyendo a un progresivo &#8220;exceso de ahorro&#8221;. Incorpora de este modo a los problemas ya planteados, eventuales l&#237;mites internos para promover una inversi&#243;n acorde al volumen de capital existente&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb42&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Para profundizar respecto de las pol&#233;micas sobre la productividad desde un (&#8230;)&#034; id=&#034;nh42&#034;&gt;42&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. La segunda causa esgrimida, el bajo crecimiento poblacional &#8211;aspecto muy importante en la tesis de la desigualdad de Piketty&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb43&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Roberts, M., Astarita, R., Bach, P. y otros autores en El Debate Piketty (&#8230;)&#034; id=&#034;nh43&#034;&gt;43&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;&#8211; en los pa&#237;ses centrales, remite tambi&#233;n en &#250;ltima instancia al problema de la productividad y la inversi&#243;n. En t&#233;rminos abstractos y gen&#233;ricos se puede considerar l&#243;gico que sociedades en las que crece la tasa de longevidad y disminuye la de natalidad, necesiten alcanzar una mayor productividad del trabajo. Sin embargo la teor&#237;a econ&#243;mica invierte los t&#233;rminos y define al bajo crecimiento poblacional como causante del alica&#237;do crecimiento de la productividad y la inversi&#243;n. Se ve inducida as&#237; a expresarse de la forma m&#225;s sincera y dram&#225;tica. El capital ve con terror lo que en gran parte es su propia obra, consecuencia del desarrollo de las fuerzas productivas. Esto es que la combinaci&#243;n de la extensi&#243;n de la expectativa de vida y un &#237;ndice relativamente bajo de nacimientos, no resulta compatible con las necesidades crecientes de succi&#243;n de plusvalor. El d&#233;bil crecimiento poblacional de los pa&#237;ses centrales se presenta como un obst&#225;culo relativo (si se considera una desocupaci&#243;n cercana al 21 % en Espa&#241;a o al 25 % en Grecia, o la afluencia inmigratoria) a la creaci&#243;n de ej&#233;rcitos industriales de reserva, imprescindibles para abaratar el valor de la fuerza de trabajo. A su vez, y como el capital piensa todo en t&#233;rminos de lo que es &#8211;un valor que se valoriza&#8211;, la econom&#237;a burguesa piensa todo en t&#233;rminos de costos. De este modo autores como Davies plantean abiertamente que la &#8220;productividad&#8221; tendr&#225; que contrarrestar la situaci&#243;n demogr&#225;fica. En otros t&#233;rminos, los j&#243;venes trabajadores tendr&#225;n que pagar con m&#225;s plusval&#237;a relativa la vida &#8220;improductiva&#8221; (en el sentido de la producci&#243;n de plusvalor) de los viejos o mejor a&#250;n, tendr&#225;n que producir una cuota mayor de plusvalor cuando j&#243;venes, para pagarse una prolongaci&#243;n &#8220;improductiva&#8221; de sus vidas. La conquista de &#8220;tiempo libre&#8221; aunque m&#225;s no sea por el aumento de la expectativa de vida, se presenta como un obst&#225;culo para el desarrollo del capital al que no interesa en lo m&#225;s m&#237;nimo la necesidad de las sociedades de incrementar la producci&#243;n de valores de uso &#8211;lo que Marx defini&#243; como el contenido material de la riqueza&#8211;, sino que busca incrementar la producci&#243;n y reproducci&#243;n de valor que es la forma espec&#237;fica que los valores de uso adquieren en el modo de producci&#243;n capitalista. Pensada en estos t&#233;rminos la cuesti&#243;n plantea una contradicci&#243;n entre el devenir del capital y el devenir de la humanidad y en t&#233;rminos estrat&#233;gicos pone de manifiesto los l&#237;mites del reformismo. A decir verdad, actualiza en gran parte la discusi&#243;n sobre las posibilidades de desarrollo de las fuerzas productivas bajo el capitalismo, en la medida en que opone el incremento de la expectativa de vida a las necesidades del capital como algo que solo podr&#237;a resolverse incrementando la productividad en un contexto de &#8220;estancamiento secular&#8221;. Y precisamente porque este es el contexto, el problema se presenta como una suerte de c&#237;rculo vicioso en la medida en que remite nuevamente a la escasa inversi&#243;n y a los declinantes &#237;ndices de crecimiento de la productividad. Por ello, las fuentes de plusval&#237;a absoluta (nuevas reservas de trabajo abundante y barato, como las oleadas migratorias, India, M&#233;xico, entre otros) suenan siempre como una bendici&#243;n y en gran parte una contratendencia al bajo crecimiento capitalista de las &#250;ltimas d&#233;cadas. Por &#250;ltimo, la &#8220;preocupaci&#243;n&#8221; por la desigualdad y la lucha por la obtenci&#243;n de una cuota mayor de plusvalor parecer&#237;an en principio t&#233;rminos contradictorios. Por supuesto que a la teor&#237;a econ&#243;mica burguesa la desigualdad no le preocupa salvo en la medida en que puede limitar la realizaci&#243;n del plusvalor. Y esto es lo que parece estar sucediendo desde la recuperaci&#243;n de 2010 cuando debido a los grandes niveles de endeudamiento de los hogares, el cr&#233;dito al consumo ya no puede jugar el rol de a&#241;os anteriores. La &#250;nica salida que entonces puede pensar la burgues&#237;a para los pa&#237;ses centrales es otra vez aumentar la plusval&#237;a relativa, cuesti&#243;n que hasta cierto punto y a la vez que eleva la desigualdad en t&#233;rminos relativos, ser&#237;a eventualmente compatible con incrementos salariales que regeneren por ejemplo a la &#8220;clase media&#8221; norteamericana. Pero la cuesti&#243;n es que esta v&#237;a de soluci&#243;n nuevamente solo podr&#237;a lograrse a trav&#233;s del incremento de la productividad, lo que retorna una vez m&#225;s sobre el mismo asunto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Las causas que cita la teor&#237;a econ&#243;mica para explicar la contradicci&#243;n que pone de manifiesto, resultan de este modo &#8211;y en su mayor parte&#8211; m&#225;s que causas, consecuencias. Sin embargo la obsesi&#243;n por la escasa inversi&#243;n y las fuentes de plusvalor tanto absoluto como relativo repican, en realidad, sobre los problemas de contenido, esto es, los problemas de la producci&#243;n, la realizaci&#243;n y la acumulaci&#243;n ampliada del valor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Destrucci&#243;n &#8220;creativa&#8221;, guerra y naturaleza del capital&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El recuerdo nost&#225;lgico del lugar de las guerras en la expansi&#243;n capitalista aparece en Summers, Krugman, Wolf y Piketty como contracara de la repetici&#243;n de los problemas estructurales de largo plazo que identifican. El &#8220;Deus ex maquina&#8221;, el &#8220;impulso externo&#8221;, se hacen presentes en la mente de los economistas como el recuerdo de una especie de fuerza natural que vino a desatar el gasto o a despertar los &#8220;esp&#237;ritus animales&#8221;. De hecho el reconocimiento displicente del lugar de las guerras como motor de la inversi&#243;n capitalista &#8211;aunque por supuesto no como planteo &#8220;program&#225;tico&#8221;&#8211;, es confesi&#243;n de una &#8220;dimensi&#243;n desconocida&#8221; de la econom&#237;a burguesa. Hace ya casi un siglo que la teor&#237;a de ra&#237;z keynesiana lamenta la imposibilidad de obtener los resultados de las guerras en condiciones de paz. A decir verdad, el rol extraordinario de las guerras en el desarrollo capitalista no se puede abordar seriamente m&#225;s que considerando los l&#237;mites hist&#243;ricos del modo de producci&#243;n capitalista. El exceso de capacidad &#8211;o la sobreacumulaci&#243;n de capital&#8211; en tanto limita el proceso de acumulaci&#243;n ampliada, representa &#8211;como se se&#241;al&#243; reiteradas veces&#8211;, un factor explicativo clave de la disminuci&#243;n del crecimiento durante las &#250;ltimas d&#233;cadas y, en &#250;ltima instancia, del menor crecimiento de la productividad. La ausencia de condiciones para la acumulaci&#243;n del capital en los antiguos centros industriales &#8211;tal como se&#241;ala Isaac Joshua&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb44&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Joshua, I., Une trayectoire du capital, Par&#237;s, Syllepse, 2006.&#034; id=&#034;nh44&#034;&gt;44&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;&#8211;, impuls&#243; a partir de los a&#241;os &#8216;80 y &#8216;90 del siglo XX la inversi&#243;n directa de capital productivo en el extranjero y las deslocalizaciones que prefiguraron la actual estructura productiva norteamericana. A su vez el resultado de este proceso se termin&#243; constituyendo, casi como en un juego de espejos, en factor clave del impulso de la actual sobreacumulaci&#243;n en pa&#237;ses como China. Cuesti&#243;n que deriv&#243; finalmente en la necesidad asociada del gigante asi&#225;tico de incrementar la exportaci&#243;n de capitales, transform&#225;ndolo en nuevo competidor por los espacios de acumulaci&#243;n. Espacios cuya creaci&#243;n deviene un imperativo para dar lugar a un crecimiento econ&#243;mico &#8220;aceptable&#8221; bajo las condiciones del modo de producci&#243;n capitalista. El rol econ&#243;mico de las guerras en situaciones de sobreacumulaci&#243;n de capitales tiene, entonces, doble faceta. En primer lugar, los propios preparativos para la guerra crean &#225;reas nuevas para la acumulaci&#243;n y en ese sentido act&#250;an como motor del gasto y la inversi&#243;n. Este es el aspecto que identifican, Summers, Krugman y otros. Hasta cierto punto en esta primera forma, las guerras juegan un rol similar al que jug&#243; China en los a&#241;os 2000. Gordon y Robert Krenn dicen que en el verano de 1940 Estados Unidos &#8220;fue a la guerra&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb45&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Citado en Krugman, P., &#161;Acabad ya con esta crisis!, Barcelona, Cr&#237;tica, 2012.&#034; id=&#034;nh45&#034;&gt;45&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Krugman explica que bastante antes de Pearl Harbor el gasto militar se elevaba mientras Estados Unidos se dedicaba a sustituir barcos y otros armamentos enviados a Gran Breta&#241;a. A la vez se constru&#237;an a toda velocidad campamentos militares para albergar a los millones de nuevos reclutas. Cuando el gasto militar empez&#243; a crear empleos y se incrementaron los ingresos familiares, tambi&#233;n se recuper&#243; el gasto de los consumidores y cuando las empresas vieron que sub&#237;an las ventas, respondieron a su vez aumentando el gasto. Y as&#237; fue como se termin&#243; la Depresi&#243;n, remata Krugman, y todos los trabajadores volvieron a trabajar. Por el contrario, todos los programas de creaci&#243;n de empleo bajo el New Deal, resultaron siempre demasiado estrechos, dado el nivel de la crisis y nunca lograron reducir la desocupaci&#243;n por debajo del 11 %&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb46&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;&#205;dem.&#034; id=&#034;nh46&#034;&gt;46&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Y es que si el New Deal hab&#237;a resultado en s&#237; mismo un mecanismo cicl&#243;peo de contenci&#243;n de la crisis que logr&#243; reducir en buena medida &#8211;aunque parcialmente&#8211; la desocupaci&#243;n y sacar a la econom&#237;a de la par&#225;lisis, un gasto estatal mayormente &#8220;improductivo&#8221; no pod&#237;a resolver el gran obst&#225;culo para la acumulaci&#243;n ampliada asociado a la sobreacumulaci&#243;n de capitales. La preparaci&#243;n para la guerra habilitaba, por el contrario, el montaje del aparato militar industrial, parasitando una demanda garantizada por el Estado, con la posterior &#8220;ocupaci&#243;n&#8221; (reclutamiento) de 17 millones de hombres en el ej&#233;rcito, la incorporaci&#243;n masiva al mercado de trabajo de las mujeres y los negros y la limitaci&#243;n del derecho de huelga bajo el lema &#8220;ganar la guerra es producir m&#225;s&#8221;. El Estado cambiaba su rol y se transformaba en demandante de barcos, armamentos y todos los implementos necesarios para montar campamentos militares, adem&#225;s de gran disciplinador de la fuerza de trabajo. Es decir, demandante de mercanc&#237;as, en cuya producci&#243;n se genera valor y cuya demanda queda garantizada por el Estado. El Estado cambiaba la prioridad de un &#8220;gasto&#8221; fundamentalmente improductivo, desde el punto de vista de la producci&#243;n de valor y plusvalor, hacia otro destinado a demandar trabajo productivo. Estas fuentes de nuevo tipo para la acumulaci&#243;n no pueden ser reemplazadas por &#8220;v&#237;as pac&#237;ficas&#8221; &#8211;salvo parcialmente por eventuales nuevas &#8220;chinas&#8221;, &#8220;indias&#8221;, etc.&#8211; porque precisamente la guerra surge como respuesta &#8211;en m&#250;ltiples sentidos&#8211; a la ausencia de ramas o sectores para la acumulaci&#243;n en contexto &#8220;normal&#8221; o en contexto de &#8220;paz&#8221;. La guerra y sus preparativos tienen la virtud de abrir paso a la acumulaci&#243;n en contexto de sobreacumulaci&#243;n y por eso representan un grado de est&#237;mulo al gasto estatal que no puede producirse en condiciones normales. Sin embargo, este es solo un aspecto del poder de la guerra que tiene una segunda faceta a&#250;n m&#225;s estrat&#233;gica. En su propio desarrollo y debido a su capacidad destructiva, las guerras liberan capacidad instalada, eliminan capitales, destrozan fuerza productiva, generan condiciones de miseria insoportables y, en ese sentido, llevan adelante una funci&#243;n similar a la de las crisis capitalistas pero en una escala verdaderamente ampliada. Escala en la que, dado el nivel de acumulaci&#243;n de capital en la &#233;poca actual, no podr&#237;an operar los mecanismos normales de las crisis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La teor&#237;a liberal en boca de autores como Hayek o Schumpeter o de sus representantes actuales como el economista liberal de la Universidad de Chicago, ex jefe de FMI, Raghuram Rajan, sinceran en realidad la l&#243;gica del funcionamiento del capital. Rajan sostiene que &#8220;la recuperaci&#243;n solo es firme si se produce por s&#237; sola. Pues todo resurgimiento que se deba meramente a un est&#237;mulo fiscal deja sin realizar parte de la labor de las depresiones y a&#241;ade al residuo indigerido del desajuste, un nuevo desajuste propio que habr&#225; que resolver a su vez, con lo cual amenaza a las empresas con otra crisis futura&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb47&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Rajan, R., citado en Krugman, P., &#161;Acabad ya con esta crisis!, op. cit.&#034; id=&#034;nh47&#034;&gt;47&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Este posicionamiento, sensato desde un punto de vista, resulta ahist&#243;rico y antipol&#237;tico desde otro y por lo tanto, ut&#243;pico. Sensato, en la medida en que reconoce la necesidad destructiva como precondici&#243;n para un nivel de acumulaci&#243;n acorde a los requerimientos de los vol&#250;menes de plusvalor existente. Ut&#243;pico por cuanto soslaya que dados los niveles de acumulaci&#243;n de capital imperantes, dif&#237;cilmente el nivel de destrucci&#243;n requerido &#8211;con todo el hambre, desocupaci&#243;n y miserias que traer&#237;a aparejado&#8211; pueda alcanzarse antes del advenimiento de estallidos revolucionarios&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb48&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Ver Keynes, J.M., Carta abierta a Roosevelt (1933), disponible en&#034; id=&#034;nh48&#034;&gt;48&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. La teor&#237;a liberal fue y es incapaz de reconocer las condiciones del fin del &lt;i&gt;laissez faire&lt;/i&gt; que aquejan al capitalismo desde las primeras d&#233;cadas del siglo XX, inhabilidad que le impidi&#243; ver el salto en calidad del rol del Estado con respecto a la econom&#237;a. El lugar de las guerras es parte indisoluble de ese salto en la medida en que el Estado aparece como planificador y director de la econom&#237;a para la consecuci&#243;n de la tarea de la acumulaci&#243;n ampliada del capital. En un sentido y m&#225;s que nunca, la pol&#237;tica es econom&#237;a concentrada. Pero el accionar saneador de la crisis por la v&#237;a de las guerras con todas las miserias, destrucci&#243;n y muerte que acarrea acaba convirti&#233;ndose tambi&#233;n, en otra palanca para la revoluci&#243;n. El keynesianismo surgi&#243;, tras la experiencia de la Primera Guerra Mundial, como invento &#8220;te&#243;rico&#8221; de la burgues&#237;a tard&#237;a en tanto &#250;ltima l&#237;nea de defensa del capital. Formato renovado de reformismo que buscaba evitar la guerra, aunque reproduciendo sus resultados econ&#243;micos en condiciones de paz. Su objeto consist&#237;a en dirigir econ&#243;micamente el accionar del Estado a trav&#233;s de medidas fiscales y monetarias para evitar la destrucci&#243;n de fuerzas productivas cuya necesidad se&#241;ala la escuela liberal. El fracaso de esta meta qued&#243; sellado desde dos &#225;ngulos. Por un lado, en las propias palabras de Keynes quien acab&#243; reconociendo que &#8220;Parece pol&#237;ticamente imposible que una democracia capitalista organice el gasto en una escala necesaria para realizar el gran experimento que dar&#237;a prueba a mis tesis &#8211;salvo que se verifique una guerra&#8221;. Por el otro, por el propio advenimiento de la Segunda Guerra Mundial que, dicho sea de paso, dio tambi&#233;n por tierra con la versi&#243;n de Hansen del estancamiento secular. El keynesiano y sus lejan&#237;simos primos neokeynesianos &#8211;que hay que remarcar que como Summers, Krugman y si se quiere, Piketty, son efectivamente muy lejanos&#8211; devienen en realidad grandes &#8220;demoradores&#8221;, militantes en mayor o menor escala de un &#8220;reformismo&#8221; que tiene poder en el corto plazo aplazando las crisis, como estamos viendo en la actualidad, pero impotente para restablecer las condiciones de la acumulaci&#243;n del capital en sentido estrat&#233;gico. De esta contradicci&#243;n se desprenden sus lamentos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Si estamos en lo correcto y las cartas est&#225;n echadas en un sentido estrat&#233;gico, se pueden augurar distintos escenarios en el m&#225;s largo plazo retomando las configuraciones m&#225;s inmediatas se&#241;aladas en la segunda parte. Por un lado y si dif&#237;cilmente una perspectiva &#8220;a la Rajan&#8221; pueda ser producto de una decisi&#243;n consciente, nuevos episodios al estilo 2008, incluso de mayor duraci&#243;n y envergadura, no pueden descartarse en el actual escenario abierto. Por otra parte y si bien un contexto con mayor contenido b&#233;lico no necesita ser presagiado&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb49&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Tanto la situaci&#243;n en Medio Oriente (ver Cinatti, C., &#8220;El imperialismo, el (&#8230;)&#034; id=&#034;nh49&#034;&gt;49&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, nadie se animar&#237;a a pronosticar &#8211;al menos en el per&#237;odo pr&#243;ximo&#8211; una nueva guerra mundial. Sin embargo, el esquema neoliberal que permiti&#243; los a&#241;os de crecimiento moderado pero, al decir de Summers, &#8220;aceptable&#8221;, se estrell&#243; contra sus propios l&#237;mites. Aunque &#8211;como ya se se&#241;al&#243;&#8211; no puede descartarse te&#243;ricamente un eventual respiro temporal, la perspectiva estrat&#233;gica de destrucci&#243;n est&#225; inscripta en las condiciones estructurales actuales del capital, pudiendo asumir ya sea la forma de nuevas cat&#225;strofes como la del &#8216;30, de nuevos estallidos financieros, de estancamiento prolongado, de variantes similares a la ofensiva neoliberal, de nuevos conflictos armados, o de una combinaci&#243;n de estos escenarios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En definitiva la l&#237;nea divisoria entre reformismo y marxismo est&#225; trazada sobre el interrogante de si ante las condiciones estructurales actuales es posible imaginar un escenario reformista de largo plazo o si ese anhelo amenaza transformarse en una nueva trampa. El riesgo no consiste en sostener, por supuesto, que el desarrollo de la lucha de clases podr&#225; obtener nuevas conquistas. El peligro es creer que podr&#225;n mantenerse durante un plazo medianamente prolongado, en las actuales condiciones del modo de producci&#243;n capitalista. Los proyectos neo reformistas como Syriza, Podemos, el chavismo, el evomoralismo, el lulismo o el kirchnerismo en Am&#233;rica Latina &#8211;que est&#225;n dando paso actualmente al ascenso de una &#8220;nueva derecha&#8221; o transform&#225;ndose ellos mismos en ejecutores de planes neoliberales&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb50&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Ver Matos, D., Molina, E., &#8220;Giro a derecha y lucha de clases en Sudam&#233;rica&#8221;, (&#8230;)&#034; id=&#034;nh50&#034;&gt;50&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;&#8211;, han trabajado y trabajan para amilanar al movimiento de masas postul&#225;ndose como redentores del capital. Su acci&#243;n es perversa porque lejos de &#8220;empoderarlo&#8221;, militan para que dejen de confiar en sus propias fuerzas. Actuar sobre el terreno para ayudar a que el movimiento obrero y las masas pobres conf&#237;en en el poder de su autoorganizaci&#243;n, ayudarlo a prepararse para las luchas decisivas que vendr&#225;n &#8211;incluso a sabiendas de que enfrentaremos probablemente nuevas experiencias reformistas que ser&#225;n ef&#237;meras&#8211; es la tarea que los revolucionarios consideramos que tenemos planteada en el per&#237;odo pr&#243;ximo. Se trata de una pol&#233;mica estrat&#233;gica que est&#225; planteado reabrir en gran escala con toda la izquierda que vislumbra una salida en el reformismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;26 de diciembre de 2015&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;hr /&gt;
		&lt;div class='rss_notes'&gt;&lt;div id=&#034;nb1&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh1&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 1&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;1&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Ver Bach, en &lt;a href=&#034;http://www.izquierdadiario.com/Paula-Bach&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;www.izquierdadiario.com/Paula-Bach&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 2&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;2&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Para la evoluci&#243;n hist&#243;rica de las tasas de inter&#233;s reales de la Reserva Federal norteamericana, ver Krugman, P., &lt;i&gt;Secular Stagnation: Facts, Causes and Cures&lt;/i&gt;, Lomdres, CEPR, 2014, p. 63.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 3&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;3&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Summers, L., &#8220;Global economy: the case for expansion&#8221;, &lt;i&gt;Financial Times&lt;/i&gt;, 7/10/15.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 4&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;4&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Las definiciones de Summers fueron extra&#237;das de &lt;i&gt;Secular Stagnation: Facts, Causes and Cures&lt;/i&gt;, Londres, CEPR, 2014, as&#237; como de m&#250;ltiples art&#237;culos period&#237;sticos de su autor&#237;a.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb5&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh5&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 5&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;5&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Datos extra&#237;dos de Expansi&#243;n / datosmacro.com.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb6&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh6&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 6&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;6&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Ver Summers, L., &lt;i&gt;Secular Stagnation: Facts, Causes and Cures&lt;/i&gt;, London, CEPR, 2014, pp. 28-29.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb7&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh7&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 7&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;7&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;La tasa de desempleo ronda actualmente el 5,5 %, lo que merece dos observaciones. Por un lado, y si bien no cabe duda de la reducci&#243;n del desempleo durante los &#250;ltimos a&#241;os, las estad&#237;sticas est&#225;n muy cuestionadas. Excluyen sectores de la poblaci&#243;n desanimados e incluyen a los subempleados que se acercan al 10 %, representando 4 millones de personas m&#225;s que antes de la recesi&#243;n. En segundo lugar, en el momento en que el desempleo se encuentra en su nivel m&#225;s bajo, crecen las dificultades y contradicciones que hacen para Estados Unidos muy complejo sostener las tasas en cero en el largo plazo.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb8&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh8&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 8&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;8&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Summers, L., &#8220;Global economy: the case for expansion&#8221;, &lt;i&gt;Financial Times&lt;/i&gt;, 7/10/15.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb9&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh9&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 9&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;9&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&#205;dem.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb10&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh10&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 10&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;10&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;El t&#233;rmino &#8220;demanda&#8221; hace referencia a la demanda agregada, esto es tanto a la demanda de consumo como a la de inversi&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb11&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh11&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 11&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;11&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&#205;dem nota 9.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb12&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh12&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 12&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;12&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Davies, G., &#8220;Is economy growth permanently lower?&#8221;, &lt;i&gt;Financial Times&lt;/i&gt;, 26/10/14.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb13&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh13&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 13&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;13&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Krugman muestra que la tasa de inter&#233;s real promedio en Estados Unidos se redujo desde alrededor del 4,5 % en la d&#233;cada del &#8216;80 a un promedio cercano al 2,5 % en los a&#241;os &#8216;90, 1,5 % en los 2000 y -1 % en la actualidad, op. cit., p. 63.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb14&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh14&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 14&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;14&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Ver &#8220;Secular stagnation&#8221;, &#8220;The long view&#8221;, &lt;i&gt;The Economist&lt;/i&gt;, 3/11/14.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb15&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh15&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 15&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;15&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Krugman, P., op. cit., p. 64.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb16&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh16&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 16&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;16&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Davies, G., op. cit.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb17&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh17&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 17&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;17&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Fleming, S. y Gilles, C., &#8220;Productivity: it's a drag&#8221;, &lt;i&gt;Financial Times&lt;/i&gt;, 25/5/15.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb18&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh18&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 18&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;18&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Davies, G., &#8220;US productivity: the dog that isn't barking at the Fed&#8221;, &lt;i&gt;Financial Times&lt;/i&gt;, 21/6/15 y Fleming, S. y Gilles, C., op. cit.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb19&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh19&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 19&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;19&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Wolf, M., &#8220;Corporate surpluses are contributing to the savings glut&#8221;, &lt;i&gt;Financial Times&lt;/i&gt;, 17/11/15.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb20&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh20&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 20&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;20&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;En t&#233;rminos de la teor&#237;a macroecon&#243;mica, los otros sectores son el gobierno, los hogares y el sector externo. El &#8220;ahorro&#8221; de estos sectores se canaliza hacia las empresas a trav&#233;s del sistema financiero.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb21&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh21&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 21&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;21&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Piketty, T., &lt;i&gt;Le capital au XXIe. Si&#232;cle&lt;/i&gt;, Par&#237;s, Edicion du Seuil, septiembre 2013.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb22&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh22&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 22&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;22&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Krugman, P., &lt;i&gt;&#161;Acabad ya con esta crisis!&lt;/i&gt;, Barcelona, Cr&#237;tica, 2012.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb23&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh23&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 23&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;23&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Para una cr&#237;tica ver Bach, P. &#8220;Sobre Thomas Piketty y la desigualdad como destino manifiesto&#8221;, &lt;i&gt;Ideas de Izquierda&lt;/i&gt; 10, junio 2014.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb24&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh24&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 24&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;24&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Summers, op. cit.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb25&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh25&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 25&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;25&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Wolf, M., &#8220;In the long shadow of the Great Recession&#8221;, &lt;i&gt;Financial Times&lt;/i&gt;, 10/11/15.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb26&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh26&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 26&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;26&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Existe amplio consenso entre distintos autores marxistas o de origen marxista, como por ejemplo Doum&#233;nil, Brenner, Shaik, Husson, entre otros, sobre la ca&#237;da de la tasa de ganancia como causa de la crisis de los a&#241;os &#8216;70.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb27&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh27&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 27&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;27&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;A diferencia del per&#237;odo tratado, la sobreacumulaci&#243;n de capitales que se hab&#237;a hecho notar hacia el fin de la llamada &#8220;Belle &#201;poque&#8221;, fue revertida mediante dos guerras mundiales y la crisis del &#8216;30, dando origen al boom de posguerra.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb28&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh28&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 28&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;28&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Ver Bach, &#8220;China ante una encrucijada estrat&#233;gica&#8221;, &lt;i&gt;Ideas de Izquierda&lt;/i&gt; 22, agosto 2015.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb29&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh29&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 29&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;29&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Wolf, M. &#8220;How addiction to debt came even to China&#8221;. &lt;i&gt;Financial Times&lt;/i&gt;, 24/02/15.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb30&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh30&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 30&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;30&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Summers, L., &#8220;Global economy: the case for expansion&#8221;, op. cit.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb31&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh31&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 31&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;31&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&#205;dem.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb32&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh32&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 32&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;32&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Como resultado de este proceso, M&#233;xico &#8211;entre otros destinos&#8211; cuyos salarios se hallan actualmente y en promedio alrededor del 30 % por debajo de los chinos, se fue convirtiendo en destino apetecido de capitales &#8211;incluso de origen asi&#225;tico&#8211; para la producci&#243;n manufacturera (ver Vergara, J., &#8220;M&#233;xico. La clase obrera oculta&#8221;, en esta misma revista). A la vez, la mano de obra de la India y las inmigraciones masivas asoman cada vez m&#225;s como objeto de deseo, si no en la tesis del estancamiento secular, en la m&#225;s pragm&#225;tica prensa financiera internacional.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb33&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh33&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 33&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;33&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;El crecimiento de la deuda privada en los pa&#237;ses emergentes se increment&#243; desde 1,7 billones en 2008 hasta 4,3 billones en 2015. Summers, L., &#8220;Global economy: the case for expansion&#8221;, op. cit.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb34&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh34&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 34&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;34&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Ver Bach, &#8220;Giro hist&#243;rico en la Reserva Federal norteamericana&#8221;, &lt;i&gt;La Izquierda Diario&lt;/i&gt; 17/12/15.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb35&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh35&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 35&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;35&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Ver Husson, M., &#8220;Las coordenadas de la crisis que viene&#8221;, Viento Sur, 11/11/15; Bach, Paula, &#8220;Summers, Wolf, Rogoff y el lugar de China en el estancamiento secular&#8221;, &lt;i&gt;La Izquierda Diario&lt;/i&gt;, 24/10/15.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb36&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh36&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 36&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;36&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Ver Matos, D., &#8220;Brasil. Crisis de la &#8216;hegemon&#237;a invertida'&#8221;, en esta misma revista.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb37&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh37&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 37&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;37&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Ver Chingo, J., &#8220;A ocho a&#241;os de la crisis mundial&#8221;, en esta misma revista.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb38&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh38&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 38&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;38&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Wolf, M., &#8220;Solid growth is harder than blowing bubbles&#8221;, &lt;i&gt;Financial Times&lt;/i&gt;, 13/10/15.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb39&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh39&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 39&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;39&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&#205;dem.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb40&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh40&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 40&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;40&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Summers, L., &#8220;Global economy: the case for expansion&#8221;, op. cit.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb41&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh41&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 41&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;41&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Para una discusi&#243;n metodol&#243;gica sobre el lugar de la tesis del estancamiento secular en la historia de la teor&#237;a ver Bach, &#8220;Para una cr&#237;tica de la tesis burguesa del estancamiento secular&#8221;, &lt;i&gt;Ideas de Izquierda&lt;/i&gt; 24, octubre 2015.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb42&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh42&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 42&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;42&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Para profundizar respecto de las pol&#233;micas sobre la productividad desde un &#225;ngulo marxista puede verse Husson, M., &#8220;Estancamiento secular: &#191;un capitalismo empantanado?&#8221;, &lt;i&gt;Revista Viento Sur&lt;/i&gt;, 21/6/15; Roberts, M., &#8220;La gran desaceleraci&#243;n de la productividad&#8221;, &lt;i&gt;Marxismo Cr&#237;tico&lt;/i&gt;, 31/8/2015, disponible en marxismocritico.com; Bach, &#8220;La productividad en tiempos de estancamiento secular&#8221;, &lt;i&gt;La Izquierda Diario&lt;/i&gt;, 6/6/15.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb43&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh43&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 43&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;43&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Roberts, M., Astarita, R., Bach, P. y otros autores en &lt;i&gt;El Debate Piketty sobre El Capital en el Siglo XXI&lt;/i&gt;, compiladores Eskenazi, M., Hern&#225;ndez, M., Buenos Aires, Metr&#243;polis, 2014.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb44&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh44&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 44&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;44&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Joshua, I., &lt;i&gt;Une trayectoire du capital&lt;/i&gt;, Par&#237;s, Syllepse, 2006.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb45&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh45&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 45&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;45&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Citado en Krugman, P., &lt;i&gt;&#161;Acabad ya con esta crisis!&lt;/i&gt;, Barcelona, Cr&#237;tica, 2012.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb46&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh46&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 46&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;46&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&#205;dem.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb47&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh47&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 47&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;47&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Rajan, R., citado en Krugman, P., &lt;i&gt;&#161;Acabad ya con esta crisis!&lt;/i&gt;, op. cit.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb48&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh48&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 48&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;48&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Ver Keynes, J.M., Carta abierta a Roosevelt (1933), disponible en &lt;a href=&#034;http://constitucionweb.blogspot.com.ar/2013/12/carta-abierta-al-presidente-roosevelt.html&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;http://constitucionweb.blogspot.com.ar/2013/12/carta-abierta-al-presidente-roosevelt.html&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb49&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh49&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 49&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;49&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Tanto la situaci&#243;n en Medio Oriente (ver Cinatti, C., &#8220;El imperialismo, el Estado Isl&#225;mico y la contrarrevoluci&#243;n&#8221;, en esta misma revista), como el complejo escenario de la relaci&#243;n ruso-ucraniana, o los l&#237;mites que enfrenta la restauraci&#243;n capitalista en China y su creciente &#8211;aunque a&#250;n d&#233;bil&#8211; poder&#237;o militar, dan la pauta.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb50&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh50&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 50&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;50&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Ver Matos, D., Molina, E., &#8220;Giro a derecha y lucha de clases en Sudam&#233;rica&#8221;, en esta misma revista.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>Contrasentidos de la inmigraci&#243;n y el capital</title>
		<link>https://ft-ci.org/Contrasentidos-de-la-inmigracion-y-el-capital</link>
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		<dc:date>2015-10-03T07:09:39Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Paula Bach</dc:creator>


		<dc:subject>Europa</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Libertades Democr&#225;ticas</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica Internacional</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas) de Argentina </dc:subject>
		<dc:subject>Alemania</dc:subject>
		<dc:subject>Europa del Este</dc:subject>
		<dc:subject>Siria</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;La cuesti&#243;n migratoria a la luz de los problemas estrat&#233;gicos del capital. Sobre expresiones, esencias y escaseces relativas. Sombr&#237;a solidaridad.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/Articulos-en-castellano" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en castellano&lt;/a&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/Europa" rel="tag"&gt;Europa&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Tapa-Central" rel="tag"&gt;Actualidad&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Libertades-Democraticas" rel="tag"&gt;Libertades Democr&#225;ticas&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Politica-Internacional" rel="tag"&gt;Pol&#237;tica Internacional&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Analisis" rel="tag"&gt;An&#225;lisis&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/PTS-Partido-de-los-Trabajadores-Socialistas-Socialist-Workers-Party-from" rel="tag"&gt; PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas) de Argentina &lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Alemania" rel="tag"&gt;Alemania&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Europa-del-Este" rel="tag"&gt;Europa del Este&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Siria" rel="tag"&gt;Siria&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;La cuesti&#243;n migratoria a la luz de los problemas estrat&#233;gicos del capital. Sobre expresiones, esencias y escaseces relativas. Sombr&#237;a solidaridad.&lt;br class='autobr' /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La cuesti&#243;n migratoria que encuentra hoy todo su esplendor en Europa, esconde m&#250;ltiples aristas m&#225;s profundas y dif&#237;ciles de imaginar que las que emergen simplemente a la superficie. Si se observa a trav&#233;s del prisma de problemas estrat&#233;gicos de largo plazo como el bajo crecimiento poblacional en los pa&#237;ses centrales, el relativo agotamiento de fuentes de mano de obra barata, las dificultades para la acumulaci&#243;n ampliada del capital, el aletargado crecimiento de la econom&#237;a mundial, entre otros, es posible que la cuesti&#243;n desnude conclusiones originalmente impensadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Manifestaciones y esencias&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se desarrolla ante nuestros ojos una cat&#225;strofe social con la mayor oleada migratoria a nivel global desde la Segunda Guerra Mundial y el m&#225;s imponente n&#250;mero de solicitantes de asilo en Europa desde los a&#241;os '90. Pero lo que hoy se exterioriza bajo el formato puro de una crisis pol&#237;tica &#8211;sin duda una faceta clave de la realidad-, adoptando la modalidad de una batalla europea por las cuotas de inmigraci&#243;n, nubla el aspecto de oportunidad que en t&#233;rminos estrat&#233;gicos el asunto guarda para del capital de los pa&#237;ses centrales &#8211;y para el de Alemania en particular-: atraer mano de obra barata hacia sus territorios. Los miles de inmigrantes ahogados en el Mediterr&#225;neo, los muertos por asfixia en camiones clandestinos, las mafias traficantes, la persecuci&#243;n, la represi&#243;n y el trato b&#225;rbaro que reciben en los pa&#237;ses de destino, la imagen del peque&#241;o sin vida en las costas turcas y las crecientes manifestaciones &#8211;y acciones- xen&#243;fobas, despertaron genuinos y emotivos gestos de solidaridad en franjas de la poblaci&#243;n en ciudades de Alemania, Grecia, Espa&#241;a, Francia, entre otros pa&#237;ses. Pero sobre la ola de esos alentadores gestos se mont&#243; la sospechosa solidaridad de &#193;ngela Merkel que se dispuso a recibir en su tierra a 800 mil inmigrantes en el curso del a&#241;o. El semanario alem&#225;n Der Spiegel la retrat&#243; en su tapa como &#8220;Mutter Angela&#8221; (madre &#193;ngela) haciendo alusi&#243;n a su actitud &#8220;comprensiva&#8221;, de &#8220;brazos abiertos&#8221; hacia los inmigrantes y se&#241;alando que Merkel est&#225; intentando transformar a Alemania en una &#8220;superpotencia moral en Europa&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sombr&#237;a solidaridad&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Merkel y Der Spiegel no est&#225;n solos en esta cruzada solidaria. Desde hace ya tiempo, conocidos promotores de hacer el bien sin mirar a quien como The Economist, Financial Times o The New York Times, entre otros, vienen insistiendo en la necesidad de que los pa&#237;ses de Europa abran sus puertas a la inmigraci&#243;n. Ulrich Grillo, jefe de la poderosa Federaci&#243;n de la Industria Alemana, declaraba hace unos d&#237;as a Bussines Insider que &#8220;Si somos capaces de integrarlos r&#225;pidamente en el mercado laboral, no s&#243;lo estaremos ayudando a los refugiados, sino tambi&#233;n a nosotros mismos&#8221;. Con frases pomposas como &#8220;dejarlos entrar y dejarlos ganar&#8221; o &#8220;Haci&#233;ndolo bien, haciendo el bien&#8221;, The Economist reafirma que todas las naciones de la Uni&#243;n Europea tienen la obligaci&#243;n legal de conceder refugio a aquellos que tienen un temor fundado de persecuci&#243;n. Y enfatiza que Europa puede hacerlo no s&#243;lo por razones morales sino tambi&#233;n por razones ego&#237;stas. Dice el semanario que la mano de obra en Europa est&#225; envejeciendo y pronto comenzar&#225; a disminuir, que los gobiernos acumularon grandes deudas que van a recaer sobre las generaciones futuras, cuesti&#243;n que ser&#225; m&#225;s dif&#237;cil cuanto m&#225;s peque&#241;as sean aquellas generaciones. Pero recuerda que los inmigrantes suelen ser gente joven y con ganas de trabajar de modo tal que podr&#237;an ayudar a aliviar este problema, cuidando a los ancianos y asumiendo parte de las deudas que no contribuyeron a crear. Contin&#250;a alabando la juventud de africanos y &#225;rabes y con una imagen un tanto vampiresca concluye que Europa puede pedir prestado algo de esa vitalidad&#8230;Aunque The Economist se indigna frente a las bandas neonazis alemanas, frente al hecho de que el partido pol&#237;tico antiimigrantes sea el m&#225;s popular en la imaginariamente afable Suecia, o frente al energ&#250;meno primer ministro h&#250;ngaro a quien compara con Donald Trump, la met&#225;fora suena muy desagradable sobre todo cuando se la contrasta con la imagen simb&#243;lica de refugiados recientemente alojados &#8211;a falta mejor de lugar- en el ex campo de concentraci&#243;n de Dachau, cerca de Munich. El semanario brit&#225;nico remata el asunto recomendando la f&#243;rmula tambi&#233;n para Londres, New York y Vancouver. No olvida se&#241;alar que para el &#233;xito de esta &#8220;m&#233;tier solidaria&#8221; -consistente en transformar la crisis migratoria en &#8220;oportunidad&#8221;-, ser&#225; menester volver m&#225;s flexibles los mercados laborales y retrocediendo un poco demasiado en el tiempo &#8211;como se ver&#225; m&#225;s abajo-, recuerda que las sucesivas oleadas migratorias en el siglo XX, resultaron un sustrato clave para el desarrollo norteamericano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Escasez de mano de obra (barata)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sucede que &#8211;tal como se expres&#243; en &lt;a href=&#034;http://www.izquierdadiario.com/Estancamiento-secular-tiempo-libre-y-marxismo&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;otras oportunidades&lt;/a&gt;- el bajo crecimiento poblacional en los pa&#237;ses centrales est&#225; identificado por distintos economistas &#8211;Larry Summers, Barry Einchengreen, Robert Gordon, Piketty, entre otros- como uno de los obst&#225;culos para el crecimiento vigoroso de la econom&#237;a en el curso de las pr&#243;ximas d&#233;cadas. Lo novedoso de este asunto es que puesto a jugar con la cuesti&#243;n de la inmigraci&#243;n, la desocupaci&#243;n y el mismo crecimiento aletargado de las econom&#237;as de los pa&#237;ses centrales, plantea paradojas &#8211;a decir verdad, aparentes- dif&#237;ciles de desentra&#241;ar. Entre ellas, la cohabitaci&#243;n por un lado de un desempleo que ronda el 25% -como por ejemplo en Espa&#241;a o Grecia- y por el otro, la preocupaci&#243;n centrada en la escasez de mano de obra. A ciencia cierta, el aut&#233;ntico problema que se le plantea al capital no es exactamente la escasez de mano de obra en general sino la escasez de mano de obra barata en particular, asunto que el envejecimiento poblacional en los pa&#237;ses centrales contribuye a agravar. Sin necesidad de retroceder hasta las primeras d&#233;cadas del siglo XX &#8211;como pretende The Economist- y ubic&#225;ndonos s&#243;lo unos cuantos a&#241;os atr&#225;s en pleno auge neoliberal, es f&#225;cil comprobar que la baratura de la mano de obra extranjera, result&#243; un componente clave que ayud&#243; a Alemania &#8211;por citar un ejemplo paradigm&#225;tico- a iniciar el camino de su recuperaci&#243;n como potencia econ&#243;mica y pol&#237;tica internacional. La unificaci&#243;n alemana en 1990 y la posterior incorporaci&#243;n en tandas a la Uni&#243;n Europea de los pa&#237;ses del Este, devino en sendas fuentes de mano de obra barata tanto a trav&#233;s de la migraci&#243;n de personas desde esos pa&#237;ses hacia los del centro de Europa, como de la migraci&#243;n en sentido inverso del capital. A su vez y desmintiendo la c&#237;nica ficci&#243;n de The Economist de que la inmigraci&#243;n contribuye a elevar los salarios &#8211;excepto, se ocupa de aclarar, en el caso de la mano de obra local masculina no calificada-, la atracci&#243;n de mano de obra barata y la migraci&#243;n de capitales resultaron factores que contribuyeron a presionar a la baja los salarios de los pa&#237;ses del centro. El ejemplo por antonomasia de la precarizaci&#243;n y abaratamiento de la mano de obra en Alemania lo constituyen los denominados minijobs que son empleos por un m&#225;ximo de 15 horas semanales con un sueldo de 400 euros al mes que ocupan a m&#225;s de 7 millones de personas e implican menores aportes patronales, peores prestaciones y dif&#237;cil acceso a la jubilaci&#243;n. Se constituye as&#237; la contradicci&#243;n de que mientras el desempleo se encuentra en su nivel m&#225;s bajo desde la reunificaci&#243;n, el volumen de horas trabajadas permanece similar al del a&#241;o 1991. Como espejo de este proceso, la recuperaci&#243;n norteamericana pos crisis 2001, se sostuvo en gran parte sobre las espaldas de la mano de obra barata china a partir de su incorporaci&#243;n a la OMC en el mismo a&#241;o. En este caso se trat&#243; de la migraci&#243;n de capitales expresada en la deslocalizaci&#243;n de industrias desde territorio norteamericano hacia China. Cuesti&#243;n que por su parte contribuye a explicar en gran medida el incremento de empleos basura en Estados Unidos y la &lt;a href=&#034;http://www.izquierdadiario.com/Claves-de-la-crisis-economica-mundial-y-su-refraccion-nacional&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;constante disminuci&#243;n de la porci&#243;n de los salarios en el PB&lt;/a&gt;I desde el a&#241;o 1999.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Agotamiento relativo y doble discurso&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pero estas fuentes de mano de obra barata sufrieron un agotamiento relativo. Seg&#250;n datos de Manpower publicados por The Economist &#8211;que muestra una amplia preocupaci&#243;n por la tem&#225;tica- en Polonia una de cada cinco y en Hungr&#237;a la mitad de las empresas, no puede completar las vacantes laborales requeridas, mientras Rep&#250;blica Checa y Eslovaquia enfrentan dificultades crecientes en el curso de los &#250;ltimos a&#241;os. Los trabajadores cualificados migraron hacia Europa occidental o hacia Estados Unidos en busca de salarios m&#225;s altos que los de sus propios pa&#237;ses &#8211;aunque m&#225;s bajos que los de los trabajadores nativos de los pa&#237;ses de destino, se entiende-. Durante el a&#241;o 2013 fueron empleados en Alemania aproximadamente 430 mil inmigrantes y en 2014 cerca de 470.000. Esos trabajadores provienen en su mayor&#237;a de la propia Uni&#243;n Europea. Se trata fundamentalmente de polacos, rumanos, b&#250;lgaros, espa&#241;oles, italianos, griegos y portugueses mientras que los migrantes extra Uni&#243;n resultan una minor&#237;a. Mientras tanto y seg&#250;n estimaciones, existir&#237;a actualmente en Alemania un faltante de 140.000 ingenieros, programadores y t&#233;cnicos en la industria, seg&#250;n la federaci&#243;n de empresarios BDA. A la vez el sector de la salud, la hoteler&#237;a, el artesanado &#8211;que ocupa gran cantidad de empleos en Alemania- y otros rubros buscan desesperadamente personal y aproximadamente 40 mil puestos de aprendiz podr&#237;an quedar vacantes durante el a&#241;o en curso. Resulta chocante que con 7 millones de puestos precarios a tiempo parcial &#8211;factor considerado sustrato de la tendencia al aumento de la pobreza- exista tanta desesperaci&#243;n patronal en Alemania por captar nueva mano de obra. Del mismo modo y como se se&#241;al&#243; m&#225;s arriba, el asunto resulta nuevamente contrastante cuando se observan los niveles de desempleo en Espa&#241;a, Grecia o Portugal. La primera contradicci&#243;n encuentra elementos de respuesta si se hurga en el hecho de que existe en la actualidad una ley seg&#250;n la cual no puede contratarse a un refugiado o un demandante de asilo si no se prueba previamente que el puesto no conviene a un candidato alem&#225;n. Esta ley &#8211;pat&#233;tica- es considerada un escollo por la federaci&#243;n de empresarios como as&#237; tambi&#233;n por The Economist que pugna por la flexibilizaci&#243;n de las leyes laborales. Y &#191;qu&#233; significa flexibilizar esta ley? Sencillo, que cualquier trabajo &#8220;apto&#8221; para alemanes pueda ser desempe&#241;ado por inmigrantes y obviamente a un menor precio. De este modo se legalizar&#237;a f&#225;cilmente la coexistencia de 7 millones de personas semidesempleadas y nuevos puestos de trabajo a tiempo completo &#8211;antes &#8220;s&#243;lo aptos&#8221; para alemanes- y ahora peor pagos, destinados a inmigrantes. Se trata del camino &#243;ptimo para rebajar al un&#237;sono las condiciones de trabajo de nativos e inmigrantes y es precisamente el efecto buscado. Se pueden hallar aspectos de respuesta al segundo problema si se tiene en cuenta que en 2012 y a pesar de la &#8220;escasez de mano de obra&#8221;, Alemania limit&#243; la entrada de desocupados griegos, espa&#241;oles y portugueses quit&#225;ndoles prestaciones sociales, alegando que &#8220;Aqu&#237; necesitamos inmigrantes cualificados que trabajen y aporten&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Del mismo modo que en la actualidad, mientras Merkel se declara dispuesta a recibir 800 mil refugiados, Alemania cierra los pasos fronterizos. Se trata de un doble juego perverso del que abreva la ultraderecha nacionalista xen&#243;foba &#8211;a su vez factor funcional y necesario para la labor de este mecanismo-. Consiste en enfrentar a los trabajadores nativos con los inmigrantes sobredimensionando hacia los primeros las consecuencias del &lt;a href=&#034;http://www.izquierdadiario.com/Estancamiento-secular-tiempo-libre-y-marxismo&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;envejecimiento poblacional&lt;/a&gt; y haci&#233;ndoles sentir a los segundos &#8211;con muerte, persecuci&#243;n, represi&#243;n y humillaci&#243;n- que el pa&#237;s de destino hace un &#8220;gran esfuerzo&#8221; que los extranjeros deben pagar entregando a cambio &#8220;parte de su vitalidad&#8221;. La incansable propaganda de la prensa anglosajona por la conquista de la &lt;a href=&#034;http://www.izquierdadiario.com/India-a-la-caza-de-un-nuevo-El-Dorado&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;India&lt;/a&gt;&#8211;donde recientemente 150 millones de trabajadores se declararon en huelga contra nuevas leyes de flexibilizaci&#243;n laboral- o la alabanza del &#8220;para&#237;so&#8221; mexicano con salarios cuatro veces m&#225;s baratos que los de Estados Unidos y 20% por debajo de los chinos, es parte de un movimiento similar frente al agotamiento de &lt;a href=&#034;http://www.laizquierdadiario.com/ideasdeizquierda/china-ante-una-encrucijada-estrategica/&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;China&lt;/a&gt;como fuente de mano de obra barata y destino privilegiado para la acumulaci&#243;n ampliada. La necesidad de los trabajadores de reconocerse como clase internacional no s&#243;lo adoptando como propias &#8211;los nativos- las demandas de los inmigrantes sino exigiendo igualdad de paga y de condiciones de trabajo entre otras &lt;a href=&#034;http://clasecontraclase.org/portada/2015/09/solidaridad-internacional-contra-la-xenofobia-en-europa/&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;medidas elementales&lt;/a&gt;, se vuelve imperiosa en un contexto de &#8220;&lt;a href=&#034;http://www.izquierdadiario.com/Capitalismo-y-guerra-entre-Karl-Marx-y-Larry-Summers&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;estancamiento secular&lt;/a&gt;&#8221; en el que el capital intentar&#225; nuevas ofensivas que perseguir&#225;n como m&#237;nimo emular aquellos a&#241;orados a&#241;os de auge neoliberal.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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<item xml:lang="es">
		<title>Pol&#233;mica con el economista griego Lapavitsas</title>
		<link>https://ft-ci.org/Polemica-con-el-economista-griego-Lapavitsas</link>
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		<dc:date>2015-07-27T19:58:00Z</dc:date>
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		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Paula Bach</dc:creator>


		<dc:subject>Europa</dc:subject>
		<dc:subject>Econom&#237;a</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#233;mica</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica Internacional</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas) de Argentina </dc:subject>
		<dc:subject>Grecia</dc:subject>
		<dc:subject>Balcanes</dc:subject>
		<dc:subject>Grecia: &#034;Gobierno de izquierda&#034; o &#034;gobierno de los trabajadores&#034;</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Costas Lapavitsas y la Plataforma de Izquierda. La estrategia de la devaluaci&#243;n. Una discusi&#243;n pol&#237;tica sobre el rol de la movilizaci&#243;n de las masas en la econom&#237;a y la cr&#237;tica del capital. Pol&#233;mica con el economista griego Lapavitsas&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/Articulos-en-castellano" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en castellano&lt;/a&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/Tapa-Central" rel="tag"&gt;Actualidad&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Politica-Internacional" rel="tag"&gt;Pol&#237;tica Internacional&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/PTS-Partido-de-los-Trabajadores-Socialistas-Socialist-Workers-Party-from" rel="tag"&gt; PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas) de Argentina &lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Grecia" rel="tag"&gt;Grecia&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Balcanes" rel="tag"&gt;Balcanes&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Grecia-Gobierno-de-izquierda-o-gobierno-de-los-trabajadores" rel="tag"&gt;Grecia: &#034;Gobierno de izquierda&#034; o &#034;gobierno de los trabajadores&#034;&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L150xH85/arton9143-b6d24.jpg?1694250718' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='85' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Costas Lapavitsas y la Plataforma de Izquierda. La estrategia de la devaluaci&#243;n. Una discusi&#243;n pol&#237;tica sobre el rol de la movilizaci&#243;n de las masas en la econom&#237;a y la cr&#237;tica del capital. Pol&#233;mica con el economista griego Lapavitsas &lt;br class='autobr' /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como planteamos la semana pasada, un amplio arco que engloba desde los Premio Nobel en econom&#237;a Krugman y Stiglitz hasta miembros de la Plataforma de Izquierda de Syriza, sostiene &#8211;con mayor o menor decisi&#243;n- la necesidad de que Grecia abandone la Eurozona. &#8220;Salir del Euro&#8221; es el t&#237;tulo de un art&#237;culo del conocido economista griego de origen marxista, integrante de la Plataforma de Izquierda de Syriza, Costas Lapavitsas, publicado en la edici&#243;n de julio de Le Monde Diplomatique. Rese&#241;amos aqu&#237; algunos de los principales conceptos volcados por el autor y profundizamos la pol&#233;mica iniciada. Con acertado criterio se&#241;ala Lapavitsas que bajo los dictados alemanes &#8220;El futuro de Grecia se anuncia oscuro (&#8230;) Probablemente el desempleo se mantenga muy elevado sin que se pueda proyectar un cambio en la evoluci&#243;n de los ingresos, cuya ca&#237;da super&#243; el 30% para amplias franjas de la sociedad. De esta forma una poblaci&#243;n ya mayor, aplastada por la deuda, tendr&#237;a que ver a su juventud &#8211;especialmente la mejor formada- tomar el camino del exilio. No cuesta imaginar la situaci&#243;n de fragilidad geopol&#237;tica en la que tal escenario hundir&#237;a al pa&#237;s: pronto Atenas quedar&#237;a relegada a la insignificancia hist&#243;rica.&#8221; En contraposici&#243;n, el autor sugiere que la salida de la Eurozona &#8220;no ser&#237;a nada parecido a una fiesta. Pero la historia y la teor&#237;a monetaria permiten trazar las grandes l&#237;neas de una estrategia&#8221;. Veamos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Estrategia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sugiere Lapavitsas que Atenas deber&#237;a suspender su pertenencia al euro sin invalidar su adhesi&#243;n a la Uni&#243;n Europea. Grecia deber&#237;a interrumpir el pago de su deuda p&#250;blica en el exterior fundamentalmente con el FMI y el BCE, aunque podr&#237;a seguir honrando sus compromisos con los acreedores privados. Ser&#237;a necesario promover luego una conferencia internacional para obtener una reestructuraci&#243;n de su deuda. El gobierno se dedicar&#237;a as&#237; a pagar al conjunto de sus agentes dom&#233;sticos. El pa&#237;s retomar&#237;a el control de su Banco Central que abandonar&#237;a el Eurosistema pero no el Sistema Europeo de Bancos Centrales. Se nacionalizar&#237;a el sistema bancario y surgir&#237;an nuevos establecimientos sanos. Se establecer&#237;a un control de cambios y de las transacciones bancarias. Los dep&#243;sitos &#8211;al igual que los pr&#233;stamos bajo la ley griega- se convierten a un nuevo dracma a una tasa de 1 a 1. Ahora bien, advierte Lapavitsas, el nuevo dracma -como es claro- se devaluar&#225; probablemente mucho, durante las primeras semanas, antes de estabilizarse tras varios meses, en torno a una reducci&#243;n del 10 al 20% de su valor inicial, mientras la inflaci&#243;n no deber&#237;a conocer sino un modesto aumento. La satisfacci&#243;n de las necesidades de los grupos m&#225;s vulnerables de la sociedad en productos b&#225;sicos, se eleva al rango de prioridad.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Deber&#237;a bastar con un m&#237;nimo de preparaci&#243;n para evitar recurrir a las libretas de racionamiento. Nadie niega que una salida del euro y un default tendr&#225;n un costo social alto (&#161;&#191;m&#225;s alto?!), pero se trata de una prueba temporal. Seguramente, contin&#250;a el autor, el per&#237;odo de ajuste de algunos meses (&#191;m&#225;s ajuste?) har&#225; que la econom&#237;a entre en recesi&#243;n (&#191;m&#225;s?). Pero luego&#8230;Grecia puede esperar una recuperaci&#243;n del crecimiento. El pa&#237;s estar&#237;a en condiciones de operar un desplazamiento de los servicios hacia la industria y la agricultura as&#237; como relanzar la inversi&#243;n p&#250;blica y sostener su equivalente privado. Contin&#250;a diciendo Lapavitsas que en el momento actual el costo de la austeridad se apoya en gran parte en los asalariados, los jubilados, los pobres y las clases medias bajas. Un gobierno de izquierda aprovechar&#237;a una salida del euro para trasladar esa carga sobre los hombros de los m&#225;s favorecidos y transformar la relaci&#243;n de fuerzas dentro del pa&#237;s. Sin dudas el episodio reducir&#237;a el poder de compra de la poblaci&#243;n a trav&#233;s del encarecimiento de las importaciones. Pero tambi&#233;n aminorar&#237;a el valor real de los cr&#233;ditos inmobiliarios y otros pr&#233;stamos. La reactivaci&#243;n de la actividad econ&#243;mica despu&#233;s de la conmoci&#243;n inicial, favorecer&#237;a a los trabajadores al proteger el empleo y facilitar un aumento progresivo de los salarios lo que permitir&#237;a la redistribuci&#243;n del ingreso nacional. El continente se asfixia y tiene que recuperar fuerzas. A menudo Grecia desempe&#241;&#243; un rol hist&#243;rico desproporcionado en relaci&#243;n con su tama&#241;o, parecer&#237;a ser que se presenta una nueva oportunidad&#8230;Acordamos particularmente con esta &#250;ltima afirmaci&#243;n, aunque no en los t&#233;rminos de Lapavitsas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Entre la horca y la silla el&#233;ctrica&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En primer lugar y como tambi&#233;n apuntamos la semana pasada en Grecia: el fin de la utop&#237;a reformista, hay que se&#241;alar que incluso t&#233;cnicamente, este plan tiene limitadas sus probabilidades de &#233;xito en el contexto de la situaci&#243;n econ&#243;mica mundial actual, la debilidad de Europa, la delicada posici&#243;n geoestrat&#233;gica de Grecia y las caracter&#237;sticas particulares de su econom&#237;a. Pero obviemos estos condicionamientos, supongamos factible la estrategia de Lapavitsas y vayamos al grano del asunto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lapavitsas reconoce &#8211;un poco a rega&#241;adientes y como efecto no deseado- que incluso cuando durante los &#250;ltimos a&#241;os el ingreso de amplias franjas de la sociedad se redujo en un 30%, la devaluaci&#243;n volver&#237;a a golpear sobre el poder de compra de esos mismos sectores. Pero a decir verdad, este no es un &#8220;da&#241;o colateral&#8221; sino el aspecto central buscado por la devaluaci&#243;n, destinada a incrementar la &#8220;competitividad&#8221; externa de una econom&#237;a capitalista. Resulta que la devaluaci&#243;n implica un incremento en igual cuant&#237;a de los precios de los productos importados y por ese mismo motivo reduce los salarios y los ingresos de los sectores m&#225;s empobrecidos. Cuanto m&#225;s depende una econom&#237;a de las importaciones &#8211;y la de Grecia depende mucho-, mayor es el efecto del aumento de los precios de las importaciones sobre los precios internos. La recesi&#243;n a la que alude Lapavitsas es la consecuencia del mismo proceso en la medida en que, necesariamente, la devaluaci&#243;n implica una ca&#237;da de las importaciones. Normalmente estos procesos recesivos permiten mejorar las cuentas externas nacionales en la medida en que se produce un incremento de las exportaciones en t&#233;rminos relativos, posibilitando aumentar el super&#225;vit comercial. A la vez, incrementan la desocupaci&#243;n y degradan el salario de los trabajadores que permanecen ocupados. La inflaci&#243;n, a su vez &#8211;que seg&#250;n Lapavitsas, deber&#237;a ser moderada- suele dispararse debido a que el aumento de los productos importados incrementa los costos y reduce la ganancias que los due&#241;os del capital buscan recuperar subiendo precios. En conclusi&#243;n, recesi&#243;n e inflaci&#243;n alimentan a su vez la ca&#237;da real de los salarios y en la ecuaci&#243;n final el proceso concluye favoreciendo las ganancias empresarias. De modo tal que una devaluaci&#243;n del dracma que con una mirada excesivamente complaciente, el autor estima en un m&#225;ximo de 20%, se traducir&#237;a &#8211;seg&#250;n se&#241;alan algunos an&#225;lisis- en un nivel de ca&#237;da adicional de los ingresos de como m&#237;nimo un 30%. Si agregamos un descenso de esta magnitud o incluso una un poco m&#225;s moderada a la reducci&#243;n ya alcanzada por los ingresos de amplios sectores de la poblaci&#243;n, se obtiene una disminuci&#243;n cercana al 50%. Ahora bien, Lapavitsas agrega como aliciente el hecho de que concomitantemente, se reducir&#237;a el valor real de los cr&#233;ditos inmobiliarios y otros pr&#233;stamos en dracmas. A decir verdad esta disminuci&#243;n no es m&#225;s que lo que Keynes llamaba una &#8220;ilusi&#243;n monetaria&#8221;. El valor real de las deudas internas necesariamente se reducir&#237;a por la devaluaci&#243;n del dracma aunque, por el mismo motivo, como se&#241;alamos, se reducir&#237;an los ingresos. De modo tal que para los trabajadores y sectores pobres de la poblaci&#243;n, se tratar&#237;a de deudas reducidas como porcentaje de salarios e ingresos reducidos, lo cual, dependiendo de la din&#225;mica espec&#237;fica del proceso, acabar&#237;a arrojando muy probablemente, deudas id&#233;nticas en t&#233;rminos reales a las actuales. Por el contrario, quienes s&#237; podr&#237;an beneficiarse de una reducci&#243;n de los valores reales de las deudas internas ser&#237;an los due&#241;os del capital, favorecidos por las disminuciones salariales y el incremento resultante de la &#8220;competitividad&#8221;. Por otra parte el grueso de la deuda p&#250;blica griega que alcanza 247.000 millones de euros (177% del PBI), no es con el FMI y con el BCE (cuyas acreencias sumadas representan 39.500 millones de euros y a quienes Lapavitsas propone interrumpir el pago), sino con los Estados europeos que absorbieron a trav&#233;s de los &#8220;rescates&#8221;, la mayor parte de las deudas de sus respectivos bancos privados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La devaluaci&#243;n del dracma, se traducir&#237;a inmediatamente en un incremento del valor de la deuda nacional en euros que muy probablemente acabar&#237;an pagando los trabajadores y sectores pobres a trav&#233;s de impuestos incrementados o reducci&#243;n de gastos del Estado. Ahora bien, nos dice Lapavitsas que despu&#233;s todo esto, en un futuro incierto, viene la recuperaci&#243;n. Si acept&#225;ramos -con gran incredulidad, para ser sinceros- la posibilidad de desarrollo y conclusi&#243;n de una compleja situaci&#243;n como esta sin &#8220;sobresaltos&#8221;, hay que decir que efectivamente, luego de la cat&#225;strofe inicial y despu&#233;s de unos cuantos a&#241;os de cat&#225;strofe adicional, deber&#237;a venir alg&#250;n tipo de recuperaci&#243;n econ&#243;mica. Al fin y al cabo, as&#237; funciona el capitalismo: durante las crisis, la destrucci&#243;n sienta las bases para la inversi&#243;n del capital y por lo tanto, para la reconstrucci&#243;n. Ahora bien, en el curso de la recuperaci&#243;n, los trabajadores y el pueblo pobre de Grecia, tendr&#237;an que pelear por recuperar el valor perdido de sus sueldos e ingresos y cuando se acercaran a la reparaci&#243;n de aquellas p&#233;rdidas o incluso las superaran tibiamente, la &#8220;competitividad&#8221; del capital volver&#237;a a sentirse amenazada, con lo cual, seguramente se estar&#237;a preparando la pr&#243;xima crisis que exigir&#237;a nuevas reducciones de ingresos. Es historia conocida. Un trabajo de S&#237;sifo, como lo hemos llamado. Mientras tanto, el capital se concentra en el otro polo y va perdiendo las ventajas para su acumulaci&#243;n ampliada. En consecuencia, exige nueva destrucci&#243;n. Pensado en estos t&#233;rminos, no hay salida de acuerdo a los intereses de los trabajadores y el pueblo pobre, que acumulan alternativamente miseria o apenas recuperan lo perdido en la fase anterior. No se trata de una discusi&#243;n t&#233;cnica sobre el mejor plan econ&#243;mico. Elegir entre la permanencia en el euro o la salida al estilo Lapavitas, es como elegir entre la horca y la silla el&#233;ctrica. Se trata de una discusi&#243;n pol&#237;tica que involucra por supuesto, la cr&#237;tica de la econom&#237;a del capital.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;El rol de la movilizaci&#243;n en la econom&#237;a&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#191;Por qu&#233; solamente puede pensarse el futuro de la econom&#237;a griega en t&#233;rminos de las necesidades del capital? &#191;Por qu&#233; no podr&#237;a reflexionarse, por ejemplo -y a la inversa del planteo de Lapavitsas- que los ingresos de los trabajadores y los sectores m&#225;s empobrecidos no s&#243;lo no se contraigan en t&#233;rminos ni reales ni nominales, sino que se eleven a un rango elemental, capaz de cubrir el valor de una canasta familiar? &#191;Por qu&#233; no prohibir todo despido y exigir la ocupaci&#243;n de todos los brazos disponibles? Nos dir&#225;n que si se exige por ejemplo el reparto de las horas de trabajo existentes con un salario a nivel de la canasta familiar, las empresas cerrar&#225;n, debido a la reducci&#243;n del beneficio. Pero tanto las f&#225;bricas, como los astilleros y las empresas que brindan servicios, son entes que existen independientemente de sus propietarios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por lo tanto, en la medida en que los due&#241;os de las grandes empresas griegas y extranjeras se opongan &#8211;y lo har&#225;n- &#191;Por qu&#233; no expropiar sus bienes y activos como por ejemplo los de los magnates de la industria naviera? &#191;Por qu&#233; no volver a nacionalizar sin indemnizaci&#243;n alguna, todas las empresas privatizadas como por ejemplo la compa&#241;&#237;a de tel&#233;fonos OTE, actualmente en manos del capital alem&#225;n? A decir verdad y debido a los estrechos lazos que unen a los bancos con los grandes capitales de la industria, el comercio y los servicios, es impensable y ut&#243;pico nacionalizar los primeros &#8211;como propone Lapavitsas- sin nacionalizar los segundos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No es posible pretender nacionalizar seriamente los bancos sin tocar la propiedad del gran capital. La misma nacionalizaci&#243;n y creaci&#243;n de una banca &#250;nica permitir&#237;a no s&#243;lo centralizar la desastrosa contabilidad nacional sino ordenar la recaudaci&#243;n, imponiendo por ejemplo impuestos progresivos a las grandes fortunas, conociendo los verdaderos movimientos a trav&#233;s de la eliminaci&#243;n del secreto comercial. Posibilitar&#237;a adem&#225;s el otorgamiento de cr&#233;ditos baratos a peque&#241;os campesinos y propietarios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por supuesto estas medidas deben pensarse como parte de un plan integral que incluya la ruptura de toda negociaci&#243;n con la Troika, el cese del pago del total de la fraudulenta e impagable deuda griega, la nacionalizaci&#243;n del comercio exterior, entre otras disposiciones. Pero la clave es que un plan de este tipo no puede considerarse como un &#8220;programa econ&#243;mico alternativo&#8221; sino como una cuesti&#243;n de clase. Se trata en realidad de poner en movimiento a la clase obrera y los sectores pobres de la sociedad en funci&#243;n de sus propios intereses. Se trata de una estrategia opuesta por el v&#233;rtice a la de Syriza, consistente en pasivizar a las masas para redimir al capital.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cuando hablamos de la importancia y el rol de la movilizaci&#243;n no nos referimos s&#243;lo a las huelgas y las manifestaciones. En el caso de dirigir los destinos de un pa&#237;s, se trata de la movilizaci&#243;n econ&#243;mica de las masas, es decir su gesti&#243;n y participaci&#243;n en la econom&#237;a cotidiana, su rol en organismos de control y gesti&#243;n de los bancos y las empresas nacionalizadas. Los trabajadores y el pueblo pobre involucrados en el manejo directo de la econom&#237;a para evitar los negociados, la corrupci&#243;n y garantizar la distribuci&#243;n. Se trata de implicar a las masas en la producci&#243;n de su destino cotidiano. Lapavitsas est&#225; en lo cierto cuando dice que la peque&#241;a Grecia puede cumplir un rol hist&#243;rico desproporcionado&#8230;Pero s&#243;lo una pol&#237;tica de este tipo lograr&#237;a consumarlo, transformando verdaderamente la &#8220;relaci&#243;n de fuerzas&#8221; en el pa&#237;s y entusiasmando a millones en Europa y el mundo que ver&#225;n como los trabajadores y las masas pueden dirigir su propio destino. Esos millones no dudar&#225;n en salir a las calles, parar f&#225;bricas, transportes, boicotear pol&#237;ticas destinadas a perjudicar a Grecia as&#237; como violar leyes y disposiciones, para beneficiarla. Un derrotero tal &#8211;del que la Plataforma de Izquierda est&#225; muy lejos y que los sectores revolucionarios deber&#237;an tomar en sus manos-, comenzar&#237;a a hacer realidad el terror no s&#243;lo de Alemania y la Uni&#243;n Europea, sino de Estados Unidos y todos sus pretendidos dem&#243;cratas aliados y amigos.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Pol&#234;mica com o economista do Syriza Lapavitsas</title>
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		<dc:date>2015-07-27T07:32:00Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Paula Bach</dc:creator>


		<dc:subject>Europa</dc:subject>
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		<dc:subject>Pol&#237;tica Internacional</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas/ Partido dos Trabalhadores Socialistas) da Argentina </dc:subject>
		<dc:subject>Grecia</dc:subject>
		<dc:subject>Balcanes</dc:subject>
		<dc:subject>Grecia: &#034;Gobierno de izquierda&#034; o &#034;gobierno de los trabajadores&#034;</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Costas Lapavitsas e a Plataforma de Esquerda. A estrat&#233;gia de devolu&#231;&#227;o. Uma discuss&#227;o pol&#237;tica sobre o papel da mobiliza&#231;&#227;o de massas na economia e a cr&#237;tica do capital.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/Tapa-Central" rel="tag"&gt;Actualidad&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Politica-Internacional" rel="tag"&gt;Pol&#237;tica Internacional&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/PTS-Partido-de-los-Trabajadores-Socialistas-Socialist-Workers-Party-from" rel="tag"&gt; PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas/ Partido dos Trabalhadores Socialistas) da Argentina &lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Grecia" rel="tag"&gt;Grecia&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Balcanes" rel="tag"&gt;Balcanes&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Grecia-Gobierno-de-izquierda-o-gobierno-de-los-trabajadores" rel="tag"&gt;Grecia: &#034;Gobierno de izquierda&#034; o &#034;gobierno de los trabajadores&#034;&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L150xH85/arton9141-6afa6.jpg?1694250718' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='85' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Costas Lapavitsas e a Plataforma de Esquerda. A estrat&#233;gia de devolu&#231;&#227;o. Uma discuss&#227;o pol&#237;tica sobre o papel da mobiliza&#231;&#227;o de massas na economia e a cr&#237;tica do capital. &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como colocamos na semana passada, um amplo arco que engloba desde os Pr&#234;mios Nobel em economia Krugman e Stiglitz at&#233; membros da plataforma de esquerda do Syriza, sustentam - com maior ou menos decis&#227;o - a necessidade de que a Gr&#233;cia abandone a Eurozona. &#034;Sair do Euro&#034; &#233; o t&#237;tulo de um artigo do conhecido economista grego de origem marxista, integrante da Plataforma de Esquerda do Syriza, Costas Lapavitsas, publicado na edi&#231;&#227;o de julho do Le Monde Diplomatique. Resenhamos aqui alguns dos principais conceitos trazidos pelo autor e aprofundamos a pol&#234;mica iniciada. Com crit&#233;rio correto, Lapavitsas sinaliza que sob os dizeres alem&#227;es &#034;O futuro da Gr&#233;cia se anuncia obscuro (...) Provavelmente o desemprego se mantenha muito elevado sem que se possa projetar uma mudan&#231;a na evolu&#231;&#227;o da renda, cuja queda superou 30% para amplas camadas da sociedade. Desta forma uma popula&#231;&#227;o j&#225; maior, aplacada pela d&#237;vida, teria que ver sua juventude - especialmente a melhor formada - tomar o caminho do ex&#237;lio. N&#227;o custa imaginar a situa&#231;&#227;o de fragilidade geopol&#237;tica na que tal cen&#225;rio afundaria o pa&#237;s: logo Atenas ficaria relegada a insignific&#226;ncia hist&#243;rica.&#034; Em contraposi&#231;&#227;o, o autor sugere que a sa&#237;da da Eurozona &#034;n&#227;o seria nada parecido com uma festa. Mas a hist&#243;ria e a teoria monet&#225;ria permitem tra&#231;ar as grandes linhas de uma estrat&#233;gia&#034;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Estrat&#233;gia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sugere Lapavitsas que Atenas deveria suspender seu pertencimento ao euro sem invalidar sua ades&#227;o &#227; Uni&#227;o Europ&#233;ia. A Gr&#233;cia deveria interromper o pagamento de sua d&#237;vida p&#250;blica no exterior fundamentalmente com o FMI e o BCE, ainda que pudesse seguir honrando seus compromissos com os credores privados. Seria necess&#225;rio promover logo uma confer&#234;ncia internacional para conseguir uma reestrutura&#231;&#227;o de sua d&#237;vida. O governo se dedicaria assim a pagar o conjunto de seus agentes dom&#233;sticos. O pa&#237;s retomaria o controle de seu Banco Central que abandonaria o Eurosistema mas n&#227;o o Sistema Europeu de Bancos Centrais. Se nacionalizaria o sistema banc&#225;rio e surgiriam novos estabelecimentos saud&#225;veis. Se estabeleceria um controle do c&#226;mbio e das transa&#231;&#245;es banc&#225;rias. Os dep&#243;sitos - assim como os empr&#233;stimos sob a lei grega - se convertem em um novo dracma a uma taxa de 1 pra 1. Mas veja bem, adverte Lapvitsas, o novo dracma - como se esperava - provavelmente se desvalorizar&#225; muito, durante as primeiras semanas, antes de se estabilizar por v&#225;rios meses, em torno de uma redu&#231;&#227;o de 10 a 20% de seu valor inicial, enquanto a infla&#231;&#227;o n&#227;o deveria conhecer sequer um modesto aumento. A satisfa&#231;&#227;o das necessidades dos grupos mais vulner&#225;veis da sociedade em produtos b&#225;sicos, se eleva ao patamar de prioridade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Deveria bastar com um m&#237;nimo de prepara&#231;&#227;o para evitar recorrer aos livros de racionamento. Ningu&#233;m nega que uma sa&#237;da do euro e um default teriam um custo social alto (mais alto?), mas se trata de uma prova temporal. Seguramente, continua o autor, o per&#237;odo de ajuste de alguns meses (mais ajuste?) far&#225; com que a economia entre em recess&#227;o (mais?). Mas depois... A Gr&#233;cia pode esperar uma recupera&#231;&#227;o do crescimento. O pa&#237;s estaria em condi&#231;&#245;es de operar um deslocamento dos servi&#231;os para a industria e a agricultura, assim como relan&#231;ar a invers&#227;o p&#250;blica e sustentar seu equivalente privado. Continua dizendo Lapavitsas que no momento atual o custo da austeridade se apoia em grande parte nos assalariados, nos aposentados, nos pobres e nas classes m&#233;dias baixas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um governo de esquerda aproveitaria uma sa&#237;da do euro para descarregar a carga sobre os ombros dos mais favorecidos e transformar a correla&#231;&#227;o de for&#231;as dentro do pa&#237;s. Sem d&#250;vidas o epis&#243;dio reduziria o poder de compra da popula&#231;&#227;o atrav&#233;s do encarecimento das importa&#231;&#245;es. Mas tamb&#233;m amenizaria o valor real dos cr&#233;ditos imobili&#225;rios e outros empr&#233;stimos. A reativa&#231;&#227;o da atividade econ&#244;mica depois da como&#231;&#227;o inicial, favoreceria os trabalhadores ao proteger o emprego e facilitar um aumento progressivo dos sal&#225;rios, o que permitiria a redistribui&#231;&#227;o do ingresso nacional. O continente se asfixia e tem que recuperar for&#231;as. Rapidamente a Gr&#233;cia desempenhou um papel hist&#243;rico desproporcional em rela&#231;&#227;o ao seu tamanho, pode ser que se represente uma nova oportunidade... Concordamos particularmente com essa &#250;ltima afirma&#231;&#227;o, s&#243; que n&#227;o nos termos de Lapavitsas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Entre a forca e a cadeira el&#233;trica&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em primeiro lugar e como tamb&#233;m apontamos na semana passada em &#8220;Gr&#233;cia: o fim da utopia reformista&#8221;, &#233; preciso sinalizar que inclusive tecnicamente, este plano tem limitadas suas probabilidade de &#234;xito no contexto da situa&#231;&#227;o econ&#244;mica mundial atual, a debilidade da Europa, a delicada posi&#231;&#227;o geoestrat&#233;gica da Gr&#233;cia e as caracter&#237;sticas particulares de sua economia. Mas desviemos destas condi&#231;&#245;es, suponhamos fact&#237;vel a estrat&#233;gia de Lapavitsas e vamos ao que interessa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lapavitsas reconhece &#8211; um pouco a contragosto e como efeito indesejado &#8211; que inclusive quando durante os &#250;ltimos anos a contrata&#231;&#227;o de amplas camadas da sociedade se reduziu em 30%, a desvaloriza&#231;&#227;o voltaria a golpear sobre o poder de compra desses mesmos setores. Mas para dizer a verdade, longe de ser um &#8220;dano colateral&#8221; &#233; o aspecto central buscado pela desvaloriza&#231;&#227;o, destinada a incrementar a &#8220;competividade&#8221; externa de uma economia capitalista. O resultado &#233; que a desvaloriza&#231;&#227;o implica um aumento em igual quantidade dos pre&#231;os dos produtos importados e por esse mesmo motivo reduz os sal&#225;rios e a renda dos setores mais empobrecidos. Quanto mais depende de uma economia de importa&#231;&#245;es &#8211; e a da Gr&#233;cia depende muito -, maior &#233; o efeito do aumento dos pre&#231;os e das importa&#231;&#245;es sobre os pre&#231;os internos. A recess&#227;o &#227; que se refere Lapavitsas &#233; a consequ&#234;ncia do mesmo processo na medida que, necessariamente, a desvaloriza&#231;&#227;o implica uma queda das importa&#231;&#245;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Normalmente, estes processos recessivos permitem melhorar as contas externas nacionais na medida em que se produz um aumento das exporta&#231;&#245;es em termos relativos, possibilitando aumentar o super&#225;vit comercial. Ao mesmo tempo, aumentam o desemprego e degradam o sal&#225;rio dos trabalhadores que permanecem ocupados. &#192; infla&#231;&#227;o, por sua vez &#8211; que segundo Lapavitsas, deveria ser moderada &#8211; resta disparar devido ao aumento dos produtos importados, que sofrem um aumento dos custos e reduzem o lucro que os donos do capital buscam recuperar subindo os pre&#231;os. Ou seja, recess&#227;o e infla&#231;&#227;o alimentam, por sua vez, a queda real dos sal&#225;rios e na equa&#231;&#227;o final, o processo conclui favorecendo os lucros empresariais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De tal modo que uma desvaloriza&#231;&#227;o do dracma vista de maneira excessivamente complacente, o autor estima num m&#225;ximo de 20%, se traduziria &#8211; segundo sinalizam algumas an&#225;lises &#8211; em um n&#237;vel de queda adicional da renda de no m&#237;nimo 30%. Se agregamos um descenso desta magnitude ou inclusive um pouco mais moderada &#227; redu&#231;&#227;o j&#225; alcan&#231;ada pela renda de amplos setores da popula&#231;&#227;o, se obt&#233;m uma diminui&#231;&#227;o de aproximadamente 50%.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dito isso, Lapavitsas agrega como atrativo o fato de que concomitantemente, se reduziria o valor real dos cr&#233;dito imobili&#225;rios e outros empr&#233;stimos em dracmas. Para dizer a verdade, esta diminui&#231;&#227;o n&#227;o &#233; mas do que o que Keynes chamava de &#8220;ilus&#227;o monet&#225;ria&#8221;. O valor real das d&#237;vidas internas necessariamente se reduziria pela desvaloriza&#231;&#227;o do dracma ao passo que, pelo mesmo motivo, como sinalizamos, se reduziria a renda. De tal modo que para os trabalhadores e setores pobres da popula&#231;&#227;o, se tratariam de d&#237;vidas reduzidas assim como as porcentagens de sal&#225;rios e renda tamb&#233;m seriam reduzidas, as quais, dependendo da din&#226;mica espec&#237;fica do processo, acabariam gerando, muito provavelmente, d&#237;vidas id&#234;nticas em termos reais &#225;s atuais. Pelo contr&#225;rio, os que poderiam sim se beneficiar de uma redu&#231;&#227;o dos valores reais das d&#237;vidas internas seriam os donos do capital, favorecidos pela diminui&#231;&#227;o salarial e pelo aumento resultante da &#8220;competitividade&#8221;. Por outro lado, o grosso da d&#237;vida p&#250;blica grega que alcan&#231;a 247 bilh&#245;es de euros (177% do PIB), n&#227;o &#233; como o FMI e como o BCE (cujos cr&#233;ditos somas representam 39,5 bilh&#245;es de euros e a quem Lapavitsas prop&#245;e interromper o pagamento), mas sim com os Estados europeus que absorveram atrav&#233;s dos &#8220;resgates&#8221;, a maior parte das d&#237;vidas de seus respectivos bancos privados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A desvaloriza&#231;&#227;o do dracma se traduziria, imediatamente, em um aumento do valor da d&#237;vida nacional em euros, a qual muito provavelmente acabariam pagando os trabalhadores e setores pobres atrav&#233;s de impostos mais caros ou redu&#231;&#227;o dos gastos do Estado. Ent&#227;o, nos diz Lapavitsas que depois de tudo isso, em um futuro incerto, vem a recupera&#231;&#227;o. Se aceitarmos &#8211; com grande incredulidade, para sermos sinceros &#8211; a possibilidade de desenvolvimento e conclus&#227;o de uma situa&#231;&#227;o t&#227;o complexa como essa sem &#8220;sustos&#8221;, deve-se dizer efetivamente, ap&#243;s a cat&#225;strofe inicial e depois de uns quatro anos de cat&#225;strofe adicional, que deveria vir algum tipo de recupera&#231;&#227;o econ&#244;mica. No fim das contal, assim funciona o capitalismo: durante a crise, a destrui&#231;&#227;o senta as bases para a invers&#227;o do capital e portanto, para a reconstru&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sendo assim, no curso da recupera&#231;&#227;o, os trabalhadores e o povo pobre da Gr&#233;cia, teriam que brigar para o valor perdido de seus sal&#225;rios e renda, e quando se aproximarem da repara&#231;&#227;o daquelas perdas ou inclusive as superarem timidamente, a &#8220;competitividade&#8221; do capital voltaria a sentir-se amenizada, com o qual, seguramente, estaria-se preparando a pr&#243;xima crise que exigiria novas redu&#231;&#245;es de renda. &#201; uma hist&#243;ria conhecida. Um trabalho de S&#237;sifo, como viemos chamando. Enquanto isso, o capital se concentra no outro polo e vai perdendo os juros para sua acumula&#231;&#227;o ampliada. Em consequencia, exige nosa destrui&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pensado nesses termos, n&#227;o h&#225; sa&#237;da de acordo com os interesses dos trabalhadores e do povo pobre, que acumulam alternativamente mis&#233;ria ou apenas recuperam a perda da fase anterior. N&#227;o se trata de uma discuss&#227;o t&#233;cnica sobre o melhor plano econ&#244;mico. Escolher entre a perman&#234;ncia no euro ou a sa&#237;da ao estilo Lapavitas, &#233; como escolher entre a forca e a cadeira el&#233;trica. Se trata de uma discuss&#227;o pol&#237;tica que envolver, naturalmente, a cr&#237;tica a economia do capital.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O papel da mobiliza&#231;&#227;o na economia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Porque s&#243; se pode pensar no futuro da economia grega com base &#225;s necessidades do capital? Porque n&#227;o se poderia refletir, por exemplo &#8211; ao contr&#225;rio das coloca&#231;&#245;es de Lapavitsas &#8211; que a renda dos trabalhadores e dos setores mais empobrecidos n&#227;o se contraiam apenas em termos reais ou nominais, mas que se elevem ao patamar mais elementar, capaz de cubrir o valor do or&#231;amento familiar? Porque n&#227;o proibir todas as demiss&#245;es e exigir a ocupa&#231;&#227;o de todos os postos dispon&#237;veis? Nos dir&#227;o que ao se exigir por exemplo a divis&#227;o das horas de trabalho existentes com um sal&#225;rio do patamar de um or&#231;amento familiar, as empresas fechariam, devido &#227; redu&#231;&#227;o do benef&#237;cio. Mas tanto as f&#225;bricas, como os estaleiros e as empresas que oferecem servi&#231;os, s&#227;o entes que existem independentemente de seus propriet&#225;rios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Portanto, &#227; medida que os donos das grandes empresas gregas e estrangeiras se oponham &#8211; e assim o far&#227;o &#8211;, por que n&#227;o expropriar seus bens ativos como por exemplo os dos grandes magnatas da industria naval? Por que n&#227;o voltar a nacionalizar, sem indeniza&#231;&#227;o qualquer, todas as empresas privatizadas, como por exemplo a companhia telef&#244;nica OTE, atualmente nas m&#227;os do capital alem&#227;o? Para dizer a verdade e devido aos estreitos la&#231;os que unem os bancos aos grandes capitais da ind&#250;stria, do com&#233;rcio e dos servi&#231;os, &#233; impens&#225;vel e ut&#243;pico nacionalizar os primeiro &#8211; como prop&#245;e Lapavitsas &#8211; sem nacionalizar os segundos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&#227;o &#233; poss&#237;vel tentar nacionalizar seriamente os bancos sem tocar na propriedade do grande capital. A mesma nacionaliza&#231;&#227;o e cria&#231;&#227;o de um banco &#250;nico permitiriam n&#227;o apenas centralizar a desastrosa contabilidade nacional, como tamb&#233;m ordenar a arrecada&#231;&#227;o, impondo por exemplo impostos progressivos sobre as grandes fortunas, conhecendo os verdadeiros movimentos atrav&#233;s da elimina&#231;&#227;o do segredo comercial. Possibilitaria, al&#233;m disso, a estipula&#231;&#227;o de cr&#233;ditos baratos a pequenos camponeses e propriet&#225;rios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sup&#245;e-se que essas medidas devam ser pensadas como parte de um plano integral que inclua a ruptura de toda negocia&#231;&#227;o com a Troika, o fim do pagamento do total da d&#237;vida grega fraudulenta e impag&#225;vel, a nacionaliza&#231;&#227;o do com&#233;rcio exterior, entre outras disposi&#231;&#245;es. Mas a chave &#233; que um plano desse tipo n&#227;o pode ser considerado como um &#8220;programa econ&#244;mico alternativo&#8221;, mas como uma quest&#227;o de classe. Se trata, na realidade, de colocar em movimento a classe oper&#225;ria e os setores pobres da sociedade em fun&#231;&#227;o de seus pr&#243;prios interesses. Trata-se de uma estrat&#233;gia oposta pelo v&#233;rtice &#227; do Syriza, consistente em passivizar as massas para submet&#234;-las ao capital.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando falamos da import&#226;ncia e do papel da mobiliza&#231;&#227;o n&#227;o nos referimos apenas &#225;s greves e &#225;s manifesta&#231;&#245;es. No caso de dirigir o destino do pa&#237;s, trata-se da mobiliza&#231;&#227;o econ&#244;mica das massas, ou seja, sua gest&#227;o e participa&#231;&#227;o na economia cotidiana, seu papel em organismos de controle e gest&#227;o dos bancos e das empresas nacionalizadas. Os trabalhadores e o povo pobre envolvidos no manejo direto da economia para evitar as negocia&#231;&#245;es, a corrup&#231;&#227;o, e garantir a distribui&#231;&#227;o de renda. Se trata de envolver as massas na produ&#231;&#227;o de seu destino cotidiano. Lapavitsas est&#225; certo quando diz que a pequena Gr&#233;cia pode cumprir um papel hist&#243;rico desproporcional&#8230; Mas apenas uma pol&#237;tica deste tipo conseguiria consum&#225;-lo, transformando verdadeiramente a &#8220;rela&#231;&#227;o de for&#231;as&#8221; no pa&#237;s e entusiasmando milh&#245;es na Europa e no mundo, que ver&#227;o como os trabalhadores e as massas podem dirigir seu pr&#243;prio destino.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esses milh&#245;es n&#227;o duvidar&#227;o em sair &#225;s ruas, parar f&#225;bricas, transportes, boicotar pol&#237;ticas destinadas a prejudicar a Gr&#233;cia, assim como violar leis e acordos, para benefici&#225;-la. Um caminho tal &#8211; da qual a Plataforma de Esquerda est&#225; muito longe e que os setores revolucion&#225;rios deveriam tomar em suas m&#227;os -, come&#231;aria a tornar realidade o terror n&#227;o s&#243; da Alemanha e da Uni&#227;o Europ&#233;ia, mas tamb&#233;m dos Estados Unidos e de todos o seus pretensos amigos e aliados.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>Syriza: el fin de la utop&#237;a reformista</title>
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		<dc:date>2015-07-23T18:29:00Z</dc:date>
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		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Paula Bach</dc:creator>


		<dc:subject>Europa</dc:subject>
		<dc:subject>Econom&#237;a</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica Internacional</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas) de Argentina </dc:subject>
		<dc:subject>Grecia</dc:subject>
		<dc:subject>Balcanes</dc:subject>
		<dc:subject>Grecia: &#034;Gobierno de izquierda&#034; o &#034;gobierno de los trabajadores&#034;</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;El diktat impuesto a Grecia, la traici&#243;n de Tsipras y la paradoja program&#225;tica. Los absolutistas del contrato, el FMI, Estados Unidos y Syriza. Krugman, la Plataforma de Izquierda, el drama del euro y el drama del dracma. Syriza: el fin de la utop&#237;a reformista&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/Analisis" rel="tag"&gt;An&#225;lisis&lt;/a&gt;, 
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&lt;a href="https://ft-ci.org/Grecia" rel="tag"&gt;Grecia&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Balcanes" rel="tag"&gt;Balcanes&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Grecia-Gobierno-de-izquierda-o-gobierno-de-los-trabajadores" rel="tag"&gt;Grecia: &#034;Gobierno de izquierda&#034; o &#034;gobierno de los trabajadores&#034;&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L150xH80/arton9137-9975d.jpg?1694250718' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='80' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;El diktat impuesto a Grecia, la traici&#243;n de Tsipras y la paradoja program&#225;tica. Los absolutistas del contrato, el FMI, Estados Unidos y Syriza. Krugman, la Plataforma de Izquierda, el drama del euro y el drama del dracma. Syriza: el fin de la utop&#237;a reformista&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La prepotencia alemana, el diktat impuesto a Grecia, la traici&#243;n de Tsipras y su reconocimiento por la v&#237;a de los hechos de la paradoja program&#225;tica con la que lleg&#243; al gobierno, trazaron grietas en todos los frentes. Tsipras hab&#237;a prometido permanecer en el euro, pagar la deuda y combatir la austeridad. En un santiam&#233;n, la realidad hizo trizas el espejismo. Traicionando el mandato popular, resolvi&#243; &#8211;con el voto mayoritario del Parlamento heleno- olvidar el asunto de la austeridad, abocarse al pago de la deuda, permaneciendo en la zona euro a costa de someter a Grecia a un verdadero pacto de coloniaje. Probablemente una nueva quimera &#8211;de no mediar una derrota-, aunque claro, sin promesa y sin ilusi&#243;n. Syriza se hab&#237;a presentado con la ofrenda de tranquilizar a los trabajadores y al pueblo pobre de Grecia, mostrando que &#8220;otro capitalismo es posible&#8221;. La promesa se diluy&#243; en el aire en cuesti&#243;n de meses y no es poca cosa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Absolutistas del contrato&lt;br class='autobr' /&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La probabilidad de permanencia de Grecia en el euro &#8211;a&#250;n con el reciente voto favorable del parlamento alem&#225;n- es c&#243;mo m&#237;nimo dudosa y en el &#8220;mejor&#8221; de los casos, adoptar&#225; tintes crecientemente convulsivos. Un eventual Grexit, por su parte, plantear&#237;a una sucesi&#243;n de dilemas con derivaciones inciertas. Ambas variantes, en la medida en que la primera es impensable sin una derrota de los trabajadores y el pueblo griego y en la medida en que podr&#237;a, en &#250;ltima instancia, conducir a la segunda, amenazan poner al rojo vivo disyuntivas de alto voltaje tanto de orden econ&#243;mico, como geopol&#237;tico y pol&#237;tico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En el primer orden, la vulnerabilidad griega act&#250;a sobre una econom&#237;a mundial con alta propensi&#243;n al estancamiento, baja inversi&#243;n de capital, particularmente lento crecimiento de la productividad en los pa&#237;ses centrales, una zona euro asolada por la deuda estatal &#8211;como contracara del rescate de los bancos privados-, bajo crecimiento y tendencias deflacionarias. China &#8211;contratendencia por antonomasia a la crisis iniciada en 2008- est&#225; mostrando un crecimiento debilitado, fuertes tensiones financieras y amenaza convertirse ya sea en un nuevo foco de inestabilidad mundial y/o en un riesgoso competidor por los espacios internacionales de acumulaci&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estados Unidos &#8211;que ostenta la mejor situaci&#243;n de todos los pa&#237;ses avanzados- se enfrenta a la contradicci&#243;n de mantener el crecimiento sosteniendo una burbuja de imprevisibles consecuencias o arriesgarse a elevar las tasas de inter&#233;s con muy esperables efectos contractivos sobre la econom&#237;a. A la vez, dichas tasas hist&#243;ricamente bajas, hacen imposible que en caso de cat&#225;strofe, Norteam&#233;rica pueda volver a echar mano al mismo recurso. Es uno de los motivos por los cuales la Fed podr&#237;a intentar un aumento a&#250;n poniendo en riesgo la fortaleza relativa de la econom&#237;a norteamericana.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Geopol&#237;ticamente, Grecia es un punto neur&#225;lgico. Frente a las costas de Libia, no s&#243;lo es puerta de entrada a Europa del conflicto ardiente de Medio Oriente, sino que una eventual salida de Grecia de la Eurozona podr&#237;a impulsarla finalmente fuera de la Uni&#243;n Europea y no est&#225; descartado que de la OTAN, arroj&#225;ndola a los brazos de Rusia y ocasionalmente, de China.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por &#250;ltimo y en t&#233;rminos pol&#237;ticos los trabajadores y el pueblo griego votaron a Syriza y su programa lavado de Sal&#243;nica, es cierto. Luego de 7 a&#241;os de ca&#237;da del PBI que se contrajo en un cuarto, con un 27% de desocupaci&#243;n, una contracci&#243;n de los salarios reales superior al 20% desde 2011 (OIT), y tras 30 huelgas generales, optaron &#8211;con cierta precauci&#243;n l&#243;gica frente al terror a la salida del euro- por la paradoja que ofrec&#237;a Tsipras. Pero esa paradoja &#8211;a&#250;n cuando en lo m&#225;s m&#237;nimo se pretend&#237;a anticapitalista- inclu&#237;a la promesa de acabar con la austeridad, elevando el salario m&#237;nimo, aliviando la carga fiscal de las rentas bajas y medias, prometiendo luz gratuita para m&#225;s de 300.000 mil hogares, creando m&#225;s de 300.000 puestos de trabajo, recontratando a todos los empleados p&#250;blicos despedidos, revirtiendo privatizaciones, entre otras muchas medidas. Bien entendido el NO masivo &#8211;m&#225;s fuerte que el voto a Syriza- al plan de austeridad de la Troika en el reciente plebiscito, exig&#237;a el cumplimiento de la promesa: permanecer en el euro y rechazar la austeridad. Pero el mandato popular result&#243; ferozmente traicionado como sucede corrientemente bajo el formato de las democracias burguesas. Tsipras rompi&#243; la paradoja y se entreg&#243; a los dictados de la Troika, pero los trabajadores y el pueblo griego no rompieron con la ilusi&#243;n de la paradoja. Alemania, que sufri&#243; una derrota pol&#237;tica tras el masivo triunfo del NO griego, convirti&#243; una derrota en triunfo imponiendo su l&#237;nea a ultranza. Tsipras, por el contrario, transform&#243; el triunfo del NO, en derrota, aceptando la imposici&#243;n alemana. En cierto modo, Merkel &#8211;imponiendo- y Tsipras &#8211;aceptando- rinden homenaje a la &#8211;a decir verdad, incorrecta- frase de Keynes cuando en 1923 dec&#237;a que &#8220;los absolutistas del contrato son los verdaderos padres de las revoluciones&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Estados Unidos, el FMI y Syriza&lt;br class='autobr' /&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pero las cosas son a&#250;n m&#225;s complejas. Los tres grupos de contrariedades esbozadas en el punto anterior &#8211;y en gran parte la antigua advertencia de Keynes- desvelan a Estados Unidos y su principal operador financiero, el FMI, que viene cumpliendo un rol sistem&#225;ticamente macabro. En un primer acto, el organismo dej&#243; correr la presi&#243;n de la Troika hasta que Tsipras resolvi&#243; la convocatoria al plebiscito. Luego, mientras la Uni&#243;n Europea empujaba la ca&#237;da de Tsipras -amenazando a la poblaci&#243;n griega con que un triunfo del NO significar&#237;a la salida del euro-, el FMI sac&#243; a luz un documento previo en el que manifestaba que la deuda griega era impagable. Con esta acci&#243;n, de hecho, aval&#243; a Tsipras y otorg&#243; cierta garant&#237;a al voto NO. En un segundo acto, el FMI dej&#243; correr la imposici&#243;n alemana y horas antes de la aprobaci&#243;n del acuerdo por parte del parlamento griego, revel&#243; otro documento &#8211;tambi&#233;n ocultado previamente- en el que aseguraba el car&#225;cter insostenible del plan impuesto a Tsipras, en ausencia de una reestructuraci&#243;n de deuda. El FMI puso de manifiesto que s&#243;lo participar&#225; de un acuerdo con Grecia si existe una propuesta seria de reestructuraci&#243;n. De este modo, el organismo -con Washington detr&#225;s-, act&#250;a como un cierto sost&#233;n de Syriza en el poder, obligando a Tsipras a aceptar las exigencias m&#225;s brutales y ubic&#225;ndose luego como &#8220;polic&#237;a bueno&#8221; con la exigencia de atemperar la brutalidad alemana y de la UE, buscando &#8220;suavizar el contrato&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pero las grietas no se manifiestan s&#243;lo en el frente imperialista. Revelando una nula influencia en las decisiones de gobierno, el Comit&#233; Central de Syriza emiti&#243; una declaraci&#243;n mayoritaria en contra del acuerdo. Luego, cinco de sus ministros encabezados por el de energ&#237;a, Panyotis Lafazanis &#8211;l&#237;der de la Plataforma de Izquierda del partido- votaron negativamente en el parlamento. Fueron recientemente removidos de sus cargos, siguiendo el camino del renunciante y autodenominado &#8220;marxista err&#225;tico&#8221;, Yanis Varoufakis. Tsipras a la vez, completando y reafirmando la zaga de derecha iniciada con la formaci&#243;n de gobierno, nombr&#243; nada menos que en el cargo de ministro de seguridad social a un actor c&#243;mico miembro del partido nacionalista xen&#243;fobo, Anel, integrante de la coalici&#243;n gubernamental. Los miembros de la Plataforma de Izquierda de Syriza, a&#250;n luego de la expulsi&#243;n de sus cargos y tras la represi&#243;n a las manifestaciones contra el acuerdo llevadas a cabo por la polic&#237;a de Syriza, continuaron dentro del partido. Se preparan para una eventual necesidad de recambio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Progres&#237;a econ&#243;mica y Plataforma de Izquierda&lt;br class='autobr' /&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El economista norteamericano Paul Krugman, en consonancia con Stiglitz y situ&#225;ndose como &#8220;ala izquierda&#8221; de Washington &#8211;un as en la manga ante el eventual desmadre de la situaci&#243;n, que obligar&#237;a o permitir&#237;a a Estados Unidos influir m&#225;s abiertamente-, viene insistiendo en que la crisis griega no tiene soluci&#243;n en la medida en que el pa&#237;s &#8220;carece de soberan&#237;a monetaria&#8221;. Krugman afirma que &#8220;la &#250;nica v&#237;a de escape a la pesadilla griega es salir del euro&#8221;. Se pregunta si la salida del euro funcionar&#225; &#8220;tan bien como la devaluaci&#243;n de Islandia en 2008-2009 o el abandono de la paridad entre el peso y el d&#243;lar en la Argentina&#8221;. Y aunque se responde que &#8220;Tal vez no&#8221;, insiste en que &#8220;incluso si Grecia recibe un alivio significativo de su deuda, abandonar el euro ofrece la &#250;nica ruta de escape posible para su interminable pesadilla econ&#243;mica&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En an&#225;loga sinton&#237;a, Yanis Varoufakis atacando fundamentalmente a Schauble y al eurogrupo y dejando una puerta abierta al FMI, a Hollande e incluso a Merkel, se entusiasma con que en el caso de &#8220;arreglar la situaci&#243;n y tener una salida del euro digna, el resultado podr&#237;a ser otro.&#8221; Aunque adelant&#225;ndose a la eventualidad, asegura que &#8220;para gestionar el desplome de una uni&#243;n monetaria hace falta mucha pericia y no estoy seguro de que en Grecia la tengamos sin ayuda externa&#8221;. Varoufakis revela adem&#225;s su rechazada propuesta frente al cierre de los bancos que consist&#237;a en &#8220;emitir nuestros propios pagar&#233;s o anunciar la emisi&#243;n de nuestra propia liquidez en euros, recortar los bonos griegos de 2012 que ten&#237;a el BCE o al menos anunciar nuestra intenci&#243;n de hacerlo, y hacernos con el control de Banco de Grecia.&#8221; Por su parte el renunciado Lafazanis, mientras afirma que &#8220;la izquierda&#8221; perdi&#243; &#8220;su credibilidad y se arriesga perder su propia alma&#8221;, se&#241;ala que por ahora continuar&#225; en las filas de Syriza luchando por &#8220;defender los grandes principios y valores y la orientaci&#243;n antimemorando&#8221;. No obstante, el dirigente de la Plataforma de Izquierda, con una posici&#243;n similar a la de Varoufakis, defender&#237;a actualmente una pol&#237;tica de salida del euro y nacionalizaci&#243;n de la banca. Pero, la salida del euro, &#191;ser&#237;a una soluci&#243;n para los trabajadores y el pueblo griego?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El drama del euro y el drama del dracma&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En primer lugar y razonado en t&#233;rminos si se quiere &#8220;t&#233;cnicos&#8221; o propiamente capitalistas, resulta imposible comparar a Grecia con Argentina y su salida de la convertibilidad tras la crisis del 2001 &#8211;y por eso se ataja Krugman, aunque sin mucho detalle-, ignorando las grandes diferencias que las separan. Por un lado, el crecimiento de la econom&#237;a Argentina tras la devaluaci&#243;n comenz&#243; en 2003, acompa&#241;ando una fuerte recuperaci&#243;n de la econom&#237;a mundial. Dicha recuperaci&#243;n se sostuvo en un hecho estructural de magnitud como fue la incorporaci&#243;n de China a la Organizaci&#243;n Mundial del Comercio y en el desarrollo concomitante de la burbuja inmobiliaria con epicentro en Estados Unidos tras un abrupto descenso de la tasa de inter&#233;s. El incremento r&#233;cord de los precios de las materias primas que acompa&#241;&#243; este proceso, favoreci&#243; claramente la posici&#243;n internacional de Argentina como exportadora de materias primas y en particular de soja y productos derivados, que se potenci&#243; con la devaluaci&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por el contrario, la situaci&#243;n econ&#243;mica internacional actual se caracteriza por una firme tendencia de largo plazo al estancamiento que no logra revertirse mediante tasas de inter&#233;s hist&#243;ricamente bajas, con debilitados &#237;ndices de inversi&#243;n y productividad. La econom&#237;a griega no goza, por otra parte, de especiales ventajas comparativas. Su aparato productivo es d&#233;bil, vive fundamentalmente del turismo y de los astilleros que subsistieron a la crisis y algunas industrias pesqueras, de oliva y algod&#243;n. A diferencia de la Argentina que a&#250;n bajo condiciones de convertibilidad mantuvo su moneda, Grecia perdi&#243; la soberan&#237;a monetaria. El proceso de salida del euro -que implicar&#237;a reconstruir un sistema monetario en el medio de una profunda crisis nacional- resultar&#237;a cualitativamente m&#225;s traum&#225;tico que en la Argentina.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pero incluso si nos abstraj&#233;ramos de estas significativas diferencias, los ejemplos de Argentina e Islandia deben ser evaluados en sus efectos sobre los trabajadores y el pueblo pobre. En el caso de Argentina y bajo condiciones internacionales altamente favorables, la devaluaci&#243;n signific&#243; una profundizaci&#243;n de la recesi&#243;n y una ca&#237;da del salario real cercana al 40%. A&#250;n en el marco de la relaci&#243;n de fuerzas establecida por el hecho de que las masas hab&#237;an volteado al gobierno al grito de &#8220;que se vayan todos&#8221;, reci&#233;n cinco a&#241;os despu&#233;s, esto es en 2007, el salario medio real recuperaba los deteriorados valores del 2001, el a&#241;o del estallido. Islandia, por su parte, es el ejemplo preferido de Krugman. Ese peque&#241;o pa&#237;s europeo que no pertenec&#237;a a la zona euro declar&#243; &#8211;en el marco de un proceso de ascenso popular- el no pago de la deuda contra&#237;da por los bancos, tras dos referendos nacionales. Sin embargo, el derrotero capitalista de Islandia llev&#243; a devaluar su moneda un 35% contra el euro, para recuperar &#8220;competitividad&#8221;. Como se&#241;ala Krugman en su libro Acabad ya con esta crisis, contar con la ventaja de una propia moneda, les facilit&#243; mucho el camino para recuperar la competitividad: se limitaron a dejar caer la corona y, s&#243;lo con eso, recortaron los sueldos en un 25% en relaci&#243;n con el euro. Krugman dice tambi&#233;n, con pretendida picard&#237;a, que &#8220;los trabajadores son mucho m&#225;s reacios a aceptar, digamos, que al final del mes les ingresen en su cuenta una cantidad un 5 por 100 inferior a la que recib&#237;an, que no a aceptar un ingreso inalterado, cuyo poder adquisitivo, sin embargo, se ve erosionado por la inflaci&#243;n&#8221;. Keynes denominaba ilusi&#243;n monetaria a esta modalidad de rebajar los salarios, que defend&#237;a abiertamente contra los &#8220;absolutistas del contrato&#8221;&#8230;Las propuestas de devaluaci&#243;n con creaci&#243;n de moneda, incluso moneda alternativa como bonos, pagar&#233;s, dinero electr&#243;nico y otras modalidades por el estilo, tienen por objeto favorecer la competitividad que por supuesto es la de los due&#241;os del capital, en base a la devaluaci&#243;n salarial. Y esto, a&#250;n cuando se acompa&#241;e de medidas m&#225;s de &#8220;izquierda&#8221; como la restructuraci&#243;n o el no pago de la deuda e incluso la nacionalizaci&#243;n de los bancos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La Plataforma de Izquierda de Syriza no sac&#243; ninguna conclusi&#243;n de la derrota. &lt;br class='autobr' /&gt;
Debido al terror que le inspiran las masas movilizadas y a su enfermiza confianza en los organismos internacionales e instituciones del capital, muy probablemente est&#233; prepar&#225;ndose para una nueva traici&#243;n en caso de que la lucha de clases griega impida la consumaci&#243;n del pacto de coloniaje. No hay soluci&#243;n &#8220;t&#233;cnica&#8221; al gran laboratorio pol&#237;tico en el que se convirti&#243; la peque&#241;a Grecia. Corrigiendo a Keynes, es el propio capitalismo y no los &#8220;absolutistas del contrato&#8221;, el verdadero padre de la revoluci&#243;n. No hay salida favorable a los trabajadores y al pueblo pobre en tanto sus direcciones pretendan la pasivizaci&#243;n de las masas y contin&#250;en postul&#225;ndose como los redentores del capital. La salida requiere un programa integral de emergencia, decididamente anticapitalista, cuesti&#243;n que por supuesto no impide sino que implica la exigencia de la m&#225;s amplia solidaridad a movimientos reformistas de izquierda que como Podemos en Espa&#241;a o Die Linke en Alemania, conservan la confianza de amplios sectores de masas. Para la implementaci&#243;n de este programa ser&#225; condici&#243;n necesaria la m&#225;s amplia movilizaci&#243;n no s&#243;lo de los trabajadores y el pueblo pobre de Grecia sino y, muy en especial, la de los pueblos de Europa y del mundo.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Syriza: o fim da utopia reformista</title>
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		<dc:date>2015-07-23T18:26:00Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Paula Bach</dc:creator>


		<dc:subject>Europa</dc:subject>
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		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
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		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas/ Partido dos Trabalhadores Socialistas) da Argentina </dc:subject>
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		<dc:subject>Grecia: &#034;Gobierno de izquierda&#034; o &#034;gobierno de los trabajadores&#034;</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;O diktat imposto a Gr&#233;cia, a trai&#231;&#227;o de Tsipras e o paradoxo program&#225;tico. Os absolutistas do contrato, o FMI, Estados Unidos e Syriza. Krugman, a plataforma de esquerda, o euro drama e o drama do dracma. Syriza: o fim da utopia reformista&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/Analisis" rel="tag"&gt;An&#225;lisis&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/PTS-Partido-de-los-Trabajadores-Socialistas-Socialist-Workers-Party-from" rel="tag"&gt; PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas/ Partido dos Trabalhadores Socialistas) da Argentina &lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Grecia" rel="tag"&gt;Grecia&lt;/a&gt;, 
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&lt;a href="https://ft-ci.org/Grecia-Gobierno-de-izquierda-o-gobierno-de-los-trabajadores" rel="tag"&gt;Grecia: &#034;Gobierno de izquierda&#034; o &#034;gobierno de los trabajadores&#034;&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L150xH80/arton9136-0fdc9.jpg?1694250718' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='80' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;O diktat imposto a Gr&#233;cia, a trai&#231;&#227;o de Tsipras e o paradoxo program&#225;tico. Os absolutistas do contrato, o FMI, Estados Unidos e Syriza. Krugman, a plataforma de esquerda, o euro drama e o drama do dracma. Syriza: o fim da utopia reformista&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A prepot&#234;ncia alem&#227;, o diktat imposto a Gr&#233;cia, a trai&#231;&#227;o de Tsipras e seu reconhecimento pela via das a&#231;&#245;es do paradoxo program&#225;tico com que assumiu o cargo, trouxe rachas em todas as frentes. Tsipras havia prometido permanecer no euro, pagar a d&#237;vida e combater a austeridade. Em um instante, a realidade quebrou a ilus&#227;o. Traindo o mandato popular, resolveu &#8211; com o voto majorit&#225;rio do parlamento grego &#8211; esquecer o assunto da austeridade, abocar-se em pagar a d&#237;vida, permanecendo na zona do euro em troca de submeter a Gr&#233;cia em um verdadeiro pacto colonial. Provavelmente uma nova quimera &#8211; na aus&#234;ncia de uma derrota -, ainda que claro, sem promessa e ilus&#227;o. Syriza se havia apresentado com a promessa de tranquilizar os trabalhadores e o povo pobre da Gr&#233;cia, mostrando que &#8220;outro capitalismo &#233; poss&#237;vel&#8221;. A promessa se diluiu no ar em quest&#227;o de meses e n&#227;o &#233; pouca coisa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Absolutistas de contrato&lt;br class='autobr' /&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A probabilidade de perman&#234;ncia da Gr&#233;cia no euro &#8211; ainda com o recente voto favor&#225;vel do parlamento alem&#227;o &#8211; &#233; no m&#237;nimo duvidosa e no melhor dos casos, adotar&#225; tintes crescentemente convulsivos. Um eventual Grexit, por sua parte, colocar&#225; uma sucess&#227;o de dilemas com deriva&#231;&#245;es incertas. Ambas variantes, na medida em que a primeira &#233; impens&#225;vel sem uma derrota dos trabalhadores e do povo grego e na medida em que poderia, em &#250;ltima inst&#226;ncia, conduzir a segunda, amea&#231;am p&#244;r em vermelho vivo assuntos tanto de ordem econ&#244;mica, como geopol&#237;tica e pol&#237;tica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em primeira ordem, a vulnerabilidade grega atua sobre uma economia mundial com alta propens&#227;o ao estancamento, baixa invers&#227;o de capital, particularmente lento crescimento da produtividade nos pa&#237;ses centrais, uma zona do euro assolada pela d&#237;vida estatal &#8211; como contra cara do resgate dos bancos privados -, baixo crescimento e tend&#234;ncias deflacion&#225;rias. China &#8211; contra tend&#234;ncia por excel&#234;ncia da crise iniciada em 2008 - est&#225; mostrando um crescimento debilitado , fortes tens&#245;es financeiras e amea&#231;a converter-se em ser um novo foco de instabilidade mundial e/ou em um rigoroso competidor pelos espa&#231;os internacionais de acumula&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estados Unidos &#8211; que ostenta a melhor situa&#231;&#227;o de todos os pa&#237;ses avan&#231;ados &#8211; se enfrenta com a contradi&#231;&#227;o de manter um crescimento sustentando uma bolha de imprevis&#237;veis consequ&#234;ncias ou arriscar-se a elevar as taxas de juros com muitos esperados efeitos contrativos sobre a economia. Ao mesmo tempo, estas taxas de juros historicamente baixas torna imposs&#237;vel em caso de desastre, a Am&#233;rica do Norte pode voltar abrir m&#227;o do mesmo recurso. &#201; um dos motivos pelos quais o FED poderia tentar um aumento ainda pondo em risco a fortaleza relativa da economia norte americana.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Geopoliticamente, a Gr&#233;cia &#233; um ponto nevr&#225;lgico. As costa da L&#237;bia, n&#227;o s&#243; &#233; porta de entrada da Europa do conflito ardente do Oriente M&#233;dio, mas um eventual sa&#237;da da Gr&#233;cia da Eurozona poderia impulsion&#225;-la finalmente fora da Uni&#227;o Europeia e n&#227;o est&#225; descartado que da OTAN, jogando-a aos bra&#231;os da R&#250;ssia e, ocasionalmente, da China.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por &#250;ltimo, politicamente os trabalhadores e o povo grego votaram em Syriza e em seu programa lavado de Sal&#243;nica, &#233; certo. Depois de 7 anos de ca&#237;da do PIB que se contraiu em um quarto, com 27% de desemprego, uma contra&#231;&#227;o dos sal&#225;rios reais superior a 20% desde 2011 (OIT), e depois de 30 greves gerais, optaram &#8211; com certa precau&#231;&#227;o l&#243;gica frente ao terror da sa&#237;da do euro &#8211; pelo paradoxo que oferecia Tsipras. Contudo, esse paradoxo &#8211; ainda quando no mais m&#237;nimo se pretendia anticapitalista &#8211;inclu&#237;a promessa de acabar com a austeridade, elevando o sal&#225;rio m&#237;nimo, aliviando a carga fiscal das rendas baixas e m&#233;dias, prometendo luz gratuita para mais de 300.000 casas, criando mais de 300.000 postos de trabalho, recontratando todos os empregados p&#250;blicos despedidos, revertendo privatiza&#231;&#245;es, entre outras muitas medidas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pelo bem entendido N&#195;O massivo &#8211; mais forte que o voto em Syriza &#8211; ao plano de austeridade da Troika em recente plebiscito, exigia o cumprimento da promessa: permanecer no euro e recha&#231;ar a austeridade. Todavia, o mandato popular resultou-se tra&#237;do como acontece comumente sob o formato das democracias burguesas. Tsipras rompeu o paradoxo e se entregou aos ditados da Troika, mas os trabalhadores e o povo grego n&#227;o rompeu com a ilus&#227;o do paradoxo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Alemanha converteu uma derrota em triunfo impondo sua linha intransigente. Tsipras, pelo contr&#225;rio, transformou o triunfo do N&#195;O, em derrota, aceitando a imposi&#231;&#227;o alem&#227;. De certo modo, Merkel &#8211; impondo &#8211; e Tsipras &#8211; aceitando- fazem homenagem a &#8211; incorreta &#8211; frase de Keynes quando em 1923 dizia que &#8220;os absolutistas de contrato s&#227;o os verdadeiros pais das revolu&#231;&#245;es&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Estados Unidos, FMI e Syriza&lt;br class='autobr' /&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os fatos s&#227;o ainda mais complexos. Os tr&#234;s grupos de contrariedades expressadas no ponto anterior &#8211; e em grande parte a antiga advert&#234;ncia de Keynes &#8211; desvendam Estados Unidos e seu principal operador financeiro, o FMI, que vem cumprindo um papel sistematicamente macabro. No primeiro ato, o organismo deixou acontecer a press&#227;o da Troika at&#233; que Tsipras resolveu convocar o plebiscito. Depois, embora a Uni&#227;o Europeia empurrava Tsipras &#8211; amea&#231;ando a popula&#231;&#227;o grega que com o triunfo do N&#195;O significaria a sa&#237;da do euro -, o FMI trouxe a luz um documento pr&#233;vio em que manifestava que a d&#237;vida grega era impag&#225;vel. Com esta a&#231;&#227;o, de fato, abalou Tsipras e outorgou certa garantia ao voto N&#195;O.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em segundo ato, o FMI deixou acontecer a imposi&#231;&#227;o alem&#227; e horas antes da aprova&#231;&#227;o do acordo por parte do parlamento grego, revelou outro documento &#8211; tamb&#233;m ocultado previamente &#8211; em que assegurava o car&#225;ter insustent&#225;vel do plano imposto &#227; Tsipras, na aus&#234;ncia de uma reestrutura&#231;&#227;o da d&#237;vida. O FMI manifestou que s&#243; participar&#225; de um acordo com a Gr&#233;cia se existir uma proposta s&#233;ria de reestrutura&#231;&#227;o. Deste modo, o organismo &#8211; com Washington por tr&#225;s -, atua como um certo pilar do Syriza no poder, obrigando a Tsipras a aceitar as exig&#234;ncias mais brutais e posicionando-se depois como &#8220;bom policial&#8221; com a exig&#234;ncia de diminuir a brutalidade alem&#227; e da UE, buscando &#8220;suavizar o contrato&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas a rachaduras n&#227;o se manifestaram apenas na frente imperialista. Revelando uma nula influ&#234;ncia nas decis&#245;es do governo, o Comit&#234; Central de Syriza emitiu uma declara&#231;&#227;o majorit&#225;ria contra o acordo. Depois, cinco de seus ministros encabe&#231;ados pelo de energia, Panyotis Lafazanis &#8211; l&#237;der da plataforma de esquerda do partido &#8211; votaram negativamente no parlamento. Foram recentemente removidos de seus cargos, seguindo o caminho do renunciante e autodenominado &#8220;marxista err&#225;tico&#8221;, Yanis Varoufakis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tsipras por sua vez, completando e reafirmando a saga de direita iniciada com a forma&#231;&#227;o do governo, designou ao cargo de ministro de seguridade social a um membro do partido nacionalista xen&#243;fobo, Gregos Independentes, integrante da coaliza&#231;&#227;o governamental. Os membros da Plataforma de Esquerda de Syriza, ainda depois da expuls&#227;o de seus cargos e mesmo ap&#243;s as manifesta&#231;&#245;es contra o acordo reprimidas pela pol&#237;cia a mando de Syriza, continuaram dentro do partido. Se preparando para uma eventual necessidade de sa&#237;da.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Progressismo econ&#244;mico e Plataforma de Esquerda.&lt;br class='autobr' /&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O economista norte-americano Paul Krugman, em conson&#226;ncia com Stiglitz e situando-se como &#8220;ala esquerda&#8221; de Washington &#8211; um trunfo ante o eventual caos da situa&#231;&#227;o, que obrigaria ou permitiria aos Estados Unidos influir mais abertamente -, vem insistindo que a crise grega n&#227;o tem solu&#231;&#227;o na medida que o pa&#237;s &#8220;carece de soberania monet&#225;ria&#8221;. Krugman afirma que &#8220;a &#250;nica via de escape ao pesadelo grego &#233; sair do euro&#8221;. Se perguntou se a sa&#237;da do euro funcionar&#225; &#8220;t&#227;o bem como a desvaloriza&#231;&#227;o da Isl&#224;&#162;ndia em 2008 &#8211; 2009 ou o abandono da paridade entre o peso e o d&#243;lar na Argentina&#8221;. E ainda que se responda que &#8220;talvez n&#227;o&#8221;, insiste que &#8220;contanto que a Gr&#233;cia receba um al&#237;vio significante de sua d&#237;vida, abandonar o euro oferece a &#250;nica rota de escape para seu intermin&#225;vel pesadelo econ&#244;mico&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em an&#225;loga sintonia, Yanis Varoufakis atacando fundamentalmente a Schauble e ao eurogrupo e desejando uma porta aberta no FMI, a Hollande e incluindo Merkel, se entusiasma com que no caso de &#8220;fixar a situa&#231;&#227;o e ter uma sa&#237;da do euro digna, o resultado poderia ser outro&#8221;. Ainda que frente &#227; eventualidade, assegura que &#8220;para gerir o colapso de uma uni&#227;o monet&#225;ria faz-se falta muita per&#237;cia e n&#227;o estou seguro que na Gr&#233;cia tenhamos ajuda externa&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Varoufakis revela ainda sua recha&#231;ada proposta frente ao fechamento dos bancos que consistia em &#8220;emitir nossas pr&#243;prias notas ou anunciar a emiss&#227;o de nossa pr&#243;pria liquidez em euros, cortar 2012 t&#237;tulos gregos que o BCE teve ou, pelo menos, anunciar nossa inten&#231;&#227;o de faz&#234;-lo, e nos deixar o controle do Banco da Gr&#233;cia&#8221;. Por sua parte, o renunciado Lafazanis, contudo, afirma que &#8220;a esquerda&#8221; perdeu &#8220;sua credibilidade e se arrisca a perder sua pr&#243;pria alma&#8221;, assinala que por ora continuar&#225; nas fileiras de Syriza lutando por &#8220;defender os grandes princ&#237;pios e valores e a orienta&#231;&#227;o anti-memorando&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&#227;o obstante, o dirigente da Plataforma de Esquerda, com uma posi&#231;&#227;o similar a de Varoufakis, defenderia atualmente uma pol&#237;tica de sa&#237;da do euro e nacionaliza&#231;&#227;o dos bancos. Por&#233;m, a sa&#237;da do euro, seria uma solu&#231;&#227;o para os trabalhadores e o povo grego?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O drama do euro e o drama do dracma&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em primeiro lugar e fundamentado se se quer &#8220;t&#233;cnicos&#8221; ou propriamente capitalistas, se torna imposs&#237;vel comparar a Gr&#233;cia com a Argentina e sua sa&#237;da da convertibilidade na crise e 2001 &#8211; e por isso se salva Krugman, ainda que sem muito detalhe -, ignorando as grandes diferen&#231;as que as separam. Por um lado, o crescimento da economia Argentina ap&#243;s desvaloriza&#231;&#227;o come&#231;ou em 2003, acompanhada de uma forte recupera&#231;&#227;o da economia mundial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa recupera&#231;&#227;o se sustentou em um feito estrutural de magnitude, que foi a incorpora&#231;&#227;o da China &#227; OMC e no desenvolvimento concomitante da bolha imobili&#225;ria com epicentro nos EUA por meio de uma abrupta queda da taxa de juros. O incremento recorde dos pre&#231;os das mat&#233;rias primas e em particular da soja e de produtos derivados, que se potencializou com a desvaloriza&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pelo contr&#225;rio, a situa&#231;&#227;o econ&#244;mica internacional atual se caracteriza por uma firme tend&#234;ncia de longo prazo ao estancamento que n&#227;o se espera reverter mediante a taxa de juros historicamente baixa, com debilitados &#237;ndices de investimento e produtividade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A economia grega n&#227;o goza, por outra parte, de especiais vantagens comparativas. Seu aparato produtivo &#233; d&#233;bil, vive fundamentalmente do turismo e dos estaleiros que sobreviveram &#227; crise e algumas ind&#250;strias de pesca, &#243;leo de oliva e algod&#227;o. Diferentemente da Argentina que ainda sob condi&#231;&#245;es de convertibilidade manteve sua moeda, Gr&#233;cia perdeu a soberania monet&#225;ria. O processo de sa&#237;da do euro &#8211; que implicaria reconstruir um sistema monet&#225;rio em meio a uma profunda crise nacional &#8211; resultaria qualitativamente mais dram&#225;tico que na Argentina.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ainda assim, se abstrairmos estas diferen&#231;as significativas, os exemplos da Argentina e Isl&#224;&#162;ndia devem ser avaliados em seus efeitos sobre os trabalhadores e o povo pobre. No caso da Argentina e sob condi&#231;&#245;es internacionais altamente favor&#225;veis, a desvaloriza&#231;&#227;o significou um aprofundamento da recess&#227;o e uma queda do sal&#225;rio real em cerca de 40%. Ainda no marco da rela&#231;&#227;o de for&#231;as estabelecidas pelo fato de que as massas haviam se voltado contra o governo sob o grito de &#8220;que se vayan todos&#8221;, apenas cinco anos depois, ou seja em 2007, o sal&#225;rio m&#233;dio real recuperava os deteriorados valores de 2001, o ano do surto. Isl&#224;&#162;ndia, por sua vez, &#233; o exemplo preferido de Krugman. Esse pequeno pa&#237;s europeu que n&#227;o pertencia a zona do euro declarou &#8211; no marco de um processo de ascens&#227;o popular &#8211; o n&#227;o pagamento da d&#237;vida contra&#237;da pelos bancos, ap&#243;s dois referendos nacionais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por&#233;m, o curso capitalista da Isl&#224;&#162;ndia levou-a a desvalorizar sua moeda em 35% em rela&#231;&#227;o ao euro, para recuperar &#8220;competitividade&#8221;. Como destaca Krugman em seu livro Acabar com a crise, conta com a vantagem de sua pr&#243;pria moeda, facilitou muito o caminho para recuperar a competitividade: se limitaram a deixar cair a coroa e, assim, cortaram os sal&#225;rios em 25% em rela&#231;&#227;o ao euro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Krugman disse tamb&#233;m, com ast&#250;cia, que &#8220;os trabalhadores s&#227;o muito mais relutantes em aceitar, digamos, que ao final do m&#234;s eles coloquem em sua conta uma quantidade 5% inferior a que recebiam, que n&#227;o aceitar uma entrada inalterada, cujo poder aquisitivo, por&#233;m, se v&#234; afetado pela infla&#231;&#227;o. Keynes denominava ilus&#227;o monet&#225;ria esta modalidade de rebaixar os sal&#225;rios, que defendia abertamente contra os &#8220;absolutistas de contrato&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As propostas de desvaloriza&#231;&#227;o com cria&#231;&#227;o da moeda, incluso moedas alternativas como b&#244;nus, notas promiss&#243;rias, dinheiro eletr&#244;nico e outras modalidades, tem por objetivo favorecer a competitividade que por suposto &#233; dos donos do capital, com base na desvaloriza&#231;&#227;o salarial. E isto, ainda quando se acompanhada de medidas mais de &#8220;esquerda&#8221; como a reestrutura&#231;&#227;o ou o n&#227;o pagamento da d&#237;vida e a nacionaliza&#231;&#227;o dos bancos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Plataforma de Esquerda do Syriza n&#227;o tirou nenhuma conclus&#227;o da derrota. Devido ao terror que os coloca as massas mobilizadas e sua doentia confian&#231;a nos organismos internacionais e institui&#231;&#245;es do capital, muito provavelmente est&#225; preparando-se para uma nova trai&#231;&#227;o no caso da luta de classes grega impedir a consuma&#231;&#227;o do pacto colonial. N&#227;o h&#225; solu&#231;&#227;o &#8220;t&#233;cnica&#8221; ao grande laborat&#243;rio pol&#237;tico em que se converteu a pequena Gr&#233;cia. Corrigindo Keynes, &#233; o pr&#243;prio capitalismo e n&#227;o os &#8220;absolutistas de contrato&#8221;, o verdadeiro pai da revolu&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&#227;o h&#225; sa&#237;da favor&#225;vel aos trabalhadores e ao povo pobre enquanto suas dire&#231;&#245;es pretendam a passiva&#231;&#227;o das massas e continuem como redentores do capital. A sa&#237;da requer um programa integral de emerg&#234;ncia, decididamente anticapitalista, quest&#227;o que por suposto n&#227;o impede, mas que implica a exig&#234;ncia da mais ampla solidariedade de movimentos reformistas de esquerda como Podemos na Espanha e Die Linke na Alemanha,que conservam a confian&#231;a de amplos setores de massas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para a implementa&#231;&#227;o deste programa ser&#225; condi&#231;&#227;o necess&#225;ria a mais ampla mobiliza&#231;&#227;o n&#227;o s&#243; dos trabalhadores e do povo pobre da Gr&#233;cia, mas e muito especial, dos povos da Europa e do mundo.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Summers, Yellen, Marx</title>
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		<dc:date>2015-02-28T16:45:00Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Paula Bach</dc:creator>


		<dc:subject>Europa</dc:subject>
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		<dc:subject>Econom&#237;a</dc:subject>
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		<description>&lt;p&gt;A invers&#227;o como problema do capital e as quest&#245;es de forma e conte&#250;do nas teses burguesas da &#8220;estagna&#231;&#227;o secular&#8221;. O discurso de Janet Yellen perante o senado norte americano. Os &#8220;tributos&#8221; reacion&#225;rios.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/China-169" rel="tag"&gt;China&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ft-ci.org/Estados-Unidos-184" rel="tag"&gt;Estados Unidos&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L150xH90/arton8938-40566.jpg?1694250718' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='90' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;A invers&#227;o como problema do capital e as quest&#245;es de forma e conte&#250;do nas teses burguesas da &#8220;estagna&#231;&#227;o secular&#8221;. O discurso de Janet Yellen perante o senado norte americano. Os &#8220;tributos&#8221; reacion&#225;rios. &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Rebobinando alguns tantos anos, dos nossos dias at&#233; O Capital, &#233; poss&#237;vel rastrear um conceito de autopoder explicativo para a realidade atual. Aqueles que destacam uma e outra vez as palavras de Marx que se referem &#227; discord&#226;ncia entre a forma e conte&#250;do. Encontrar a rela&#231;&#227;o correta entre forma e conte&#250;do ou, dito em outros termos, compreender as leis do movimento da apar&#234;ncia, &#233; o que permitiu a Marx superar os limites da economia pol&#237;tica cl&#225;ssica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ora, Marx se ocupou em esclarecer &#8211; entre outras muitas coisas &#8211;, duas quest&#245;es. A primeira delas &#233; que as formas mais desenvolvidas permitem ao olhar cient&#237;fico elevar-se a uma compreens&#227;o superior n&#227;o s&#243; das formas mais arcaicas, mas tamb&#233;m, muito particularmente, da realidade presente. A segunda &#233; que essas mesmas formas se encarregam de velar progressivamente o entendimento da realidade do olhar de um senso comum. Tanto este dualismo como a rela&#231;&#227;o entre forma e conte&#250;do tornam-se sugestivos na hora de analisar fatores que se p&#245;em claramente em nossa contemporaneidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O investimento como problema&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dentro dos m&#250;ltiplos movimentos que trazem a conjuntura de uma debilitada economia mundial, destaca-se a recupera&#231;&#227;o norte americana, n&#227;o vigorosa, mas sustent&#225;vel, frente a anemia europeia &#8211; com algumas desigualdades internas &#8211; e a debilidade japonesa. Sobressai-se tamb&#233;m a crise russa - afogada pelas san&#231;&#245;es, a queda do pre&#231;o do petr&#243;leo e a guerra &#8211; assim como a ainda aberta discuss&#227;o entre Gr&#233;cia e a UE. H&#225; que se ver em curto prazo a din&#226;mica da economia dos Estados Unidos pelo decr&#233;scimo de custos internos (salariais e energ&#233;ticos) e prejudicada tanto pela din&#226;mica externa quanto pelo crescente fortalecimento do d&#243;lar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;H&#225; muito coisa em jogo para Janet Yellen e para a economia norte-americana frente a um eventual aumento das taxas de juros ao longo do ano. Tamb&#233;m h&#225; que se considerar os poss&#237;veis efeitos da queda aguda dos custos internos na Espanha e na Gr&#233;cia, se finalmente o reacion&#225;rio acordo com a UE terminar se consolidando. Sem embargo e mais al&#233;m do curto prazo, as &#8220;quest&#245;es de cursos&#8221; parecem ser insuficientes para reverter a situa&#231;&#227;o econ&#244;mica estrutural nos principais centros imperialistas. Com bom crit&#233;rio, Summers, Wolf e outros, colocam que as extremamente baixas &#8211; em termos hist&#243;ricos &#8211; taxas de juros que regem nos Estados Unidas, Europa e Jap&#227;o, p&#245;em em evid&#234;ncia um excesso cr&#244;nico do &#8220;arrocho&#8221; sobre o investimento. Em v&#225;rios pa&#237;ses centrais onde h&#225; taxas de juros de curto prazo resultam negativas em termos reais, o que na pr&#225;tica significa que os governos se v&#234;m obrigados a prestar contas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em termos marxistas, esta situa&#231;&#227;o significa que existe uma apropria&#231;&#227;o crescente de super&#225;vit que n&#227;o se reverte produtivamente e que, portanto, n&#227;o abona o processo de acumula&#231;&#227;o ampliada do capital. De fato, este problema &#233; o n&#250;cleo duro das teses de estagna&#231;&#227;o secular.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Quest&#245;es de conte&#250;do (ou certa sensatez burguesa)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De fato, um amplo espectro de te&#243;ricos e pol&#237;ticos econ&#244;micos da burguesia como Summers, Gordon, Eichengreen, Wolf, Davies, Krugman e outros mais afetados &#225;s &#8220;causas nobres&#8221; como &lt;a href=&#034;http://ideasdeizquierda.org/sobre-thomas-piketty-y-la-desigualdad-como-destino-manifiesto/&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;Piketty&lt;/a&gt;, j&#225; h&#225; algum tempo v&#234;m colocando o problema do crescimento d&#233;bil como grande dilema do capitalismo &#8211; focalizado fundamentalmente nos pa&#237;ses centrais &#8211; e n&#227;o s&#243; a partir da crise de 2008. Enquanto os distintos autores abordam o problema a partir de diversos &#226;ngulos, a maioria deles acaba verificando que o assunto central que explica este crescimento d&#233;bil a longo prazo &#233; um escasso investimento de capitais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Alguns dos principais fundamentos dos autores consistem na diminui&#231;&#227;o do crescimento da produtividade, a redu&#231;&#227;o de pre&#231;o dos bens de capital, o declinante crescimento populacional, e por &#250;ltimo o aumento da desigualdade como fator que opera debilitando a demanda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Summers considera que estas dificuldades &#8211; que se evidenciaram durante os &#250;ltimos anos -, resultam em realidade de longa data, ainda que as &#250;ltimas d&#233;cadas fossem mascaradas por um desenvolvimento financeiro insustent&#225;vel. Daqui se depreende ent&#227;o a dicotomia &#8220;estagna&#231;&#227;o vs bolhas&#8221;, em que se debate o capital.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tomando o primeiro termo da &#8220;equa&#231;&#227;o&#8221; de Summers, a ideia de &#8220;&lt;a href=&#034;http://www.laizquierdadiario.com/Lo-que-es-bueno-para-la-humanidad-no-lo-es-para-el-capital&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;estagna&#231;&#227;o secular&lt;/a&gt;&#8221; representa, caso se queira, uma &#8220;homenagem&#8221; que os te&#243;ricos da burguesia prestam ao marxismo, ao leninismo e em particular aos trotskistas, que h&#225; d&#233;cadas nos mantivemos sustentando os limites &#8211; em sentido estrat&#233;gico &#8211; da recupera&#231;&#227;o econ&#244;mica capitalista que seguiu a crise da d&#233;cada de &#8216;70.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A &lt;a href=&#034;http://www.laizquierdadiario.com/Thomas-Piketty-a-la-luz-del-estancamiento-secular&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;recupera&#231;&#227;o da taxa de lucro&lt;/a&gt; que se produziu sob o neoliberalismo, assim como a reconquista da China e do leste europeu, resolveu apenas parcialmente e de uma maneira muito particular os problemas da acumula&#231;&#227;o de capital que se havia surgido naquela &#233;poca. Retornando sobre a discord&#226;ncia entre forma e conte&#250;do enunciada no in&#237;cio, vale a pena remarcar que &#233; o dilema do investimento ou nos obst&#225;culos para a reprodu&#231;&#227;o em escala ampliada do capital, de onde deve buscar-se os problemas de conte&#250;do, isto &#233;, aqueles que afetam em nossos dias a produ&#231;&#227;o de valor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A forma (e as palavras de Janet)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Summers sustenta que sem as bolhas sucessivas dos anos &#8216;90 e 2000, o n&#237;vel de crescimento econ&#244;mico daquelas d&#233;cadas haveria resultado &#8220;inadequado&#8221; como consequ&#234;ncia da insufici&#234;ncia tanto da demanda de investimento quanto do consumo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acontece que as &#8220;bolhas&#8221; especulativas &#8211; o segundo termo da equa&#231;&#227;o de Summers -, constituem a forma particular e que se evidencia um conte&#250;do determinado de produ&#231;&#227;o de valor, definido pelas dificuldades para a reprodu&#231;&#227;o ampliada de capital.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assim, a deslocaliza&#231;&#227;o da produ&#231;&#227;o nos pa&#237;ses centrais, a ida para regi&#245;es de alta valoriza&#231;&#227;o, a escassa acumula&#231;&#227;o como na China, a luta &#8220;incans&#225;vel&#8221; pelo super&#225;vit absoluto com todas as express&#245;es pol&#237;ticas dela derivadas, a libera&#231;&#227;o e internacionaliza&#231;&#227;o do capital, a reincid&#234;ncia de compra de a&#231;&#245;es entre as mesmas empresas como contratada dessa escassa acumula&#231;&#227;o ampliada, os cr&#233;ditos massivos ao consumo como novidade hist&#243;rica &#8211; e como pun&#231;&#227;o dos bancos sobre o super&#225;vit &#8211; entre outros v&#225;rios aspectos, se encontram na base do modo cada vez mais enganoso em que o valor se apresenta atrav&#233;s da forma de pre&#231;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dito de outro modo, a forma pre&#231;o que habita nas massas de capital denominado fict&#237;cio, se distancia cada vez mais de sua subst&#226;ncia, o valor. E a prop&#243;sito do mundo das formas e das apar&#234;ncias, a presidente do Federal Reserve acaba de enviar uma mensagem ao senado norte-americano. A palavra &#8220;paci&#234;ncia&#8221; se converteu no eixo dos editoriais de v&#225;rios jornais do mundo. Assim como em um jogo infantil, Janet avisou que &#8220;tudo&#8221; depende do dia em que ela e a Reserva Federal retirarem a palavra &#8220;paci&#234;ncia&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Neste dia, os &#8220;mercados&#8221; saber&#227;o que faltariam duas reuni&#245;es para que o Fed tome a decis&#227;o fat&#237;dica de aumentar as taxas de juro. A &#8220;&lt;a href=&#034;http://www.laizquierdadiario.com/La-videoeconomia-de-la-crisis-mundial&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;videoeconomia&lt;/a&gt;&#8221; e as palavras atuam claramente sobre a conjuntura mexendo nas &#8220;expectativas&#8221; e, portanto, nos movimentos de superf&#237;cie dos grandes capitais. Seria falso dizer que esta &#8220;economia v&#237;deo&#8221;, n&#227;o &#233; real, mas o &#233; em um grau impens&#225;vel desde a &#243;tica de poucas d&#233;cadas atr&#225;s. E &#233; nestas formas em que se apresenta tal conte&#250;do.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De fato a introdu&#231;&#227;o no mercado de quantidades gigantescas de dinheiro (uma inje&#231;&#227;o de puros pre&#231;os ou, como quiser, de pura forma, abusando um pouco dos termos) evitou que a crise de 2008 seguisse o curso da crise dos &#8216;30, ainda que claramente, sem resolver a fundo o assunto. Mas &#8220;o lobo&#8221; existe, a lei do valor ou a &#8220;regra&#8221; opera em &#250;ltima inst&#226;ncia e assim acontece nas crises quando os pre&#231;os das a&#231;&#245;es, dos derivados e de todo o tipo de ativos caem e se aproximam progressivamente aos valores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A lei do valor ou o conte&#250;do apresentam-se ent&#227;o tal como se imp&#245;e a lei da gravidade &#8211; como diz Marx &#8211; quando a casa cai. A dicotomia &#8220;bolha vs estagna&#231;&#227;o&#8221; &#233; em &#250;ltima inst&#226;ncia express&#227;o da rela&#231;&#227;o espec&#237;fica entre forma e conte&#250;do do capital no nosso tempo presente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&#8220;Homenagens&#8221;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta quest&#227;o da forma e conte&#250;do recai sobre o que se designou &#8220;homenagem&#8221; da burguesia ao que por anos viemos sustentando desde o trotskismo.&lt;br class='autobr' /&gt;
A burguesia costuma fazer homenagens tardias e reacion&#225;rias de um tipo semelhante ao que dizia L&#234;nin que os monop&#243;lios prestam ao socialismo. Chama a aten&#231;&#227;o que Piketty acabe reivindicando de fato &#8211; n&#227;o intencionalmente, &#233; claro &#8211; Rosa Luxemburgo h&#225; quase 100 anos de seu assassinato. &#201; uma l&#225;stima que queiram nos seduzir com a ideia de que a mesma coisa que provocou guerras mundiais, revolu&#231;&#245;es, crises violentas e massacres, possa se resolver agora com um ou outro imposto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Chama a aten&#231;&#227;o que Krugman, Summers e o pr&#243;prio Piketty, entre outros, descubram justamente agora as virtuais propriedades &#8220;ben&#233;ficas&#8221; das guerras. N&#227;o &#233; uma novidade, j&#225; havia advertido Keynes em seu tempo. E, a prop&#243;sito, Keynes prestou &#8220;homenagem&#8221; &#227; teoria de Lenin e Trotsky assimilando em grande parte (para seus fins, &#233; claro) o conte&#250;do da &#233;poca. A busca dos resultados da &#8220;guerra sem guerra&#8221; &#233;, de fato, um paradoxo da teoria econ&#244;mica burguesa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Deriva da impossibilidade de compreender que um conte&#250;do tal se manifeste necessariamente sob esta forma. Este &#8220;desejo&#8221;, al&#233;m de sua imagem &#8220;pacifista&#8221;, &#233; profundamente reacion&#225;rio. Em sua imposs&#237;vel inten&#231;&#227;o reformista em grande escala e longo prazo, em sua naturaliza&#231;&#227;o fan&#225;tica do capitalismo, nega a verdadeira natureza do capital abrindo caminho finalmente &#225;s guerras. Deriva em &#250;ltima inst&#226;ncia da &#8211; sempre imposs&#237;vel &#8211; busca do conte&#250;do sem a forma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#201; prov&#225;vel que esta desvincula&#231;&#227;o entre forma e conte&#250;do que invariavelmente leva os economistas &#8211; e lamentavelmente tamb&#233;m, a grande parte da esquerda &#8211; a recriar f&#243;rmulas impotentes, tenha sua origem te&#243;rica na muito distante impossibilidade da economia pol&#237;tica cl&#225;ssica de resolver o problema do valor, ainda que a esquerda havia colocado.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Summers, Yellen y Marx</title>
		<link>https://ft-ci.org/Summers-Yellen-y-Marx</link>
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		<dc:date>2015-02-28T16:39:00Z</dc:date>
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		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Paula Bach</dc:creator>


		<dc:subject>Europa</dc:subject>
		<dc:subject>EE.UU.</dc:subject>
		<dc:subject>Econom&#237;a</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Crisis capitalista mundial</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas) de Argentina </dc:subject>
		<dc:subject>Sudeste Asi&#225;tico</dc:subject>
		<dc:subject>China</dc:subject>
		<dc:subject>Estados Unidos</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;La inversi&#243;n como problema del capital y las cuestiones de forma y contenido en la tesis burguesa del &#8220;estancamiento secular&#8221;. El discurso de Janet Yellen ante el senado norteamericano. Sobre &#8220;homenajes&#8221; reaccionarios.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://ft-ci.org/China-169" rel="tag"&gt;China&lt;/a&gt;, 
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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L150xH90/arton8937-f3633.jpg?1694250718' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='90' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;La inversi&#243;n como problema del capital y las cuestiones de forma y contenido en la tesis burguesa del &#8220;estancamiento secular&#8221;. El discurso de Janet Yellen ante el senado norteamericano. Sobre &#8220;homenajes&#8221; reaccionarios. &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Rebobinando unos cuantos a&#241;os desde nuestros d&#237;as hasta El Capital, es posible rastrear un concepto de alto poder explicativo para la realidad actual. Aquel que destacan una y otra vez las palabras de Marx y que refiere a la discordancia entre la forma y el contenido. Hallar la relaci&#243;n correcta entre forma y contenido o dicho en otros t&#233;rminos, comprender las leyes del movimiento de la apariencia, es lo que le permiti&#243; a Marx superar los l&#237;mites de la econom&#237;a pol&#237;tica cl&#225;sica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ahora bien, Marx se ocup&#243; de aclarar &#8211;entre otras muchas cosas-, dos cuestiones. La primera de ellas es que las formas m&#225;s desarrolladas, permiten a la mirada cient&#237;fica, acceder a una compresi&#243;n superior no s&#243;lo de las formas m&#225;s arcaicas sino, y muy particularmente, de la realidad presente. La segunda es que esas mismas formas se encargan de velar progresivamente el entendimiento de la realidad a la mirada del sentido com&#250;n. Tanto este dualismo como la relaci&#243;n entre forma y contenido, resultan sugestivos a la hora de analizar factores que se ponen de manifiesto en nuestra contemporaneidad.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La inversi&#243;n como problema&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dentro de los m&#250;ltiples movimientos que hacen a la coyuntura de una econom&#237;a mundial debilitada, destaca la recuperaci&#243;n norteamericana, no vigorosa pero sostenida, frente a la anemia europea &#8211;con algunas desigualdades internas- y la debilidad japonesa. Sobresale tambi&#233;n la crisis rusa -ahogada por las sanciones, la ca&#237;da del precio del petr&#243;leo y la guerra- as&#237; como la a&#250;n abierta discusi&#243;n entre Grecia y la UE. Habr&#225; que ver en el corto plazo la din&#225;mica de la econom&#237;a de Estados Unidos favorecida por el descenso de costos internos (salariales y energ&#233;ticos) y perjudicada tanto por la din&#225;mica externa como por la creciente fortaleza del d&#243;lar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se juegan mucho Janet Yellen y la econom&#237;a norteamericana ante un eventual incremento de las tasas de inter&#233;s en el curso del a&#241;o. Tambi&#233;n habr&#225; que ver los posibles efectos de la aguda ca&#237;da de costos internos en Espa&#241;a e incluso en Grecia, si finalmente el reaccionario acuerdo con la UE se terminara consolidando. Sin embargo y m&#225;s all&#225; del corto plazo, las &#8220;cuestiones de costos&#8221; parecen ser insuficientes para revertir la situaci&#243;n econ&#243;mica estructural en los principales centros imperialistas. Con buen criterio, Summers, Wolf y otros, plantean que las extremadamente bajas &#8211;en t&#233;rminos hist&#243;ricos- tasas de inter&#233;s que rigen en Estados Unidos, Europa y Jap&#243;n, ponen de manifiesto un exceso cr&#243;nico del &#8220;ahorro&#8221; sobre la inversi&#243;n. En varios pa&#237;ses centrales incluso las tasas de inter&#233;s de corto plazo resultan negativas en t&#233;rminos reales, lo que en los hechos significa que los gobiernos se ven obligados a pagar por prestar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En t&#233;rminos marxistas esta situaci&#243;n significa que existe una apropiaci&#243;n creciente de plusval&#237;a que no se reinvierte productivamente y que por tanto no abona el proceso de acumulaci&#243;n ampliada del capital. A decir verdad, este problema, es el n&#250;cleo duro de la tesis del estancamiento secular.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cuestiones de contenido (o cierta sensatez burguesa)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A decir verdad un amplio espectro de te&#243;ricos y pol&#237;ticos econ&#243;micos de la burgues&#237;a como Summers, Gordon, Eichengreen, Wolf, Davies, Krugman y otros m&#225;s afectos a las &#8220;causas nobles&#8221; como &lt;a href=&#034;http://ideasdeizquierda.org/sobre-thomas-piketty-y-la-desigualdad-como-destino-manifiesto/&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;Piketty&lt;/a&gt;, hace ya un tiempo vienen planteando el problema del crecimiento d&#233;bil como gran dilema del capitalismo &#8211;focalizado fundamentalmente en los pa&#237;ses centrales- y no s&#243;lo a partir de la crisis de 2008. Si bien los distintos autores abordan el problema desde diversos &#225;ngulos, la mayor&#237;a de ellos acaba verificando que el asunto central que explica ese crecimiento d&#233;bil de largo plazo es una escasa inversi&#243;n de capitales.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Algunos de los principales fundamentos de los autores consisten en la disminuci&#243;n del crecimiento de la productividad, la reducci&#243;n del precio de los bienes de capital, el &lt;a href=&#034;http://www.laizquierdadiario.com/Lo-que-es-bueno-para-la-humanidad-no-lo-es-para-el-capital&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;declinante crecimiento poblacional&lt;/a&gt;y por &#250;ltimo el incremento de la desigualdad como factor que opera debilitando la demanda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Summers considera que estas dificultades -que se pusieron de manifiesto durante los &#250;ltimos a&#241;os-, resultan en realidad de larga data, aunque durante las &#250;ltimas d&#233;cadas fueron enmascaradas por un desarrollo financiero insostenible. De aqu&#237; desprende entonces la dicotom&#237;a &#8220;estancamiento vs. burbujas&#8221;, en la que se debate el capital. Tomando el primer t&#233;rmino de la &#8220;ecuaci&#243;n&#8221; de Summers, la idea de &#8220;&lt;a href=&#034;http://www.laizquierdadiario.com/Lo-que-es-bueno-para-la-humanidad-no-lo-es-para-el-capital&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;estancamiento secular&lt;/a&gt;&#8221; representa si se quiere un &#8220;homenaje&#8221; que los te&#243;ricos de la burgues&#237;a le rinden al marxismo, al leninismo y en particular a los trotskistas que desde hace d&#233;cadas venimos sosteniendo los l&#237;mites &#8211;en sentido estrat&#233;gico- de la recuperaci&#243;n econ&#243;mica capitalista que sigui&#243; a la crisis de la d&#233;cada del '70.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La recuperaci&#243;n de la tasa de ganancia que se produjo bajo el neoliberalismo as&#237; como la reconquista de China y Europa del Este, resolvieron s&#243;lo parcialmente y de una manera muy particular los problemas de la acumulaci&#243;n del capital que se hab&#237;an puesto de manifiesto en aquella d&#233;cada. Retornando sobre la discordancia entre forma y contenido enunciada al inicio, vale la pena remarcar que es en el dilema de la inversi&#243;n o en los obst&#225;culos para la reproducci&#243;n en escala ampliada del capital, donde deben buscarse los problemas de contenido, es decir, aquellos que afectan en nuestros d&#237;as a la producci&#243;n de valor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La forma (y las palabras de Janet)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sostiene Summers que sin las burbujas sucesivas de los a&#241;os '90 y 2000, el nivel de crecimiento econ&#243;mico de aquellas d&#233;cadas, habr&#237;a resultado &#8220;inadecuado&#8221; como consecuencia de la insuficiencia tanto de la demanda de inversi&#243;n como de consumo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Resulta que las &#8220;burbujas&#8221; especulativas &#8211;el segundo t&#233;rmino de la ecuaci&#243;n de Summers-, constituyen la forma particular en la que se pone de manifiesto un contenido determinado de producci&#243;n de valor, definido por las dificultades para la reproducci&#243;n ampliada del capital.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As&#237; la deslocalizaci&#243;n de la producci&#243;n en los pa&#237;ses centrales y la hu&#237;da hacia regiones de alta valorizaci&#243;n y escasa acumulaci&#243;n como China, la lucha &#8220;incansable&#8221; por el plusvalor absoluto con todas las expresiones pol&#237;ticas de ella derivadas, la liberalizaci&#243;n e internacionalizaci&#243;n del capital, la recompra de acciones entre las mismas empresas como contratara de esa escasa acumulaci&#243;n ampliada, los cr&#233;ditos masivos al consumo como novedad hist&#243;rica &#8211;y como punci&#243;n de los bancos sobre el plusvalor- entre otros varios aspectos, se encuentran en la base del modo cada vez m&#225;s enga&#241;oso en que el valor se pone de manifiesto a trav&#233;s de la forma de precio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dicho de otro modo, la forma de precio que habita en las masas de capital denominado ficticio, se aleja cada vez m&#225;s de su sustancia, el valor. Y a prop&#243;sito del mundo de las formas o de las apariencias, la presidenta de la Fed acaba de dar un mensaje al senado norteamericano. La palabra &#8220;paciencia&#8221; se convirti&#243; en el eje de las editoriales de m&#250;ltiples diarios del mundo. Es que como en un juego infantil Janet avis&#243; que &#8220;todo&#8221; depende del d&#237;a en el que ella y la Reserva, retiren la palabra &#8220;paciencia&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ese d&#237;a, los &#8220;mercados&#8221; sabr&#225;n que faltar&#237;an dos reuniones para que la Fed tome la decisi&#243;n fat&#237;dica de aumentar las tasas de inter&#233;s. La &#8220;&lt;a href=&#034;http://www.laizquierdadiario.com/La-videoeconomia-de-la-crisis-mundial&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;videoeconom&#237;a&lt;/a&gt;&#8221; y las palabras, act&#250;an claramente sobre la coyuntura manejando las &#8220;expectativas&#8221; y por tanto los movimientos de superficie de los grandes capitales. Ser&#237;a falso decir que esta &#8220;econom&#237;a video&#8221;, no es real, s&#237; lo es y en un grado impensable desde la &#243;ptica de unas pocas d&#233;cadas atr&#225;s. Y es que en esas formas se pone de manifiesto aquel contenido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De hecho la introducci&#243;n en el mercado de masas gigantescas de dinero (una inyecci&#243;n de puros precios o, si se quiere, de pura forma, abusando un poco de los t&#233;rminos) evit&#243; que la crisis del 2008 siguiera el curso de la crisis del '30, aunque por supuesto, sin resolver el fondo del asunto. Pero &#8220;el lobo&#8221; est&#225;, la ley del valor o la &#8220;norma&#8221; opera en &#250;ltima instancia y as&#237; sucede en las crisis cuando los precios de las acciones, los derivados y todo tipo de activos se derruban y se acercan progresivamente a los valores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La ley del valor o el contenido, se pone entonces de manifiesto tal como se impone la ley de gravedad &#8211;como dice Marx- cuando a uno se le viene la casa encima. La dicotom&#237;a &#8220;burbuja vs. estancamiento&#8221; es en &#250;ltima instancia expresi&#243;n de la relaci&#243;n espec&#237;fica entre forma y contenido del capital en nuestro tiempo presente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&#8220;Homenajes&#8221;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Y esta cuesti&#243;n de la forma y el contenido, repica sobre lo que se design&#243; &#8220;homenajes&#8221; de la burgues&#237;a a lo que por a&#241;os hemos venido sosteniendo desde el trotskismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La burgues&#237;a acostumbra hacer homenajes tard&#237;os y reaccionarios de un tipo similar al que dec&#237;a Lenin que los monopolios le rinden al socialismo. Llama la atenci&#243;n que Piketty termine reivindicando de hecho &#8211;no en la intenci&#243;n, es claro- a Rosa Luxemburgo a casi 100 a&#241;os de su asesinato. L&#225;stima que nos quiera encantar con la idea de que aquello que provoc&#243; guerras mundiales, revoluciones, crisis violentas y masacres, pueda resolverse ahora con alg&#250;n que otro impuesto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Llama la atenci&#243;n que Krugman, Summers y el mismo Piketty, entre otros, descubran justo ahora las virtuales propiedades &#8220;ben&#233;ficas&#8221; de las guerras. No es una novedad, ya lo hab&#237;a advertido Keynes en su momento. Y dicho sea de paso, tambi&#233;n Keynes rindi&#243; &#8220;homenaje&#8221; a la teor&#237;a de Lenin y Trotsky asimilando en gran parte (para sus fines, claro) el contenido de la &#233;poca. La b&#250;squeda de los resultados de la &#8220;guerra sin guerra&#8221; es, a decir verdad, un ox&#237;moron de la teor&#237;a econ&#243;mica burguesa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Deriva de la imposibilidad de comprender que un contenido tal, se manifiesta necesariamente bajo dicha forma. Este &#8220;deseo&#8221;, amen de su imagen &#8220;pacifista&#8221;, es profundamente reaccionario. En su imposible intento reformista en gran escala y de largo plazo, en su naturalizaci&#243;n fan&#225;tica del capitalismo, niega la verdadera naturaleza del capital abriendo finalmente paso&#8230;a las guerras. Deriva en &#250;ltima instancia de la -siempre imposible- b&#250;squeda del contenido sin la forma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Es probable que esa desvinculaci&#243;n entre forma y contenido que invariablemente lleva a los economistas &#8211;y lamentablemente tambi&#233;n, a gran parte de la izquierda- a recrear f&#243;rmulas impotentes, tenga su origen te&#243;rico en la ya muy lejana imposibilidad de la econom&#237;a pol&#237;tica cl&#225;sica de resolver el problema del valor, a&#250;n cuando lo hab&#237;a dejado planteado.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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<item xml:lang="en">
		<title>Reflections regarding Greece</title>
		<link>https://ft-ci.org/Reflections-regarding-Greece</link>
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		<dc:date>2015-02-10T19:50:00Z</dc:date>
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		<dc:language>en</dc:language>
		<dc:creator>Paula Bach</dc:creator>


		<dc:subject>Europa</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>Yosef M.</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas/ Socialist Workers Party), from Argentina </dc:subject>
		<dc:subject>Grecia</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Greece is a supreme example of the accumulated effects of the world economic crisis. As the editorial writer of the Financial Times, Martin Wolf, indicates, unemployment has reached 26%, and the GDP is also 26% below its peak before the crisis of 2008. The expenditure of Greek society on goods and services has shrunk by at least an accumulated 40%. According to Paul Krugman, the &#034;domestic devaluation&#034; that took place in the Hellenic country, as a result of the fall in wages, and therefore, of the unit labor costs, reaches 16%.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://ft-ci.org/local/cache-vignettes/L150xH99/arton8909-4ab08.jpg?1694250718' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='99' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Reflections regarding Greece&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Greece is a supreme example of the accumulated effects of the world economic crisis. As the editorial writer of the Financial Times, Martin Wolf, indicates, unemployment has reached 26%, and the GDP is also 26% below its peak before the crisis of 2008. The expenditure of Greek society on goods and services has shrunk by at least an accumulated 40%. According to Paul Krugman, the &#034;domestic devaluation&#034; that took place in the Hellenic country, as a result of the fall in wages, and therefore, of the unit labor costs, reaches 16%.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Greece, in the first place, is, together with Spain, one of the countries of Europe that has most severely suffered the destruction of productive forces on its terrain. It is among the main victims of the &#034;austerity&#034; policies promoted and fundamentally defended by Germany. It is not by chance that Syriza &#8211; in which large groups of the wearied masses put their hopes &#8211; won the Greek elections, nor is the growth of the intention to vote for Podemos in the Spanish State, facing the collapse of the PSOE and the Partido Popular, accidental.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Creative destruction&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;In Europe and especially in the Eurozone, deflationary trends have been put into place, that, according a recent analysis of The Economist, could be making way for a lost decade even worse than that of Japan in the 1990's. The recent QE (a plan of quantitative easing), approved by the European Central Bank, with German opposition, represents an attempt to counteract this scenario. The effect of the monetary stimulus plans is well-known. In the best of cases, they are capable of restraining an acute, precipitous economic fall, and they can &#8211; under certain conditions, encourage weak recoveries. They are, however, powerless to induce powerful growth and reverse the critical structural conditions that impede more or less vigorous cycles of increased accumulation of capital. The destruction of productive forces, on the contrary, as neoclassical orthodoxy has historically affirmed, &#8211; with an aura of bourgeois honesty and little political skill, is the essence of a system that, in order to revive, needs to destroy what has been built &#8211; &#034;creative destruction,&#034; Schumpeter called it. &#8211; The problem, clearly, is that this &#034;wonder&#034; of consistent creation, principally in the formation of big industrial reserve armies and suffering masses, ends up producing &#8211; in the best of cases for capital &#8211; &#034;Greeces&#034; and perhaps &#034;Spains.&#034;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;The Devil's tail&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Whether the combination of QE in the Eurozone and the destruction &#8211; essentially in the countries of southern Europe &#8211; will be capable, together with the renewed policies of monetary stimulus in Japan and a possible delaying of the increase of interest rates in the United States and in Great Britain, of generating some type of interim recovery in Europe &#8211; an unanswered question suggested in The tendencies of the crisis under debate &#8211; remains to be seen. Here a more profound reflection is of interest. The friendliness of France, Italy, and Spain for the United States is well-known. Now the &#034;Super Mario&#034; &#8211; as they say of the President of the BCE, Mario Draghi &#8211; had promised, in the conference of Central Banks, at Jackson Hole, &#8211; on the other side of the Atlantic, and before the accommodating look of his colleagues from the United States &#8211; a possible monetary plan, in the American style, if it were needed.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The QE that Germany opposed, although, probably from fear of the consequences of not implementing it, it let pass, seems to be a point that the United States is noting down in its influence on the area. The economic difficulties for the dollar that follow from the resulting devaluation of the euro, could be less than the risk of an open deflation in Europe. But the attempt at US interference appears to be being played twice. The nearly obvious campaign of the Anglo-Saxon media, The Economist, Financial Times, The New York Times, The Washington Post, putting pressure on Germany from the &#034;left&#034; and on Tsipras from the right, seems a big playing card.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Anglo-Saxons&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The particularly unified editorial talk, including columnists like Martin Wolf, is attracting attention. As Josefina Mart&#237;nez and Diego Lotito say well here, the policy of release from debt, combined with structural reforms, has been promoted for a while from the very heart of the United States. However, this time, it would appear to be a case of a stronger bet, to make Germany submit politically. In the first place, by wielding Tsipras like a type of &#034;human bomb,&#034; forcing him at the same time to turn still more to the right (a matter that for now seems quite simple), placing Greece as a sword of Damocles, that hangs over the future of the Eurozone and that of the European Union, if Germany does not yield (which, certainly, does not cease to be part of reality). They are hoping that if pressure on Germany had an effect, Tsipras, in the words of the British weekly The Economist, &#034;will throw his crazy socialism into the garbage and will accept the structural reforms in exchange for debt forgiveness.&#034; It should be remembered that Tsipras' &#034;crazy socialism&#034; consists, also in the words of The Economist, in &#034;his plans to rehire 12,000 public-sector workers, give up privatization and introduce a big increase in the minimum wage.&#034;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;This &#034;delirious madness,&#034; facing unemployment in Greece similar to that to which in the 1930's, the US government responded with the New Deal, would have as a result, still in the words of The Economist, &#034;undoing achievements made by Greece in the area of competitiveness&#034; ... And this allows one to suspect a bigger bet of the United States and the Anglo-Saxon arch, on Greece. If they stop disciplining Tsipras and forcing Germany to submit, an understanding of QE with the destruction of productive forces prevailing there would be achieved; Greece could &#8211; by virtue of the extraordinary increase of the profit obtained in terms relative to other countries &#8211; begin a cycle of economic recovery, that would certainly be based on the domestic devaluation that Krugman is talking about.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;This &#034;takeoff of the Greek economy&#034; that the Anglo-Saxon arch (Head Office of neoliberalism) seems to be pursuing, is, in reality, a takeoff of the capitalist profits. That takeoff would logically be based on labor costs slashed by 16% and much more than that, since their market price is subject to an army of unemployed people equivalent to 26% of the Greek population. In addition, foreign capitals will be able to take advantage of the privatizations in a completely devalued Greece. A booming business. Now, of course, the key is to take advantage of the profits obtained from &#034;competitiveness&#034; that are not achieved so easily. It is also worth mentioning that The Economist considers that it is necessary to treat Greece like an African country in bankruptcy.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Syriza&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Beginning with its alliance with the nationalist party of the xenophobic right wing, &#034;Independent Greeks,&#034; and the appointment of the main leader of that party in the Ministry of Defense, Syriza has sent multiple messages. Among them, that, to implement a program increasingly washed in continual devaluation, it has no intention &#8211; restating something that was already quite clear &#8211; of relying on the mobilization of the workers' movement and of the masses. The latter is a limit to its ascription to the European Union, as is also explained here. The first aspect strengthens the Anglo-Saxon front's illusions of converting Syriza into its own tool, seeking to transform Greece into an example of the possible recomposition of the coexistence between &#034;democracy&#034; and the &#034;markets.&#034;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The second aspect that opens the question about a possible turn of Greece towards Russia and how far it could go, is, for now, just that, a question. What is certain is that the United States and Great Britain are using it as another instrument of pressure on Germany, the alliance of which with Russia has been hit hard, beginning with the annexation of the Crimea and the continuation of the conflict over the future of the Ukraine. Still, nothing is said. The use of Greece as a setting for resolving inter-imperialist relationships of force could add even more fuel to the fire of a critical situation. The forces of the workers and the groups of the poor and oppressed of Greece, are complete. In the coming period, they will have their experience with this new government, as part of a process that has recently begun.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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