FT-CI

Argentina: perto ã Paralisação Nacional

Derrubar Sobisch com a greve geral

24/04/2007 La Verdad Obrera N° 230

A Assembléia Estadual. Preparar um neuquenasso. Plano de luta nacional para que triunfem os professores dos estados em greve.

A mais de 30 dias de paralização dos professores e a repressão feroz em Arroyito, que causou a morte do companheiro Carlos Fuentealba, mudaram o cenário estadual e provocaram a primeira paralização nacional da CTA no governo de Kirchner junto ã medida da CGT (ver editorial). No estado de Neuquén, o ódio e a indignação levaram a milhares de trabalhadores a tomar a greve em suas mãos e ganhar as ruas em uma manifestação que se considera uma das maiores da história deste estado. Trabalhadores e estudantes mobilizados, as pontes fechadas, ações de repúdio aos funcionários de alto cargo. A revolta popular se faz sentir no estado. O governo se depara com uma crise aguda. Em 1997, depois de matar Teresa Rodríguez, o MPN fez uma oferta salarial aos professores para isolar os desempregados e o povo de Cutral Có. Hoje, Sobisch quer repetir a armadilha oferecendo um adicional econômico as custas de que abandonemos as exigências de punição aos assassinos, ou seja, de sua caída. Está colocado derrubar o governador Sobisch através da mobilização. Entre os professores e o resto dos trabalhadores são discutidas diferentes estratégias diante da crise aberta.

Nesta quinta-feira, 5 de abril, faleceu o professor Fuentealba despois de ser atingido pela polícia estadual em uma repressão ordenada pelo governador Sobisch e incitada pelas câmaras de empresários e do turismo, que exigiram a desocupação das rodovias. Estavam preocupados pelos lucros que deixariam de ganhar no feriado da Semana Santa. Para eles a vida de trabalhador não vale nada. Por isso, há 10 anos do assassinato de Teresa Rodríguez, o MPN repetiu a história: repressão e morte aos trabalhadores que lutam por seus direitos, enquanto garantem que a Repsol, junto a outras multinacionais petrolíferas, sigam saqueando nossos recursos naturais.

Na segunda-feira, 9, a paralização e uma mobilização histórica percorreram as ruas de Neuquén dando uma contundente resposta. Sobisch respondeu com uma provocação: "Eu fico", disse, e nomeou um de seus colaboradores próximos: Jorge Lara quem, entre outras coisas, organizou a desocupação pela polícia dos professores no ano passado e na refinaria da Repsol de Plaza Huincul. O lobista das petrolíferas não quer renunciar. Busca um bode expiatório, com um policial preso e duas ou três renúncias. Mas o grito de segunda-feira persiste: "Fora o assassino Sobisch!" Por isso, temos que derrubar o assassino, não sentar para negociar, nem com ele nem com seus ministros.

Nem um só professor está dando aulas. À paralisação da ATEN se somam os trabalhadores da saúde, da Ação Social e o resto das repartições públicas onde se está acatando a paralização de 48hs da ATE. Os professores particulares da SADOP, os professores e funcionários universitários também estão em greve. Por sua parte os trabalhadores ceramistas votaram ir ã paralização nas quatro fábricas. Os estudantes universitários, secundaristas e são parte desta luta. A imensa maioria da população repudia quem ordenou o disparo.
A possibilidade de derrubar Sobisch por sua debilidade e desprestígio nacional, é hoje mais certa que nunca. Nas ruas e no repúdio popular, estão a força necessária para que vá embora. Não nos passos lentos da legislação, nem na via morta da cautela política que estimulam, entre outros, os kirchneristas que dão aval ã militarização das escolas de Santa Cruz.

Diante da crise aberta existem dois caminhos. Um consiste em que, enquanto se pede a "renúncia" ou se exige"fora Sobisch", deixam a porta aberta para colocar-se para negociar um aumento salarial com os assassinos. O outro é varrê-los com a ação operária e popular e conseguir todas nossas reivindicações. Para isso é necessário preparar a greve geral no caminho de um levante dos trabalhadores e do povo, um verdadeiro Neuquenasso. As escolas, os hospitais, Zanon, as fábricas, os poços petroleiros e a universidade têm que se transformar em centros de organização a debater e organizar uma Assembléia Estadual para chamar a greve geral com piquetes e cortes de pontes até que Sobisch saia e impor as reivindicações dos trabalhadores e do povo. Os trabalhadores e organizações que já estamos em luta, temos que chamar o resto para se somar a nós. Na segunda, 9, os petroleiros paralizaram a produção nos poços e caminhoneiros e bancários participaram da mobilização. Temos que nos unir; e é possível. Para o PTS este é o caminho pelo qual temos que lutar em cada assembléia.

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